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Um reality show da Netflix evoca um dos experimentos científicos mais controversos da história e o homem por trás dele

21 October 2026 at 22:15

O Experimento da Prisão de Stanford durou menos de uma semana em 1971, mas suas conclusões sobre a natureza humana perduraram por décadas. Agora, uma nova série da Netflix traz de volta aos holofotes um dos estudos mais controversos da psicologia e algumas das maiores preocupações que o cercam.

Organizado pelo psicólogo americano Philip Zimbardo, o experimento consistia em uma prisão simulada instalada no porão de um prédio da Universidade Stanford. Ele selecionou 24 estudantes universitários do sexo masculino dentre mais de 70 pessoas que responderam a um anúncio de jornal para um “estudo psicológico sobre a vida na prisão” e os dividiu aleatoriamente em prisioneiros e guardas. No cerne desse trabalho estava uma questão fundamental sobre o bem e o mal.

“Basicamente, Zimbardo estava tentando descobrir se pessoas comuns estariam dispostas a dar e a seguir ordens em um ambiente específico, e qual era o papel da situação na formação do comportamento das pessoas”, disse Catherine Sanderson, professora de psicologia da família Poler no Amherst College e ex-aluna de Zimbardo. Ela não participou do experimento. “O que ele queria mostrar é que pessoas normais podem fazer coisas horríveis.”

Os 24 participantes do estudo foram divididos aleatoriamente em dois grupos: guardas e detentos. • PrisonExp.org

O experimento, que deveria durar até duas semanas, rapidamente saiu do controle pelo menos de acordo com a versão oficial. Em 36 horas, um dos prisioneiros teve um aparente colapso mental e, no segundo dia, os detentos se rebelaram. Os guardas reprimiram a rebelião com vigor, borrifando os rebeldes com extintores de incêndio, despindo-os e trancando-os em um armário escuro apelidado de “o buraco”.

Tudo isso se desenrolava em um contexto de agitação real no mundo real em relação às condições prisionais e ao tratamento dado aos encarcerados. Poucas semanas após o término do experimento, uma rebelião na Penitenciária de Attica, em Nova York, foi sufocada com força letal, resultando em 43 mortes . O evento trouxe a atenção da mídia para o trabalho de Zimbardo, levando-o para além do âmbito acadêmico e para o discurso social, onde permanece desde então.

Mas, ao longo dos anos, o perfil do Experimento da Prisão de Stanford mudou drasticamente, passando de uma visão sem precedentes da psique humana para um estudo amplamente criticado, cujos métodos e conclusões foram questionados.

Philip Zimbardo (primeiro à direita) assumiu o cargo de superintendente da prisão. • PrisonExp.org

“Nossa compreensão do que aconteceu evoluiu muito ao longo do tempo”, disse Sanderson. “Não só surgiram questionamentos éticos sobre o estudo, mas também sobre se os comportamentos ocorreram espontaneamente ou se foram, de certa forma, instruídos por Zimbardo.”

Com a estreia da versão repaginada do experimento pela Netflix, uma questão fundamental permanece: o estudo revelou algo essencial sobre autoridade ou a forma como foi conduzido contribuiu para os comportamentos que o tornaram famoso?

A nova série da Netflix, “The New Stanford Prison Experiment”, tem uma estrutura bastante diferente do notório estudo de 1971 que a inspirou. • Netflix

‘Um grande problema’

Zimbardo concebeu o estudo em parte como uma continuação dos famosos experimentos de obediência conduzidos pelo psicólogo americano Stanley Milgram no início da década de 1960. No primeiro desses estudos, os participantes foram instruídos a aplicar o que acreditavam serem choques elétricos cada vez mais dolorosos em uma pessoa invisível, por terem dado respostas incorretas em um teste de memória, e 65% dos participantes continuaram até o nível máximo, apesar de ouvirem o aparente sofrimento da pessoa.Na realidade, o sofrimento foi simulado por um ator e, se fossem planejados hoje, tanto o experimento de Milgram quanto o de Zimbardo enfrentariam sérios obstáculos sob as normas éticas modernas de pesquisa, devido a problemas com engano, danos psicológicos, conflito de interesses e falta de consentimento informado sobre a intensidade da experiência.

O professor Philip Zimbardo, da Universidade Stanford, discute o Experimento da Prisão de Stanford em 20 de agosto de 1971. • Duke Downey/San Francisco Chronicle/Getty Images

Para começar, os prisioneiros do experimento de Stanford não faziam ideia de que o estudo começaria com uma prisão realista realizada pela polícia local em suas casas. Ao entrarem na prisão simulada, os detentos foram submetidos a uma revista íntima e, em seguida, tiveram que vestir batas largas sem roupa íntima. Eles usavam meias de náilon sobre a cabeça, simulando cabelos raspados.

Os guardas usavam uniformes e óculos de sol espelhados para evitar contato visual. A equipe de pesquisa forneceu-lhes cassetetes de madeira e instruções para não agredirem fisicamente os prisioneiros, mas sim para manter a lei e a ordem. Zimbardo atuou como superintendente da prisão, observando e registrando o experimento.

Como os presos começaram a apresentar sinais evidentes de sofrimento logo no início, alguns familiares que tinham permissão para visitá-los manifestaram a intenção de contatar advogados para interromper o estudo. Nos primeiros quatro dias, três detentos foram liberados após apresentarem sinais de sofrimento.

No quinto dia, Christina Maslach, então recém-formada em psicologia social por Stanford e que mais tarde se casaria com Zimbardo, visitou a prisão e ficou horrorizada com o que viu. Zimbardo encerrou o experimento no dia seguinte.

As evidências de áudio e vídeo do experimento, bem como entrevistas posteriores com os participantes, revelaram que Zimbardo, que faleceu em 2024, influenciou diretamente o resultado do estudo ao interagir com os participantes e orientar os guardas, além de impedir que alguns detentos deixassem a prisão simulada quando solicitaram inicialmente.

“Uma das características de um bom projeto experimental é que o pesquisador responsável pelo estudo não interaja com os participantes”, disse Sanderson. “O fato de Zimbardo ter se envolvido tanto é um grande problema, porque ele tinha crenças e expectativas específicas — poderíamos até dizer objetivos — na condução do estudo.”Mas, na época, os resultados foram bem vistos e Zimbardo aproveitou a fama recém-adquirida: “Aos olhos do público, assim como ao dar uma palestra para uma turma grande, você é um artista e, portanto, deve fazer uma boa apresentação e aprender com os erros para ser mais eficaz da próxima vez”, disse ele em uma entrevista de 2009.

O estresse psicológico fez com que alguns dos alunos que interpretavam o papel de detentos abandonassem o estudo mais cedo. • PrisonExp.org

Segundo Sanderson, Zimbardo era um orador muito poderoso e convincente. “O estudo da prisão de Stanford lhe trouxe muita fama, e ele era muito carismático”, disse ela. “Esse tipo de carisma fez com que as pessoas não prestassem muita atenção a alguns detalhes sobre o que realmente aconteceu.”

Ainda assim, as revelações sobre seu envolvimento serviram para minar as descobertas sobre autoridade e natureza humana que Zimbardo defendia.

“Acho que certamente existe uma visão geral de que pessoas boas podem fazer coisas ruins sob certas circunstâncias, como no anonimato ou quando recebem ordens para fazê-las”, disse Sanderson. “No entanto, o estudo da prisão de Stanford não é um bom exemplo que comprove isso.”

Esse ceticismo reflete uma reflexão mais ampla dentro da psicologia sobre a confiabilidade dos resultados dos estudos. Em 2015, uma tentativa de replicar 100 estudos publicados em importantes periódicos de psicologia resultou em apenas 36% das replicações alcançando resultados estatisticamente significativos, em comparação com 97% nos estudos originais. Essa “crise de replicabilidade” expôs falhas na forma como a pesquisa psicológica é conduzida e publicada, incluindo tamanhos de amostra pequenos e pressão para produzir resultados impactantes em vez de descobertas robustas e reproduzíveis.

A primeira grande tentativa de revisitar o experimento de Stanford, de fato, produziu um resultado completamente diferente. Mas essa reformulação inicial, encomendada pela BBC , também começou reformulando a abordagem.

Resultado alternativo

Em 2002, a BBC transmitiu sua versão da obra de Zimbardo em uma série de televisão chamada “The Experiment”.

O estudo envolveu 15 voluntários do sexo masculino seis guardas e nove prisioneiros em uma prisão construída nos terrenos de um estúdio de cinema. Mas os guardas não se tornaram tiranos, como no experimento de Stanford. Em vez disso, os prisioneiros desafiaram os guardas e levaram a melhor. Ainda mais surpreendente, eles construíram posteriormente uma comunidade unida.

Segundo Stephen Reicher, professor de psicologia da Cátedra Bishop Wardlaw na Universidade de St. Andrews, na Inglaterra, que conduziu a pesquisa juntamente com Alex Haslam, então psicólogo da Universidade de Exeter, a diferença marcante nos resultados se deveu em parte ao fato de os guardas não terem sido previamente treinados por uma figura de autoridade como Zimbardo.

“Normalmente, em um experimento, você é neutro”, disse Reicher. “Zimbardo, na verdade, se posicionou como chefe da guarda. Em termos gerais, ele diz a eles o que fazer. Ele diz para eles imporem poder. Ele diz para eles fazerem as pessoas se sentirem impotentes.”

Na versão da BBC, não há essa liderança: “Levamos a sério a ideia de simplesmente colocar pessoas em seus respectivos papéis e ver o que aconteceria. Sem uma liderança clara, descobrimos que os guardas não queriam impor poder, não queriam ser brutais e, portanto, tornaram-se impotentes. Eles não se uniram como grupo. Não sabiam o que fazer”, observou Reicher. “Por outro lado, os prisioneiros se uniram como grupo, tinham uma noção clara de como agir e, na verdade, isso inverteu as relações de poder em nosso estudo.”

O experimento revisitado, embora feito para a TV, foi concebido como um estudo científico, disse Reicher.

“Submetemos o estudo a um comitê de ética científica”, acrescentou. “O planejamento foi feito como o de qualquer outro estudo. Não nos limitamos a filmar as atividades dos participantes; realizamos pesquisas diárias. Inclusive, coletamos dados hormonais.”

No entanto, embora os prisioneiros se unissem para criar um sistema mais igualitário, eles não conseguiam controlar verdadeiramente o que estava acontecendo: “Então, eles se sentiam cada vez mais impotentes e se tornavam cada vez mais atraídos por um homem forte, pelo autoritarismo”, disse Reicher. “O que descobrimos foi que a incapacidade dos grupos de controlar seu próprio ambiente os torna atraídos por regimes autoritários, o que eu acho que é uma mensagem bastante importante, considerando o que está acontecendo no mundo hoje.”

A construção de Zimbardo de que uma situação ruim pode levar uma pessoa boa a cometer atos malignos, disse Reicher, é perigosa: “Quando se observam exemplos de brutalidade na história, os responsáveis ​​quase sempre tentam se eximir da responsabilidade posteriormente. A desculpa é que estavam apenas cumprindo ordens, que não tinham escolha”, afirmou. “A explicação dada por Zimbardo não é apenas cientificamente incorreta; é social e moralmente perigosa porque oferece uma desculpa aos perpetradores.”

Teatro versus ciência

As questões sobre abuso de prisioneiros e responsabilização ganharam renovada urgência em 2004, quando fotografias de soldados americanos e detentos iraquianos em Abu Ghraib, uma prisão nos arredores de Bagdá, chocaram o mundo. As imagens suscitaram comparações com o experimento de Stanford e Zimbardo tornou-se um comentarista proeminente sobre o escândalo de Abu Ghraib, argumentando que os abusos não podiam ser compreendidos unicamente como ações de alguns indivíduos.

Zimbardo chegou a testemunhar em defesa de um guarda de Abu Ghraib, e suas observações foram compiladas em um livro de 2007 intitulado “O Efeito Lúcifer: Entendendo como pessoas boas se tornam más”, no qual escreveu: “Qualquer ato que qualquer ser humano já tenha cometido, por mais horrível que seja, é possível para qualquer um de nós, sob as circunstâncias certas ou erradas”.

A renovada popularidade do experimento levou, em 2015, a um filme de Hollywood estrelado por Billy Crudup, intitulado “The Stanford Prison Experiment” (O Experimento da Prisão de Stanford), que contou com Zimbardo como consultor e segue em grande parte sua própria versão dos acontecimentos.

Uma cena do filme “The Stanford Prison Experiment”, de Hollywood, lançado em 2015, com o ator Billy Crudup (primeiro à esquerda) interpretando Philip Zimbardo. • Steve Dietls/Golpe de Estado/Banco de Areia/Abandon/Ifc/Kobal/Shutterstock

A crítica mais contundente ao trabalho de Zimbardo surgiu pouco depois, em 2018, quando Thibault Le Texier, historiador francês e pesquisador associado do Centro de Sociologia e Ciência Política Europeias em Paris, publicou primeiro um livro em francês sobre o experimento e, em seguida, o resumiu em um estudo de 2019 intitulado “Desmascarando o Experimento da Prisão de Stanford”.

Le Texier reconstruiu toda a cronologia do experimento após passar semanas analisando material de arquivo, como gravações e transcrições, na Universidade de Stanford.

“Desde o início, o Experimento da Prisão de Stanford foi organizado e planejado como um espetáculo”, disse Le Texier à CNN. “Era mais teatro do que ciência.”

Le Texier também afirmou que, embora Zimbardo tenha admitido ter dado instruções gerais aos guardas, na realidade, Zimbardo ou seus associados os instruíram de forma muito específica sobre como se comportar durante o experimento a ponto de os guardas terem recebido um “plano” de como agir.

“Eles não terão nenhuma privacidade, haverá vigilância constante nada do que fizerem passará despercebido”, disse Zimbardo durante uma sessão de orientação para guardas, gravada em vídeo . “Eles não terão liberdade de ação. Não poderão fazer nem dizer nada que não permitamos. Tiraremos a individualidade deles de várias maneiras.”

A aparente influência de Zimbardo frustra qualquer esperança que os cientistas possam ter de obter conclusões definitivas a partir do experimento da prisão de Stanford, acrescentou Le Texier. “A única conclusão científica que se pode tirar é a de que os cientistas podem fazer ciência muito ruim”, disse ele.

Um detento na prisão de Abu Ghraib, posteriormente identificado corretamente como Abdou Hussain Saad Faleh, em pé sobre uma caixa com fios conectados. • Comando de Investigação Criminal do Exército dos EUA

Segundo Le Texier, Zimbardo dificultou intencionalmente a saída dos prisioneiros do experimento, mesmo que eles pedissem, e criou condições de vida desconfortáveis ​​para eles: “Eles não podiam ler, não podiam assistir à TV, não podiam ir ao banheiro à noite, não tinham absolutamente nada para fazer durante o dia, as condições eram piores até do que em uma prisão de verdade, simplesmente porque Zimbardo temia que, se os prisioneiros se divertissem, nada aconteceria e o experimento seria um fracasso”, disse Le Texier.

Em 2018, Zimbardo publicou uma longa resposta às críticas ao experimento, incluindo a de Le Texier, na qual defendeu os métodos utilizados, argumentando que os participantes podiam sair e que o comportamento dos guardas não era roteirizado. Le Texier rejeita a resposta como “besteira”, afirmando que, embora tenha servido para “elogiar o experimento”, não abordou especificamente suas críticas.

Feito para a TV

Os frequentes paralelos entre a experiência e as produções teatrais acabaram por chamar a atenção de Stephen Scott-Bottom, professor de teatro contemporâneo, drama e cinema na Universidade de Manchester.

“Meu interesse inicial foi pensar nisso como uma situação construída onde as pessoas são solicitadas a desempenhar papéis”, disse ele. “Se você pedir às pessoas que representem um cenário e, em seguida, pedir a um grupo diferente de pessoas que representem esse cenário novamente, você obterá resultados completamente diferentes, dependendo da combinação específica de personalidades.”

Zimbardo e seus colegas, argumentou Scott-Bottoms, queriam enfatizar a importância da situação, minimizando assim a importância das personalidades individuais.

Para um estudo sobre o experimento que publicou em 2020, Scott-Bottoms localizou e entrevistou vários guardas e prisioneiros, incluindo o detento cujo aparente colapso, cerca de 36 horas após o início do estudo, tornou-se um de seus episódios mais famosos: “O primeiro colapso emocional que você ouve falar em toda a documentação foi fingido por um cara que só estava tentando sair”, disse Scott-Bottoms.

O prisioneiro em questão, Doug Korpi, também admitiu ao jornalista Ben Blum que sua agonia era uma farsa, e Blum incluiu a revelação em uma reportagem mais ampla criticando o experimento, publicada em 2018. Korpi queria abandonar o experimento porque não tinha permissão para estudar para uma prova de admissão à pós-graduação e estava preocupado em não estar preparado.

O papel de Zimbardo na prisão, disse Scott-Bottoms, era focado em impedir que o experimento estagnasse: “Eu o considero tanto um artista da mídia quanto um cientista”, disse Scott-Bottoms. “Ele era muito bom em encontrar um ângulo ou um gancho para chamar a sua atenção, para que você ouvisse aquilo sobre o que ele realmente queria falar, certo ou errado.”

Philip Zimbardo posa para um retrato em sua casa em São Francisco, em 2015. Lea Suzuki/The San Francisco • Chronicle/Getty Images

Apenas um mês após a morte de Zimbardo, em outubro de 2024, estreou no canal National Geographic um documentário em três partes intitulado “O Experimento da Prisão de Stanford: Revelando a Verdade” . O documentário incluía uma das últimas entrevistas de Zimbardo.

No documentário, vários guardas e prisioneiros do estudo original contestam a versão de Zimbardo sobre o ocorrido e se referem a ele como “um vendedor”, “uma espécie de palhaço”, “um charlatão”, além de usarem repetidamente a palavra “fraude” em associação com o experimento.

Dave Eshleman, que se destacou na prisão simulada como o guarda mais mal-humorado, ganhando o apelido de “John Wayne”, chega a chamar seu papel no experimento de “um trabalho de atuação” e fala sobre “entrar no personagem” antes de entrar na prisão. Ele afirma que Zimbardo deu a entender que os guardas não eram considerados sujeitos do experimento: “Se tivesse ficado claro para nós que estávamos lá para sermos estudados, e não para ajudar a estudar os prisioneiros, teríamos agido de forma completamente diferente”, disse ele.

Em sua entrevista, Zimbardo responde a essas acusações dizendo que Eshleman e os outros tiveram que justificar o que fizeram, e a maneira mais fácil de fazer isso é dizer que estavam atuando. Eles também não conseguiam mais distinguir “a improvisação de impulsos sádicos reais”, acrescentou o psicólogo. O fato de todos terem se encaixado em seus papéis, disse Zimbardo, demonstra “a validade do experimento”.

Ele também não fez segredo da natureza teatral do experimento: “Pensei no experimento como um drama improvisado, o pátio do porão era o palco, os atores eram prisioneiros e guardas com uniformes diferentes e a câmera de vídeo era a plateia.”

Os 30 participantes do programa da Netflix aguardam a designação de suas funções na prisão após sua chegada. • Netflix
O programa foi filmado em uma seção desativada do Centro de Detenção de Adultos do Condado de Cherokee, em Canton, Geórgia. • Netflix

A nova série da Netflix, “The New Stanford Prison Experiment”, que foi filmada em uma prisão real e consiste em seis episódios de 45 minutos, não tem a mesma estrutura da original, e seus criadores não estão tentando realizar um experimento científico.

“Se estivéssemos simplesmente recriando o experimento original, isso seria inconcebível”, disse Jane Lipsitz, produtora executiva do programa, em um comunicado . “Mas este é um momento diferente, com participantes diferentes, medidas de segurança diferentes e, em última análise, uma jornada muito diferente.”

“Pareceu-nos o momento certo para revisitar essa questão com uma nova geração e perguntar se o poder inevitavelmente nos transforma, ou se somos capazes de resistir aos papéis, às regras e aos sistemas em que somos colocados. O que descobrimos durante esse processo foi algo que jamais imaginávamos”, acrescentou ela.

Os produtores do programa da Netflix afirmaram ter implementado “diversas medidas de segurança” para proteger os participantes, incluindo avaliações psicológicas e a possibilidade de sair a qualquer momento apenas pronunciando uma palavra de segurança. As 30 pessoas envolvidas, incluindo três mulheres, também formam um grupo muito mais diverso do que o estudo original ou o trabalho da BBC.

Na série da Netflix, os guardas realizam um “simulado” com equipamento antimotim, e os detentos são algemados no chão. © 2026. • Netflix

Os guardas são divididos em dois grupos e recebem um treinamento inicial, durante o qual são instruídos a “assumir o controle”. Mas, em nítido contraste com a versão da BBC e as exigências de um experimento científico, a série da Netflix é altamente estruturada e introduz mudanças radicais em sua configuração à medida que avança com resultados divertidos, ainda que irreais.

Mesmo meio século depois, ainda existem aspectos interessantes do experimento original de Stanford, apesar de suas falhas, observou Reicher. A nova série talvez seja uma prova disso.

“O estudo ainda consta nos livros didáticos. Há também quem o rejeite completamente. E há outros que dizem que há lições a serem aprendidas com ele, especificamente sobre o papel da liderança”, disse Reicher. “No fim das contas, em qualquer estudo, você não descreve tudo. Você descreve o que considera importante.”

Hospital da Restauração recruta voluntários para pesquisa de prevenção do AVC e da demência

21 October 2026 at 20:41

O Hospital da Restauração (HR) Governador Paulo Guerra, no Recife, está recrutando voluntários para participar do estudo PROMOTE, uma pesquisa nacional que investiga estratégias para prevenir o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e a demência. O estudo acompanha participantes ao longo de alguns anos para avaliar os efeitos de uma estratégia de prevenção sobre o risco dessas doenças.

Podem se candidatar pessoas com idade entre 50 e 75 anos que não tenham hipertensão arterial nem diabetes e não façam uso de medicamentos para controlar o colesterol. A participação está sujeita à avaliação da equipe responsável e ao cumprimento dos demais critérios estabelecidos pelo protocolo da pesquisa.

O estudo investiga se o uso de uma única pílula com medicamentos em baixas doses para controlar a pressão arterial e o colesterol, associado ou não à adoção de hábitos de vida saudáveis, pode reduzir o risco de AVC e demência.

Os interessados podem entrar em contato com a equipe de pesquisa do Hospital da Restauração pelo telefone ou WhatsApp (81) 98259-9688 ou pelo e-mail hr.estudosclinicos@gmail.com. O acompanhamento dos participantes em Pernambuco será realizado por meio do ambulatório do HR, localizado no Hospital Geral de Areias.

Pesquisa nacional

O PROMOTE é conduzido pelo Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

Além de Pernambuco, o recrutamento e o acompanhamento dos voluntários ocorrem em 14 Centros de AVC distribuídos por São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Distrito Federal, Bahia e Acre.

Para a coordenadora da Unidade de AVC do Hospital da Restauração, a neurologista Ana Dolores Nascimento, a pesquisa pode contribuir para aprimorar a assistência aos pacientes.

“Esse estudo fortalece a linha de cuidado do AVC em Pernambuco, qualifica a assistência aos pacientes e permite os avanços no tratamento dos pacientes com AVC no Brasil e no mundo todo”, afirma a médica, que também coordena a Linha de Cuidados em Neurologia da Secretaria Estadual de Saúde.

Como ocorre o AVC

O Acidente Vascular Cerebral acontece quando o fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro é interrompido ou quando há rompimento de um vaso sanguíneo cerebral. A condição pode provocar sequelas incapacitantes e levar à morte.

A demência, por sua vez, envolve o comprometimento progressivo de funções cognitivas, como memória e raciocínio, podendo prejudicar a capacidade de realizar atividades cotidianas. A pesquisa busca ampliar o conhecimento sobre medidas preventivas que possam reduzir o risco dessas condições.

Atendimento em Pernambuco

O estado conta com cinco unidades de referência para o tratamento do AVC isquêmico: Hospital da Restauração e Hospital Pelópidas Silveira, no Recife; Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada; Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru; e Hospital Regional de Palmares, em Palmares.

A Unidade de AVC do HR funciona na Emergência Clínica e conta com uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos.

Entre janeiro e setembro de 2026, a unidade registrou redução de 3% no número de pacientes atendidos com suspeita de AVC, em comparação com o mesmo período anterior. Já o número de pacientes tratados na fase aguda aumentou 9,7%.

A unidade também recebeu reconhecimento internacional com status Gold da Iniciativa Angels, que apoia hospitais na melhoria do atendimento a pessoas com AVC agudo. O HR esteve entre os 25 hospitais brasileiros premiados, sendo um dos três hospitais públicos sob administração estadual.

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© Foto: Vivian Ramos/SES-PE

Fachada do HR

Portos de Sines e do Algarve reforçam parceria com a Comunidade Escolar e atribuem Bolsas de Estudo

21 October 2026 at 15:31

Cumprindo os objetivos de reforço da sua responsabilidade social e presença na comunidade onde se insere, a APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, S.A irá atribuir Bolsas de Estudo a dez alunos que tenham ingressado no Ensino Superior, já no Ano Letivo 2026/2027. Constituindo a educação e a qualificação instrumentos essenciais […]

Frutas e legumes estão menos nutritivos do que há 60 anos – e os cientistas não sabem explicar

By: ZAP
21 October 2026 at 08:00
Relatório revela que muitas frutas e legumes disponíveis no mercado têm metade do valor nutritivo de há seis décadas. A composição nutricional de frutas, legumes e outros alimentos agrícolas poderá ter diminuído significativamente ao longo dos últimos 60 anos, levantando questões sobre o impacto da agricultura moderna na qualidade da alimentação. A revista VICE aborda um relatório da Deep Science Ventures que aponta para reduções de 20% a 50% em determinados nutrientes e minerais presentes em vários produtos agrícolas. O relatório, publicado neste mês de outubro, alerta que décadas de agricultura focadas apenas na maximização de volume e rendimento (toneladas

Portos de Sines e do Algarve apoiam comunidade escolar com atribuição de Bolsas de Estudo

20 October 2026 at 18:29

Cumprindo os objetivos de reforço da sua responsabilidade social e presença na comunidade onde se insere, a APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, S.A irá atribuir Bolsas de Estudo a dez alunos que tenham ingressado no Ensino Superior, já no Ano Letivo 2026/2027.

Constituindo a educação e a qualificação instrumentos essenciais para a igualdade de oportunidades, coesão social e desenvolvimento sustentável, esta iniciativa da APS pretende apoiar alunos que tenham concluído o 12º Ano e ingressado no Ensino Superior Público e cuja situação económica possa limitar o prosseguimento dos estudos. 

Para além do apoio financeiro, as Bolsas de Estudo visam ainda acompanhar o percurso académico dos alunos, disponibilizando a APS quadros técnicos que assumirão o papel de Tutores que, ao longo da formação académica manterão um relacionamento de proximidade com os alunos, orientando e ajudando na adaptação ao contexto universitário, bem como na futura transição do meio académico para o contexto de trabalho.  

Destinadas a alunos residentes nos concelhos que integram as áreas jurisdição dos portos de Sines e do Algarve, nomeadamente Sines, Portimão e Lagoa, a atribuição destas Bolsas de Estudo visa contribuir para a igualdade de oportunidades no acesso e frequência do ensino superior, reduzir limitações económicas, incentivar a qualificação dos jovens das comunidades envolventes e promover a sua aproximação ao setor portuário e logístico, no quadro da política de responsabilidade social da APS. 

Não é só emagrecer: cirurgia metabólica reduz impacto de doenças associadas à obesidade

By: ZAP
18 October 2026 at 20:15
Doentes operados têm menos incapacidade e mais qualidade de vida. Estudo da FMUP é pioneiro e aborda a cirurgia bariátrica. A cirurgia bariátrica, ou metabólica, é recomendada para pessoas com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 40 kg/m² e pessoas com IMC superior a 35 kg/m² com doença associada – diabetes tipo 2, hipertensão ou apneia do sono; ou então quando as abordagens não cirúrgicas não permitiram obter uma perda de peso sustentada ou uma melhoria clínica. Para situações de excesso de peso sem obesidade, a cirurgia metabólica não é a opção habitual. Agora, um estudo pioneiro

Caso raro: cancro passou de uma gémea para a outra durante a gravidez

By: ZAP
16 October 2026 at 21:30
O caso envolve duas irmãs, Amelia e Amaya, que nasceram prematuramente após os médicos detetarem uma massa na face de uma das bebés. Um novo estudo demonstrou que um tumor maligno pode passar de uma gémea para a outra ainda durante a gravidez. Esta análise permitiu reconstruir a origem e a propagação de um sarcoma raro em duas gémeas monozigóticas, através da análise genética de amostras de tumores, tecidos saudáveis e placenta. O caso envolve duas irmãs, Amelia e Amaya, que nasceram prematuramente após os médicos detetarem, através de uma ressonância magnética fetal realizada às 33 semanas de gravidez, uma

Deputados socialistas pedem respostas sobre adiamento da ULS do Alto Tâmega e Barroso

10 October 2026 at 12:13

VTM

Rui Santos e Júlia Rodrigues, deputados do Partido Socialista eleitos por Vila Real e Bragança, querem conhecer o estudo realizado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) sobre a sustentabilidade da futura Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Tâmega e Barroso e pedem esclarecimentos ao Governo sobre o futuro do projeto.

Segundo informação enviada por comunicado, os deputados dirigiram uma pergunta à Ministra da Saúde, exigindo o envio integral do estudo, depois de a ministra ter afirmado, numa recente audição na Comissão de Saúde, que o documento concluiu que o projeto não reúne, neste momento, condições de sustentabilidade. A criação da nova ULS acabou, por isso, por ser adiada.

Anunciada pelo Governo em novembro de 2024, a criação da ULS do Alto Tâmega e Barroso é considerada pelos deputados uma resposta importante para a reorganização dos cuidados de saúde na região. Nesse sentido, defendem que a Assembleia da República deve ter acesso ao documento que fundamenta a decisão governamental.

“Se existe um estudo que sustenta uma decisão com impacto direto na organização dos cuidados de saúde no Alto Tâmega e Barroso, esse estudo tem de ser conhecido. O Parlamento não pode exercer plenamente a sua função de fiscalização se o Governo invoca conclusões de um documento que ninguém conhece”, afirma Rui Santos.

Na pergunta dirigida à Ministra da Saúde, os deputados solicitam a disponibilização integral do estudo, incluindo os anexos, os dados de suporte e os pressupostos utilizados. Pedem também a identificação da entidade ou equipa responsável pela elaboração do documento, a data da sua conclusão e os respetivos termos de referência ou despacho que determinou a sua realização.

Os parlamentares pretendem ainda conhecer eventuais pareceres ou informações da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS), da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) ou da administração da ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro que tenham analisado o estudo ou as suas conclusões.

Para Rui Santos e Júlia Rodrigues, importa não só conhecer o conteúdo do documento, mas também perceber os fundamentos que levaram à conclusão de que a nova unidade não é sustentável e quais as medidas que o Governo pretende adotar na sequência dessa avaliação.

“A nova ULS foi apresentada como uma resposta de reorganização dos cuidados de saúde na região e as populações do Alto Tâmega e Barroso têm direito a saber o que mudou, por que razão o projeto deixou de avançar e quais são agora os planos do Governo”, sublinha Rui Santos.

O deputado considera ainda que “não pode haver decisões estruturais para o futuro do SNS baseadas em estudos que permanecem inacessíveis ao Parlamento e às populações afetadas”.

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Candidaturas abertas para atribuição de 30 Bolsas de Estudo do Ensino Superior em VRSA

7 October 2026 at 17:46

O Município de Vila Real de Santo António (VRSA) acaba de anunciar através de nota de imprensa que estão abertas candidaturas para atribuição de 30 Bolsas de Estudo do Ensino Superior.

O período de candidaturas para estas Bolsas de Estudo, anuais, destinadas a estudantes do Ensino Superior residentes no concelho de VRSA, são referentes ao ano letivo 2026/2027.
As candidaturas podem ser apresentadas até 16 de novembro de 2026, inclusive.

Cada bolsa tem o valor de 1.000 euros, sendo que 5 das bolsas destinam-se a premiar o mérito escolar, valorizando o desempenho académico dos estudantes.

Podem candidatar-se os jovens que residam no concelho há, pelo menos, três anos e que frequentem ou ingressem em instituições públicas de Ensino Superior em Portugal, no âmbito de uma licenciatura ou mestrado integrado.

O processo de candidatura decorre nos termos do Regulamento Municipal de Bolsas de Estudo, disponível no portal institucional do Município através do seguinte endereço: https://tinyurl.com/bolsasestudoVRSA.

A autarquia vilarealense informa também que as candidaturas devem ser apresentadas, preferencialmente, por correio eletrónico, através do endereço geral@cm-vrsa.pt, ou presencialmente, nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, na Divisão de Cultura e Educação.

Esclarece também a edilidade pombalina que o período de candidaturas às Bolsas de Estudo decorre habitualmente entre 1 e 15 de outubro. Excecionalmente, este ano, o Município alargou o prazo até 16 de novembro, tendo em consideração as alterações verificadas no calendário de acesso ao Ensino Superior, nomeadamente o prolongamento dos prazos associados à realização de exames e à apresentação de candidaturas, permitindo assim adequar o processo de atribuição das bolsas ao calendário de ingresso no Ensino Superior.

Violência psicológica afeta um em cada três profissionais de saúde em Portugal

7 October 2026 at 10:33
Mais de 32% dos profissionais de saúde a atuar em Portugal relatam episódios frequentes ou generalizados de violência psicológica nos seus locais de trabalho. Os dados, que alertam para a normalização do assédio e da desvalorização sistémica nas instituições, integram o mais recente levantamento do projeto europeu BRAVE-WOW, liderado pela Universidade de Coimbra (UC). A […]

Município de Silves tem abertas candidaturas para a atribuição de Bolsas de Estudo

6 October 2026 at 18:03

O Município de Silves, comprometido com a promoção da igualdade de oportunidades no acesso ao Ensino Superior, apoia a continuidade dos estudos dos alunos do concelho, especialmente aqueles com menores recursos económicos e bom desempenho escolar, através da atribuição de Bolsas de Estudo.

As candidaturas decorrem de 15 a 30 de outubro, devendo ser formalizadas junto do Setor de Educação do Município de Silves ou mediante envio por correio registado para a seguinte morada: Rua João de Deus, n.º 19, 8300-161 Silves.

O formulário de candidatura deverá ser devidamente preenchido e entregue, podendo ser descarregado clicando aqui, ou solicitado presencialmente no referido serviço.

O formulário deverá ser acompanhado da seguinte documentação:

  • a) Fotocópia dos recibos atualizados do vencimento ilíquido de todos os elementos do agregado familiar que exerçam uma atividade profissional remunerada, ou recibo de pensão da Segurança Social ou documento comprovativo do subsídio de desemprego atribuído;
  • b) Fotocópia da(s) declaração(ões) de IRS do ano civil anterior de todos os elementos do agregado familiar que exerçam atividade profissional remunerada;
  • c) Fotocópia dos cartões de cidadão ou documento equivalente de todos os elementos do agregado familiar;
  • d) Fotocópia do último recibo de renda e respetivo contrato de arrendamento ou documento comprovativo do valor da prestação mensal de habitação;
  • e) Documento comprovativo de matrícula no estabelecimento de ensino superior, com indicação do curso e do ano de frequência;
  • f) Certidão de aproveitamento escolar referente ao ano letivo anterior, com indicação da média das classificações obtidas;
  • g) Declaração emitida pelo estabelecimento de ensino superior frequentado, indicando se o estudante se candidatou e/ou usufrui de bolsa de estudo atribuída por aquela entidade;
  • h) Atestado de residência do candidato, emitido pela Junta de Freguesia da respetiva área de residência;
  • i) Comprovativo do agregado familiar.

Para mais informações, os interessados poderão contactar o Setor de Educação do Município de Silves, através do telefone 282 440 815 (chamada para a rede fixa nacional) ou do endereço de correio eletrónico educacao@cm-silves.pt.

Estudo revela que a gestão das emoções é o fator mais importante para a saúde mental dos polícias

20 August 2026 at 09:08
Uma investigação desenvolvida na Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP) realizada com agentes da PSP da Área Metropolitana do Porto indica que mais de 35% dos profissionais sofrem de stress elevado, mas o estigma ainda impede a maioria de procurar ajuda especializada. Como lidam os agentes da Polícia de Segurança Pública […]

Museu Municipal de Faro promove visitas guiadas a exposições de referência durante o mês de agosto

11 August 2026 at 07:03

O Museu Municipal de Faro (MMF) vai acolher, durante o mês de agosto, um conjunto de visitas guiadas dedicadas a duas exposições que têm marcado a atual agenda cultural e expositiva do Algarve, reforçando a ligação entre património, arte e história num período de forte afluência turística à cidade.

A programação contempla visitas à exposição dedicada à coleção de Miguel Duarte, que reúne um núcleo de obras de arte portuguesa dos séculos XIX e XX. A mostra integra trabalhos de nomes incontornáveis como Silva Porto, Marques de Oliveira, Falcão Trigoso, Aurélia de Souza, José Malhoa, João Vaz, Bernardo Marques, Cruzeiro Seixas e Júlio Pomar, entre outros, distribuídos por vários espaços temáticos, que propõem um percurso por diferentes estilos e momentos da arte portuguesa. Esta exposição contará com duas visitas guiadas no mês de agosto: no dia 8, às 17h00 e no dia 15, às 18h00. Ambas terão a participação da curadora da mostra, Raquel Henriques da Silva, professora jubilada da Universidade Nova de Lisboa e reconhecida especialista em História da Arte, com vasta obra publicada sobre estes períodos.

No dia 15 de agosto, a visita contará ainda com a presença do colecionador Miguel Duarte, que partilhará com o público o seu gosto pela arte, as motivações deste projeto e os critérios que orientaram a aquisição das obras que compõem o acervo.Também nesse dia está prevista a apresentação do catálogo da exposição, uma publicação com um cuidado gráfico bastante elevado e que se assume como documento de estudo, conhecimento e salvaguarda deste espólio, reforçando a ação editorial da autarquia e do museu nas áreas do património e da museologia. Ainda no dia 15 de agosto, às 16h00, o MMF promove uma visita à exposição “Olhar a paisagem a partir das coleções do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA)”, com a participação de Marta Carvalho, do MNAA e Samuel Rama, da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha. A iniciativa propõe um diálogo entre a perspetiva da historiadora e a visão do artista, ajudando o público a conhecer e interpretar algumas das obras em exposição, que incluem peças das coleções do MNAA e do Museu Municipal de Faro.

Num momento em que o Algarve e a cidade de Faro recebem milhares de visitantes, o MMF reforça, com esta programação, a promoção de um produto cultural do território, associado ao património, à arte e à história.A participação nas visitas é livre, bastando aos interessados comparecer no Museu Municipal de Faro nas datas e horários indicados.Para mais informações, poder-se-á contactar o MMF (email: museu.municipal@cm-faro.pt).

Topo da pirâmide salarial quadruplica numa década, mas 34% dos trabalhadores continuam a ganhar entre 900 e 1200 euros

6 August 2026 at 17:58
O número de trabalhadores por conta de outrem em Portugal com um rendimento líquido mensal igual ou superior a 3.000 euros quase duplicou em apenas dois anos, passando de 71 mil no segundo trimestre de 2024 para 125 mil profissionais no mesmo período de 2026, o que representa um crescimento de 27% face aos 98,3 […]

Portugueses preparam férias com rigor financeiro, recorrem às poupanças e evitam endividamento

29 July 2026 at 10:28
●      Mais de 99% dos portugueses recusam recorrer a crédito para financiar as férias ●      68,4% elaboram um orçamento dedicado exclusivamente aos meses de verão ●      52% pagam as férias com recurso a poupanças feitas ao longo do ano ●      77,1% controlam ativamente os gastos diários durante a estadia para evitar excessos Um novo estudo conduzido pela aplicação de […]
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