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Taxa de juro no crédito à habitação sobe em setembro para valor mais alto num ano

21 October 2026 at 11:17
Casas 17,6% mais caras em 2025

A taxa de juro implícita para a totalidade dos contratos de crédito à habitação subiu em setembro pelo quarto mês consecutivo, para 3,194%, atingindo o valor mais alto num ano, divulgou hoje 21 de outubro o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O valor registado em setembro (3,194%) representa mais 3,2 pontos base que os 3,162% de agosto e é o mais elevado desde setembro de 2025, em que se fixou nos 3,228%.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro subiu de 2,910% em agosto para 2,959% em setembro.

Netflix cai mais de 5% com apresentação de resultados do terceiro trimestre

21 October 2026 at 09:53

Os investidores não reagiram bem à apresentação dos resultados da Netflix no terceiro trimestre. A plataforma de streaming está a cair 5,6% em pré-mercado nesta quarta-feira 21 de outubro depois de ter fechado a sessão de terça-feira 20 de outubro com uma quebra de 1,6%.

Isto vem agravar as quedas que as ações da empresa de streaming estão a acumular desde o início do ano. A Netflix soma uma desvalorização 24,5% desde o início do ano e no espaço de um ano já caiu 44,6%.

A plataforma de streaming recentemente viu um aumento na concorrência. Tal se deveu à luz verde que foi dada à fusão entre a Paramount Skydance e a Warner Bros Discovery. Isto fez com que os serviços de streaming da Paramount e da HBO também se fundissem. A junção cria o segundo maior operador no streaming com 210 milhões de subscritores ficando atrás dos 325 milhões da Netflix, de acordo com o The Current.

A Paramount Skydance venceu a corrida à aquisição da Warner Bros tendo pago para o efeito 110 mil milhões de dólares (95,1 milhões de euros), em final de fevereiro, superando a oferta da Netflix.

A empresa de streaming teve mesmo o negócio fechado, a 5 de dezembro de 2025, para a aquisição da Warner Bros, que incluía os estúdios de cinema e televisão, a HBO Max e a HBO, por 82,7 mil milhões de dólares (73,6 mil milhões de euros). Mas o negócio ficou em suspenso devido ao surgimento, a 8 de dezembro de 2025, de uma oferta pública de aquisição da Paramount Skydance para adquirir a totalidade das ações em circulação da Warner Bros Discovery por 30 dólares (25,60 euros) por ação, o que totalizaria 108,4 mil milhões de dólares, ou 92,4 mil milhões de euros. Esta oferta incluía a totalidade da Warner Bros Discovery, ao contrário do acordo que foi fechado com a Netflix.

Lucro da Netflix subiu 44%

A empresa reportou um crescimento de 44% no seu lucro líquido de 2,5 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) para 3,6 mil milhões de dólares (3,2 mil milhões de euros), no terceiro trimestre, face ao ano anterior. E o lucro operacional teve um incremento de 37% de 3,2 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros) para 4,4 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros).

Os lucros por ação diluído passaram de 0,59 dólares (0,53 euros) para 0,87 dólares (0,78 euros), um crescimento de 49%.

As receitas no terceiro trimestre subiram 11,8% de 11,5 mil milhões de dólares (10,2 mil milhões de euros) para 12,8 mil milhões de dólares (11,4 mil milhões de euros), “ficando em linha com as projeção”, refere a empresa.

“No terceiro trimestre, o crescimento da receita foi impulsionado principalmente pela receita de subscrições, refletindo aumentos no número de membros e nos preços, crescimento das receitas publicitárias e um impacto favorável das taxas de câmbio, líquidas de cobertura. O crescimento do número de membros beneficiou da retenção contínua e saudável em todas as regiões; globalmente e nos Estados Unidos, a taxa de cancelamento melhorou em relação ao ano anterior e foi melhor do que a prevista”, salientou a plataforma de streaming.

E a margem operacional passou de 28,2% para os 34,6%. “Tanto o lucro operacional como a margem do terceiro trimestre superaram as previsões, principalmente devido ao cronograma das despesas e ao ligeiro aumento da receita”, explicou.

O fluxo de caixa subiu ao passar de 2,6 mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros) para os 2,8 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros), um crescimento de 7,6%.

Guidance para o quarto trimestre

A Netflix espera um crescimento da receita de 12% no quarto trimestre para os 13,4 mil milhões de dólares (11,9 mil milhões de euros), “impulsionado pelo crescimento das subscrições, dos preços e das receitas publicitárias”. É estimada uma margem operacional de 26%, que “inclui um impacto negativo de aproximadamente 120 pontos base associado às nossas recentes reduções de pessoal, e compara com 24,5% no mesmo trimestre do ano anterior”. A empresa de streaming explica que estas mudanças organizacionais “permitem continuar a investir agressivamente em áreas de alto impacto para melhorar o nosso serviço e impulsionar o crescimento e a inovação”.

Para o ano de 2026 é esperada uma receita de 51,1 mil milhões de dólares (45,5 mil milhões de euros), ou um crescimento de 13%. “Isto representa 0,2% abaixo do ponto médio da nossa previsão de receitas anterior para 2026”, salienta.

“Embora o crescimento da receita de subscrições tenha superado as nossas expectativas, esperamos atualmente uma receita de anúncios de aproximadamente 2,7 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros) em 2026, contra cerca de 3 mil milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros) anteriormente (devido à implementação um pouco mais lenta do que o esperado de algumas características do produto de anúncios). Prevemos uma margem operacional de 31,5% para 2026 (31,4% com base nas taxas de câmbio de 1 de janeiro de 2026), contra 29,5% em 2025. A nossa projeção atualizada de margem para 2026 inclui um impacto negativo de aproximadamente 30 pontos base associado às nossas reduções de pessoal no quarto trimestre. A nossa previsão implica um crescimento anual do resultado operacional de mais de 20% para 2026”, acrescenta.

Netflix aumenta lucro em 44% no terceiro trimestre

21 October 2026 at 09:18
Netflix

A plataforma de streaming Netflix reportou na terça-feira 20 de outubro uma subida de 44% no seu lucro líquido de 2,5 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) para 3,6 mil milhões de dólares (3,2 mil milhões de euros), no terceiro trimestre, face ao ano anterior. E o lucro operacional teve um incremento de 37% de 3,2 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros) para 4,4 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros).

Os lucros por ação diluído passaram de 0,59 dólares (0,53 euros) para 0,87 dólares (0,78 euros), um crescimento de 49%.

As receitas no terceiro trimestre subiram 11,8% de 11,5 mil milhões de dólares (10,2 mil milhões de euros) para 12,8 mil milhões de dólares (11,4 mil milhões de euros), “ficando em linha com as projeção”, refere a empresa.

“No terceiro trimestre, o crescimento da receita foi impulsionado principalmente pela receita de subscrições, refletindo aumentos no número de membros e nos preços, crescimento das receitas publicitárias e um impacto favorável das taxas de câmbio, líquidas de cobertura. O crescimento do número de membros beneficiou da retenção contínua e saudável em todas as regiões; globalmente e nos Estados Unidos, a taxa de cancelamento melhorou em relação ao ano anterior e foi melhor do que a prevista”, salientou a plataforma de streaming.

E a margem operacional passou de 28,2% para os 34,6%. “Tanto o lucro operacional como a margem do terceiro trimestre superaram as previsões, principalmente devido ao cronograma das despesas e ao ligeiro aumento da receita”, explicou.

O fluxo de caixa subiu ao passar de 2,6 mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros) para os 2,8 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros), um crescimento de 7,6%.

Guidance para o quarto trimestre

A Netflix espera um crescimento da receita de 12% no quarto trimestre para os 13,4 mil milhões de dólares (11,9 mil milhões de euros), “impulsionado pelo crescimento das subscrições, dos preços e das receitas publicitárias”. É estimada uma margem operacional de 26%, que “inclui um impacto negativo de aproximadamente 120 pontos base associado às nossas recentes reduções de pessoal, e compara com 24,5% no mesmo trimestre do ano anterior”. A empresa de streaming explica que estas mudanças organizacionais “permitem continuar a investir agressivamente em áreas de alto impacto para melhorar o nosso serviço e impulsionar o crescimento e a inovação”.

Para o ano de 2026 é esperada uma receita de 51,1 mil milhões de dólares (45,5 mil milhões de euros), ou um crescimento de 13%. “Isto representa 0,2% abaixo do ponto médio da nossa previsão de receitas anterior para 2026”, salienta.

“Embora o crescimento da receita de subscrições tenha superado as nossas expectativas, esperamos atualmente uma receita de anúncios de aproximadamente 2,7 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros) em 2026, contra cerca de 3 mil milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros) anteriormente (devido à implementação um pouco mais lenta do que o esperado de algumas características do produto de anúncios). Prevemos uma margem operacional de 31,5% para 2026 (31,4% com base nas taxas de câmbio de 1 de janeiro de 2026), contra 29,5% em 2025. A nossa projeção atualizada de margem para 2026 inclui um impacto negativo de aproximadamente 30 pontos base associado às nossas reduções de pessoal no quarto trimestre. A nossa previsão implica um crescimento anual do resultado operacional de mais de 20% para 2026”, acrescenta.

DECO alerta para conteúdos comerciais não identificados como publicidade por influencers

21 October 2026 at 07:45

30 DIAS, 30 DENÚNCIAS DE PUBLICIDADE NÃO IDENTIFICADA POR INFLUENCERS

DECO alerta para feeds de redes sociais inundados de conteúdos comerciais não identificados como publicidade pelos influencers. A DECO apresenta uma denúncia diária às autoridades, durante 30 dias, para mostrar a dimensão do problema e os perigos que representa. A Associação pede mais fiscalização e que sejam introduzidas proibições específicas.

Como a DECO já havia denunciado há pouco mais de um ano, apesar do marketing de influência dominar o ambiente digital e estar cada vez mais profissionalizado, é reduzido o número de influencers que identifica corretamente a natureza comercial dos conteúdos que publica e rara a utilização das etiquetas de “parceria remunerada” disponibilizadas pelas plataformas digitais de forma a tornar claro que se trata de um anúncio.

O exercício realizado pela DECO demonstra como o scroll nas redes sociais está carregado de conteúdos comerciais de influencers que preferem apresentar os conteúdos como sugestões desinteressadas e experiências pessoais e que exploram, cada vez mais, setores e produtos que trazem outro tipo de complexidade e de potenciais danos.

Entre publicidade mais banal a hotéis, marcas de roupa e cosméticos, com códigos de desconto e sorteios à mistura, está cada vez mais presente também a publicidade não identificada a suplementos alimentares, sem a sua identificação enquanto tal e a procedimentos estéticos, incluindo aplicação de injetáveis como botox.

A grande maioria das denúncias foi encaminhada para a Direção Geral do Consumidor – DGC, mas também a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica – ASAE e a Entidade Reguladora da Saúde – ERS receberam denúncias no seu âmbito de competências.

A DECO vê com preocupação que a natureza comercial dos conteúdos continue de forma reiterada a não ser identificada e que as publicações de influenciadores cada vez mais explorem áreas como a saúde e alimentação e promovam a publicidade a produtos e serviços potencialmente mais problemáticos a diferentes níveis.

Defende, por isso, mais fiscalização e que produtos e serviços que trazem maiores riscos exigem regras mais apertadas, apelando à introdução de um conjunto de restrições que melhor proteja os consumidores nos canais digitais e não só.

Como reconhecer publicidade disfarçada no seu feed

O elemento comercial está presente sempre que o influenciador recebe qualquer forma de contrapartida pela recomendação.

  1. Há um código de desconto ou um link para o produto? Provavelmente há um acordo comercial por trás.
  2. Sorteios com marcas raramente são espontâneos.
  3. Na dúvida, procure a etiqueta “parceria remunerada” ou menções como #pub, mas lembre-se que a sua ausência não significa que não seja publicidade.
  4. Desconfie de recomendações sobre saúde ou suplementos feitas por quem não é profissional na área.

Informe-se connosco.

Conte com o apoio da DECO MADEIRA através do número de telefone 968 800 489/291 146 520, do endereço electrónico deco.madeira@deco.pt. Pode também marcar atendimento via Skype. Siga-nos nas redes sociais Facebook, Bluesky, Instagram, Linkedin e Youtube!

Deutsche Bank acredita que IA pode atingir ‘superinteligência’ em 2030

20 October 2026 at 13:46

O Deutsche Bank acredita que até 2030 os modelos de inteligência artificial (IA) com melhor desempenho teriam as qualidades de “superinteligência”, ou seja, seriam superiores aos especialistas humanos em todos os domínios.

“Estes seriam modelos de ponta: usá-los seria exatamente como reunir os melhores especialistas humanos numa sala para resolver qualquer problema de negócio. E os equivalentes dos modelos topo de gama de hoje estariam disponíveis, literalmente, em todo o lado, suficientemente comprimidos para serem executados em qualquer telemóvel, tablet ou portátil”, projeta o banco alemão.

A mesma instituição refere que no início de 2026 já existiam exemplos do que uma IA altamente capaz pode fazer. “Dão uma ideia de um mundo com superinteligência, mesmo que a realidade represente um salto muito maior, tanto quantitativa como qualitativamente. Neste ponto, a superinteligência marcaria uma rutura de paradigma, não uma versão mais rápida do que já temos. Em vez de simplesmente executar o que os humanos especificam, só que um pouco melhor, ela especificaria a própria tarefa”, descreve a nota.

Quanto ao custo este poderá tornar-se uma restrição “cada vez menor”, à medida que a inteligência artificial cada vez mais avançada se torna “acessível a preços acessíveis”.

O Deutsche Bank salienta que entre as tecnologias analisadas, “nenhuma se tornou mais barata tão rapidamente” como a IA, com o seu preço a “reduzir-se quase para metade” a cada trimestre nos últimos três anos, em termos comparáveis, ou 13 vezes por ano, segundo dados da Epoch. “Se estes sistemas puderem ser amplamente disponibilizados, as empresas poderão comprar mais serviços complexos, dispendiosos e raros de análise, design e engenharia do que compram hoje”, sublinha.

“Atividades anteriormente antieconómicas poderão tornar-se viáveis ​​​​e, num mercado competitivo, a poupança poderá ser passada para os clientes. O principal factor determinante será se a procura crescerá suficientemente rápido para preservar as margens de lucro. No entanto, uma capacidade superior, por si só, não conduz automaticamente à adoção de inteligência barata e abundante”, refere.

“Tarefas que ainda não se prestam à superinteligência, talvez por exigirem coordenação no mundo real, acabarão, por isso, por exigir preços significativamente mais elevados. Nesta altura, o trabalho cognitivo deixa de ser escasso e o estrangulamento passa a ser os ativos físicos e práticos que não podem ser criados apenas com mais poder computacional, como a eletricidade, os terrenos, o aço e as licenças”, perspetiva a instituição bancária.

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