Carneiro justifica viabilização do OE2027 com crises em Portugal e no estrangeiro


O movimento Acampada de Lisboa decidiu hoje, pelas 22:20, em assembleia popular no Bairro do Condado, voltar a acampar no sábado na Praça do Rossio e fazer "conchinha massiva" no aeroporto de Lisboa, em data a definir.
A proposta de voltar a montar as tendas no Rossio, no sábado às 19:00, foi aprovada por unanimidade, entre a cerca de uma centena de manifestantes reunidos em assembleia popular, que terminou com um minuto de silêncio em conchinha pelo direito à habitação.
Já a ideia de fazer "conchinha massiva" no aeroporto de Lisboa, em data a definir, para contestar o impacto do turismo na cidade, foi aprovada com 56 a favor.
Também por maioria, a assembleia popular decidiu incluir nas reivindicações da Acampada de Lisboa a garantia de habitação pública do Estado para que não seja vendida, a dissolução da empresa municipal Gebalis para que a gestão da habitação passe a ser assegurada diretamente pela Câmara de Lisboa, e a canalização de dinheiro da Defesa para Habitação pública no Orçamento do Estado para 2027.
Outras das propostas aprovadas, após mais de duas horas de intervenções no microfone aberto, na assembleia concentrada no campo desportivo do Bairro do Condado, são para fazer turnos de acordo com a disponibilidade das pessoas acampadas e para discutir decisões organizativas a partir de domingo, sendo que no sábado apenas se deverão debater questões sobre a ação desse mesmo dia.
Os manifestantes alertaram para o sentimento de "medo de fazer a acampada", tendo como preocupação a "violência policial".
Sob o olhar atento de vários elementos policias, a assembleia popular de hoje decorreu de forma pacífica, tendo terminado com a atuação musical do rapper Rato Chinês, um artista do bairro de Chelas, que animou os manifestantes, sendo que, com o passar das horas e o aumento da sensação de frio, muitos desmobilizaram.
"Esta luta é feita com o calor humano", afirmou o rapper Rato Chinês.
Na quinta-feira à noite, a Acampada de Lisboa pela habitação, que se tem concentrado desde sábado na praça do Rossio, decidiu deslocar-se esta sexta-feira para Marvila para participar na vigília contra o despejo de uma jovem mãe viúva, com dois filhos menores de 2 e 4 anos, de uma casa municipal.
A jovem viúva que foi despejada tem dois filhos menores, com 4 e 2 anos, vivia numa habitação municipal no Bairro do Condado, em Marvila, pagava as rendas e procurou regularizar o contrato de arrendamento, na sequência da morte dos dois titulares, o companheiro e pai das crianças e a avó deste, que morreram em 2024.
O movimento Acampada de Lisboa promove no sábado uma manifestação contra a especulação e pelo direito à habitação, que sairá do Marquês de Pombal pelas 15:00 rumo à praça do Rossio.
A manifestação "Não temos casa, montamos tendas!" partirá da rotunda do Marquês de Pombal e terminará na Praça do Rossio, onde, desde o passado sábado, centenas de pessoas têm-se juntado todos os dias a exigir medidas para resolver a crise da habitação.
Nas exigências concretas ao Governo, a Acampada de Lisboa pretende a reversão da lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional e que seja travada a aquisição de habitação por parte de fundos imobiliários.
Além disso, é ainda exigido o aumento de habitação pública, a aplicação de tetos às rendas - verdadeiramente acessíveis, além da iniciativa pública de recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais.
Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades, dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.
As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.
A 15 de outubro, o movimento que protestava no Porto, com uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e num polícia. Em Lisboa, as autoridades removeram dezenas de tendas do Rossio ao início da manhã de terça-feira e detiveram 55 manifestantes, que serão presentes a juiz dia 27.
Os promotores dos protestos prometem continuar nas ruas.
[Notícia atualizada às 23h32]
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O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, defendeu hoje um “novo impulso” ao Mercado Único Europeu, com o aprofundamento da integração nos serviços, nos transportes e na energia, considerando que os desafios geopolíticos e os atrasos tecnológicos da Europa tornam essa conclusão urgente.
“Está na hora de dar um novo impulso ao Mercado Único Europeu, completando-o nas áreas onde essa integração é ainda incipiente”, afirmou Álvaro Santos Pereira na abertura do seminário conjunto do Banco de Portugal e do Banco de Espanha sobre integração económica ibérica, realizado em Lisboa, onde foi apresentado o estudo “Perspectives on Iberian Economic Integration”.
Para o governador, o Mercado Único é “uma das principais realizações económicas da integração europeia”, assente na livre circulação de bens, serviços, pessoas e capitais, mas não deve ser encarado como uma construção acabada. Embora as quatro liberdades estejam formalmente consagradas, a integração económica pode continuar limitada quando empresas e famílias enfrentam regras diferentes em áreas como licenciamento, reconhecimento de qualificações, contratação pública, procedimentos administrativos ou sistemas digitais.
“O Mercado Único deve ser entendido como um processo contínuo, não como uma construção acabada”, sublinhou Álvaro Santos Pereira, defendendo que a questão relevante, mais de três décadas depois do lançamento formal do projeto, em 1993, já não é saber se está concluído ou incompleto, mas identificar onde a integração avançou, onde persistem barreiras e que medidas são necessárias para as eliminar.
O governador do Banco de Portugal considerou que Portugal e Espanha constituem um exemplo relevante para avaliar os resultados e as limitações da integração europeia, tendo em conta a proximidade geográfica, a crescente integração económica e a longa tradição de cooperação entre os dois bancos centrais.
“Durante as longas décadas de ditadura, os nossos países estiveram de costas voltadas e fechados em si mesmos. Foi graças ao dealbar das nossas democracias e, posteriormente, ao processo de integração europeia que os dois países ibéricos voltaram a reencontrar-se e a redescobrir-se”, disse.
Portugal e Espanha aderiram à então Comunidade Económica Europeia em 1986, precisamente quando se avançava para a conclusão do Mercado Único, pelo que o caso ibérico permite analisar o que mais de três décadas de regras comuns tornaram possível alcançar e onde subsistem obstáculos.
Integração desigual
O estudo conjunto dos dois bancos centrais analisa a integração bilateral à luz das quatro liberdades do Mercado Único — bens e serviços, energia, mobilidade laboral e capitais — e conclui que esta é substancial, mas visivelmente desigual.
Segundo o documento, o comércio de bens e os mercados grossistas de eletricidade apresentam ligações fortes, com os mercados elétricos excepcionalmente integrados, refletindo a complementaridade entre a geração solar espanhola e a hidroelétrica portuguesa. Em contrapartida, o comércio de serviços, a mobilidade laboral e o investimento financeiro não bancário permanecem relativamente pouco desenvolvidos.
Para Álvaro Santos Pereira, os desafios que persistem são mais complexos do que os do passado, porque estão “enraizados nas instituições e regulamentações nacionais”, sendo particularmente evidentes no setor dos serviços e nas indústrias de rede, onde a integração exige regras comuns, infraestruturas compatíveis e interligações transfronteiriças.
O governador argumentou que a atual situação geopolítica e os “patentes atrasos tecnológicos europeus” justificam uma resposta coletiva, através do aprofundamento do Mercado Único e do alargamento da integração a setores onde esta ainda não chegou plenamente.
“É vital voltar a dar atenção ao aprofundamento do Mercado Único, alargando-o às áreas onde a integração europeia ainda não chegou, como sejam os setores dos serviços, dos transportes e da energia”, afirmou, acrescentando que a experiência ibérica oferece lições pertinentes para esse objetivo.
O seminário foi inaugurado pelo governador do Banco de Espanha, José Luis Escrivá, e pelo governador do Banco de Portugal, e decorreu na sede do Banco de Portugal, em Lisboa.

O líder do PS recusou hoje, em Valongo, ter-se precipitado no anúncio da viabilização do Orçamento de Estado 2027, invocando a crise que os portugueses vivem e as crises em Espanha, França, Alemanha, Estados Unidos e Brasil.
"Os portugueses estão a viver uma crise muito expressiva no custo de vida. O custo com os bens alimentares, os combustíveis, a eletricidade e com o gás. E, por isso, vamos levar propostas à especialidade para responder a essas necessidades vitais", afirmou José Luís Carneiro que lembrou ainda as "dificuldades na habitação".
E prosseguiu: "imaginem que eu votava contra o orçamento e que criávamos com isso uma crise política no país. Essa crise política iria agudizar, iria tornar mais aguda a dificuldade que as pessoas já estavam a passar, num momento em que o mundo está perigoso. Temos uma guerra nas portas da Europa, temos uma guerra no Médio Oriente, temos uma crise política em Espanha, uma crise política na França, uma crise política na Alemanha, uma crise política nos Estados Unidos e também no Brasil, com grande instabilidade política e social".´
Em declarações à entrada para o plenário de esclarecimento sobre o Orçamento do Estado para 2027, que decorreu esta noite em Ermesinde, concelho de Valongo, o deputado reiterou que o seu dever "é defender Portugal" apesar de o Governo apresentar "um mau orçamento", não querendo ficar associado a "uma crise política no país, que teve eleições em 2022, que teve eleições em 2024, que teve eleições em 2025, e há alguns que queriam já uma crise em [20] 26, por isso apresentaram uma moção de censura [Chega].
Continuando a tentar separar as águas, José Luís Carneiro, sobre a estratégia socialista, afirmou que "entre um Governo que é insensível e tem mostrado incompetência em responder às necessidades das pessoas e o populismo e a demagogia", procuram "demonstrar aos portugueses" que estão a colocar "Portugal em primeiro lugar".
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Depois de algumas semanas de espera desde que foi anunciado, o iPhone Duo foi oficialmente lançado nas lojas esta sexta-feira, dia 23, e tal como era esperado fizeram-se filas à porta das lojas da Apple.
O entusiasmo em volta do primeiro dobrável da “Empresa da Maçã” fez-se sentir um pouco por todo e em algumas das maiores metrópoles como Shangai, Mumbai ou Nova Iorque. Lembrar que, em Portugal, o preço do iPhone Duo começa nos 2.399 euros e está disponível em duas cores.
Na galeria acima pode encontrar algumas fotografias recolhidas pela Getty e pela Reuters onde é possível ver o entusiasmo em torno deste novo lançamento da Apple.
O iPhone Duo, o primeiro telemóvel dobrável da Apple, chega às lojas esta sexta-feira, dia 23, com um preço que começa nos 2.399 euros. A Apple limitou a compra a duas unidades por pessoa, e o dispositivo já está a gerar grande expectativa entre os fãs.
Miguel Patinha Dias | 22:30 - 21/10/2026É importante lembrar que, depois de lançar o iPhone 18 Pro, o iPhone 18 Pro Max, o HomeView, novas gerações da HomePod mini e da Apple TV 4K e agora o iPhone Duo, o ano de 2026 da Apple ainda não terminou e a empresa tem reservadas mais algumas novidades.
Acontece que a Apple fará, no dia 28 de outubro, mais uma das suas apresentações onde revelará novos produtos.
O novo evento dá pelo nome de “Pro and Tell” e, ainda que a Apple não revele o que pretende mostrar nesta ocasião, é um forte indicador que podemos esperar novidades no catálogo de portáteis MacBook.
Na verdade, o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, nota que o próprio logótipo da Apple parece ter sido desenhado com o dedo, apontando assim para a possibilidade de ficarmos a conhecer nesta ocasião o muito falado portátil MacBook com ecrã sensível ao toque.
A Apple decidiu aumentar os objetivos de produção do iPhone Duo antes de iniciar o período de pré-venda do telemóvel dobrável e, a julgar pelas previsões de entrega na loja online da marca, a decisão parece ter sido acertada.
Miguel Patinha Dias | 08:00 - 18/10/2026Gurman fez outra publicação na rede social X onde nota que, entre os produtos oficialmente revelados pela Apple na próxima semana, devem estar não só este MacBook Pro com ecrã sensível ao toque, como também um novo MacBook Pro de 14 polegadas com processador M6, um novo iMac com processador M6 e ainda um iPad mini que, pela primeira vez, terá direito a um ecrã OLED.
Apesar dos fortes indicadores de que estes produtos serão anunciados na próxima semana, teremos de continuar atentos para saber o que a Apple vai revelar oficialmente. Caso sejam confirmados, é de esperar que os lançamentos destes produtos aconteçam no início de novembro.
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A Câmara Municipal do Seixal aprovou a abertura de um concurso público para obras de reforço da Rede de Água em Alta do concelho, num investimento estimado em mais de 2,09 milhões de euros, foi hoje anunciado.
A decisão foi tomada na reunião pública descentralizada do executivo municipal realizada no Clube de Campismo Luz e Vida e prevê a execução e substituição de captações de águas subterrâneas, distribuídas por cinco lotes.
Segundo o vice-presidente da autarquia, Joaquim Tavares, a intervenção visa reforçar a capacidade e a segurança dos sistemas de abastecimento de água, face à degradação das captações existentes, à redução dos caudais de exploração e às limitações da capacidade de reserva operacional.
“As intervenções previstas permitirão repor a capacidade de captação, melhorar a resiliência dos sistemas e reduzir o risco de interrupções no abastecimento público”, afirmou o autarca, citado em comunicado.
Na mesma reunião foi ainda aprovada uma comparticipação municipal de 200 mil euros para apoiar a continuidade da construção de uma creche em Pinhal Conde da Cunha, na freguesia de Amora.
A infraestrutura, promovida pelo Centro de Assistência Paroquial de Amora, representa um investimento global de cerca de 2,44 milhões de euros e beneficia de um apoio de 368 mil euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O município refere que já contribuiu para o projeto através da cedência de um terreno avaliado em cerca de 703 mil euros e do financiamento dos projetos de arquitetura e especialidades.
O executivo municipal aprovou também a abertura de uma hasta pública para a alienação de oito imóveis atualmente integrados no domínio privado municipal. De acordo com a autarquia, as receitas obtidas serão canalizadas para áreas como a ação social, saúde, educação e requalificação de equipamentos escolares.
Foi ainda ratificada uma comparticipação de 368 mil euros à Santa Casa da Misericórdia do Seixal, destinada ao ressarcimento dos custos suportados pela instituição no realojamento de 64 agregados familiares do antigo loteamento da Quinta de Vale de Chícharos, conhecido como Bairro da Jamaica.
No âmbito do apoio ao movimento associativo, a Câmara aprovou um financiamento de 159,5 mil euros à Associação dos Amigos do Tocá Rufar para a implementação do Curso Regular Tocá Rufar em 58 turmas do 1.º ciclo do ensino básico entre os anos letivos de 2025 e 2029.
O programa abrangerá 10 escolas de quatro agrupamentos escolares do concelho e tem como objetivo promover a aprendizagem de instrumentos de percussão e dos ritmos tradicionais portugueses.
Por outro lado, o executivo aprovou contratos interadministrativos de delegação de competências com agrupamentos e escolas não agrupadas do concelho, até 2029, que representam transferências superiores a 11,5 milhões de euros.
Joaquim Tavares considerou, contudo, insuficientes as verbas transferidas pelo Estado para o setor da educação, defendendo que não acompanham o aumento dos encargos municipais, nomeadamente com pessoal não docente, transportes escolares, atividades de enriquecimento curricular e apoio a alunos com necessidades educativas específicas.
Segundo o autarca, o Orçamento do Estado para 2026 prevê a transferência de cerca de 15 milhões de euros para a área da educação no concelho, valor que, na sua opinião, não compensa o défice acumulado que o município diz suportar nesta matéria.




Un equipo de la Universidad de Texas A&M identificó que dos moléculas presentes de forma natural en el organismo, los microARN miR-15a y miR-16, pueden reducir la producción de proteínas y frenar la multiplicación de células de cáncer de páncreas cultivadas en laboratorio.
El hallazgo ofrece una hipótesis para futuras terapias, aunque todavía está lejos de convertirse en un tratamiento disponible para pacientes.
La investigación se centró en el adenocarcinoma ductal pancreático, la forma más frecuente de esta enfermedad. Los autores también analizaron datos clínicos públicos y observaron que los pacientes cuyos tumores tenían mayor expresión de esos microARN presentaban mejores resultados de supervivencia. Se trata de una asociación, no de una prueba de que las moléculas hayan mejorado la evolución de los pacientes.
El trabajo, elaborado por un equipo de la Facultad de Medicina Veterinaria y Ciencias Biomédicas de la Universidad de Texas A&M, fue publicado en la revista Physiological Reports.
El cáncer de páncreas figura entre los tumores de pronóstico más desfavorable. De acuerdo con la Agencia Internacional para la Investigación sobre el Cáncer (IARC), ocupó el puesto 12 entre los diagnósticos oncológicos a nivel mundial en 2024, pero fue la sexta causa de muerte por cáncer, con más de 490.000 fallecimientos.
La diferencia refleja, en parte, que suele detectarse en etapas avanzadas, cuando las alternativas de tratamiento son más limitadas.
El desafío no se limita al diagnóstico tardío. El páncreas está ubicado en una zona profunda del abdomen, detrás del estómago y cerca de vasos sanguíneos relevantes, lo que puede dificultar las cirugías.
Además, los tumores pancreáticos suelen estar rodeados por un tejido denso llamado estroma, que puede actuar como una barrera e impedir que los medicamentos lleguen con eficacia a las células malignas. Estas características ayudan a explicar la resistencia de la enfermedad a varios tratamientos disponibles.
En ese marco, los microARN son fragmentos cortos de material genético que regulan cuáles proteínas fabrica una célula. No contienen las instrucciones para producir proteínas, pero pueden unirse a los mensajes genéticos que las transportan e impedir que se traduzcan. Por ese mecanismo, intervienen en numerosos procesos celulares.
El equipo elevó los niveles de miR-15a y miR-16 en células de adenocarcinoma ductal pancreático cultivadas. Con esa intervención, disminuyeron la síntesis de proteínas y la proliferación celular, dos mecanismos vinculados al crecimiento tumoral.
“Las células cancerosas proliferan continuamente, es decir, crecen y se dividen. Para ello, las células necesitan aumentar procesos como la síntesis de proteínas, que les proporcionan lo necesario para crecer. Si se interrumpe esa síntesis de proteínas, se puede ralentizar el ritmo de crecimiento de esas células”, explicó James Fluckey, vicedecano de Investigación y profesor del Departamento de Kinesiología y Gestión Deportiva, además de investigador principal del estudio, según el comunicado de la universidad.
Los científicos detectaron que ambos microARN se encontraban en menor cantidad en tumores pancreáticos que en tejido sano.
También hallaron niveles reducidos en muestras de pacientes con pancreatitis, una inflamación del páncreas. Mediante análisis computacionales, el grupo vinculó estas moléculas con genes y circuitos celulares relacionados con el cáncer, el metabolismo de las proteínas y la adhesión de las células.
Peter Nghiem, profesor asociado del Departamento de Biociencias Veterinarias, comparó la función de los microARN con los frenos de un automóvil. “Su expresión puede evitar que ocurra algo muy malo, como acelerar hasta el punto de estrellarse o desarrollar cáncer”, sostuvo.
Tras los experimentos en cultivos celulares, el grupo examinó bases de datos de pacientes. Allí observó que una mayor expresión de miR-15a y miR-16 en el tumor se asociaba con una supervivencia más favorable.
La distinción es central: el estudio no administró los microARN a personas ni evaluó su seguridad, dosis o eficacia clínica. Los resultados en células y el análisis retrospectivo de registros de pacientes permiten fundamentar investigaciones posteriores, pero no autorizan a considerar la estrategia como una cura ni como una alternativa a los tratamientos indicados.
“Nos encantaría encontrar la solución definitiva para determinar la molécula causante del cáncer, pero no podemos”, afirmó Fluckey. “Lo que sí podemos afirmar es que estos microARN parecen desempeñar un papel fundamental en el equilibrio proteico de la célula. Cuando se encuentran en abundancia, podemos ralentizar drásticamente la progresión del cáncer”.
La siguiente etapa consistirá en desarrollar un sistema que pueda restituir miR-15a y miR-16 en las células tumorales sin alterar a las sanas. Esa precisión es necesaria porque los microARN cumplen funciones reguladoras en todo el organismo.
“Cada vez tenemos más confianza en que las intervenciones con miR-15a y miR-16 realmente tengan potencial terapéutico. Ahora solo tenemos que averiguar cómo hacerlas llegar a las células de manera que solo tratemos las células cancerosas”, dijo Fluckey.
Los autores consideran improbable que la restauración de estos microARN se convierta por sí sola en un tratamiento curativo. Podría integrar, si los próximos estudios lo confirman, una combinación de estrategias dirigidas a distintos mecanismos de la enfermedad.
“No se trata de un solo tratamiento para la enfermedad”, advirtió Nghiem. “Los microARN-15a y 16 pueden ser una parte importante de un régimen de tratamiento. A medida que avancemos en la investigación, encontraremos todos los elementos que, en conjunto, permitirán tratar eficazmente y, con suerte, curar a los pacientes con estas enfermedades devastadoras”.
El avance más reciente con resultados clínicos corresponde a daraxonrasib, un fármaco aprobado por la Administración de Alimentos y Medicamentos de Estados Unidos (FDA) para pacientes con cáncer de páncreas metastásico que ya habían recibido quimioterapia. En el ensayo global de fase 3 RASolute 302, la mediana de supervivencia fue de 13,2 meses entre quienes recibieron el medicamento, frente a 6,7 meses en el grupo tratado con quimioterapia estándar.
El compuesto inhibe la señalización de varias mutaciones de la familia RAS, entre ellas las de KRAS, presentes en hasta el 95 % de los tumores de páncreas. Su indicación actual corresponde a enfermedad avanzada y previamente tratada; estudios de fase 3 evalúan si podría tener un beneficio cuando se administra en etapas más tempranas del tratamiento.
O líder do PS, José Luís Carneiro remeteu hoje para o primeiro-ministro uma eventual demissão do presidente do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), reconhecendo, todavia, que as declarações de Benjamim Pereira foram infelizes.
"Ele próprio se retratou dando conta de que eram palavras infelizes. Já nos tinha chegado aquela frase relativa ao egoísmo dos jovens da responsabilidade do primeiro-ministro. Temos agora o responsável do IHRU, que em vez de se concentrar naquilo que tem de se concentrar, vem considerar que os mais jovens têm de fazer sacrifícios", criticou o líder socialista em declarações à entrada para o plenário de esclarecimento sobre o Orçamento do Estado para 2027, que decorreu esta noite em Ermesinde, concelho de Valongo,
Numa sessão sobre a proposta do Plano Diretor Municipal de Gaia, na quinta-feira, o presidente do IHRU referiu não saber se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício da anterior, recordando que os próprios avós e o pai emigraram para ter uma casa.
Nesse mesmo dia, e numa entrevista ao Jornal Nacional da TVI, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, considerou infelizes essas declarações e revelou já ter pedido explicações.
Já hoje, Benjamim Pereira admitiu que as expressões que utilizou sobre a capacidade de sacrifício dos jovens foram infelizes, esclarecendo que não teve intenção de desvalorizar as dificuldades na habitação ou sugerir a emigração.
O PCP, o Livre e o PAN pediram hoje a audição parlamentar do presidente do IHRU, considerando que as suas declarações foram inaceitáveis e infelizes, enquanto o BE insistiu que Benjamim Pereira deve demitir-se.
Alertando que "os jovens já fazem muitos sacrifícios, porque estão a viver até mais tarde na casa dos seus pais, porque não conseguirem ter maior autonomia de vida e autonomia para realizar os seus projetos de vida", o deputado recorreu aos números hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para destacar que "no segundo trimestre deste ano, o aumento com habitação ultrapassou os 18%, o que significa que desde que este Governo está em funções, houve um aumento do custo com habitação superior a 41%".
"Além disto, foi este Governo que trouxe o conceito da renda moderada de 2.300 euros, que provocou uma aceleração dos custos com arrendamento em 34% no país. Mais grave, houve um aumento em 18% do número de jovens que hoje estão a viver em casas partilhadas, ou seja, um em cada cinco jovens está a viver em casas partilhadas", continuou José Luís Carneiro.
O dirigente garantiu o compromisso de "tudo fazer" para encontrarem soluções, propostas, para responderem, com "confiança, no futuro, na defesa do Serviço Nacional de Habitação Acessível, na garantia de condições para o arrendamento, para que os jovens possam entrar no arrendamento, para que as famílias das classes médias possam entrar no arrendamento, para que proprietários e inquilinos tenham confiança na proposta" que o PS apresentou.
"Na conversa que tivemos ainda há dias com a nossa coordenadora do programa [Luísa Salgueiro], com a Associação Portuguesa de Bancos e com a Associação Nacional de Seguradoras, nos transmitiram que estavam disponíveis para viabilizar e para apoiar essa proposta, porque consideraram essa proposta a única proposta que equilibra a vontade dos proprietários com também a segurança dos inquilinos", revelou.
Os partidos políticos continuam a reagir esta sexta-feira às declarações do presidente do IHRU sobre os "sacrifícios" que gerações anteriores faziam e a sociedade atual não estaria disposto fazer - dando o exemplo da emigração.
Notícias ao Minuto, Lusa | 16:15 - 23/10/2026
A Moody’s manteve esta sexta-feira inalterado o rating da dívida soberana francesa em Aa3, com outlook negativo. A agência de notação financeira justifica a decisão com a diversificação da economia e a qualidade das instituições, acreditando que apesar do contexto político e social o Orçamento do Estado para 2027 que reduza o défice será aprovado.
Esta sexta-feira, a Moody’s tinha previsto uma avaliação ao país, numa altura de alta contestação social e em que os juros da dívida francesa têm sido castigada nos mercados, num movimento que se tem vindo a acentuar nos últimos meses.
“A notação Aa3 pressupõe que será aprovado um Orçamento para 2027 que permita reduzir o défice, enquanto os custos de financiamento e as tensões sociais deverão diminuir ligeiramente nos próximos meses“, pode ler-se no relatório divulgado esta noite.
A agência sublinha que o processo orçamental para o próximo ano coincide com alguns dos protestos sociais “mais expressivos registados em França nos últimos anos”. Ainda assim, apesar do “difícil” contexto político e social, o cenário central pressupõe que “acabará por ser aprovado um Orçamento para 2027 que reduza o défice, possivelmente através de decretos legislativos”.
As previsões da Moody’s apontam para um défice de 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, abaixo dos 5,4% previstos para 2026, mas ligeiramente superior ao défice de 5% contemplado na proposta de Orçamento. “Esta diferença reflete a nossa expectativa de que um crescimento económico um pouco mais fraco do que o previsto pelo Governo penalizará as receitas, enquanto a concretização integral dos cortes reais da despesa planeados enfrentará dificuldades políticas”, explica a agência.
Na mesma senda, alerta que França terá de fazer um esforço orçamental “significativo e sustentado” após as eleições presidenciais, marcadas para 2027, para colocar as finanças públicas francesas numa posição mais sólida e estabilizar o peso da dívida pública, que ultrapassará 120% do PIB em 2027.
“Embora esperemos que o próximo Presidente e o próximo Governo procurem continuar a reduzir o défice francês, o nosso cenário central aponta para que dificilmente consigam concretizar uma consolidação orçamental rápida, tendo em conta as tensões sociais, um contexto político que deverá continuar fragmentado e um crescimento económico moderado”, assinalam.
Além disso, a forte subida das taxas de rendibilidade das obrigações do Estado francês nos últimos meses — que aumentou cerca de 150 pontos base desde o início do ano — agrava os riscos de uma deterioração adicional da capacidade de suportar os encargos da dívida, adverte, apesar de atribuir, em parte, essa evolução a fatores estruturais que afetam os emitentes soberanos a nível global.
“Ainda assim, a maturidade média ponderada da dívida pública francesa, de cerca de 8,5 anos, significa que o aumento dos custos de financiamento terá de persistir durante um período prolongado para produzir um impacto negativo significativo nos indicadores relativos à capacidade de suportar os encargos da dívida”, refere.
No retrato atual, a Moody’s realça que, apesar da notação de crédito Aa3 assentar “na riqueza e diversificação da sua economia”, bem como na “elevada competência” das suas instituições públicas, a “solidez do quadro institucional enfrenta desafios recorrentes decorrentes de um parlamento dividido, frequentemente em desacordo com o Governo quanto às prioridades políticas ou à sua concretização, bem como de períodos de instabilidade política e social”.
Já a perspetiva negativa reflete “o risco acrescido” de que a fragmentação do panorama político francês continue a prejudicar o funcionamento das instituições legislativas do país.
Segundo a agência, uma revisão em baixa da notação refletiria “novos indícios de enfraquecimento da capacidade das instituições legislativas para adotarem medidas que impeçam uma deterioração rápida e prolongada da capacidade de suportar os encargos da dívida” ou de uma “suspensão duradoura ou a reversão de disposições fundamentais de reformas estruturais anteriores, sobretudo no domínio das pensões”.
Eleito com a promessa de reduzir o Estado, cortar impostos e reativar a economia, o presidente do Chile, José Antonio Kast, vem enfrentando uma crise econômica em apenas sete meses de mandato, com retração do Produto Interno Bruto (PIB) e desemprego em alta em meio a um ajuste fiscal.
No terceiro trimestre de 2026, o país registrou aumento de 1 ponto percentual (p.p.) no desemprego em 12 meses, que chegou a 9,6%. Além disso, houve queda de 0,3% no Produto Interno Bruto (PIB), depois de uma retração de 0,2% no 2º trimestre. O desempenho levou Kast a lançar, no final de setembro, um programa de investimentos públicos para tentar reativar a economia.
O plano prevê investimentos de 1,3 bilhão de pesos chilenos, com objetivo de criar empregos por meio de obras de infraestrutura, subsídios para criação de novos postos de trabalho e apoio ao financiamento de empresas.
Kast tomou posse em março deste ano, prometendo um plano de austeridade com corte de 3% das despesas do Estado e redução de impostos para empresas. A fórmula é semelhante à adotada nos Estados Unidos (EUA), por Donald Trump, e na Argentina, por Javier Milei.
Diante do choque no preço dos combustíveis nos últimos meses, motivado pelas guerras no Oriente Médio, o governo Kast decidiu não intervir para reduzir o preço, devido ao custo fiscal da medida. Com isso, o valor da gasolina e do diesel vêm crescendo com efeito inflacionário sobre toda economia.
Nesse cenário, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a previsão de 1,8% de crescimento do PIB chileno em 2026, calculada em julho, para 0,6%, segundo projeção de outubro. Este é o segundo pior resultado da América do Sul, atrás apenas da Bolívia, onde o FMI prevê uma recessão de 3% neste ano.
O especialista em Chile e professor de economia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Fernando Henrique Lemos Rodrigues argumentou à Agência Brasil que o corte nos gastos praticado por Kast prejudica uma economia com dificuldades.
“Ele está freando a expansão dos gastos. Só isso já dá um impacto brutal sobre a economia chilena, porque ela está diante de uma conjuntura bastante precária no seu principal setor, que é do cobre”, disse.
As dificuldades na exploração de cobre vêm alimentando a crise. De janeiro a agosto deste ano, a produção está 8% inferior ao mesmo período de 2025, segundo a Câmara Mineira do Chile.
O doutor em teoria econômica Fernando Rodrigues explica que o cobre representa entre 30% a 40% do total das exportações chilenas.
“O esgotamento de algumas minas e os problemas de tecnologia para extração do minério, somados a eventos climáticos extremos que impediram o escoamento da produção e a movimentos operários por aumentos salariais, têm criado entraves à economia do cobre”, avalia o professor da UFRRJ.
A agenda de austeridade do presidente José Antonio Kast, um admirador da ditadura chilena de Augusto Pinochet (1973-1990), previa uma redução bruta de 3% nos gastos do Estado. Os dois primeiros informes do governo indicaram uma redução de despesas da ordem de 2 trilhões de pesos, algo em torno dos 0,6% do PIB chileno.
Um levantamento do jornal chileno The Clinic, que analisou decretos de 17 das 25 pastas do governo, calculou que o corte ultrapassou US$ 1,4 bilhão. A maior redução foi na saúde, que teve menos 413 bilhões de pesos chilenos.
Os demais ministérios mais afetados foram Habitação (corte de 200 bilhões); Educação (197 bilhões) e Trabalho (141 bilhões). Os cortes no ministério da Previdência somaram 706 milhões.
Rodrigues destacou que, ao mesmo tempo que deduz despesas em áreas sociais, o governo corta impostos das empresas. Para ele, isso se reflete em perda de receita do Estado, mas sem aumento dos investimentos privados.
“O rico faz o que nesse momento de extrema incerteza que é a crise? Ele pega esse dinheiro da redução dos impostos e retira do circuito econômico, normalmente direcionando a aplicações financeiras. É isso que ele faz”, explicou.
Para o orçamento de 2027, o governo prevê um aumento de 1,5% do PIB nas despesas, crescimento menor que o previsto anteriormente. Organizações e movimentos sociais têm denunciado a retirada de recursos de programas sociais.
A Fundação Horizonte Cidadão, criada pela ex-presidente Michelle Bachelet, apontou que os cortes no orçamento de 2027 devem prejudicar 48 programas sociais focados na população mais pobre, que somam 325 bilhões de pesos.
“Estes resultados contrastam com a promessa de campanha do presidente José Antonio Kast de que reduziria os gastos fiscais sem cortar benefícios sociais”, registrou o Centro de Investigação Jornalística (CIPER) do Chile.
Cortes anunciados na educação têm mobilizado estudantes no país em marchas que acabam em repressão policial. Nesse cenário, o recém-empossado presidente do Chile registra taxas superiores a 60% de desaprovação após apenas sete meses no poder.


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A estratégia busca incentivar a presença de especialistas em regiões historicamente desassistidas, com o objetivo de ampliar o acesso à atenção especializada no Sistema Único de Saúde (SUS) e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos.
A Região Nordeste concentra 46% das vagas imediatas, seguida pelo Sudeste (21%), Norte (17%), Centro-Oeste (9%) e Sul (7%).
Do total de oportunidades, 55% serão destinadas a municípios do interior do país.
Os médicos precisam ter registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e Registro de Qualificação de Especialista (RQE) também válido para participar do Projeto Mais Médicos Especialistas.
O RQE deve ter sido obtido por meio de residência médica reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) ou de título de especialista reconhecido pela Associação Médica Brasileira (AMB).
Os médicos especialistas que forem selecionados vão compor as equipes de atenção especializada à saúde, atuando nas linhas de cuidado, redes temáticas e políticas prioritárias no âmbito do SUS.
O Projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E) também qualifica a formação dos profissionais por meio da prática na rede pública de saúde.
Os médicos participantes recebem uma bolsa mensal, e o valor varia de acordo com a vulnerabilidade social do município de atuação, calculado pelo Índice de Vulnerabilidade Social (IVS):
Criado em 2025, o Mais Médicos Especialistas contabiliza o ingresso de 2.279 médicos especialistas no projeto, dos quais 1.898 continuam ativos, o equivalente a 83,3% do total de profissionais até outubro de 2026.