Maricarmen, de vítima a especuladora


La entrega de los Premios de la Fundación Princesa de Asturias es uno de los actos fijos que jalonan la agenda anual de la Familia Real. Ocurre la tercera semana de octubre, esté quien esté en el Gobierno y pase lo que pase en la esfera política. Como el 12 de octubre o el discurso del Rey en Nochebuena, es una ceremonia que millones de españoles siguen por televisión. Un evento con efecto sedante porque todo lo demás, sobre todo en este año electoral, es cambiante e imprevisible.
Los Reyes y sus hijas acaban de estrenar estos tres días insoslayables del calendario. Y lo han hecho, como manda la tradición, con el concierto previo a la entrega mañana de los galardones que llevan el nombre de la Heredera.
Al filo de las siete de la tarde, la Familia Real ha llegado al Auditorio Príncipe Felipe en loor de multitudes y a ritmo de gaita para abrir el programa fuerte de la semana. Entre los aplausos de los centenares de ciudadanos que los aguardaban, los Reyes han hecho su primera aparición en Oviedo junto a la Princesa Leonor y la Infanta Sofía en una de las pocas ocasiones en las que se les puede ver a los cuatro juntos últimamente.
Después de que haya sonado el himno de España con el auditorio en pie y la Familia Real en la tribuna de autoridades, el Coro de la Fundación Princesa de Asturias junto con la Orquesta Sinfónica del Principado de Asturias (OSPA) ha interpretado una selección de movimientos de Mendelssohn dirigidos por Nuno Coelho.
El programa ha incluido la Sinfonía n.º 2 en si bemol mayor, op. 52, Lobgesang (Canto de alabanza), del compositor alemán Félix Mendelssohn. La obra combina elementos sinfónicos y corales y está concebida como una celebración musical de la alabanza.
Bajo el título «La luz del saber», el repertorio ha vinculado la música con uno de los grandes cambios culturales de la historia: la aparición de la imprenta en el siglo XV. Mendelssohn compuso esta sinfonía para conmemorar el cuarto centenario de aquel acontecimiento, que permitió extender el acceso a los libros y a la palabra impresa más allá de los círculos minoritarios. Una paso del oscurantismo de la ignorancia a la iluminación que supone (casi siempre) el conocimiento.
La obra se estrenó en Leipzig en junio de 1840, dirigida por el propio Mendelssohn. Según recoge el cuaderno de trabajo de la Fundación Princesa de Asturias, su sección coral causó una impresión especial desde las primeras interpretaciones. En Birmingham, tres meses después del estreno, el público se puso en pie espontáneamente al comenzar el himno Nun danket alle Gott («Demos todos gracias al Señor»).
Mañana es la jornada fuerte de los Premios, con las audiencias a los premiados antes del almuerzo que liderará por primera vez a solas la Princesa Leonor. Durante la tarde tendrá lugar la ceremonia de entrega de los galardones en el teatro Campoamor y al día siguiente el pueblo de Llanes recibirá a la Familia Real al completo para el nombramiento de su Cofradía de Pescadores como agrupación ejemplar.

A Navigator. É uma das principais produtoras de pasta de papel e de papel do mundo, sendo detida em 70% pela Semapa, que por sua vez é controlada pela família Queiroz Pereira.
Está atualmente avaliada em cerca de 2,16 mil milhões de euros na bolsa de Lisboa.
A empresa liderada por António Redondo dá esta quinta-feira o pontapé de saída na temporada de apresentação dos resultados relativos ao terceiro trimestre no PSI, o principal índice da bolsa nacional.
O calendário é retomado na próxima semana com Galp na segunda-feira (26) e depois Jerónimo Martins e BCP na quarta-feira (28), terminando um mês depois, com a Ibersol, no dia 27 de novembro. A apresentação das contas surge num contexto de forte volatilidade nas bolsas internacionais.
Conforme o ECO avançou esta quinta-feira, os analistas esperam que a energia e a banca continuem a destacar-se perante a subida dos preços energéticos e das taxas de juro, enquanto as exportadoras poderão ser afetadas pelo clima de instabilidade internacional.
Em relação à Navigator, a papeleira viu os lucros caírem mais de 40% para 49,1 milhões de euros no primeiro semestre devido ao aumento dos custos por causa da guerra.
O que terá acontecido no terceiro trimestre? “A pressão sobre os preços da pasta e do papel, juntamente com os custos de energia e produção, poderá continuar a condicionar os resultados. Será importante perceber se a empresa conseguiu controlar estes custos e melhorar as margens durante o terceiro trimestre”, salienta a XTB.
Com os investidores à procura de sinais de recuperação do negócio, a poll de estimativas da Bloomberg aponta para receitas de 434 milhões de euros no terceiro trimestre, que somam aos 868,6 milhões faturados no primeiro semestre do ano. Será menos do que no mesmo período do ano passado.
Além das receitas e do resultado líquido, a geração de caixa e a evolução da dívida serão indicadores importantes para avaliar a situação financeira da Navigator, acrescenta ainda a XTB.
Antes da apresentação das contas, as ações da papeleira desceram 0,85% para 3,036 euros, para mínimos desde o final do ano passado.
“A divulgação dos resultados poderá ser determinante para perceber se a cotação consegue recuperar esse nível, que poderá agora funcionar como resistência, ou se a pressão vendedora continuará a dominar. A evolução da ação dependerá tanto dos resultados apresentados como das perspetivas para os próximos trimestres”, dizem os analistas da XTB.
Como referido, depois da Navigator, será a vez da Galp, Jerónimo Martins e BCP apresentarem resultados já na próxima semana.
Quanto à petrolífera, a beneficiar da escalada do preço do barril de brent, que levou a margem de refinação a disparar 255% no terceiro trimestre, deverá anunciar lucros de 1,4 mil milhões de euros, segundo as estimativas dos analistas.
Os resultados do banco liderado por Miguel Maya também deverão refletir o ambiente macroeconómico favorável marcado por algum crescimento económico e um mercado de trabalho resistente, com a margem financeira a beneficiar da subida das taxas de juro. O Santander antecipa lucros trimestrais de 293 milhões.
Já a Jerónimo Martins, que teve uma redução de 9% nos resultados da primeira metade do ano, deverá ter alcançado um lucro na ordem dos 198 milhões entre julho e setembro.
A temporada de apresentação dos resultados das cotadas do PSI só termina no dia 27 de novembro, com a operadora de restauração Ibersol. Poderá acompanhar toda a earnings season portuguesa no ECO.
Perspetiva-se uma temporada marcada por uma evolução menos homogénea dos resultados do que aquela observada nos últimos dois anos. Os investidores deverão encontrar um PSI dividido entre setores que continuam a beneficiar de condições estruturais favoráveis, como a banca e parte do universo energético, e outros mais dependentes da evolução do ciclo económico europeu, onde a visibilidade permanece reduzida.
Un decreto recepito in ritardo, in modo a dir poco restrittivo e ignorando le raccomandazioni Ue. Nei fatti, “un’occasione sprecata, che lascerà senza tutele 9 vittime di querele temerarie su 10″. Con un flash mob a Piazza Capranica a Roma, la rete CASE Italia – il gruppo di lavoro italiano della Coalition Against SLAPPs in Europe che riunisce 17 organizzazioni,
da The Good Lobby all’Osservatorio Balcani Caucaso, fino ad Amnesty International Italia, Rete No Bavaglio e tante altre realtà – ha protestato contro il provvedimento con cui è stata recepita in Italia la direttiva europea 2024/1069 contro le azioni temerarie, le cosiddette “cause bavaglio”. In pratica, tutte quelle azioni legali manifestamente infondate, o sproporzionate, avviate prevalentemente da politici, esponenti del mondo imprenditoriale e aziende, con il solo intento di intimidire, silenziare o scoraggiare la partecipazione al dibattito pubblico di giornalisti, attiviste, ricercatrici, whistleblower e, più in generale, di chi esercita il diritto di informare o di esprimere opinioni su questioni di interesse collettivo.
La necessità di recepire la direttiva era l’occasione per fornire le tutele necessarie contro queste azioni, ma alla fine il decreto è stato bocciato dalla società civile come “inefficace e deludente”, dato che addirittura finirà per restringere la portata delle tutele previste dalla direttiva europea contro le SLAPP che colpiscono giornalisti, attiviste e whistleblower.
Il motivo? In attesa della pubblicazione del testo in Gazzetta ufficiale, protesta Case Italia, va in direzione opposta rispetto qualsiasi buona pratica usata dagli altri Stati. L’esecutivo Meloni non ha mai coinvolto la società civile nella discussione sul provvedimento, tanto che l’unica audizione riservata a loro in Parlamento ha visto la partecipazione di soli tre parlamentari M5s e le osservazioni non sono mai state recepite riducendo il processo a “un mero esercizio formale“, come ha ricordato la portavoce Sielke Kelner nel corso del presidio, organizzato proprio a pochi giorni dall’anniversario dell’omicidio ancora impunito della giornalista maltese Daphne Caruana Galizia, avvenuto il 16 ottobre 2017, vittima di una cinquantina di SLAPP.
Ma soprattutto, ha ribadito Kelner, il decreto lascerà fuori la gran parte delle vittime di azioni temerarie. Questo perché “offre protezioni solo ai bersagli di azioni legali temerarie con implicazioni transfrontaliere, escludendo di fatto le controversie domestiche, che rappresentano almeno il 90% dei casi registrati”. Ma c’è di più: perché la direttiva prevedeva una nozione di caso transfrontaliero più ampia, in quanto il testo Ue “stabilisce che un caso può essere considerato transfrontaliero anche quando, ulteriori elementi rilevanti della fattispecie presentano collegamenti con un altro Stato”. Con riferimento all’articolo 5, dove si richiede che “una controversia possa considerarsi priva di implicazioni transfrontaliere soltanto quando, oltre al domicilio delle parti nello stesso Stato membro, tutti gli ulteriori elementi pertinenti alla situazione siano situati unicamente in tale Stato”. Una formulazione che avrebbe permesso di ampliare l’applicazione del testo. Peccato che anche in questo caso il governo Meloni abbia invece deciso di non procedere.
“Avevamo chiesto che il decreto si applicasse anche ai casi nazionali e soprattutto anche ai casi penali, inclusi i procedimenti per diffamazione, tra gli strumenti più usati contro chi informa o critica in Italia. Così invece questa legge finirà per non tutelare nessuno o quasi“. Eppure, in Italia si registra il numero più alto di SLAPP in tutta l’Unione europea, come hanno mostrato i report di CASE Italia.
“Gli ombrelli bucati che abbiamo portato in piazza rappresentano perfettamente una legge che, invece di proteggere chi è sotto attacco, lascia quasi tutti esposti alla pioggia di azioni legali temerarie”, ha attaccato Martina Turola, responsabile comunicazione di The Good Lobby, organizzazione non profit parte della rete CASE Italia. “Per questo oggi lanciamo una petizione in cui chiediamo al Governo e al Parlamento di correggere questa legge“, è l’auspicio delle rete.
In piazza erano presenti anche alcuni esponenti dell’opposizione, come Vittoria Baldino (vicepresidente e deputata M5s), Elisabetta Piccolotti (Avs) e Valentina Grippo (Azione), così come vittime di azioni temerarie, come il comico Daniele Fabbri, querelato dalla presidente del Consiglio Giorgia Meloni dopo che in un monologo satirico aveva definito la premier “puzzona” e “caccolosa”: “Mi ha chiesto un risarcimento da 20mila euro per ‘profondi strascichi sulla psiche’. Ora dovrebbe venire a processo in Aula per spiegare questi traumi come sono andati, ma non si è ancora presentata. L’idea che una persona di potere si accanisca contro un artista, neanche di quelli in vista, è un brutto segnale”, ha sottolineato il comico.
“Porteremo all’attenzione della Commissione Ue quella che per noi è una mancanza di conformità con la direttiva, almeno nel tentativo di ampliare la nozione di transfrontaliero”, ha concluso Kelner.
L'articolo “La legge del governo contro le azioni temerarie non protegge quasi nessuno, va cambiata”: il flash-mob di Case Italia con gli ombrelli bucati proviene da Il Fatto Quotidiano.
“Quiero que las personas ciegas puedan ejercer plenamente el derecho al voto, de forma secreta y en todos los procesos electorales. Si tienen que depender de terceros para poder votar, entonces su participación política no es plena y eso tenemos que corregirlo”. Alberto Núñez Feijóo, presidente y candidato del PP, se comprometió a hacer esto posible en su reciente participación en un congreso de la ONCE, pero lo cierto es que lleva en marcha desde 2007.
Las personas ciegas en España ya pueden depositar su voto sin que nadie más conozca su elección. El Gobierno de José Luis Rodríguez Zapatero aprobó ese año, a través del entonces ministro del Interior Alfredo Pérez Rubalcaba, un sistema que permite a los electores con discapacidad visual identificar su papeleta mediante el código braille, sin necesidad de recurrir a un acompañante. Un mecanismo que volverá a estar disponible en las elecciones generales del 29 de noviembre.
Hasta entonces, estas personas tenían una única opción: pedir a alguien de confianza que eligiera la papeleta por ella y la introdujera en el sobre. Ese gesto, aunque necesario, tenía un costo evidente: el voto dejaba de ser secreto. El decreto aprobado en 2007 terminó de resolver el problema con una solución sencilla, pensada dentro de una reforma más amplia de la ley electoral que buscaba reforzar los derechos de las personas con discapacidad.
La solución se conoce como kit de votación accesible y combina materiales comunes con elementos táctiles. El paquete conserva las mismas papeletas y sobres que recibe cualquier otro votante, pero añade una guía en braille y un sobre independiente para cada candidatura, con su nombre también impreso en ese sistema. Basta con recorrer el sobre con los dedos para reconocer el partido y extraer la papeleta correcta, sin que nadie más intervenga. Para el Senado, donde se puede elegir a varios candidatos, el kit suma una plantilla con ventanas recortadas que coinciden con cada nombre de la lista, lo que permite marcar una cruz con precisión y sin ver el papel.
No cualquiera puede pedir este kit: hace falta conocer el braille y tener reconocida una discapacidad de al menos el 33%, o bien estar afiliado a la Organización Nacional de Ciegos Españoles (ONCE). Ese requisito, sin embargo, tiene los días contados: a partir de 2027 dejará de exigirse, lo que abrirá la puerta a más electores en comicios futuros.
Nada de esto es obligatorio. Quien prefiera seguir votando con el apoyo de una persona cercana puede hacerlo sin trámite alguno. La normativa exige, además, locales de votación accesibles y que los miembros de las mesas electorales colaboren para que el proceso se desarrolle con la mayor autonomía posible para el votante.
El sistema, sin embargo, tiene un límite claro, y en esto Núñez Feijóo apunta bien al apostillar “en todos los procesos electorales”: la ONCE explicó al portal Newtral que el procedimiento funciona en comicios generales, europeos y autonómicos, pero queda fuera de los municipales. El Ministerio del Interior atribuyó esa ausencia a la enorme cantidad de candidaturas que se presentan en cada ayuntamiento del país, lo que haría casi imposible preparar material en braille para cada una. La propia organización reconoció otra grieta del sistema: solo sirve para quienes dominan la lectoescritura en braille y conocen el trámite para solicitarlo con antelación, un filtro que sigue dejando fuera a parte del colectivo casi dos décadas después de su creación.

© David Mudarra
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La titular del Juzgado de Instrucción 3 de Madrid argumenta que en 2024 ya se descartó el carácter delictivo de los hechos denunciados ahora por Vox
Un juzgado abre una causa contra la autora de la instrucción sobre la ley de nietos tras una querella de HazteOír
La titular del Juzgado de Instrucción número 3 de Madrid, Isabel Durántez, ha rechazado una querella interpuesta por Vox contra Sofía Puente, firmante de la instrucción sobre la ley de nietos que cuestiona el Tribunal Supremo. Esta resolución contrasta con la acordada por otro juzgado de la capital, el 35, cuya titular, Inmaculada Lova Ruiz, admitió a trámite el pasado lunes otra querella similar formulada por la asociación ultracatólica HazteOír.
En su auto, la magistrada Durántez concluye en primer lugar que en relación con el delito de prevaricación atribuido a Puente concurre la excepción de cosa juzgada. Explica que hace dos años, otro juzgado de Madrid examinó una querella similar a las de Vox y HazteOír presentada por la Asociación para la Reconciliación y la Verdad Histórica, un colectivo fundado en 2007 contra la primera ley de memoria. Y determinó que no había delito. Esa decisión fue confirmada por la Audiencia Provincial de Madrid en 2025. Ese precedente ya hace imposible volver a abrir una causa por los mismos hechos.
La querella de Vox también atribuía a Puente el delito de usurpación de atribuciones. La magistrada afirma que es “indiscutible” que el dictado de instrucciones está dentro de sus atribuciones y competencias, con lo que no se le puede atribuir tampoco ese segundo delito.
Asimismo, Vox solicitaba la imputación de esos dos delitos a María Ester Pérez Jerez, actual directora general de Seguridad Jurídica y Fe Pública. Sobre esta alto cargo, la jueza Durántez reitera que para que haya delito de prevaricación la ilegalidad debe ser “patente, flagrante y grosera”, algo que no se aprecia en este caso.
O Bankinter Portugal já utilizou praticamente 75% da sua quota-parte da linha garantia pública no crédito à habitação para os jovens e, perante a onda de protestos nas ruas em várias cidades na Europa, a líder máxima do banco espanhol apelou a um consenso político para que sejam implementadas “políticas de longo prazo eficazes” a combater essa crise.
“Trata-se de um problema estrutural que exige políticas a longo prazo e que, por isso, o ideal seria que houvesse um consenso entre todos os partidos”, declarou Gloria Ortiz em conferência de imprensa de apresentação dos resultados relativos aos primeiros nove meses do ano.
“É isso que eu pediria: que, no que diz respeito aos aspetos estratégicos e aos problemas estruturais que nos afetam, sejam capazes de chegar a um consenso e que possamos ter políticas de longo prazo que sejam, no final de contas, eficazes”, salientou.
Ortiz deseja estabilidade nas políticas porque “as que são aplicadas num dia e no dia seguinte já não o são, não têm qualquer impacto”.
Não só Espanha, mas também em Portugal e noutros países, sobretudo a população mais jovem tem saído às ruas em protesto contra a falta de soluções para a crise da habitação.
É por isso que pediria que, no que diz respeito aos aspetos estratégicos e aos problemas estruturais que nos afetam, sejam capazes de chegar a um consenso e que possamos ter políticas de longo prazo que sejam, no final de contas, eficazes.
A CEO do Bankinter considerou que os bancos podem e estão a fazer a sua parte que é a concessão de crédito, apesar de insistir na ideia de que deve haver “um plano a longo prazo com medidas que realmente combatam os problemas estruturais existentes”.
No que toca a Portugal, onde registou um aumento de 13% dos resultados antes de impostos para 178 milhões de euros até setembro, o banco já usou praticamente 45 milhões do plafond de 60 milhões de euros que lhe foi atribuído pelo Estado português no âmbito da linha de garantia pública para os jovens, revelou o administrador financeiro Jacobo Dias.
“Está no bom caminho. Se chegássemos ao limite, certamente pediríamos mais, mas ainda não chegámos ao limite e continuamos a progredir. A verdade é que continuamos muito empenhados nestas medidas de apoio e, se fosse necessário, solicitaríamos mais, mas, por enquanto, ainda temos alguma margem”, declarou o responsável.

Gloria Ortiz comentou ainda a instabilidade nos mercados obrigacionistas que estão a deixar França sob intensa pressão com os juros a dez anos a superarem a fasquia dos 5% pela primeira vez desde 2002. A líder do Bankinter afastou uma crise como a que tivemos na Zona Euro em 2010.
“É verdade que as suas finanças públicas exigem atenção e que a situação atual, na véspera das eleições, não contribui para que as mensagens transmitidas sejam tranquilizadoras”, começou por dizer relativamente a este tema.
“Mas acho que a situação vai certamente voltar ao normal quando este período de transição terminar. E, por isso, estamos convencidos de que não haverá problemas com a dívida pública europeia, embora, logicamente, estejamos a atravessar um período de volatilidade e haja momentos em que os prémios de certos países possam aumentar”, considerou ainda.
O Bankinter registou lucros de 901 milhões de euros entre janeiro e setembro, mais 11% em termos homólogos.
La presidenta de la Comunidad de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, ha pedido respeto para el presidente de Argentina, Javier Milei, al que recibió este miércoles en su nuevo despacho en Canal, al que se ha trasladado hasta que termine la acampada en Sol. Pero la contienda estaba este jueves en la Asamblea, donde Díaz Ayuso ha pedido a PSOE y Más Madrid que guarden las formas con un mandatario “salido de las urnas del pueblo” y no le den “lecciones” sobre con quién puede reunirse o pactar.
La portavoz socialista, Mar Espinar, ha criticado que Díaz Ayuso se viera con un líder que llamó “dictador” al presidente del Gobierno, Pedro Sánchez, o “corta intelectual” a una periodista de la Cadena SER. “Le gustan tanto los áticos como recibir a los lunáticos”, ha afirmado. La de Más Madrid, Manuela Bergerot, se ha expresado en los mismos términos, recordando la huelga de profesores: “Se ha reunido más veces con el tarado que está destrozando a Argentina que con quienes enseñan a leer a nuestros hijos”.
Milei, ha defendido Díaz Ayuso, “no ha salido de una herriko taberna o de una casa okupa como sus socios -ha dicho a Espinar-, ha salido de las urnas de la voluntad del pueblo de Argentina”, lo que ha despertado los aplausos de la bancada del PP. “Respétenlo”, ha insistido. “Los que acosan y queman calles no pueden respetar nada -ha continuado-, pero lo que no vamos a admitir son lecciones sobre con quién puede uno pactar, con quién puede uno reunirse por parte del partido del amor. Del amor... de pago”.
Milei fue protagonista absoluto de la precampaña a las elecciones generales que se celebran el 29 de diciembre, para las que desea que los españoles echen “a patadas” al “liberticida” Sánchez. La jornada comenzó con una conferencia en el Nueva Economía Fórum, continuó con otra en la Universidad Rey Juan Carlos y se completó con dirigentes de Vox y la propia Díaz Ayuso, a la que invitó a visitar de nuevo Argentina. El PSOE promocionó la visita con una lona de ‘bienvenida’ e intensa actividad en redes sociales.
En la Asamblea, Díaz Ayuso ha ensalzado la gestión de Milei. “Resulta que me hablan así de él -ha respondido a Bergerot- cuando Argentina es el país que más crece económicamente de toda Hispanoamérica. Según el FMI, Argentina está creciendo cuatro veces lo que México. Cuando llegó Milei, los precios estaban disparados cuatro veces más y desde luego, lo que está combatiendo es a su mejor amiga -dirigiéndose a la portavoz de Más Madrid-, que es la pobreza”.
La de Díaz Ayuso es una postura que no ha acompañado el PP. El alcalde de Madrid, José Luis Martínez-Almeida, que no acudió a la conferencia de Milei, lamentó este miércoles que Sánchez estaría “contentísimo” con la visita. Este jueves, Xavier García Albiol, ascendido por Alberto Núñez Feijóo a número 1 en la lista por Barcelona, ha considerado que Milei “no tiene las formas más adecuadas” para ser el mandatario de un país: “Tendría que ser un poco más pulcro. (...) Hay expresiones que aquí en España chirrían bastante”, ha opinado.
L'articolo Il regista palestinese Basel Adra: “Coloni e soldati israeliani hanno trasformato la raccolta delle olive in una guerra. Elezioni? Non cambierà nulla” proviene da Il Fatto Quotidiano.
Each country’s protesters have distinct grievances. Listen to them, not the voices telling us Europe is ungovernable
Last Saturday night, the town hall of Limoges in west-central France was set ablaze. By Sunday, images of the fire destroying a symbol of the French republic, and other scenes of unrest across France, were everywhere, but being used to tell very different stories about what is happening in Europe.
For some, the flames announced a pan-European youth revolt, proof that a single movement was sweeping the continent. Donald Trump, who had already insisted that the French schools protests were not about schools but about migration and Islam, urged Europeans to “close the borders”. The mayor of Limoges saw the fingerprints of an alleged ultra-left insurrection.
Alberto Alemanno is the Jean Monnet professor of EU law at HEC Paris and the founder of The Good Lobby
France readers Q&A: Guardian Europe columnists Rokhaya Diallo and Alexander Hurst will be live taking questions from our readers about the unrest in France from at 1500 BST / 1600 CEST on Friday 23 October. Send your questions by email now to conversations@theguardian.com or post questions in the comments from 0900 BST here.
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© Photograph: Aurélien Morissard/AP

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Tras estrenar joyas incontestables del medio como ‘Los mundos de Coraline’, el estudio Laika persigue su cumbre absoluta según el intimidante molde de ‘La princesa Mononoke’
Además de 'Wildwood, qué otras películas ver en la Fiesta del Cine hasta el 22 de octubre por 3,50 euros
En 20 años, Laika ha alcanzado un prestigio tan rotundo como para que socialmente hayamos convenido en olvidar lo feo que fue su origen. Travis Knight es el hijo de Phil Knight, fundador de la multinacional deportiva Nike, y a principios de los 90 había probado suerte como rapero. Su nombre era Chilly Tee. Su fracaso fue bastante considerable (y embarazoso), así que quiso probar suerte en la animación y Phil Knight le enchufó de becario en el estudio de Will Vinton. Vinton fue el gran pionero de la animación stop motion —la ilusión de movimiento a través de la manipulación de objetos con el encadenado de tomas fijas—, y el documental de 2021 aparecido tres años después de su muerte, Claydream, estaba marcado por su rabia ante cómo los Knight le habían engañado.
Will Vinton Studios atravesó graves dificultades económicas a principios de los 2000, justo cuando el stop motion —y en particular la llamada claymation o plastimación: aparentar movimiento con figuras de plastilina— empezaba a calar en la industria gracias a la británica Aardman Animations y obras como Chicken Run. Fue el momento propicio: Phil Knight se hizo con la mayor parte de las acciones de la empresa, expulsó a Vinton y colocó a un vástago que apenas tenía experiencia al frente de lo que entonces pasaría a llamarse Laika. Como la perrita aquella que viajó al espacio, reteniendo además la ilustre “k” familiar. Tal es el estudio que nos ocupa. Un caso de nepotismo químicamente puro, del que, sin embargo, Laika ha sabido zafarse esforzadamente.
Ni siquiera cuando Travis Knight quiso lanzarse a dirigir los largometrajes del estudio ha temblado esta imagen de paraíso de la artesanía —Kubo y las dos cuerdas mágicas, y ahora Wildwood, son cumbres respectivas de la trayectoria de Laika teniendo al presidente e hijísimo como director—, y es interesante ahondar en los motivos. Por parte de Knight, su currículum como director de acción real no deja lugar a dudas y es que sigue siendo un ejecutivo hábil, gestionando intuitiva y alegremente los juguetes corporativos que le ofrecen las altas esferas. Juguetes literales: ha dirigido Bumblebee para la saga Transformers y este mismo año Masters del Universo, trayendo a la vida muñecos de acción de una forma equivalente a como lo hacen en Laika. Pero mucho peor, claro. Masters del Universo es una de las películas más deprimentes y moribundas de 2026.
La conclusión es obvia y contra todo pronóstico redunda en las virtudes artísticas de Laika: Travis no tiene una vocación como tal, una visión contundente. Se trata, únicamente, de un excelente gestor del talento humano. Con los recursos suficientes como para mimarlo y coordinarlo durante el tiempo que haga falta —Laika nunca ha sido un estudio de taquillazos y gracias al dinero de papi esto viene a dar igual: se asume que se trabaja a fondo perdido—, poniendo en pie producciones cuidadísimas, pacientes, que le dan una lección deontológica a toda la industria de la animación cada vez que se estrenan. Es lo mismo que está pasando con Wildwood. Una película absolutamente admirable, prodigiosa en lo visual e histórica en su ambición, que, sin embargo, adolece de no tener detrás una voz creativa consistente más allá de un imponente ejército de manos cariñosas.
Es decir. En principio tenemos las voces creativas de Colin Meloy y Carson Ellis, que en 2011 publicaron Wildwood. Laika quiso adaptar este libro ilustrado al poco de publicarse, pero el desarrollo no empezó hasta 10 años después, una vez Mr. Link fracasara y ni siquiera tuviera buenas críticas con las que consolarse. El intento de hacer algo más infantil para lo que acostumbraba Laika —el debut del estudio, recordemos, fue Los mundos de Coraline— no había cuajado, así que Knight empezó a orquestar el que sería el proyecto más ambicioso del estudio, y también… ¿el más personal para él? Meloy, como Knight, es de Portland, Oregón. Al oeste de EEUU. Es el líder de los Decemberists, banda oriunda de esta ciudad que hoy firma de propina una canción para Wildwood.
Portland es, asimismo, la ciudad donde empieza la historia. De ahí parten Prue y Curtis, los adolescentes protagonistas, buscando al hermano pequeño de la primera una vez lo ha secuestrado una bandada de cuervos. Para encontrarlo deben internarse en el inmenso bosque que rodea la ciudad, y que resulta ser un portal a todo un nuevo mundo lleno de magia y animales antropomorfos en estados variables de civilización. Tiene su gracia, entonces, que todo parta de Oregón (el occidente de Occidente, como quien dice), por cuanto lo que pretende la gente de Laika es incrustar a sus protagonistas en un cosmos de amplias reminiscencias a La princesa Mononoke.
Por mucho que el tramo en Portland ya empiece a quitar el hipo por la calidad de la animación —tanto por lo que supone recrear la ciudad como por la luz que la baña, y finalmente la increíble persecución con los cuervos que desencadena el argumento—, es en las interioridades de este bosque donde se acotan las auténticas ambiciones de Laika. Que son, básicamente, poner en pie la producción stop motion más espectacular jamás armada, con una escala nunca vista que se refrenda desde el mismo metraje del filme —más de dos horas— y sobre todo se concilia con el empeño de construir un mundo complejo tras los árboles, con sus ejércitos enfrentados, su magia, sus distintos territorios y tribus, sus traumas fundacionales y su necesidad de que sea un forastero quien catalice el conflicto. En La princesa Mononoke teníamos a Ashitaka, en Wildwood a Prue y Curtis.
La cita a La princesa Mononoke no es casual, pues en 1997 las ambiciones de la película de Hayao Miyazaki transitaban una frecuencia parecida. Del mismo modo que Studio Ghibli quiso acometer la superproducción definitiva del anime dejando atrás cualquier inercia infantil, así lo quiere Laika con el stop motion. Wildwood es tan larga como La princesa Mononoke e igual de violenta —el clímax del film es una batalla multitudinaria, acaso desarrollada durante años, que se esfuerza tanto en pasar a la historia del medio como para indudablemente hacerlo—, pues ambas suscriben una voluntad mesiánica de llevar su estilo de animar, el cine que representan, a otro lugar.
¿Lo hacen? Desde luego La princesa Mononoke lo hizo, y es lícito llevar el paralelismo de Studio Ghibli y Laika más allá de este punto de inflexión compartido. Al igual que la factoría japonesa, el estudio de los Knight se ha hecho un nombre reivindicando la artesanía y la animación como trabajo eminentemente humano: desde El alucinante mundo de Norman, es habitual que las obras de Laika coloquen en sus títulos de crédito un breve making of sobre cómo se resolvió algún elemento de la película, subrayando de una forma particularmente bella dichos principios.
Principios que, en los últimos años, no han dejado de resonar. Ante el advenimiento de la inteligencia artificial generativa en la industria y posturas tan desnortadas como las de Jeffrey Katzenberg —antiguo líder de DreamWorks que cree que la IA eliminará el 90% del trabajo de la producción animada—, no queda sino apoyar el empeño de Laika por preservar la materialidad de las cosas. Ahora bien, esto no deja de ser una praxis, una que cuenta con todo nuestro apoyo —el caso de Laika no deja de ser una prueba irónica de cómo los privilegios selectivos del capitalismo pueden fomentar un espacio de trabajo ilusionante, estilo lo que pasa con el cine de Jonás Trueba en España—, pero de la que habría que separar los logros específicos de Wildwood.
Que son, en fin, bastante discretos, muy alejados de joyas del estudio que se desarrollaron sin tantas alharacas. Puestos a ahondar en la comparación con La princesa Mononoke, cabe recordar que su proceloso mundo medieval partía de una escritura matizada y llena de claroscuros. A fuerza de enfrentar a sus personajes con dramáticas contradicciones, el filme de Miyazaki hacía acopio de un fuerte grosor político, atendiendo al equilibrio de fuerzas que sustentan un ecosistema cualquiera. El guion de Wildwood no está interesado en la política o en la ecología sino en la superación del duelo y los traumas familiares —es lo que tiene pasar La princesa Mononoke por el tamiz estadounidense, que hay que echar mano del individuo y la terapia—, lo que es plenamente legítimo, pero dista de estar bien integrado entre la multitud de personajes que habitan este bosque.
El mundo de Wildwood no sorprende ni por su imaginería —cruzando animales militarizados con estructuras burocráticas a lo Pixar— ni por el carisma de sus personajes —cuyos genéricos diseños se alejan de logros pasados y más extravagantes—, ni tampoco por la viveza de la narración. Esto último es lo más doloroso y sella el problema troncal de Wildwood: la incapacidad de que el relato acompase el virtuosismo de la animación. La escasa fuerza de sus postulados argumentales —culpa bien de un libro que solo poseía unos cuantos dibujos seductores, o bien del guion de un Chris Butler que también firmó la calamidad de Masters del Universo— contrasta con la pasión de Studio Ghibli, con su propósito de intervenir filosóficamente el mundo a través de la narración animada.
Su vocación de llevar el anime a una catedralicia mayoría de edad era posible gracias a la intuición con la que el motor animado se hacía inseparable de una determinada forma de mirar. Así que el gran problema de Wildwood no es que esté mal escrita. Que lo está, por supuesto; no hay más que reparar en todos los personajes que aparecen y desaparecen arbitrariamente, o todos los flashbacks explicativos. El gran problema es que esta escritura, mala o buena, no dialoga en absoluto con el motor formal —el guion va por un lado, la animación por otro—, condenando a un desarrollo arrítmico y una inanidad emocional más molesta cuanto mayor pirotecnia reclama la trama.
Los triunfos de Wildwood son exclusivamente técnicos. Y no hay que desmerecerlos: en una época tan ominosa para las humanidades resulta más alentador que nunca imaginar a tanta gente diseñando sets demenciales de muñequitos durante más de un lustro, como elogio velado a lo improductivo del arte y el gozo efímero. Es en sí mismo un mérito, y solo por eso Wildwood resulta una experiencia mucho más gratificante que la mayor parte de esa producción hollywoodiense a la que Knight seguramente vuelva a contribuir de un momento a otro, con un filme de los G.I. Joe o lo que sea.
Ocurre simplemente que, para ser la obra maestra definitiva de la animación —como cada plano meticulosamente constituido quiere proclamar—, la magia es tan necesaria como la técnica. Algo que en Wildwood, por mucho que sus personajes la mencionen una y otra vez, brilla por su ausencia.
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La Sala de lo Contencioso analiza este jueves el movimiento de la Junta Electoral de remitir las papeletas a todos los inscritos en el extranjero junto con una advertencia de que algunos sufragios afectados por las cautelares judiciales podrían no ser válidos
El Constitucional rechaza la petición del Defensor del Pueblo de reactivar el voto de 160.000 nacionalizados
El portazo del Tribunal Constitucional a intervenir en el debate sobre el voto de los nacionalizados con la ley de nietos ha devuelto el foco al Tribunal Supremo. Los mismos jueces que hace varias semanas dejaron en el aire el derecho de sufragio de 160.000 personas para las elecciones generales se reúnen de nuevo para estudiar los mecanismos con los que los consulados y la Junta Electoral Central trabajan para cumplir con sus medidas cautelares. Mientras tanto, los afectados tienen de plazo hasta este viernes para presentar sus propias alegaciones ante la duda de si podrán o no votar el próximo 29 de noviembre.
El pleno del Constitucional llegó dividido a la votación de este miércoles. Una minoría de dos magistrados del sector progresista defendió que el tribunal tenía que, por lo menos, entrar a examinar las alegaciones del Defensor del Pueblo. Los argumentos de Ramón Sáez y el exministro Juan Carlos Campo quedarán reflejados en un voto particular, pero al final del pleno se impuso la mayoría: el recurso del organismo dirigido por Ángel Gabilondo es “prematuro” y ni siquiera debe ser admitido a trámite.
La negativa del tribunal de garantías devuelve la pelota al tejado del Supremo. Este mismo jueves la sección de lo Contencioso-Administrativo que impuso las medidas cautelares tiene prevista una nueva reunión para analizar cómo los consulados y la Junta Electoral Central están dando curso a sus indicaciones. Y, en concreto, sobre cómo van a garantizar que el próximo 29 de noviembre solo voten quienes cuenten con un certificado de la autoridad consular que acredite que aportaron documentos del exilio de sus antepasados para acceder a la nacionalidad.
Distintas fuentes tanto del Tribunal Supremo como de la Junta Electoral explican desde hace días que las medidas cautelares impuestas y confirmadas por la Sala Tercera son de muy difícil cumplimiento, tanto por la falta de tiempo como por la dificultad de examinar todos esos expedientes, más de la mitad sin digitalizar, según los datos que maneja el Gobierno. Una de las últimas decisiones de la Junta Electoral Central fue dar la orden de remitir la documentación electoral a los 2,7 millones de electores inscritos en el CERA, el censo de los españoles que residen de forma permanente en el exterior, junto con la advertencia de que algunos de esos sufragios podrían no ser válidos.
De acuerdo a los plazos marcados por la ley electoral, ese envío debe hacerse entre el 24 y el 30 de octubre. La razón técnica de este envío masivo es que las oficinas provinciales del censo no tienen capacidad informática en sus bases de datos para distinguir qué elector accedió a la nacionalidad por la vía tradicional y quién lo hizo mediante la presunción de exilio de la instrucción de 2022 que cuestiona el Supremo. Con esta decisión, los consulados tienen más tiempo para localizar y certificar los miles de expedientes que el Alto Tribunal ha puesto bajo sospecha.
Fuentes diplomáticas consultadas por elDiario.es explican que las embajadas y consulados no funcionan como mesas electorales ni realizan el escrutinio. Únicamente reciben la documentación con los datos del elector, registran quién ha entregado el voto y remiten las sacas con los votos por valija diplomática a España. Por tanto, el veto a los electores afectados por las cautelares del Supremo debería llegar con cierto margen de tiempo para realizar la criba antes del envío a España.
Según datos de Exteriores, hasta este martes un total de 48 de los 157 consulados españoles repartidos por el mundo habían conseguido ya volcar total o parcialmente los datos necesarios sobre los afectados que podrán votar o no el 29N. La Oficina del Censo Electoral (OCE) —el órgano encargado de la formación del censo— es quien debe recibir las certificaciones necesarias para poder discriminar a los electores y levantarles la suspensión cautelar.
Los jueces, que no han alcanzado la unanimidad en este asunto y cuentan desde el principio con el voto particular contrario de una de las magistradas de la Sala, tienen además encima de la mesa las alegaciones de las partes. Iustitia Europa, el partido que presentó la primera queja sobre este asunto, ha reclamado que el Supremo amenace con multas y responsabilidades penales a los responsables si no se cumple la orden en 24 horas o, incluso, que se suspenda todo el voto CERA.
Cerrada la puerta del Constitucional, por tanto, la gestión del caso vuelve a manos del Supremo mientras los consulados intentan cumplir con la medida cautelar y sin expectativas de que los jueces resuelvan el fondo del asunto antes de la cita electoral del 29N. Mientras, algunas fuentes apuntan a que también queda en manos de los propios afectados enfrentarse al laberinto burocrático y judicial: solicitar un certificado en el consulado y acreditar que cumplen con las condiciones o directamente presentar alegaciones ante el Alto Tribunal.
“La decisión del Constitucional deja todo el peso sobre los afectados. Antes se discutía sobre memoria, ahora también sobre el voto. Y, una vez más, no son ni las instituciones ni los poderes los que defienden a los afectados, sino que son ellos mismos de manera privada los que tienen que buscar una solución”, lamenta el abogado Eduardo Ranz, quien ha presentado en el Tribunal Supremo alegaciones a las cautelares en representación de varios afectados y del Centro de Descendientes de Españoles Unidos (Ce.DEU), una asociación que engloba a españoles exiliados y a sus familiares.
Entre tanto, desde el Gobierno se sacuden las críticas del PP y aseguran que, “desde el primer minuto”, el Servicio Exterior de España trabaja contrarreloj para dar cumplimiento a la orden del Supremo. “Todo el Servicio Exterior de España, los cónsules, los consulados, la Dirección General de Consulares, están cumpliendo escrupulosamente el auto del Supremo y lo están haciendo con toda diligencia”, dijo el ministro José Manuel Albares este miércoles en una entrevista en TVE en la que detalló que buena parte de los funcionarios de los departamentos consulares han suspendido sus vacaciones y sus libranzas para poder avanzar en la complejísima burocracia.
“Me parece lamentable y yo creo que los españoles tienen que sancionarlo duramente en las urnas, que el Partido Popular tenga la desenvoltura y el cuajo de intentar amedrentar y acosar con declaraciones públicas y que el señor Feijóo haya mentido sobre lo que están haciendo funcionarios. ¿Tanta desesperación tienen para cubrir lo que van a hacer con las pensiones, con la educación pública, la sanidad pública y la partida de becas, que a funcionarios del Estado que llevan toda su vida al servicio de los españoles tienen que intentar acosarles?”, respondió Albares.
Desde la Moncloa, mientras, se limitan a acatar la decisión del Tribunal Constitucional sobre el recurso de amparo presentado por el Defensor del Pueblo, aunque matizan que se trata de una medida adoptada únicamente por “motivos procedimentales que no aborda el fondo de la cuestión”. Y por eso el Ejecutivo reivindica la literalidad de la aplicación de la ley de nietos, incluido el derecho al voto ahora suspendido.
“El Gobierno continúa defendiendo que todos los nacionales españoles tienen derecho a voto, el derecho más sagrado en democracia, tal y como establece la Constitución. En consecuencia, confiamos en que la decisión definitiva deje claro que no se puede suspender masivamente el derecho de voto con una medida cautelar, sin sentencia firme y sin audiencia a cada afectado y que no puede haber ciudadanos de segunda categoría con diferencia de derechos”, trasladó este martes la Moncloa en un comunicado a la prensa.
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Para impedir que lleguen a gobernar, la izquierda debe hacer visible que el proyecto socioeconómico de la extrema derecha favorece a las grandes fortunas y puede perjudicar a buena parte de quienes la votan. Aunque poco, hay tiempo para esto
Uno de los asuntos más estudiados en la literatura académica es el crecimiento reciente de los partidos de ultraderecha, especialmente en Europa. A decir verdad, hay interpretaciones para todos los gustos, de modo que no existe tal cosa como un consenso absoluto en torno a las causas de este fenómeno y, mucho menos, sus soluciones. En gran medida ambas cosas dependen de las circunstancias nacionales específicas, que varían mucho de unos países a otros. No obstante, todo ese vasto conocimiento acumulado sí nos permite aventurar algunas líneas de trabajo para contribuir a frenar a la extrema derecha, que ahora se encuentra a las puertas del gobierno también en España.
La principal paradoja de este fenómeno es que partidos que defienden políticas económicas favorables a las grandes fortunas están consiguiendo canalizar el descontento de sectores populares perjudicados por el funcionamiento del sistema. Por eso creo que desvelar esas incoherencias debería ser el ejercicio central de las izquierdas políticas y sociales en un momento como este.
El contexto general es importante para comprender este fenómeno. Tras la Segunda Guerra Mundial, Europa occidental consolidó economías industriales avanzadas y amplios Estados del bienestar, aunque dentro de un orden internacional marcado por la hegemonía militar estadounidense. Tras la desaparición de la Unión Soviética, la integración económica y la expansión del neoliberalismo debilitaron algunas de las bases del pacto social europeo. En las últimas décadas, el ascenso de China, la desindustrialización de determinadas regiones y el deterioro de las protecciones sociales han contribuido a erosionar la autonomía estratégica europea.
El resultado es una creciente inseguridad material para amplios sectores de la población, que sufre dificultades para acceder a una vivienda, salarios que no siempre acompañan al coste de la vida, servicios públicos sometidos a fuertes presiones (como estamos viendo estos días en las huelgas de docentes) y una desigualdad persistente. Este contexto no conduce inevitablemente a la extrema derecha, pero sí crea un terreno fértil para quienes prometen protección, certidumbre y recuperación del control político.
Ese es el caldo de cultivo en el que todas las extremas derechas europeas se han formado y desplegado. La principal contradicción que muchos de esos partidos muestran desde entonces es que dependen de una frágil coalición interclasista, en la que hay desde multimillonarios hasta personas sin recursos. El caso de Vox no es en esto diferente. El partido de extrema derecha nació de facto en 2013-2014 como escisión del PP, al que acusaban de excesivamente moderado en cuestiones vinculadas con el nacionalismo español. El discurso de Vox en materia económica fue siempre de fuerte inclinación ultraliberal, con una defensa de mercados autorregulados y sin apenas presencia de servicios públicos y, claro está, sin un sistema fiscal progresivo. Su política económica ha sido, desde siempre, una destinada a mayor gloria y placer de los ricos.
Probablemente por esta razón Vox pudo emerger con tanta fuerza en 2018, aunque lo hizo fundamentalmente en los barrios más ricos y al calor del resurgir identitario y nacionalista provocado por la declaración de independencia de Cataluña. Poco a poco también fue abriéndose camino el discurso populista y reaccionario contra la inmigración, aunque con límites claros: en España esta tiene unas características muy diferentes a la que se ve en Francia o Alemania (aquí la inmigración es mayoritariamente latina, de habla española y culturalmente semejante). La oleada de inmigrantes de los últimos años ha ampliado el margen de este discurso, pero siempre de unos límites no equiparables a los de otros países.
Sin embargo, las encuestas subrayan que el electorado de Vox se ha ido haciendo cada vez más “popular”, es decir, que han conseguido llegar cada vez mejor a los sectores más vulnerables de la población. Especialmente grave es la amplísima penetración que tienen entre los más jóvenes, y concretamente entre los varones. En mi opinión, esto responde a que Vox es hoy, mejor que ningún otro partido, el voto protesta ante la situación económica y política general. Los votantes manifiestan cercanía y simpatía por el partido, pero es más frágil de lo que parece porque el elemento central es una enorme desconfianza política ante el sistema. Por supuesto, los vectores de ideologización han jugado su papel, entre ellos los discursos más tóxicos difundidos por las redes sociales e internet entre los más jóvenes, pero lo que late de fondo es una sensación de que no hay un futuro para ellos. Y esa sensación suele ser la antesala de la nostalgia.
Como consecuencia, Vox se encuentra actualmente en máximos, pero se beneficia también de que la izquierda tiene muy complicado, tras ocho años de gobierno, defender una narrativa en la que aparezcan como la solución a los problemas del sistema. La extrema derecha ha conseguido articular así las emociones antisistema sin cuestionar las relaciones económicas de poder que contribuyen a generar el malestar, y ofrece culpables y una promesa de recuperación del control mientras mantiene un programa económico favorable a quienes concentran la riqueza. Esa es la paradoja que quiero señalar: la extrema derecha con las políticas más pro-sistema de todas es la que articula las emociones antisistema del momento presente.
Lo que pretende subrayar este enfoque es que la gente necesita protección ante un momento histórico como este. El caso de la vivienda lo ilustra a la perfección, habiéndose convertido para millones de españoles en una fuente de inseguridad económica y vital. Los mercados no ofrecerán ninguna solución, y por lo tanto, tampoco los partidos que los han convertido en su criterio rector para las sociedades. Si llegan a gobernar, las costuras saltarán por los aires porque no se puede soplar y sorber al mismo tiempo; no se puede, por ejemplo, reventar los derechos laborales y seguir convenciendo a la clase trabajadora de que son sus defensores.
Pero sería ideal que ni siquiera llegasen a gobernar. Para impedirlo, la izquierda debe hacer visible que el proyecto socioeconómico de la extrema derecha favorece a las grandes fortunas y puede perjudicar a buena parte de quienes la votan. Aunque poco, hay tiempo para esto. Y debe traducir esa crítica en una alternativa creíble, capaz de mejorar las condiciones materiales de vida mediante políticas de vivienda, mejores salarios y servicios públicos sólidos. Existen credenciales creadas durante estos últimos años, sobre todo en materia laboral, pero hay también déficits importantes y obvios (destacadamente, el de vivienda). En todo caso, es obvio que hay que demostrar que existe una manera distinta de organizar la economía y proteger a las mayorías.
