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STJ anula suspensão de aluna por WhatsApp privado

23 October 2026 at 00:30
Supremo confirmou que mensagens em grupos fechados são vida privada. Colégio de Braga suspendera aluna de 16 anos 12 dias com base nessas conversas.

© Getty Images

O STJ considerou que a divulgação das mensagens "constitui prova ilícita, inadmissível para efeitos de instrução e fundamentação de procedimento disciplinar"

Pedro Sánchez ha recomendado desde 'La Revuelta' que apagues el móvil cinco minutos al día por tu seguridad y atención, esto no es una idea tan descabellada

23 October 2026 at 00:29

Quizás suene a broma que todo un Presidente del Gobierno de un país respetable como lo debería ser España, nos recomiende a todos que apaguemos el smartphone "cinco minutos al día" en pro de la seguridad informática, además desde un plató de televisión.

Así ha sucedido, en todo caso, durante la intervención de Pedro Sánchez en el programa 'La Revuelta' de RTVE conducido por el popular presentador David Broncano, donde al Presidente se le interpelaba por el conocido como 'caso Pegasus' y el hackeo de su smartphone hace un tiempo presumiblemente por parte de Israel.

Decía Broncano que a modo de chanza habían pensado en regalar a Pedro Sánchez "un viejo móvil de Nokia" que pudiese convertirse en un escudo anti-Pegasus, derivando la conversación en este consejo "superimportante" que al Presidente le brindaron desde el propio Departamento de Sistemas de Moncloa: "es bueno apagar el móvil cinco minutos al día".

Lo cierto es que las premisas contadas en 'La Revuelta' no son del todo exactas si lo analizamos desde el punto de vista de la ciberseguridad, pero atención aquí porque el resultado de la evaluación nos cuenta que no es tan descabellado pensar en que apagar el smartphone nos ayude con la ciberseguridad en nuestros móviles.

Así puede ayudarte el truco más sencillo del mundo con tu smartphone, de la mano de todo un Presidente del Gobierno

Entre las explicaciones de Pedro Sánchez a Broncano se encontraban como decíamos algunas inexactitudes como que están más en riesgo "los móviles que tienen mucha actividad", o que durante una reunión o entrevista tener el móvil apagado "pueda sumar".

No es tan sencillo como eso y cualquier smartphone no parcheado puede ser hackeado, tenga la actividad que tenga, pero lo que sí es cierto es que apagar el smartphone sí te protege al descargar las memorias volátiles y las cachés utilizadas por las aplicaciones para su correcto funcionamiento.

De hecho, es que algunas infecciones se alojan precisamente en la RAM o en este tipo de memorias no persistentes, manteniéndose activas mientras usamos el smartphone sin reiniciarlo. Así pues, es cierto al cien por ciento que el hecho de apagar y encender descargará la memoria volátil, evitando que algún tipo de infecciones siga su curso y eliminando el malware si lo hubiera.

Incluso muchas organizaciones gubernamentales y decenas autoridades internacionales nos recomiendan apagar por completo el móvil y volver a encenderlo de forma periódica, como mínimo una vez por semana, no hablando de minutos concretos tal y como afirmaban los compañeros de Xataka, pero sí de un apagado completo antes de volver a iniciar.

Algunos teléfonos como los Samsung Galaxy, de hecho, incluso implementan funciones de reinicio automático en sus menús de "Mantenimiento del dispositivo", que pueden ayudarnos precisamente con esto.

En todo caso os recordamos desde aquí que lo más importante es parchear tus dispositivos y por supuesto actualizarlos debidamente y cuanto antes a las últimas versiones de software, ya con las vulnerabilidades más críticas corregidas. Así pues, ya sabéis, apagad y encended de vez en cuando, sí, pero actualizad siempre y además lo antes que podáis, en cuanto os llegue la notificación de cualquier nueva OTA.

© Difoosion

Pedro Sánchez durante su intervención en 'La Revuelta', explicando a Broncano el consejo de apagar el smartphone cada día

Xpeng integra Google Play nos cockpits inteligentes em parceria alargada com a Google

22 October 2026 at 23:41

A Xpeng anunciou esta quinta-feira a alargamento da sua parceria com a Google, passando a integrar nativamente o Google Play nos cockpits inteligentes dos seus carros elétricos, numa operação cuja distribuição está prevista para o início de 2027, de forma progressiva nos mercados internacionais.

A integração, desenvolvida sobre a base do Android Automotive OS, permitirá aos condutores e passageiros aceder diretamente a centenas de aplicações de terceiros — de música e podcasts a streaming de vídeo, navegação, jogos ou serviços de carregamento e estacionamento — provenientes de mais de 100 países e regiões, sem necessidade de recorrer a um smartphone, informou a montadora chinesa em comunicado.

“O nosso trabalho conjunto com o Google Maps demonstrou o que as duas empresas podem alcançar. Com o Google Play, alargamos esta abordagem da navegação a um ecossistema digital mais abrangente”, afirmou Xianming Liu, vice-presidente da Xpeng e responsável pelo General Intelligence Center.

A Google sublinha que o ecossistema de aplicações automóveis “continua a crescer rapidamente”. “A integração oferece aos condutores ainda mais opções para aceder às aplicações de entretenimento e aos serviços do dia a dia de que gostam, diretamente através do ecrã do automóvel”, disse Haris Ramic, diretor de produto do Android para automóveis da Google.

O anúncio surge na sequência da integração do Auto SDK do Google Maps, revelada em julho de 2026, que introduziu funcionalidades cartográficas essenciais para os sistemas avançados de assistência à condução da marca nos mercados internacionais. Os utilizadores poderão ainda interagir com as aplicações através do assistente de voz multilingue com inteligência artificial da Xpeng.

Fundada em 2014 e sediada em Guangzhou, a Xpeng posiciona-se como uma empresa de “Inteligência Artificial Física” (Physical AI), desenvolvendo internamente os seus sistemas avançados de assistência ao condutor e de cockpit inteligente. Em Portugal, a marca é distribuída pelo Grupo Salvador Caetano.

A empresa não revelou ainda quais os modelos abrangidos nem os mercados onde a funcionalidade estará disponível, indicando apenas que mais detalhes serão divulgados “oportunamente” e que a disponibilidade poderá variar consoante o modelo e os requisitos de segurança.

Bancos dos EUA travam IA a operar contas sozinha

22 October 2026 at 23:19
Morgan Stanley, JPMorgan e Bank of America já implementaram bloqueios. O setor admite que terá de encontrar um equilíbrio entre segurança e acesso à IA.

© ALLISON DINNER/EPA

Intuição, emoção e empatia: tudo o que a IA e os algoritmos ainda não aprenderam

22 October 2026 at 22:41
Num mundo em que a inteligência artificial está a tomar conta de tudo e um ritmo alucinante, que espaço ainda resta às capacidades humanas, seja nas empresas, nas universidades, nas decisões políticas ou no jornalismo? Esta e outras questões mereceram a reflexão de protagonistas de renome no regresso da edição ao vivo do podcast “Puxar Pela Cabeça”, um programa da Amrop Portugal, conduzido por Maria da Glória Ribeiro e que conta com o JE como parceiro.
Para esta conversa, moderada por João Marcelino, diretor do JE, a Universidade Católica Portuguesa recebeu Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica Portuguesa, Mário Crespo, jornalista, Adolfo Mesquita Nunes, Assunção Cristas, Rui Miguel Nabeiro e Maria da Glória Ribeiro. Estes especialistas que partilharam visões e experiências distintas sobre as transformações que poderão marcar a próxima década.
Confrontada com todas possibilidades que se colocam através da tecnologia, Maria da Glória Ribeiro, diretora da Amrop Portugal e consultora, considera que as capacidades humanas “serão sempre as mais importantes” e define tudo aquilo que a tecnologia está a replicar como algo que “está ligado ao cérebro mas não à mente, sem intuição ou emoção”. A especialista considera que essas qualidades vão ficar para os humanos e que será tudo isso “que nos irá distinguir dos humanóides que nos vão substituir”. Num contexto em que os recrutamentos têm uma boa dose de tecnologia a determinar se determinado candidato é o melhor para a função, Maria da Glória Ribeiro não tem dúvidas: “Nunca aceitaria que um candidato fosse excluído através da avaliação de uma ferramenta de IA. As conversas até podem ser online mas nada é decidido sem uma reunião presencial”.
 
Decisões ao ritmo do algoritmo
A anfitriã deste encontro, Isabel Capeloa Gil, começou por ser desafiada para projetar o futuro do ensino superior, num mundo em rápida mudança alavancada na tecnologia. Para a reitora, o ensino superior “é muito mais do que um criador de emprego ou criar braços para a indústria” e terá que regressar à sua função primordial: a de articular a formação de um profissional com a formação de um cidadão que deve estar preparado para refletir e resistir à desinformação. Para Isabel Capeloa Gil, o mercado precisa de pessoas que pensem e que tragam valor e quanto a IA, terá o seu papel como extensão das possibilidades do ser humano.
Para Rui Miguel Nabeiro, CEO da Delta, a tecnologia é muito importante mas seja a IA ou qualquer outro mecanismo, tem que trazer sempre eficiência. Reconhece que a Delta está a aprender a melhor forma de adotar tecnologia e que isso também trouxe um maior acréscimo de trabalho: “A fórmula mágica é continuar a trabalhar junto dos nossos clientes para conquistar o top10 mundial que é o nosso objetivo”.
O advogado e ex-governante Adolfo Mesquita Nunes, autor do livro “Algoritmocracia”, expôs algumas das suas teses sobre a forma como os algoritmos estão a tomar conta das nossas vidas e como querem acima de tudo, a nossa atenção: “Os algoritmos escolhem aquilo que nós vemos e são eles que vão tomar decisões. Vão entrar na nossa vida em decisões que nunca pensamos atribuir-lhes competências”.
E como será no campo da energia e da sustentabilidade? A advogada e também ex-governante, Assunção Cristas, sublinha que “o grande desafio é tornar estas possibilidades tecnológicas como alavancas da sustentabilidade” e apesar de reconhecer dificuldades, considera que “o conhecimento vai permitir-nos esta evolução de forma sustentável e a fazer escolhas mais informadas”. Com Portugal a receber investimento no sector dos centros de dados, a advogada da Vieira de Almeida não tem dúvidas da importância de trazer estas infraestruturas para Portugal: “Serão muito importantes, serão âncoras de desenvolvimento, mas é preciso que tudo isto seja verdadeiramente bem feito”.
O jornalista Mário Crespo não tem dúvidas que os mecanismos atuais de IA permitem produzir coisas absolutamente sublimes, como um discurso muito bem escrito, mas deixou a pergunta: “Será que isso substitui a eloquência de um grande orador? Creio que não”. Para este profissional da comunicação com muitos anos de trabalho nos EUA, “habituamo-nos a reduzir os nossos standards de exigência e a aceitar a solução mais cómoda”. E como vê a relação de Trump com o Chat GPT? “Utiliza-o de forma muito curiosa e muito ridícula. Vivemos numa fase de absurdo”, realça.
 
“Para as empresas, há mais desafios para além da IA”
Rui Miguel Nabeiro reconhece a importância da tecnologia e não a desvaloriza, mas como CEO de uma das empresas mais importantes do país (e que quer crescer a nível mundial), realça que “é preciso perceber que há muito mais desafios para as empresas do que a IA”. E concretiza: “A gestão das pessoas é o mais importante, assim como a capacidade de conhecer os nossos clientes e de humanizar essa relação. Naturalmente que as tecnologias são fundamentais mas não podem ser o único tema nem o único desafio. E se a IA nos disser para lançar um produto no mercado e se não corre bem? Há muitos desafios para lidar e as pessoas estão nesse caminho”. Este responsável destaca ainda que “quando definimos determinados valores para a Delta, como o humanismo e a proximidade, sabemos que isso terá sempre um custo. Mas o bem-estar é algo que valorizamos e isto é um círculo virtuoso”.
 
“Preservar a empatia é essencial”
Isabel Capeloa Gil não tem dúvidas que a IA é imparável e que tentar evitá-la, no âmbito do ensino superior, “é como tentar parar o mar com as mãos”. Qual a solução? “Temos que potenciar uma adoção ética. A forma como os modelos de IA são utilizados e a forma pedagógica com que são utilizados é a chave. No meu entender, não basta que o estudante reproduza o que está na IA, é preciso trabalhar com os alunos para os sensibilizar que a capacidade de dominar o seu futuro será a capacidade de resolver aquilo que lhes vai aparecer pela frente”. Assim, é necessário um processo de evolução pessoal e quem sai da universidade “tem que entender o algoritmo e saber lidar com isso para perceber o que está por trás de tudo isto. Mas o pensamento crítico e a criatividade vem através de outros instrumentos”. E aqui, a reitora dá especial ênfase à empatia: “Temos que preservar a empatia e isso é essencial. Temos que ser capazes de ler e compreender aquilo que lemos, é um problema central. Tem que haver literacia e numeracia”.
 
“Novas gerações devem fazer perguntas”
Para Adolfo Mesquita Nunes, “somos todos responsáveis pela delegação de poder que confiamos à IA”. E que papel cabe às novas gerações nesse desafio? “Há mais emprego, mas as empresas contratam cada vez menos jovens. É importante que as novas gerações tenham a capacidade para fazer perguntas, para questionar constantemente”. O advogado considera que “no dia em que delegármos tudo na máquina, acabou a supervisão humana. E as máquinas vão ficar cada vez mais sofisticadas. Temos que ser donos das decisões”. O ex-governante lança um olhar no futuro e deixa um prognóstico: “Cada um de nós vai pagar de forma diferente consoante aquilo que o algoritmo sabe sobre nós e qual a nossa capacidade financeira. Vamos querer isto?”. Para Adolfo Mesquita Nunes, “a IA gere riscos brutais que podem determinar a existência de uma empresa ou os valores de uma família”.
 
“A Europa tem que se emancipar”
Mário Crespo não tem dúvidas de que a Europa tem um grande desafio e que esse repto é para já: “Tem que se emancipar porque deixou-se atrasar face aos EUA. Há pulsões nos governos europeus que mostram uma vontade de libertação, é visível no Reino Unido, no Canadá. Olhamos para a China e percebemos que há ali um método. Nos EUA, a governação de Trump prometeu uma poupança de trilhões ao erário público e isso foi confiado a Musk: foi um desastre humanitário completo”. O jornalista deixou um cenário do que eram as redações e da forma como estas também foram perdendo a memória: “Nas redações é fundamental a memória de redação e mesmo nas nossas famílias havia sempre aquele respeito pelos mais velhos, que eram instituições. Agora já não é assim. O fact checking deve ser usado, eu faço isso e todos os que trabalham nesse meio”.
 
Regulação e competitividade
Para Assunção Cristas, antiga governante e advogada da Vieira de Almeida, não devem haver clivagens entre os dois conceitos: “É importante que haja regulação porque isso transforma-se numa vantagem competitiva. Quando as pessoas usam menos o seu carro próprio e usam um carro elétrico de uma plataforma, tomam uma decisão muito mais sustentável”. Mas há riscos e os maiores passam pelas cisões e as fissuras “que podem ser criadas na sociedade fruto da evolução tecnológica e da transição energética”. Assim, “temos que confiar na regulação e em quem pode liderar a mudança”, concluiu.
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