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Nearing Visabeira assume controlo maioritário da Anywind e reforça aposta na energia eólica

23 October 2026 at 14:09

A Nearing Visabeira, subsidiária do Grupo Visabeira, concluiu um investimento estratégico na Anywind, através do qual assumiu uma posição maioritária no capital da empresa especializada em engenharia e soluções para ativos de energia renovável, com particular enfoque no setor eólico, revelou hoje o grupo.

A operação insere-se na estratégia de crescimento e diversificação da Nearing Visabeira, que pretende acelerar a sua expansão nas energias renováveis e reforçar as capacidades em infraestrutura eólica, tanto em projetos onshore como offshore, em vários mercados internacionais.

A Anywind, com 23 anos de atividade, é uma empresa portuguesa especializada em engenharia, instalação, operação e manutenção de infraestruturas de energia eólica, cujos  serviços cobrem todo o ciclo de vida dos ativos de energia renovável, desde a consultoria, engenharia e licenciamento até à instalação, operação, manutenção, desmantelamento e reciclagem. A empresa disponibiliza ainda soluções de armazenamento de energia, ligação à rede, evacuação e injeção de eletricidade.

Com presença na Europa, designadamente em Espanha, França, Bélgica, Países Baixos, Croácia e Alemanha, a Anywind, com sede na Covilhã, passará a desempenhar um papel central no desenvolvimento e execução dos projetos eólicos do Grupo Visabeira.

No novo modelo acionista, a empresa mantém a equipa de gestão e a identidade técnica, enquanto os fundadores José Almeida e António Patrício permanecem como coproprietários. A Nearing Visabeira espera que a parceria permita ampliar a presença internacional da Anywind, alargar a oferta de serviços e aumentar a capacidade de execução.

“Esta aquisição representa mais um passo importante na concretização da nossa estratégia de crescimento e diversificação no setor da energia, reforçando a nossa ambição de construir uma plataforma internacional de referência na prestação de serviços para as energias renováveis”, afirmou Nuno Terras Marques, CEO da Nearing Visabeira, citado no comunicado.

A Nearing Visabeira, que conta com participação minoritária da Goldman Sachs Alternatives, opera em 11 países e emprega mais de 8.000 pessoas, atuando em serviços de infraestruturas de energia e telecomunicações.

Preço dos combustíveis sobe 31,4% na UE em setembro

23 October 2026 at 12:29

O preço dos combustíveis para transporte individual na União Europeia (UE) teve um aumento homólogo de 31,4%, em setembro, segundo dados do serviço estatístico europeu, Eurostat.

A subida homóloga de setembro segue-se às de 16,9% em julho e 23,8% em agosto.

Em setembro, em comparação com o mesmo mês de 2025, três países da UE registaram aumentos de preços superiores a 40%: Bulgária (42,2%), Estónia (40,6%) e Lituânia (40,2%).

Outros 12 países da UE registaram aumentos superiores a 30%, variando entre 37,5% na República Checa e 30,3% em Portugal, que ocupa o 15.º lugar entre os 27.

O aumento de preços mais baixo, face a setembro de 2025, foi registado na Hungria (6,9%), seguida à distância pela Irlanda (17,7%) e pela Suécia (19,9%).

Na comparação com agosto, na UE, os preços do gasóleo subiram 5,9% e os da gasolina 6,7%, e em Portugal os aumentos foram, respetivamente, de 5,1% e 5,9%.

O Eurostat não divulga dados homólogos sobre os preços do gasóleo e da gasolina.

Os preços dos combustíveis têm aumentado desde a guerra no Irão, iniciada em 28 de fevereiro, que está a perturbar fortemente o tráfego de navios mercantes na região.

Brent ultrapassa os 114 dólares, valor mais alto desde abril

23 October 2026 at 11:05
Na quinta-feira, o Brent tinha já valorizado 4%, diante do aumento da tensão no Oriente Médio e do medo de novas interrupções no fornecimento de petróleo.

© RONALD WITTEK/EPA

A Guarda Revolucionária Iraniana revelou ter atacado quatro navios que, segundo Teerão, realizavam transferências ilegais de petróleo no Golfo Pérsico

Acordo Galp-Moeve é um risco para a segurança energética, dizem especialistas

A transferência do controlo da refinaria de Sines, que praticamente garante a autossuficiência do país, é vista como um erro. Há mesmo quem avise que se trata de uma “irresponsabilidade política”, caso seja aprovada. O acordo ainda aguarda por “luz verde” do Governo.

⛽Gasolina vai descer e gasóleo vai subir ligeiramente na próxima semana

23 October 2026 at 10:17

Os combustíveis vão voltar a ter um comportamento diferenciado na próxima semana. O gasóleo, o combustível mais usado em Portugal, deverá subir um cêntimo e a gasolina descer oito cêntimos, de acordo com os dados do Automóvel Club de Portugal (ACP).

Estas tendências ainda podem sofrer alterações para ter em conta o fecho das cotações do Brent esta sexta-feira e o comportamento do mercado cambial. Mas, para saber quanto vai pagar na bomba segunda-feira quando for abastecer, é necessário esperar pela publicação da nova portaria com o desconto temporário e extraordinário do ISP a vigorar na próxima semana e que o Executivo optou por não reforçar mas apenas prolongar até dezembro.

De qualquer forma, com esta previsão, os preços permanecerão acima dos dois euros por litro (2,185 no caso do gasóleo e 2,015 na gasolina).

Mantém-se em vigor o limiar de subida nos dez cêntimos, para apoiar os combustíveis, a contar a partir da semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz. Desde então o gasóleo regista um aumento acumulado de 54,5 cêntimos e a gasolina de 39,6 cêntimos, sem ter em conta as previsões para a próxima semana.

Esta semana, inicialmente, a expectativa era de que os preços do diesel iriam subir 4,5 cêntimos e os da gasolina descer 1,5 cêntimos por litro. Mas, com a atualização do apoio do Governo, as cotações finais da matéria-prima e o comportamento do mercado cambial, afinal, o gasóleo subiu 2,7 cêntimos e a gasolina desceu 1,1 cêntimos.

Brent caminha para terceiro ganho semanal

Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a subir 0,54% para os 113,78 dólares por barril, mas já estiveram a cotar nos 114 dólares esta amanhã, o valor mais elevado desde o máximo de quatro anos de 114,44 dólares atingido a 4 de maio. O Brent caminha assim para a terceira semana consecutiva de ganhos.

A nova escalada nos preços é justificada pelo intensificar dos ataques houthis contra alvos sauditas, que aumentaram os riscos de abastecimento no Médio Oriente, e as notícias de possíveis novos ataques dos EUA contra o Irão.

Os militantes houthis no Iémen, apoiados pelo Irão, reivindicaram a autoria dos recentes ataques ao porto de Yanbu, na Arábia Saudita, no Mar Vermelho, bem como de ataques mortíferos contra um campo petrolífero e um aeroporto do maior exportador mundial de petróleo bruto. Por outro lado, as Forças Armadas norte-americanas e israelitas terão, alegadamente, elaborado planos para novos ataques após as eleições intercalares do próximo mês, sendo provável que as infraestruturas energéticas do Irão sejam um alvo-chave.

“Os preços do petróleo continuam vulneráveis a reviravoltas bruscas impulsionadas por desenvolvimentos diplomáticos”, sublinha Linh Tran,analista de mercados na XS.com, numa nota enviada ao ECO. “A curto prazo, penso que o petróleo continuará em alta enquanto os riscos relacionados com as infraestruturas e o transporte marítimo permanecerem por resolver. No entanto, um regresso aos 100 dólares não é suficiente para confirmar uma recuperação sustentada”, alerta.

Apesar da escalada das tensões regionais e das ameaças à navegação no Estreito de Ormuz, as exportações de crude do Golfo Pérsico recuperaram para níveis próximos dos pré-guerra. Na Europa, a Ucrânia intensificou esta semana os seus ataques a refinarias russas, no contexto de um acordo entre os EUA e a Rússia relativo ao fornecimento de gasóleo.

Greenvolt prevê investir mais de mil milhões. Está atenta ao leilão de baterias

João Manso Neto revela que o grupo quer manter o ritmo de investimento, apoiada numa estratégia de desenvolvimento e posterior venda de projetos de energias renováveis e armazenamento. Acabou de fechar a venda de dois projetos de baterias na Polónia.

Repsol frena en los tribunales el pago de más de 270 millones del gravamen que impuso Sánchez a las energéticas

23 October 2026 at 04:15

La batalla jurídica librada por Repsol contra la arquitectura fiscal extraordinaria que el Gobierno adoptó por la crisis energética desatada desde la invasión de Ucrania ha registrado dos victorias clave para la compañía en la Audiencia Nacional. A través de dos resoluciones dictadas por distintas secciones de la Sala de lo Contencioso-Administrativo, la justicia ha suspendido el carácter ejecutivo de las liquidaciones realizadas por la Agencia Tributaria en concepto del Gravamen Temporal Energético de dos ejercicios, cuyo importe acumulado supera los 272,7 millones de euros.

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© ZIPI ARAGON (EFE)

El presidente de Repsol, Antonio Brufau (d) y el consejero delegado, Josu Jon Imaz (i) durante la junta general de accionistas de Repsol en 2026.

Irão: 7 navios-tanque danificados no estreito de Ormuz

23 October 2026 at 00:14
A Guarda Revolucionária afirma que quatro navios se incendiaram e três foram imobilizados por minas durante a noite. A UKMTO britânica não reportou qualquer incidente.

© ALI HAIDER/EPA

Os Estados Unidos têm aplicado um bloqueio aos portos iranianos no estreito de Ormuz, e o fluxo de petróleo atingiu recentemente níveis próximos dos registados antes do conflito

Rússia vai aumentar produção de gasolina e de gasóleo

22 October 2026 at 23:22
O envio inaugural faz parte de um pacto assinado a 9 de outubro. Moscovo pode exportar até 3,5 milhões de toneladas até ao final de 2026, mais de 10% do mercado mundial.

© SERGEI ILNITSKY/EPA

"Tal como acordaram ambos os países, vamos cobrir a procura [de gasóleo] dos Estados Unidos na medida das nossas possibilidades", afirmou Alexandre Novak

ECO.AP 2030 ultrapassa 900 entidades e reforça monitorização da descarbonização na Administração Pública

22 October 2026 at 22:55

O programa ECO.AP 2030 integrou nos últimos doze meses mais 80 entidades públicas, elevando para 901 o total de organizações registadas e contabilizando 785 Gestores de Energia e Recursos (GER), de acordo com o Relatório Síntese com dados a 30 de setembro de 2026.

Este reforço traduz-se numa maior capacidade técnica das entidades públicas para implementar medidas de eficiência energética, hídrica e de descarbonização.

De acordo com o documento divulgado pela Adene – Agência para a Energia, entidade responsável pela operacionalização do programa, o Barómetro ECO.AP integrou no último ano mais 1.918 instalações e 9.352 veículos.

A plataforma passou também a abranger a iluminação pública e os equipamentos urbanos, tendo registado 2.731 instalações nesta nova área de monitorização e análise.

O compromisso com o planeamento estratégico registou igualmente progressos significativos, com mais 26 entidades a verem validados os respetivos Planos de Eficiência e Descarbonização ECO.AP 2030, totalizando 116 organismos com planos aprovados para os períodos de 2025-2027 e 2026-2027.

No decorrer de 2026, os Ministérios da Agricultura e Mar, das Finanças e da Justiça publicaram formalmente as respetivas metas, juntando-se aos setores da Saúde e da Defesa Nacional e elevando para cinco as áreas governativas com objetivos publicados.

A coordenação territorial conheceu um incremento expressivo, contando atualmente com 32 Coordenadores de Energia e Recursos (CER), o que representa mais 15 do que no período homólogo, destacando-se a adesão de 22 municípios que reforçam a articulação e a implementação local do programa.

Em paralelo, verifica-se uma aposta contínua nas energias renováveis, com a inscrição de mais 18 instalações de sistemas solares térmicos e 22 sistemas fotovoltaicos, contabilizando globalmente 98 e 104 instalações registadas no barómetro, respetivamente.

Na vertente da capacitação, o programa promoveu 22 iniciativas no último ano que envolveram 1.658 participantes e cerca de 64 horas de atividade. No total acumulado, o ECO.AP 2030 soma já 150 ações e 8.088 participantes, num esforço contínuo de divulgação, capacitação e partilha de boas práticas.

A Adene, liderada por Nelson Lage, sublinha que estes resultados confirmam a consolidação do programa como um instrumento de referência para a eficiência de recursos e a integração progressiva da descarbonização nas práticas de gestão da Administração Pública.

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