❌

Reading view

Iúri Leitão “feliz e aliviado” pelo título mundial no ciclismo de pista 

O campeão olímpico e mundial Iúri Leitão, de Viana do Castelo, confessou-se hoje “extremamente feliz e aliviado” pelas duas medalhas conquistadas para Portugal nos Mundiais de ciclismo de pista em Xangai, China, entre as quais uma de ouro, em omnium.

“Foi o alívio de todo o trabalho desenvolvido. Há três anos que eu não tinha hipótese de estar na discussão do campeonato do mundo, em cada ano por circunstâncias diferentes e, claro, por vezes podemos começar a pensar que nunca mais se pode repetir, porque é realmente muito difícil chegar ao topo, especialmente na prova de omnium. Fico extremamente feliz e aliviado por todo o trabalho ter dado resultado”, salientou o atleta, à chegada ao aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

Dois anos depois de arrebatar o ouro olímpico de madison em Paris2024, com Rui Oliveira, Iúri Leitão garantiu o título mundial em omnium, no sábado, e, no dia seguinte, com Ivo, o outro irmão Oliveira, conseguiu ainda a medalha de prata na prova de madison.

O ciclista preferiu não estipular metas para os próximos Jogos Olímpicos, que se realizam em 2028 em Los Angeles.

“Cada preparação é uma preparação, dependemos da nossa e também da preparação alheia. É difícil nós sairmos de casa e dizermos que vamos fazer determinado lugar, porque não sabemos onde nos encontramos na tabela classificativa, comparando com os nossos adversários”, explicou o medalhado de ouro olímpico e mundial, de 28 anos.

Além de Iúri Leitão, a comitiva portuguesa integrava Diogo Narciso, oitavo classificado na eliminação masculina, e Maria Martins, medalhada de bronze em scratch, que protagonizou a maior receção na zona de chegadas no aeroporto lisboeta.

A ciclista lusa de 27 anos foi aguardada por algumas dezenas de alunos do primeiro ciclo do Jardim Escola ‘O Bosque’, sito nos Olivais, em Lisboa, onde estudou e do qual a sua mãe é diretora, o que motivou a aproximação de alguns curiosos, provenientes de países como Canadá, Guiné Conacri e China, aumentando o número de pessoas que aplaudiram e saudaram os atletas portugueses.

“Felizmente no passado vivemos resultados destes e é sempre bom ser bem recebida em Lisboa, sendo que sou aqui de perto, ainda para mais junto com o Iúri e o resto da equipa, quando alcançamos bons resultados”, recordou Maria Martins, conhecida no meio desportivo como ‘Tata’, já depois de ter cumprimentado a sua família e amigos, assim como as crianças que a aguardavam num clima de celebração.

Portugal fechou os Mundiais de pista deste ano com quatro medalhas, após Iúri Leitão ter sido ouro em omnium e prata em madison, juntamente com Ivo Oliveira, e Maria Martins e Miguel Salgueiro terem conquistado o bronze, respetivamente, em scratch, na quarta-feira, e na corrida por pontos, na sexta-feira.

O conteúdo Iúri Leitão “feliz e aliviado” pelo título mundial no ciclismo de pista  aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Braga: Dezenas saem à rua solidários com acampadas e pelo direito à habitação

Cerca de duas centenas de pessoas, maioritariamente jovens e estudantes da Universidade do Minho, juntaram-se hoje no centro de Braga em solidariedade com as acampadas de Lisboa e do Porto e em defesa de “uma vida melhor”.

“Isto no fundo não teve promotores nem organizadores. Foi algo espontâneo, surgiu da vontade popular, começou a circular nas redes [sociais], aconteceu em várias cidades também, no calor dos acontecimentos desta madrugada, no Porto e em Lisboa e da força brutal policial que aconteceu. É uma forma de solidariedade que encontramos e o pessoal juntou-se aqui”, explicou Teresa Amorim, porta-voz da concentração, à agência Lusa.

A iniciativa decorreu na Praça da República, entre as 19:00 e cerca das 20:30, tendo os manifestantes cantado o Grândola Vila Morena, tema símbolo do 25 de Abril, sob o olhar de quatro agentes da PSP, que se mantinham a alguns metros de distância.

“Temos aqui muitas pessoas jovens, muitos estudantes da Universidade do Minho que também sofrem pela falta de habitação e pela falta de residências públicas e acessíveis. A maioria dos estudantes da Universidade do Minho são estudantes deslocados que não têm outro sítio para onde ir, a não ser para as residências universitárias”, frisou Teresa Amorim.

Esta porta-voz deu conta de que na quarta-feira, a partir das 18:30, haverá nova concentração, no mesmo local, mais organizada, denominada de Assembleia Popular, mas sem tendas.

“Um bocado à semelhança do que tem acontecido no Porto e em Lisboa, e aí sim, será para conversar de outra forma, para ver as emoções das pessoas, o que é que sentimos, o que é que queremos para Braga, se queremos fazer mais Assembleias Populares. No fundo é um apelo a ocupar o espaço público, que é um direito constitucional que é nosso”, detalhou.

Para a porta-voz, de 28 anos, o que se está a passar em Portugal é transversal a muitos países.

“Portugal não é exceção. É uma vida miserável a que nós assistimos, dos nossos familiares, de pessoas amigas, e daí ser uma luta de todas as pessoas e a razão de estarmos aqui. Não somos egoístas, estamos aqui porque queremos realmente uma vida boa para todas as pessoas”, assumiu Teresa Amorim.

Os atuais protestos pelo direito à habitação e o custo de vida em Portugal tiveram início na cidade do Porto, no dia 10 deste mês, com cerca de 1.500 manifestantes a juntarem-se na Praça D. João I e a pernoitarem no local em tendas de campismo.

Nesse dia, a plataforma cívica “Não dá mais para viver assim” promoveu protestos também em Aveiro, Braga e Lisboa reivindicando o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis, impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário, energético e da distribuição e medidas que respondam à crise na habitação.

No dia 15, o movimento que protestava no Porto, já no formato de uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e num polícia, e à noite cerca de três mil pessoas juntaram-se aos manifestantes iniciais, mas acabaram por dispersar.

As tendas voltaram ao local no sábado e a acampada alastrou nesse dia à cidade de Lisboa. Hoje de madrugada, enquanto o protesto da cidade nortenha foi terminado perante os avisos de intervenção policial, as autoridades removeram dezenas de tendas na capital e detiveram 55 pessoas por desobediência, entretanto libertadas e que serão ouvidas na quarta-feira por um juiz.

O conteúdo Braga: Dezenas saem à rua solidários com acampadas e pelo direito à habitação aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Pista de atletismo de Pombal vai ser transferida para Braga

A pista de atletismo de Pombal vai ser transferida para Braga, numa articulação entre a Federação Portuguesa de Atletismo e os dois municípios para reforçar as infraestruturas desportivas na época de pista curta, foi hoje anunciado.

O futuro da pista de seis corredores esteve em destaque durante uma visita do presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Domingos Castro, à Câmara Municipal de Braga, onde esteve reunido com a vereadora do Desporto, Hortense Santos, informou hoje a federação em comunicado.

A transferência da infraestrutura visa reforçar as instalações desportivas durante a temporada de pista curta, colocando o equipamento ao serviço dos atletas em Braga durante os meses de inverno, período em que o concelho acolhe vários campeonatos.

Entretanto, está prevista para breve a chegada a Pombal da pista de Barcelona, cedida pela Real Federação Espanhola de Atletismo e pela Federação Catalã de Atletismo.

O conteúdo Pista de atletismo de Pombal vai ser transferida para Braga aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Rede Ibérica de Cruzeiros Fluviais Transfronteiriço identifica oportunidades nos rios Minho e Lima

A Rede Ibérica de Cruzeiros Fluviais Transfronteiriços (RED CIFT) identificou 403 iniciativas nos cinco rios peninsulares (Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana) que podem ser promovidas no âmbito do turismo cultural e fluvial, foi hoje anunciado.

Este foi o resultado de dois anos e meio de trabalho conjunto entre vários parceiros ibéricos que pretenderam identificar e catalogar pontos de interesse para a exploração do turismo fluvial e cultural nesses cursos de água com experiências como o caiaque, rafting e a criação de pontos de ancoragem para exploração do território nos campos gastronómico, cultural e ambiental.

Em declarações à agência Lusa, a coordenadora da Rede, Emanuela Cozzoni, explicou que foram certificadas 33 rotas fluviais e turísticas, identificados 328 recursos patrimoniais e 42 operadores náuticos, num total de 403 iniciativas ligadas ao turismo fluvial.

“Estas rotas permitem conectar a origem espanhola com a portuguesa. Para nós, não existem fronteiras, porque a água não tem barreiras, porque contactámos com mais de 300 entidades públicas que nos ajudaram em todo este projeto de certificação, a quem se juntam operadores náuticos, com mais de 300 ofertas complementares como guias turísticos ou restaurantes”, vincou a responsável.

Emanuela Cozzoni indicou ainda que a continuidade deste trabalho “dependerá da articulação entre os agentes locais, da adequação das infraestruturas e da confirmação das condições necessárias à implementação das experiências propostas”.

Segundo documentos apresentados à Lusa pelos promotores desta iniciativa, este projeto abordou este potencial numa perspetiva sustentável e inclusiva, promovendo a conservação e a valorização do património natural e cultural, a acessibilidade e o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre as regiões participantes.

O projeto internacional envolveu AGAN+ no Minho, Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho no Lima, Associação Ibérica de Municípios Ribeirinhos do Douro (AIMRD) no Douro, Turismo de Extremadura no Tejo e Cluster do Mar e Odiana no Guadiana. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR-A) participou como entidade colaboradora.

Com um orçamento total de 816.646,61 euros, cofinanciado em 75% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do programa Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027, a RED CIFT aposta no potencial dos rios partilhados como elementos de ligação entre territórios, recursos turísticos e espaços de encontro cultural.

A iniciativa procurou favorecer a diversificação da oferta turística, reforçar a cooperação entre territórios vizinhos e contribuir para o desenvolvimento socioeconómico das zonas fronteiriças.

“Neste sentido, a RED CIFT propõe uma forma de aproveitar os recursos fluviais que combina a experiência turística com o conhecimento da paisagem, da cultura e da identidade de cada território”, indicam os promotores da RED CIFT.

Segundo a mesma fonte, o objetivo foi transformar o potencial dos rios partilhados numa oportunidade de desenvolvimento sustentável e de baixo impacto, reforçando os laços entre as comunidades ribeirinhas e promovendo novas formas de descobrir o património em ambos os lados da fronteira.

O conteúdo Rede Ibérica de Cruzeiros Fluviais Transfronteiriço identifica oportunidades nos rios Minho e Lima aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Freguesia de Braga perde 19 mil euros num ano. Autarca pede reversão ao Governo

O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues (PSD), manifestou hoje preocupação pelo corte nas dotações previstas no Orçamento do Estado para nove das 37 juntas de freguesia do concelho, garantindo que vai tentar a reversão da situação.

Segundo João Rodrigues, no concelho a mais afetada é a União das Freguesias de Escudeiros e Penso (Santo Estêvão e São Vicente), que, segundo a proposta em cima da mesa, vai perder cerca de 19 mil euros em relação a 2026.

“Para o orçamento de uma junta de freguesia, é muito dinheiro. E nós já tivemos a oportunidade de manifestar, não necessariamente o nosso descontentamento, porque achámos que ainda estávamos a tempo de mudar isso, mas a nossa preocupação com esse facto”, referiu.

O autarca disse que vai tentar que o problema ainda seja resolvido em sede de Orçamento do Estado (OE).

Garantiu que esta foi a questão que “mais suscitou” a sua preocupação e a sua reação desde o dia em que foi tornada pública a proposta do OE para 2027.

O assunto foi levado à reunião de hoje do executivo de Braga pelo movimento independente Amar e Servir Braga, que propôs um voto de solidariedade para com as juntas afetadas e uma eventual revisão do envelope financeiro das transferências do município para as compensar.

João Rodrigues respondeu que eventuais medidas do município só serão equacionadas depois de esgotadas as vias para a correção da situação em sede de discussão do Orçamento do Estado.

A Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) já convocou um protesto nacional para 04 de novembro, instando todas as juntas de freguesia do país a encerrar os seus serviços de atendimento ao público.

A contestação surge na sequência da proposta do Orçamento do Estado para 2027, que, embora contemple um acréscimo global de 8,2% das subvenções às freguesias, consubstancia cortes efetivos de verbas em cerca de 210 freguesias, devido às fórmulas de distribuição orçamental.

O conteúdo Freguesia de Braga perde 19 mil euros num ano. Autarca pede reversão ao Governo aparece primeiro em O MINHO.

  •  

26 arguidos acusados de fraude e burlas tributárias com a venda de carros

O Ministério Público (MP) acusou 11 pessoas e 15 sociedades dos crimes de associação criminosa, fraude fiscal, burla tributária e branqueamento, através da venda de veículos, componentes automóveis e deduções indevidas de IVA, segundo publicação hoje consultada pela Lusa.

Numa publicação na página oficial da Procuradoria-Geral Regional do Porto, o MP explica que a atividade criminosa dos 26 arguidos se estendeu entre 2021 e 2025 e resultou na obtenção de quase 5,8 milhões de euros de vantagens, valor que é requerido que seja declarado como perdido a favor do Estado.

Segundo a acusação, datada de 31 de agosto, a atividade criminosa foi desenvolvida por três arguidos, sendo um deles contabilista, que usavam cinco sociedades para “simular operações de compra e venda de veículos e outros componentes automóveis”.

O MP acredita que aquelas compras “mascaravam” a “verdadeira atividade de compra de veículos no estrangeiro”, que é atribuída a dois grupos dentro daqueles arguidos, que vendiam aqueles veículos em território nacional “a troco de recompensas financeiras”.

A acusação sustenta que a “atividade real” de venda de veículos em território nacional feita pelos dois grupos referidos recorria a um “circuito de faturação falsa” que era disponibilizado pelo primeiro grupo de arguidos e no qual “subtraíram à tributação as vendas de veículos adquiridos na União Europeia e vendidos em território nacional”.

Em paralelo, defende o MP, um dos arguidos desenvolvia “igual atividade exercida de forma autónoma, com recurso àqueles primeiros arguidos ou a empresas suas, com o propósito de obter deduções indevidas de IVA e não entrega de imposto ao Estado e, ainda, de arrecadar quantias de imposto indevidas, por via de reembolsos de IVA”.

A um dos arguidos, refere o texto, é imputada a atividade de branqueamento de vantagens dos crimes, com a colaboração de outros arguidos, “na aquisição de veículos, na simulação de pagamentos e na elaboração de documentos falsos para sustentar o circuito financeiro de pagamentos fictícios”.

Segundo o comunicado, dois dos arguidos estão sujeitos à medida de coação de prisão preventiva, cumulada com a medida de coação de proibição de contactos com os demais arguidos.

Dois outros arguidos estão sujeitos a medidas de coação de caução, proibição de contactos e proibição de se ausentarem de território nacional.

O conteúdo 26 arguidos acusados de fraude e burlas tributárias com a venda de carros aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Braga abdica de 10 milhões de euros em 2027: baixa IMI e mantém IRS e derrama

O município de Braga vai abdicar, em 2027, de mais de 10 milhões de euros em impostos, com a redução da taxa de IMI de 0,32 para 0,31% e com a manutenção dos valores do IRS e da derrama, disse hoje o presidente da Câmara.

Segundo João Rodrigues, o executivo, em matéria fiscal, tem “uma opção clara” de privilegiar os rendimentos das famílias.

“Achamos que, baixando alguma coisa, devíamos baixar em algo que se repercutisse nos bolsos das famílias”, referiu o autarca aos jornalistas, no final da reunião do executivo.

Na reunião de hoje, e com a abstenção de toda a oposição, foi aprovada a redução de 0,32 para 0,31% da taxa de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para os prédios urbanos.

Na proposta levada a votação, o executivo manifesta a intenção de propor à Assembleia Municipal uma redução da taxa para o mínimo legal de 0,30% em 2028, “desde que se mantenham as condições de sustentabilidade financeira do município e não ocorram circunstâncias excecionais que o desaconselhem”.

Foi também aprovado, igualmente com a abstenção da oposição, a manutenção da derrama, à taxa de 1,5%, para os sujeitos passivos com um volume de negócios superior a 150 mil euros.

O executivo aprovou ainda a manutenção da participação do município em 3% do IRS dos sujeitos passivos com domicílio fiscal no concelho.

“Esta redução de impostos nos termos em que a fazemos é a redução responsável, é a redução que prometemos fazer, nem mais nem menos. Portanto, estamos a cumprir isso, ninguém nos pode acusar do contrário”, referiu João Rodrigues.

De uma forma genérica, o movimento Amar e Servir Braga, a Iniciativa Liberal e o Chega queriam mais ambição na redução dos impostos.

Já o PS, através do vereador Pedro Sousa, disse que “vale a pena pensar, para o futuro”, se os “marginais” descontos em sede de IRS não deveriam ser reequacionados em prol do fortalecimento das finanças municipais para investimento, por exemplo, nas escolas.

“São descontos marginais, estamos a falar de 50 euros por ano, estamos a falar de 60 euros por ano”, apontou.

Vincou que o PS não está a favor de aumentar os impostos, mas sim “de pensar”.

“Se fôssemos a favor de aumentar, teríamos feito essa proposta, o que naturalmente não fizemos, porque não se coaduna com o tempo político e social que vivemos. Agora achamos que há áreas de intervenção prioritária e fundamental no município, que vive um contexto conhecido, com constrangimentos orçamentais, com uma dívida pública municipal, do universo municipal, que ultrapassa os 200 milhões de euros”, acrescentou Pedro Sousa.

Para o presidente da Câmara, o PS, com esta declaração de Pedro Sousa, defendeu “de forma absolutamente explícita” que queria aumentar os impostos aos bracarenses.

Pedro Sousa respondeu que esta interpretação é uma “malandrice” de João Rodrigues.

“Se fôssemos a favor de aumentar, teríamos feito essa proposta, o que naturalmente não fizemos, porque não se coaduna com o tempo político e social que vivemos”, rematou aquele vereador socialista.

O conteúdo Braga abdica de 10 milhões de euros em 2027: baixa IMI e mantém IRS e derrama aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Transportes públicos em Braga ficam mais baratos 25%. Deverão ser gratuitos em 2029

Os passes dos Transportes Urbanos de Braga vão ficar cerca de 25% mais baratos em 2027, naquele que é mais um passo no sentido da gratuitidade, que deverá acontecer até ao final deste mandato, foi hoje anunciado.

“Até ao final do mandato, durante os próximos anos, mas com muita probabilidade até ao final do mandato, vamos conseguir instituir o transporte público gratuito em Braga (…), a não ser que haja aí uma questão qualquer que eu não prevejo que venha a acontecer”, disse o presidente da Câmara, João Rodrigues, aos jornalistas, no final da reunião quinzenal do executivo.

Em 2026, o preço dos passes já sofreu um corte de 14%, estando para 2027 previsto um outro “à volta” dos 25%.

“Não tenho o número certo, não tenho o número fechado, mas andará à volta dos 25%”, referiu.

O assunto dos preços dos transportes públicos foi levado à reunião pelo vereador do PS Pedro Sousa, que propôs um valor igual para os moradores da zona urbana e para os da periferia, ao contrário do que acontece atualmente, em que os que moram mais longe do centro pagam mais.

Para João Rodrigues, esta proposta não faz sentido, face à próxima gratuitidade dos transportes.

Além disso, João Rodrigues frisou que o valor da redução do preço em cerca de 25% “será sempre superior ao da eliminação das duas coroas”.

Pedro Sousa contrapôs que, apesar disso, os residentes nas freguesias mais distantes do centro continuarão a pagar mais.

O conteúdo Transportes públicos em Braga ficam mais baratos 25%. Deverão ser gratuitos em 2029 aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Aprovadas novas instalações de associação em Viana do Castelo em área da REN

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) reconheceu de Relevante Interesse Público (RIP) a construção das novas Instalações da Associação de Paralisia Cerebral de Viana do Castelo (APCVC) em área da Reserva Ecológica Nacional (REN).

Segundo a deliberação da CCDR-N hoje publicada em Diário da República (DR), o objetivo do projeto é o de “reunir num só local duas das respostas da APCVC já existentes e criar uma área residencial para pessoas com deficiência”.

A área residencial “é a grande prioridade” da associação, “devido às enormes carências de resposta desta valência, contribuindo para que os destinatários possam contar com um centro de atividades e capacitação para a inclusão (CACI), para 30 utentes, e serviços de ambulatório”.

“A análise técnica concluiu que, considerando a inexistência de alternativa de localização em área exterior à REN, e atendendo a que os impactes negativos sobre esta são minimizados e amplamente superados pelos impactes positivos expectáveis para a população servida, a viabilização do projeto de construção das Novas Instalações da Associação de Paralisia Cerebral de Viana do Castelo se mostra merecedora do reconhecimento de relevante interesse público para efeitos de ocupação de áreas integradas na REN, (…)sem prejuízo do cumprimento das demais normas legais e regulamentares aplicáveis”, sublinha a deliberação.

As novas instalações vão ser criadas na freguesia de Santa Marta de Portuzelo, Viana do Castelo, incidindo sobre uma área de 6.440 metros quadrados, integrada na REN.

A atribuição do reconhecimento de RIP, incluiu a análise das “incidências da intervenção sobre os valores e funções ecológicas presentes, nomeadamente “Áreas relevantes para a sustentabilidade do ciclo hidrológico terrestre” – Áreas estratégicas de infiltração e de proteção e recarga de aquíferos -, bem como os potenciais efeitos sobre os recursos hídricos, o solo, a biodiversidade e os riscos naturais”.

Foram considerados os pareceres emitidos pelas entidades competentes, designadamente a Entidade Regional da Reserva Agrícola Nacional e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

A APA “conclui que a intervenção proposta, incidindo em áreas integradas em REN, não contém usos e ações que envolvam impactes significativos, suscetíveis de serem incompatíveis com a salvaguarda do recurso ou do risco respeitante à tipologia de área da REN em causa, tendo sido ponderadas as condições e medidas de minimização neles estabelecidas”.

Entre os condicionamentos e medidas de minimização da afetação da REN, a CCDR-N estipulou que a intervenção deve respeitar estritamente a localização, a área de implantação e as características constantes dos elementos do projeto apreciados no procedimento”.

Devem “ser limitadas as intervenções e a ocupação do solo ao estritamente necessário à execução da ação reconhecida e, adotadas medidas de prevenção da erosão, da compactação e da contaminação dos solos, bem como de proteção dos recursos hídricos”.

O projeto deve ainda preservar “as estruturas e funções ecológicas existentes suscetíveis de manutenção, minimizando-se a afetação da vegetação e dos habitats presentes”.

“Devem ser implementadas as medidas de minimização, recuperação e reposição das condições ambientais definidas nos pareceres das entidades competentes e, caso haja interferência da intervenção com a margem do curso de água [rio Lima] não seja efetuada qualquer construção naquela área”, lê-se na deliberação.

A criação da APCVC, em 2002, resultou da ação de um grupo de pais de crianças com paralisia cerebral, juntamente com técnicos da Segurança Social e alguns elementos do hospital de Viana do Castelo. Foi criada uma comissão instaladora que permitiu avançar com o projeto da Associação de Paralisia Cerebral – Núcleo de Viana do Castelo.

O conteúdo Aprovadas novas instalações de associação em Viana do Castelo em área da REN aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Norte e Galiza querem construir polo de competitividade transfronteiriço

A eurorregião Galiza-Norte de Portugal quer construir um polo de competitividade transfronteiriço para se afirmar como “um território mais competitivo, inovador e capaz de atrair investimento”, foi hoje divulgado.

Em comunicado, o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galiza-Norte de Portugal (AECT-GNP) explica que, tendo em vista esse objetivo, promove em Vigo, na Galiza, Espanha, a 12 de novembro, um fórum para “transformar capacidades partilhadas em novas oportunidades de investimento, inovação e desenvolvimento”.

Integrada na visão estratégica 2026–2028 do AECT, o Fórum Eurorregião Galiza–Norte de Portugal: Polo de Competitividade pretende marcar “um novo passo na evolução da cooperação transfronteiriça”.

A intenção é “passar da partilha de capacidades à criação de sinergias, projetos conjuntos e oportunidades de desenvolvimento económico e tecnológico”.

O fórum nasce com o objetivo de “identificar capacidades complementares entre a Galiza e o Norte de Portugal, aproximar empresas, universidades e centros tecnológicos e impulsionar novas parcerias que se traduzam em projetos conjuntos, investimento e inovação”.

A iniciativa “pretende lançar as bases de um ecossistema transfronteiriço mais integrado, competitivo e capaz de gerar valor económico para o território”.

Isto, “através do intercâmbio de conhecimentos e da identificação de oportunidades nas áreas das tecnologias emergentes, da colaboração público-privada em inovação e das infraestruturas estratégicas”.

A ambição é “mobilizar competências complementares, valorizar os recursos existentes e reforçar a capacidade conjunta da eurorregião para responder aos desafios da transformação industrial, da inovação tecnológica e da integração das suas infraestruturas”.

Nesta primeira edição, o fórum pretende centrar-se em três áreas estratégicas.

O AECT enumera “as tecnologias emergentes, como motor da transformação produtiva e da criação de novas oportunidades económicas”, e “a colaboração público-privada em inovação, como elementos fundamentais para promover a transferência de conhecimento, desenvolver novas capacidades tecnológicas e impulsionar projetos conjuntos”.

Outro dos domínios é o das “infraestruturas estratégicas, essenciais para melhorar a conectividade, atrair investimento e reforçar a integração socioeconómica do território”.

O AECT-GNP junta a Junta da Galiza e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

A 29 de setembro, o presidente da CCDR-N defendeu que o Norte e a Galiza devem articular-se para transformar a proximidade geográfica e a cooperação numa “vantagem económica e industrial comum”.

“Não se trata apenas de termos duas regiões vizinhas com empresas competitivas, mas de percebermos que, em muitas das novas cadeias de valor industriais e tecnológicas, podemos ganhar escala, capacidade de inovação e presença internacional, se atuarmos de forma mais articulada”, sustentou Álvaro Santos.

Para o responsável, a cooperação entre a Galiza e o Norte de Portugal não se deve limitar “a uma sucessão de projetos”, mas afirmar-se como “capacidade permanente para identificar oportunidades comuns, aproximar empresas e centros de conhecimento, mobilizar investimento e construir respostas conjuntas”.

Áreas como a energia, a mobilidade, o setor naval, a aeronáutica, as tecnologias digitais ou as tecnologias de dupla utilização “oferecem oportunidades muito concretas para combinarmos competências e reforçarmos a presença das nossas empresas nos mercados europeus e internacionais”, exemplificou.

A eurorregião tem cerca de 6,4 milhões de habitantes, mais de 657 mil empresas, um PIB [Produto Interno Bruto] superior a 167 mil milhões de euros e mais de 57 mil milhões de euros de exportações anuais, de acordo com a CCDR-N.

O conteúdo Norte e Galiza querem construir polo de competitividade transfronteiriço aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Produção de mel de castanheiro cai 90% em Trás-os-Montes

A produção de mel de castanheiro caiu entre 80 a 90% este ano, devido às vagas de calor, afetando a maioria das explorações apícolas do Parque Natural de Montesinho, adiantou, hoje, o presidente da associação.

Em declarações à Lusa, Manuel Gonçalves explicou que a primavera teve temperaturas equilibradas e uma relação de temperatura/humidade equilibrada, mas a floração do castanheiro, que habitualmente acontece em julho, foi antecipada devido a uma vaga de calor, afetando a polinização.

“A floração do castanheiro foi muito rápida, com muito calor, não permitiu que as abelhas fizessem a colheita, as plantas não permitiram que as abelhas fizessem a colheita do néctar”, disse, clarificando que a floração do castanheiro foi “tão rápida” que houve castanheiros que “começaram a florir de manhã e ao final do dia estava totalmente seca a flor”.

Contrariamente ao ano passado, que foi um ano “regular” na produção deste tipo de mel, este ano, as quebras andam entre os “80 e os 90%”, visto que é colhido apenas “um quarto de alça, dois quilos por colmeia”, sendo que o ideal seria “10 ou 12 quilos por colmeia”, afetando cerca de 200 apicultores do Parque Natural de Montesinho, segundo o presidente da associação.

A maioria do mel de castanheiro é produzido em Trás-os-Montes, nomeadamente no Parque Natural de Montesinho, que abrange os concelhos de Bragança e Vinhais, onde é produzida grande parte da castanha do país.

“Este ano, por exemplo, (…) é praticamente baixíssima a produção de mel de castanheiro, que (…) era quem salvava o ano e fazia com que as médias aumentassem um pouco”, afirmou.

Devido “à qualidade do produto”, ao seu “valor” e à sua “característica”, uma vez que é um “mel diferente de todos os outros” – as suas “propriedades são melhores” e “mais equilibradas” – o mel de castanheira tem sido cada vez mais procurado.

A baixa produção, sublinhou, poderá ter impacto no preço. “A procura por mel de castanheiro tem vindo a aumentar de ano para ano, é sempre superior à oferta e este ano poderá ser que haja alguma mais-valia para os apicultores, com algum acréscimo no preço”, disse.

Manuel Gonçalves, também presidente da Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (FNAP), revelou ainda, à Lusa, que, a nível nacional, também se verificou uma quebra na produção geral de mel, tendo sido colhidos “sete/oito quilos” de mel, por colmeia, sendo que a média andava entre “10 e 15” quilos, por colmeia.

O conteúdo Produção de mel de castanheiro cai 90% em Trás-os-Montes aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Carlos Vicens protagoniza sexta mudança de treinador na I Liga

O espanhol Carlos Vicens protagonizou hoje a sexta mudança de treinador na edição 2026/27 da I Liga portuguesa de futebol, depois de deixar o SC Braga a seguir à derrota com o Gil Vicente (2-1).

O desaire caseiro de segunda-feira, em jogo em atraso da segunda jornada, ditou a saída de Vicens, de 43 anos, após três derrotas seguidas, duas para o campeonato e uma para a Liga Conferência, numa altura em que os ‘arsenalistas’ são apenas oitavos na I Liga, já a 13 pontos do líder FC Porto.

Antes de chegar ao SC Braga, no início da última temporada, Vicens tinha sido adjunto de Pep Guardiola no Manchester City durante quatro épocas, deixando os minhotos com 41 vitórias em 76 jogos.

O despedimento de Vicens, que ainda não tem sucessor, acontece um dia depois de Carlos Carvalhal ter deixado o Famalicão, na sequência da derrota por 1-0 frente ao Paredes (1-0), da Liga 3, na terceira eliminatória da Taça de Portugal, sendo que o clube minhoto ocupa o 13.º lugar da I Liga, com apenas uma vitória.

Vasco Matos tinha deixado o Estoril Praia após a oitava jornada, a última disputada da I Liga, numa altura em que os ‘canarinhos’ ocupam o último lugar, sem qualquer vitória, com dois empates e seis derrotas.

Antes, o grego Sotiris Silaidopoulos tinha sido afastado do comando técnico do Rio Ave, após somar um triunfo nas primeiras sete jornadas, deixando a equipa vila-condense no 16.º lugar, tendo sido rendido por Vasco Seabra, que deixou o comando técnico do Arouca para rumar a Vila do Conde.

O primeiro treinador a sair nesta edição da I Liga foi João Gião, que deixou o Nacional após a quarta jornada, quando os madeirenses ocupavam o nono lugar, com quatro pontos. Bruno Abreu ainda orientou os insulares interinamente na visita ao Sporting, antes de Alexandre Santos assumir o comando técnico a partir da sexta ronda.

O conteúdo Carlos Vicens protagoniza sexta mudança de treinador na I Liga aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Portugal prossegue em Guimarães caminhada para o Mundial feminino

A seleção portuguesa feminina vai receber a Islândia no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, em 01 de dezembro, no primeiro jogo do segundo play-off de apuramento para o Campeonato do Mundo, anunciou hoje a Federação Portuguesa de Futebol.

Após cerca de três anos, a equipa orientada pelo selecionador nacional Francisco Neto volta à ‘cidade berço’, para lutar por um lugar no Mundial de 2027, a decorrer de 24 de junho a 25 de julho, no Brasil.

“Guimarães respira futebol e estou absolutamente convencido de que as ‘navegadoras’ vão sentir a força e o carinho de todos os vimaranenses, bem como de todos os portugueses que se juntarem no Estádio D. Afonso Henriques para as apoiar nesta caminhada rumo ao Mundial”, disse o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo.

O norte de Portugal volta a receber um jogo da seleção feminina, depois de Barcelos e Vizela já terem acolhido este ano as ‘navegadoras’ em jogos de qualificação para o Campeonato do Mundo.

Portugal, que se estreou numa fase final do Mundial em 2023, terá pela frente um play-off a duas mãos diante da Islândia, com o primeiro jogo em solo luso, em 01 de dezembro, e o segundo na cidade islandesa de Reykjavik, em 05 de dezembro.

No primeiro play-off, a formação das ‘quinas’ ultrapassou a Irlanda do Norte, com dois triunfos, por 4-0 fora e 3-1 em casa.

O conteúdo Portugal prossegue em Guimarães caminhada para o Mundial feminino aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Governo declara interesse público para duas carreiras de tiro em Viana do Castelo

O Governo declarou hoje o relevante interesse público da utilização não agrícola de 860,33 metros quadrados de solos abrangidos pela Reserva Agrícola Nacional (RAN) para a construção pela Browning Viana do Castelo de duas carreiras de tiro.

O despacho, publicado em Diário da República (DR), refere que a fiscalização da utilização dos solos abrangidos pelo regime da RAN para o projeto da Browning Viana – Fábrica de Armas e Artigos de Desporto compete à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), à Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte e à Câmara Municipal de Viana do Castelo.

O projeto “consiste na instalação de duas carreiras de tiro afetas à prática de International Practical Shooting Confederation, de 50 e 30 metros, para testagem das armas produzidas a nível de ‘endurance’ e funcionamento, ambos requisitos obrigatórios para a sua colocação no mercado”.

A construção das duas carreiras de tiro ocupará “uma área total de 860,33 metros quadrados de solos sujeitos ao regime jurídico da RAN, prevendo-se, para o efeito, um investimento total de 300 mil euros”.

A Browning Viana – Fábrica de Armas e Artigos de Desporto, fundada em 1972, pertence ao grupo FN Herstal, um dos maiores fabricantes mundiais de armas, e emprega mais de 600 trabalhadores.

A empresa, instalada na zona industrial de Neiva, em Viana do Castelo, apresenta uma faturação anual de 80 milhões de euros, produz armas de caça e de desporto das marcas Browning e Winchester, exportando essencialmente para o mercado norte-americano e europeu, lê-se no despacho.

A CCDR-N emitiu parecer favorável, por considerar que “os solos estão classificados classe C, com capacidade suscetível de utilização agrícola pouco intensiva, podendo a pretensão promover o desenvolvimento socioeconómico da região através da criação de postos de trabalho e reduzir a pegada ecológica através da eliminação de viagens diárias entre as instalações fabris e as carreiras de tiro externas, até agora utilizadas para esse efeito”.

O projeto recolheu ainda o parecer favorável da Entidade Nacional da Reserva Agrícola, da Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública e o reconhecimento de interesse público municipal emitida pela Assembleia Municipal de Viana do Castelo.

O conteúdo Governo declara interesse público para duas carreiras de tiro em Viana do Castelo aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Mina de água em Cerveira passa a estar protegida

A captação de águas subterrâneas para consumo humano designada por Mina Cortiças, em Covas, Vila Nova de Cerveira, está a partir de quarta-feira delimitada e sujeita a medidas de proteção determinadas pelo ministério do Ambiente.

Publicada hoje no Diário da República, a portaria assinada pelo secretário de Estado do Ambiente aprova a “delimitação do perímetro de proteção e respetivos condicionamentos” da Mina Cortiças, tendo por base as propostas e os estudos do município de Vila Nova de Cerveira, “entidade gestora da referida captação de águas subterrâneas destinadas ao abastecimento público para consumo humano”.

A massa de água onde se insere a captação foi classificada “com bom estado químico, bom estado quantitativo e objetivo ambiental de manutenção do bom estado”, abastecendo “200 habitantes com um volume médio de 227,4 metros cúbicos por dia”.

Na “zona de proteção imediata” à captação é, a partir de quarta-feira, “interdita qualquer instalação ou atividade com exceção das que tenham por objetivo a conservação, manutenção e melhor exploração das captações”.

Para além disso, o terreno abrangido pelas zonas de proteção imediata “deve ser vedado e mantido limpo de quaisquer resíduos, produtos ou líquidos que possam provocar infiltração de substâncias indesejáveis para a qualidade da água da captação”.

Na zona de proteção intermédia ficam interditas atividades como “infraestruturas aeronáuticas; oficinas e estações de serviço de automóveis; depósitos de materiais radioativos, de hidrocarbonetos e de resíduos perigosos; ou postos de abastecimento e áreas de serviço de combustíveis”.

São ainda proibidas “lixeiras, aterros sanitários e aterros de resíduos perigosos, não perigosos ou inertes; fossas séticas com órgão de infiltração no solo, ou descarga na linha de água”, ou “lagos e quaisquer obras ou escavações não impermeabilizados, destinados à recolha e armazenamento de água ou quaisquer substâncias suscetíveis de se infiltrarem”, entre outras medidas.

Fica ainda vedada a instalação de cemitérios, “pedreiras e explorações mineiras, bem como quaisquer indústrias extrativas” ou depósitos de sucata.

O conteúdo Mina de água em Cerveira passa a estar protegida aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Braga recebe líder belga a ‘ferver’ após ‘desastre’ em Copenhaga

O SC Braga, depois do ‘desastre’ em Copenhaga na estreia, vai defrontar na segunda jornada da Liga Conferência de futebol o Gent, atual líder do campeonato belga e equipa ainda sem qualquer derrota no tempo regulamentar.

Após ter começado a fase de liga com a pior derrota da temporada, um 3-0 perante o Copenhaga no Estádio Parken, o SC Braga está obrigado a bater o Gent, não só para apagar a má imagem deixada na Dinamarca, mas sobretudo para ‘acalmar’ o ambiente à volta da equipa e do técnico espanhol Carlos Vicens.

Os minhotos vão receber o emblema belga com um registo de três derrotas consecutivas (e quatro jogos seguidos sem vencer) em todas as competições, algo que o clube nunca viveu com Vicens no comando e que não acontecia desde 2022.

Por isso mesmo, o Estádio Municipal de Braga promete estar a ‘ferver’ na quinta-feira, três dias depois do desaire caseiro com o Gil Vicente (2-1), que deixou a equipa de Vicens no oitavo lugar da I Liga, com apenas 11 pontos em oito jornadas.

Já o Gent chega ao Minho como líder isolado do seu campeonato, com sete vitórias e apenas um empate, mas sofreu um pesado desaire no último fim de semana, ao cair precocemente na Taça na Bélgica no desempate por grandes penalidades perante o Rochefort, das divisões amadoras.

Na primeira ronda, o Gent, que habitualmente conta no lado esquerdo da defesa com o português Tiago Araújo, jogador formado no Benfica e que passou por Arouca e Estoril, recebeu e venceu por 1-0 o AGF, atual campeão dinamarquês e também futuro adversário do Braga nesta fase de liga.

A edição 2026/27 conta com dois treinadores portugueses, com Ricardo Sá Pinto, nos cipriotas do Pafos, a receber o Riga FC, isto depois de um desaire na estreia no campo da Atalanta (3-1), um dos candidatos a conquistar a prova esta época.

Já Filipe Coelho, nos romenos do Universitatea Craiova, vai a Andorra defrontar o Inter d’Escaldes, depois do empate caseiro com o Getafe (1-1), num encontro que será histórico.

O Inter d’Escaldes é a primeira equipa de sempre de Andorra a chegar a uma fase principal de uma prova da UEFA e este será o primeiro jogo de sempre dessa importância na região.

Os duelos entre Mónaco e Friburgo, finalista vencido da última Liga Europa, e Ajax e Atalanta aparecem como ‘cabeça de cartaz’ da segunda jornada, naquela que é apontada como uma terceira divisão das provas europeias.

As equipas em prova vão disputar seis jogos na fase de liga, com os oito primeiros a apurarem-se diretamente para os oitavos de final, enquanto as equipas classificadas entre o nono e o 24.º posto vão disputar um play-off de acesso à próxima fase. As restantes equipas, do 25.º em diante, são eliminadas das competições europeias.

O conteúdo Braga recebe líder belga a ‘ferver’ após ‘desastre’ em Copenhaga aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Carlos Vicens: “Estou convencido que vamos dar a volta como no ano passado”

Declarações após o SC Braga-Gil Vicente (1-2), jogo em atraso da segunda jornada da I Liga de futebol, disputado hoje no Estádio Municipal de Braga:

– Carlos Vicens (treinador do SC Braga): “Fizemos uma primeira parte séria, boa, dominadora, mas talvez não transformando esse domínio em ocasiões claras, mas o suficiente para ir satisfeito para o intervalo. Fizemos a substituição do Jonas Wind porque sabemos que a íamos fazer a dada altura e para não gastar uma janela e também para o gerir da melhor forma.

Sofremos alguma pressão na segunda parte e num lance desafortunado, no qual defendemos mal na área, sofremos o empate. Depois, houve algum nervosismo, ansiedade, não se marca o segundo golo e depois sofremos novamente, num lance em que falámos estes dias para corrigir. Depois, tivemos várias oportunidades e não marcámos, há o lance do penálti com o Ricardo e ele ainda leva amarelo. Precisamos de um jogo em que as coisas saiam para o nosso lado para mudar esta situação e deitar os fantasmas para trás.  

Falei pouco de arbitragens nestes 15 ou 16 meses, mas na primeira jornada, na penúltima jogada, antes do golo do Moreirense, há um pisão sobre o Fran Navarro, onde estava a revisão do VAR? Com o Sporting, depois do jogo e da conferência de imprensa, a equipa de arbitragem confessou-me que se o VAR lhe tivesse chamado para rever a imagem era penálti claro, porque viu as imagens depois. Claro que, depois, temos que marcar o penálti, mas se fizéssemos o 2-0 e com o momento mental que o Sporting passava, íamos ver o que se passava. Hoje, não sei se era falta ou não, mas o tornozelo acaba ensanguentado num lance antes do primeiro golo. E depois, mesmo no final, o joelho do Ricardo Horta retrocede uns centímetros após o impacto que sofre, que isso não seja passível de ser revisto pelo VAR, é estranho.

Mas, temos que fazer as nossas coisas bem para não precisarmos que o árbitro acerte em lances que nos são favoráveis e nos custe pontos. Temos que nos sobrepor a isso e defender melhor na área.

Falei com os jogadores no final no balneário e disse-lhes que as equipas passam por fases destas em que quando as coisas correm mal, continuam a correr mal. Tenho confiança total neles, neste clube e nestas pessoas que trabalham todos os dias e estou convencido que vamos dar a volta como no ano passado”.

O conteúdo Carlos Vicens: “Estou convencido que vamos dar a volta como no ano passado” aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Luís Pinto: “Tivemos que sofrer, mas isso demonstra o que é ser uma equipa”

Declarações após o SC Braga-Gil Vicente (1-2), jogo em atraso da segunda jornada da I Liga de futebol, disputado hoje no Estádio Municipal de Braga:

– Luís Pinto (treinador do Gil Vicente): “Uma equipa que entrou espaços bem, mas a respeitar em demasia o jogo e na segunda parte foi totalmente diferente, continuámos a respeitar o Braga, mas ainda mais o que queremos e a nossa identidade. Tivemos mais bola, mais duelos ganhos e ficámos uma equipa mais perigosa e com um domínio do jogo diferente. Na parte final, tivemos que sofrer, mas isso demonstra o que é ser uma equipa.

Ter várias opções para a posição de ponta-de-lança tem uma importância muito grande. O Héctor Hernández dá-nos coisas totalmente diferentes dos outros dois, que são jogadores muito mais físicos. O Walace vem de lesão, tem vindo a jogar, entrou com o Moreirense e na Taça de Portugal e agora a segunda parte, toda. Ter opções diferentes para a mesma posição é o que todos os treinadores querem ter. O jogo estava a pedir coisas diferentes e o Walace deu-nos isso.

Ao intervalo, senti que a equipa estava um pouco apática e com um respeito muito grande pelo jogo e pelo Braga, mais do que aquele que nós temos que ter pelo que queremos fazer dentro de campo. Faltava-nos agressividade, procurar a baliza do adversário e, na segunda parte, sinto que foi essa a diferença. Podemos perder de várias formas, mas mais vale perder a jogar da nossa forma e, às vezes, arriscámo-nos a ser felizes e foi o que se passou aqui hoje.

As dinâmicas são muito importantes porque se tivermos uma forma muito estanque de atacar acaba por ser mais fácil para o adversário e estas diferentes nuances dão-nos tempo de bola, o que era importante ter num estádio como este e com uma equipa como o Braga”.

O conteúdo Luís Pinto: “Tivemos que sofrer, mas isso demonstra o que é ser uma equipa” aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Carlos Carvalhal é a quarta ‘chicotada psicológica’ na I Liga

O treinador Carlos Carvalhal protagonizou hoje a quarta ‘chicotada psicológica’ da edição 2026/27 da I Liga portuguesa de futebol, após a eliminação do Famalicão da Taça de Portugal, na sequência da derrota por 1-0 frente ao Paredes.

A derrota de domingo, frente ao conjunto do terceiro escalão, ditou o fim da passagem de Carvalhal pelo Famalicão, que tinha assumido no início da presente temporada, sucedendo a Hugo Oliveira, entretanto transferido para os franceses do Estrasburgo.

No campeonato, o Famalicão ocupa o 13.º lugar, com uma vitória, quatro empates e três derrotas, encontrando-se três pontos acima da zona de despromoção, num arranque de temporada aquém das ambições do clube, que, na época passada, terminou no quinto lugar.

A saída de Carvalhal, de 60 anos, sucede à de Vasco Matos, que deixou o Estoril Praia após a oitava jornada, numa altura em que os ‘canarinhos’ ocupam o último lugar, sem qualquer vitória, com dois empates e seis derrotas.

Antes, o grego Sotiris Silaidopoulos tinha sido afastado do comando técnico do Rio Ave, após somar um triunfo nas primeiras sete jornadas, deixando a equipa vila-condense no 16.º lugar, tendo sido rendido por Vasco Seabra, que deixou o comando técnico do Arouca para rumar a Vila do Conde.

O primeiro treinador a sair nesta edição da I Liga foi João Gião, que deixou o Nacional após a quarta jornada, quando os madeirenses ocupavam o nono lugar, com quatro pontos. Bruno Abreu ainda orientou os insulares interinamente na visita ao Sporting, antes de Alexandre Santos assumir o comando técnico a partir da sexta ronda.

Mudanças de treinador na edição 2026/27 da I Liga portuguesa de futebol

Jornada Clube Sai Entra
4.ª Nacional João Gião Bruno Abreu (interino)
5.ª Nacional Bruno Abreu (interino) Alexandre Santos
7.ª Rio Ave Sotiris Silaidopoulos Vasco Seabra
7.ª Arouca Vasco Seabra Vítor Severino
8.ª Estoril Praia Vasco Matos A designar
8.ª Famalicão Carlos Carvalhal A designar

O conteúdo Carlos Carvalhal é a quarta ‘chicotada psicológica’ na I Liga aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Relatório e contas da SAD do SC Braga aprovado por unanimidade

Os acionistas da sociedade anónima desportiva (SAD) do SC Braga aprovaram hoje em assembleia geral (AG), por unanimidade, o relatório e contas da época passada e o orçamento da presente temporada.

Segundo uma nota no seu sítio oficial, os minhotos informam que “todas as propostas apresentadas pela administração foram aprovadas por unanimidade pelos acionistas presentes, com destaque para o relatório e contas referente à época desportiva de 2025/2026”, assim como o orçamento para a temporada de 2026/2027, “do qual consta uma previsão de lucro de 1,56 milhões de euros (ME).

A SAD do SC Braga apresentou um resultado líquido de 17,3 ME em 2025/26, regressando aos exercícios positivos após o negativo de 2024/25 de 11 ME, alcançando um EBITDA (sigla em inglês de lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) positivo de 39,6 ME, o valor mais elevado alancado pela sociedade anónima do SC Braga.

O ativo subiu cerca de 60 ME (de 169,7 ME para 230,3 ME) e o passivo também aumentou, na ordem dos 43 ME (de 100,7 ME para 144 ME), o que a SAD considera que deve “ser enquadrado num contexto de investimentos significativos” no reforço do plantel como na melhoria das infraestruturas.

A SAD minhota concluiu a temporada 2025/26 com capitais próprios positivos de 86,3 ME, correspondendo ao seu montante mais elevado de sempre, e uma autonomia financeira de 37 por cento.

Por proposta do fiscal único, foi ainda aprovado, por unanimidade, um voto de louvor ao conselho de administração da SAD, liderado por António Salvador, “como reconhecimento dos êxitos financeiros e desportivos alcançados”.

Participaram na AG acionistas que, em conjunto, representam 71 por cento do capital social da sociedade.

O SC Braga (clube) é o maior acionista com 36,99 por cento da SAD, a Qatar Sports Investments (entidade cujo beneficiário efetivo é o Estado do Qatar) detém 29,60 por cento, a Sundown Investments Limited (entidade cujo beneficiário efetivo é Inaete Merali) detém 17,04 por cento e os restantes 16,37 por cento estão distribuídos por pequenos acionistas.

O conteúdo Relatório e contas da SAD do SC Braga aprovado por unanimidade aparece primeiro em O MINHO.

  •  
❌