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Homem morre atacado por vespas velutinas durante limpeza de terreno na Galiza

Um homem de 56 anos morreu, esta quarta-feira, após ter sido picado por vespas numa zona florestal no concelho de Larouco, província de Ourense, na Galiza.

De acordo com o jornal local La Región, o trabalhador estaria a realizar limpeza de mato quando foi surpreendido por um ninho destes insetos, que entraram para a sua máscara de proteção. Foi bastante picado na cara e garganta.

A vítima, natural de O Porriño e a residir em Manzaneda, estava integrada num programa de formação profissional para desempregados.

Foram os colegas a dar o alerta para as autoridades, mas o óbito acabou por ser declarado no local.

O jornal El País acrescenta que o homem foi atacado por vespas velutinas.

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De Viana do Castelo até à Turquia. David já pedalou 2.500 km e está em Itália

David Mendes, presidente da associação Viana Ciclável, já pedalou 2.500 quilómetros na sua viagem entre a ‘capital’ do Alto Minho e Antália, na Turquia, onde vai participar na 31.ª Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, a COP31.

O ciclista está a cerca de metade do percurso que iniciou em 05 de outubro e, até agora, atravessou quatro países: Portugal, Espanha, França e agora Itália.

De bicicleta, sem apoio motorizado e sem equipa de suporte, para trás já ficaram o Gerês, os Pirinéus e os Alpes, segundo destaca a associação, em comunicado enviado hoje às redações.

De Viana do Castelo até à Turquia. David já pedalou 2.500 km e está em Itália
David Mendes no Col de l’Échelle, nos Alpes franceses, no trajeto em direção a Itália. Foto: Viana Ciclável

 “Encontrei-me com ciclistas locais e foi muito positivo trocar experiências e pedalar com eles”, conta.

Após atravessar todo o sul de França constatou que “quase todas as cidades de França têm uma rede de ciclovias bem desenvolvida”.

“E isso observa-se no uso que as pessoas dão à bicicleta, é muito normal todo o tipo de pessoas usarem a bicicleta incluindo idosos, crianças, transporte de crianças, etc. Ou seja, a bicicleta é um meio de transporte natural para o dia a dia e é aí que nós queremos chegar em Portugal”, acrescenta.

A expedição homenageia ainda as vítimas de violência rodoviária contra ciclistas – entre elas Fátima Linhares, morta aos 38 anos em Barcelos, Finlay Tarley, de 19 anos, morto em Ponte de Lima, Rafael Rijo, de 33, e Pedro Sobral, de 51 anos – cujas memórias, nas palavras da Viana Ciclável, “não podem continuar a ser apenas um registo estatístico de sinistralidade rodoviária”.

David Mendes partiu em representação da Viana Ciclável, em parceria com a COP Bike Ride (uma estafeta ciclística que deverá mobilizar cerca de 10 mil participantes), a International Degrowth Network, a MUBi – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta e a Câmara Municipal de Viana do Castelo. A viagem representa 4.700 quilómetros, 37 mil metros de desnível acumulado, 11 países e duas travessias de ferry.

Esta iniciativa baseia-se nos princípios da COP Bike Ride e pretende demonstrar, de forma prática e simbólica, que a mobilidade eficiente e de baixo impacto ambiental é possível se repensarmos os sistemas de transporte.

O ciclista leva consigo uma carta de compromisso da Câmara de Viana do Castelo para alavancar o ciclismo na proteção do clima.

Em comunicado divulgado no dia da partida, a Câmara de Viana do Castelo referiu que “está profundamente comprometida em alavancar o ciclismo como uma ferramenta estratégica na proteção do clima e na melhoria contínua da qualidade de vida de todos os munícipes e cidadãos da nossa região”.

Carta de compromisso do Município de Viana do Castelo

  1. Rede Ciclável Estrutural (Meta 2030)
    – Concluir uma rede estrutural básica de ciclovias até 2030;
    – Priorizar a conectividade intermunicipal e multimodal para deslocações diárias;
    – Se a base já estiver estabelecida, torne-a ambiciosa!
  2. Acalmia e Redução do Tráfego Automóvel
    – Reduzir o tráfego de automóveis, limitando a velocidade e o volume.
  3. Planos Estratégicos Dedicados
    – Elaborar planos específicos até 2030, abrangendo todas as alavancas possíveis para o desenvolvimento da utilização de bicicletas;
    – Garantir financiamento adequado e dedicado;
    – Desenvolver revisões de implementação que incluam as associações e coletivos de utilizadores de bicicletas.
  4. Zonas Exclusivas Pedonais e Cicláveis
    – Aumentar significativamente as áreas exclusivas para bicicletas e caminhadas até 2030;
    – Focar a implementação perto de escolas, centros de transporte público, comércio local e áreas verdes.
  5. Estacionamento e Armazenamento Alargado
    – Generalizar a capacidade adequada de armazenamento de bicicletas até 2030;
    – Cobrir centros de transporte, áreas comerciais, escolas, escritórios e residências;
    – Incluir obrigatoriamente espaço para bicicletas de carga.
  6. Eventos de Massa e Infraestrutura Comunitária
    – Desenvolver um horário e um local para o ciclismo e a utilização de bicicletas;
    – Criar um evento anual de ciclismo e/ou utilização de bicicletas em massa, para todas as idades, promovendo a participação de um público amplo;
    – Implementar uma “casa da bicicleta” para consertar, treinar, reunir e hospedar.
  7. Capacitação, Treino e Literacia Financeira
    – Treinar e informar: capacitar, especialmente menores de 12 anos e mulheres, para uma utilização de bicicletas mais eficiente e empoderadora;
    – Promover os benefícios financeiros do meio de transporte.
  8. Estímulo ao Setor Económico do Ciclismo
    – Desenvolver o setor económico associado (serviços, manufatura, leasing, partilha…);
    – Implementar esta expansão por meio de incentivos e subsídios fiscais específicos.
  9. Logística Urbana e Entregas de “Última Milha”
    – Desenvolver a logística de bicicletas de carga para entregas na “última milha”;
    – Nota de fundamentação: Um estudo recente mostra que 42% das entregas em vans utilitárias poderiam ser feitas com bicicletas de carga.
  10. Indicadores e Monitorização Regular
    – Implementar e divulgar regularmente indicadores para medir e monitorizar o progresso;
    – Avaliar métricas de satisfação, acidentes, tamanho da rede dedicada e integração intermodal.

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Braga: Duas centenas em assembleia popular para ouvir preocupações e discutir soluções para crise na habitação

A assembleia popular que decorre em Braga em defesa da habitação e por melhores condições de vida junta hoje cerca de duas centenas de pessoas, para ouvir preocupações, discutir soluções, reivindicar, apresentar e votar propostas de ação.

Desde as 19:00, hora a que arrancou a assembleia popular, na Praça da República, no centro da cidade, já discursaram mais de uma dezena de presentes, que abordaram vários temas, nomeadamente a “ação terrível de repressão” da PSP nas acampadas do Porto e de Lisboa, e a nova lei do arrendamento, que os manifestantes pedem que seja eliminada.

O ambiente tem estado calmo, e após cada intervenção, os presentes batem palmas ou gritam frases como “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais” e “o povo unido jamais será vencido”, perante o olhar de alguns elementos da PSP.

No chão, em frente à concentração, estão colocados dois panos com as inscrições “não dá mais para viver assim” e “egoísmo é negar um teto, exigir um é um direito”.

Braga: Duas centenas em assembleia popular para ouvir preocupações e discutir soluções para crise na habitação
Foto cedida a O MINHO

Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades, dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.

As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.

A 15 de outubro, o movimento que protestava no Porto, com uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e em um polícia. Em Lisboa, as autoridades removeram dezenas de tendas do Rossio ao início da manhã de terça-feira e detiveram 55 manifestantes, que serão presentes a juiz dia 27.

Os promotores dos protestos prometem continuar nas ruas.

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Minho sob aviso amarelo devido à agitação marítima

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera ativou aviso amarelo para os distritos de Braga e de Viana do Castelo por causa da agitação marítima prevista na sexta-feira.

O aviso entra em vigor às 09:00 horas e prolonga-se até às 21:00, esperando-se ondas de noroeste até quatro a cinco metros de altura, nas zonas costeiras de Esposende, Viana do Castelo e Caminha.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

A previsão aponta para o regresso da chuva ao Minho na quinta-feira, ao final da tarde. Não está prevista precipitação para os dias seguintes, apesar da nebulosidade.

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Trás-os-Montes: Bombeiros com formação especializada para socorrer pessoas com autismo

Os bombeiros de Izeda, no concelho de Bragança, receberam formação para saber como comunicar e intervir quando têm de socorrer uma pessoa com autismo, estando dotados de recursos e materiais especializados.

A corporação faz agora parte do projeto “KIT VIA AZUL”, que consiste na disponibilização de uma aplicação móvel que “permitirá aos socorristas conhecer o perfil sensorial e as necessidades específicas” da vítima com Perturbação do Espetro do Autismo, uma “plataforma WEB com histórias sociais, pictogramas, vídeos que demonstram os procedimentos pré-hospitalares de forma a dar previsibilidade”, guia de boas práticas, formação especializada e ainda “sistemas de comunicação aumentativa, objetos de regulação sensorial”.

“Este projeto tem como objetivo dotar os corpos de bombeiros de recursos, materiais e formação especializada que facilitem a comunicação, a compreensão das necessidades sensoriais e comportamentais e a intervenção adequada em situações de emergência pré-hospitalar, contribuindo para a redução da ansiedade, do risco e do sofrimento das pessoas autistas e das suas famílias”, lê-se num comunicado enviado à Lusa.

O projeto conta com o apoio da Câmara Municipal de Bragança, do INEM e do Centro Hospitalar Alto Douro e Trás-os-Montes.

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Sete feridos após atropelamento numa passadeira no Porto

Um atropelamento numa passadeira na Avenida Fernão Magalhães, no Porto, por um táxi, causou hoje sete feridos ligeiros, três dos quais as pessoas atropeladas e uma está com prognóstico reservado, disse fonte dos bombeiros à Lusa.

De acordo com fonte dos Sapadores Bombeiros do Porto, três pessoas foram atropeladas numa passadeira por um táxi, tendo uma ficado com “prognóstico reservado”.

Segundo a PSP do Porto, a pessoa com prognóstico reservado é uma criança do sexo feminino que está em “estado grave”.

Além das pessoas atropeladas, também o condutor do veículo e os passageiros ficaram feridos na ocorrência, tendo também um transeunte sido classificado como ferido ligeiro após assistir ao atropelamento e sentir-se mal, segundo os bombeiros.

O alerta para a ocorrência, próxima do número 878 da Avenida Fernão Magalhães, que liga o Campo 24 de Agosto à Areosa, foi dado às 17:54.

Pelas 18:30, a via estava parcialmente cortada ao trânsito.

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Governo manifesta “simpatia e compreensão” pelos “cidadãos portugueses que sofrem angústia” com habitação

O ministro dos Assuntos Parlamentares manifestou hoje a “simpatia e compreensão” do Governo para com os “cidadãos portugueses que sofrem angústia” perante os problemas na habitação, culpando, sobretudo, “o imobilismo e a inércia” dos executivos do PS.

No final de um debate de urgência sobre habitação marcado pelo Livre (que só avançou devido à aprovação pela oposição de um recurso em plenário contra a decisão do presidente do parlamento), Carlos Abreu Amorim pediu aos portugueses que confiem no atual Governo PSD/CDS-PP que tomou posse em abril de 2024, defendendo que as medidas já tomadas ou em curso levam tempo a produzir resultados.

“A mensagem que eu queria transmitir a esta câmara e a todos os portugueses é que confiem neste governo: está a gizar respostas com credibilidade, consolidadas, estruturadas, que vão dar resultado e que vão contrastar em absoluto com a inércia e o imobilismo dos governos que nos antecederam”, afirmou.

O ministro começou por transmitir “a afirmação por parte do Governo de toda a simpatia e compreensão por parte daqueles cidadãos portugueses que sofrem angústia, que sentem que os seus sonhos, os seus projetos de vida estão ameaçados em virtude da escassez da habitação e do preço das casas como eles estão neste momento”.

Abreu Amorim salientou, por outro lado, que é a Constituição “o chão comum da democracia, da democracia representativa, da democracia do poder local”.

“Na Constituição da República Portuguesa, não estão plasmadas a figura das ‘assembleias populares como detentoras do poder democrático. Aqueles que defendem a democracia devem prezar as formas constitucionais pelas quais a democracia se expressa”, disse, numa referência à forma como têm sido aprovadas decisões nos protestos de Lisboa e do Porto contra o aumento dos preços da habitação.

Abreu Amorim defendeu, por fim, que se se insistir em regras iguais às que vigoram hoje “dificilmente levarão a resultados diferentes”.

“Se as rendas estão altas, e todos sabemos que as rendas estão altas, estão altas com o regime jurídico que foi plasmado pelo PS e que os governos anteriores não modificaram”, disse.

O ministro dos Assuntos Parlamentares criticou o “atrevimento intelectual e político” dos que governaram entre 2014 e 2024 – período no qual disse que o preço das casas subiu 135% – e “agora culpam o governo que a partir de abril de 2024 entrou em funções pelo preço dessas mesmas casas”.

“Entre 2011 e 2024 construiu-se apenas 17% daquilo que estava a ser construído no princípio deste século”, criticou.

Em contraponto, defendeu que o atual Governo “está neste momento a desenvolver a maior resposta para a habitação dos últimos 30 anos”, assente no aumento da oferta, mobilização de património já existente e apoios.

Quer o deputado único do BE Fabian Figueiredo, quer o porta-voz do Livre Jorge Pinto questionaram, de forma irónica, onde estava o ministro que, na passada sexta-feira, tinha assegurado no parlamento que o Governo não iria “ceder aos gritos que vêm da rua”.

“O ministro é o mesmo, estaremos sempre dispostos a ouvir os portugueses, não ouvimos é as assembleias populares, que é uma coisa muito diferente”, respondeu Abreu Amorim.

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Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha

A VirguWines foi exemplo de sucesso e persistência em 2025 (no WordCamp Lisboa) e a empresa criada pelo arcuense Artur Azevedo em 2016 continua a ser um exemplo de inovação no mundo dos vinhos.

Dez anos depois de ter iniciado na região minhota o ainda pouco explorado ‘plugin’ de comércio eletrónico para WordPress – usado para criar lojas online, que renovou o estímulo ao ‘web designer’ e a dezenas de ‘vignerons’ que viram nas plataformas ‘online’ a melhor forma de enfrentar um mercado tomado pelas grandes marcas – Artur Azevedo estabeleceu, na freguesia de Cabana Maior, a poucos quilómetros da Porta do Mezio (uma das cinco portas de entrada do Parque Nacional da Peneda-Gerês), uma inusitada sala de provas e uma das melhores varandas panorâmicas sobre o território de montanha arcuense. A VirguWines Tasting House será inaugurada no próximo sábado, com duas sessões com o ‘sommelier’ Manuel Moreira.

Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha
Fotos: João Peixoto / VirguWines
Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha
Fotos: João Peixoto / VirguWines
Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha
Fotos: João Peixoto / VirguWines

Hoje, a VirguWines já não é apenas uma loja ‘online’, embora continue a trabalhar o seu perfil de clientes e a aproximar uma comunidade cada vez mais extensa de ‘vignerons’ (a palavra designa os viticultores que cultivam as suas próprias vinhas e produzem o seu próprio vinho, do campo à garrafa) de consumidores de paladar mais requintado.

O negócio/experiência de Artur Azevedo começou numa garagem (e ainda lá está, não por uma questão de ideia romanceada típica dos projetos de sucesso, mas porque é assumidamente o melhor ‘hub’ criativo) e, sem esquecer o ‘lugar das estacas’, avançou para o terreno.

Em Cabana Maior, onde tem agora estabelecida uma sala de provas, há uma parcela onde o ‘web designer’ estabeleceu um género de incubadora de todas as castas minhotas, do Alvarinho ao Vinhão, passando por outras castas que ainda podem ser o ‘tesouro’ minhoto no mundo dos vinhos.

Só 2020 veio trazer um significado especial ao que Artur Azevedo vinha a trabalhar desde 2016, quando a pandemia da Covid-19 decretou um ‘lockdown’ sem precedentes no mundo moderno e os produtores de vinho, que construíram marcas a vender em eventos da especialidade, em garrafeiras e nas redes de hotelaria, entregaram nas mãos do ‘web designer’ uma estratégia para tirar o vinho das adegas. Fecharam-se as garrafeiras, abriram-se páginas ‘online’, e estes vinhos tinham de estar lá. Havia produtores que lhe disponibilizavam uma palete de vinho, para ter ‘stock’.

“O pior que pode acontecer [se não vendermos] é bebermos o vinho entre amigos'”

“Aquilo assustou-me um bocado, mas agradou-me essa confiança. Tenho uma garagem – não é uma história romântica de tecnologia, é mesmo uma empresa-garagem, ainda hoje – não podia ajudar com paletes, mas posso comprar caixas de vinho. E na altura disse: ‘Ok, se é para ajudar, vamos comprar caixas e vamos pagar a pronto. O pior que pode acontecer [se não vendermos] é bebermos o vinho entre amigos’. Foi assim que aconteceu. Rapidamente transformámos a garagem em stock real, pago ao produtor, e começámos a vender vinho”, recorda.

E assim começaram a aparecer as pequenas-grandes marcas que deram nome e definiram o perfil de clientes da VirguWines, com produtores e marcas desde o Alto Minho, na sub-região de Monção e Melgaço, até Trás-os-Montes, ao Douro e à Bairrada.

“Quem gostar de vinhos, de conhecer um bocadinho o nosso território, a nossa cultura, vale a pena conhecer esta gente. Há uma diversidade incrível. Somos dos três países com mais castas autóctones identificadas, e [eles] preservam métodos de vinificação”, declarou.

Atualmente, a VirguWines é multiplataforma e multissensorial. O ‘stock’ agora é real (a garagem continua a ser o cofre-forte), mas há ainda um rol de experiências que tornaram o projeto uma missão em torno do vinho e dos ‘vignerons’ que o materializam.

“Já fizemos provas ao vivo, em que vendemos os bilhetes no próprio ‘site’. Temos um clube de vinho, em que a pessoa recebe uma caixa todos os meses”, conta Artur Azevedo.

Para contar a história dos ‘vignerons’, foi fundamental o podcast “N2Vinho”, criado em plena pandemia e que dura até hoje, onde começaram a fazer provas ‘online’ com produtores.

Manuel Moreira, um dos ‘sommeliers’ mais reconhecidos em Portugal, com uma carreira de mais de 20 anos dedicada ao mundo do vinho, João Coutinho e Daniel Passos acompanham Artur Azevedo em mais uma das dimensões do projeto multidimensional, já com mais de 1.800 subscritores no YouTube.

“Temos 100 referências dentro de portas, listadas em ‘stock’. Esses vídeos estão na ficha do produto do próprio vinho. Ou seja, quando as pessoas querem saber como é que devem harmonizar, que temperatura deve ter o vinho, qual é a história que está por trás do vinho com o produtor, esse vídeo-podcast do YouTube está na própria ficha de produto”, destacou.

O futuro da história é ‘terra-a-terra’: VirguWines Cabana Maior e a coleção de vinha

Do sucesso ‘online’, ganhou forma um espaço de enoturismo. A VirguWines Cabana Maior é o local privilegiado para provar. Para quem sonha com os cenários instagramáveis com um copo de vinho em primeiro plano, este local é o ‘Holy Grail’ que tem de conquistar.

É nesse cenário que a VirguWines Tasting House recebe, no próximo sábado, duas provas de vinho comentadas pelo reconhecido ‘sommelier’ Manuel Moreira.

A primeira sessão, às 15:00, intitulada “Vinho Verde sem ideias feitas”, pretende desafiar alguns preconceitos sobre os vinhos da região, dando a conhecer a sua diversidade de castas, estilos e formas de vinificação. Às 17:30, a prova “Portugal à prova através do vinho” convida os participantes a percorrer diferentes regiões vitivinícolas portuguesas através dos seus vinhos.

Cada sessão terá seis vinhos em prova e um máximo de oito participantes, num ambiente intimista que privilegia a conversa, a descoberta e a partilha de conhecimento.

Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha
Fotos: João Peixoto / VirguWines
Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha
Fotos: João Peixoto / VirguWines
Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha
Fotos: João Peixoto / VirguWines

A iniciativa integra uma nova etapa da VirguWines Tasting House, que já tem agendadas outras provas com ‘sommeliers’ e produtores de vinho e que está também a dar início às suas provas regulares, dedicadas à descoberta dos Vinhos Verdes e dos vinhos de diferentes regiões de Portugal.

“Ao longo destes dez anos, criámos uma relação muito próxima com pequenos produtores e com pessoas que gostam de descobrir vinhos diferentes. A Tasting House é uma forma de levar essa relação mais longe, proporcionando experiências presenciais num espaço onde o vinho, a vinha e a paisagem se encontram. Queremos ter uma programação regular, com provas conduzidas por nós, mas também receber sommeliers e os próprios produtores, para que possam partilhar os seus conhecimentos e contar as histórias por detrás dos vinhos. Queremos que as pessoas venham a Cabana Maior não apenas para provar vinho, mas também para conhecer quem o faz e descobrir o território”, explica Artur Azevedo, o fundador da VirguWines, que celebra dez anos de marca e de uma cada vez mais sólida relação com quem faz os vinhos ideais para beber ou guardar. 

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Parquímetros de Esposende entram em funcionamento na segunda-feira

Os parquímetros de Esposende vão entrar em funcionamento na segunda-feira, com 140 lugares, foi hoje anunciado pela autarquia.

Em comunicado, a Câmara refere que o novo sistema tem como objetivo “facilitar o estacionamento junto ao comércio e aos serviços e permitir que mais pessoas possam utilizar os lugares mais centrais da cidade”.

A tarifa fixa-se em 75 cêntimos por hora, com permanência máxima de duas horas. Nos dias úteis, o pagamento estará em vigor das 09:00 às 18:00, e aos sábados, das 09:00 às 13:00.

O sistema abrange três zonas do centro da cidade e continuarão gratuitos mais de 1.100 lugares de estacionamento.

A medida pretende “promover a rotatividade, facilitar o acesso às lojas, à restauração e aos serviços e contribuir para um centro urbano mais dinâmico e acessível”, segundo a autarquia.

Esta é uma intervenção enquadrada numa candidatura aprovada em 2024, financiada pelo PRR, na aquisição dos equipamentos.

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Comarca de Braga avança com “projeto pioneiro” para uso de cães nos tribunais

A Comarca de Braga celebrou um “protocolo pioneiro” com uma associação animal, “dando início a um projeto inovador em Portugal” para a utilização de cães de apoio junto de menores e de outros intervenientes vulneráveis em ambiente judicial.

Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, a Comarca de Braga diz ter celebrado, na segunda-feira, um protocolo de utilização de cães com a Associação Santuário Animal Vida Boa – Proteção e Preservação dos Animais e Natureza para, em regime experimental, utilizar cães de apoio em contexto judicial.

Comarca de Braga avança com “projeto pioneiro” para uso de cães nos tribunais
Foto: Tribunal Judicial da Comarca de Braga

“A iniciativa tem como objetivo promover o bem-estar emocional das crianças que participam nas audiências judiciais ou enquanto aguardam nas salas de espera, contribuindo para a redução dos seus níveis de ansiedade, bem como para uma maior capacidade de concentração e comunicação”, explica a Comarca de Braga.

Citada no comunicado, a presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Braga destaca “o caráter inovador da iniciativa no país e a sua importância na promoção de uma justiça mais humanizada”.

Filipa Afonso Aguiar manifesta “confiança no sucesso do projeto e nos benefícios que o mesmo proporcionará a todos os intervenientes processuais, em especial às crianças”.

O comunicado refere ainda que a utilização de cães de apoio em contexto judicial tem vindo a ser adotada em países como os Estados Unidos, Canadá, Austrália e em alguns países europeus, “existindo evidência científica dos seus benefícios”.

“Em Portugal, existem experiências bem-sucedidas na utilização de cães em ambiente hospitalar e prisional, destacando-se o trabalho desenvolvido pela associação Cães pelas Pessoas, com experiência na área dos Serviços Assistidos com Animais, bem como pelo Santuário Animal Vida Boa, que desenvolve igualmente projetos neste âmbito, nomeadamente junto de populações em situação de vulnerabilidade”, indica a Comarca de Braga.

A nota acrescenta que ambas as associações “desenvolvem projetos em parceria, mantendo uma colaboração que permite articular experiências, conhecimentos e competências complementares, o que constitui uma mais-valia para a implementação e boa execução do protocolo, contribuindo para a qualidade, segurança e eficácia dos serviços previstos”.

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Viana do Castelo vai criar Prémio Iúri Leitão para apoiar jovens atletas

A Câmara de Viana do Castelo vai criar o Prémio Iúri Leitão, para apoiar jovens atletas para a alta competição, foi hoje anunciado.

O anúncio foi feito durante a receção do presidente da Câmara, Luís Nobre, ao atleta que acaba de se sagrar Campeão do Mundo de Omnium pela segunda vez.

O atleta natural de Santa Marta de Portuzelo, que já tem um “palmarés assinalável” no ciclismo, conquistou do título de Campeão do Mundo de Omnium, pela segunda vez, nos Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Pista de 2026, realizados em Xangai, na China. 

Em comunicado, a autarquia refere que o ciclista se mostrou visivelmente satisfeito com esta conquista e destacou a importância deste resultado, reafirmando a sua ambição de continuar a trabalhar com foco e determinação, tendo como objetivo participar em mais dois Jogos Olímpicos.

Já o autarca Luís Nobre felicitou o atleta pelo feito alcançado, enaltecendo a sua segurança, confiança e determinação, qualidades que considera um exemplo inspirador para os jovens, bem como o percurso de excelência e os inúmeros títulos conquistados ao longo da sua carreira. 

Na sua intervenção, Luís Nobre anunciou que vai ser apresentado o “Prémio Iuri Leitão” para distinguir e permitir o apoio a jovens atletas promissores para a alta competição. 

Os princípios de atribuição deste prémio serão definidos no próximo Conselho Municipal de Desporto, que decorre na próxima segunda-feira.

De lembrar que, em 2026, o ciclista vianense se sagrou também Campeão da Europa de Omnium, nos Campeonatos que decorreram em Konya, na Turquia, garantindo o primeiro título europeu da história da Seleção Nacional em disciplinas olímpicas de pista na categoria de elites. 

O palmarés do atleta integra também vitórias de grande importância, desde logo a de Campeão Olímpico. O atleta de Santa Marta de Portuzelo arrecadou também já duas dezenas de medalhas na carreira, entre Jogos Olímpicos, Mundiais e Europeus, num “percurso único” no desporto nacional, segundo a autarquia.

Tricampeão europeu de scratch, olímpico de madison e mundial de omnium, Iúri Leitão começou a carreira aos 6 anos de idade na Tensai – Santa Marta. Em 2009, conquistou a sua primeira vitória no escalão infantis numa corrida em Porriño, Espanha, levando as cores da equipa de Santa Marta ao mais alto lugar do pódio.  

“Iúri Gabriel Dantas Leitão, Cidadão de Honra de Viana do Castelo, fez novamente história na modalidade e, quer pelo seu percurso, quer pela mais recente conquista, a Câmara Municipal aprova um voto de louvor, a endereçar ao atleta e também à Federação Portuguesa de Ciclismo”, conclui a Câmara.

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Carlos Vicens recorda Braga “com gratidão” e destaca “futebol reconhecível, com identidade própria”

O treinador Carlos Vicens disse hoje recordar “com gratidão” o percurso no SC Braga, cujo comando técnico deixou na terça-feira, destacando o “futebol reconhecível e com identidade própria” patenteado na época passada.

“Há etapas na vida que merecerão sempre ser recordadas com gratidão e a minha passagem pelo SC Braga é uma delas. Levo a satisfação de ter dado tudo e o privilégio de ter formado parte de algo tão especial”, escreveu nas suas redes sociais.

O treinador espanhol de 43 anos, que chegou a Braga na época passada, foi demitido na terça-feira após a derrota, a terceira seguida, com o Gil Vicente, em casa (2-1), na véspera, em jogo em atraso da segunda jornada da I Liga.

Vicens recordou o “início complicado” na época passada, mas frisou a reação que a equipa teve então.

“Soubemos reagir e terminar em quarto lugar na I Liga, alcançar a final da Taça da Liga e disputar umas meias-finais europeias [da Liga Europa], levando o nome do SC Braga com orgulho por todo o continente com um futebol reconhecível e com identidade própria”, disse.

Lembrou ainda as “noites como as de Leiria frente ao Benfica [na meia-final da Taça da Liga, vitória por 3-1], de Sevilha frente ao Betis [vitória por 4-2 na segunda mão dos quartos-de-final da Liga Europa] ou a de Braga frente ao Friburgo [vitória por 2-1 na primeira mão das ‘meias’]: estarão sempre na minha memória”.

O antigo adjunto de Pep Guardiola nos ingleses do Manchester City deixou uma “menção especial aos jogadores: um grupo humano extraordinário, de grande coração”, agradecendo ainda ao presidente, António Salvador, e à direção, bem como a todos os profissionais dos diferentes departamentos.

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Manifestação anti-Vox na Galiza acaba com carga policial e vários feridos

Uma manifestação hoje na Corunha, Galiza, norte de Espanha, contra o partido de extrema-direita Vox acabou com cargas policiais e distúrbios, com várias pessoas feridas e pelo menos um detido, segundo os jornalistas que estavam no local.

Os distúrbios e as cargas policiais ocorreram no final de uma iniciativa do presidente do Vox, Santiago Abascal, dentro da pré-campanha para as eleições legislativas espanholas de 29 de novembro, na praça María Pita, no centro da Corunha.

Salvaje represión policial contra los estudiantes antifascistas que protestábamos contra los discursos de odio de la extrema derecha.

Los fachas con porra y placa protegiendo a los fascistas de Vox y golpeando a jóvenes un día más. Vergonzoso. pic.twitter.com/xiXHvKbPKZ

— Sindicato de Estudiantes (@SindicaEstudian) October 21, 2026

Segundo os meios de comunicação social espanhóis, a iniciativa mobilizou cerca de 300 apoiantes do Vox, que ouviram uma declaração de Abascal, mas também cerca de mil pessoas que foram até à mesma praça para se manifestar contra o partido com gritos como “a Galiza será o túmulo do fascismo”.

A praça foi dividida desde o início da manhã por uma barreira policial formada por elementos das forças de segurança e 12 furgonetas, que impediram que os dois grupos se aproximassem.

Foi no final da intervenção de Abascal que começaram os distúrbios que acabaram com cargas policiais sobre o grupo que se manifestava contra o Vox, depois do lançamento de objetos, como cadeiras, em direção à barreira da polícia.

Os meios de comunicação social no local relatam que pelo menos uma pessoa foi detida e que vários manifestantes ficaram feridos, assim como uma jornalista que foi levada para um hospital.

Não há, até agora, um balanço ou informações por parte das autoridades.

🇪🇸 ¡Gran recibimiento a @Santi_ABASCAL en la Plaza de María Pita!

Cientos de patriotas se han reunido esta mañana en el corazón de La Coruña para escuchar a nuestro presidente.

¡GRACIAS, GALICIA!
¡GRACIAS, ESPAÑA! pic.twitter.com/DuPqJw4nOf

— VOX 🇪🇸 (@vox_es) October 21, 2026

A concentração anti-Vox foi convocada por várias associações, sobretudo de estudantes, assim como juventudes partidárias de formações de esquerda.

O presidente do Vox disse, ainda antes dos distúrbios e das cargas policiais, que a presença daqueles manifestantes não lhe dava “nenhum medo” e que quando o Governo mudar em Espanha (atualmente está nas mãos da esquerda) “não será possível perseguir os cidadãos e ir às praças impedir que as pessoas se expressem em liberdade”.

Abascal reconheceu, por outro lado, que o Vox tem “uma espinha cravada na Galiza”, onde o partido não tem deputados. É a única região de Espanha com um parlamento autonómico sem qualquer representante da extrema-direita.

Espanha vai ter eleições legislativas nacionais antecipadas em 29 de novembro e Abascal garantiu hoje que o partido tem sondagens internas que dizem que poderá este ano eleger um deputado pela Corunha.

O Vox é atualmente o terceiro maior partido no parlamento espanhol, onde tem 33 deputados.

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Já saiu de Viana a primeira máquina gigante que garante energia aos centros de dados

A primeira unidade de EPOD, máquinas de grandes dimensões (que não são baterias) que permitem que a energia nunca seja interrompida em ‘data centers’ (centros de dados) já saiu da Nordic Epod, fábrica que começou a laborar no último verão em Viana do Castelo.

Situada entre as freguesias de Darque e Vila Nova de Anha, a Nordic Epod dedica-se à construção de grandes equipamentos de receção, transformação, distribuição e estabilização de energia destinada a centros de dados.

Para o presidente da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre, esta é uma boa notícia para a empresa e para Viana do Castelo, pelo que felicitou a equipa que trabalha nesta nova unidade fabril do concelho.

Como O MINHO noticiou, esta unidade fabril única em Portugal possibilita a construção, em Viana do Castelo, de grandes máquinas (que não são baterias) que permitem que, nos ‘data centers’, a energia nunca seja interrompida.

Na fábrica de Viana do Castelo serão produzidas cerca de 450 EPOD (Electrical Power Optimization Devices) por ano, num volume de negócios de 650 milhões de euros anuais, tendo 90% da produção como destino a exportação, focada, numa primeira fase, na Europa e Médio Oriente.

Com encomendas asseguradas até junho de 2027, irá alargar a laboração no próximo ano, prevendo criar cerca de 500 postos de trabalho.

A empresa é resultado de um projeto de investimento de cerca de 50 milhões de euros do CTS Group e da Eaton.

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Reclamações dos consumidores de energia aumentam 47% no 3.º trimestre

As reclamações dos consumidores de energia aumentaram 47% no terceiro trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2025, apesar de terem diminuído 12% em relação aos três meses anteriores, segundo dados divulgados pela ERSE.

De acordo com o Boletim do Apoio ao Consumidor de Energia (ACE), divulgado hoje pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), foram registadas nos livros de reclamações 6.442 queixas entre julho e setembro deste ano, contra 4.358 no mesmo período de 2025 e 7.293 no segundo trimestre de 2026.

O regulador assinala uma tendência de normalização do número de reclamações, depois do aumento significativo registado no início do ano, quando foram contabilizadas 9.584 queixas, “embora nas reclamações esta normalização ocorra mais tarde do que nos pedidos de informação”.

A faturação continuou a ser o principal motivo de reclamação dos consumidores, com 1.933 queixas no terceiro trimestre, seguindo-se os contratos de fornecimento (608), as práticas comerciais desleais (466) e as interrupções de fornecimento (419).

Em conjunto, estes quatro temas representaram 53,2% das reclamações apresentadas nos livros de reclamações das empresas.

Considerando os últimos quatro trimestres, o setor da eletricidade concentrou 68,9% das reclamações, seguindo-se o fornecimento dual de eletricidade e gás natural, com 15,8%, e o gás natural, com 10,6%.

O boletim revela ainda que a utilização do Livro de Reclamações Eletrónico continua a ser predominante, representando 84% das queixas apresentadas nos últimos quatro trimestres, enquanto a versão em papel correspondeu a 16%.

No que respeita à resolução de litígios, a ERSE recebeu 1.679 pedidos de intervenção no terceiro trimestre, uma diminuição de 11% face aos 1.884 registados nos três meses anteriores, mas um aumento de 58% em termos homólogos.

A faturação foi também o principal motivo destes pedidos, representando 32,2% dos processos, com 540 ocorrências, seguindo-se os contratos de fornecimento, com 237, e a qualidade de serviço técnica, com 203.

Segundo o regulador, 98% dos processos de intervenção foram tratados e respondidos em menos de 90 dias, o que representa uma melhoria face ao trimestre anterior, quando esta percentagem se situou nos 96%.

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Governo aprova novo plano para consolidar e expandir presença do lince-ibérico

O Governo aprovou um novo plano para a conservação do lince-ibérico, de cinco milhões de euros, que reforça as medidas de proteção e a recuperação de habitats e propicia a expansão pelo território.

O Plano de Ação para a Conservação do Lince-Ibérico (PACLIP 2026-2030) foi aprovado através de um despacho hoje publicado no Diário da República.

Num comunicado, o Ministério do Ambiente explica que o plano estabelece uma nova fase de conservação centrada na consolidação das populações existentes.

Apoia também a expansão dos habitats favoráveis e a criação de condições para que a espécie continue a recuperar em território nacional.

No documento prevê-se o reforço da monitorização, a redução dos fatores de mortalidade, nomeadamente os atropelamentos, a recuperação das populações de coelho-bravo, principal presa do lince-ibérico, e a melhoria da conectividade ecológica entre territórios, “permitindo a circulação e a expansão natural da espécie”, diz o Governo.

O Ministério especifica que o plano abrange todo o território continental, especialmente as áreas de ocorrência da população nacional, Baixo Alentejo e no Algarve, e nas regiões com potencial para a expansão da espécie, incluindo áreas de ocorrência histórica como a serra da Malcata.

No despacho é determinado que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) apresente até 31 de dezembro uma proposta de regime de apoio e compensação por danos associados à presença do lince-ibérico, para prevenir conflitos com proprietários, agricultores e criadores de gado.

O plano tem um financiamento global de cinco milhões de euros até 2030.

Inclui uma dotação anual de 650 mil euros do Fundo Ambiental, destinada à execução das medidas de conservação previstas no plano, e 350 mil euros anuais para a componente de conservação ex situ, no âmbito do protocolo de cooperação celebrado entre o ICNF e a Águas do Algarve.

E prevê mecanismos de acompanhamento e avaliação dos resultados, com a apresentação de relatórios semestrais à tutela e uma avaliação intercalar em 2028.

O Ministério do Ambiente e Energia recorda no comunicado que o lince-ibérico é um dos mais importantes casos de sucesso da conservação da natureza em Portugal.

Depois de ter desaparecido do estado selvagem no território nacional, tem agora 394 indivíduos (em 2025).

“A recuperação do lince-ibérico é um dos melhores exemplos de que é possível inverter a perda de biodiversidade. Uma espécie que desapareceu do nosso território está hoje a recuperar graças ao conhecimento científico, à cooperação e à continuidade do investimento”, disse, citada no comunicado, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

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Ex-chefes militares alertam para “panorama sombrio” de falta de efetivos nas Forças Armadas

O Grupo de Reflexão Estratégica Independente (GREI), que reúne vários ex-chefes militares, alertou hoje para um “panorama sombrio e preocupante” de falta de efetivos nas Forças Armadas, sugerindo a criação de um órgão independente dedicado a questões remuneratórias.

Num texto intitulado “As Forças Armadas, os recursos e a falta de pessoal”, este grupo de reflexão composto por oficiais generais na reserva incluindo ex-chefes militares como o almirante Melo Gomes, o general Pinto Ramalho ou o general Taveira Martins, alerta que as notícias em torno da Defesa têm estado mais focadas na aquisição de equipamentos – com programas como os empréstimos europeus SAFE – mas que o pessoal “(ou a falta dele) também é assunto”.

O GREI aponta que a crise de efetivos “não é nova”, “só que agora o panorama é mais sombrio e preocupante”.

Num diagnóstico detalhado, o grupo defende que a exigência e o risco inerentes à profissão militar “contrastam com níveis remuneratórios pouco competitivos, progressões lentas e incentivos insuficientes”, além de “fragilidades na assistência na saúde, na ação social complementar e a perspetiva de reformas futuras pouco compensadoras”.

“Perante um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, as Forças Armadas enfrentam dificuldades crescentes para captar e manter talento qualificado, comprometendo a prontidão e capacidade operacional, bem como a renovação geracional. Sem pessoas não há capacidades militares, e sem capacidades militares não há sistema de forças e uma garantia plena de defesa nacional”, avisam.

Entre as várias propostas do GREI para enfrentar este problema está a criação de um órgão, ou uma comissão de acompanhamento, “independente e isento”, que se dedicaria às questões do sistema remuneratório dos militares – lembrando que estes profissionais não têm o direito à negociação coletiva ao contrário de outras profissões, como as forças de segurança.

Esse órgão seria “constituído por personalidades de reconhecido mérito nomeadas pelo senhor Presidente da República”, reportando ao Comandante Supremo das Forças Armadas, ao Governo e à Assembleia da República, e teria “suporte legal para produzir propostas e pareceres vinculativos, à semelhança do que já existe em vários países da Europa e da NATO”.

Utilizando dados do Exército, o GREI indica que, desde 2000, se candidataram ao ramo, em média, 5.737 cidadãos por ano. Destes, apenas 2.302 por ano (cerca de 40%) chegaram a completar o serviço militar.

É ainda apontado que a 01 de março deste ano, o Exército dispunha de 4.565 praças para um efetivo autorizado de 9.096 para o triénio 2023/2025 — cerca de metade do previsto. Também a Marinha, em março deste ano, dispunha apenas de 59% dos praças autorizados.

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, tem insistido que a tendência de queda de efetivos nas fileiras militares está a ser revertida, mas o GREI aponta que “mesmo nos anos em que se registou um incremento do número de incorporados — com particular expressão em 2023 e 2024 —, esse crescimento revelou-se manifestamente insuficiente para compensar as saídas acumuladas, perpetuando um défice estrutural de efetivos, em especial na categoria de praças”.

O “desencanto pela profissão” não se fica apenas nas categorias mais baixas, com o grupo a alertar para saídas de militares com muitos anos de experiência e altamente qualificados, como médicos, engenheiros e pilotos.

O grupo sustenta que as alterações feitas ao Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR) nos últimos 25 anos foram altamente penalizadoras dos militares, quer em termos de progressão na carreira, quer em termos de vencimentos.

Na ótica do GREI, o financiamento da Defesa Nacional tem vindo a resultar “de decisões casuísticas e de critérios únicos de oportunidade política, sem qualquer racional ou estudo subjacente”. Estes militares também lamentam que o SAFE se foque na aquisição de material e esqueça a vertente pessoal.

“Não há Forças Armadas sem material adequado e condigno – navios, carros de combate ou aeronaves, mas também não haverá Forças Armadas sem pessoal – marinheiros, soldados ou aviadores – habilitados e altamente proficientes e motivados”, avisam, realçando que não está em causa “uma questão corporativa” mas sim “uma questão de soberania e de responsabilidade política”.

Neste documento, o GREI defende ainda que o Estado deve cobrir o “défice crónico” registado na Assistência na Doença dos Militares (ADM), à semelhança do que é feito com a ADSE, e não atribuir essa responsabilidade ao Instituto de Ação Social das Forças Armadas (IASFA).

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Ventura diz que constituição do Parlamento como assistente no processo do gabinete “vem tarde”

O líder do Chega, André Ventura, saudou hoje a constituição do Parlamento como assistente no processo judicial sobre o alegado assalto ao seu gabinete mas considerou que “vem tarde”.

“Acho que é uma decisão importante, acho que é uma decisão que vem tarde até”, disse o deputado, considerando que a alegada invasão do seu gabinete no final de julho também “meteu em causa a estrutura toda de segurança do Parlamento”.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, André Ventura lembrou que também é assistente neste processo e referiu que esta “que é uma boa decisão” e um passo “muito positivo”, uma vez que “o Parlamento tem que contribuir para apurar a verdade”.

O líder do Chega defendeu que “só o Parlamento é que pode ajudar a perceber quem estava dentro do espaço” desde que ele próprio saiu do gabinete até à chegada das autoridades e “é importante do ponto de vista da segurança que o Parlamento venha dizer às autoridades que outros casos ocorreram de desaparecimento de coisas, de assaltos a gabinetes, etc”.

Ventura disse igualmente que ainda não prestou depoimentos sobre o caso porque ainda não recebeu as perguntas.

O presidente da Assembleia da República anunciou hoje que o Parlamento constitui-se como assistente no processo judicial sobre o alegado assalto ao gabinete do líder do Chega, tendo como advogado em regime “pro bono” José António Barreiros.

Esta decisão “surge numa fase em que o desenvolvimento da investigação e as diligências já realizadas justificam uma intervenção processual mais ativa da Assembleia da República, com vista ao acompanhamento dos factos em investigação e à salvaguarda dos interesses da instituição”, justifica.

Na carta, realça-se, ainda, que “em conformidade com o compromisso assumido em conferência de líderes”, José Pedro Aguiar-Branco “continuará a acompanhar de perto o desenvolvimento deste assunto, com vista ao cabal esclarecimento dos factos e à salvaguarda dos interesses e do património da Assembleia da República”.

Na manhã de 28 de julho, o presidente do Chega divulgou nas redes sociais imagens do seu gabinete no Parlamento com armários abertos e documentos espalhados pelo chão, o que indiciava ter sido vandalizado.

Em conferência de imprensa, André Ventura disse que tinham desaparecido duas pens USB e outros objetos que incluíam material relacionado com a comissão parlamentar de inquérito que o Chega impôs potestativamente sobre a atuação do ministro Luís Neves enquanto diretor nacional da PJ e com informação política relativa ao gabinete do primeiro-ministro, Luís Montenegro.

Nesse mesmo dia, a Unidade Nacional de Contraterrorismo da PJ deslocou-se ao Parlamento para recolher elementos, tendo sido procuradas informações que permitissem esclarecer as entradas e saídas das instalações entre a noite de 27 de julho e a madrugada do dia seguinte, assim como a sequência dos acontecimentos.

Em 30 de julho, o Ministério Público anunciou a instauração de um inquérito, que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Lisboa. Um inquérito que está a ser coadjuvado na investigação pela PJ. E no início de setembro, o procurador-geral da República, Amadeu Guerra, afirmou que este inquérito do Ministério Público à alegada invasão e roubo no gabinete de André Ventura tem caráter urgente.

Já no passado dia 18 de setembro, foram aprovadas pelo Parlamento, por unanimidade, as autorizações para André Ventura e os deputados do Chega Francisco Gomes e Paulo Seco prestarem depoimento por escrito, na qualidade de testemunhas.

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Parlamento constitui-se assistente no processo sobre alegado assalto ao gabinete de Ventura

O presidente da Assembleia da República anunciou hoje que o Parlamento constituiu-se como assistente no processo judicial sobre o alegado assalto ao gabinete do líder do Chega, tendo como advogado em regime “pro bono” José António Barreiros.

Este passo agora dado pelo Parlamento foi comunicado pelo gabinete de José Pedro Aguiar-Branco através de uma carta dirigida aos vice-presidentes da Assembleia da República, líderes parlamentares, deputados únicos do BE, PAN e JPP, e à qual a agência Lusa teve acesso.

Na missiva, refere-se que a Assembleia da República, na terça-feira, “apresentou um requerimento para a sua constituição como assistente no âmbito do processo judicial em que estão a ser investigados factos suscetíveis de integrar a prática dos crimes de introdução em lugar vedado ao público, furto qualificado e dano, relacionados com as instalações e o património parlamentar”.

Salienta-se, depois, que esta decisão “surge numa fase em que o desenvolvimento da investigação e as diligências já realizadas justificam uma intervenção processual mais ativa da Assembleia da República, com vista ao acompanhamento dos factos em investigação e à salvaguarda dos interesses da instituição”.

Neste contexto, refere-se então que o patrocínio judiciário do Parlamento será assegurado pelo advogado José António Barreiros, “em regime pro bono, sem encargos com honorários para a instituição”.

Na carta, realça-se, ainda, que “em conformidade com o compromisso assumido em conferência de líderes”, José Pedro Aguiar-Branco “continuará a acompanhar de perto o desenvolvimento deste assunto, com vista ao cabal esclarecimento dos factos e à salvaguarda dos interesses e do património da Assembleia da República”.

Na manhã de 28 de julho, o presidente do Chega divulgou nas redes sociais imagens do seu gabinete no Parlamento com armários abertos e documentos espalhados pelo chão, o que indiciava ter sido vandalizado.

Em conferência de imprensa, André Ventura disse que tinham desaparecido duas pens USB e outros objetos que incluíam material relacionado com a comissão parlamentar de inquérito que o Chega impôs potestativamente sobre a atuação do ministro Luís Neves enquanto diretor nacional da PJ e com informação política relativa ao gabinete do primeiro-ministro, Luís Montenegro.

Nesse mesmo dia, a Unidade Nacional de Contraterrorismo da PJ deslocou-se ao Parlamento para recolher elementos, tendo sido procuradas informações que permitissem esclarecer as entradas e saídas das instalações entre a noite de 27 de julho e a madrugada do dia seguinte, assim como a sequência dos acontecimentos.

Em 30 de julho, o Ministério Público anunciou a instauração de um inquérito, que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Lisboa. Um inquérito que está a ser coadjuvado na investigação pela PJ. E no início de setembro, o procurador-geral da República, Amadeu Guerra, afirmou que este inquérito do Ministério Público à alegada invasão e roubo no gabinete de André Ventura tem caráter urgente.

Já no passado dia 18 de setembro, foram aprovadas pelo Parlamento, por unanimidade, as autorizações para André Ventura e os deputados do Chega Francisco Gomes e Paulo Seco prestarem depoimento por escrito, na qualidade de testemunhas.

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Ricardo Horta quer SC Braga na Liga dos Campeões na próxima época

O internacional Ricardo Horta disse hoje que o SC Braga quer jogar na Liga dos Campeões de futebol na próxima época e dar uma resposta ao mau momento na receção ao Gent, quinta-feira, na Liga Conferência.

Abordando a saída do treinador Carlos Vicens e a entrada de Franclim Carvalho, Ricardo Horta lembrou a recente passagem do agora novo técnico como adjunto de Artur Jorge.

“As memórias só podem ser boas. Conquistámos um título [Taça da Liga], jogámos na Liga dos Campeões e cumpri esse sonho de jogar essa competição neste clube. Sabendo que este ano os três primeiros classificados vão à Liga dos Campeões, tudo faremos para jogar essa competição na próxima época”, disse.

O SC Braga é oitavo classificado no campeonato, com 11 pontos, a sete do terceiro lugar, ocupado pelo Sporting e pelo Santa Clara, mas o experiente jogador acredita numa recuperação até ao pódio.

“Enquanto for matematicamente possível, acreditamos. Temos condições e qualidade, sem fazer objetivos a longo prazo. Ir jogo a jogo e queremos começar a vencer amanhã [quinta-feira]”, disse, na antevisão da receção aos belgas.

Sobre a chegada de Franclim Carvalho, revelou que a palavra “exigência” foi a mais utilizada no treino de terça-feira.

“Queremos dar uma resposta. O que temos mostrado não é o que o clube exige. Amanhã [quinta-feira], não será tudo perfeito, porque não se muda tudo de um dia para o outro, mas queremos mostrar outra imagem, temos equipa e jogadores para isso. Falta apenas uma mudança de mentalidades”, disse.

Ricardo Horta considerou ainda que “a insatisfação dos adeptos é normal”.

“Os adeptos do Braga são muito exigentes e temos que saber lidar com isso. Tivemos momentos muito bons na última época, este ano nem tanto, a bola não entra e um clube e treinador vivem dos resultados. Ganhámos apenas um jogo nos últimos seis e isso não pode voltar a acontecer. Tem que haver uma reação”, disse.

O avançado tem jogado em diferentes posições esta época, mas joga “onde o mister quiser”.

“São momentos de jogo estratégicos e se calhar entendem que tenho inteligência para fazer isso. O mister já me conhece e, desde que me ponha a jogar, vai ser tudo perfeito”, disse.

SC Braga e Gent defrontam-se a partir das 20:00 de quinta-feira, no Estádio Municipal de Braga, jogo que será arbitrado por Andris Treimanis, da Letónia. 

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