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Câmara de Faro apresenta plano contra cheias com investimento previsto de 15 milhões

A intervenção prevê uma ligação entre São Luís e a Ribeira das Lavadeiras e será dividida em duas fases. Prevê uma resiliência para os próximos 100 anos.

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Mais de 50 mil mortes: 2026 terá sido o verão mais mortífero da Europa

O aquecimento movido a combustíveis fósseis dispara as mortes por calor na Europa. Cientistas pedem aos governos que alarguem as medidas de saúde dirigidas, para proteger melhor as populações vulneráveis. As mortes por calor nas zonas urbanas da Europa ultrapassaram as 50.000 no verão de 2026, com vagas sucessivas de temperaturas recorde a varrer o continente do final de maio a agosto. Mais de 32.000 dessas mortes foram atribuídas ao aquecimento global de origem humana, causado sobretudo pela queima de combustíveis fósseis, segundo um estudo publicados na Nature Health. As zonas urbanas das maiores economias europeias, a Itália, a França,

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Tufão Champi provoca um morto e 163 feridos em Taiwan

Entre rajadas de vento de até 191 quilómetros por hora, vítima mortal foi arrastada pelas ondas numa praia no distrito de Pingtung. Quedas de motociclos ou acidentes de viação lesaram 163 pessoas.

© CHENG-CHIA HUANG/EPA

O Champi tornou-se, no início desta semana, uma das tempestades mais intensas registadas no planeta desde o início do ano
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Caldo record in Europa, 50mila morti nell’estate 2026: due su tre per colpa del cambiamento climatico. Napoli è la città più colpita

Il caldo della scorsa estate ha causato un numero di decessi record: 50mila persone nelle città europee sono morte e per gli scienziati la responsabilità di due terzi di questi decessi – pari a 32mila – è attribuibile al cambiamento climatico. A rivelarlo è un nuovo studio del Grantham Institute sui cambiamenti climatici e l’ambiente, secondo cui da giugno ad agosto i decessi sono avvenuti a causa del caldo torrido provocato dall’inquinamento che sta surriscaldando il pianeta. La città più colpita del continente europeo è Napoli, dove 815 persone su un milione sono morte a causa del caldo. Mario Guarino, medico del pronto soccorso dell’Ospedale Cto nella zona nord della città, ha affermato di aver assistito a un aumento del 15% degli accessi al pronto soccorso durante le settimane più calde.

I problemi di salute già esistenti sono stati aggravati dal caldo, ma anche dalla solitudine e dalla povertà, ha aggiunto Guarino. Lo studio ha rilevato che le persone di età superiore agli 85 anni rappresentano quasi la metà delle vittime, sebbene anche i più giovani non ne siano immuni: si stima infatti che 833 persone di età compresa tra i 20 e i 44 anni siano morte a causa del caldo. Le giornate con temperature costantemente alte hanno spinto gli organismi più vulnerabili a uno stato di iperattività, mentre le notti calde ne hanno impedito il recupero. Il bilancio delle vittime “sconvolgente” è stato il peggiore mai registrato e ha coinvolto 854 città. Per Malcolm Mistry, scienziato del clima e della salute della London School of Hygiene & Tropical Medicine, il numero di decessi è impressionante, “ma forse ciò che è ancora più allarmante è la percentuale di questi decessi che attribuiamo ai cambiamenti climatici di origine antropica”.

Italia, Francia, Spagna, Germania e Regno Unito hanno registrato il numero assoluto di decessi, ma dato che sui certificati di morte raramente vengono inseriti anche i fattori che hanno contribuito al decesso – come le temperature pericolose che spingono oltre i limiti una persona colpita da ictus o un malato di cancro ai polmoni – le famiglie raramente sanno che il caldo, causato dalle attività inquinanti dell’uomo, ha accelerato la morte dei loro cari.

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Proteína de inseto é farinha num "pão que sabe a pão"

Há 10 anos, os insetos eram vistos como algo exótico, atualmente são "alternativa sustentável às proteínas tradicionais" e encontram-se no pão, em massas, bolachas e barritas.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

Projeto pretende abrir caminho para democratizar o consumo, industrializando a alternativa para que chegue ao quotidiano do consumidor
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Cerca de 96% dos recifes de coral enfrentam risco crítico

Embora o risco de colapso dos recifes de coral esteja a aumentar, os especialistas pedem que não se entre em pânico. Ainda é possível recuperarem caso as pressões climáticas sejam reduzidas.

© OLIVIER HOSLET/EPA

O declínio dos corais está a privar inúmeras espécies de alimento, refúgio e áreas de reprodução de que dependem, como também diferentes atividades económicas como a pesca e a aquicultura
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Frente fria leva tempestades e granizo ao centro-sul do país

Logo Agência Brasil

O fim de semana começa nesta sexta-feira (23) com chuvas fortes e possibilidade de granizo no Paraná, sul e leste de Mato Grosso do Sul, em São Paulo e no centro-sul de Minas Gerais, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

A área de baixa pressão que se formou entre a Bolívia, o Paraguai e o norte da Argentina avança para o Sudeste do Brasil favorecendo a ocorrência de fortes chuvas desde o sul de Goiás e do Espírito Santo até o extremo sul do Rio Grande do Sul, onde está ativo um aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.

Notícias relacionadas:

Na Região Sul, um aviso laranja de perigo alerta para tempestades no centro-oeste e noroeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Entre as capitais, a temperatura mínima será de 14 °C em Curitiba e a máxima pode chegar a 28 °C em Porto Alegre.

No Sudeste do país, chove com trovoadas em todos os estados, especialmente em São Paulo, no Rio de Janeiro, centro-sul do Espírito Santo e centro-sul de MG. A temperatura mínima nas capitais será de 16 °C, em Belo Horizonte, e a máxima chega a 29 °C, também na capital mineira.

O Centro-Oeste brasileiro também terá chuvas em quase toda a região, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde deve ocorrer queda de granizo, no centro e sul de Goiás e no sul e sudeste de Mato Grosso. A temperatura mínima será de 22 °C em Brasília e a máxima de 39 °C em Cuiabá.

Na Região Nordeste, o tempo fica firme em quase todos os estados, com exceção da faixa litorânea da Bahia, de Sergipe, de Alagoas e de Pernambuco, onde há possibilidade de chuvas isoladas. A temperatura mínima nas capitais fica em 23 °C, em Salvador, e a máxima chega a 40 °C em Teresina.

No Norte do país, há aviso amarelo de perigo potencial, que alerta para chuvas intensas no Acre e oeste do Amazonas. Também chove no centro e norte de Roraima, sudeste do Amazonas e no sudoeste do Pará.

No Tocantins, também devem ocorrer chuvas isoladas. Entre as capitais, a temperatura mínima será de 23 °C em Rio Branco e a máxima chega a 38 °C em Palmas.

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Por crime de incêndio mais de 250 pessoas foram detidas este ano

Ano de 2026 apresenta o quinto valor mais reduzido em número de incêndios e o sexto valor mais elevado de área ardida da década.

Por suspeitas de crime de incêndio florestal, mais de 250 pessoas foram detidas este ano, estando 31 em prisão preventiva e quatro em domiciliária, foi revelado esta quinta-feira o presidente da Proteção Civil.

Na cerimónia de apresentação do balanço do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) deste ano, o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), José Manuel Moura, precisou que foram detidas 255 pessoas, 190 das quais pela Guarda Nacional Republicana e 65 pela Polícia Judiciária.

Dados avançados na cerimónia desta quinta-feira, segundo veicula o Correio da Manhã citando a Lusa, indicam que este ano deflagraram 8.573 fogos que consumiram 74.560 hectares, significando que a área ardida diminuiu 72% e os fogos aumentaram quase 6% em relação ao ano transato de 2025.

Assim, o presente ano de 2026 apresenta o quinto valor mais reduzido em número de incêndios e o sexto valor mais elevado de área ardida da década. No entanto, o número de incêndios aumentou este ano, o que já não acontecia desde 2022, quando deflagraram 10.368 fogos.

Segundo o ministro da Administração Interna, Luís Neves, estes resultados “mostram solidez desde o primeiro momento”, destacando a capacidade de “trabalhar em equipa” e o trabalho feito nos momentos iniciais dos incêndios.

Luís Neves considerou como “facto significativo” que 94% dos incêndios tenham este ano sido resolvidos na fase inicial de ataque, o que significa que a mobilização de meios foi mais rápida e eficaz.

No mesmo sentido, o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, indicou que este ano foi reduzido em 59% as ocorrências de fogo com mais de 24 horas.

Um último dado deste balanço revela que há a lamentar a morte de três bombeiros, dois dos quais no combate aos fogos.

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Classificação da Serra d’Arga como Área de Paisagem Protegida em consulta pública

A classificação da Serra D’Arga como Área de Paisagem Protegida Regional vai entrar em novembro em discussão pública, por 30 dias úteis, segundo aviso publicado hoje em Diário da República.

O aviso é da Associação de Municípios da Serra D’Arga (AMSA), constituída por Vila Nova de Cerveira, Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima.

Segundo o aviso, assinado por Vasco Ferraz, que preside a associação e a Câmara de Ponte de Lima, o prazo da consulta pública tem início no 10.º dia útil a contar a partir de hoje.

O projeto de regulamento de gestão, a proposta de delimitação geográfica, o relatório de fundamentação e a deliberação do conselho executivo da AMSA estão disponíveis para consulta nas câmaras municipais que integram a associação.

O processo de classificação como Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga (PPRSA) foi iniciado em 2017, na sequência de um estudo realizado no âmbito do projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, apoiado por fundos do Norte 2020, e para impedir o projeto de mineração que o Governo tinha previsto para aquela zona.

Em setembro de 2020, os executivos municipais dos quatro municípios aprovaram, por unanimidade, a constituição desta associação, com fins específicos para garantir a gestão do território a classificar.

Segundo os estatutos da associação, a presidência é assumida pelos presidentes de câmara dos quatro municípios que a integram, de forma rotativa, anualmente.

Em 2022, o Ministério do Ambiente e Ação Climática (MAAC) informou da exclusão da zona de Arga do concurso público para a pesquisa e prospeção de lítio, após meses de contestação da população e autarquias abrangidas pelo território.

No caso da área denominada Arga, núcleo constituído pelas freguesias de Arga de Baixo, Arga de Cima e Arga de São João, no concelho de Caminha, a Avaliação Ambiental Estratégica promovida pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) concluiu que, face à “expectável classificação” da Serra d’Arga como Área Protegida, “mais de metade da superfície é considerada interdita ou a evitar”.

A Serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares, dos quais 4.280 hectares encontram-se classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Em fevereiro, aquele território passou a beneficiar do regime jurídico das Zonas de Especial Conservação (ZEC) que acautela “a conservação de ‘habitat’ conferindo-lhes uma proteção especial, especificamente direcionado à manutenção ou restabelecimento do estado de conservação favorável dos tipos de habitat naturais ou seminaturais e das populações das espécies selvagens com presença significativa nessa zona, incluindo a boa condição ecológica dos biótopos utilizados por estas espécies”.

O estudo realizado em 2017, entre o vale do Âncora e o maciço serrano, incluiu o levantamento dos 10 tipos de ‘habitat’ de importância comunitária, a riqueza florística, com 546 espécies de plantas vasculares, incluindo 32 espécies raras ou ameaçadas de extinção, a presença confirmada de mais de 180 espécies de vertebrados selvagens e do património construído, mais de 600 exemplares.

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La era de las danas extremas: una atmósfera dopada las está haciendo más peligrosas

Antes, la pregunta recurrente era si iba a hacer mal tiempo. Ahora, la angustia es si va a venir una dana, convertida en un efecto lobo feroz al que todos temen tras una concatenación de episodios catastróficos que han dejado cicatrices en el subconsciente colectivo. Como ya ocurrió con la gota fría en los ochenta, el término, ideado precisamente para evitar esta falsa relación, se ha instalado en el imaginario como sinónimo de lluvias torrenciales. Pero “no siempre que diluvia la causa es una dana ni siempre que hay una dana la consecuencia es un diluvio, como se ha demostrado a primeros de mes en las inundaciones de Cataluña”, subraya Rubén del Campo, portavoz de la Agencia Estatal de Meteorología (Aemet).

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© Manuel Bruque (EFE)

Unos vecinos cruzan este martes una calle anegada a causa de las lluvias torrenciales provocadas por la dana 'Adam' en Oliva (Valencia).
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Conferência “Resíduos: Um Futuro Urgente” – desafios atuais e futuros para uma gestão sustentável dos resíduos

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, I.P. (CCDR Algarve), em parceria com o Município de Loulé, promove,

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España registra el verano más cálido en siglo y medio: las cifras

El calor ha sido, sin duda, el gran protagonista de este verano. Las altas temperaturas han marcado el día a día en la mayoría del país y han llevado al trimestre veraniego de 2026 a batir todos los récords. Según los datos de la Agencia Estatal de Meteorología (AEMET), la temperatura media en la España peninsular alcanzó los 24,5°C. Esto son 2,4°C por encima del promedio registrado entre 1991 y 2020, es decir, una anomalía térmica sin precedentes en las últimas décadas.

De hecho, con estas cifras, el verano de 2026 se ha convertido en el más cálido desde el inicio de la serie oficial, en 1961, superando incluso el récord alcanzado en 2025 en 0,3 °C. Pero el impacto de estos datos va mucho más allá: los registros apuntan a que ha sido el estío más caluroso desde, al menos, 1869, lo que se traduce en que España no había experimentado unas temperaturas tan altas en los últimos 157 años. El calor extremo llegó a alcanzar los 44,4°C en algunas zonas, mientras que las precipitaciones fueron escasas.

España no había experimentado unas temperaturas tan altas en los últimos 157 años

En línea con este aumento del calor y los récords, septiembre también dejó cifras históricas en España. La península registró una temperatura media de 22,5°C, lo que lo convirtió en el septiembre más cálido desde que existen registros, según recoge el Balance climático de la AEMET. Con esta cifra y por primera vez, la media de este mes superó la temperatura media habitual del conjunto del verano, situada en 22,1°C (1991-2020).

Sequía y cifras hidrológicas

Aunque España venía de un invierno especialmente lluvioso, la sequía también refleja los efectos del cambio climático en el país. El verano de 2026 fue el tercero más seco desde que comenzaron los registros en 1961, con una precipitación media de 39,6 milímetros en la península. De hecho, junio fue el tercer mes más seco de la serie histórica y julio, el más seco desde que existen datos. Agosto rompió esta tendencia gracias a varios episodios tormentosos, especialmente en la segunda mitad del mes.

Sin embargo, las cifras del conjunto del año hidrológico ofrecen una imagen distinta. Entre el 1 de octubre de 2025 y el 15 de septiembre de 2026, la precipitación acumulada en la España peninsular alcanzó los 643 milímetros, un 6 % por encima de la media.

El problema no reside únicamente en cuánto llueve, sino también en cómo se distribuyen esas precipitaciones, ya que buena parte del agua cayó en periodos relativamente cortos, mientras que los intervalos secos fueron más prolongados. Según la AEMET, las proyecciones climáticas para España apuntan hacia lluvias más concentradas en el tiempo y sequías más largas. De hecho, el otoño ha comenzado con nuevos episodios de lluvias torrenciales e inundaciones en la costa mediterránea.

Una temporada marcada por el fuego

Relacionado directamente con el aumento de las temperaturas, síntoma claro del cambio climático que se está produciendo en nuestro planeta, el fuego vuelve a dejar una huella devastadora en los montes españoles. Según el avance provisional del Ministerio para la Transición Ecológica, hasta el 20 de septiembre de 2026 habían ardido 275.154 hectáreas forestales, una superficie ligeramente superior a las 274.777 hectáreas registradas en el mismo periodo de 2025. La cifra también multiplica por 2,5 la media de los últimos diez años y sitúa la temporada entre una de las más afectadas en la última década.

El impacto se concentra especialmente en las comunidades interiores, que acumulan el 56,55% de la superficie forestal afectada, seguidas de las regiones mediterráneas (27,10%) y el noroeste (16,33%). Además, el balance provisional contabiliza 45 grandes incendios, que superan las 500 hectáreas. Un escenario que evidencia la magnitud de una temporada marcada por fuegos muy extendidos con localidades gravemente afectadas.

La amenaza de El Niño

En plena emergencia climática, no podemos perder de vista el fenómeno meteorológico de El Niño. Este llega provocado por un calentamiento excepcional de las aguas del Pacífico ecuatorial y afecta al clima de todo el mundo, desencadenando desde olas de calor y sequías hasta lluvias torrenciales. De hecho, sus efectos también podrían hacerse notar este invierno, con posibles descensos de las temperaturas en algunas regiones.

Con el cambio climático, el ciclo cálido de El Niño se ha ido intensificando y los modelos actuales indican que podría ser el más poderoso desde que se tienen registros. Además, este se alterna de forma irregular con el fenómeno de La Niña, que se caracteriza por temperaturas inusualmente frías de la superficie del océano en la misma región.

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España ante el cambio climático: es hora de adaptarse

El cambio climático es un fenómeno global pero con manifestaciones específicas en cada región del mundo. Para analizar sus consecuencias en España, hemos hablado con Jorge Olcina Cantos, catedrático de Análisis Geográfico Regional en la Universidad de Alicante y experto en los riesgos del cambio climático.

«En la península y en los dos archipiélagos participamos del proceso progresivo y constante de subida de temperatura y de alteración de la circulación atmosférica», confirma Olcina. Pero, como destaca el catedrático, «tenemos rasgos singulares. Yo hablo de ‘mediterraneización’ del cambio climático: el calentamiento del Mediterráneo es la mayor preocupación en estos momentos en la investigación climática. Un mar cálido distorsiona el registro de temperaturas y proporciona más humedad en los procesos de inestabilidad y formación de nubes».

Los cambios que ya notamos son fundamentalmente tres: aumento de las temperaturas, lluvias cada vez más irregulares y más eventos extremos como olas de calor, danas o temporales marítimos. Nuestro clima tiende a ser menos confortable y algo más extremo.

Lluvias más irregulares

La tendencia de las precipitaciones es uno de los grandes temas de investigación actual, ya que es muy difícil hacer predicción de futuro. Pero hay cambios evidentes: «Las lluvias en España son ya más irregulares. Podemos tener varias semanas de lluvia abundante y luego un año o dos con lluvias muy por debajo de lo normal», subraya Olcina. Además, «en términos globales, está lloviendo más en otoño que en primavera. Pero esa lluvia de otoño es menos aprovechable para la planificación hidrológica porque es más torrencial».

El experto cree que la clave para afrontar esta incertidumbre es la planificación: «Hay que apostar por una gestión más prudente del agua, que reduzca el gasto y aproveche al máximo los recursos procedentes de la precipitación, reutilizándolos todo lo que sea posible».

Veranos más largos

«Este verano, más de 3.700 personas han fallecido por el agravamiento de enfermedades respiratorias y cardiacas generado por el calor continuado, especialmente por las noches». Olcina nos recuerda así que el aumento de temperaturas es un problema de salud pública.

Como ya estamos viendo, «la temporada alta de verano ahora se extiende de junio a septiembre, con un centro del verano cada vez menos confortable». Frente a esta nueva situación, propone soluciones evidentes para los núcleos urbanos que no deberían aplazarse como «sombrear las calles, plantar árboles o instalar toldos, cuando se pueda», además de «fuentes para que la gente se hidrate en las jornadas de fuerte calor».

Pero no solo hay que adaptar la ciudad sino también las casas: «Debemos diseñar viviendas para estar frescos en verano. Las investigaciones arquitectónicas deben aplicarse de forma efectiva a la construcción de edificios. Y mejorar la climatización de las viviendas más antiguas», hace ver el catedrático.

«Igualmente se deben habilitar espacios para soportar el calor: los refugios climáticos. Nuestro país tiene una densidad muy baja por habitante y cada vez son más necesarios», recuerda.

El peligro de las inundaciones

Los traumáticos episodios recientes de danas en España revelan que las medidas deben adaptarse a cada territorio: «El tipo de inundación es distinto en una ciudad del norte de España por la que pase un gran río que en una población mediterránea o de Canarias con un barranco de comportamiento torrencial». Como norma general, indica que «debe realizarse obra hidráulica (presas de contención, canalizaciones, desvío de cauces) allá donde sea necesario. Y una planificación territorial que evite la ocupación de zonas inundables». En aquellas que ya están ocupadas y donde vive mucha gente con alto riesgo, «debería contemplarse el traslado de viviendas a zonas más seguras», dice Olcina.

«También hay que organizar bien los sistemas de aviso y alerta a las poblaciones para que sepan actuar ante las inundaciones. Y cada vez es más importante la educación para las personas que viven en espacios de riesgo. Muchas veces no saben que el barranco que pasa por delante de su casa puede generar una situación de peligro», señala.

España, ante un futuro descarbonizado

Por último, hay que considerar la aportación de España a la reducción de emisiones producidas por los combustibles fósiles, gran acelerador del calentamiento global. «España cuenta con un potencial inmejorable para producir energía solar. Debemos convertirnos en líderes mundiales. Y esto obliga a mejorar en los sistemas de almacenamiento y en la eficiencia de los propios paneles solares para que mejoren su impacto visual y paisajístico, que es lo problemático en este tipo de equipamiento», concluye el catedrático Jorge Olcina.

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Pequeñas decisiones que pueden tener un buen impacto en el planeta

El cuidado del medio ambiente está cada vez más presente en las preocupaciones de los españoles. De hecho, el 82,8% considera que la sostenibilidad y la protección del entorno son importantes o muy importantes, según la I Radiografía del Autocuidado de la Salud en España, elaborada por la Asociación para el Autocuidado de la Salud (ANEFT). Pero contribuir al cuidado del planeta no tiene por qué implicar grandes cambios ni decisiones difíciles de mantener.

"Como con todos los hábitos, cuesta empezar, pero aún más sostenerlos. Es una cuestión de elegir, de decidir con qué nos sentimos más identificados: ya sea en movilidad, en consumo, en reducción o en reciclaje. Es importante sentirse parte de algo mayor en lo que nuestro granito de arena tenga valor", explica Susana Revuelta, gerente de marketing de Ecoembes.

Es un error pensar que la sostenibilidad es "solo cosa de activistas", según Revuelta. "La sostenibilidad nos afecta a todos, es transversal a la sociedad tanto en la parte medioambiental, como en la social y la económica. Mantener nuestro estilo de vida va a depender de conseguir que la sostenibilidad se considere un factor base de la productividad y el desarrollo económico. La implicación de la administración, empresas y ciudadanos es fundamental", añade Revuelta.

Ahorro energético en casa

En casa, moderar el uso de la calefacción y el aire acondicionado es fundamental para reducir el consumo energético. Cada grado que se baja el aire acondicionado por debajo de los 26°C aumenta el consumo entre un 7% y un 10%. Lo mismo ocurre con la calefacción: reducir la temperatura un solo grado puede disminuir el consumo cerca de un 11%, según el Ministerio para la Transición Ecológica y el Reto Demográfico.

El 82,8% de los españoles consideran importante o muy importante la sostenibilidad

Además, es preferible utilizar bombillas LED. Estas convierten aproximadamente entre el 80% y el 90% de la energía que consumen en luz, frente al 10-20% en el caso de las convencionales. De este modo, según el Instituto para la Diversificación y Ahorro de la Energía (IDAE), la adopción de tecnología LED podría reducir hasta un 70% las emisiones de CO2 que produce la iluminación.

Un consumo responsable

Prestar atención al consumo de determinados alimentos también puede marcar la diferencia, aunque a veces no seamos conscientes de ello. Según datos publicados por Greenpeace, el 14,5% de las emisiones mundiales de gases de efecto invernadero procede de la ganadería. Por ello, es importante moderar el consumo de carne y priorizar otros alimentos que sean de origen vegetal. De esta forma, podemos contribuir a la reducción del impacto ambiental con algunos cambios en nuestra alimentación.

Lo que no nos comemos también importa. En España, el desperdicio alimentario alcanzó los 1.125 millones de kilos en 2024, según el Ministerio de Agricultura, Pesca y Alimentación. Cuando tiramos comida, no solo estamos desperdiciando los alimentos, sino también los recursos empleados para producirlos. Además, su descomposición en los vertederos genera emisiones de gases de efecto invernadero. Según el citado ministerio, el desperdicio alimentario es responsable de entre el 8% y el 10% de las emisiones mundiales de estos gases.

Para reducir la generación de residuos, más allá del desperdicio alimentario, conviene tener presentes las tres erres: reducir, reutilizar y reciclar. "Uno de los principales pasos para cuidar el planeta en nuestra rutina diaria es separar los residuos que generamos de forma responsable y repensar actos cotidianos. Añadir una visión medioambiental a nuestras actividades, tal vez nos lleve a ser más conscientes de que nosotros necesitamos más al planeta de lo que el planeta nos necesita a nosotros", apunta Susana Revuelta.

Movilidad sostenible

Cambiar la forma en la que nos desplazamos también reduce nuestro impacto ambiental. Optar por caminar o por la bicicleta en trayectos cortos evita el uso de combustibles fósiles y sus emisiones asociadas. Además, andar o pedalear contribuye a reducir la congestión del tráfico y la contaminación acústica y es bueno para la salud. Como recoge un estudio de la Unión Europea publicado en Global Environmental Change, si el 10% de la población cambiara sus hábitos de movilidad se podrían evitar alrededor del 4% de las emisiones de CO2 vinculadas a los desplazamientos en coche.

Para los trayectos largos, siempre que sea posible, es preferible sustituir el coche privado por el transporte público. Según datos de Naciones Unidas, utilizar el transporte público en lugar del vehículo particular puede llegar a reducir hasta en 2,2 toneladas las emisiones anuales de carbono por persona. Vivir sin coche puede llegar a disminuir esta huella en aproximadamente 3,6 toneladas al año. Si no queda otra alternativa que conducir, compartir el vehículo con otras personas también contribuye a reducir las emisiones.

Por su parte, el avión también genera un importante impacto ambiental, ya que usa combustibles fósiles para desplazarse y libera gran cantidad de emisiones durante el vuelo. Por ello, siempre que sea viable, conviene optar por alternativas como el tren o el autobús, que suelen ser más respetuosas con el medio ambiente.

No se trata de renunciar a viajar ni de dejar de descubrir nuevos lugares, sino de hacerlo de una forma más consciente y sostenible, priorizando destinos accesibles en transporte público o que requieran recorrer menos kilómetros en coche. De esta manera, es posible disfrutar de nuevas experiencias mientras se reduce el impacto ambiental.

Estos pequeños gestos contribuyen a mejorar la salud del planeta, son decisiones que, sumadas, pueden contribuir a reducir nuestra huella ambienta. El reto está en convertir estos gestos cotidianos en hábitos duraderos, recordando que cada decisión cuenta y que el compromiso individual, unido al de empresas y administraciones, resulta fundamental para avanzar hacia un modelo de vida más sostenible.

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Qué es la Alianza por la Restauración de la Naturaleza: objetivos y entidades que la forman

En un año marcado por el calor extremo, las precipitaciones irregulares y los grandes incendios forestales, una treintena de organizaciones sociales y ambientales, sindicatos y entidades científicas se han unido en la Alianza por la Restauración de la Naturaleza.

Este proyecto reclama que España cumpla los objetivos del Reglamento Europeo de Restauración de la Naturaleza. Este se aprobó en 2024 y obliga a los estados miembros a restaurar al menos el 20% de los ecosistemas terrestres y marinos degradados para 2030; a frenar la pérdida de biodiversidad frente al cambio climático y los fenómenos extremos; y a avanzar hacia la recuperación de todos los ecosistemas degradados antes de 2050.

En España, según datos del Ministerio para la Transición Ecológica y el Reto Demográfico (MITECO), solo el 9% de los hábitats se encuentran en buen estado de conservación. Aunque remitió su primer borrador del plan a la Comisión Europea el 31 de agosto de 2026 a través de MITECO, el documento final se entregará a antes del 1 de septiembre de 2027.

Solo el 9% de los hábitats evaluados en España se encuentran en estado de conservación favorable. (Fuente: MITECO)

La alianza surge para influir en este proceso, buscando que el borrador del plan nacional cuente con la mayor ambición posible y recoja la pluralidad de voces de la sociedad civil. "Nuestro objetivo es que el Plan se traduzca en mejoras reales. Hay que frenar las causas del deterioro y comprobar que se consiguen resultados ecológicos duraderos", explica Diana Colomina, responsable del Programa de Bosques de WWF.

Entidades de la alianza

Esta coalición estatal nació el 3 de marzo de 2026, coincidiendo con el Día Mundial de la Vida Silvestre. Su propósito es situar la recuperación de los ecosistemas en el centro de la agenda pública y asegurar que España cumpla con sus compromisos internacionales y europeos en materia de biodiversidad.

Entre sus integrantes se encuentran organizaciones de diversa índole: desde entidades ecologistas como Greenpeace, WWF, o Ecologistas en Acción, entre otros; hasta sindicatos y fundaciones especializadas en la gestión del territorio y del agua. "Vimos la necesidad de unirnos entidades expertas en distintos ecosistemas para generar una voz común más fuerte", indica Mónica Parrilla, representante de Greenpeace en la Alianza.

Desde las organizaciones impulsoras defienden que la restauración no puede limitarse a proyectos aislados ni a medidas compensatorias, sino que debe abordarse como una política estructural y transversal. "Restaurar no significa simplemente 'arreglar' un lugar dañado, implica reducir, detener presiones y garantizar que los ecosistemas en buen estado no sufran impacto", añaden desde Greenpeace.

El decálogo de la Alianza

Para ello, sus peticiones parten de atajar la problemática de raíz. Se ha elaborado un decálogo con propuestas concretas que deben incorporarse al futuro Plan Nacional de Restauración, cuya aprobación será clave para cumplir con los compromisos europeos.

El decálogo subraya que la restauración debe basarse en la ciencia y en la defensa del interés público y fija las prioridades estratégicas para transformar la restauración de la naturaleza en una política estructural de Estado.

Entre las prioridades inmediatas que propone esta nueva alianza está:

  • Impulsar un Plan Nacional de Restauración ambicioso y coherente con el Reglamento europeo, basado en la mejor evidencia científica y en la eliminación efectiva de impacto.
  • Integrar la restauración en las políticas sectoriales y en la planificación territorial y marina, conectando los marcos estatales con las realidades locales.
  • Fomentar una cultura de la restauración ecológica mediante sensibilización, educación ambiental y generación de conocimiento compartido.
  • Eliminar los subsidios que incentivan la degradación ambiental y reorientar los recursos públicos hacia actividades compatibles con los objetivos de recuperación ecológica.
  • Garantizar el principio de no deterioro como condición indispensable para asegurar mejoras duraderas en los ecosistemas.

Otro punto clave es el vínculo entre la naturaleza y el bienestar humano. Para ello, se pone especial énfasis en diseñar itinerarios formativos específicos en áreas como la restauración ecológica, la gestión forestal sostenible y la agricultura de bajo impacto.

El objetivo es que la creación de empleos verdes se traduzca en empleo digno, estable, con salarios adecuados y protección frente a la temporalidad. Asimismo, que esas oportunidades seas accesibles en el medio rural y costero y comprometidas socialmente.

Obstáculos y beneficios

Con esta alianza, las entidades participantes quieren contribuir a consolidar en España una cultura de la restauración ecológica basada en la responsabilidad intergeneracional y en la convicción de que recuperar la naturaleza es una condición imprescindible para el bienestar presente y futuro.

El 20% de los ecosistemas degradados europeos se deben restaurar para 2030, según el Reglamento Europeo.

Desde WWF informan de que la prioridad en España son los ríos y humedales, los ecosistemas costeros y marinos y los bosques degradados, con especial atención a la región mediterránea: "Los ríos y humedales merecen una atención especial por la pérdida y alteración que han sufrido. Su recuperación exige abordar las causas del deterioro, como la sobreexplotación de los acuíferos y las infraestructuras que interrumpen la conectividad fluvial".

Sobre los retos a los que se enfrentan, Greenpeace subraya "la falta de voluntad política y de ambición suficiente para convertir los compromisos en medidas concretas, eficaces y duraderas". Además, insta a que la restauración "se planifique con una visión de conjunto y a largo plazo".

Por eso, es importante la concienciación de toda la sociedad: "Una naturaleza sana también nos protege, salva vidas y el coste económico, ambiental y social de los desastres naturales", concluye.

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Organizaciones ciudadanas llevan la planta de Valdemingómez al Tribunal Superior de Justicia de Madrid

La plataforma de organizaciones ciudadanas “Alianza incineradora Valdemingómez no” denunció el viernes ante el Tribunal Superior de Justicia de Madrid (TSJM) a la planta incineradora de basura “Las Lomas”, ubicada en el Parque Tecnológico de Valdemingómez. Aseguran que, por su mal funcionamiento, los trabajadores y las más de 370.000 personas que viven en las zonas residenciales cercanas respiran sustancias tóxicas que salen a diario por la chimenea. Por ello, exigen que se revoque la Autorización Ambiental Integrada (AAI) a la planta y se dicten medidas provisionales para evaluar sus posibles efectos en el entorno.

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© Víctor Sainz

El centro de tratamiento de residuos Valdemingomez, en Madrid.
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