Alpine A310 antecipa o coupé que visa bater-se com o 911



A Acampada do Porto negou, esta sexta-feira, os contactos classificados hoje pelo presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, como “muito cordiais”, existindo apenas com o coletivo o convite formal inicial.
“Nós, enquanto coletivo organizado horizontal com as nossas estruturas organizativas, não temos nenhum contacto, além do convite formal que ele nos enviou antes”, disse hoje à Lusa Sérgio Bastos, membro do grupo de imprensa da Acampada.
Sérgio Bastos disse que “as pessoas são livres, a título individual, de conversarem com quem quiserem sobre o que quiserem”, mas negou qualquer contacto formal de parte da estrutura da Acampada.
Questionado sobre quem poderá estar a fazer contactos com a Câmara do Porto à margem, Sérgio Bastos admitiu poder ser “outro grupo ou qualquer coletivo”.
“Não o [Pedro Duarte] quero desmentir, mas não está a falar connosco com o nosso coletivo, estará a falar com outras pessoas a título individual ou outros coletivos. Mas a nosso título, não, porque as nossas redes estão controladas pelas nossas estruturas organizativas”, disse aos jornalistas.
Questionado sobre se este tipo de ação pode provocar alguma dissonância, Sérgio Bastos disse não ter dúvidas que o autarca “queira provocar alguma dissonância, alguma rutura”.
“Mas nós continuamos firmes, continuamos a seguir o mandato que nos é imputado pela Assembleia Popular, a respeitar acima de tudo a vontade da Assembleia Popular”, vincou.
O movimento continua a ver a Assembleia Popular “como um instrumento democrático e de legitimidade” não para “suplantar a qualquer outra instituição democrática, mas para reforçar o poder de negociação e o poder de pressão”.
“Assim sendo, se o Pedro Duarte quiser falar com o movimento que mantém a ocupação pacífica e simbólica da praça e que mantém as assembleias populares a escutar o povo que ele não quer ouvir, que fale com esse movimento em vez de procurar pontos de rutura”, vincou o membro da acampada.
O presidente da Câmara do Porto revelou hoje estar numa fase bastante avançada de “contactos muito cordiais” com o Movimento pela Habitação que está, desde 10 de outubro, em protesto na cidade.
À margem da 3.ª edição do Encontro de Gestores de Entrada, na Alfândega do Porto, o autarca, eleito pelo PSD/CDS-PP/IL, referiu que o movimento ainda não lhe sugeriu uma data para a reunião, mas têm estado a “trocar comunicações” para a concretizar.
O movimento pela habitação que desde 10 de outubro tem organizado protestos e uma acampada na Praça D. João I, no Porto, reiterou hoje o convite para a manifestação de sábado, deixando críticas ao Governo.
A Acampada confirma ainda ter “recebido oficialmente o convite da Câmara do Porto na segunda-feira”, para se reunir com o presidente e não quer “fechar linhas de diálogo”, mas reitera “a vontade de dialogar e discutir soluções em assembleia popular”.
Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades, dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.
As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.
A 15 de outubro, o movimento que protestava no Porto, com uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e em um polícia. Em Lisboa, as autoridades removeram dezenas de tendas do Rossio ao início da manhã de terça-feira e detiveram 55 manifestantes, que serão presentes a juiz dia 27.

Uma colisão rodoviária registada na noite desta sexta-feira no IC17, no sentido Camarate/Sacavém, provocou dois feridos ligeiros, segundo os Bombeiros Voluntários de Camarate.
O alerta foi dado pelas 19:47, tendo sido mobilizados para o local das operações um veículo de socorro e assistência tático e duas ambulâncias da corporação de Camarate.

As duas vítimas sofreram ferimentos ligeiros e foram encaminhadas para o Hospital de São José, em Lisboa, para receber assistência médica, segundo os Bombeiros Voluntários de Camarate.
Fotos: Bombeiros voluntários de Camarate
Por: Dino Frazão
Data: 23 de Outubro de 2026
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BV do Zambujal Um atropelamento rodoviário na Estrada Nacional 115, na freguesia de São Julião do Tojal, mobilizou este fim de tarde os Bombeiros Voluntários do Zambujal, na sequência do alerta emitido pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes pelas 18:24, segundo os Bombeiros Voluntários do Zambujal.
Para prestar socorro no local, a corporação empenhou a Ambulância de Socorro (ABSC 02) e o Veículo de Socorro e Assistência Táctica (VSAT 01). A operação de emergência contou também com o apoio no terreno da Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Hospital de Loures e de uma patrulha da Guarda Nacional Republicana de São Julião do Tojal, segundo os Bombeiros Voluntários do Zambujal.
Do acidente resultou uma vítima com ferimentos ligeiros que, após receber assistência pré-hospitalar, foi transportada para o Hospital de Loures, segundo os Bombeiros Voluntários do Zambujal.
Por: Dino Frazão
Data: 23 de Outubro de 2026
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Com um primeiro prémio no valor de 71 milhões de euros, decorreu esta sexta-feira mais um sorteio do Euromilhões. O valor do jackpot subiu depois de não ter havido vencedores do primeiro prémio no sorteio anterior.
Veja a chave vencedora do sorteio desta sexta-feira, dia 23 de outubro.
Números: 24, 33, 35, 44 e 47
Estrelas: 7 e 11

O Presidente da República promulgou três diplomas do Governo que introduzem alterações nos setores da educação e da ciência, abrangendo o recrutamento e a colocação de professores, o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e o regime jurídico da educação inclusiva.
Um dos diplomas aprova o novo regime de recrutamento e colocação do pessoal docente e dos técnicos especializados, enquanto outro estabelece o regime jurídico do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.
O terceiro diploma altera o Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, que estabelece o regime jurídico da educação inclusiva. A alteração pretende reforçar a eficácia das respostas educativas e promover uma abordagem integrada, contínua e centrada nas necessidades das crianças e dos jovens.
Na sequência destas promulgações, o Presidente da República sublinha a importância de garantir que os desafios associados à transformação da ciência e da educação sejam acompanhados pelos meios humanos, materiais e financeiros adequados.
O Chefe de Estado alerta, assim, para a necessidade de assegurar condições que permitam concretizar os objetivos definidos, evitando que a falta de recursos comprometa a implementação das medidas previstas nestes setores.


Livre pediu, esta sexta-feira, 23 de outubro, uma audição, com caráter de urgência, do Presidente do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I.P., Benjamim Pereira.
O pedido surge na sequência das declarações de Benjamim Pereira que, na quinta-feira, disse que: “Já fomos todos jovens, não é? (…) E percebemos essa dificuldade. Eu não sei se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa”.
Para o Livre “estas declarações têm particular gravidade tendo em conta que o IHRU é a entidade pública promotora da política nacional de habitação”.
O partido exige “aos seus dirigentes um conhecimento profundo do contexto social do país, das causas da grave crise de habitação que o país atravessa e a prossecução de medidas para a combater”.
“Estas declarações mostram, no mínimo, uma insensibilidade face ao contexto atual e levantam sérias dúvidas sobre se o Senhor Presidente do IHRU compreende a dimensão do problema da habitação que tantas pessoas enfrentam em Portugal”, afirmou ainda o Livre.
Antes do Livre, na quinta-feira, já BE tinha pedido uma audição urgente de Benjamim Pereira no Parlamento.

A Rússia e a Ucrânia confirmaram, esta sexta-feira, 23 de outubro, os preparativos para um cessar-fogo localizado na cidade ucraniana de Oleshky, ocupada pelas forças russas, permitindo a entrada de ajuda humanitária.
O entendimento, mediado e anunciado pela primeira-dama norte-americana, Melania Trump, deverá entrar em vigor em 27 de outubro, embora Moscovo tenha esclarecido que os militares ainda estão a acertar os detalhes da operação.
“Os militares estão a trabalhar para acordar os prazos de um cessar-fogo naquela zona, com o objetivo de garantir esta missão humanitária”, afirmou o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, citado pelas agências russas.
Peskov acrescentou que todos os residentes que pretendam abandonar Oleshky poderão fazê-lo, estimando que a operação de retirada da população demore, pelo menos, vários dias.
Segundo Valeri Gerasimov, chefe de Estado-Maior russo, citado pelas agências russas, as forças de Moscovo suspenderão as operações militares na região de Oleshky, no sul da Ucrânia, “a partir das 04:00, hora de Moscovo (01:00 GMT), de 27 de outubro de 2026”.
“Para garantir a segurança da população e a entrega de bens essenciais, será realizado um reconhecimento técnico e assegurada a passagem segura do comboio humanitário até à localidade de Oleshky”, acrescentou Geramisov.
O anúncio antecipa em dois dias a data inicialmente indicada pela Casa Branca, que tinha anunciado o início da trégua para 29 de outubro, na sequência de negociações mediadas pela primeira-dama norte-americana, Melania Trump.
O Kremlin agradeceu expressamente a intervenção de Melania Trump nas negociações.
“Agradecemos os esforços da primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, que contribuiu significativamente para a coordenação da operação humanitária na localidade de Oleshky, na região de Kherson”, declarou Peskov.
Também a Ucrânia confirmou que estão prestes a começar os preparativos para a operação humanitária.
“Num futuro próximo terá início uma operação para desbloquear a localidade de Oleshky e os seus arredores”, anunciou nas redes sociais David Arakhamia, líder do grupo parlamentar do partido governamental e membro da delegação ucraniana nas negociações de paz.
Segundo Arakhamia, o objetivo é estabelecer corredores humanitários permanentes que permitam retirar civis em segurança e garantir o fornecimento de ajuda à população.
O responsável ucraniano confirmou que a operação implicará a declaração de um cessar-fogo localizado, remetendo os detalhes para o provedor de Justiça da Ucrânia, Dmytro Lubinets.
Arakhamia destacou ainda o papel desempenhado pelo Papa Leão XIV e por Melania Trump nas negociações.
“Este foi um processo longo, no qual participaram muitas pessoas a diferentes níveis políticos. Gostaríamos de destacar especialmente o papel do Papa e da primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump. Expressamos a nossa sincera gratidão”, afirmou o provedor de Justiça.
Na semana passada, Leão XIV tinha apelado ao Presidente russo, Vladimir Putin, a partir do hospital de Roma onde se encontrava internado, para que aceitasse uma trégua que permitisse retirar civis e fazer chegar assistência humanitária a Oleshky.
Num comunicado divulgado hoje, a Casa Branca anunciou que a primeira-dama norte-americana conseguiu promover um entendimento entre Moscovo e Kiev para suspender temporariamente as operações militares naquela cidade a partir de 29 de outubro.
Segundo a Presidência norte-americana, a primeira-dama iniciou os contactos com os dois países e, na qualidade de intermediária exclusiva, contribuiu para definir os objetivos, procedimentos técnicos, calendário e condições do cessar-fogo.
O gabinete da primeira-dama classificou a situação humanitária em Oleshky como “crítica”, salientando que muitos dos residentes são idosos que necessitam urgentemente de cuidados médicos, medicamentos, alimentos e água potável.

A Casa Branca anunciou, esta sexta-feira, que a primeira-dama norte-americana, Melania Trump, negociou um cessar-fogo localizado entre a Rússia e a Ucrânia, que deverá entrar em vigor em 29 de outubro na cidade de Oleshky.
Segundo um comunicado da Presidência norte-americana, a trégua destina-se a permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada de civis daquela cidade afetada pela guerra.
A Casa Branca explicou que Melania Trump tomou a iniciativa de estabelecer os contactos e que, juntamente com um representante, trabalhou diretamente com as lideranças russa e ucraniana para definir os termos do cessar-fogo.
O acordo anunciado limita-se à cidade de Oleshky, não abrangendo a totalidade da frente de combate entre os dois países.
Até ao momento, os governos da Rússia e da Ucrânia não comentaram o anúncio norte-americano nem confirmaram os termos do entendimento.
Situada junto ao rio Dniepre, que separa as forças ucranianas das tropas russas que ocupam a cidade, Oleshky enfrenta uma grave crise humanitária, marcada pela escassez de alimentos e medicamentos.
A cidade está há meses sem eletricidade, aquecimento ou água canalizada, enquanto as estradas de acesso se encontram minadas e repletas de veículos destruídos.
A presença constante de drones militares dificulta ainda mais a circulação e as operações de assistência à população.
Antes da invasão russa em grande escala, iniciada em 24 de fevereiro de 2022, Oleshky tinha cerca de 24 mil habitantes.
A cidade foi ocupada pelas forças de Moscovo logo no primeiro dia da ofensiva e sofreu posteriormente bombardeamentos e incêndios que destruíram edifícios e danificaram infraestruturas essenciais.
A situação agravou-se em junho de 2023, quando a destruição da barragem de Kakhovka provocou inundações devastadoras na região.
Atualmente, os civis que continuam em Oleshky enfrentam riscos crescentes de fome e doenças, numa altura em que se aproxima mais um inverno rigoroso.
As autoridades ucranianas têm apelado repetidamente à realização de um cessar-fogo localizado para organizar operações de retirada da população civil.
Até ao anúncio da Casa Branca, Moscovo não tinha assumido qualquer compromisso nesse sentido.
Ao abrigo do direito internacional humanitário, a Rússia, enquanto potência ocupante, tem a obrigação de assegurar que a população civil sob o seu controlo dispõe dos bens essenciais à sobrevivência.

O deputado socialista Carlos Pereira considera que a subida dos preços das casas em Portugal é uma consequência previsível das políticas de habitação adotadas pelo Governo da AD, sobretudo dos incentivos fiscais que, na sua perspectiva, estimulam a procura sem uma resposta equivalente do lado da oferta. “No meu ponto de vista não é nada surpreendente a forma como o mercado está a reagir. às políticas que o Governo da AD está a implementar. Se olharmos bem para o que está a passar, e não é preciso ser expert em economia, basta ter bom senso, o que está a acontecer é que as políticas estão, sobretudo, como seria de esperar, a alimentar e a incentivar a procura, nomeadamente os benefícios fiscais que estão a ser implementados”, diz o deputado socialista Carlos Pereira ao Jornal Económico.
Carlos Pereira considera que os incentivos à aquisição de habitação não são acompanhados por um crescimento suficientemente rápido da oferta, o que limita os seus efeitos e agrava as dificuldades de acesso à habitação. “Essa inconstância leva ao aumento da procura, mantendo rígida, como é natural, a oferta, porque, como se pode imaginar, é muito difícil um crescimento da oferta na mesma rapidez que o crescimento da procura, com estes incentivos e estímulos”, acrescenta.
Os preços das casas, segundo dados do INE, registaram um aumento de 18,4% no segundo trimestre, em relação ao período homólogo, com o valor do metro quadrado a fixar-se nos 2.445 euros, o que significou uma subida de 4,6%, face ao primeiro trimestre. No período em análise foram transacionados 37.854 alojamentos, uma quebra homóloga de 9%, para 41.608 transações.
Perante este cenário, Carlos Pereira critica a orientação das medidas governamentais e defende uma mudança de prioridades na política de habitação. “O que está a passar é uma reação natural do mercado a políticas erradas face ao contexto atual. E o que esperamos, sinceramente, é que o Governo ponha a mão na consciência e perceba que o momento é difícil. A única forma de resolver este problema é encontrar medidas que ajudem, de facto, aqueles que têm mais dificuldade de pagar a casa e acelere, de facto, o que tem que ser feito, que é acelerar de forma significativa a construção de casas”, conclui o deputado socialista.

O Ministério Público abriu um inquérito relativamente à intervenção policial na manifestação pela habitação, no Porto, durante a madrugada de 15 de outubro, anunciou esta sexta-feira, 23 de outubro a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em resposta à Lusa, a PGR informou que o inquérito se encontra em investigação e está sujeito a segredo de justiça.
Conforme denunciado pelo Movimento pela Habitação, que está em protesto no Porto, durante a madrugada do dia 15 de outubro houve uma intervenção policial que causou ferimentos em 39 dos participantes.