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Comissários de voo nos EUA precisam de atendimento médico após turbulência

Quatro comissários de bordo da United Airlines receberam atendimento médico após forte turbulência durante a descida da aeronave para Los Angeles.

O voo 1157 da companhia pousou no Aeroporto Internacional de Los Angeles por volta das 20h50, no horário local, de quarta-feira (21), após enfrentar uma turbulência severa.

A aeronave, que era um Boeing 777, havia partido do Aeroporto Internacional Daniel K. Inouye, em Honolulu.

Segundo a United, quatro comissários de bordo foram avaliados por equipes médicas, e um deles foi levado ao hospital para receber tratamento. Havia 10 tripulantes a bordo.

Nenhum dos 190 passageiros ficou ferido, ainda de acordo com a companhia aérea.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos informou que está investigando o caso.

Turbulências em voos podem ficar mais recorrentes; entenda

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Seis propostas para privatizar a SATA Handling

O prazo para propostas encerrou a 21 de outubro. Das 11 entidades convidadas, seis apresentaram ofertas. As selecionadas serão chamadas a fazer propostas vinculativas.

© Diogo Costa/@planespottinggram

Em 1 de julho, o caderno de encargos da privatização da SATA Handling foi publicado no site do grupo de aviação, dando início ao processo de alienação total do capital social da empresa
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SATA Handling recebe seis propostas para a privatização

A SATA Holding recebeu seis propostas não-vinculativas para a privatização da SATA Handling, anunciou esta quinta-feira a empresa, indicando que os candidatos serão conhecidos após a entrega das propostas vinculativas.

O prazo para a apresentação das propostas não-vinculativas terminou na quarta-feira, 21 de outubro, segundo a nota divulgada pela SATA Holding.

As propostas recebidas serão agora analisadas e avaliadas de acordo com os critérios definidos no caderno de encargos. Concluída esta fase, as entidades selecionadas serão convidadas a apresentar propostas vinculativas, seguindo-se as etapas previstas para a concretização da operação.

A SATA Holding adiantou que divulgará a identidade dos candidatos à privatização da SATA Handling apenas após o termo do prazo para a entrega das propostas vinculativas.

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EUA anunciam acordo para aquisição de pelo menos 850 caças F-35

EUA

O Pentágono anunciou hoje um acordo-quadro de 10 anos com a fabricante norte-americana Lockheed Martin para o fornecimento de pelo menos 850 caças F-35, sujeito à aprovação do Congresso.

O acordo destina-se a “modernizar e reforçar” a frota de aviões de combate F-35 Lightning II, segundo um comunicado do Departamento da Defesa norte-americano.

O entendimento prevê também o fornecimento de peças sobressalentes, equipamentos de modernização e serviços de manutenção, abrangendo igualmente encomendas internacionais.

A Lockheed Martin pretende manter uma produção anual de 156 aeronaves, enquanto o acordo estabelece que a empresa financiará com recursos próprios investimentos de pelo menos sete mil milhões de dólares (cerca de seis mil milhões de euros) destinados a apoiar o programa.

O entendimento ainda não constitui uma encomenda definitiva, uma vez que os termos contratuais, os preços e os calendários de entrega terão de ser negociados após a autorização do Congresso norte-americano.

O Pentágono não divulgou o valor global previsto para o contrato, que poderá tornar-se o maior da história do programa F-35, iniciado há cerca de 25 anos.

O F-35 é um caça de quinta geração, equipado com tecnologia furtiva destinada a dificultar a sua deteção pelos radares inimigos, e constitui um dos principais programas de modernização das forças aéreas norte-americanas e de vários países aliados.

Existem três versões do aparelho, adaptadas às necessidades da Força Aérea, da Marinha e dos Fuzileiros norte-americanos, incluindo modelos capazes de operar a partir de porta-aviões ou realizar descolagens curtas e aterragens verticais.

Apesar da importância estratégica, o programa tem enfrentado sucessivos atrasos e aumentos de custos, sobretudo relacionados com a modernização dos sistemas eletrónicos, a manutenção e a disponibilidade operacional dos aviões.

Num relatório publicado em setembro de 2025, o organismo de fiscalização do Congresso norte-americano (Government Accountability Office, GAO) revelou que os custos da modernização tecnológica conhecida como ‘Block 4’ ultrapassavam as estimativas iniciais e que a sua conclusão estava atrasada pelo menos cinco anos.

O mesmo organismo informou que todos os 110 aviões entregues pela Lockheed Martin em 2024 chegaram com atraso, numa média de 238 dias, contra 61 dias no ano anterior.

O novo acordo procura proporcionar maior previsibilidade à produção e à cadeia de abastecimento, num contexto de aumento da procura de equipamentos militares devido aos conflitos internacionais.

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Economia. A luta pela habitação e as explicações da CGA

As manifestações com o mote principal na habitação marcaram os últimos dias em Portugal, com os políticos a atirarem culpas uns para os outros.

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Viúva de Lito Sousa surpreende fãs ao fazer vídeo igual ao marido; veja

A empresária Mila Seidl, 41, viúva do influenciador Lito Sousa (1967-2026), surpreendeu os fãs na manhã desta quarta-feira (21) ao gravar um vídeo com o mesmo formato dos que o marido postava antes de falecer.

Retornando de uma breve viagem junto ao filho, Malone, de 7 anos, Mila aproveitou o momento dentro do avião para relembrar algumas dicas de Lito que a tranquilizavam quando ela tinha receio de entrar na aeronave. 

“Se você tem medo de voar, como eu já tive um dia, esse vídeo é para você. Eu vou te mostrar um avião que foi praticamente desenhado para deixar o passageiro mais tranquilo. Eu tô a bordo do Boeing 787-9, o Dreamliner”, começou.

Ao longo do vídeo, assim como o influenciador fazia, Seidl comentou sobre o funcionamento do veículo aéreo e garantiu que algumas situações que podem parecer adversidades, como a asa do avião se mexendo, servem para ajudar a mantê-lo no ar.

“Pode perguntar para qualquer pessoa que entende de aviação. Sabe quando você olha pela janela e vê a asa se mexendo? Muita gente se assusta, mas isso é bom. A asa foi feita para flexionar, igual a um galho de bambu que balança no vento e não quebra”, explicou.

“O medo de voar é normal, mas a informação é o melhor remédio”, finalizou ela, pedindo que os seguidores lhe contassem qual é o maior medo de avião que eles têm.

Nos comentários, diversos fãs e amigos de Mila e Lito elogiaram a iniciativa dela e o formato que a equipe usou para criar o roteiro e a edição da filmagem.

“O Lito deve estar todo orgulhoso lá de cima”, “Acho muito legal quando tem conteúdo com a Mila! Esse ato de dar continuidade a tudo que Lito deixou é lindo”, “Que legal você continuar a história dele! Já era fã dele há anos, agora fiquei mais”, escreveram alguns usuários.

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Relembre a morte de Lito Sousa

Lito Sousa morreu aos 59 anos no primeiro dia de outubro. O anúncio foi feito por meio de uma publicação conjunta da conta dele com a da esposa nas redes sociais e confirmado à CNN Brasil por uma amiga da família.

O especialista em aviação e dono do canal “Aviões e Músicas” foi vítima de Creutzfeldt-Jakob, uma doença rara e degenerativa, diagnosticada há pouco mais de um mês.

Em setembro, ele chegou a começar um tratamento experimental com ALN-6457, que chegou ao Brasil no começo do mês em uma operação de urgência para ser usado exclusivamente no acompanhamento dele.

*Sob supervisão de Ana Beatriz Dias, da CNN Brasil

De medo de avião à parceria com Lito Sousa: conheça Mila Seidl

 

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Mesmo sem expandir, Lisboa terá nova torre de controlo

Presidente da NAV defende que a nova torre de controlo em Lisboa não está dependente da expansão da capacidade do atual aeroporto, que não tem aprovação ambiental garantida. Projeto avança em 2027.

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Pedro Ângelo, presidente da NAV, prevê iniciar obras para a nova torre de controlo no aeroporto de Lisboa em 2027
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NAV Portugal investe 5,4 milhões de euros na nova torre de controlo de Cascais

A NAV Portugal e a Câmara Municipal de Cascais inauguraram esta quarta-feira a nova Torre de Controlo do Aeródromo de Cascais, num investimento que inclui 5,4 milhões de euros aplicados pela empresa responsável pela gestão do tráfego aéreo em novos sistemas e equipamentos.

A cerimónia foi presidida pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, e do presidente do conselho de administração da NAV Portugal, Pedro Ângelo.

A nova torre, construída pelo município e equipada pela NAV Portugal, substitui uma infraestrutura antiga que já apresentava limitações de espaço para a instalação de novos equipamentos.

Com 28,5 metros de altura, o edifício permite uma melhor visibilidade sobre a pista e a área de manobra do aeródromo, facilitando o trabalho dos controladores de tráfego aéreo. A infraestrutura dispõe ainda de novos sistemas de gestão do tráfego aéreo, incluindo o ATIS, que transmite automaticamente informação operacional às aeronaves, e o TWRATM, utilizado na gestão dos planos de voo.

A torre conta também com sistemas de contingência de rádio e radar e uma posição de trabalho adicional, totalmente equipada para assegurar as funções operacionais em caso de necessidade. As instalações incluem ainda espaços de formação, descanso e reuniões, bem como postos de trabalho com melhores condições ergonómicas.

A infraestrutura é a primeira de uma nova geração de torres de controlo da NAV Portugal e integra um plano de modernização que contempla também novas instalações em Lisboa e na Madeira.

A inauguração ocorre num período de crescimento da aviação executiva em Cascais. Em 2025, o aeródromo registou 2.573 movimentos neste segmento, o valor mais elevado de sempre e o dobro do registado em 2019.

A entrada em plena operação da nova torre ainda depende da conclusão da validação dos sistemas e da preparação das equipas, bem como da confirmação das condições técnicas e operacionais necessárias, adiantou a NAV Portugal.

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O e-commerce mudou de escala e o Estado precisa acompanhar

Comprar no exterior exige poucos cliques. No entanto, fazer a mercadoria chegar ao destino exige uma cadeia logística eficiente e uma fiscalização capaz de identificar riscos sem criar esperas desnecessárias. O comércio eletrônico transformou essa exigência em um desafio de escala, e é por isso que fortalecer os órgãos anuentes, responsáveis por controles sanitários, agropecuários e ambientais, precisa ser uma prioridade de Estado.

O Brasil recebeu quase 110 milhões de remessas postais e expressas apenas no primeiro semestre de 2026, segundo a Receita Federal. Na União Europeia, as importações de itens de baixo valor pelo e-commerce chegaram a quase 5,9 bilhões em 2025. Esses números precisam orientar decisões sobre orçamento, processos, tecnologia e equipes. A capacidade de processar esse fluxo com segurança faz parte da infraestrutura de que o país precisa para competir dentro e fora de suas fronteiras.

Essa realidade exige dos órgãos anuentes uma mudança de mentalidade. Consumidores e empresas acessam fornecedores de diferentes países e esperam entregas rápidas e previsíveis e os controles públicos precisam compreender essa dinâmica. Procedimentos incompatíveis com milhões de pequenas encomendas acumulam trabalho e dificultam a identificação do que realmente exige atenção. A demora, por si só, não é indicador de uma fiscalização eficaz.

A mudança precisa chegar à operação. Isso significa modernizar e integrar sistemas, aproveitar informações antecipadas e orientar a fiscalização pela análise de risco. Significa também assegurar recursos e continuidade para que essas soluções funcionem. O baixo valor de uma mercadoria não elimina riscos sanitários ou de segurança. Por isso, a qualidade da informação e a capacidade de analisá-la são decisivas.

No Brasil, a Receita Federal saiu na frente ao reconhecer que o e-commerce precisava de uma abordagem própria. Com o Programa Remessa Conforme (PRC), organizou o envio antecipado de informações e o pagamento dos tributos na compra, ampliando a capacidade de conhecer e selecionar as operações antes da chegada das mercadorias. Em março de 2026, o PRC respondeu por 96,53% das declarações de importação de remessas registradas no país.

A arrecadação também cresceu. O Imposto de Importação recolhido nas modalidades postal e expressa passou de R$ 2,86 bilhões em 2024 para R$ 4,70 bilhões em 2025, alta nominal de 64,5%. As mudanças tributárias também explicam esse resultado, que não pode ser atribuído exclusivamente ao PRC. O programa estruturou, contudo, o fluxo de dados e o recolhimento antecipado que sustentam a conformidade.

Essa experiência tem uma base que precisa ser preservada: a cooperação público-privada. As empresas de remessa expressa contribuíram com conhecimento da cadeia e capacidade de implementação. São elas que conectam informações à operação, registram declarações, recolhem os tributos recebidos e apresentam as mercadorias à fiscalização. Sua participação foi parte central da viabilidade do programa.

O PRC avança agora para a versão 2.0, cuja implantação, anunciada para janeiro de 2027, poderá ser adiada em razão das adaptações exigidas pela Reforma Tributária do Consumo. O novo modelo prevê o envio de informações das compras diretamente pelas plataformas, com potencial para melhorar a qualidade dos dados e ampliar o controle. Para transformar esse potencial em resultados, os operadores logísticos precisam seguir participando da construção do programa desde a concepção das evoluções processuais e tecnológicas até a implantação.

Os marketplaces conhecem a transação e os produtos. Já os operadores logísticos conhecem as condições para transportar, desembaraçar e entregar cada mercadoria. Esses conhecimentos se complementam, e a comunicação direta entre plataformas e Receita não dispensa a experiência de quem executa a operação. Por isso, os operadores precisam participar da definição das regras, dos testes e das decisões de implantação. Reduzir seu papel à execução de um modelo pronto seria desperdiçar o conhecimento que ajudou a construir o PRC.

Essa cooperação deve alcançar toda a cadeia de fiscalização. O governo precisa assegurar investimentos, cobrar integração e estabelecer metas que combinem agilidade com efetividade dos controles. A reforma tributária torna essa agenda ainda mais urgente. Fortalecer os anuentes é uma escolha de política pública que deve atravessar mandatos. A competitividade que o Brasil deseja precisa aparecer também no orçamento das instituições responsáveis por fazê-la acontecer.

* Lara Gurgel, diretora-executiva da ABRAEC (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Internacional Expresso de Cargas)

Os artigos publicados pelo CNN Infra buscam estimular o debate, a reflexão e dar luz a visões sobre os principais desafios, problemas e soluções enfrentados pelo Brasil e por outros países do mundo. Os textos publicados neste espaço não refletem, necessariamente, a opinião da CNN Brasil.
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Acordo Mercosul-Canadá pode transformar relações comerciais com Brasil

Um acordo de comércio livre entre o Mercosul e o Canadá poderá transformar as relações económicas entre o Brasil e o Canadá e abrir novas oportunidades de investimento, disse à Lusa um responsável brasileiro.

“Entendemos que pode mudar o patamar das relações entre Brasil e Canadá, claro, com todos os outros membros do bloco Mercosul, mas especialmente para o Brasil”, afirmou Igor Brandão, diretor de operações da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) para a América do Norte.

Em declarações à Lusa, à margem da 19.ª edição da conferência Doing Business in Brazil, realizada na terça-feira, em Toronto, o responsável considerou que as negociações comerciais poderão reforçar a cooperação em setores como a agricultura, a indústria farmacêutica, a aviação e os produtos transformados.

“O obstáculo principal, o que eu diria, é o calendário. Precisamos acelerar as conversas, isso tem acontecido, já foram 10 rodadas de negociação, mas ainda há alguns capítulos a serem discutidos e concluídos”, explicou.

Segundo Igor Brandão, o acordo poderá beneficiar sobretudo setores de maior valor acrescentado, permitindo diversificar as exportações brasileiras para além das matérias-primas.

“Entendemos que na cadeia de fármacos, por exemplo, manufaturados, alimentos processados, são setores que serão beneficiados e pode gerar um novo perfil do comércio entre o Brasil e o Canadá”, acrescentou.

O responsável destacou a complementaridade das duas economias, apontando a produção canadiana de fertilizantes e a dimensão do setor agrícola brasileiro como exemplos de oportunidades de cooperação.

Também a indústria aeronáutica e os minerais críticos poderão beneficiar de uma maior aproximação económica.

“O Brasil é dono da segunda maior reserva de terras raras. Então, o potencial disso é gigantesco, considerando toda a agenda de transição energética, de economia verde”, salientou.

Igor Brandão sublinhou ainda a experiência canadiana na indústria mineira, considerando que a cooperação tecnológica e a partilha de conhecimento poderão contribuir para uma parceria estratégica de longo prazo.

De acordo com dados da Câmara de Comércio Brasil-Canadá, as trocas comerciais entre os dois países atingiram cerca de 10,4 mil milhões de dólares norte-americanos (9,3 mil milhões de euros) em 2025, dos quais 7,25 mil milhões de dólares (6,5 mil milhões de euros) corresponderam a exportações brasileiras e 3,14 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros) a importações provenientes do Canadá.

O investimento canadiano acumulado na economia brasileira situava-se em cerca de 33 mil milhões de euros no final de 2025, segundo os valores apresentados por Igor Brandão.

Apesar destes números, o responsável considera que existe uma margem significativa para aumentar as trocas comerciais, tendo em conta a dimensão das duas economias.

Igor Brandão defendeu ainda que o Brasil e o Canadá devem desenvolver uma relação económica de longo prazo, independentemente das mudanças políticas em Washington, Otava ou Brasília, considerando que os dois países apresentam interesses e características económicas complementares.

A ApexBrasil prepara ainda três missões comerciais a Toronto e Montreal até ao final do ano, envolvendo empresas dos setores mineiro, alimentar, audiovisual e da economia criativa.

O responsável confirmou que não foram anunciados novos acordos durante a conferência, mas considerou que os contactos realizados reforçaram a confiança dos investidores canadianos no mercado brasileiro.

Por sua vez, Peter Hawkins, copresidente da Câmara de Comércio Brasil-Canadá, identificou a proteção de setores económicos concorrentes como um dos principais obstáculos às negociações comerciais entre o Canadá e o Mercosul.

“Ambos produzimos carne e aço, e existe a preocupação de que um mercado possa prejudicar o outro”, afirmou à Lusa, apontando as reservas dos produtores de carne da província canadiana de Alberta relativamente à entrada de produtos brasileiros.

O responsável defendeu, contudo, que as diferenças entre os produtos e as tecnologias utilizadas poderão favorecer a complementaridade entre as duas economias, em vez de aumentar a concorrência.

Segundo Peter Hawkins, mais de metade das matérias em negociação já estará resolvida, embora subsistam questões importantes por concluir.

“Se houver a oportunidade de concretizar um acordo de comércio livre, poderemos aumentar exponencialmente as trocas comerciais”, afirmou, admitindo a possibilidade de gerar mais 6,2 mil milhões de euros em negócios adicionais.

O empresário destacou ainda os contactos estabelecidos entre empresas tecnológicas e representantes do setor agrícola durante a conferência, bem como a preparação de novas missões empresariais nos próximos meses.

Entre as iniciativas previstas está uma missão de empresárias e dirigentes canadianas a Florianópolis e São Paulo, além de contactos nos setores do vestuário, animação e alimentação.

A 19.ª edição do Doing Business in Brazil, organizada pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá em parceria com a ApexBrasil, reuniu empresários, investidores e representantes institucionais para discutir oportunidades de investimento, comércio bilateral, infraestruturas, energia e minerais críticos.

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EUA certificam novo avião da Boeing após três anos de atraso

Certificação permite que a empresa norte-americana comece a entregar a aeronave, apresentada há quase uma década, a companhias aéreas, tanto nos Estados Unidos da América como no estrangeiro.

© Mateusz Marek/EPA

O 737 MAX 10 permite transportar mais passageiros num só voo, cerca de 185 a 210 passageiros, o que pode reduzir o custo por lugar
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Reclamações contra a TAP caem 24%, mas queixas sobre atendimento aumentam para 39%

O número de reclamações dirigidas à TAP diminuiu 24% entre 1 de janeiro e 18 de outubro, face ao período homólogo de 2025, mas as queixas relacionadas com a qualidade do serviço e o atendimento ganharam peso, representando 39,19% do total, segundo uma análise do Portal da Queixa.

No período em análise, foram registadas 222 reclamações contra a companhia aérea, menos 69 do que as 291 contabilizadas nos mesmos meses de 2025. Apesar da redução, a análise revela uma mudança no perfil da insatisfação dos passageiros, com o atendimento e a assistência a assumirem maior importância relativa.

As reclamações relacionadas com a qualidade do serviço e o atendimento passaram de 26,61% do total em 2025 para 39,19% em 2026, um aumento de 12,58 pontos percentuais. Estas queixas incluem situações de atendimento ineficiente, apoio insuficiente ao cliente, comportamento de funcionários e tripulações, recusa de serviço e dificuldades de acessibilidade para passageiros com mobilidade reduzida, refere a análise do Portal da Queixa.

Em sentido contrário, as reclamações relativas a atrasos e cancelamentos recuaram de 20,18% para 12,61%, enquanto as queixas sobre bagagem diminuíram de 15,50% para 11,26%.

As questões financeiras e os reembolsos mantiveram-se como o segundo principal motivo de insatisfação, representando 19,82% das reclamações, contra 19,30% no período homólogo. Já as questões legais e contratuais aumentaram de 2,34% para 4,05%.

A descida das reclamações contrasta com a evolução registada em 2025, ano em que foram contabilizadas 342 queixas contra a TAP, mais 26,20% do que em 2024.

O Índice de Satisfação da TAP no Portal da Queixa situa-se atualmente em 19,9 pontos, numa escala de zero a 100, sendo classificado como “Fraco”. A taxa de solução é de 11,7%, enquanto a taxa de retenção se fixa em 40,9%, de acordo com os mesmos dados.

“Em 2026, a qualidade do serviço e o atendimento ganharam um peso significativo na insatisfação com a TAP, representando quase quatro em cada dez reclamações”, afirmou Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust, citado na análise.

O responsável sublinhou que a experiência dos passageiros depende não apenas da operação dos voos, mas também da capacidade de resposta da companhia, da assistência prestada e da forma como os problemas são resolvidos.

Os dados são divulgados numa fase em que a TAP se prepara para receber um novo acionista estrangeiro, num processo de transformação da estrutura acionista da transportadora aérea.

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