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Startup Portugal lança campanha “Portugal. A great place to start” criada com recurso a inteligência artificial

A Startup Portugal lançou a campanha institucional “Portugal. A great place to start”, desenvolvida com recurso a ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa, para promover o país junto de empreendedores, investidores e talento nacionais e internacionais.

A campanha foi desenvolvida pela agência The Hotel ao longo de cerca de um ano e recorreu a mais de 20 ferramentas e modelos de IA generativa, que permitiram criar mais de 5.000 imagens e 3.000 clips de vídeo, combinados com imagens reais.

A iniciativa, lançada no âmbito dos projetos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), pretende reforçar o posicionamento de Portugal como um dos destinos europeus para a criação e internacionalização de startups, segundo a informação divulgada pela entidade.

Partindo da pergunta “Why Portugal?” (“Porquê Portugal?”), a campanha centra-se em histórias reais de empreendedores, empresas e projetos de diferentes setores e geografias, procurando mostrar a capacidade nacional para transformar conhecimento, talento e inovação em valor económico.

“A resposta não está numa única razão, mas numa combinação de talento, inovação, qualidade de vida, capacidade tecnológica e ambição”, afirmou Miguel d’Aguiar, diretor executivo da Startup Portugal, citado no comunicado.

O responsável acrescentou que o objetivo é dar a conhecer internacionalmente os fatores que tornam Portugal atrativo para lançar novos projetos empresariais.

Por sua vez, Hélder Monteiro, ‘partner’ da The Hotel, destacou o caráter experimental do processo de produção, que combinou ferramentas de IA generativa com um fluxo de trabalho desenvolvido pela própria agência.

“A tecnologia foi essencial para a execução, mas o foco manteve-se sempre nas histórias reais, nas pessoas e nos resultados concretos do ecossistema português de empreendedorismo”, afirmou.

O filme da campanha foi realizado por Tiago Viegas, enquanto a estratégia de meios ficou a cargo da Initiative Media.

A campanha terá presença nacional e internacional e é lançada antes da Web Summit, procurando aproveitar a visibilidade internacional gerada pelo evento tecnológico que decorre anualmente em Portugal.

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Intuição, emoção e empatia: tudo o que a IA e os algoritmos ainda não aprenderam

Num mundo em que a inteligência artificial está a tomar conta de tudo e um ritmo alucinante, que espaço ainda resta às capacidades humanas, seja nas empresas, nas universidades, nas decisões políticas ou no jornalismo? Esta e outras questões mereceram a reflexão de protagonistas de renome no regresso da edição ao vivo do podcast “Puxar Pela Cabeça”, um programa da Amrop Portugal, conduzido por Maria da Glória Ribeiro e que conta com o JE como parceiro.
Para esta conversa, moderada por João Marcelino, diretor do JE, a Universidade Católica Portuguesa recebeu Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica Portuguesa, Mário Crespo, jornalista, Adolfo Mesquita Nunes, Assunção Cristas, Rui Miguel Nabeiro e Maria da Glória Ribeiro. Estes especialistas que partilharam visões e experiências distintas sobre as transformações que poderão marcar a próxima década.
Confrontada com todas possibilidades que se colocam através da tecnologia, Maria da Glória Ribeiro, diretora da Amrop Portugal e consultora, considera que as capacidades humanas “serão sempre as mais importantes” e define tudo aquilo que a tecnologia está a replicar como algo que “está ligado ao cérebro mas não à mente, sem intuição ou emoção”. A especialista considera que essas qualidades vão ficar para os humanos e que será tudo isso “que nos irá distinguir dos humanóides que nos vão substituir”. Num contexto em que os recrutamentos têm uma boa dose de tecnologia a determinar se determinado candidato é o melhor para a função, Maria da Glória Ribeiro não tem dúvidas: “Nunca aceitaria que um candidato fosse excluído através da avaliação de uma ferramenta de IA. As conversas até podem ser online mas nada é decidido sem uma reunião presencial”.
 
Decisões ao ritmo do algoritmo
A anfitriã deste encontro, Isabel Capeloa Gil, começou por ser desafiada para projetar o futuro do ensino superior, num mundo em rápida mudança alavancada na tecnologia. Para a reitora, o ensino superior “é muito mais do que um criador de emprego ou criar braços para a indústria” e terá que regressar à sua função primordial: a de articular a formação de um profissional com a formação de um cidadão que deve estar preparado para refletir e resistir à desinformação. Para Isabel Capeloa Gil, o mercado precisa de pessoas que pensem e que tragam valor e quanto a IA, terá o seu papel como extensão das possibilidades do ser humano.
Para Rui Miguel Nabeiro, CEO da Delta, a tecnologia é muito importante mas seja a IA ou qualquer outro mecanismo, tem que trazer sempre eficiência. Reconhece que a Delta está a aprender a melhor forma de adotar tecnologia e que isso também trouxe um maior acréscimo de trabalho: “A fórmula mágica é continuar a trabalhar junto dos nossos clientes para conquistar o top10 mundial que é o nosso objetivo”.
O advogado e ex-governante Adolfo Mesquita Nunes, autor do livro “Algoritmocracia”, expôs algumas das suas teses sobre a forma como os algoritmos estão a tomar conta das nossas vidas e como querem acima de tudo, a nossa atenção: “Os algoritmos escolhem aquilo que nós vemos e são eles que vão tomar decisões. Vão entrar na nossa vida em decisões que nunca pensamos atribuir-lhes competências”.
E como será no campo da energia e da sustentabilidade? A advogada e também ex-governante, Assunção Cristas, sublinha que “o grande desafio é tornar estas possibilidades tecnológicas como alavancas da sustentabilidade” e apesar de reconhecer dificuldades, considera que “o conhecimento vai permitir-nos esta evolução de forma sustentável e a fazer escolhas mais informadas”. Com Portugal a receber investimento no sector dos centros de dados, a advogada da Vieira de Almeida não tem dúvidas da importância de trazer estas infraestruturas para Portugal: “Serão muito importantes, serão âncoras de desenvolvimento, mas é preciso que tudo isto seja verdadeiramente bem feito”.
O jornalista Mário Crespo não tem dúvidas que os mecanismos atuais de IA permitem produzir coisas absolutamente sublimes, como um discurso muito bem escrito, mas deixou a pergunta: “Será que isso substitui a eloquência de um grande orador? Creio que não”. Para este profissional da comunicação com muitos anos de trabalho nos EUA, “habituamo-nos a reduzir os nossos standards de exigência e a aceitar a solução mais cómoda”. E como vê a relação de Trump com o Chat GPT? “Utiliza-o de forma muito curiosa e muito ridícula. Vivemos numa fase de absurdo”, realça.
 
“Para as empresas, há mais desafios para além da IA”
Rui Miguel Nabeiro reconhece a importância da tecnologia e não a desvaloriza, mas como CEO de uma das empresas mais importantes do país (e que quer crescer a nível mundial), realça que “é preciso perceber que há muito mais desafios para as empresas do que a IA”. E concretiza: “A gestão das pessoas é o mais importante, assim como a capacidade de conhecer os nossos clientes e de humanizar essa relação. Naturalmente que as tecnologias são fundamentais mas não podem ser o único tema nem o único desafio. E se a IA nos disser para lançar um produto no mercado e se não corre bem? Há muitos desafios para lidar e as pessoas estão nesse caminho”. Este responsável destaca ainda que “quando definimos determinados valores para a Delta, como o humanismo e a proximidade, sabemos que isso terá sempre um custo. Mas o bem-estar é algo que valorizamos e isto é um círculo virtuoso”.
 
“Preservar a empatia é essencial”
Isabel Capeloa Gil não tem dúvidas que a IA é imparável e que tentar evitá-la, no âmbito do ensino superior, “é como tentar parar o mar com as mãos”. Qual a solução? “Temos que potenciar uma adoção ética. A forma como os modelos de IA são utilizados e a forma pedagógica com que são utilizados é a chave. No meu entender, não basta que o estudante reproduza o que está na IA, é preciso trabalhar com os alunos para os sensibilizar que a capacidade de dominar o seu futuro será a capacidade de resolver aquilo que lhes vai aparecer pela frente”. Assim, é necessário um processo de evolução pessoal e quem sai da universidade “tem que entender o algoritmo e saber lidar com isso para perceber o que está por trás de tudo isto. Mas o pensamento crítico e a criatividade vem através de outros instrumentos”. E aqui, a reitora dá especial ênfase à empatia: “Temos que preservar a empatia e isso é essencial. Temos que ser capazes de ler e compreender aquilo que lemos, é um problema central. Tem que haver literacia e numeracia”.
 
“Novas gerações devem fazer perguntas”
Para Adolfo Mesquita Nunes, “somos todos responsáveis pela delegação de poder que confiamos à IA”. E que papel cabe às novas gerações nesse desafio? “Há mais emprego, mas as empresas contratam cada vez menos jovens. É importante que as novas gerações tenham a capacidade para fazer perguntas, para questionar constantemente”. O advogado considera que “no dia em que delegármos tudo na máquina, acabou a supervisão humana. E as máquinas vão ficar cada vez mais sofisticadas. Temos que ser donos das decisões”. O ex-governante lança um olhar no futuro e deixa um prognóstico: “Cada um de nós vai pagar de forma diferente consoante aquilo que o algoritmo sabe sobre nós e qual a nossa capacidade financeira. Vamos querer isto?”. Para Adolfo Mesquita Nunes, “a IA gere riscos brutais que podem determinar a existência de uma empresa ou os valores de uma família”.
 
“A Europa tem que se emancipar”
Mário Crespo não tem dúvidas de que a Europa tem um grande desafio e que esse repto é para já: “Tem que se emancipar porque deixou-se atrasar face aos EUA. Há pulsões nos governos europeus que mostram uma vontade de libertação, é visível no Reino Unido, no Canadá. Olhamos para a China e percebemos que há ali um método. Nos EUA, a governação de Trump prometeu uma poupança de trilhões ao erário público e isso foi confiado a Musk: foi um desastre humanitário completo”. O jornalista deixou um cenário do que eram as redações e da forma como estas também foram perdendo a memória: “Nas redações é fundamental a memória de redação e mesmo nas nossas famílias havia sempre aquele respeito pelos mais velhos, que eram instituições. Agora já não é assim. O fact checking deve ser usado, eu faço isso e todos os que trabalham nesse meio”.
 
Regulação e competitividade
Para Assunção Cristas, antiga governante e advogada da Vieira de Almeida, não devem haver clivagens entre os dois conceitos: “É importante que haja regulação porque isso transforma-se numa vantagem competitiva. Quando as pessoas usam menos o seu carro próprio e usam um carro elétrico de uma plataforma, tomam uma decisão muito mais sustentável”. Mas há riscos e os maiores passam pelas cisões e as fissuras “que podem ser criadas na sociedade fruto da evolução tecnológica e da transição energética”. Assim, “temos que confiar na regulação e em quem pode liderar a mudança”, concluiu.
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Government passes law to unblock almost half million ‘frozen homes’

old property

Portugal’s government approved a decree-law today setting out new rules designed to resolve a situation that sees almost half a million homes lying idle, almost half of them ready for

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EuroDreams: 17 prémios de 470 euros saem em Portugal

O terceiro prémio do EuroDreams, de 470,43 euros, saiu a 17 apostadores que registaram os boletins em Portugal, indica o departamento de jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Outros 130 apostadores no estrangeiro também ganharam o terceiro prémio, com cinco números certos.

O primeiro prémio especial (50.000 euros/mês durante 30 anos) e o segundo (2.000 euros/mês durante cinco anos) não foram atribuídos.

É esta a chave do sorteio do EuroDreams desta quinta-feira, 22 de outubro: 6, 7, 13, 14, 25, 30 (números) e 1 (número de sonho).

O EuroDreams, cujo primeiro sorteio ocorreu no dia 06 de novembro de 2023, foi criado para assinalar o 20.º aniversário do Euromilhões.

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Marques Mendes foi o único com contas negativas na campanha presidencial. Cotrim lucrou 127 mil euros

A candidatura presidencial de João Cotrim Figueiredo apresentou um saldo positivo de 127,4 mil euros, enquanto Luís Marques Mendes foi o único candidato a declarar um resultado negativo, de cerca de quatro mil euros.

Os dados constam das contas das campanhas das últimas eleições presidenciais entregues à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP), que foram divulgadas hoje.

Cotrim de Figueiredo, apoiado pela IL, foi o candidato que apresentou o maior resultado líquido positivo nas contas, de 127,37 mil euros, declarando receitas de 871,9 mil euros e despesas de 744,5 mil euros.

Nas contas entregues à ECFP, este excedente surge inscrito na rubrica de fundos patrimoniais, mas não no ativo, cujo valor declarado é de zero euros.

Do lado da receita, o antigo líder da IL, que ficou em terceiro lugar na primeira volta com 16% dos votos, recebeu 721,7 mil euros de subvenção pública, 148,6 mil de donativos e cerca de 1.600 euros de angariação de fundos. Não recebeu qualquer contribuição de partidos políticos.

Os maiores gastos de Cotrim foram feitos em estruturas, cartazes e telas (206,9 mil euros), comícios (196,5 mil euros) e conceção da campanha e agências de comunicação (163,6 mil euros).

O liberal tinha previsto, no orçamento entregue à ECFP antes das eleições, que a campanha custaria 500 mil euros e que a sua subvenção pública ficaria pelos 350 mil euros.

O único candidato além de Cotrim de Figueiredo a apresentar resultados positivos, embora bastante inferiores, foi Henrique Gouveia e Melo com um resultado líquido de cerca de 10 mil euros.

O antigo chefe do Estado-Maior da Armada, que antes das eleições previa que a sua campanha custasse 1,02 milhões de euros, declarou receitas totais de 994,7 mil euros e despesas de 984,7 mil euros e teve com principais fontes de receita os 621,3 mil euros de subvenção pública e 345,6 mil euros em donativos.

A estes somam-se 27,8 mil euros correspondentes a donativos em espécie e cedência de bens a título de empréstimo.

As principais despesas de Gouveia e Melo foram comícios, espetáculos e caravanas, que representaram 323,6 mil euros, seguindo-se a conceção da campanha e agências de comunicação (218,9 mil euros), estruturas, cartazes e telas (198,5 mil euros) e custos administrativos e operacionais (173,8 mil euros).

Em sentido contrário, a candidatura de Luís Marques Mendes, apoiada pelo PSD e CDS-PP, foi a única a apresentar contas negativas, de 4.041 euros, tendo declarado receitas de 876,6 mil euros e despesas de 880,6 mil euros.

O antigo líder social-democrata, que foi o quinto candidato mais votado, com 11,3% dos votos, recebeu 583,9 mil euros de subvenção pública, 256,6 mil em donativos e 36,2 mil euros em contribuições de partidos políticos. Somados, foram insuficientes para cobrir os gastos da candidatura.

Marques Mendes teve como principais despesas a conceção da campanha e agências de comunicação, que custaram 279,2 mil euros, seguindo-se os cartazes (230,3 mil euros), os custos administrativos e operacionais (187,2 mil euros) e os comícios, espetáculos e caravanas (147,7 mil euros).

Antes das eleições, o candidato tinha previsto que a subvenção ascenderia a um milhão de euros (quase o dobro do que efetivamente recebeu), e que a campanha custaria 1,32 milhões de euros – acabou por gastar menos cerca de 439,4 mil euros do que esperava.

Das restantes candidaturas com contas divulgadas pela ECFP, todas apresentaram resultados nulos, com receitas iguais às despesas.

Dos 11 candidatos, não entregaram contas à ECFP Humberto Correia e Manuel João Vieira.

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Terras de Bouro já tem canil municipal

O Centro de Recolha Oficial de Terras de Bouro foi inaugurado, esta quinta-feira, para promover o bem-estar animal e o reforço da resposta municipal ao acolhimento e proteção de animais de companhia.

O espaço fica localizado no Lugar de Cabaninhas, na freguesia de Gondoriz, numa cerimónia que contou com a presença do vice-presidente do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, Paulo Salsa, e da diretora regional do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas do Norte, Sandra Sarmento.

Terras de Bouro já tem canil municipal
Foto: CM Terras de Bouro
Terras de Bouro já tem canil municipal
Foto: CM Terras de Bouro
Terras de Bouro já tem canil municipal
Foto: CM Terras de Bouro
Terras de Bouro já tem canil municipal
Foto: CM Terras de Bouro
Terras de Bouro já tem canil municipal
Foto: CM Terras de Bouro
Terras de Bouro já tem canil municipal
Foto: CM Terras de Bouro

A inauguração foi integrada na Semana Comemorativa do Município, que assinala os 512 anos da atribuição da Carta de Foral.

Com este equipamento, o Município de Terras de Bouro reafirma o seu “compromisso com a proteção animal, a saúde pública e a sensibilização para a adoção responsável”.

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Empresárias do Algarve, Alentejo e Andaluzia, na INTREPIDA em Sevilha (Espanha)

Sevilha (Espanha) vai acolher, nos dias 27 e 28 de outubro, o fórum INTREPIDA, um encontro dedicado à cooperação empresarial entre Portugal e Espanha que reunirá empresárias e empreendedoras do Algarve, do Alentejo e da Andaluzia. Sob o lema «Pontes de empreendedorismo», a iniciativa decorrerá na Fundação Três Culturas do Mediterrâneo, com um programa centrado […]

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Comércio de serviços e mobilidade laboral entre Portugal e Espanha estão subdesenvolvidos

créditos ao consumo Banco de Portugal garantia pública

A integração ibérica é “substancial, mas visivelmente desigual” entre diferentes dimensões, com áreas como o comércio de serviços e mobilidade da mão-de-obra ainda pouco desenvolvidas, conclui um artigo conjunto dos bancos centrais de Portugal e Espanha.

Os resultados mostram que o comércio de bens e os vínculos nas redes de produção “aprofundaram-se consideravelmente desde a adesão, e os mercados grossistas de eletricidade encontram-se excecionalmente bem integrados, refletindo fortes complementaridades entre a geração de energia solar na Espanha e a geração hidrelétrica em Portugal”, lê-se no artigo divulgado hoje.

Por outro lado, o comércio de serviços, a mobilidade de mão-de-obra e os investimentos financeiros não bancários permanecem comparativamente pouco desenvolvidos, segundo o paper que analisa o funcionamento do Mercado Único Europeu através da experiência de Espanha e Portugal, pela proximidade geográfica, fronteira partilhada e integração na União Europeia (UE).

As conclusões apontam que as conexões mais fortes são no comércio de bens e nos mercados grossista de eletricidade, nos quais a “proximidade geográfica, estruturas produtivas complementares e normas europeias comuns favoreceram profundos vínculos bilaterais”.

Em contrapartida, os serviços, a mobilidade laboral e algumas formas de integração do mercado de capitais permanecem “consideravelmente menos integrados”, sugerindo que o Mercado Único “tem sido altamente eficaz na redução de algumas formas de distância económica, mas muito menos eficaz na eliminação dos fatores estruturais que continuam a moldar as decisões económicas transfronteiriças”.

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PSP detém dois suspeitos por tráfico de droga no centro de Portimão

O Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Faro informa que, através da sua Esquadra de Portimão, procedeu, ao final da tarde desta quarta-feira, 21 de outubro, à detenção de dois homens, de 26 e 33 anos de idade, suspeitos da prática do crime de tráfico de estupefacientes.

As detenções ocorreram no âmbito de mais uma operação policial de prevenção e combate ao tráfico e consumo de estupefacientes, desenvolvida no centro da cidade de Portimão, dando continuidade às ações que este Comando realiza regularmente para combater esta atividade criminal.

A intervenção teve origem na ação de um polícia que, encontrando-se de folga, detetou movimentações suspeitas que indiciavam a prática de tráfico de estupefacientes, tendo prontamente comunicado a situação aos polícias que se encontravam de serviço.

Na sequência desta informação, foram acionados meios policiais para o local. Ao aperceberem-se da chegada dos polícias, os três suspeitos encetaram fuga apeada em diferentes direções, procurando evitar a abordagem policial. Contudo, graças à rápida intervenção e ao esforço conjunto dos meios policiais de serviço, foi possível localizar e intercetar os três indivíduos.

Desta intervenção resultou a apreensão de 24 doses individuais de haxixe, 100 euros em numerário, dois telemóveis e uma balaclava.

Os dois detidos foram presentes durante o dia de hoje ao Tribunal de Portimão, tendo-lhes sido aplicada a medida de coação de apresentações semanais perante a autoridade policial.

O Comando Distrital da PSP de Faro continuará a desenvolver regularmente operações de prevenção e combate ao tráfico e consumo de estupefacientes, procurando contrariar esta atividade criminal e os seus efeitos negativos na segurança e tranquilidade das populações.

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3.º Granfondo Portimão é apresentado a 26 de outubro na Casa Manuel Teixeira Gomes

O 3.º Granfondo Portimão vai ser apresentado publicamente na próxima segunda-feira, 26 de outubro, às 12h00, na Casa Manuel Teixeira Gomes, em Portimão.

Organizado pela Cabreira Solutions, em parceria com o Município de Portimão, o evento realiza-se no dia 8 de novembro, e reúne centenas de ciclistas nacionais e internacionais para mais uma edição dedicada ao ciclismo de resistência e à descoberta do território algarvio.

A edição de 2026 contará com três percursos distintos, adaptados a diferentes níveis de preparação e experiência, que levarão os participantes a percorrer estradas dos concelhos de Portimão, Silves, Monchique e Lagos, aliando o desafio desportivo à descoberta da diversidade paisagística da região.

Para inscrições sugere-se que clique aqui, enquanto que para mais detalhes, publica-se a seguir o livro de apresentação do Granfondo Portimão 2026, com informação complementar sobre o evento.

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Município de Silves reforça apoio financeiro à intervenção precoce na infância

Novo protocolo com os Amigos dos Pequeninos aumenta a comparticipação municipal para 50.742,72 euros anuais, assegurando a continuidade de uma resposta que acompanha 63 crianças do concelho.

O Município de Silves reforçou o apoio financeiro à resposta social «Bem Crescer», assegurada pelos Amigos dos Pequeninos, IPSS, através da celebração de um novo protocolo de cooperação, assinado no passado dia 15 de outubro de 2026.

O acordo estabelece uma comparticipação municipal mensal de 4.228,56 euros, correspondente a um apoio anual de 50.742,72 euros, representando um aumento de 32.998,16 euros por ano face ao valor anteriormente previsto no protocolo celebrado em 2006.

Este reforço permite adequar o apoio municipal à evolução das necessidades da resposta social, que acompanha atualmente 63 crianças do concelho de Silves, com idades compreendidas entre os zero e os seis anos, que apresentam alterações no desenvolvimento ou se encontram em situações de risco grave.

A atualização do financiamento reconhece a importância desta resposta para as crianças e respetivas famílias, num contexto marcado pelo aumento das sinalizações, pelo crescimento da procura e pela necessidade de reforçar os recursos técnicos e humanos especializados, de forma a proporcionar um acompanhamento atempado e adequado.

Uma resposta essencial para as crianças e as famílias

A intervenção precoce na infância assume um papel determinante na promoção do desenvolvimento infantil, particularmente nos primeiros anos de vida, contribuindo para a prevenção ou minimização de atrasos no desenvolvimento, o reforço das competências cognitivas, motoras, linguísticas, emocionais e sociais e o apoio às famílias.

A resposta social «Bem Crescer» tem uma presença consolidada no concelho de Silves. A sua origem remonta a outubro de 2001, com a implementação do projeto «Quebra-Nozes», no âmbito do Programa «Ser Criança», tendo sido convertida em resposta social em outubro de 2004.

Desde então, o crescimento das necessidades da população abrangida tornou necessário um reforço progressivo da capacidade de intervenção. A resposta, inicialmente dimensionada para 28 crianças, acompanha atualmente 63, evidenciando a relevância deste serviço e a necessidade de garantir os meios indispensáveis à sua continuidade.

Para o Município de Silves, assegurar respostas sociais adequadas às necessidades da população constitui uma dimensão fundamental da promoção do bem-estar e da qualidade de vida no concelho. Neste âmbito, o apoio à intervenção precoce representa um investimento nas crianças, nas famílias e na construção de uma comunidade mais inclusiva, coesa e solidária.

Reforço da cooperação e do investimento social

O novo protocolo atualiza as condições de comparticipação municipal, tendo em conta a evolução da resposta e os encargos associados à prestação dos serviços. O reforço do financiamento visa contribuir para a sustentabilidade desta intervenção, reconhecendo o papel dos profissionais especializados e a importância da articulação entre as instituições sociais e as entidades públicas.

A garantia de respostas de proximidade, acessíveis e ajustadas às necessidades concretas da população exige um compromisso continuado das entidades com responsabilidades na área social.

Neste sentido, importa assegurar que o crescimento das necessidades de intervenção seja acompanhado pelos meios financeiros e humanos necessários, numa responsabilidade partilhada entre a Administração Central, o poder local e as instituições sociais.

Com este apoio, o Município de Silves reafirma o seu compromisso com a proteção da infância, a valorização das respostas sociais e a promoção da igualdade de oportunidades, contribuindo para que todas as crianças possam beneficiar de condições adequadas ao seu desenvolvimento, independentemente das dificuldades que enfrentam.

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O protocolo tem efeitos a partir de 1 de janeiro de 2027 e uma duração inicial de um ano, renovável por iguais períodos, garantindo um enquadramento atualizado para a continuidade da resposta social «Bem Crescer» no concelho, que adota assim o lema ‘investir na infância é investir no futuro de Silves’.

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Lagos recebe nova ação de formação de salvamento Surf & Rescue

A Associação de Escolas de Surf de Portugal (AESP) e o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) promovem nova ação de formação de salvamento Surf & Rescue para iniciantes e avançados, sendo a próxima em Lagos.

A AESP informa que a iniciativa decorre até novembro em todo o país e pretende revolucionar o resgate ao instalar desfibrilhadores em várias escolas de surf por todo o país. A Praia de Praia de Porto de Mós, em Lagos, recebe a formação Surf & Rescue a 5 e 6 de novembro.

Esta iniciativa aposta na formação de instrutores, treinadores e comunidade surfista, garantindo competências em SBV e acesso a desfibrilhadores nas escolas, contribuindo para praias ainda mais seguras, dentro e fora de água.

O objetivo é reforçar a prevenção, formar pessoas e assegurar a manutenção dos equipamentos ao longo de todo o ano.

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Algarve Show Team conquista o 6.º lugar no Campeonato do Mundo de Patinagem Artística

Equipa algarvia representou Portugal no Paraguai, alcançando o sexto lugar mundial na disciplina de Precisão

O Algarve Show Team alcançou o 6.º lugar no Campeonato do Mundo de Show e Precisão de Patinagem Artística, realizado no Paraguai, levando o nome de Olhão, Albufeira, do Algarve e de Portugal à maior  competição internacional da modalidade.

Fundado em 2018, o projeto resulta atualmente da parceria entre o Clube Desportivo “Os Olhanenses” e a Associação Recreativa de Patinagem Artística Paderne-Albufeira, consolidando o seu percurso competitivo através de um trabalho contínuo de preparação, dedicação e ambição.

Para Célia Busatori, fundadora do projeto e treinadora-coordenadora, esta participação representa um enorme motivo de orgulho, não só pelo resultado alcançado, mas também pelo percurso e pela evolução das atletas. Destaca o empenho do grupo e a importância da formação humana, do espírito de equipa e da capacidade de superar desafios.

Bruno Teodósio, treinador e coreógrafo, salienta igualmente o crescimento da equipa, realçando o compromisso, a dedicação e o trabalho desenvolvido ao longo da época.

Algarve Show Team

Para ambos, a presença nesta competição mundial foi muito além do resultado desportivo: constituiu uma oportunidade única de aprendizagem, de consolidação de competências técnicas e artísticas e de contacto direto com a excelência da modalidade. Assistir ao vivo às melhores equipas do mundo permitiu observar diferentes abordagens, interpretar novos níveis de exigência e enriquecer a experiência competitiva, trazendo novas referências e motivação para o trabalho futuro.

Os treinadores mostram-se satisfeitos com a evolução alcançada na disciplina de Show e Precisão e deixam um agradecimento especial às atletas, às famílias, aos clubes e a todas as entidades que contribuíram para tornar possível esta participação.

O sexto lugar mundial representa mais uma etapa marcante na história do Algarve Show Team, reforçando a ambição de continuar a evoluir, a formar atletas e a representar Portugal ao mais alto nível.

Um percurso construído em equipa, onde cada experiência se transforma em aprendizagem e cada desafio abre caminho a novas conquistas.

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