Estudantes em protesto fecham Liceu Camões e António Arroio

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O ministro do Interior da França, Gérald Darmanin, afirmou nesta quinta-feira (22) que 2.700 pessoas foram detidas pela polícia desde sábado (17) em decorrência de distúrbios e saques.
Isso acontece em um momento em que autoridades buscam conter a onda de agitações no país, após protestos relacionados à educação e ao custo de vida acabarem gerando violência e confrontos com a polícia.
“2.700 pessoas foram detidas pela polícia desde sábado em relação a esses distúrbios e saques”, disse Darmanin em entrevista ao canal de notícias francês LCI.
Mais protestos estão marcados para este sábado (24). A Unef, principal sindicato estudantil da França, convocou manifestações e afirmou que o movimento não cessará até que suas reivindicações sejam atendidas.
A CGT, uma das maiores centrais sindicais do país, informou que participará das manifestações, defendendo que elas sejam pacíficas.
Enquanto isso, autoridades francesas prometeram uma presença policial “massiva” e impuseram toques de recolher.
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Autoridades da França proibiram protestos em cidades como Marselha e Lyon e anunciaram um toque de recolher para o fim de semana em partes de Paris.
O prefeito de Bouches-du-Rhône, o departamento ao qual Marselha pertence, anunciou uma proibição temporária de protestos para este sábado (24), segundo a BFMTV, emissora afiliada à CNN.
O transporte público também será suspenso das 5h de sábado às 5h de domingo, no horário local, na região metropolitana de Marselha, informou a BFMTV.
Cidades fora de Paris foram fortemente afetadas pelos recentes distúrbios.
Em Marselha, manifestantes vestidos de preto invadiram a prefeitura e picharam o prédio com símbolos anarquistas; em Lyon, manifestantes incendiaram o posto de turismo da cidade, relatou a agência Reuters.
A polícia de Paris anunciou um toque de recolher nas áreas da Place de la République e Les Halles, diariamente, das 23h às 6h, de quinta a domingo.
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