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Estudantes em protesto fecham Liceu Camões e António Arroio

Depois de uma acampada, os alunos organizados pelo movimento Fim ao Fóssil e Chumbado.pt bloquearam o acesso às escolas. Habitação, guerra, crise climática e educação entre as principais preocupações.

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

Os alunos prenderam-se às correntes com que fecharam o acesso à escola.
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As 55 detenções em Lisboa terão sido ilegais. Até a polícia duvida do famoso decreto-lei 406/74

Os manifestantes podem evocar que estão perante uma ordem ilegítima e, por isso, não têm de obedecer à polícia. Esta semana ficou marcada por novos protestos pelo direito à habitação, com especial tensão em Lisboa desta vez. Na terça-feira, ao início da manhã, a polícia avançou em Lisboa para retirar as tendas. Houve resistência, houve tensão, alguma violência, e 55 pessoas foram detidas por desobediência. Mas há queixas sobre a acção da polícia. Amadeu Guerra já confirmou que a Procuradoria Geral da República recebeu entretanto denúncias, há “processos em curso” sobre o caso. Decreto-lei n.º 406/74 A polícia justifica a

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10h. Netanyahu fechou a Cisjordânia após ataque em Hebron

Dois palestinianos morreram após o ataque. Horas depois, Netanyahu ordenou às forças de segurança que cercassem Hebron e encerrassem a Cisjordânia. Ainda, oposição quer demissão de Benjamim Pereira.

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Protestos estudantis alastram pela Europa. Mas pouco há a oferecer aos jovens

Começou em França, em setembro, com os estudantes do secundário na rua. Desde então, juntaram-se-lhes jovens em pelo menos outros sete países europeus. “Estamos fartos de tudo”. Jovens espanhóis e portugueses montaram tendas nas capitais para protestar contra as rendas altas. Franceses e italianos marcharam por melhores condições nas escolas, em manifestações manchadas por saques. Na Grécia, pede-se mais dinheiro para as universidades; na Albânia, os jovens entraram em confrontos com a polícia depois de se juntarem a protestos anti-corrupção contra um governo que acusam de lhes travar o futuro. As exigências mudam de país para país, mas há um

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À sexta noite, não houve acampada nem "aconchada" no Rossio

Assembleia Popular votou contra nova noite ao relento no Rossio. Manifestantes vão trocar o Rossio por Marvila esta sexta-feira, para recuperar caso de viúva despejada pelo município de Lisboa.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

Houve quem chegasse ao Rossio pronto para pernoitar, mas só 11 manifestantes permaneceram no local durante a madrugada
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Ambulâncias em marcha lenta em Lisboa no dia 26

Liga Portuguesa de Ambulâncias diz que empresas privadas de transporte de doentes foram excluídas dos apoios ao combustível e acusam SNS de atrasar pagamentos.

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

"Não queremos deixar de transportar doentes. Queremos que o Governo nos dê condições para continuar a fazê-lo", afirma a LPA
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Guterres alerta para onda global de protestos

Do Médio Oriente ao Sudão, da Europa ao Irão, o secretário-geral da ONU denuncia um mundo a arder — em conflitos e em descontentamento social.

© MIGUEL A. LOPES/LUSA

Guterres afirmou que o mundo enfrenta atualmente uma espécie de "El Niño da guerra", em que conflitos localizados provocam consequências a milhares de quilómetros de distância
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Caos na França: 2.700 pessoas foram detidas em meio a protestos e saques

O ministro do Interior da França, Gérald Darmanin, afirmou nesta quinta-feira (22) que 2.700 pessoas foram detidas pela polícia desde sábado (17) em decorrência de distúrbios e saques.

Isso acontece em um momento em que autoridades buscam conter a onda de agitações no país, após protestos relacionados à educação e ao custo de vida acabarem gerando violência e confrontos com a polícia.

“2.700 pessoas foram detidas pela polícia desde sábado em relação a esses distúrbios e saques”, disse Darmanin em entrevista ao canal de notícias francês LCI.

Mais protestos estão marcados para este sábado (24). A Unef, principal sindicato estudantil da França, convocou manifestações e afirmou que o movimento não cessará até que suas reivindicações sejam atendidas.

A CGT, uma das maiores centrais sindicais do país, informou que participará das manifestações, defendendo que elas sejam pacíficas.

Enquanto isso, autoridades francesas prometeram uma presença policial “massiva” e impuseram toques de recolher.

Análise: “Revolta por insatisfação social” caracteriza protestos na França

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Moedas reforça aviso: "Tem de se respeitar a lei"

O autarca lisboeta condenou os incidentes nos protestos, como o ocorrido com a estátua no Rossio. Sábado há nova manifestação em Lisboa, Porto e assembleia popular em Braga.

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

O autarca falou à Lusa no final de uma reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa, realizada no Convento de Jesus, em Setúbal
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França proíbe protestos em algumas cidades grandes para o final de semana

Autoridades da França proibiram protestos em cidades como Marselha e Lyon e anunciaram um toque de recolher para o fim de semana em partes de Paris.

O prefeito de Bouches-du-Rhône, o departamento ao qual Marselha pertence, anunciou uma proibição temporária de protestos para este sábado (24), segundo a BFMTV, emissora afiliada à CNN.

O transporte público também será suspenso das 5h de sábado às 5h de domingo, no horário local, na região metropolitana de Marselha, informou a BFMTV.

Cidades fora de Paris foram fortemente afetadas pelos recentes distúrbios.

Em Marselha, manifestantes vestidos de preto invadiram a prefeitura e picharam o prédio com símbolos anarquistas; em Lyon, manifestantes incendiaram o posto de turismo da cidade, relatou a agência Reuters.

A polícia de Paris anunciou um toque de recolher nas áreas da Place de la République e Les Halles, diariamente, das 23h às 6h, de quinta a domingo.

Protestos na França refletem o que será da Europa em 2027, diz especialista

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Sem-abrigo da lei

Todos temos direito de reivindicar e defender os nossos ideais. Destruição do património que é de todos, não. Passei os últimos dias intrigado com o comportamento humano. Tentei perceber o porquê de, quando inserido numa multidão, o Homem ficar alterado e – mais grave – tendencialmente agressivo. Como não é de todo a minha área de interesse ou estudo, tive necessidade de aprender um pouco. De facto, trata-se de um fenómeno transversal a vários eventos. Seja no desporto, sobretudo no Futebol, mas também – e o que me traz ao tema do artigo – num cenário de manifestações, como as

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Será que montar tendas vai dar casa a toda a gente?

Entre tendas no Rossio e protestos sobre as propinas, a frustração com a habitação expõe dores reais. Enquanto o bloqueio a reformas da lei continua a destruir o mercado de arrendamento no país.

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