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Cosméticos podem ter relação com câncer de mama? Especialistas explicam

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil. Cerca de 66,54 casos para cada 100 mil brasileiras. Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer de Mama), o país deve registrar 781 mil novos casos até 2028, o equivalente a 5 mil casos a mais por ano em relação ao ciclo anterior.

Um evento realizado em São Paulo, na última quinta-feira (22), debateu a importância do tratamento da pele antes e durante o tratamento oncológico. Pesquisas divergem do papel dos cosméticos neste processo, mas alguns estudos buscam analisar a relação. A ABMA (Associação Brasileira de Medicina Antroposófica) reconhece que algumas substâncias presentes em cosméticos podem estar relacionadas a processos cancerígenos, como os estrógenos.

A faixa etária dos 50 anos ser o maior grupo de risco, diagnósticos precoces também aparecem em jovens, na faixa dos 20 e 30 anos. Fatores como a genética, o ambiente externo, alimentação e o que passamos no corpo contribuem para o avanço da doença.

O que diz a ciência?

Uma pesquisa publicada na revista Chemosphere, conduzida por pesquisadores do California Pacific Medical Center Research Institute, nos EUA, tentou observar o efeito de produtos dermatológicos diretamente no tecido mamário. Os resultados não comprovam que os cosméticos causem diretamente o câncer de mama, mas indicam que podem influenciar o diagnóstico.

Os pesquisadores acompanharam, em meados de 2023, mulheres saudáveis que usavam regularmente produtos de limpeza. Alguns desses compostos apresentam atividade semelhante à do estrogênio (que pode estimular o crescimento de células e lóbulos mamários).

Durante 28 dias, parte das voluntárias trocaram produtos de uso diário por versões alternativas com menos substâncias. Antes e depois, foram coletadas amostras de urina, sangue e células da mama. Os  resultados mostram que os níveis de parabenos (tipo de conservante químico) na urina caíram. Nas células mamárias, houve alterações em processos relacionados à morte celular.

A pele absorve tudo?

O evento produzido pela Be Clean contou com médicos e especialistas para um congresso sobre o tema dos cosméticos e o tratamento oncológico, durante o Outubro Rosa. A Be Clean criou um aplicativo que identifica rótulos com base em estudos e relatórios, para alertar sobre toxicidade de cada cosmético.

A dermatologista Patrícia Silveira complementa a visão e explica que a absorção varia de acordo com o ingrediente, a concentração e a região em que o produto é aplicado na pele. “A nossa pele tem particularidades regionais, algumas áreas são mais absortivas, outras são menos. A absorção pode ser dada também através de anexos”, explica Patrícia.

Evento Be Clean • Kaique Guimaraes Martins/Be Clean

Segundo as especialistas, rever a composição é importante para contribuir com escolhas mais conscientes e seguras. “É bom porque a gente está revendo o que a gente usava, a gente está podendo rever formulações e, realmente, discutir e falar sobre isso”, citou Silveira.

 

Como alguns tipos de câncer de mama driblam tratamento? Estudo explica

 

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Como um buraco negro estará a eliminar estrelas binárias do centro da Via Láctea

Estudo português ajuda a explicar os poucos sistemas de estrelas binárias junto ao buraco negro supermassivo. É um fenómeno que tem intrigado os cientistas: um conjunto de estrelas muito jovens orbita Sagittarius A*, o buraco negro supermassivo da nossa galáxia, no centro da Via Láctea, a escassos anos-luz de distância. Agora, um estudo revela que a influência gravitacional do próprio buraco negro é responsável por destruir e alterar uma grande parte dos sistemas estelares duplos (sistemas binários) naquela região. A análise foi feita por investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em parceria com a

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Vacina contra câncer reduz risco de morte ou recorrência de melanoma em 42%

A Moderna e a Merck disseram na quinta-feira (22) que a vacina contra o câncer baseada em RNA mensageiro, quando combinada com a imunoterapia amplamente utilizada da Merck, reduziu em 42% o risco de morte ou recorrência de melanoma em um grande ensaio clínico, potencialmente abrindo caminho para uma nova era de tratamento personalizado.

As ações da Moderna dispararam desde que as empresas anunciaram, em agosto, o sucesso do ensaio clínico, sem divulgar os dados efetivos, quase quadruplicando até o fechamento de quarta-feira (21). Os papéis encerraram o pregão desta quinta-feira em queda de mais de 17%, após os resultados vazarem mais cedo em um site especializado em oncologia. As ações da Merck fecharam em baixa de cerca de 1,8%.

Os dados do ensaio clínico de fase 3, que envolveu mais de 1.100 pacientes, também mostraram que a combinação reduziu em 38% o risco de disseminação do câncer.

Esses são os primeiros dados a demonstrar que a combinação de uma vacina baseada em mutações exclusivas do tumor de cada paciente com um medicamento que ajuda o sistema imunológico a combater o câncer pode manter a doença sob controle. A vacina, conhecida como intismeran autogene, foi testada em conjunto com o Keytruda, imunoterápico de grande sucesso comercial da Merck e um dos medicamentos mais vendidos do mundo.

Alguns analistas afirmaram que os dados podem levantar preocupações entre investidores sobre até que ponto essa tecnologia poderá ser aplicada a outros tipos de câncer.

O Keytruda age removendo um mecanismo natural de bloqueio que as células cancerígenas utilizam para se esconder do ataque do sistema imunológico. Já a vacina instrui as células do paciente a produzir cópias de mutações específicas, para que o sistema imunológico possa identificá-las e destruí-las.

O CEO da Moderna, Stephane Bancel, afirmou que os dados sinalizam um novo capítulo no tratamento do câncer.

“Com essa capacidade de criar novas células T específicas para o seu tumor […], o impacto clínico é muito profundo e, como vimos no ensaio de fase 2, muito duradouro”, disse Bancel em entrevista.

Segundo o executivo, as empresas estão se preparando para solicitar a aprovação nos Estados Unidos e esperam lançar a vacina contra o câncer em 2027.

A combinação de intismeran e Keytruda já está sendo testada em vários outros tipos de câncer, incluindo os de rim, bexiga e pulmão.

Bancel disse acreditar que a vacina deve ampliar a eficácia “em todos os casos em que o Keytruda funciona”, mas ainda é preciso determinar em que medida ela melhorará os resultados. O Keytruda tem aprovação para 19 tipos de câncer.

O CEO também afirmou que o intismeran pode funcionar sozinho como tratamento para cânceres em estágio inicial.

Os resultados do ensaio de fase 3 sobre melanoma, baseados em dados dos pacientes referentes aos dois primeiros anos após o tratamento, serão apresentados no sábado, durante a reunião da Sociedade Europeia de Oncologia Médica, em Madri.

Entre os pacientes que receberam a vacina em conjunto com o Keytruda, 82,2% continuavam livres do câncer após dois anos, em comparação com 70% daqueles que receberam apenas o Keytruda.

“Isso é altamente significativo do ponto de vista estatístico. Não aconteceu por acaso”, afirmou o médico Hussein Tawbi, especialista em melanoma e investigador do ensaio clínico no Centro de Câncer MD Anderson da Universidade do Texas.

Antes da reunião, vários analistas de Wall Street disseram que os investidores esperavam que a combinação reduzisse o risco de recorrência em 40% ou mais.

“Vemos o otimismo diminuir em relação ao potencial de franquias multibilionárias do intismeran na área de oncologia”, escreveu Trung Huynh, analista do RBC. “Esses dados nos deixam menos otimistas, já que o melanoma deveria representar o melhor cenário possível.”

O ensaio testou nove doses da vacina em conjunto com o Keytruda, a partir de 13 semanas após a cirurgia para remover as lesões de melanoma. A resposta ao tratamento combinado foi comparada à dos pacientes tratados apenas com Keytruda, uma terapia padrão para melanoma.

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Cooprofar investe 15 milhões na expansão de plataforma logística em Alcochete

O Grupo Cooprofar investiu 15 milhões de euros na expansão da sua plataforma logística de Alcochete, que acrescenta 6.500 metros quadrados de área útil e reforça a capacidade de armazenamento e distribuição de medicamentos, anunciou hoje a cooperativa farmacêutica.

Em comunicado, a Cooprofar adianta que a expansão, cuja inauguração está marcada para hoje, integra soluções de automação e robótica destinadas a aumentar a eficiência operacional e a otimizar a gestão de stocks.

A infraestrutura está preparada para uma capacidade futura de até 13.500 paletes, permitindo acompanhar o crescimento da atividade e responder às exigências da cadeia de abastecimento do setor.

“Este investimento representa mais um passo no compromisso de crescimento sustentado do Grupo Cooprofar e traduz a nossa confiança no futuro da distribuição farmacêutica em Portugal”, afirmou o presidente do conselho de administração da cooperativa, Hélder Mesquita, citado no comunicado.

O investimento surge numa altura em que a Cooprofar regista um crescimento da atividade, tendo encerrado 2025 com um volume de negócios de 544 milhões de euros, mais 13% do que no ano anterior.

Segundo a cooperativa, este crescimento superou o registado pelo mercado farmacêutico, de 9,7%, tendo a empresa alcançado uma quota de mercado de 13,9%.

Fundada em 1975, a Cooprofar abastece mais de 1.100 farmácias e emprega mais de 300 trabalhadores diretos.

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Celulite facial? Entenda condição que fez presidente do Vasco ser internado

Pedrinho, presidente do Vasco, recebeu alta nesta quinta-feira (22) após ficar internado em um hospital na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, com um quadro de celulite facial. Caracterizada por vermelhidão e inchaço no rosto, trata-se de uma infecção bacteriana da pele e do tecido subcutâneo.

A condição é grave e, na maioria das vezes, ocorre por meio de uma ferida que pode ser causada por um arranhão, uma picada de inseto ou uma lesão de acne manipulada. Essas contusões na pele abrem espaço para a contaminação das bactérias.

Em entrevista à CNN Brasil, a dermatologista Dra. Rafaella Caruso explicou que a celulite facial precisa ser tratada imediatamente para não gerar complicações no cérebro e nos nervos ópticos.

Quando a infecção acomete a região próxima aos olhos, é fundamental avaliar a possibilidade de comprometimento orbitário, especialmente se houver dor ao movimentar os olhos, alterações da visão ou dificuldade para movimentá-los. Esses sinais exigem avaliação médica urgente, com necessidade até de exame de imagem.

Dra. Rafaella Caruso, Dermatologista da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia)

A doença pode afetar pessoas com qualquer idade, mas o risco é maior em pacientes diabéticos ou com a imunidade baixa.

Quais são os tratamentos?

Segundo a especialista, o tratamento é feito com antibióticos, mas a intensidade do medicamento depende da gravidade do quadro.

“Nos casos leves e sem sinais de complicação, pode ser possível tratar com antibióticos por via oral, sob acompanhamento médico”, explica.

Em casos mais extensos, como o de Pedrinho, pode ocorrer progressão rápida ou suspeita de acometimento de estruturas profundas, que exigem internação hospitalar e antibióticos intravenosos.

Como evitar?

De acordo com a dermatologista, a prevenção envolve higiene adequada  evitando coçar o rosto com as mãos sujas, além de cuidados com a pele: tratamentos de produtos recomendados pelos dermatologistas. “É importante higienizar e cuidar corretamente de feridas, evitar manipular espinhas e outras lesões de pele”, conclui a médica.

Novo medicamento reduz em 63% coceira em pacientes com doença de pele

 

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Medicamento experimental pode atuar contra obesidade e apneia do sono; entenda

A retatrutida, molécula experimental utilizada em testes para verificar a eficiência em tratamentos de obesidade, pode amenizar os sintomas causados pela apneia do sono. É o que aponta dois estudos internacionais publicados nessa quarta-feira (21) na revista The New England Journal Of Medicine.

Também conhecida como SAOS (Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono), a condição ocorre quando as vias aéreas ficam bloqueadas durante o sono, causando interrupções na respiração. A condição é frequentemente associada à obesidade e é caracterizada pelo ronco e ruídos sufocantes. Estima-se que cerca de 400 milhões de pessoas pelo mundo sofram com esse distúrbio.

Os testes realizados pelo estudo aconteceram em 691 adultos com obesidade e sem diabetes que foram acompanhados por 80 semanas. Desse total, 243 tinham o transtorno. Ambos receberam 9 mg e 12 mg da retatrutida.

O que mostra o estudo?

Antes da pesquisa, os pacientes apresentavam 58,6 e 55,9 episódios por hora de apneia, ou seja, não respiravam inteiramente nem por um minuto. Após 80 semanas, a redução média foi de 22,9 episódios por hora entre aqueles que receberam 4 mg de retatrutida por semana. Por outro lado, os que receberam 9mg tiveram apenas 34,3 episódios por hora. Por sua vez, o grupo de 12mg tiveram 31,7 episódios por hora.

A medição foi feita por meio do IAH (índice de apneia-hipopneia), que mede o número de episódios de apneia e hipopneia por hora de sono.

Perda de peso também foi constatada

Os pesquisadores também avaliaram a perda de peso nos pacientes obesos ou acima do peso.

Considerando os participantes do estudo, a redução média do peso corporal após 80 semanas foi de 17,6% com 4 mg, 23,7% com 9 mg e 25% com 12 mg.

O que é a retatrutida?

A retatrutida é uma molécula experimental que atua simultaneamente nos receptores de GIP, GLP-1 (o mesmo da Tizerpatida do mounjaro, e semaglutida do Ozempic) e glucagon.

O medicamento não é aprovado em nenhum país e ainda está sendo utilizado para experimentos. Essa pesquisa, por exemplo, foi acompanhada pela farmacêutica Elli Lily.

A retatrutida é uma das principais apostas da empresa para futuros tratamentos de obesidade e diabetes.

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HEMU treina brigadistas para agir em situações de emergência

O Hospital Estadual da Mulher (HEMU) capacitou profissionais de diferentes setores para atuar nos primeiros momentos de uma emergência. O treinamento de Brigadista Eventual foi ministrado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás e contou com a participação de 61 colaboradores da unidade.

A formação incluiu atividades teóricas e práticas sobre prevenção e combate inicial a incêndios, procedimentos de evacuação e noções de primeiros socorros. Os participantes também aprenderam como proceder até a chegada das equipes especializadas.

Em um hospital, saber como agir nessas situações exige atenção às necessidades dos pacientes, especialmente daqueles com mobilidade reduzida ou que dependem de assistência para se deslocar. Por isso, a preparação das equipes é importante para que a resposta a uma emergência ocorra de maneira organizada, considerando as particularidades de cada setor.

A capacitação envolveu profissionais das áreas assistencial e administrativa e está relacionada ao Plano de Atendimento a Emergências do HEMU. O treinamento busca preparar as equipes para identificar situações de risco e seguir os procedimentos previstos para cada ocorrência.

Para o engenheiro de segurança do trabalho do HEMU, Luis Rogerio Soares, a formação contribui para que os profissionais saibam como agir diante de situações que exigem uma resposta rápida.

“O treinamento permite que os colaboradores ampliem seus conhecimentos, reconheçam situações de risco e estejam mais preparados para agir de forma consciente e coordenada diante de possíveis emergências”, afirma.

Com a capacitação, os brigadistas ampliam o preparo para atuar na prevenção e na resposta inicial a emergências, contribuindo para a segurança de pacientes, acompanhantes e profissionais do hospital.

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Cinco novos casos de sarampo em Lisboa e Vale do Tejo

DGS identificou cinco novos casos na região de Lisboa desde 6 de outubro. Três são importados, por pessoas que viajaram para países com elevada incidência da doença.

© Governo

A circulação do vírus a nível internacional pode resultar na importação de casos para Portugal, sobretudo num contexto de elevada mobilidade
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Doença de Newcastle: protocolos sanitários são cumpridos em SC

Logo Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária informou que foi concluído o despovoamento sanitário do estabelecimento comercial de criação de perus de corte no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina, onde foi identificado um foco da doença de Newcastle. 

De acordo com o ministério, estão em andamento procedimentos de limpeza e desinfecção das instalações, conforme protocolos sanitários aplicáveis.

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“Paralelamente, seguem as ações de vigilância epidemiológica e de monitoramento das propriedades localizadas na área de restrição sanitária, além do controle do trânsito de animais e de outros materiais sujeitos às regras sanitárias”, esclareceu a pasta.

Em nota, o ministério destacou que as ações de resposta contam com profissionais da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), da prefeitura, da Polícia Civil e do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária.

As equipes atuam em atividades operacionais, na vigilância epidemiológica e no apoio às medidas de contenção ao surto.

“A atuação integrada do Mapa com o serviço veterinário oficial de Santa Catarina busca impedir a disseminação da doença e preservar a condição sanitária da avicultura brasileira”, explica o Mapa.

Entenda

O foco da doença de Newcastle no estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus foi confirmado no domingo (18).

No mesmo dia, o ministério informou que o estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, com suspensão da movimentação de aves e medidas de controle, contenção e erradicação executadas.

Entre as medidas adotadas está a publicação de portaria que declara estado de emergência zoossanitária, pelo prazo de 60 dias, nos municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim, em Santa Catarina.

O ministério notificou oficialmente a ocorrência de casos à Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa) e comunicou o foco a parceiros comerciais bilaterais, compartilhando informações técnicas iniciais sobre o evento e medidas sanitárias adotadas.

Doença

A doença de Newcastle afeta aves domésticas e silvestres e é causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme critérios estabelecidos pela Omsa.

A ocorrência em Santa Catarina foi identificada durante investigação epidemiológica conduzida pelo serviço veterinário oficial do estado e confirmada por meio de análise realizada no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo.

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Anvisa determina apreensão de lote do suplemento NAC por falsificação

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou nesta quinta-feira (22), a apreensão do lote 11-2025 do suplemento NAC N-Acetil L-Cisteína da marca Lauton Suplementos que é vendido na plataforma online Shopee.

O lote do produto segundo a agência corresponde a todas as unidades com validade para novembro deste ano, e que são vendidos na plataforma de vendas online.

Segundo a Anvisa esses produtos são falsificados, já que não foram encontradas informações sobre a sua fabricante, e desse modo a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e o uso dele foram proibidas.

No entanto, a agência não especificou quais vendedores estão com o produto falsificado, e ao acessar a plataforma, vários anúncios do NAC da marca Lauton seguem ativos, e sem informações na descrição sobre o lote em questão e a data de validade do produto que os compradores estão comprando.

O suplemento é conhecido por proteger o organismo dos radicais livres, funcionando como um antioxidante. Além disso, ele pode fortalecer o sistema imunológico e respiratório.

A CNN Brasil tentou contato com a Lauton Suplementos sobre o NAC e com a Shopee sobre a sua política nos anúncios, mas até a publicação desta matéria não recebeu resposta. O espaço segue aberto.

*Sob supervisão de André Rigue

Esmalte em gel causa câncer? Veja produtos proibidos pela Anvisa

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Anvisa suspende medicamento Fauldleuco por suspeita de partículas no frasco

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou na manhã desta quinta-feira (22) a proibição da venda do medicamento Fauldleuco 10 mg/mL solução injetável vendido em frascos de 30 mL, produzido pela Libbs farmacêutica.

Em resolução publicada no DOI (Diário da União, a agência determinou a interdição cautelar por 90 dias do lote 25D0808 por suspeita de desvio de qualidade relacionado à presença de material particulado.

Isso significa uma possível presença de materiais não dissolvidos da fórmula ou partículas estranhas como borracha, plástico ou vidro dentro do frasco, o que viola além de violar as normas sanitárias pode causar o entupimento de pequenos vasos sanguíneos e reações alérgicas quando injetado nos pacientes.

O Fauldleuco é um medicamento usado para reduzir a toxicidade e como antídoto após tratamentos de quimioterapia, no tratamento de anemia megaloblástica quando a absorção oral não funciona, e ainda no tratamento paleativo de pacientes com carcicoma colorretal.

Em nota, a Libbs Farmacêutica informou que está adotando todas as medidas necessárias em atendimento à determinação da Anvisa, que é preventiva e restrita exclusivamente ao lote mencionado.

A empresa alega que conforme investigação técnica própria, o material particulado observado é da formação de cristais do próprio princípio ativo do medicamento, o folinato de cálcio, o que pode pode acontecer por fatores como variações de temperatura durante o armazenamento.

Além disso, a Libbs orienta que caso a formação dos cristais seja identificado pelos profissionais da saúde, ele não deve ser administrado ao paciente, conforme descrito em bula, e seguirá acompanhando a investigação junto à Anvisa e às demais autoridades competentes.

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Anvisa proíbe medidor de glicemia falso vendido na Amazon; veja qual

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a venda do produto Accu-Chek, medidor de glicemia, que está sendo comercializado na Amazon, uma plataforma on-line de vendas. A medida foi publicada no DOU (Diário Oficial da União), nesta quinta-feira (22), que classifica a mercadoria como falsa.

Segundo a resolução, a decisão foi tomada após a empresa Roche Diabetes Care Brasil Ltda., responsável pelo produto original, identificar divergência em dois anúncios publicados na plataforma.

“Além da ausência da embalagem externa original, os itens traziam a restrição de comercialização descrita em inglês “ONLY FOR GOVERNMENT TENDER” (Destinado exclusivamente a licitações governamentais)”, cita a agência.

Segundo a nota da Anvisa, a falsificação diz respeito aos seguintes produtos: Tiras Accu-Chek Active C/50 e o Kit Tiras Medidor Glicemia Accu-Check Active 100 Unidades.

A resolução também afirma que os itens identificados como falsos não podem ser distribuídos, importados e nem utilizados. No entanto, até às 14h desta quinta-feira (22), os anúncios das mercadorias ainda estavam disponíveis na Amazon.

A CNN Brasil entrou em contato com a plataforma de vendas e aguarda um posicionamento. O espaço segue aberto.

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Portugueses descobrem a ‘pólvora’? Equipa consegue travar acumulação de uma proteína ligada à doença de Alzheimer

Uma equipa de investigadores portugueses conseguiu bloquear, em laboratório, um processo associado à doença de Alzheimer, através de pequenas moléculas que interferem na acumulação de uma proteína no cérebro. A descoberta surgiu de forma inesperada, durante uma investigação que tinha inicialmente outro objetivo, e poderá contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias de estudo das doenças neurodegenerativas.

O trabalho foi desenvolvido na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e incidiu sobre a proteína Tau, cuja acumulação anormal está associada ao Alzheimer. Segundo a SIC Notícias, os investigadores identificaram três pequenos fragmentos de anticorpos, conhecidos como nanocorpos, capazes de interferir na formação destes agregados. Um deles conseguiu bloquear a agregação e a propagação da proteína num modelo celular utilizado nos ensaios.

Descoberta surgiu durante investigação a outra proteína

Inicialmente, a equipa procurava compreender melhor o funcionamento da S100B, uma proteína naturalmente presente no cérebro que participa em mecanismos de proteção contra a agregação de outras proteínas. Para estudar a sua atividade, os investigadores desenvolveram nanocorpos, pequenas estruturas derivadas de anticorpos, capazes de reconhecer a S100B e de interferir no seu funcionamento.

Contudo, durante os trabalhos, verificaram que algumas destas moléculas também reconheciam diretamente a proteína Tau. Esta capacidade não fazia parte dos objetivos iniciais da investigação e permitiu identificar uma possível forma de interferir nos processos responsáveis pela formação de agregados proteicos.

Um dos nanocorpos conseguiu bloquear a agregação

Os investigadores selecionaram três nanocorpos para avaliar a sua capacidade de impedir a acumulação anormal da Tau. Todos apresentaram efeitos inibidores, embora com diferentes níveis de eficácia. Um deles destacou-se por atuar sobre uma das principais etapas que favorecem a formação de novos agregados da proteína.

Os resultados, publicados na revista científica Communications Biology, demonstraram que esse nanocorpo conseguiu suprimir a agregação e a propagação da Tau nas condições experimentais estudadas. Cláudio M. Gomes, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e coordenador do trabalho, explicou que a descoberta permitiu identificar uma ação inesperada destas moléculas sobre uma proteína associada a doenças neurodegenerativas.

Porque é que a proteína Tau está associada ao Alzheimer?

A Tau desempenha funções importantes no funcionamento normal dos neurónios, nomeadamente na estabilização dos microtúbulos, estruturas envolvidas na organização e no transporte de substâncias dentro das células. Porém, em determinadas circunstâncias, a proteína pode sofrer alterações e começar a acumular-se de forma anormal, dando origem a agregados que estão associados a diferentes doenças neurodegenerativas.

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e caracteriza-se por alterações progressivas das funções cognitivas, incluindo a memória, a orientação e a capacidade de realizar tarefas quotidianas. Entre as alterações observadas no cérebro encontram-se a acumulação de placas de beta-amiloide e a formação de emaranhados da proteína Tau, processos que contribuem para a degeneração dos neurónios.

Descoberta ainda não representa um tratamento

Apesar dos resultados obtidos, a investigação encontra-se numa fase inicial e os nanocorpos identificados ainda não podem ser utilizados como tratamento para a doença de Alzheimer. Os ensaios foram realizados em condições laboratoriais, pelo que não é possível concluir que os mesmos efeitos possam ser reproduzidos no cérebro humano ou que estas moléculas consigam prevenir a evolução da doença.

Os próximos passos passam por testar os nanocorpos em agregados de Tau provenientes de tecido cerebral humano e avaliar, em modelos de neurónios, se a redução da acumulação da proteína consegue proteger as células dos seus efeitos tóxicos. O estudo foi coordenado por Cláudio M. Gomes, no Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas, e contou com a participação de investigadores da Universidade do Porto e de instituições científicas de França e da Bélgica.

Leia também: Medicamentos para a perda de peso vão começar a ser comparticipados em 2027: apoio do Estado terá duração limitada

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Ventura critica Passos Coelho por debater aborto

André Ventura diz ter "grande admiração" por Passos Coelho, mas considera que colocar o aborto na agenda pública faz o jogo da esquerda numa altura de crise.

© ANDRÉ KOSTERS/LUSA

"Eu não aceitarei fazer o jogo que a esquerda quer que nós façamos, que é tornar-nos uma elite minoritária que discute coisas entre nós", afirmou Andre Ventura
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