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Anvisa determina apreensão de lote do suplemento NAC por falsificação

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou nesta quinta-feira (22), a apreensão do lote 11-2025 do suplemento NAC N-Acetil L-Cisteína da marca Lauton Suplementos que é vendido na plataforma online Shopee.

O lote do produto segundo a agência corresponde a todas as unidades com validade para novembro deste ano, e que são vendidos na plataforma de vendas online.

Segundo a Anvisa esses produtos são falsificados, já que não foram encontradas informações sobre a sua fabricante, e desse modo a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e o uso dele foram proibidas.

No entanto, a agência não especificou quais vendedores estão com o produto falsificado, e ao acessar a plataforma, vários anúncios do NAC da marca Lauton seguem ativos, e sem informações na descrição sobre o lote em questão e a data de validade do produto que os compradores estão comprando.

O suplemento é conhecido por proteger o organismo dos radicais livres, funcionando como um antioxidante. Além disso, ele pode fortalecer o sistema imunológico e respiratório.

A CNN Brasil tentou contato com a Lauton Suplementos sobre o NAC e com a Shopee sobre a sua política nos anúncios, mas até a publicação desta matéria não recebeu resposta. O espaço segue aberto.

*Sob supervisão de André Rigue

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Anvisa suspende medicamento Fauldleuco por suspeita de partículas no frasco

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou na manhã desta quinta-feira (22) a proibição da venda do medicamento Fauldleuco 10 mg/mL solução injetável vendido em frascos de 30 mL, produzido pela Libbs farmacêutica.

Em resolução publicada no DOI (Diário da União, a agência determinou a interdição cautelar por 90 dias do lote 25D0808 por suspeita de desvio de qualidade relacionado à presença de material particulado.

Isso significa uma possível presença de materiais não dissolvidos da fórmula ou partículas estranhas como borracha, plástico ou vidro dentro do frasco, o que viola além de violar as normas sanitárias pode causar o entupimento de pequenos vasos sanguíneos e reações alérgicas quando injetado nos pacientes.

O Fauldleuco é um medicamento usado para reduzir a toxicidade e como antídoto após tratamentos de quimioterapia, no tratamento de anemia megaloblástica quando a absorção oral não funciona, e ainda no tratamento paleativo de pacientes com carcicoma colorretal.

Em nota, a Libbs Farmacêutica informou que está adotando todas as medidas necessárias em atendimento à determinação da Anvisa, que é preventiva e restrita exclusivamente ao lote mencionado.

A empresa alega que conforme investigação técnica própria, o material particulado observado é da formação de cristais do próprio princípio ativo do medicamento, o folinato de cálcio, o que pode pode acontecer por fatores como variações de temperatura durante o armazenamento.

Além disso, a Libbs orienta que caso a formação dos cristais seja identificado pelos profissionais da saúde, ele não deve ser administrado ao paciente, conforme descrito em bula, e seguirá acompanhando a investigação junto à Anvisa e às demais autoridades competentes.

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Anvisa proíbe medidor de glicemia falso vendido na Amazon; veja qual

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a venda do produto Accu-Chek, medidor de glicemia, que está sendo comercializado na Amazon, uma plataforma on-line de vendas. A medida foi publicada no DOU (Diário Oficial da União), nesta quinta-feira (22), que classifica a mercadoria como falsa.

Segundo a resolução, a decisão foi tomada após a empresa Roche Diabetes Care Brasil Ltda., responsável pelo produto original, identificar divergência em dois anúncios publicados na plataforma.

“Além da ausência da embalagem externa original, os itens traziam a restrição de comercialização descrita em inglês “ONLY FOR GOVERNMENT TENDER” (Destinado exclusivamente a licitações governamentais)”, cita a agência.

Segundo a nota da Anvisa, a falsificação diz respeito aos seguintes produtos: Tiras Accu-Chek Active C/50 e o Kit Tiras Medidor Glicemia Accu-Check Active 100 Unidades.

A resolução também afirma que os itens identificados como falsos não podem ser distribuídos, importados e nem utilizados. No entanto, até às 14h desta quinta-feira (22), os anúncios das mercadorias ainda estavam disponíveis na Amazon.

A CNN Brasil entrou em contato com a plataforma de vendas e aguarda um posicionamento. O espaço segue aberto.

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Portugueses descobrem a ‘pólvora’? Equipa consegue travar acumulação de uma proteína ligada à doença de Alzheimer

Uma equipa de investigadores portugueses conseguiu bloquear, em laboratório, um processo associado à doença de Alzheimer, através de pequenas moléculas que interferem na acumulação de uma proteína no cérebro. A descoberta surgiu de forma inesperada, durante uma investigação que tinha inicialmente outro objetivo, e poderá contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias de estudo das doenças neurodegenerativas.

O trabalho foi desenvolvido na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e incidiu sobre a proteína Tau, cuja acumulação anormal está associada ao Alzheimer. Segundo a SIC Notícias, os investigadores identificaram três pequenos fragmentos de anticorpos, conhecidos como nanocorpos, capazes de interferir na formação destes agregados. Um deles conseguiu bloquear a agregação e a propagação da proteína num modelo celular utilizado nos ensaios.

Descoberta surgiu durante investigação a outra proteína

Inicialmente, a equipa procurava compreender melhor o funcionamento da S100B, uma proteína naturalmente presente no cérebro que participa em mecanismos de proteção contra a agregação de outras proteínas. Para estudar a sua atividade, os investigadores desenvolveram nanocorpos, pequenas estruturas derivadas de anticorpos, capazes de reconhecer a S100B e de interferir no seu funcionamento.

Contudo, durante os trabalhos, verificaram que algumas destas moléculas também reconheciam diretamente a proteína Tau. Esta capacidade não fazia parte dos objetivos iniciais da investigação e permitiu identificar uma possível forma de interferir nos processos responsáveis pela formação de agregados proteicos.

Um dos nanocorpos conseguiu bloquear a agregação

Os investigadores selecionaram três nanocorpos para avaliar a sua capacidade de impedir a acumulação anormal da Tau. Todos apresentaram efeitos inibidores, embora com diferentes níveis de eficácia. Um deles destacou-se por atuar sobre uma das principais etapas que favorecem a formação de novos agregados da proteína.

Os resultados, publicados na revista científica Communications Biology, demonstraram que esse nanocorpo conseguiu suprimir a agregação e a propagação da Tau nas condições experimentais estudadas. Cláudio M. Gomes, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e coordenador do trabalho, explicou que a descoberta permitiu identificar uma ação inesperada destas moléculas sobre uma proteína associada a doenças neurodegenerativas.

Porque é que a proteína Tau está associada ao Alzheimer?

A Tau desempenha funções importantes no funcionamento normal dos neurónios, nomeadamente na estabilização dos microtúbulos, estruturas envolvidas na organização e no transporte de substâncias dentro das células. Porém, em determinadas circunstâncias, a proteína pode sofrer alterações e começar a acumular-se de forma anormal, dando origem a agregados que estão associados a diferentes doenças neurodegenerativas.

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e caracteriza-se por alterações progressivas das funções cognitivas, incluindo a memória, a orientação e a capacidade de realizar tarefas quotidianas. Entre as alterações observadas no cérebro encontram-se a acumulação de placas de beta-amiloide e a formação de emaranhados da proteína Tau, processos que contribuem para a degeneração dos neurónios.

Descoberta ainda não representa um tratamento

Apesar dos resultados obtidos, a investigação encontra-se numa fase inicial e os nanocorpos identificados ainda não podem ser utilizados como tratamento para a doença de Alzheimer. Os ensaios foram realizados em condições laboratoriais, pelo que não é possível concluir que os mesmos efeitos possam ser reproduzidos no cérebro humano ou que estas moléculas consigam prevenir a evolução da doença.

Os próximos passos passam por testar os nanocorpos em agregados de Tau provenientes de tecido cerebral humano e avaliar, em modelos de neurónios, se a redução da acumulação da proteína consegue proteger as células dos seus efeitos tóxicos. O estudo foi coordenado por Cláudio M. Gomes, no Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas, e contou com a participação de investigadores da Universidade do Porto e de instituições científicas de França e da Bélgica.

Leia também: Medicamentos para a perda de peso vão começar a ser comparticipados em 2027: apoio do Estado terá duração limitada

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Ventura critica Passos Coelho por debater aborto

André Ventura diz ter "grande admiração" por Passos Coelho, mas considera que colocar o aborto na agenda pública faz o jogo da esquerda numa altura de crise.

© ANDRÉ KOSTERS/LUSA

"Eu não aceitarei fazer o jogo que a esquerda quer que nós façamos, que é tornar-nos uma elite minoritária que discute coisas entre nós", afirmou Andre Ventura
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Vice-prefeito é preso após arrancar porta de hospital e danificar sala no Paraná

O vice-prefeito de Guamiranga, no Paraná, Igor Pontarolo (PSD), foi preso em flagrante na terça-feira (20), após danificar estruturas do pronto-atendimento municipal e de uma sala da Secretaria de Saúde. A ocorrência também envolve acusações de ameaça e desacato a servidores. Na quarta-feira (21), ele obteve liberdade provisória.

Imagens de câmeras de segurança mostram que Pontarolo chegou à unidade de saúde carregando uma mulher no colo. A entrada, que possui uma trava eletrônica, não abriu na primeira tentativa. Após cerca de 16 segundos, o acesso foi liberado e ele entrou com a paciente.

Dois minutos depois, as câmeras registraram o político retornando ao local, arrancando a porta da estrutura e jogando-a no chão.

Confusão continuou na Secretaria de Saúde

Conforme o boletim de ocorrência, após deixar a área de atendimento, Pontarolo seguiu para a Secretaria de Saúde, instalada em um prédio anexo ao hospital, e procurou pelo titular da pasta. Testemunhas relataram que ele estava exaltado e danificou uma sala.

Ainda segundo os registros policiais, o vice-prefeito também teria ofendido o secretário municipal na presença de policiais militares que atenderam à ocorrência. Ele foi encaminhado à Polícia Civil, onde a prisão em flagrante foi formalizada.

A investigação busca esclarecer as circunstâncias do episódio e as condutas atribuídas ao político. A prisão em flagrante e a posterior concessão de liberdade provisória não representam condenação pelos crimes investigados.

Defesa afirma que houve emergência médica

Em depoimento, um amigo de Pontarolo relatou que os dois estavam em um velório quando uma tia dele passou mal, desmaiou e começou a convulsionar. Diante da situação, o vice-prefeito teria decidido transportá-la por conta própria até o pronto-atendimento.

A defesa sustenta que a conduta ocorreu em uma situação de emergência. Em nota, afirmou que Pontarolo agiu em estado de necessidade para preservar a vida da paciente e garantir assistência médica. O advogado Renato Rafael Griczynski também declarou que a defesa respeita as instituições, o devido processo legal e a presunção de inocência.

A Prefeitura de Guamiranga informou que ainda não dispõe de elementos conclusivos para esclarecer integralmente o ocorrido. A administração anunciou que pretende apurar as circunstâncias, os possíveis danos ao patrimônio público e os motivos envolvidos por meio de uma sindicância.

O município afirmou que aguardará a apuração formal antes de emitir um juízo sobre o caso e reafirmou o compromisso com a transparência, a preservação do patrimônio público e o respeito aos servidores e à população.

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Suplemento de ervas vendido no TikTok é proibido no Brasil, alerta Anvisa

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou uma nota, nesta quarta-feira (21), para reforçar a proibição de suplementos alimentares de ashwagandha, erva asiática que promete relaxamento e alívio dos sintomas da perimenopausa.

A agência citou, como parte do alerta, o caso da britânica Lois Kinder, de 44 anos, que teria tomado o suplemento antes de ser diagnosticada com falência hepática.

A erva têm sido indicada nas redes sociais e é vendida, principalmente, no TikTok, por valores entre R$20 e R$30. Na nota, a Anvisa inclusive se refere ao produto como o “suplemento do TikTok”.

De acordo com a Anvisa, esse tipo de suplemento não tem registro no Brasil e sua fabricação, comercialização, distribuição e uso são proibidos.

Os suplementos alimentares são uma alternativa para complementar a alimentação e podem ser úteis para pessoas que precisam melhorar o consumo de algum nutriente ou praticar atividades físicas intensas.

A agência ressalta, no entanto, que é terminantemente proibido relacionar esses produtos a alegações de cura, tratamento e prevenção de doenças. A decisão sobre a necessidade de um suplemento cabe apenas a profissionais de saúde qualificados, incluindo o tipo, a quantidade, quando e como tomar.

Caso de Lois Kinder

De acordo com a família, os problemas começaram em 13 de julho deste ano, quando Lois foi levada às pressas ao hospital na cidade de Warrington, em Chesire, na Inglaterra, e os médicos descobriram que ela estava sofrendo de insuficiência hepática aguda. Ela foi colocada em coma induzido e entrou na lista de transplantes de fígado superurgentes. Um doador ficou disponível em 22 de julho, mas Lois sofreu três paradas cardíacas durante a cirurgia.

Apesar de ter sobrevivido, a mulher acabou ficando em coma pelas semanas seguintes. A família de Lois criou uma vaquinha no Go Fund Me, onde Ollie Kinder, marido dela, deixou seu relato.

“Os dias que se seguiram foram repletos de medo, incerteza e dor no coração. Ver a pessoa que você ama lutar pela própria vida é algo para o qual nenhuma família jamais pode se preparar. A ideia de perder minha esposa, e de nossos filhos, Imogen e Jacob, perderem a mãe com apenas 44 anos de idade, era insuportável”, contou Ollie.

Lois começou a acordar e realizar pequenos movimentos seis semanas depois. No entanto, as complicações que ela sofreu causaram danos cerebrais significativos. Ainda segundo o relato da família, ninguém sabe como será a recuperação da mulher. A equipe médica que cuidou de Lois disse aos familiares que o caso dela é “tão raro e clinicamente complexo que eles pretendem publicá-lo como um estudo de caso”.

Do colapso do fígado às sequelas no cérebro

O Dr. Orlando Maia, neurocirurgião e membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), detalha como a falência de um órgão, como no caso de Lois, pode culminar em lesões neurológicas graves durante uma cirurgia.

O fígado é o órgão responsável pelo metabolismo e pela depuração de resíduos do nosso corpo. Quando ele entra em falência súbita, ocorre o acúmulo dessas toxinas na corrente sanguínea.

explica o especialista.

Esses resíduos afetam diretamente o sistema nervoso central e podem causar a chamada encefalopatia hepática, caracterizada por alteração comportamental, agitação e perda de consciência.

A situação de Lois se agravou durante o transplante de emergência, quando a gravidade do quadro circulatório favoreceu a formação de uma embolia pulmonar (o bloqueio da artéria principal do pulmão por um coágulo), causando as três paradas cardíacas consecutivas.

De acordo com o neurocirurgião, a combinação entre a obstrução pulmonar e as paradas cardiorrespiratórias interrompeu o fluxo de sangue oxigenado para o cérebro, provocando hipóxia (baixa oxigenação) e isquemia cerebral. Ou seja, a sequela neurológica é o resultado direto do período em que o tecido cerebral permaneceu sem a irrigação adequada.

Embora a falta prolongada de oxigênio cause a morte irreversível de células nas áreas afetadas, o médico afirma que o cérebro tenta se reorganizar a partir das regiões que ficaram preservadas. Por isso, movimentos voluntários após a saída do coma, como movimentar os dedos ou segurar um copo, é um bom sinal. Isso demonstra que ainda existem vias neurológicas abertas conectando o cérebro aos membros.

Contudo, o cirurgião afirma que o processo de reabilitação exige fisioterapia diária e acompanhamento contínuo, sendo necessário um período de até dois anos de terapia intensa para entender quais funções o organismo conseguirá reconectar e quais déficits serão definitivos.

A CNN Brasil tenta contato com o TikTok. O espaço segue aberto.

Creatina faz mal para os rins? Saiba quem deve se preocupar

 

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Nuno Markl, Júlia Pinheiro e Margarida Santos “passam a palavra” sobre saúde e obesidade

A iniciativa da Novo Nordisk junta profissionais de saúde, figuras públicas e criadores de conteúdo numa corrente de conversas sobre as diferentes dimensões da gestão do peso. O humorista e radialista Nuno Markl, a apresentadora de televisão Júlia Pinheiro e a médica de família Margarida Santos são algumas das vozes que farão parte da corrente […]

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Assédio moral no trabalho: quando o chefe passa dos limites

Uma ouvinte conta uma reunião de serviço em que a directora usou o desejo dela de ter filhos como sarcasmo, à frente de toda a equipa. Ainda hoje lhe custa recordar.

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Feito acordo para melhorar o combate à fraude na SNS

Amadeu Guerra e Carlos Cortes assinaram o acordo em Lisboa. Protocolo, válido por dois anos, prevê também critérios para partilha de informação clínica com o Ministério Público.

© MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O documento foi assinado pelo procurador-geral da República, Amadeu Guerra, e pelo bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes
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Projeto Cuidar de Perto leva orientações sobre saúde da mulher a unidade prisional de Luziânia

Cuidado, Saúde e Transformação Social levou informações sobre saúde da mulher à Unidade Prisional Feminina de Luziânia. A atividade, realizada pelo Instituto Patris em alusão ao Outubro Rosa, contou com orientações sobre prevenção de doenças e infecções sexualmente transmissíveis, além de uma roda de conversa sobre saúde emocional e momentos de expressão artística.

A programação abrangeu 110 internas da unidade prisional e teve a colaboração de profissionais do Hospital Estadual de Luziânia (HEL), gerido pelo Instituto Patris. A coordenadora de enfermagem Thalya da Silva Rios de Morais compartilhou informações sobre prevenção, cuidados com o corpo e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

A psicóloga organizacional Tamires Martins e a neuropsicóloga Lorena Vieira Freitas, ambas do HEL, conduziram uma roda de conversa sobre saúde emocional, autocuidado e valorização pessoal.

A pintura em tela e a música também fizeram parte da programação, oferecendo às participantes outras formas de expressão.Para Tamires, a proposta foi criar um ambiente em que as mulheres pudessem expressar sentimentos e experiências com respeito à individualidade de cada uma.

“Algumas mulheres conseguiram colocar em palavras ou nas produções artísticas sentimentos, lembranças e perspectivas que eram importantes para elas. Meu papel foi acolher essas manifestações de forma ética e respeitosa, sem julgamentos e sem transformar aquele espaço coletivo em um atendimento psicológico individual”, explica.

A psicóloga observa que o cuidado com a saúde emocional também precisa chegar às mulheres que estão no sistema prisional, com oportunidades de escuta, informação e expressão.

Segundo ela, a receptividade das participantes e o interesse da instituição em receber novas atividades abriram espaço para pensar na continuidade da iniciativa. A gerente de Gestão de Pessoas do Instituto Patris, Joilma Mota Lima Fernandes, que coordena o projeto ao lado de Tamires, explica que a proposta é levar o conhecimento dos profissionais a diferentes realidades sociais.

“Para nós, do Instituto Patris, cuidar também significa estar presente, ouvir e reconhecer as necessidades de cada pessoa e de cada contexto. Essa ação foi pensada para proporcionar às participantes um momento de informação, acolhimento, expressão e leveza”, afirma. Joilma também fala sobre o papel da instituição nessas iniciativas.

“Como gerente de Gestão de Pessoas, acredito que nosso papel também é contribuir para iniciativas que ultrapassem os muros das nossas instituições e alcancem a comunidade. O Cuidar de Perto representa exatamente isso: transformar conhecimento em cuidado, aproximar pessoas e fortalecer a presença social do Instituto Patris.”

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Medicamentos para a perda de peso vão começar a ser comparticipados em 2027: apoio do Estado terá duração limitada

Os portugueses que necessitam de medicamentos para tratar a obesidade vão poder beneficiar de uma comparticipação do Estado a partir de fevereiro de 2027. Contudo, o apoio não será atribuído a todos os doentes, uma vez que existem requisitos relacionados com o acompanhamento hospitalar, a especialidade do médico responsável pela prescrição e a duração do tratamento.

A nova medida prevê que o Estado suporte 15% do custo dos medicamentos abrangidos, ficando os restantes 85% a cargo dos utentes, de acordo com as regras gerais deste escalão. De acordo com a Portaria n.º 464/2026/1, publicada em Diário da República esta quinta-feira, 22 de outubro, a comparticipação terá uma duração máxima de 12 meses, contados desde a primeira dispensa do medicamento.

Quem pode beneficiar da comparticipação?

O acesso ao apoio está reservado aos doentes acompanhados pelo Núcleo de Cuidados Hospitalares não Cirúrgicos da Equipa Multidisciplinar de Obesidade da respetiva Unidade Local de Saúde (ULS). Para serem abrangidos, os utentes devem ter um processo clínico ativo no âmbito do Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade (PCIPO).

O acompanhamento não pode limitar-se à prescrição de medicamentos. O programa exige uma intervenção que combine aconselhamento nutricional, planeamento de atividade física e apoio psicológico. Assim sendo, a comparticipação fica associada a um plano terapêutico mais abrangente, destinado a acompanhar a evolução clínica de cada pessoa.

Nem todos os médicos podem passar receitas comparticipadas

Outra das condições estabelecidas na portaria diz respeito aos profissionais autorizados a prescrever estes medicamentos ao abrigo do novo regime. Apenas os especialistas em endocrinologia, medicina interna ou pediatria que integrem o núcleo hospitalar da equipa multidisciplinar da respetiva ULS poderão emitir as prescrições necessárias para aceder à comparticipação.

Isto significa que uma receita emitida por um médico de família, por exemplo, não será suficiente para garantir o apoio previsto neste regime especial. Mesmo quando existe indicação clínica para o tratamento, o doente terá de cumprir os requisitos de acompanhamento hospitalar e de prescrição definidos na legislação.

Comparticipação termina ao fim de 12 meses

O prazo de atribuição do apoio constitui outra das particularidades desta medida. A comparticipação será concedida durante 12 meses a partir da primeira dispensa do medicamento, período que corresponde ao tempo mínimo de intervenção estabelecido no PCIPO para avaliar a eficácia do acompanhamento terapêutico.

No entanto, o benefício não significa que todas as prescrições sejam automaticamente renovadas ao longo desse período. O médico responsável terá de realizar avaliações periódicas para verificar o cumprimento dos objetivos definidos para cada doente. Os resultados dessas avaliações devem ficar registados no respetivo processo clínico eletrónico.

Onde podem ser adquiridos os medicamentos?

A portaria determina que os medicamentos abrangidos pelo novo regime sejam dispensados exclusivamente em farmácias comunitárias. Apesar de a prescrição comparticipada depender de especialistas integrados nas equipas hospitalares, os utentes poderão levantar a medicação nos estabelecimentos farmacêuticos habituais, mediante apresentação de uma receita válida.

A fiscalização e a monitorização da aplicação destas regras ficarão a cargo do Infarmed, autoridade nacional responsável pelos medicamentos. A entidade deverá acompanhar a utilização dos fármacos abrangidos pelo regime, num contexto em que o tratamento da obesidade passou a integrar um programa nacional de acompanhamento clínico estruturado.

Obesidade afeta milhões de pessoas em todo o mundo

A introdução desta comparticipação surge num contexto de preocupação com a prevalência da obesidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de mil milhões de pessoas viviam com a doença em 2022, um problema associado a diferentes complicações de saúde e à necessidade de acompanhamento clínico prolongado.

A organização internacional considera a obesidade uma doença crónica que exige uma resposta abrangente, incluindo diferentes formas de tratamento e acompanhamento ao longo da vida. Em Portugal, o novo regime de comparticipação procura integrar os medicamentos nesse modelo de cuidados, embora o financiamento público previsto para cada doente esteja limitado ao período de 12 meses estabelecido na portaria.

Leia também: Alterações no paladar podem estar ligadas à doença renal: os sinais que merecem atenção

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Mulher tem falência do fígado ao usar suplemento do Tiktok proibido há 4 anos

Uma mulher britânica sofreu falência do fígado, paradas cardíacas e sérios danos cerebrais após o uso do suplemento alimentar ashwagandha, produto viral no Tiktok. A erva asiática que promete relaxamento e alívio dos sintomas da perimenopausa é proibida no Brasil desde novembro de 2022, por meio da Resolução-RE nº 3.669/2022 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).Após a notícia, a entidade enfatizou, nesta quarta-feira, 21, que o suplemento não tem registro e sua fabricação, comercialização, distribuição e uso estão suspensos no país há quatro anos.A proibição ocorre porque a substância não integra a lista de ingredientes autorizados para uso nesse tipo de produto.Apesar da regra, é comum ver publicações nas redes sociais de usuários consumindo e até especialistas recomendando o uso do suplemento, e especificando os possíveis benefícios.Para que servem os suplementos alimentares?Suplementos alimentares são uma alternativa para complementar a alimentação e podem ser úteis para pessoas que precisam melhorar o consumo de algum nutriente ou praticar atividades físicas intensas."É terminantemente proibido vincular o uso desses produtos a alegações de cura, tratamento e prevenção de doenças", destacou a Anvisa.De acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada Anvisa nº 243/2018, suplementos alimentares devem ser feitos com ingredientes autorizados pela Agência e podem conter aditivos e ingredientes de uso tradicional em alimentos, adicionados ao produto para dar sabor, cor ou aroma, entre outras funções.Eles são produtos para consumo via oral, em formas como comprimido, cápsula, pastilha, pó, barra, destinados a suplementar a alimentação de pessoas saudáveis com nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos. Nem todas as pessoas precisam utilizar esses produtos."Essa decisão deve ser avaliada com a ajuda de profissionais de saúde qualificados e envolve diversos fatores, incluindo a condição atual de saúde, a qualidade da alimentação e a prática de atividade física. Se houver necessidade de suplementar, cabe aos profissionais de saúde a orientação sobre o tipo de suplemento, a quantidade, quando e como tomar", orientou a publicação a agência. Suplementos podem fazer mal à saúde?A maior parte dos perigos associados ao consumo de suplementos alimentares está ligada a produtos irregulares, seja pela presença de substâncias não avaliadas pelos órgãos reguladores ou por falhas nas condições de fabricação.No entanto, os riscos não se restringem aos produtos clandestinos: itens devidamente legalizados também podem prejudicar a saúde quando consumidos em desacordo com as necessidades e instruções de uso."Diante disso, vale reforçar a importância de consultar rigorosamente as indicações do fabricante, respeitando dosagens, advertências e restrições informadas no rótulo e na embalagem de cada produto", finalizou.

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Um hotel organizou cinco dias em que ninguém podia ser expulso por soltar gases

O retiro ofereceu aos participantes um espaço livre de julgamentos, onde podiam libertar gases à vontade, sem correrem o risco de serem expulsos por deixarem o local a cheirar mal. O Fig Tree Hotel, situado em Shanklin, na ilha de Wight, no sul de Inglaterra, acolheu, de 1 a 5 de outubro, um retiro intitulado The Art of Letting Go (A arte de deixar ir). A ilha, conhecida pelas suas paisagens costeiras e pelo ambiente tranquilo, serviu de cenário a esta experiência de bem-estar, que convidava os participantes a libertarem-se não só das tensões emocionais, mas também da vergonha associada

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Anvisa proíbe venda de teste de glicemia Accu-Check Active na Amazon

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de tiras de glicemia da marca Accu-Check Active na plataforma Amazon.

Os produtos, segundo a agência, são falsificados e não podem ser distribuídos, importados nem utilizados.

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A resolução foi publicada nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial da União.

Em nota, a Anvisa informou que a Roche Diabetes Care Brasil Ltda., responsável pelo produto Accu-Chek Active, identificou no mercado tiras reagentes com características divergentes das originais em dois anúncios na Amazon. 

“Além da ausência da embalagem externa original, os itens traziam a restrição de comercialização descrita em inglês ONLY FOR GOVERNMENT TENDER (destinado exclusivamente a licitações governamentais).”

Confira, a seguir, os produtos proibidos e os respectivos anúncios:

A Agência Brasil tenta contato com a Amazon para ouvir o posicionamento da empresa e mantém este espaço aberto para incluí-lo.

 

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