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Eleições CTP: “Não tenho o menor problema em ganhar ou em perder. O meu problema é não contribuir para a solução”

TnewsEm entrevista ao TNews, Pedro Costa Ferreira fala sobre as razões que o levaram a avançar para a CTP, a decisão de não apresentar a candidatura através da APAVT, o modelo de governação que pretende para a Confederação e os desafios de um turismo que considera estar num “planalto”.
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“Espero que a nova direção faça tudo de forma diferente, porque é isso que a APAVT precisa”

Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT / Créditos: Carlos Palhava . PHOTONo próximo dia 2 de novembro, os associados da APAVT vão eleger o próximo presidente da associação, abrindo um novo ciclo e encerrando um capítulo de quase 15 anos de liderança de Pedro Costa Ferreira. A tomada de posse terá lugar na nova sede da APAVT, o espaço onde recebeu o TNews para fazer o balanço do seu mandato. Mas o legado de Pedro Costa Ferreira vai muito além da nova sede. Ao longo destes quase 15 anos, a APAVT reforçou a sua estrutura financeira e, na leitura do ainda presidente, deixa uma associação “maior, com mais capacidade de intervenção e mais representatividade”. Nesta entrevista ao TNews, Pedro Costa Ferreira fala sobre as principais batalhas dos seus mandatos, da transformação da distribuição turística à relação com as companhias aéreas, passando pela saída da BTL e pelos desafios do aeroporto.
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Preços dos imóveis estabilizam nos 1.300 euros no arrendamento e 430.500 euros na venda

Os preços dos imóveis mantêm-se praticamente estáveis a nível nacional, tanto no arrendamento como na venda, mas a análise regional revela evoluções distintas. Segundo o barómetro do Imovirtual, em setembro, o preço médio nacional do arrendamento permanece nos 1.300 euros mensais, sem alterações face a agosto ou ao mesmo mês de 2025. Na venda, o […]
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El centro de la Vía Láctea huele a ron y sabe a frambuesa, pero también hay olores menos agradables en el espacio

En abril de 2009, varios periódicos de medio mundo publicaron a la vez un titular que parecía sacado de un cóctel, según el cual el centro de la galaxia sabe a frambuesa y huele a ron. La frase salió del Guardian, que la construyó a partir de un comunicado del Instituto Max Planck de Radioastronomía, […]

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GNR Contabiliza 380 Camiões em Marcha Lenta do Setor das Terraplanagens

📷Rui Matos

A Guarda Nacional Republicana contabilizou, na manhã desta sexta-feira, cerca de 380 veículos pesados na marcha lenta promovida por empresários do setor das terraplanagens. Segundo a GNR, o protesto decorreu dentro da normalidade e sem incidentes a registar.

Em nota enviada à agência Lusa, a corporação destacou que, no momento de maior adesão, foram registados cerca de 380 camiões, enaltecendo a boa colaboração dos promotores e o comportamento cívico de todos os participantes. A GNR realçou ainda o apoio das entidades gestoras das vias de trânsito, nomeadamente da Ascendi e da Brisa, na gestão dos constrangimentos de tráfego.

Por seu lado, os organizadores da iniciativa avançaram à Lusa que a marcha lenta contou com 450 camiões em representação de 117 empresas. Os promotores consideraram uma “primeira vitória” o facto de o ministro das Infraestruturas ter admitido que o setor se encontrava esquecido.

A marcha lenta, organizada para exigir respostas concretas devido ao aumento dos preços dos combustíveis, teve início às 07:40 na entrada de Lordelo da A42, seguiu pela A41 no sentido norte-sul e depois pela A1, tendo chegado ao nó de Coimbra Sul por volta das 12:30.

OS MONHACAS sabe que o ministro das infraestruturas marcou uma reunião para segunda feira com os representantes do setor.

Por: Dino Frazão
25 de setembro de 2026

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Oferta de casas para arrendar cresce 13% enquanto preço médio recua 6%

A oferta de casas para arrendar está a aumentar em vários mercados portugueses em 2026. Uma análise do Imovirtual ao período acumulado do ano, em comparação com o período homólogo de 2025, mostra que, no conjunto dos mercados analisados, o número médio diário de anúncios aumentou 13%, passando de 34.291 para 38.812. Em paralelo, o […]
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Imóveis para arrendar geram quase seis vezes mais contactos por anúncio do que imóveis para venda

A competição pelos imóveis disponíveis é particularmente elevada no mercado de arrendamento. Uma análise do Imovirtual aos primeiros meses de 2026 mostra que os anúncios de imóveis para arrendar geram, em média, quase seis vezes mais contactos por anúncio do que os imóveis para venda, revelando uma intensidade de contacto significativamente superior neste segmento. Quando […]
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Gastrenterologistas apelam à prevenção e ao diagnóstico dos cancros digestivos

A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) está a promover uma campanha nacional de consciencialização para os cancros digestivos, que incluem tumores do esófago, estômago, fígado, pâncreas, vias biliares, cólon e reto. Sob o mote “Seja pontual! Há atrasos que podem mudar a sua vida!”, a ação, integrada na iniciativa “Saúde Digestiva”, surge no âmbito do […]
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Colisão fatal em Torres Vedras faz um morto e um ferido ligeiro

📷OS MONHACAS

Um acidente violento envolvendo um motociclo e um veículo ligeiro provocou, esta terça-feira, a morte de um homem de 45 anos e fez ainda um ferido ligeiro, no concelho de Torres Vedras, segundo a Agência Lusa.

O sinistro ocorreu cerca das 12h30 na estrada que liga as praias de Santa Rita e Santa Cruz, no distrito de Lisboa.

Segundo o comandante dos Bombeiros de Torres Vedras, Hugo Jorge, o ferido ligeiro foi transportado para a urgência do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. O corpo da vítima mortal, o motociclista de 45 anos, deverá ser encaminhado para o Instituto de Medicina Legal de Torres Vedras.

Para o local do acidente foram mobilizados 14 operacionais e cinco viaturas, entre os quais duas ambulâncias dos Bombeiros de Torres Vedras, meios da GNR, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do INEM e um helicóptero de emergência médica.

Por: Dino Frazão
22 de setembro de 2026

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Estudo global sem precedentes revela graves desigualdades no acesso aos cuidados dermatológicos

Apenas um em cada seis países em todo o mundo dispõe de dermatologistas suficientes para satisfazer as necessidades de saúde da sua população. Além disso, as nações mais prósperas têm quase nove vezes mais probabilidades de ter um nível adequado de profissionais na área da dermatologia em comparação com os países de rendimentos mais baixos, […]
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Un misterioso destello en la Vía Láctea que lleva dos décadas emitiendo ondas de radio desconcierta a los astrónomos

Un equipo internacional de astrónomos ha publicado un estudio detallado sobre VT J1906+0849, una fuente de radio descubierta en el sondeo VLASS (Very Large Array Sky Survey) que no se parece a ningún otro objeto conocido en la Vía Láctea. El trabajo, liderado por Jessie M. Miller, del Instituto de Tecnología de California, y publicado […]

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La Tierra no es una esfera perfecta, y su forma está cambiando a un ritmo acelerado desde finales de los 90

Un equipo de investigación liderado por C. Kotsakis, del Departamento de Geodesia y Topografía de la Universidad Aristóteles de Tesalónica (Grecia), ha desarrollado un método para medir cómo cambia la forma de la Tierra utilizando los datos de movimiento vertical del suelo que registran las estaciones GNSS (los sistemas de satélites de navegación como el […]

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Faillite de la mission européenne au Kosovo

Des crimes impunis, un déficit extérieur colossal, une partie de la population fuyant un chômage de masse, des responsables rêvant tout haut de « Grande Albanie » : le Kosovo semble livré à ses démons. Le patronage de l'Union européenne ne lui a pas permis de décoller, et des affaires de corruption entachent la mission internationale visant à instaurer un Etat de droit.

En moins d'un an, près de cent mille Kosovars auraient tenté de rejoindre l'Union européenne. Le flux a grossi avec l'arrivée du printemps. Chaque jour, des familles entières, parents, enfants, vieillards, traversent la Serbie pour gagner la frontière hongroise. Soixante mille Albanais du Kosovo auraient demandé des passeports serbes pour obtenir un visa européen, selon les autorités de Belgrade.

« Sept ans après la proclamation d'indépendance et la mise sous tutelle du Kosovo par l'Union européenne, c'est la débâcle », nous affirme M. Andrea Capussela, qui fut jusqu'en avril 2011 directeur des affaires économiques du Bureau civil international (International Civilian Office, ICO), l'une des principales missions déployées au Kosovo. « La situation est pire qu'avant l'arrivée de la mission européenne », ajoute l'expert italien, qui vient de publier un brûlot sur la politique européenne dans les Balkans (1). Selon lui, cette situation ne met pas seulement en cause les investissements de l'Union européenne dans le pays — plus de 4 milliards d'euros sur la période 1999-2013 —, mais aussi la crédibilité de sa politique étrangère.

Depuis l'automne dernier, la responsable de la diplomatie européenne, Mme Federica Mogherini, tente d'éteindre l'incendie qui gagne la mission européenne pour l'instauration de l'Etat de droit au Kosovo (Eulex). Celle-ci, décidée en février 2008, vise à renforcer les institutions judiciaire et policière. Dotée d'un financement annuel de 111 millions d'euros, elle mobilise mille six cents personnes afin, notamment, de combattre la corruption et la criminalité organisée. Mais plusieurs de ses responsables sont soupçonnés de malversations, tandis que l'institution est accusée d'avoir couvert ces dérapages.

« Pendant un an, ils ont non seulement enterré, mais aussi compromis l'enquête », dénonce Mme Maria Bamieh, par qui le scandale est arrivé. Cette procureure britannique travaillait pour la force d'intervention indépendante chargée des affaires criminelles au sein de la mission européenne. Dans un rapport de 2012, elle a averti ses supérieurs de soupçons de corruption visant notamment deux hauts responsables : le juge italien Francesco Florit, alors président de l'assemblée des juges d'Eulex, et la procureure en chef Jaroslava Novotna. La magistrate britannique fonde ses allégations sur les écoutes de conversations téléphoniques entre l'ex-secrétaire du ministère de la santé du Kosovo, M. Ilir Tolaj, poursuivi pour corruption et fraude fiscale en 2010, et des intermédiaires. Ceux-ci l'assuraient être en contact avec ces deux juges, capables de se montrer compréhensifs (2)…

« Nos chefs dînent avec des mafieux »

La procureure évoque d'autres cas de compromission en lien avec Eulex. En particulier ceux concernant le très influent Fatmir Limaj, ancien ministre des transports, inculpé pour crime organisé et détournement de fonds, ou M. Enver Sekiraqa, un petit chef mafieux de Pristina mis en cause dans une affaire d'attentat à la bombe. Mais, curieusement, son rapport disparaît et aucune suite n'est donnée.

En octobre 2014, le principal quotidien du Kosovo, Koha Ditore, se procure des éléments du dossier et obtient un entretien avec Mme Catherine Fearon, la conseillère politique du nouveau chef d'Eulex, l'Italien Gabriele Meucci. Le journaliste Vehbi Kajtazi affirme que, lors de leur entrevue, Mme Fearon l'a sommé de livrer ses sources et l'a menacé de poursuites judiciaires. En dépit de ces pressions, le journal commence à publier une enquête dans son édition du 27 octobre 2014. Ces révélations provoquent la suspension… de Mme Bamieh ! « Epuisement au travail », décrète M. Meucci, qui reproche aussi à la Britannique d'avoir donné des informations aux médias. Rentrée depuis à Londres, Mme Bamieh accuse ses supérieurs d'être trop proches de puissants hommes politiques au cœur d'enquêtes criminelles : « Comment pouvons-nous remplir notre mission quand nos chefs dînent avec des mafieux et des politiciens kosovars soupçonnés de corruption ? »

Devant le scandale, Mme Mogherini ordonne une enquête, confiée au professeur Jean-Paul Jacqué, ancien directeur de l'Institut des hautes études européennes de Strasbourg. Cet expert en droit international a dirigé entre 1992 et 2008 le service juridique du Conseil des ministres de l'Union européenne, l'institution qui a mandaté Eulex. Dans son rapport, rendu public le 14 avril dernier, il ne considère pas qu'une affaire aurait été étouffée ; il invoque plutôt une série d'erreurs administratives. Bruxelles n'a pas été suffisamment informé du document détaillant les soupçons au sein d'Eulex, et ses cadres supérieurs auraient tardé à enquêter car ils ne trouvaient pas le contenu des interceptions téléphoniques « particulièrement crédible ». Il juge pourtant qu'une enquête « aurait dû être ouverte dès le départ », après l'avertissement de Mme Bamieh à sa hiérarchie. Evoquant les menaces contre Kajtazi (3), Jacqué estime que la conseillère du chef de la mission « a mis en garde le journaliste contre la divulgation d'informations concernant des cas criminels, puisque ce serait une infraction en vertu de la loi kosovare ».

Pour Kajtazi, on ne peut pas considérer le rapport de Jacqué comme indépendant : « Il conclut que je n'ai pas été l'objet de menaces. Il s'agirait d'une erreur de communication. La vérité est que la mission Eulex m'a bien menacé de poursuites si je venais à publier un article », nous affirme le journaliste. « Jacqué a essayé de minimiser la possibilité que la mission soit impliquée dans la corruption. »

Le rapport se démarque néanmoins du discours officiel des institutions européennes, qui présentent la mission au Kosovo comme un modèle de reconstruction. Le professeur constate de graves dysfonctionnements au sein de la représentation de l'Union et décrit une corruption « omniprésente » dans le pays, en précisant que « le secteur judiciaire ne fait pas exception ». Sept ans d'une action visant à restaurer l'Etat de droit n'ont pas suffi à éradiquer les prévarications, mais « il devait être néanmoins possible d'établir les fondations d'un système capable de combattre la corruption ». Selon lui, Eulex — dont le mandat s'achève en 2016 — perdra son sens si on ne parvient pas à la réformer. Mais son retrait lui apparaît prématuré, car le système judiciaire local ne semble pas capable de traiter certaines affaires.

Dans une lettre ouverte à Jacqué, Mme Bamieh juge son rapport décevant et imprécis. Elle y voit davantage une note interne qu'un travail indépendant. « Les transcriptions [des écoutes] indiquent que l'argent a bien été versé », souligne-t-elle. Elle déplore que l'enquête ne concerne pas la procureure en chef Novotna. Elle regrette en outre que celle visant M. Florit n'ait été lancée qu'en 2013, après la réception d'informations provenant des services de renseignement allemands, et non sur la base de son propre rapport interne, transmis à ses supérieurs en 2012. Elle cite également les noms d'anciens collègues qui l'ont soutenue et qui ont dû quitter Eulex.

Après les errements du Tribunal pénal international pour l'ex-Yougoslavie (TPIY) (4), et toujours dans l'attente de suites judiciaires au rapport du procureur américain Clint Williamson sur les trafics d'organe et les crimes de l'Armée de libération du Kosovo (UCK) (5), l'affaire Bamieh révèle l'ampleur des compromissions européennes : « On parle de la corruption, du crime organisé, mais on ne dit jamais que c'est un régime autoritaire semi-consolidé que nous avons créé, et qu'une élite de criminels issue de l'UCK vole l'argent public et s'accroche au pouvoir », s'enflamme M. Capussela, qui a travaillé durant quatre ans pour l'Union européenne au Kosovo.

Principale force de la guérilla soutenue par les Occidentaux dans le conflit de 1999, l'UCK a pris le pouvoir après les bombardements de l'Organisation du traité de l'Atlantique nord (OTAN) et la capitulation de la Serbie. Les enquêtes de la procureure du TPIY, Mme Carla Del Ponte, puis de M. Dick Marty, au nom du Conseil de l'Europe, ont montré que cette milice s'était livrée à des exactions contre des civils serbes ou roms et contre ses opposants politiques albanais. Une partie de ces meurtres, enlèvements, séquestrations et tortures ont eu lieu dans les premières années de l'après-guerre, en présence des troupes de l'OTAN et de la Mission d'administration intérimaire des Nations unies au Kosovo (Minuk), dont le Français Bernard Kouchner fut le premier dirigeant.

« La mission n'était pas capable de défendre les civils », estime M. Christopher Decker, venu au Kosovo en 1999 comme membre de l'International Crisis Group, avant de rejoindre l'Organisation pour la sécurité et la coopération en Europe (OSCE). « La police de l'ONU était mal équipée et pas du tout préparée. C'était facile pour l'UCK de se livrer à la violence », explique cet Américain qui a passé douze ans sur place. « La communauté internationale répète les mêmes erreurs : on intervient militairement, puis on laisse des éléments criminels prendre le pouvoir, ce qui empêche l'instauration de l'Etat de droit », se désole-t-il.

Dès le début, on a épargné l'élite locale, les « gros poissons », car cela pouvait déranger l'ordre établi et provoquer une instabilité. Mme Del Ponte affirme non seulement que les plus hauts dirigeants de l'UCK représentaient un danger pour l'accomplissement de sa mission, mais aussi qu'ils pouvaient mettre en péril tout l'édifice du processus de paix dans les Balkans : « Hashim Thaçi [premier ministre de 2008 à 2014] et Agim Ceku [de 2006 à 2008] étaient en mesure de déclencher des violences en Macédoine, dans le sud de la Serbie et dans d'autres régions, en appelant les minorités albanaises rebelles aux armes (6). »

« Au début, j'étais surpris par la négligence, l'incompétence et la paresse qui régnaient au sein de la mission. J'ai compris plus tard que des choix politiques expliquaient en partie cette attitude », raconte M. Capussela. « Ceux qui voulaient européaniser le Kosovo se sont balkanisés », estime le politiste kosovar Belul Beqaj. S'y ajoute une culture de l'impunité propre à toutes les missions internationales, puisque leurs membres échappent aux poursuites judiciaires. « Leurs employés ne sont pas justiciables. Les pays ne veulent pas que leurs représentants nationaux soient jugés », nous explique Mme Sian Jones, spécialiste du Kosovo à Amnesty International.

Poursuites contre des innocents

Dans son livre, M. Capussela dresse une liste des défaillances flagrantes d'Eulex, qu'elles soient économiques, financières ou relatives aux droits humains. Ainsi, la mission n'a pas enquêté sur les affaires de corruption liées aux privatisations (télécommunications, ciment), aux constructions de routes, à l'expropriation des terres, à la fraude électorale, à l'intimidation des journalistes, aux assassinats politiques, ni sur certains crimes de guerre.

Pis, Eulex a parfois poursuivi des innocents. La mission a par exemple gardé en détention pendant quatre mois le gouverneur de la banque centrale sans révéler les charges pesant contre lui — qui furent abandonnées par la suite. Pour l'économiste italien, qui a alerté Eulex sur des accusations qu'il jugeait peu crédibles, l'homme a été arrêté parce qu'il s'opposait aux intérêts de personnages puissants.

Avec la corruption et l'impunité qui règnent au Kosovo, les tensions montent. Les politiciens, l'homme fort du pays Hashim Thaçi en tête, détournent l'attention vers l'extérieur : « Grâce à leurs réseaux, ils peuvent provoquer des émeutes en Macédoine, où la situation est très instable, contre les Serbes du Kosovo, ou contre les représentants de l'Union, estime M. Capussela. Ils enverraient ainsi un message à Bruxelles et à Washington : “Vous franchissez la ligne rouge.” » Pour M. Decker aussi, la classe dirigeante kosovare sait tirer parti de la violence : « S'il n'y avait pas eu d'émeutes en 2004 [contre les Serbes et les autres minorités], il n'y aurait pas eu autant de pressions pour l'indépendance. »

L'incapacité d'Eulex, après celle de la Minuk, à établir une justice fonctionnelle ne pose pas seulement la question des investissements européens dans la mission — plus d'un milliard d'euros —, mais aussi celles du respect des droits des citoyens kosovars et du maintien de la paix dans la région.

Voir en ligne : /2015/06/OTASEVIC/53059

(1) Andrea Lorenzo Capussela, State-Building in Kosovo : Democracy, Corruption and the EU in the Balkans, I. B. Tauris, Londres, 2015.

(2) Julian Borger, « EU's biggest foreign mission in turmoil over corruption row », The Guardian, Londres, 7 novembre 2014.

(3) « Un journaliste d'investigation menacé par la mission européenne au Kosovo », Reporters sans frontières, 31 octobre 2014.

(4) Lire Jean-Arnault Dérens, « Justice borgne pour les Balkans », Le Monde diplomatique, janvier 2013.

(5) « Statement by the Chief Prosecutor of the Special Investigative Task Force (SITF) on investigative findings », 29 juillet 2014. A partir de ce rapport, le Parlement du Kosovo avait jusqu'à la fin mai pour mettre en place le tribunal spécial devant juger ces crimes, qui sont hors du mandat du TPIY.

(6) Carla Del Ponte, La Traque, les criminels de guerre et moi, Editions Héloïse d'Ormesson, Paris, 2009.

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Procura casa? Estes são os principais sinais de alerta para evitar fraudes

Um pedido de pagamento antes de visitar o imóvel, um preço muito abaixo do praticado no mercado ou a tentativa de levar rapidamente a conversa para WhatsApp, email ou serviços externos de pagamento são alguns dos principais sinais de alerta durante a procura de casa. Entre 5 meses (abril e agosto de 2026), os sistemas […]
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Sobrevivência ao cancro da próstata varia sete pontos percentuais entre regiões em Portugal

APDPróstata alerta que o acesso a tratamentos inovadores pode demorar até dois anos e meio e que 62% dos hospitais públicos falham tempos de resposta garantidos em oncologia. A Associação Portuguesa de Doentes da Próstata (APDPróstata) alerta para as “desigualdades regionais no acesso ao tratamento do cancro da próstata em Portugal”, o tumor mais frequente […]
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Investigadores de Coimbra criam programa de intervenção psicológica para apoiar as mulheres na menopausa

Com o objetivo de responder aos desafios físicos e emocionais que acompanham a transição para a menopausa, uma equipa de investigação da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu e está a testar um programa de intervenção psicológica para ajudar as mulheres nesta fase das suas vidas. Denominado Cuidar-ME – Autocuidado durante a Menopausa: uma intervenção psicológica […]
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« Axe arabo-hébreu-occidental »

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Dans les médias officiels iraniens tout comme dans la rhétorique gouvernementale, cette expression désigne l'ennemi du moment, à savoir la coalition formée par de nombreux pays occidentaux, dont les États-Unis, Israël et plusieurs régimes arabes, notamment les signataires des accords Abraham (Émirats arabes unis, Bahreïn, Maroc et Soudan), qui normalisent leurs relations avec Tel-Aviv. Cette expression avait déjà cours durant la guerre contre l'Irak (1980-1988), Bagdad étant alors soutenu par Washington et les monarchies du Golfe.

Voir en ligne : /mav/209/A/69927
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Les thuriféraires de la monarchie

Depuis le mouvement « Femme, vie, liberté » de 2022, le fils de l'ancien chah s'appuie sur de nombreux relais médiatiques pour s'imposer comme la figure la plus crédible de l'opposition à la République islamique.

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Le message est largement relayé par des médias persanophones comme Iran International ou Manoto : M. Reza Pahlavi, fils de l'ancien monarque déchu, serait la meilleure solution pour tourner la page de la République islamique. Bénéficiant du soutien de plusieurs cercles politiques aux États-Unis, sa progression médiatique s'appuie aussi sur les réseaux sociaux. Une enquête de l'université de Toronto (1) a mis en évidence une opération d'influence numérique, probablement orchestrée par Israël, reposant sur de faux profils, des contenus générés par l'IA et des comptes automatisés.

En France, l'héritier bénéficie de l'entregent de son conseiller diplomatique, M. Alexandre Fatemi, grâce auquel il a multiplié les apparitions médiatiques (2). Interviewé sur TF1 (16 février 2026), il faisait la « une » de l'hebdomadaire Le Point dix jours plus tard. M. Jean-Baptiste Doat, ancien membre de l'équipe de M. Bruno Retailleau au ministère de l'intérieur, facilite aussi l'accès de M. Pahlavi aux médias. Le fils du chah dispose d'un réseau de partisans très actifs qui affichent aussi des positions favorables à Israël, hostiles à la gauche française, et revendiquent, à travers leurs prises de parole, une forme de représentation de l'ensemble de la diaspora iranienne. Emmanuel Razavi, journaliste franco-iranien spécialiste de la géopolitique du Proche-Orient, en est l'illustration : « La réalité, c'est qu'on [les Iraniens] est contre l'islamisme et contre le communautarisme, explique-t-il. On considère que l'Iran, débarrassé des mollahs, devrait être à nouveau allié à Israël. Donc on ne correspond pas du tout à l'image que l'extrême gauche véhicule sur les gens d'origine orientale, pour ne pas dire sur les musulmans » (Valeurs actuelles, 25 janvier 2026).

La sociologue franco-iranienne Mahnaz Shirali tient elle aussi un discours particulièrement critique envers la gauche française : « La situation iranienne sort des cases préétablies de la gauche française qui domine les médias. [Comme] les Iraniens sont antimusulmans, anti-islam et qu'ils brûlent les mosquées, ça ne plaît pas à la gauche mélenchoniste et à la gauche française, parce qu'ils sont devenus des pro-islamistes » (Sud Radio, 12 février 2026).

De son côté, Abnousse Shalmani, écrivaine et chroniqueuse au Point, aimerait « dire merci à Israël et aux États-Unis » pour avoir attaqué l'Iran (« 24 h de Pujadas », LCI, 2 mars 2026). Elle a surtout raconté son émotion à l'idée de rencontrer le fils du chah : « Lorsque j'ai su que j'allais rencontrer Reza Pahlavi, une émotion, à mes yeux irrationnelle, incontrôlable, a jailli » (Le Point, 25 février 2026).

Voir en ligne : /mav/209/LEVY/69943

(2) . Daniel Bernard et Pierre Gastineau, « Du Quai d'Orsay au' “20 heures'', la longue marche de Reza Pahlavi pour s'imposer à Paris », Intelligence Online, 16 février 2026.

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Corrida à IA: Portugal defende tecnologia ao serviço das pessoas

Em pleno debate internacional sobre até onde deve acelerar o desenvolvimento da Inteligência Artificial e quem liderará esta transformação tecnológica, Portugal defendeu que a resposta não pode ficar restringida a uma corrida pela supremacia, exigindo cooperação entre países, empresas e inovadores como garantia de uma partilha dos seus benefícios. A posição foi assumida no Fórum […]
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