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Restos mortais da beata Alexandrina já foram trasladados para o novo santuário

Os restos mortais da beata Alexandrina, conhecida como a “Santinha de Balazar”, foram trasladados este sábado da Igreja Paroquial para o novo Santuário Eucarístico, em Balazar, na Póvoa de Varzim, distrito do Porto.

A cerimónia, presidida pelo arcebispo de Braga, José Cordeiro, decorreu esta manhã e marca o início das celebrações de inauguração do espaço, que será celebrado amanhã, domingo, às 16h00, pelo núncio apostólico em Portugal, Andrés Carrascosa Coso.

O novo santuário, cujo investimento rondou os 14 milhões de euros, tem capacidade para cerca de 1.800 pessoas sentadas e foi projetado para acolher os cerca de 250 mil peregrinos que anualmente visitam Balazar.

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Índia lamenta confrontos entre ativista de extrema-direita e a comunidade indiana em Portugal

A Embaixada da Índia em Lisboa emitiu esta sexta-feira um comunicado oficial em que condena o que descreve como um caso de “vilificação e discriminação direcionada” contra pessoas de origem indiana, que resultou numa altercação num festival indiano em Odivelas, no passado domingo.

O caso em questão foi provocado pelo ativista de extrema-direita Afonso Gonçalves, que habitualmente invade festas da comunidade indiana em Portugal para fazer vídeos para as redes sociais.

O português, líder do movimento de extrema-direita “Reconquista”, voltou a inserir-se na festa e entrou em confronto com alguns dos participantes, acabando por ter de correr em fuga a alguns elementos da diáspora indiana que o queriam agredir.

Recorde-se que o movimento Reconquista celebrou no passado mês de setembro um encontro com outros apoiantes da extrema-direita no restaurante “O Dragão”, em Famalicão, levando a que o estabelecimento emitisse um comunicado dias depois afirmando a sua neutralidade.

Algumas das ideias radicais do movimento passam por deportar todos os imigrantes e retirar o voto às mulheres, havendo alguns que defendem a prisão de políticos e até a sua morte por enforcamento, como sugeriu recentemente na rede social “X” o Manuel Morgado, um dos apoiantes e orador nos congressos da Reconquista – e que, entretanto, apagou a sua conta naquela rede social.

No comunicado da embaixada indiana, a representação diplomática indiana afirma ter tomado conhecimento do incidente e considera-o “um motivo de preocupação”. Recorda que a Índia tem “uma longa tradição de tolerância e respeito pela diversidade de fés e pontos de vista, evidenciada pela coexistência pacífica de várias religiões e comunidades ao longo da sua história”.

A Embaixada destaca ainda o contributo positivo da diáspora indiana – estimada em mais de 35 milhões de pessoas em todo o mundo – “para o desenvolvimento dos países de acolhimento e para o enriquecimento cultural das sociedades onde reside, incluindo Portugal”.

“Incidentes de ataque injustificado a locais de culto indianos e a pessoas de origem indiana constituem, por isso, motivo de preocupação”, sublinha o texto.

A Embaixada agradece às autoridades portuguesas e expressa a expectativa de que “continuem a garantir a segurança, a dignidade e a proteção da comunidade indiana em Portugal, bem como a prevenir quaisquer formas de discriminação”.

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Orçamento de Estado: Empresários do Minho pedem que “proposta de continuidade” se traduza em “alívio fiscal real” e em execução

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) considerou hoje que a proposta de Orçamento do Estado para 2027 é marcada sobretudo pela continuidade, apelando a que essa estabilidade se traduza em alívio fiscal real e em execução.

“A proposta de Orçamento do Estado para 2027 mantém uma trajetória responsável nas contas públicas e contém sinais positivos para famílias e empresas. É, contudo, uma proposta marcada sobretudo pela continuidade. O seu valor dependerá menos dos anúncios e mais da capacidade de produzir alívio fiscal real, investimento produtivo e resultados mensuráveis na economia”, refere a AEMinho, em comunicado.

A associação classifica de “sinais positivos” as previsões de um saldo orçamental de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), de crescimento económico de 2,1% e de redução da dívida pública para 84,5%.

“A AEMinho valoriza a disciplina orçamental e a previsibilidade, que são condições importantes para o investimento. Estes indicadores devem, porém, ser lidos também em termos reais”, assumem os empresários do Minho.

Com uma inflação prevista de 2,3%, “a subida dos preços tende a aumentar a receita fiscal nominal e o próprio PIB nominal”, diz esta associação, sublinhando que um “PIB nominal mais elevado pode melhorar mecanicamente o rácio da dívida sem corresponder, na mesma proporção, a maior produtividade, poder de compra ou capacidade de investimento”.

A AEMinho defende que “este efeito não invalida o esforço de consolidação, mas recomenda prudência na leitura dos resultados”.

Do ponto de vista fiscal, a associação entende que a proposta “altera pouco”.

“Os códigos do IRC, do IVA, do Imposto do Selo e do IMI não sofrem alterações. A atualização dos escalões de IRS em 3,88% é positiva e ajuda a limitar a progressividade fria. Também a taxa geral de IRC prevista para 2027, de 18%, representa uma evolução favorável, embora resulte de uma trajetória anteriormente definida e não de uma reforma introduzida por esta proposta”,avalia a AEMinho.

Para esta associação, o alívio fiscal anunciado deve ser avaliado pelo seu efeito concreto.

“A carga fiscal e contributiva deverá permanecer em 35% do PIB, mantêm-se várias contribuições setoriais e as taxas ambientais aumentam 4%. A ausência de agravamentos generalizados é positiva, mas não equivale a uma redução estrutural da carga fiscal”, adverte a AEMinho.

Nesse sentido, “importa evitar uma ilusão fiscal em que a receita e os rácios melhoram nominalmente, sem que famílias e empresas ganhem capacidade económica real”, referem os empresários do Minho, salientando que “mais faturação nominal também não significa maior rentabilidade quando os custos aumentam”.

A AEMinho vê igualmente como positivo o objetivo de valorização salarial e a manutenção de incentivos associados aos prémios de produtividade e aos aumentos das remunerações.

Contudo, os empresários do Minho defendem que “os salários só podem crescer de forma sustentada quando acompanhados por produtividade, investimento, escala e maior valor acrescentado”.

Esta associação entende que o “Estado deve participar nesse esforço através de menor tributação sobre o trabalho e de condições que permitam às empresas investir, inovar e competir”.

A AEMinho refere também que para o Minho e para o Norte “é essencial que o investimento público seja territorializado”.

“Mobilidade, ligações ferroviárias e rodoviárias, energia, água, áreas de localização empresarial, relação económica com a Galiza e infraestruturas como o PLISAN [Plataforma Logística e Industrial de Salvaterra-As Neves] são fatores concretos de competitividade. A referência ao investimento em todo o território deve traduzir-se em projetos, verbas e calendários”, indica o comunicado.

A AEMinho, presidida por Ramiro Brito, diz que vai acompanhar “de forma construtiva a discussão parlamentar do OE2027, mantendo a exigência quanto aos resultados”.

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Freguesia de Guimarães despede-se de padre após 64 anos ao serviço

A comunidade paroquial de S. Mamede de Aldão, em Guimarães, promoveu no passado domingo, uma missa de homenagem e ação de graças ao padre Joaquim Marques da Mota, que se despede após 64 anos como pároco.

Ao longo de todo o seu sacerdócio, o padre Joaquim Marques da Mota, de 87 anos, esteve ao serviço das mesmas duas paróquias, a de S. Mamede de Aldão e a de Mesão Frio. Foi também arcipreste de Guimarães e Vizela durante vários anos.

De acordo com uma nota enviada pela comunidade paroquial de S. Mamede de Aldão, a celebração pretendeu ser “um momento de gratidão e reconhecimento pelo caminho percorrido e pela presença e dedicação do sacerdote ao longo destas seis décadas”.

Para a comunidade, foi motivo de “grande alegria poder prestar-lhe esta homenagem em vida, apesar da tristeza pela sua partida das paróquias”.

Freguesia de Guimarães despede-se de padre após 64 anos ao serviço
Foto: DR
Freguesia de Guimarães despede-se de padre após 64 anos ao serviço
Foto: DR
Freguesia de Guimarães despede-se de padre após 64 anos ao serviço
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A população quis associar-se em “grande número, num gesto de carinho, respeito e reconhecimento por quem dedicou uma parte tão significativa da sua vida à terra e às suas gentes”.

Foi uma celebração que contou com a presença de todos os movimentos paroquiais, com grande destaque para as crianças da catequese que o presentearam com uma pequena encenação do que foi a sua vida na paróquia. A festa terminou com um convívio no salão paroquial.

Estiveram também presentes os autarcas e ex-autarcas da freguesia de Aldão e o vereador Constantino Veiga, em representação do Município de Guimarães.

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Modelo matemático da UMinho para explicar como o cérebro representa a passagem do tempo premiado em Itália

Um modelo matemático desenvolvido na Universidade do Minho para explicar como o cérebro representa a passagem do tempo foi laureado com o Prémio de Melhor Artigo na 35.ª Conferência Internacional sobre Redes Neuronais, em Pádua, Itália, anunciou hoje a instituição.

A distinção foi atribuída pela Sociedade Europeia de Redes Neuronais, entre 296 apresentações candidatas.

O trabalho, intitulado “A dynamic neural field model of chronotopic map formation”, foi apresentado por Paulo Barbosa, aluno do 4.º ano do programa doutoral em Matemática Aplicada e investigador do Centro de Matemática da UMinho (CMAT). O estudo envolveu ainda o seu orientador, Wolfram Erlhagen (CMAT), além de Estela Bicho (Centro Algoritmi da UMinho) e Flora Ferreira (Centro de Matemática da Universidade do Porto).

“Estou feliz e grato pelo reconhecimento, porque mostra que a investigação feita em Portugal tem relevância internacional, porque foi atribuído pela comunidade científica num evento de grande prestígio, porque é uma excelente motivação para continuarmos a pesquisa e, a título pessoal, porque sou investigador em início de carreira”, diz o jovem de 28 anos e estudante na Escola de Ciências da UMinho (ECUM), citado em comunicado.

“Mapa do tempo”

“Na prática, desenvolvemos um modelo matemático para explicar como o cérebro consegue sentir a passagem do tempo”, descreve.

A questão é um dos grandes desafios da neurociência, pois não se conhece um órgão sensorial nem um circuito neuronal específico para essa função. O novo estudo centrou-se no “mapa do tempo” no cérebro, chamado cronotótipo. Diferentes grupos de neurónios respondem a diferentes durações, formando uma organização em que intervalos semelhantes estão associados a grupos mais próximos.

Segundo a UMinho, a principal novidade do novo modelo é explicar como diferentes formas de representar o tempo no cérebro podem estar relacionadas.

“Fomos os primeiros a descrever a conversão de um tempo para o outro”, realça Paulo Barbosa.

Esse modelo consegue ainda reproduzir fenómenos observados em experiências com animais, incluindo a adaptação a mudanças nos contextos temporais, e explicar também alguns enviesamentos que surgem quando estimamos intervalos de tempo.

Da neurociência à inteligência artificial

O trabalho faz parte da tese doutoral de Paulo Barbosa sobre plasticidade cerebral, ou seja, as ligações entre neurónios que se modificam e contribuem para comportamentos como a atenção e a tomada de decisão.

A investigação cruza matemática, neurociência, computação, inteligência artificial e robótica. O próximo passo é utilizar estes modelos no desenvolvimento de agentes inteligentes e robôs capazes de lidar com o tempo de forma próxima da humana.

“A perceção do tempo é essencial na interação com ambientes dinâmicos”, sublinha o autor.

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Municípios do Ave apoiam criação da Área Metropolitana do Minho

O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave aprovou, hoje, por unanimidade, uma proposta de compromisso que manifesta o apoio político dos municípios do Ave ao processo de criação da futura Área Metropolitana do Minho.

Em comunicado, a CIM do Ave explica que “o compromisso prevê a união de esforços e o desenvolvimento dos diálogos institucionais necessários à convergência estratégica, que permita aportar novas ferramentas e novas oportunidades de valorização de toda a região”.

A deliberação expressa ainda “a vontade de trabalhar em conjunto, ultrapassando fronteiras administrativas, para que o Minho tenha uma voz única, forte e representativa junto dos centros de decisão nacionais e europeus”.

Na fundamentação da proposta, o Conselho Intermunicipal sublinha a relevância económica e exportadora do Minho e defende que uma escala de cooperação mais ampla poderá contribuir para a modernização dos territórios e para a melhoria da qualidade de vida das populações.

A posição é assumida pelos oito municípios que integram a CIM do Ave: Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela.

A criação da Área Metropolitana do Minho foi oficialmente lançada a 21 de julho, pelos presidentes das câmaras de Braga e Guimarães.

A CIM do Cávado já tinha manifestado “apoio político inequívoco” à criação da Área Metropolitana do Minho.

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Alto Minho avança com diagnóstico do património arqueológico

 A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho tem em curso um diagnóstico e caracterização do espólio arqueológico da região, integrado num projeto de valorização cultural que prevê um investimento global superior a 240 mil euros, foi hoje revelado.

Contactada pela agência Lusa, fonte da CIM do Alto Minho, com sede em Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, referiu que o projeto “Habitat Cultural do Alto Minho”, financiado pelo Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2030, tem data de conclusão em junho de 2027.

A iniciativa integra “outras ações de valorização cultural e patrimonial do território”, sendo que a primeira, já em curso, está a ser desenvolvida em articulação com os 10 municípios do Alto Minho, para “proporcionar uma visão global das coleções arqueológicas existentes e criar uma base de conhecimento para apoiar a sua preservação, gestão e futura valorização”.

O diagnóstico “contempla o levantamento e a inventariação do património arqueológico presente nos museus municipais, centros de interpretação e respetivas reservas técnicas, incluindo, quando aplicável, peças depositadas em reservas externas ou noutras entidades de salvaguarda”.

O estudo permitirá caracterizar as coleções, avaliar o seu estado de conservação e as condições de armazenamento e gestão, e identificar necessidades, boas práticas e oportunidades de melhoria, salienta a CIM.

Alto Minho avança com diagnóstico do património arqueológico
Pedra dos Namorados. Foto: DR

A informação recolhida permitirá igualmente apoiar a atualização e organização da informação no Endovélico, Sistema de Informação e Gestão Arqueológica gerido pelo Património Cultural, contribuindo para uma gestão mais sistemática da informação sobre o património arqueológico do Alto Minho.

O diagnóstico visa ainda “contribuir para a dinamização do Polo Arqueológico do Alto Minho e para o reforço da cooperação entre os municípios no âmbito da gestão e valorização do património arqueológico”.

O polo de arqueologia, que vai ser construído em Viana do Castelo, vai servir os 10 concelhos do Alto Minho, e deverá estar concluído até 2028, num investimento superior a 1,2 milhões de euros.

Anteriormente, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre, destacou que a criação do novo polo foi um desafio lançado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) para integrar a rede de polos arqueológicos da região Norte.

Para a CIM do Alto Minho, o conhecimento mais aprofundado e sistematizado deste património permitirá apoiar futuras estratégias de conservação, investigação e valorização, promovendo a sua acessibilidade e fruição pelas comunidades locais e pelo público em geral.

O levantamento exaustivo do espólio arqueológico existente “visa consolidar o Alto Minho como um território de referência cultural, promovendo a sua identidade, alicerçada no património material e imaterial, nas tradições locais, na biodiversidade e na sustentabilidade ambiental”.

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Classificação de mina em Montalegre não pode desvalorizar riscos, alerta movimento

O Movimento Não às Minas – Montalegre considerou hoje que “não é aceitável” que a importância estratégica do tungsténio, que se quer explorar na Borralha, “se sobreponha” ao direito das pessoas e à segurança nas próprias aldeias.

O projeto da Mina da Borralha, no concelho de Montalegre, norte de Portugal, foi selecionado pela Comissão Europeia como um dos 46 novos projetos estratégicos para reforçar o abastecimento da União Europeia (UE) em matérias-primas críticas, anunciou hoje a instituição.

“Não é aceitável que a importância estratégica de um recurso mineral se sobreponha ao direito das pessoas e à segurança nas suas próprias aldeias”, afirmou, em comunicado, o Movimento Não às Minas – Montalegre.

E salientou que a classificação pela UE “não pode servir para desvalorizar os riscos sociais, económicos e ambientais que a reativação da exploração representa para a região de Barroso”.

A área de exploração situa-se na freguesia de Salto, no concelho de Montalegre, em plena Reserva da Biosfera Transfronteiriça do Gerês-Xurés pela UNESCO e na região de Barroso, território classificado desde 2018 como Sistema Importante do Património Agrícola Mundial (SIPAM).

O movimento referiu que a “exploração mineira ameaça colocar em confronto dois modelos de desenvolvimento: a extração de matérias-primas para abastecer cadeias industriais europeias e a continuidade de uma economia rural construída em torno da agricultura, da pecuária, dos produtos tradicionais e da preservação de um património natural e cultural de valor internacional”.

E destacou a água como uma das preocupações principais, salientando que este “é um risco que ultrapassa os limites da mina”.

“A área do projeto mineiro insere-se num planalto montanhoso, na serra da Cabreira, onde nasce a água de várias bacias hidrográficas, como a do Cávado e a do Ave, que abastecem grande parte do norte do país”, referiu, salientando que a sua “proteção não pode ser tratada como uma questão secundária perante os interesses da exploração mineira”.

A mina da Borralha obteve em janeiro uma Declaração Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionado, pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e a concessão está a cargo da Minerália.

A empresa quer explorar tungsténio e propõe uma exploração subterrânea, numa área mineira que esteve ativa até à década de 80 do século passado.

Segundo o movimento, a antiga exploração mineira “deixou uma extensa rede de galerias subterrâneas, num território onde existem preocupações relativas à estabilidade do subsolo e à segurança das povoações próximas, designadamente Paredes, Caniçó e Borralha”.

Referiu ainda que este território tem um “papel central” na produção pecuária do concelho e que a “economia rural que não pode ser sacrificada” e que o Património Agrícola Mundial e a Reserva da Biosfera também “estão em causa”.

“A instalação de uma exploração mineira de grande dimensão, com potenciais efeitos sobre a água, os solos, a paisagem, a pecuária e a economia rural, torna-se incompatível entre o projeto e a salvaguarda deste património, colocando em risco a classificação”, frisou.

Para o movimento, a classificação da Mina da Borralha como projeto estratégico europeu “não deve ser apresentada como uma validação ambiental, social ou territorial da exploração” e, apesar de poder facilitar procedimentos de licenciamento e o acesso a mecanismos de financiamento, não substitui a DIA.

Ao nível da UE, os 16 projetos selecionados estão entre 102 candidaturas recebidas e vão permitir “reforçar a competitividade, aumentar a resiliência e reduzir a dependência de um único fornecedor”, de acordo com Bruxelas.

Na primeira lista de projetos estratégicos ao abrigo do Regulamento Europeu das Matérias-Primas Críticas, anunciada em 25 de março de 2025, Portugal teve quatro projetos selecionados, três ligados ao lítio e um ao cobre.

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Motociclista de 20 anos ferido após colisão com automóvel em Vieira do Minho

Um jovem motociclista ficou ferido na sequência de uma colisão com um automóvel, na Estrada Nacional 103, na freguesia de Salamonde, concelho de Vieira do Minho, na manhã desta sexta-feira.

Ao que O MINHO apurou, a vítima, de 20 anos, jovem foi assistida ainda no local e transportada para o Hospital de Braga pelos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho.

Motociclista de 20 anos ferido após colisão com automóvel em Vieira do Minho
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

O acidente deu-se nas imediações da Casa Florestal de Salamonde e do estaleiro da Pavimogege.

A GNR esteve no local a regularizar a circulação do trânsito e a registar a ocorrência.

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Cada pedra tem a sua forma

VTM

Foi então que percebi que vinham dois vultos da capela da Senhora da Serra. Aos poucos, o sorriso do mais novo, antecipando a saudação, fez-me reconhecê-lo. Era um funcionário reformado da Universidade do Minho há cerca de três anos, que trazia o pai amparado no braço.

“Então, Professor, também veio cá em cima?”

“Sim, depois de termos lanchado no Monte das Freitas… mas estou a ver que não somos os únicos com vontade de partir a direção nesta tristeza de acesso ao ponto mais alto do Maranus!”

Ele explicou-me que o pai, com 95 anos, era de Baião e que, sempre que vinha à terra, fosse vindo de Moçambique, fosse vindo depois de Valongo e mais tarde de Barcelos, levava os filhos a sentir que cada pedra do Marão por alguma razão tinha a sua forma.

O nonagenário ia-nos olhando, num misto de sorriso longínquo ou de benevolência paciente. Conhecera, ao que parece, Teixeira de Pascoaes e contava que, quando novo, o vira transfigurar-se para os lados das Minas do Teixo.

“Coisas dele”, dizia-nos o filho, sem sabermos se eram coisas do místico Pascoaes ou daquele homem, de 95 anos, de memórias difusas.

“Pena é como deixam ficar esta estrada”, lamentava-me eu, a pensar no bem que aqueles buracos faziam à direção do carro.

E o funcionário da UMinho, despedindo-se com a felicidade do jubilado, confessou-me:

“Hoje, o meu pai só ainda me disse estas palavras enquanto subíamos, vindos da velhinha Nacional 15 – no meu tempo, as estradas eram piores e vinha mais gente!”

E o jovem, de 95 anos, apontando o quartzito que o meu filho mais velho trazia, ainda nos repetiu “Cada pedra tem a sua forma.”

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Empresas do Norte valorizam sustentabilidade mas têm dificuldades em implementá-la

As empresas da região Norte estão cada vez mais conscientes de que a sustentabilidade é uma questão de gestão e competitividade, mas continuam a enfrentar dificuldades em transformar essa preocupação em estratégia e metas, segundo um estudo hoje divulgado.

As conclusões do trabalho, promovido pela Associação Empresarial de Portugal (AEP) no âmbito do projeto “Novo Rumo a Norte – Rumo à Sustentabilidade”, indicam que 91% das empresas inquiridas consideram a sustentabilidade uma preocupação e 80% entendem que a gestão de ESG (do inglês ‘Environmental, Social and Governance’, relativo a indicadores ambientais, sociais e de governação corporativa) é uma responsabilidade da liderança.

No entanto, apenas 15% afirmam ter objetivos de sustentabilidade definidos para o curto, médio e longo prazo, “evidenciando uma diferença significativa entre a consciência sobre a importância do tema e a sua integração formal na gestão”.

Neste contexto, a AEP vai promover, entre 15 de outubro e 24 de novembro, ações de capacitação dirigidas às micro, pequenas e médias empresas da região Norte para reforçar a sua capacidade de resposta às novas exigências dos mercados, das cadeias de fornecimento e do financiamento, e encararem o ESG “não apenas como uma questão de conformidade, mas como um fator de competitividade, eficiência e acesso a novas oportunidades de negócio”.

O projeto, denominado “Rumo à Prática”, é cofinanciado pela União Europeia através do Programa Regional Norte 2030, sendo as sessões de capacitação – a realizar nas oito sub-regiões do Norte – de participação gratuita.

Do estudo resulta ainda que, quanto menor a dimensão das empresas, maiores são as dificuldades sentidas na integração de estratégias de ESG.

“As microempresas representam mais de 94% do tecido empresarial em todas as sub-regiões do Norte, mas são também as que apresentam maiores dificuldades na formalização de políticas, definição de responsabilidades, monitorização de indicadores e reporte de informação ESG”, conclui.

O trabalho evidencia, contudo, que já foram feitos alguns avanços, nomeadamente ao nível da eficiência energética, gestão de resíduos, saúde e segurança no trabalho, igualdade e formação.

“O desafio está agora em transformar estas práticas, muitas vezes desenvolvidas de forma autónoma ou informal, em sistemas de gestão capazes de medir resultados, estabelecer objetivos e demonstrar desempenho perante clientes, fornecedores, financiadores e outros parceiros”, indica a AEP.

Também limitada é atualmente a integração do ESG nas relações de negócio, com cerca de um terço das empresas a referir nunca solicitar informação ESG aos seus fornecedores e cerca de 30% a nunca utilizar critérios ESG na seleção de fornecedores.

Já do lado dos clientes, 28% das empresas dizem nunca receber pedidos de informação sobre sustentabilidade, enquanto no relacionamento com a banca 36% referem nunca discutir temas ESG e 54% nunca terem sido questionadas sobre esse tipo de informação.

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Lixo fora do sítio já valeu 400 multas só este ano em Viana do Castelo

A Câmara de Viana do Castelo instruiu 400 processos de contraordenação, entre janeiro e setembro, por deposição indevida de resíduos, foi hoje divulgado.

Os autos de notícia foram levantados pelos Serviços Municipalizados de Viana do Castelo (SMVC), “na sequência das ações de fiscalização realizadas no concelho”.

Os “infratores identificados serão alvo de processos de contraordenação, puníveis com coima, nos termos da legislação em vigor e do Regulamento Municipal de Resíduos Sólidos e Higiene Urbana do Município de Viana do Castelo”.

A “par destas ações, os SMVC têm também apostado numa maior articulação com as Juntas e Uniões de Freguesia do concelho, para promover boas práticas na gestão de resíduos, prevenir e identificar comportamentos indevidos e garantir o correto encaminhamento dos materiais recicláveis”.

As ações de fiscalização “integram o plano dos SMVC para combater o abandono de lixo na via pública, com especial ênfase nas zonas onde são registadas ocorrências mais recorrentes, nomeadamente fora de contentores ou na envolvente dos ecopontos”.

O “objetivo é combater a deposição ilegal de resíduos, responsabilizar os infratores e contribuir para a melhoria da limpeza e da qualidade do espaço público”.

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É de Barcelos e está a representar Portugal em projeto de design sustentável na Tailândia

O barcelense Pedro Ferreira Martins, da Universidade do Minho, está a representar Portugal no programa de design sustentável e intercâmbio cultural “Weaving Futures”, que reúne estudantes de dez países na Tailândia.

Em comunicado, a academia minhota explica que a agenda inclui, até 25 de outubro, um workshop intensivo em Banguecoque, experiências de imersão cultural e técnica em Chiang Mai e uma residência criativa de novo na capital tailandesa.

O objetivo é cruzar saberes do artesanato, diferentes culturas, design criativo e práticas sustentáveis para responder melhor aos desafios ambientais, sublinha o comunicado.

Pedro Ferreira Martins frequenta o 3.º ano da licenciatura em Design de Produto na Escola de Arquitetura, Arte e Design da UMinho, é de Barcelos e participa na iniciativa com apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

O programa “Weaving Futures: a cross-cultural journey in sustainable design” é promovido pelo núcleo tailandês da EUNIC (EU National Institutes for Culture) e cofinanciado pela União Europeia. Junta alunos de instituições de nove países europeus (Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Portugal) e do país anfitrião.

É de Barcelos e está a representar Portugal em projeto de design sustentável na Tailândia
Os participantes do programa. Foto: Princess Maha Chakri Sirindhorn Anthropology Centre

Esta metodologia prática e de intercâmbio visa colocar os alunos em contacto direto com o património artístico e os saberes locais, desafiando-os a integrá-los em propostas inovadoras de design contemporâneo que partilhem um compromisso firme com a responsabilidade ambiental. Os participantes trabalham também em pares, orientados por profissionais de ambos os continentes, para desenvolver novas visões e protótipos.

Estes trabalhos serão finalizados e apresentados publicamente naquele país asiático, no âmbito da Galleries’ Nights Bangkok (20 e 21 de novembro) e da Chiang Mai Design Week (5 a 13 de dezembro).

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Investigadores do Minho e do Porto criam “hidrogel inovador” para tratar melanoma

Investigadores das Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e do Centro de Biologia Molecular e Ambiental da Universidade do Minho desenvolveram um hidrogel com potencial para tratar melanoma, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a FCUP dá conta deste “hidrogel inovador”, um material híbrido composto por nanocápsulas esféricas e um polímero (gel), podendo ajudar a tratar o melanoma, a forma mais grave de cancro da pele que, em Portugal, conhece 1.000 a 1.500 novos casos por ano.

Na prática, as nanocápsulas levam o fármaco usado no tratamento de vários tipos de cancro, o doxorrubicina, e o gel “funciona como uma espécie de barreira, permitindo controlar a libertação do medicamento”.

O hidrogel será aplicado na zona específica na pele que seja afetada pelo melanoma e pode complementar outros tratamentos e abordagens terapêuticas, incluindo após cirurgia.

“A libertação localizada e controlada do fármaco poderá reduzir a exposição de tecidos saudáveis e, consequentemente, alguns dos efeitos secundários associados à quimioterapia”, acrescenta a FCUP.

Os ensaios laboratoriais realizados no Minho mostraram “boa biocompatibilidade” e, em estudos anteriores, tinham confirmado que as nanocápsulas são sensíveis ao pH – na prática, entrando em contacto com tumores, geralmente apresentando um ambiente mais ácido, o sistema “poderá facilitar a libertação do medicamento”.

“À temperatura ambiente, o material é uma solução que pode ser facilmente manipulada e aplicada. Quando entra em contacto com a pele, devido à diferença de temperatura, ocorre rapidamente a transição para o estado de gel, o que favorece a sua permanência no local de aplicação”, descrevem Isabel Oliveira e Eduardo Marques, docentes na FCUP, citados na nota.

Segundo o primeiro autor do estudo, Rui Machado, compreender como as nanocápsulas e o gel interagem entre si foi uma das fases essenciais do processo, que foi desenvolvido no âmbito de uma tese de doutoramento em Química, que defendeu em abril.

Os resultados de dois anos de trabalho foram publicados no final de julho na revista da especialidade Applied Bio Materials, da Sociedade Química Americana, e os cientistas têm como próxima fase “avançar para estudos ‘in vivo’, de forma a avaliar a interação do hidrogel e do fármaco com o organismo”.

“O objetivo é continuar a explorar o potencial deste sistema inovador para se chegar a um tratamento anti-melanoma mais localizado e com menos efeitos secundários”, conclui a FCUP.

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Aeródromo de Braga vai ser ‘laboratório’ para alunos da UMinho

A Câmara de Braga e a UMinho assinaram, esta terça-feira, um protocolo de “cooperação estratégica” para que os alunos da Licenciatura e Mestrado em Engenharia Aeroespacial possam realizar naquele local atividades de ensino aplicado, experimentação, teste e demonstração tecnológica, anunciou a autarquia.

Para o presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, esta parceria traduz uma visão de valorização dos ativos municipais ao serviço do conhecimento e do desenvolvimento do território: “O Aeródromo de Braga é um equipamento municipal com um potencial extraordinário que queremos explorar ao máximo, mas sabemos que sozinhos não o fazemos. Ao abrirmos as portas e estabelecermos esta ponte com a Universidade do Minho, estamos a fazer com que o conhecimento produzido na academia tenha um impacto direto na vida da população e na atração de talento, investimento e novos parceiros empresariais para o nosso concelho. A relação entre a Câmara Municipal e a Universidade do Minho é o maior e o mais verdadeiro motor de desenvolvimento deste território”.

Aeródromo de Braga vai ser 'laboratório' para alunos da UMinho
Foto: CM Braga

“Nós temos tido a preocupação de pegar nos equipamentos municipais que já temos, qualificá-los e devolvê-los à população. O aeródromo tem um potencial brutal e condições excecionais que não estavam a ser aproveitadas como deveriam. Apesar de o curso de Engenharia Aeroespacial estar sediado em Guimarães, percebemos que estas fronteiras se dissipam quando há empenho e capacidade de trabalhar em conjunto pelo bem do território”, sublinhou ainda João Rodrigues, durante a sua intervenção.

A vertente científica e a ligação ao território foram igualmente enaltecidas pelo reitor da Universidade do Minho, Pedro Arezes.

Aeródromo de Braga vai ser 'laboratório' para alunos da UMinho
Foto: CM Braga

“Esta parceria reforça a marca identitária da Universidade do Minho de ter os seus projetos científicos e pedagógicos sempre com um pé no território. Este não é um mero ato protocolar; prevê um plano anual de ação com atividades práticas no terreno real e o empenho da universidade em pensar as possibilidades de desenvolvimento e projeção futura desta plataforma operacional”, explicou.

Por seu lado, o presidente da Escola de Engenharia da Universidade do Minho, Paulo Vicente, destacou a relevância formativa deste entendimento para os estudantes do curso: “Esta é uma oportunidade de ouro para alavancar a formação dos nossos estudantes. O acordo complementa de forma perfeita a nossa atuação, ligando a vertente de Engenharia Aeroespacial a um equipamento aeronáutico real e abrindo portas para novas parcerias com empresas e entidades do sector”.

O acompanhamento e a avaliação da execução deste protocolo de cooperação serão assegurados por uma Comissão de Acompanhamento copresidida pelo Executivo Municipal e pela Presidência da Escola de Engenharia da Universidade do Minho.

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Cirurgião admitido na UMinho pede apoio a Portugal para sair de Gaza

A Universidade do Minho (UMinho) apelou à diplomacia portuguesa para que o cirurgião ortopédico Mahmoud Abushehada, admitido no mestrado de Biomedicina, possa sair da Faixa de Gaza.

A informação é hoje avançada pelo jornal Público (acesso restrito), dando conta que Mahmoud Abushehada foi admitido com uma média de 17,5 valores, mas continua à espera de apoio do Governo português para conseguir sair de Gaza.

“Apelamos vivamente a que sejam encontradas, com a maior brevidade possível, as soluções necessárias para que este colega possa dar continuidade à sua formação científica”, apelou a UMinho numa carta de apoio institucional pela direção do mestrado ao escritório de representação de Portugal em Ramallah, enviada em 01 de setembro.

De acordo com a mesma fonte, o Governo tem conhecimento do caso pelo menos desde julho, quando o PCP questionou o executivo. “Sem um processo de pedido de visto ativo ou uma carta oficial de apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal (MNE) ou da embaixada, é impossível garantir a coordenação fronteiriça necessária para que Mahmoud Abushehada possa sair de Gaza”, destacava o PCP.

“O escritório em Ramallah fechou completamente a este cidadão, alegando que os serviços de vistos não estão disponíveis para os residentes de Gaza, deixando-o num impasse burocrático”, acrescenta.

O Governo respondeu às questões no dia 06 de agosto, explicando que “um pedido de visto, incluindo para efeitos de frequência do ensino superior, deve ser, obrigatoriamente, apresentado presencialmente junto de um Posto Consular habilitado para o efeito, cumprindo o requisito da confirmação da identidade do requerente”.

“A apresentação de um pedido de visto está, ainda, sujeita à entrega de toda a documentação instrutória exigida pela legislação em vigor. A emissão de vistos para nacionais palestinianos residentes na Faixa de Gaza enfrenta constrangimentos significativos, decorrentes das restrições de mobilidade impostas e do encerramento, por motivos de segurança, do Centro de Pedidos de Visto da VFS Global em Gaza”, acrescenta o Ministério dos Negócios Estrangeiros, liderado por Paulo Rangel.

“Atendendo aos desafios referidos, o Estado Português permite que estudantes admitidos em instituições de ensino superior portuguesas e em território nacional possam apresentar os pedidos de visto no Escritório de Representação de Portugal em Ramallah ou, em alternativa, na Embaixada de Portugal no Cairo”, pode ler-se. No entanto, a deslocação aos postos consulares é da “responsabilidade do requerente, estando, por isso, sujeita ao deferimento das autoridades que exercem o controlo fronteiriço”.

Segundo o Público, um familiar do médico, que vive em Portugal desde 2000, já contactou a Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas (DGACCP), explicando que “não existem ‘meios próprios’ de saída autónoma da Faixa de Gaza”.

A DGACCP respondeu que não tem “competências, nem instruções” para “promover ou coordenar” questões ligadas à saída de cidadãos de Gaza.

Ao mesmo jornal diário, o gabinete de Paulo Rangel disse que “o MNE procurou flexibilizar as opções de acesso a um posto consular na região, salvaguardando as exigências legais aplicáveis”, mas salientou que as saídas de Gaza “competem exclusivamente às autoridades israelitas”. Para além disso, “não existe na legislação nacional um ‘visto humanitário’.”

Ao Público a Universidade do Minho confirmou que a vaga de Mahmoud Abushehada está garantida.

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Nova ETAR de Barcelos em concurso público por 35,4 milhões

A Câmara de Barcelos abriu um concurso público, por 35,4 milhões de euros, para a construção da nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do concelho, segundo anúncio hoje publicado em Diário da República.

As empresas interessadas devem apresentar as suas propostas até 23 de outubro, tendo depois a obra um prazo de execução de 910 dias, contados a partir da data da consignação.

O município de Barcelos já sublinhou que se trata do “maior investimento de sempre” na despoluição do rio Cávado.

A nova ETAR, a construir na freguesia de Barcelos, vai substituir a atual, em funcionamento desde 1999 e “tecnicamente obsoleta, com uma capacidade de resposta limitada face à evolução demográfica, urbana e industrial do concelho”.

“As limitações técnicas que o atual equipamento apresenta traduzem-se num tratamento inadequado das águas residuais e, consequentemente, na poluição dos corpos hídricos locais, comprometendo a biodiversidade e a saúde pública”, refere o município.

Por isso, o investimento na construção de uma nova ETAR está identificado no Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais e Pluviais (PENSAARP 2030) “como uma prioridade de primeira linha para resolver passivos ambientais graves”.

A nova ETAR terá capacidade para tratar não só as águas residuais das habitações, mas também a poluição gerada pelas indústrias têxteis do concelho.

Após a sua entrada em funcionamento, estima-se que mais de 73 mil pessoas estejam efetivamente ligadas à rede e a beneficiar do serviço.

O município do distrito de Braga refere que um dos grandes desafios técnicos do projeto reside no facto de cerca de 35% dos afluentes serem de origem industrial, maioritariamente do setor têxtil (tinturarias), apresentando corantes e compostos orgânicos de difícil degradação e exigindo tecnologias avançadas.

“A tecnologia escolhida utiliza microrganismos benéficos para eliminar a poluição presente nas águas residuais, num processo prolongado que garante um tratamento mais eficiente. Este sistema consegue remover compostos nocivos, como o azoto, sem necessidade de equipamentos adicionais”, explica.

Depois desta fase biológica, a água passará por um tratamento complementar, que inclui filtros muito finos e a aplicação de ozono, para eliminar a cor e os poluentes mais resistentes, típicos dos efluentes provenientes da indústria têxtil.

“Garante, assim, o cumprimento dos parâmetros legais de qualidade da água do rio Cávado”, sublinha o município.

Além disso, a nova ETAR foi projetada para consumir menos eletricidade, com arejadores eficientes e motores que só trabalham quando for necessário.

Para ganhar autonomia, vai produzir a sua própria energia através de painéis solares e de uma pequena central hidroelétrica na saída da água tratada.

A água tratada será reutilizada dentro da estação, as areias retiradas dos resíduos serão reaproveitadas e os materiais de demolição terão nova vida.

A água limpa será devolvida ao rio Cávado, numa área integrada no Parque Natural do Litoral Norte, um ecossistema sensível que alberga espécies protegidas como a lontra.

“Ao reduzir significativamente a carga poluente descarregada no rio, a nova ETAR contribuirá para a melhoria da qualidade da água e, indiretamente, para a preservação dos habitats e da biodiversidade da região”, aponta ainda o município.

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Braga avança com obras em estradas durante a noite para minimizar problemas no trânsito

A Câmara de Braga vai avançar, a partir de amanhã, com novas intervenções de repavimentação em diferentes pontos da cidade, abrangendo a Avenida Miguel Torga, a Avenida Dr. Francisco Salgado Zenha, a Rua de São Martinho e os acessos desta via à Avenida António Macedo, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a autarquia adianta que “as intervenções foram programadas de acordo com as características de cada local, privilegiando, sempre que possível, períodos de menor intensidade de tráfego, de forma a minimizar os constrangimentos à circulação automóvel e garantir uma progressão eficiente dos trabalhos”.

Avenida Miguel Torga e Avenida Dr. Francisco Salgado Zenha

A repavimentação parcial da Avenida Miguel Torga e da Avenida Dr. Francisco Salgado Zenha terá início amanhã e será realizada integralmente durante o período noturno, entre as 20:00 e as 07:00.

Os trabalhos decorrerão ao longo de um período previsto de 60 dias, no troço compreendido entre o Nó de São Paio de Arcos e o Nó da Avenida Robert Smith.

Durante o período de execução dos trabalhos, a circulação automóvel estará interdita neste troço das duas avenidas entre as 20:00 e as 07:00, sendo salvaguardada a circulação de veículos de emergência.

“A realização da intervenção exclusivamente durante a noite procura minimizar o impacto na circulação automóvel durante o período diurno, permitindo concentrar os trabalhos nas horas de menor intensidade de tráfego”, assinala a Câmara de Braga.

“A duração e os horários da intervenção poderão ser ajustados em função da evolução dos trabalhos, das condições climatéricas ou de eventuais necessidades identificadas durante a execução da obra”, acrescenta o comunicado.

Rua de São Martinho e acessos à Avenida António Macedo

Também a partir de amanhã, o Município dará início à repavimentação parcial da Rua de São Martinho e dos acessos à Avenida António Macedo, numa intervenção com duração prevista de 90 dias.

Os trabalhos implicam a interdição do trânsito em período noturno, entre as 21:00 e as 06:00. Adicionalmente poderão existir alguns condicionamentos pontuais da circulação em período diurno.

Durante o mesmo período, a circulação automóvel estará interdita nos arruamentos de acesso da Rua de São Martinho à Avenida António Macedo, à medida que forem executados os trabalhos nesses locais.

“A organização dos trabalhos permitirá compatibilizar a execução da intervenção com a circulação na zona, procurando reduzir os constrangimentos e garantir uma progressão eficiente da obra”, destaca a Câmara.

Os períodos de intervenção poderão ser ajustados em função da evolução dos trabalhos, das condições climatéricas e de eventuais necessidades identificadas durante a execução, podendo ocorrer prolongamentos por períodos adicionais de uma semana.

“O Município de Braga agradece a compreensão dos cidadãos e dos automobilistas pelos eventuais constrangimentos associados à realização destas intervenções, que permitirão melhorar as condições de circulação e a qualidade do pavimento das vias intervencionadas”, conclui.

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Proença quer resolver “mal-entendido” com Ronaldo e regresso em novembro 

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, afirmou hoje que o caso Cristiano Ronaldo é apenas um “mal-entendido” que será resolvido com “tranquilidade nos próximos dias”, esperando que o capitão regresse à seleção nacional já em novembro.

Em declarações à RTP Notícias, Proença desvalorizou a atitude do avançado de 41 anos, que abandonou o estágio de Portugal em Copenhaga 24 horas antes do duelo com a Dinamarca, para a Liga das Nações, e preferiu apontar o “amor” que Ronaldo tem pela equipa das ‘quinas’.

“É um jogador extraordinário que podia ter terminado a sua carreira na seleção nacional após o Mundial, mas não quis pelo amor que tem pela sua seleção. Vamos ter tempo e tranquilidade para nos próximos dias nos sentarmos todos e resolver este mal-entendido. E, para, em novembro, estarmos todos novamente juntos”, afirmou o dirigente.

Proença referia-se aos próximos dois jogos de Portugal, que serão em 14 e 17 de novembro, em Braga com a Dinamarca e em Cardiff com o País de Gales, respetivamente, no fecho da fase de qualificação da Liga das Nações.

“Estamos a falar do melhor jogador de todos os tempos. Deu mais de duas décadas ao futebol português. O Cristiano é o nosso símbolo maior e está na seleção por mérito desportivo próprio. Fará sempre parte deste grupo de trabalho sempre que estiver capaz. Ele sabe disso. Faz parte da seleção e é a nossa bandeira”, reforçou.

Quando se esperava mais explicações do líder máximo da FPF, sobretudo sobre o que realmente se tinha passado em Copenhaga, Proença acabou por abandonar de forma súbita a zona para declarações no Estádio do Dragão, no Porto.

Na quarta-feira, o capitão Cristiano Ronaldo abandonou, por decisão própria, o estágio de Portugal em Copenhaga, pouco depois de ter voltado a ser tema dominante na conferência de imprensa do selecionador Jorge Jesus.

Em Oslo, no último domingo, Ronaldo não saiu do banco frente à Noruega, apesar de ter estado a aquecer grande parte da segunda parte, e abandonou o relvado insatisfeito logo após o apito final, tendo falhado todos os treinos que se seguiram.

Nas suas redes sociais, Ronaldo confirmou ter falado com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, antes de abandonar o estágio, deixando a garantia de que “a seu tempo” dirá “a verdade a todos os portugueses sobre as razões que motivaram” a decisão de abandonar a comitiva.

A FPF confirmou, sem adiantar qualquer explicação, a saída do jogador que tem um recorde mundial de 234 internacionalizações, além de 146 golos pela seleção principal de Portugal, com a qual conquistou o Euro2016 e as Ligas das Nações de 2019 e 2025.

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Jaguar acidentado no Bom Jesus já foi retirado graças a uma operação delicada

O Jaguar que ao início da manhã deste domingo se despistou pelo Escadório do Monte do Bom Jesus abaixo já foi retirado, a meio da tarde, mas graças a uma operação delicada, com a GNR.

A zona onde caiu o automóvel elétrico, da marca Jaguar, levou a que tivesse sido muito difícil a sua retirada, tendo sido necessário um camião de reboque com grua e boa perícia do operador.

Vídeo: Paulo Seabrete

O Posto Territorial do Sameiro da Guarda Nacional Republicana, que aquando do acidente foi logo ao local e participou ativamente na ação da empresa de reboques que executou o trabalho.

A Estrada do Bom Jesus, como é conhecido aquele troço da Estrada Nacional 103, teve que ser interdita ao trânsito ou com passagem alternada, mas tudo correu normalmente durante a ação.

Vídeo: Paulo Seabrete

O automóvel elétrico, da marca e modelo Jaguar I Pace, custa entre cerca de 80 e 100 mil euros, consoante as opções que são oferecidas, tratando-se de um SUV, com grande aderência no solo.

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