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"Só os ucranianos podem mudar o seu líder", desafia Zelensky

Zelensky responde a Trump e diz que cabe aos ucranianos mudar o seu líder. Presidente da Ucrânia garante que o país está a cumprir a trégua energética anunciada pelos EUA, ao contrário da Rússia.

© SHAWN THEW/EPA

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A Europa quer mais dinheiro para gastar, mas ninguém lho dá

A Irlanda apresentou este sábado a sua proposta para o próximo quadro orçamental europeu, que vai até 2034, mas as reacções críticas antecipam uma Cimeira Europeia muito difícil. O dinheiro não chega.

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The Houthis Are Not an Iranian Proxy, by Jose Alberto Nino

In September 2026, Ansar Allah, derisively labeled as the Houthis in Western foreign policy circles, redrew the map of western Yemen in a matter of days. Its fighters swept down the Red Sea coast, seized Mocha on September 10, then pushed through Dhubab and took Mayyun Island at the heart of the Bab el-Mandeb strait...
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Still warmer than averages to start the week with big mid-week changes

Tonight's Forecast:

Overnight lows will be in the 50s for most along I-25 with the higher elevations seeing s 30s and 40s. A few stronger storms are possible in the high country tonight while I-25 and eastward stay mostly dry.

Colorado Springs forecast: Low: 25; High: 50;

Mid to upper 70s are ahead for Colorado Springs on Monday with a slight cool down by Tuesday. Conditions still stay dry and mostly sunny. Wednesday brings in temperatures in the 50s with widespread rain. Estimated accumulation totals to come...

Pueblo forecast: Low: 25; High: 50;

Pueblo will see more temperatures above averages for Monday and Tuesday with dry time and mostly sunny skies. Wednesday drops into the 50s like the rest of the forecast region with rain chances. I expect southern areas to receive less moisture than the Pikes Peak Region and northward.

Canon City forecast: Low: 25; High: 50;

Monday and Tuesday still stay above averages in the 70s for Canon City. Mostly sunny skies are expected and by Wednesday, temperatures will drop significantly with highs in the 50s. The middle of the week brings rain chances in too.

Woodland Park forecast: Low: 25; High: 50;

A warm start of the week is expected in the 60s in Woodland Park. Tuesday may bring in a few chances at showers with more widespread rain by Wednesday. Temperatures will drop significantly into the 40s on Wednesday and will stay cool through the end of the week. A few snowflakes may be possible as cold temperatures continue through the end of the week.

Extended outlook forecast:

After the warm start of the week moves out, southern Colorado will drop ten to fifteen degrees below averages on Wednesday with widespread rain expected. The mountains may see a bit of snow too. The afternoon highs through the end of the week will be well below averages in the 40s and 50s in southern Colorado. Total rain accumulations will likely be about a quarter of an inch around the Pikes Peak Region with lesser amounts across the southern and eastern portions of the state.

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A alfarrobeira e o seu legado secular

Para nós, algarvios, é familiar a omnipresença da humilde alfarrobeira, designadamente na zona do Barrocal, local de eleição edáfico (do gr. “édaphos”, terra, solo) para esta sóbria espécie vegetal, originária, segundo consta, da Mesopotâmia, sua pátria remota. Conta-se como mais um dos inúmeros contributos da presença árabe, entre nós, a quem devemos, não apenas uma verdadeira revolução nos processos com novas técnicas na agricultura, no al-Andalus peninsular, como a migração e introdução de um sem número de outras espécies arbóreas e arbustivas.

Não me irei debruçar sobre a alfarrobeira, na vertente económica em si, uma vez que outros já o fizeram, melhor do que eu faria, neste mesmo espaço do nosso Jornal do Algarve.

Irei, antes, focar-me num outro aspecto histórico desta simpática árvore talvez, suponho eu, não tão conhecido.

O termo alfarroba veio-nos do ár. “al-ẖarrûba”, que, por sua vez, foi tomado do gr. “kérăs, kérātos” (chifre, corno), sua verdadeira origem. Aos olhos gregos foi atribuída tal designação, devido à semelhança deste fruto, que é ligeiramente curvo, com um chifre.

O contributo do fruto da alfarrobeira, em transacções comerciais de algo tão valioso como o ouro, desde tempos imemoriais, que remontam aos da própria Mesopotâmia, tem a ver com as humildes e minúsculas sementes da alfarroba.

Como assim?

Desde tão cedo, na história do Médio Oriente, como com os negociantes fenícios, a massa de cada semente da alfarroba era considerada como extremamente uniforme e pendular, pelo que, à falta de outro meio mais credível para pesar um metal tão caro como o ouro, foi, desde esses tempos remotos, tomada como fiável para esse fim.

Como se sabe, foram duas as grandes línguas que, desde os últimos três séculos anteriores ao advento da Era Cristã, dominaram culturalmente, “grosso modo”, a Europa: o Latim, na sua parte ocidental, devido à ascensão do Império Romano, e o Grego, na parte nascente, pela emergência de Alexandre, o Grande, cujos limites do império haveriam de tocar as fronteiras da própria India.

No âmbito da dominante influência cultural do Grego, como língua franca na área oriental da Europa, reflectindo rotas comerciais mediterrânicas extremamente activas, em termos comerciais, à modesta semente da alfarroba, então correntemente usada como padrão de peso para metais preciosos, seria atribuída a designação grega, “kerátion”, semente da alfarroba, ou seja, o diminutivo, como acima referimos, do gr. “kérăs”, o nome grego para alfarroba.

Quem não conhece o termo “quilate”, unidade que representa, actualmente, a massa padronizada de 0,2 g., a mesma que se atribuía, dantes, a cada semente da alfarroba, em termos empíricos ?

Este “quilate” nada mais é do que a evolução do grego “kerátion”, semente da alfarroba, através da língua árabe. No âmbito do intenso comércio praticado pelos Árabes, através das rotas comerciais e traduções científicas do tempo, e segundo as regras fonéticas da sua língua, o grego “kerátion”evoluiria, via árabe, para a forma intermédia “qīrāt“, antecâmara do actual “quilate”.

Nas línguas inglesa e francesa, por exemplo, a evolução seguiu caminho diferente do nosso e deu “carat”, enquanto no Italiano deu “carato” e, no Castelhano, tal como em nós, “quilate”.

Contudo, aplicado ao ouro, o quilate não funciona como medida de peso, mas como critério de “pureza do metal”, visto que o ouro é passível de ligas com outros metais, o que lhe retira a pureza, algo que é fundamental ter em conta, no acto da negociação.

Apenas o ouro com 24 quilates é considerado puro e, proporcionalmente, com 18 quilates tem 75% de pureza – o que significa que apenas três quartos são de ouro puro e um quarto de outro(s) metal(is) – ou com 12 quilates, apenas com 50% e por aí adiante.

De notar que o ouro puro desgasta-se mais facilmente do que como liga metálica, sendo por esse facto que algum do ouro comercializado não é de 24 quilates.

Permita-se-me, como vem a talho de foice, como sói dizer-se, que explique o porquê da escala utilizada de 24, como método para medir a pureza do ouro.

Tem a ver com o facto de a semente de alfarroba ter uma designação semelhante ao de uma pequena moeda de prata romana (do lat. siliqua) e de esta ser 1/24 (vigésima quarta parte) do soldo (do lat. solidus), moeda de ouro de grande pureza, criada no séc. IV.

Modernamente, como acima refiro, havia a necessidade de padronizar, cientificamente, a unidade de medida “quilate”, pelo que lhe foram atribuídas 0,2 gramas, pelo Sistema Internacional de Unidades (SI).

Acrescente-se que, segundo medidas rigorosas efectuadas, se chegou à conclusão de que a suposta uniformidade das sementes de alfarroba não correspondia à realidade, uma vez que aquelas podem, pontualmente, diferir, entre si, nalguns nanogramas.

Mais tarde, o quilate haveria de passar a ser igualmente utilizado em pedras preciosas, aqui, com o critério de peso e não, como no ouro, em que se tem de aquilatar, sim, não do peso, mas da sua pureza, como atrás se refere.

– Os processos para determinar a pureza do ouro, baseiam-se em vários métodos laboratoriais, de que refiro a espectrometria ou o ensaio electrolítico.

– O critério para determinar o valor de diamantes e outras gemas utiliza três pilares de avaliação, de que um é o peso, em quilates (0,2 g), e os outros a cor e clareza, no caso dos diamantes.

Para finalizar, não obstante todas as modernas técnicas postas ao serviço do comércio das mais valiosas jóias, a memória da humilde semente da alfarroba haveria de sobreviver, como símbolo, embora não como padrão prático, no termo “quilate”, medida básica para aferir do valor do ouro, assim como das mais valiosas gemas.

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F1: Max Verstappen vence pela primeira vez o GP de Singapura. Bortoleto abandonou a corrida

O piloto tetracampeão mundial da Red Bull, Max Verstappen, venceu as duas corridas deste fim de semana e pela primeira vez alcançou a vitória no GP de Singapura, fazendo valer a estratégia de apenas uma paragem nas boxes para troca de pneus.

Na segunda posição terminou o piloto da Ferrari, Charles Leclerc, que ainda tentou pressionar holandês em virtude de ter pneus em melhores condições. Kimi Antonelli chegou ao lugar mais baixo do pódio, defendendo a sua posição de líder co campeonato.

Max Verstappen largou da pole-position, na 50ª corrida da sua carreira, enquanto Charles Leclerc largava em segundo. Lewis Hamilton e Kimi Antonelli lado a lado, partiam da linha seguinte. Dos quatro primeiros, apenas o heptacampeão optou por usar pneu médio, enquantos os restantes optavam por macio.

Para a prova, muito calor mais uma vez com o termómetro chegando a 30ºC e o asfalto a chegar aos 44ºC, com a humidade na casa de 69%.

Na largada, Leclerc tentou dar o salto para a frente, mas o holandês da Red Bull conseguiu manter a posição. Os dois Ferrari ficavam lado a lado e mantiveram as posições, enquanto Nico Hülkenberg conseguia saltar para a oitava posição.

Nas primeiras seis posições do pelotão, nenhuma alteração: Verstappen, Leclerc, Hamilton, Antonelli, Lando Norris e Oscar Piastri, prosseguiam a corrida na frente, enquanto no fundo do pelotão, George começava a sua escalada e estava em 16º na quarta volta, ultrapassando Gabriel Bortoleto – o brasileiro largou em 14º, mas caiu para 17º no início da disputa.

Gabriel Bortoleto não conseguiu terminar a sua corrida no GP de Singapura de Fórmula 1, teve problemas no carro nas primeiras voltas e teve que abandonar após oito voltas. Recordemos que na classificação, o brasileiro conseguiu apenas o 15º tempo e não conseguiu avançar para o Q2. Entretanto, com a punição a George Russell, ganhou uma posição e saiu da 14ª posição, ao lado de Carlos Sainz.

Sem muito mais relevante para descrever, a corrida acabava por se tornar monótona, embora longa e sob calor intendo. Relevante e de destacar, foi Max Verstappen ter vencido tudo, de ponta a ponta, desde as pole-positions, as duas corridas do fim de semana e pela primeira vez ter conquistado a vitória no GP de Singapura, fazendo valer a estratégia de apenas uma paragem para troca de pneus.

Na segunda posição terminou o piloto monegasco da Ferrari, Charles Leclerc, que ainda tentou pressionar holandês com pneus em melhores condições, mas sem resultado – Max defendeu a vantagem e cortou a linha de chegada com mais de 7 segundos de diferença. Kimi Antonelli chegou ao lugar mais baixo do pódio, defendendo a sua posição de líder do campeonato, que eventualmente já poderá vencer na próxima etapa. A ver vamos!…

De referir ainda que Nico Hülkenberg conseguiu terminar a prova na oitava posição, adicionando os seus primeiros pontos para a Audi.

Classificação do GP de Singapura 2026:

1) Max Verstappen (Red Bull Racing)
2) Charles Leclerc (Ferrari)
3) Kimi Antonelli (Mercedes)
4) Lando Norris (McLaren)
5) Oscar Piastri (McLaren)
6) Lewis Hamilton (Ferrari)
7) Liam Lawson (Racing Bulls)
8) Nico Hulkenberg (Audi)
9) George Russell (Mercedes)
10) Isack Hadjar (Red Bull Racing)
11) Pierre Gasly (Alpine)
12) Oliver Bearman (Haas F1 Team)
13) Esteban Ocon (Haas F1 Team)
14) Carlos Sainz (Williams)
15) Arvid Lindblad (Racing Bulls)
16) Fernando Alonso (Aston Martin)
17) Sergio Perez (Cadillac)
18) Alexander Albon (Williams)
19) Valtteri Bottas (Cadillac)
20) Lance Stroll (Aston Martin)
21) Franco Colapinto (Alpine)
22) Gabriel Bortoleto (Audi)

Colaboração: F1Mania
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F1: Verstappen arranca pole-position em Marina Bay para o GP de Singapura. Bortoleto 15.º

O piloto holandês Max Verstappen repetiu o sucesso da anterior classificação destinada à Sprint e alcançou a segunda pole-position neste fim de semana no circuito Marina Bay com 1:31,373s – a sua 50ª pole na carreira de piloto de F1 – e vantagem para amanhã largar na frente do pelotão para o GP de Singapura. O monegasco Charles Leclerc alcançou o segundo crono (+0,054s) e Lewis Hamilton (+0,123s) o terceiro crono, com Antonelli e Norris a fecharem o top-5.

Recordamos que George Russel está penalizado, por troca de motor, e apesar de ter realizado o sexto tempo, vai partir do final da grelha.

As três sessões da Classificação para obtenção da pole-position e composição da grelha de partida para o GP de Singapura, foram hoje realizadas – Q1, Q2 e Q3, respetivamente com 18, 15 e 12 minutos de duração – já em piso completamente seco e em ambiente noturno, depois da vitória de Max Verstappen na Sprint.

Eis como decorreram as sessões de Classificação:

Q1 – 18 minutos

O melhor tempo nesta sessão foi realizado por Hamilton, com 1:32,429s, enquanto Leclerc averbou o segundo crono (+0,345s) e Norris descia para o terceiro crono (+0,346s). Nas quarta e quinta posições, incluíram-se Lawson e Piastri.
Pela Audi, Hülkenberg realizou o 6.º tempo e Bortoleto reteve-se na 16ª posição, no limite do apuramento.
Ficaram impedidos de prosseguir para a sessão seguinte: Alonso, Albon, Stroll, Perez, Bottas e Hadjar.

Q2 – 15 minutos

Hamilton voltou a ser o mais rápido nesta segunda sessão, batento o seu próprio tempo (-0,237) 1:31,529s que fez na primeira tentativa, superando Verstappen (+0,110s) e Norris (+0,366s), respetivamente os segundo e terceiro mais velozes. Leclerc e Antonelli completaram o top-five.

Ambos pilotos da Audi, Hülkenberg e Bortoleto ficaram eliminados do Q3, assim como Bearman, Ocon, Sainz e Colapinto.

Q3 – 12 minutos

Max Verstappen repetiu o sucesso da anterior Classificação para a Sprint e alcançou a pole-position neste fim de semana no circuito Marina Bay com 1:31,373s. O monegasco Charles Leclerc alcançou o segundo crono (+0,054s) e Lewis Hamilton (+0,123s) o terceiro crono.

A composição da Grelha de partida para o GP de Singapura, ficou assim:

1) Max Verstappen (Red Bull Racing), 1:31.373
2) Charles Leclerc (Ferrari), 1:31.427
3) Lewis Hamilton (Ferrari), 1:31.496
4) Kimi Antonelli (Mercedes), 1:31.562
5) Lando Norris (McLaren), 1:31.712
6) Oscar Piastri (McLaren), 1:31.860
7) Pierre Gasly (Alpine), 1:32.225
8) Liam Lawson (Racing Bulls), 1:32.369
9) Arvid Lindblad (Racing Bulls), 1:32.781
10) Nico Hulkenberg (Audi), 1:32.784
11) Oliver Bearman (Haas F1 Team), 1:32.908
12) Esteban Ocon (Haas F1 Team), 1:33.323
13) Carlos Sainz (Williams), 1:33.526
14) Gabriel Bortoleto (Audi), 1:33.658
15) Franco Colapinto (Alpine), 1:33.787
16) Fernando Alonso (Aston Martin), 1:34.223
17) Alexander Albon (Williams), 1:34.289
18) Lance Stroll (Aston Martin), 1:34.946
19) Sergio Perez (Cadillac), 1:35.123
20) Valtteri Bottas (Cadillac), 1:35.984
21) Isack Hadjar (Red Bull Racing), s/tempo
22) George Russell (Mercedes), 1:31.747*
*punido por troca de motor

Colaboração: F1Mania

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F1: Max Verstappen vence corrida Sprint do GP de Singapura. Bortoleto abandonou

Vitória de Max Verstappen na Sprint do GP de Singapura, com Lewis Hamilton em segundo e Charles Leclerc em terceiro. Completaram o top-8 da zona de pontos da Sprint: Kimi Antonelli, Liam Lawson, Oliver Bearman, Nico Hulkenberg e Lando Norris pontuaram.

O tetracampeão mundial holandês que partiu da pole-position chegou a perder a liderança, mas com o abandono de George Russell, retomou a liderança donde não mais saiu e venceu à-vontade.

George Russell, não conseguiu evitar um rodopio e o Mercedes foi até ao muro lateral da pista (Imagem Sport TV3)

Refira-se que devido à chuva intensa que inundou parte do circuito de Marina Bay, a largada da corrida Sprint foi atrasada, o tempo necessário (mais de meia hora) até que deixasse de chover e a pista ficasse em condições de receber a prova em segurança.

Com a pista a secar muito rapidamente e com pneus intermédios começava a ser muito difícil manter o andamento até final. A corrida estava na volta 14, faltavam seis para o final, os pilotos procuravam as zonas da pista ainda molhadas para refrescar os pneus, mas a solução seria substituir os intermediários por sliks, o que não chegou a acontecer.

A três voltas do final da corrida Verstappen liderava com 4,2s de vantagem sobre Hamilton, que tinha sobre Leclerc uma vantagem inferior a um segundo. Piastri estava em quarto lugar a 2,2s, com Norris em quinto quase colado e Antonelli era sexto colocado ao britânico.

Na última volta, Norris decidiu mergulhar por dentro do carro de Piastri, não havia muito espaço e acertava no pneu traseiro do carro do companheiro de equipa, fazendo os dois McLaren rodarem sobre si mesmos. Piastri desistia e Norris descia para a oitava posição.

Gabriel Bortoleto teve uma prova difícil e após sair em 14º e perder posições, na relargada foi tocado e teve que abandonar a competição.

GP de Singapura, corrida Sprint, resultados:

1) Max Verstappen (Red Bull Racing)
2) Lewis Hamilton (Ferrari)
3) Charles Leclerc (Ferrari)
4) Kimi Antonelli (Mercedes)
5) Liam Lawson (Racing Bulls)
6) Oliver Bearman (Haas F1 Team)
7) Nico Hulkenberg (Audi)
8) Lando Norris (McLaren)
9) Pierre Gasly (Alpine)
10) Esteban Ocon (Haas F1 Team)
11) Fernando Alonso (Aston Martin)
12) Carlos Sainz (Williams)
13) Arvid Lindblad (Racing Bulls)
14) Oscar Piastri (McLaren)
15) Alexander Albon (Williams)
16) Gabriel Bortoleto (Audi)
17) Valtteri Bottas (Cadillac)
18) Franco Colapinto (Alpine)
19) Isack Hadjar (Red Bull Racing)
20) George Russell (Mercedes)
21) Sergio Perez (Cadillac)
22) Lance Stroll (Aston Martin)

Os pilotos voltam à pista ainda hoje (sábado) para a Classificação que definirá a grelha de partida da Corrida do GP de Singapura de Fórmula 1 de amanhã.

Colaboração: F1Mania
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Sul-africana Navanethem “Navi” Pillay vence Prémio Nobel da Paz

A jurista sul-africana viveu o Apartheid e foi Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos.

O Prémio Nobel da Paz de 2026 foi atribuído à sul-africana Navanethem Pillay, atual juíza do Tribunal Internacional de Justiça para o genocídio em Myanmar, antiga Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos (2008-2014) e juiza do Tribunal Penal Internacional (TPI), pelo papel fundamental que tem tido “na defesa dos Direitos Humanos e no papel de garantir que os crimes de guerra e genocídios são perseguidos“.

A atribuição deste Nobel, segundo avançou a Euronews, acontece numa altura em que Israel está cada vez mais debaixo dos projetores pela ofensiva em Gaza, sendo que Pillay foi presidente da Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestiniano Ocupado, que classificou as ações israelitas em Gaza como “genocídio” e é juiza do tribunal que emitiu um mandado de captura contra Benjamin Netanyahu.

Navanethem Pillay foi ainda presidente do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda.

Nascida em Durban em 1941 numa família indiana de origem Tamil, Pillay lutou contra o apartheid e pelos ativistas presos, tendo conseguido para eles o direito a advogados, que até aí lhes era negado. Foi advogada de Nelson Mandela, tendo lutado pela sua libertação. Já como presidente, em 1995, Mandela nomeou-a juiza do Supremo Tribunal do país, sendo a primeira mulher não branca a ocupar esse cargo.

O anúncio do prémio foi feito esta sexta-feira de manhã pelo Comité Nobel da Noruega em Oslo e segue-se à polémica atribuição, no ano passado, à opositora venezuelana María Corina Machado, que depois o entregou a Donald Trump, dizendo que “ele o merecia”, uma atitude amplamente condenada a nível internacional.

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Terramoto de magnitude 7,6 atinge o Panamá, informa o USGS dos EUA

Tremor teve epicentro próximo ao extremo sul do país e foi sentido na capital, onde moradores deixaram edifícios e se reuniram nas ruas

Um forte terremoto de magnitude 7,6 Richter atingiu o Panamá na manhã desta sexta-feira, 9 de outubro, sacudindo edifícios até mesmo na capital e provocando evacuações, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).

O tremor foi registado, inicialmente, com magnitude 8,0, mas, depois, foi revista a intensidade para 7,6, e posteriormente, para 7,7 Richter.

O epicentro do tremor foi localizado a cerca de 10 quilómetros a sudoeste da comunidade isolada de Pitaloza Arriba, próxima ao extremo sul do Panamá, informou também o USGS.

Os tremores foram sentidos na Cidade do Panamá, onde edifícios balançaram e moradores deixaram os imóveis, dirigindo-se às ruas agurdando as réplicas.

Visivelmente abalados, os moradores reuniram-se do lado de fora enquanto aguardavam informações sobre os impactos do terramoto. Ainda não há informações sobre vítimas.

O Sistema de Alerta de Tsunami dos Estados Unidos alertou para o risco iminente de grandes ondas em praias e ilhas do México ao Peru, incluindo Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica, Colômbia e Equador.
O Havaí também está sob alerta.

Fonte: Associated Press.

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First Look At Hypersonic Boost-Glide Vehicle Just Tested By South Korea

The South Korean government has released images from its first successful test of a domestically developed hypersonic boost-glide vehicle. This includes shots of the vehicle impacting the water at the end of its flight. A weapon of this kind would give South Korea a significant new way to hold targets in North Korea at risk amid an ever-deepening arms race on the Peninsula.

South Korea’s Presidential Office, more commonly referred to as the Cheong Wa Dae or the Blue House, announced the test in a Korean-language press release yesterday. The Blue House initially released a video of President Lee Jae Myung and others observing the test from a conference room at the Anheung Proving Ground, which is located in South Chungcheong Province on the country’s western coast. South Korea’s Agency for Defense Development (ADD) manages testing at Anheung. A series of still images from the test itself was subsequently posted on the Blue House’s website.

A trio of pictures showing South Korea’s new hypersonic boost-glide vehicle impacting the water during the test yesterday. The Blue House
Another view of the impact at the end of yesterday’s South Korea hypersonic test as seen through what looks to be an electro-optical video camera on an aircraft. The Blue House

Included in the still image gallery are shots showing the launch of the missile, a formal name for which has not yet been disclosed, from a wheeled transport-erector-launcher on a platform sitting just off the coast. The low resolution of the pictures makes it hard to tell whether the missile and/or the TEL are of an existing South Korean design or are based on one. We will come back to this later on.

A picture showing the launch of the hypersonic weapon from the platform off the coast. The Blue House
Another picture from the test showing the missile after launch. The Blue House

As mentioned, there are also pictures of the hypersonic boost-glide vehicle hitting the water. At first glance, the vehicle looks to have a broadly conical design with stabilizing fins at the base. However, at least one of the fins looks to be truncated. Closer inspection of the available images shows further indicators that might point to it actually having a more wedge-shaped design with a distinct top and bottom, though it is still not definitely clear given the low resolution. Conical boost-glide vehicles are generally understood to be easier to design, relatively speaking, than wedge-shaped ones. Historically, hypersonic boost-glide vehicles of any kind have proven to be technically complex and challenging to turn into viable operational weapons, even by countries with extensive past experience with their development.

Another close-up look at the hypersonic boost-glide vehicle test yesterday, showing what looks to be a truncated fin on one side. The Blue House

“This test launch was conducted to verify, for the first time, the vehicle’s core technologies in a hypersonic flight environment: the performance of ultra-high-temperature heat-resistant materials, guidance and control capabilities, and the ability to perform irregular flight maneuvers at low altitudes,” the Blue House said in its release yesterday, per a machine translation of the Korean text. “The HGV [hypersonic boost-glide vehicle] successfully separated after ascending to the target altitude and executed its planned flight path within the hypersonic environment without any issues.”

With all this in mind, the fact that the vehicle just remained intact through to impact is noteworthy. At the time of writing, South Korean authorities do not appear to have disclosed more specific details about the test, including how far the boost-glide vehicle traveled before hitting the water or what peak speed it reached. Important questions also remain about how the vehicle is guided during the mid-course and terminal phases of flight, challenges that do not appear to have been addressed by this particular test.

In general, unpowered hypersonic boost-glide vehicles need to be brought first to an optimal altitude and speed. This is typically achieved using a sufficiently sized rocket booster, with existing ballistic missile designs often serving as a starting point.

Once released from the booster, a boost-glide vehicle flies along a relatively shallow flight path within the Earth’s atmosphere. The vehicle is able to maneuver along the way, sometimes erratically, while traveling at hypersonic speeds, generally defined as anything about Mach 5.

A graphic showing, in a very rudimentary way, the differences in trajectories between a traditional ballistic missile, a hypersonic boost-glide vehicle, an aero or quasi-ballistic missile, and an air-breathing hypersonic cruise missile. GAO

All of this sets hypersonic weapons of this kind apart from traditional ballistic missiles, even ones with advanced maneuverability capabilities, which all follow a broadly arcing trajectory to their targets. The combination of speed, flight trajectory, and maneuverability offered by hypersonic boost-glide vehicles creates distinct challenges for opponents. They are hard to spot and track, let alone attempt to intercept, and there is less time for defenders to react overall. This ability to penetrate enemy air defenses and cover ground rapidly makes these weapons particularly attractive for strikes on very high-value and time-sensitive targets.

“The HGV [hypersonic boost-glide vehicle] is a ‘key strategic asset capable of changing the game on the battlefield,’ as its unpredictable flight trajectory and overwhelming speed allow it to launch surprise strikes against key strategic targets during contingencies,” the Blue House’s release explicitly noted, again according to a machine translation.

With all this in mind, South Korea does have an entire family of domestically-produced ground-launched ballistic missiles that could be suitable starting places for launching an unpowered hypersonic boost-glide vehicle. President Lee was notably shown a TEL for the country’s newest Hyunmoo-5 ballistic missile at Anheung yesterday, though no explicit connection has been drawn between that weapon and the hypersonic test. The Hyunmoo-5 is itself still a relatively new development, having only entered service around the end of last year.

President Lee Jae Myung and others inspect a Hyunmoo-5 TEL on October 8, 2026. The Blue House

When it comes to new South Korean arms developments, the Hyunmoo-5, which entered service around the end of last year, has been and continues to be a major point of discussion by itself. It is officially categorized as a short-range design, despite how big it is (35 tons gross weight), which is said to be due largely to the equally substantial size of its warhead (17,000 pounds). Past reports have raised the possibility that it could be capable of flying out to intermediate ranges if the warhead weight were reduced. Short-range ballistic missiles are defined as ones with ranges between 190 and 620 miles (300 and 1,000 kilometers), while intermediate-range ballistic missiles can hit targets out to between 1,864 and 3,418 miles (3,000 to 5,500 kilometers). Medium-range ballistic missiles (MRBM) fall in between these two categories.

A Hyunmoo-5 transporter-erector-launcher seen during a parade in 2024. Kim Jae-Hwan/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

With its massive unitary warhead, the Hyunmoo-5 already gives South Korea an important new way to hold deeply buried and otherwise hardened targets in North Korea at risk. This fits in directly with the country’s broader Korea Massive Punishment and Retaliation (KMPR) policy, as TWZ has previously written:

“While the Hyunmoo-5 has been widely reported as a future pillar of the KMPR, its specific ability to penetrate deeply buried bunkers, such as those used by the North Korean leadership, the same functions mean that it can also fulfill elements of the ‘kill chain.’ In this way, it could be used as part of a pre-emptive strike, to try and knock out North Korea’s launch capability by targeting its hardened command-and-control facilities and missile storage areas.”

By virtue of the very high speeds they reach in the terminal phase of flight, hypersonic boost-glide vehicles also offer bunker-busting benefits on top of the other aforementioned advantages they bring to the table.

In addition, the hypersonic boost-glide vehicle test reflects a broader arms race that has been expanding in scale and scope for years now. South Korea is also developing an air-breathing hypersonic cruise missile, seen in the composite image below, as well as new air- and sea-launched ballistic missiles, the latter of which will be loaded on new surface warships and submarines.

via X

Though there are always questions about the actual maturity and viability of the designs, North Korea continues to churn out its own new missile developments. This includes two separate test launches of purported new hypersonic designs just in recent weeks. Tit-for-tat missile launches are not entirely uncommon on the peninsula, but there are limits to how quickly a test like the one South Korea conducted yesterday involving an emerging technology can reasonably be staged.

A picture of one of two new purported hypersonic missiles North Korea says it has tested in the past few weeks. North Korean State Media

Friction between the North and South has been at a particular high point, in general, following an incident on September 21, in which three South Korean troops were injured along the Demilitarized Zone (DMZ). South Korea’s Joint Chiefs of Staff (JCS), as well as the United Nations Command (UNC) on the Peninsula, have said a North Korean landmine placed in violation of the Armistice Agreement was to blame. South Korean authorities have demanded an apology and raised the prospect of some form of action in response, though President Lee has more recently sought to downplay the situation. The government in North Korea has denied the accusations and threatened an “immediate and powerful counteraction” should South Korea seek to retaliate.

An operational hypersonic boost-glide vehicle capability would also expand South Korea’s capacity to challenge opponents regionally beyond North Korea. Though the regime in Pyongyang represents the most proximate national security threat to the country, China and Russia have also been growing points of concern for South Korean authorities in recent years.

“We must secure our national security through our own strength,” President Lee said after yesterday’s hypersonic test, per the Blue House’s release. “The government must not rest on today’s success but must further advance the technology so that the hypersonic glide vehicle can establish itself as a robust strategic asset safeguarding our future security.”

South Korea’s President Lee Jae Myung, at center, and others applaud after yesterday’s test. The Blue House

South Korea’s very public test of its new hypersonic boost-glide vehicle underscores the country’s still-expanding efforts to broaden its options for striking even the best-defended targets in North Korea, as well as projecting power elsewhere regionally. At the same time, it remains to be seen when the South Koreans may field a real operational capability in this regard.

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La fièvre de la brique espagnole

Depuis 1998, le nombre de logements construits en Espagne dépasse celui, cumulé, de la France, de l'Allemagne, du Royaume-Uni et de l'Italie ! Huit cent soixante-cinq mille ont ainsi été mis en chantier en 2006, à comparer avec les un million quatre cent mille dénombrés aux Etats-Unis. De fait, la croissance rapide de l'économie espagnole au cours de cette décennie est largement due à l'impulsion de l'immobilier. Le secteur de la construction a pu représenter jusqu'à 18 % du produit intérieur brut (PIB) — 30 % si l'on tient compte des impacts indirects (1).

Parallèlement à la hausse de l'offre, les prix ont grimpé rapidement : ils ont été multipliés par 2,8 entre le début de l'année 1999 et juin 2008. Enfin, la plus grande partie des crédits a été absorbée par ce secteur : le cumul des hypothèques destinées aux ménages, des crédits pour la construction et de ceux destinés aux professionnels de l'immobilier représente 60 % du total du crédit du système financier. Plus inquiétant encore, le crédit accordé aux activités immobilières représente aujourd'hui le double de celui destiné à l'industrie, contre le tiers en 1997.

Ces chiffres permettent d'affirmer que l'économie espagnole souffre d'une énorme tumeur immobilière. Mais celle-ci est-elle bénigne ou cancérigène ? La seconde option semble la plus probable.

En moyenne, il faut aujourd'hui 7,1 années de salaire complet d'un ménage pour acheter un logement, alors qu'il en fallait 3,7 jusqu'en 1999. Par ailleurs, le ratio PER (Price Earning Ratio) du logement, c'est-à-dire le prix de l'actif divisé par le loyer annuel, a atteint 50, une valeur supérieure aux ratios observés lors des grandes bulles boursières (crise de 1929, bulle technologique, etc.).

Outre les énormes bénéfices de la spéculation, les causes de la formation de ce cancer sont multiples : attentes irréelles en regard de l'évolution future des prix de l'immobilier ; pérennité d'une longue liste de croyances populaires concernant ce domaine ; subventions publiques accordées à l'achat ; et assouplissement des critères de l'octroi des crédits.

Les espoirs des acquéreurs étaient pour le moins fantaisistes quant à l'évolution des prix. En 2005, une enquête (2) auprès de plus de mille cinq cents personnes ayant acquis un logement depuis 2000 révéla que la plupart (92 %) l'avaient acheté afin d'en faire une résidence principale et non pour le revendre. Cependant, 50 % d'entre elles avouaient que la variable « investissement » avait pesé dans leur décision.

De plus, 95 % des enquêtés pensaient que leur acquisition était surévaluée mais s'attendaient, au cours des dix prochaines années, à une augmentation des prix de l'ordre de 23 % par an, en moyenne. Difficile de trouver une manifestation plus claire de ce qu'est une bulle immobilière… Enfin, 37 % des personnes interrogées avaient dans leur entourage un proche ou un ami direct (il pouvait aussi s'agir d'elles-mêmes) ayant acheté des logements « sur plan » dans le but de les revendre, au motif de la grande rentabilité de ces opérations.

Le pase (cession de contrat), consistant à verser un acompte sur le paiement d'un bien immobilier acheté « sur plan » et, une fois celui-ci construit, à revendre le droit de propriété plutôt que d'en payer le prix total, est devenu très populaire. Cette somme représente souvent une faible part de la valeur du logement. Ainsi, si ce dernier met dix-huit mois à être construit et que le prix augmente de 20 % par an, on peut s'attendre à des bénéfices supérieurs à 800 %.

La possibilité d'obtenir ces énormes bénéfices a généré une sorte de fièvre de l'or. Stimulée par un ensemble de mythes populaires, elle était renforcée de manière intéressée par les associations professionnelles immobilières. Le premier et le plus important est que le prix du logement ne saurait s'effondrer. Quand on faisait remarquer que cela était bel et bien arrivé au Japon, la réponse était le traditionnel : « l'Espagne est différente ». Pourtant, la présentation officielle des prix, quoique sujette à caution, montre des chutes, dans le passé, aussi bien dans l'ensemble du pays que dans quelques villes représentatives (3).

Parmi les autres croyances marquantes de cette période, on trouve l'idée que les prix devaient continuer à augmenter jusqu'à ce qu'ils convergent avec ceux de l'Europe ; un hypothétique « baby-boom » censé provoquer une hausse de la demande de logements ; l'afflux de migrants qui les rendrait plus chers ; le fait que tous les Européens du Nord voudraient acheter des résidences secondaires en Espagne, que payer un loyer équivaut à jeter de l'argent par les fenêtres ou encore qu'investir dans la pierre serait toujours plus rentable que de faire des placements en Bourse.

Les politiques publiques traditionnelles de subventions et d'exonérations fiscales accordées pour l'achat au détriment de la location, privée ou sociale, ont également contribué à la hausse des prix. N'importe quel étudiant en économie sait qu'une exonération publique destinée à l'achat d'un bien dont l'offre est rigide se transforme en flambée des tarifs et transfère les ressources du secteur public vers les producteurs, en l'occurrence vers les entreprises immobilières et de construction.

Mais la cause ultime de ces hausses spectaculaires reste la grande quantité de crédit disponible. Ce que démentent avec vigueur les banquiers. Le président d'un important établissement financier espagnol, rencontré lors d'un entretien en 2002, expliquait que, grâce au « travail social » des banques, les citoyens pouvaient accéder à la propriété. En obtenant des crédits hypothécaires toujours plus volumineux.

Des recherches récentes montrent que c'est l'excès de liquidités, et par voie de conséquence l'assouplissement des conditions d'octroi des crédits, qui est à l'origine de la hausse spectaculaire des prix du logement, en dépit de la chute en termes réels des coûts de la construction. Certains analystes s'obstinent à vouloir attribuer au prix du sol la hausse de celui des ventes du bâti. En réalité, le prix du terrain est fixé en fonction de celui des logements que l'on y construira. Ainsi, la hausse du foncier ne fait que refléter la tension entre le propriétaire du sol et le constructeur pour s'approprier le bénéfice attendu.

Ces dernières années, les prix ont été fixés à partir du prix maximal qu'un ménage pouvait payer, compte tenu de son revenu et des conditions du marché hypothécaire (délai de remboursement des crédits, quantité à payer par avance et type d'intérêt). Les entreprises immobilières ont été capables de fixer des tarifs à la limite de la capacité de paiement des ménages, en absorbant la totalité des améliorations des conditions de l'octroi des crédits.

Actuellement, l'économie espagnole souffre des conséquences du brusque arrêt du processus spéculatif. Les doutes croissants quant à la revalorisation des prix du logement et l'augmentation des primes de risques dans les marchés financiers, avec la raréfaction qui s'ensuit du crédit, ont mis à mal le secteur immobilier. En septembre 2008, les permis de construire chutaient de 59 % par rapport à la même période l'année précédente et, bien que les chiffres officiels ne le reflètent pas (car ils se fondent sur des prix d'évaluations immobilières et non de transactions), de nombreux observateurs s'accordent sur le fait que les prix sont en train de baisser de manière significative. Le stock accumulé de logements neufs invendus sera, fin 2008, d'un million trois cent mille unités, ce qui signifie qu'au rythme actuel des ventes il y a une offre disponible pour les cinq années à venir…

Ce sévère ralentissement a des effets désastreux sur l'ensemble de l'économie. Le chômage a augmenté de sept cent soixante-dix mille personnes cette année (+ 37 %), pour en affecter deux millions huit cent mille (près de 12,5 % de la population active). L'économie espagnole a connu une croissance négative (— 0,2 %) au troisième trimestre 2008, ce qui n'était pas arrivé depuis quinze ans.

La métastase du cancer immobilier s'étend également au secteur bancaire. Conséquence importante de la hausse du chômage, le nombre des pénalités de retard a augmenté significativement. Les banques ne cessent de répéter qu'il n'y a pas de crédits subprime. Ce qui, en toute rigueur, est exact puisque cette catégorie n'existe pas en Espagne. Il n'en demeure pas moins que, si l'on considère la divergence croissante entre le prix du logement et les revenus moyens des ménages, on doit conclure que ce n'est guère la prudence qui a prévalu dans la gestion du risque par les banques, et qu'une grande quantité de subprime espagnol a dû être produite.

Et, lorsque l'on parle de titrisation de crédits hypothécaires (4), l'Espagne est reine. Entre 2000 et 2007, le nombre des titres a été multiplié par plus de 17 % ; 83 % d'entre eux proviennent des crédits hypothécaires. Au niveau européen, les entités financières espagnoles sont responsables d'environ 15 % des émissions de titrisation, en deuxième position derrière celles du Royaume-Uni, qui en génèrent 52 %.

Néanmoins, deux aspects positifs différencient le système bancaire espagnol de celui des Etats-Unis : la Banque d'Espagne a été beaucoup plus active dans la régulation et la supervision (bien que les entités financières n'aient, dans bien des cas, pas suivi ses recommandations). Il est également vrai que les prêts espagnols (personnels, avec garantie hypothécaire) réduisent la propension des ménages à abandonner leur logement et à transférer le risque aux banques dès lors qu'ils ne peuvent plus rembourser leur dette simplement par la restitution de l'immeuble. Mais ce peut être une arme à double tranchant : en principe, cela réduit le rythme de prolifération des retards de remboursement (« l'hypothèque est la dernière chose que l'on cesse de payer ») ; mais, à moyen terme, cela affectera la consommation pendant un temps considérable. Ce qui pourrait prolonger la crise.

Voir en ligne : /2008/12/MONTALVO/16579

(1) Contabilidad Nacional de España 2007.

(2) Enquête dirigée par l'auteur de cet article.

(3) Lire « Un análisis empírico del crecimiento del precio de la vivienda en las Comunidades Autónomas españolas », Revista Valenciana de Economía y Hacienda, n° 2, 2001, p.117-136.

(4) La titrisation est une technique qui permet à un établissement financier de transformer n'importe quel type de créance en titres négociables sur les marchés financiers. Son objectif est de permettre à l'établissement prêteur de transférer à celui qui achète les nouveaux titres le risque de non-remboursement de la créance initiale.

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