Joni Mitchell obtém nacionalidade norte-americana

© JILL CONNELLY/EPA

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Segundo o governo, a regulamentação busca dar segurança jurídica ao segmento e estimular o desenvolvimento da indústria brasileira de jogos eletrônicos. O decreto também amplia a integração dos jogos eletrônicos com políticas públicas de cultura, educação, saúde e acessibilidade.
“O Brasil não pode se limitar a ser um grande mercado consumidor de jogos criados em outros países. Temos condições de criar, desenvolver, financiar e exportar nossos produtos, gerando empregos qualificados, renda e inovação”, disse.
O presidente destacou ainda o potencial dos games para abrir novas oportunidades de trabalho e empreendedorismo, especialmente entre os jovens.
“O papel do Estado é criar oportunidades. A gente está dizendo para vocês: façam que nós damos a cobertura, porque o Brasil precisa de vocês”, afirmou.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, disse que o decreto consolida o reconhecimento dos games como produtos culturais e obras audiovisuais interativas, permitindo ao setor acessar mecanismos de fomento já existentes.
“Game é cultura, game é audiovisual”, ressaltou.
Segundo ela, a regulamentação fortalece a produção nacional, a formação de profissionais e a proteção da propriedade intelectual, além de ampliar o uso dos jogos eletrônicos em iniciativas de educação e saúde, estimular a geração de empregos e impulsionar o desenvolvimento tecnológico.
A ministra também ressaltou o peso econômico da indústria de jogos eletrônicos no país. Segundo ela, o Brasil reúne cerca de 115 milhões de jogadores, está entre os maiores mercados de games do mundo e movimenta entre R$ 12 bilhões e R$ 13 bilhões por ano.
O governo também anunciou a plataforma Game Brasil, destinada à divulgação e promoção de jogos produzidos no país, e uma rede nacional de espaços de formação, pesquisa e desenvolvimento. Para Lula, a política representa uma aposta em setores intensivos em conhecimento.
“O Brasil não pode ser eterno país exportador de soja, de minério de ferro e de milho. O Brasil tem que ser exportador de inteligência, de conhecimento”, afirmou.
Aprovada no Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República em 2024, a lei que criou o marco legal dos jogos eletrônicos estabeleceu princípios para o desenvolvimento sustentável do setor e para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
A legislação abrange jogos para computadores, consoles, celulares e plataformas on-line, incluindo aplicações de realidade virtual e aumentada, mas não se aplica a apostas esportivas, jogos de azar e outras modalidades com premiação em dinheiro.


A partir de viagens por Portugal, arquivos e relatos, o escritor reconstrói trajetórias de personagens negros pouco conhecidos. A jornada também se cruza com a história da migração cabo-verdiana para Lisboa e com a trajetória do próprio escritor.
O escritor está no Rio de Janeiro para participar do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-RJ), no centro da capital fluminense, às 17h30 desta quarta-feira (14).
Autor de seis romances, traduzidos em várias línguas, Arena escreveu Siríaco e Mister Charles, vencedor do Prémio Oceanos de Literatura, na categoria Prosa, em 2023. Atualmente, reside em Cabo Verde, na cidade de Praia.
Com o tema “Romance histórico: onde a realidade encontra a ficção”, o encontro gratuito propõe uma conversa sobre memória, pertencimento, identidade e as marcas do passado colonial que permanecem no presente.
A partir da obra de Arena, o evento busca aproximar experiências históricas e culturais de Cabo Verde e do Brasil, dois países atravessados por deslocamentos populacionais, encontros entre diferentes culturas e pelas relações entre África e Europa.
O autor conta que Debaixo da nossa pele fala da miscigenação e da circulação dos povos da África para a Europa. O público poderá perceber semelhanças com a formação do Brasil.
“Debaixo da nossa pele fala dessa condição humana de deslocamento das pessoas de um país a outro, levadas por questões econômicas, sociais e políticas. O livro faz essa síntese, pois a circulação continua ainda hoje, é positiva, abre oportunidades de novas janelas de vida para muitas pessoas”, diz Arena.
Para o escritor, a história tem um poder atrativo mais forte do que o presente.
“Sou levado a encontrar, no meio dos fatos históricos, os vazios. São esses vazios que eu pretendo preencher através da minha ficção. Aproveito episódios verídicos que são muito inspiradores para que nós imaginemos uma personagem. Fico com vontade de saber mais, senão eu invento a personagem”, afirma o autor.
Arena conheceu a literatura brasileira aos 12 anos, com a obra de Jorge Amado. Ele se identificou com o livro Meu pé de laranja lima, de José Mauro de Vasconcelos, que também fez parte da sua formação. Para ele, foi uma porta de entrada de uma literatura que não era portuguesa, europeia nem africana.
“Nós, das antigas colônias portuguesas, recebemos a literatura brasileira como uma janela para um mundo muito semelhante ao nosso".
"Jorge Amado, com sua Bahia, está na formação de muitos autores lusófonos na África. Depois, vamos crescendo e encontrando Guimarães Rosa, José Lins do Rêgo, Graciliano Ramos. O romance da década de 30 fala dos retirantes, da seca. É uma realidade muito próxima da nossa”, diz Arena.
O autor acredita que um clube de leitura é um reduto onde se mantém ainda uma magia e em que se ouve falar de invenções.
“Há um pacto do autor com o público. O escritor sabe que o que ele inventou não existiu. O leitor sabe que o romance saiu da imaginação. Isso cada vez mais num mundo acelerado, com redes sociais, com streamings”.
Evento decorre no Campus da Penha da Universidade do Algarve (UAlg), em Faro, de 5 a 7 de novembro.
O conteúdo UAlg acolhe encontro nacional de estudantes sobre patrimónios rurais aparece primeiro em Barlavento.
A celebração de 16 de outubro inclui um novo site e uma conversa com as artistas da residência Beijamento.
O conteúdo Alfaia celebra quatro anos do espaço em Loulé com novo site e conversa com artistas aparece primeiro em Barlavento.

A cerimônia de entrega dos prêmios será realizada em 27 de outubro, na Sala São Paulo, em evento para convidados na capital paulista, com transmissão ao vivo pelo canal da CBL no YouTube.
A edição deste ano conta com 4.675 obras e projetos inscritos. Clique aqui e confira a lista completa dos finalistas, no site oficial da premiação.
No eixo Literatura, estão Conto, Crônica, Escritor Estreante – Poesia, Escritor Estreante – Romance, Histórias em Quadrinhos, Infantil, Juvenil, Poesia, Romance de Entretenimento e Romance Literário.
No eixo Não Ficção, as categorias são Artes, Biografia e Reportagem, Economia Criativa, Educação, Negócios e Saúde e Bem-estar.
O eixo Produção Editorial reúne Capa, Ilustração, Projeto Gráfico e Tradução.
Já o eixo Inovação contempla Incentivo à Leitura – Cultura Digital, Incentivo à Leitura – Projeto e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.
A organização também revelou os cinco selecionados da nova categoria Incentivo à Leitura – Cultura Digital, voltada a criadores de conteúdo em plataformas digitais que contribuem para valorizar o livro e estimular a leitura. Os nomes foram definidos após votação popular encerrada em 9 de outubro.
Esta 68ª edição traz também uma mudança relevante na disputa pelo Livro do Ano, principal distinção da premiação. A partir deste ano, obras inscritas nas categorias Escritor Estreante – Poesia e Escritor Estreante – Romance passam a concorrer ao título.
A presidente da CBL, Sevani Matos, afirmou que os finalistas desta edição representam a diversidade e a qualidade da produção literária e editorial brasileira:
“O Prêmio Jabuti tem um papel importante nesse reconhecimento e em dar visibilidade aos profissionais que fazem parte de toda a cadeia do livro.”
O curador do prêmio, Hubert Alquéres, destacou o trabalho dos jurados e o grande volume de obras que concorreram neste ano. Segundo ele, isso evidencia a importância e o prestígio do Jabuti.
“O volume também reflete a grande qualidade da produção literária e editorial brasileira. Agradecemos profundamente aos jurados pela dedicação e pelo excelente trabalho para selecionar, entre tantas obras, os finalistas desta edição”, acrescentou.
Além da estatueta e do prêmio de R$ 70 mil, o vencedor do Livro do Ano poderá participar de uma das principais feiras internacionais do livro: Londres, Bolonha, Frankfurt ou Guadalajara, com despesas custeadas pela CBL e uma programação de palestras e encontros profissionais durante o evento.
Já os vencedores de cada uma das 23 categorias receberão a estatueta do Jabuti e um prêmio de R$ 5 mil.
Confira a lista de finalistas abaixo.

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O espetáculo aborda a condição humana, as contradições do quotidiano e a relação com a tecnologia.
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O Centro Cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António, recebe a 18 de outubro, às 16h00, o espetáculo “O Livro Dourado”, um concerto pedagógico encenado que combina música ao vivo, narrativa e interpretação, numa viagem pelo repertório do Renascimento e do Barroco. Destinado a crianças a partir dos seis anos e às suas famílias, o espetáculo tem bilhetes a cinco euros.
Através da história de um livro misterioso, as personagens descobrem a importância da emoção, da escuta e da harmonia na música, numa proposta que pretende aproximar os mais novos da música antiga de forma lúdica e participativa.
Depois das primeiras apresentações em Castro Marim e Tavira, e de uma sessão escolar prevista para Alcoutim, o projeto chega a Vila Real de Santo António com uma sessão aberta ao público, na Sala CA2 do Centro Cultural António Aleixo.
O espetáculo integra o Ciclo de Música Antiga e Barroca do Sotavento, promovido pela Associação Multiplicar Silêncios, com o apoio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve e em coprodução com o Município de Vila Real de Santo António e o Centro Cultural António Aleixo.
Os bilhetes podem ser reservados através do número 281 510 045.
O festival decorre de 6 a 8 de novembro, no concelho de Lagos, com caminhadas, oficinas e documentários.
O conteúdo Entre arte e caminhadas, o Walk & Art Fest traz «Paz & Amor» a Barão de São João aparece primeiro em Barlavento.

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Vicinanza al territorio e alle persone. Questo è il messaggio della nuova campagna istituzionale di Banca Intesa Sanpaolo che vuole raccontare proprio il legame dell’istituto con i cittadini.
E lo fa attraverso una catena ideale di mani, volti ed esperienze. “Il mostrare e non spiegare, il coinvolgere e tenere vicino colleghi, clienti, persone, territorio è quanto si vede e questo siamo noi”. Con queste parole Stefano Lucchini, responsabile affari istituzionali e comunicazione esterna di Intesa Sanpaolo, ha introdotto la conferenza stampa che ha presentato “A mano a mano”, questa campagna pubblicitaria che sottolinea proprio “il modo di fare banca di Intesa Sanpaolo. Il sostegno all’economia reale per imprese, giovani e famiglie, la presenza attiva nel sociale, l’impegno nella cultura. Per farlo abbiamo coinvolto grandi nomi orgoglio del nostro Paese, che portano il talento italiano nel mondo insieme alle nostre colleghe e colleghi”.
Nella cornice suggestiva di Villa Magistrale del Sovrano Militare Ordine di Malta a Roma sull’Aventino, appena restaurata col sostegno dell’istituto di credito, erano presenti i protagonisti di questa comunicazione: l’Étoile del Teatro alla Scala Roberto Bolle, i registi e attori Sergio Castellitto e Pietro Castellitto, e il campione del mondo di calcio Ciccio Graziani, in collegamento video.
Protagonista d’eccezione anche la voce che accompagna lo spot. “Abbiamo avuto anche la fortuna di avere ‘A mano a mano’ cantata da Mina”, ha infatti raccontato Lucchini. La celebre cantante ha reinterpretato per l’occasione la canzone scritta nel 1978 da Riccardo Cocciante e Marco Luberti, cantata all’epoca da Rino Gaetano.
Il filo conduttore della campagna istituzionale è il rapporto padre-figlio, Sergio e Pietro Castellitto, che spiegano, attraverso un legame genuino e forte, cosa davvero rappresenta una banca. E soprattutto cosa rappresenta una banca che mette al centro le persone. La particolarità infatti sta nell’aver scelto come volti non solo clienti che danno l’idea di come concretamente il credito può favorire un percorso di studi o un’impresa, ma anche professionisti delle filiali di Banca Intesa Sanpaolo che hanno rappresentato la loro professionalità.
Francesco “Ciccio” Graziani ha anche raccontato come grazie alle campagne sociali è riuscito a portare avanti con i ragazzi dell’Olmoponte Santa Firmina di Arezzo un progetto di calcio integrato e inclusivo. Anche l’arte e la cultura hanno sempre avuto una notevole importanza per l’istituto guidato da Carlo Messina, come testimoniato dal coinvolgimento di Bolle, ritratto nelle sale della Galleria Borghese di Roma.
Lo spot, che si può definire tranquillamente un breve film, ripercorre quindi, il sostegno allo studio e alle nuove generazioni che hanno bisogno di una casa ad esempio, ma anche alla vicinanza alle comunità territoriali.
Presenti alla conferenza anche Luca Josi, founder Meta Europe Production e Allegra Scattaglia, co-founder e direttrice creativa Meta Europe Production, che hanno curato il progetto creativo della campagna istituzionale, e Monica Riccioni, amministratore delegato Think Cattleya e Martino Benvenuti, general manager ed executive producer Think Cattleya, che hanno realizzato la produzione, e il contributo di Costanza Escaplon, Esclapon & Co., Marco Fanfani e Fabrizio Paschina.
Tutto pronto per il lancio che avverrà domenica 18 ottobre.

O recital “Entre Tempos”, interpretado pela soprano Daniela Rodrigues e pela pianista Ingrid Sotolarova, vai passar por Vila Real de Santo António, a 24 de outubro, e por São Brás de Alportel, no dia seguinte, propondo uma viagem musical do Renascimento à contemporaneidade. O programa inclui a estreia de uma obra original do compositor Nuno Rodrigues, criada especialmente para o projeto.
A primeira apresentação está marcada para 24 de outubro, às 18h00, na Sala CA2 do Centro Cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António. No dia 25, às 17h00, o recital chega ao Museu do Traje, em São Brás de Alportel.
Ao longo do espetáculo, Daniela Rodrigues e Ingrid Sotolarova percorrem diferentes épocas, estilos e linguagens musicais, num programa que cruza repertório de vários períodos da história da música.
Um dos momentos em destaque será a estreia de “O Voo da Voz”, uma nova composição para soprano e piano, da autoria de Nuno Rodrigues, desenvolvida especificamente para este projeto.
A iniciativa é promovida pela Associação Multiplicar Silêncios, com o apoio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.
Os bilhetes e as informações sobre as apresentações estão disponíveis junto dos respetivos espaços culturais.

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O Big Problema é uma conversa sobre o impacto das escolhas de quem está com a caneta na mão. Esse podcast narrativo foi idealizado pela primeira turma de trainees da Agência Pública e procura entender como grandes empreendimentos têm impactado a cultura local das cidades brasileiras. Sabe quando bate um desespero porque a solução dos problemas ao seu redor não parece estar sob seu controle? Então, esse é um Big Problema.
A cada episódio, uma reportagem em áudio parte da vivência de um dos trainees para abordar como nossa relação com o espaço tem sido transformada com a chegada de gigantes da tecnologia e mais. Olhando as particularidades de cada cidade, esperamos mostrar que a distância não deve nos enganar: no fim, um problema local também é um problema coletivo. O nosso questionamento é: em nome dos interesses de poucos, o que temos deixado de fazer?


A Biblioteca Municipal de Lagoa recebe, a 5 de novembro, pelas 18h00, a apresentação do livro “O Segredo de um Grande Amor”, o primeiro romance de Bárbara Marreiros, uma jovem escritora natural e residente no concelho. A sessão será apresentada por Sara Palma e tem entrada gratuita.
Com 16 anos, Bárbara Marreiros frequenta o ensino secundário e estreia-se no mundo literário com esta obra. Apaixonada pela leitura e por viajar, encontra na escrita uma forma de explorar emoções, lugares e diferentes perspetivas.
No final da sessão, os leitores terão a oportunidade de adquirir exemplares da obra autografados pela autora.
A iniciativa pretende dar a conhecer o livro e valorizar o talento literário local.

O levantamento mostra ainda que apesar de ser direito garantido na Constituição Federal, nem todas as pessoas têm acesso igual à cultura. Enquanto 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos últimos 12 meses, apenas 18% das classes D e E fizeram isso.
"Como é possível observar por meio dos dados, o acesso à cultura realmente ainda é bastante desigual, sobretudo quando observamos pela perspectiva socioeconômica ou até mesmo de níveis de escolaridade entre os brasileiros", diz a coordenadora do Observatório da Fundação Itaú, Ana Maria Cardoso.
"Apesar das disparidades, tais dados não significam que pessoas das classes sociais mais baixas ou com menor escolaridade deem menor valor à cultura; ao contrário, o que a pesquisa mostra é que existem barreiras que vão além da subjetividade individual ou mesmo do gosto pessoal que interferem diretamente nesse acesso", acrescenta.
Nesse cenário, a demanda por mais acesso gratuito aparece como a principal. A pesquisa revela que um terço da população (32%) quer a criação de mais equipamentos ou instituições públicas de cultura, como museus, teatros e cinemas.
São citados ainda, por 28% dos entrevistados, a melhoria, reforma, ampliação ou modernização dos equipamentos existentes, além do financiamento e incentivo à produção cultural independente, por 26%.
Pouco mais de um a cada cinco participantes (22%) pedem o apoio a iniciativas culturais em favelas, periferias e comunidades tradicionais e a valorização e formação de artistas e profissionais da cultura (21%).
"Os dados indicam que existem caminhos para avançar, tanto no que se refere à importância de fortalecer e ampliar a oferta de atividades culturais gratuitas, quanto na própria expectativa e entendimento da população sobre o direito cultural, uma vez que 32% da população dizem não saber que o acesso à cultura está garantido na Constituição e 27% afirmam não saber o que significa ter direito à cultura", ressalta Cardoso.
O acesso à cultura é direito de toda a população brasileira, garantido na Constituição Federal. Os resultados da pesquisa mostram que a maioria das pessoas (68%) sabe disso.
Apesar de garantido, esse acesso é desigual - 97% dos entrevistados das classes A e B participaram de alguma atividade cultural presencial nos últimos 12 meses, como ir a shows, a museus, teatros, cinema, entre outros.
Já entre as pessoas das classes D e E, esse percentual caiu para 82%.
Em algumas das atividades pesquisadas, essa diferença cai ainda mais. Segundo o levantamento, por exemplo, 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos últimos 12 meses e apenas 18% das classes D e E fizeram isso, uma diferença de 45 pontos percentuais.
Um terço dos entrevistados (33%) disse que sequer há a opção de equipamentos culturais na região onde moram.
O preço, tanto com deslocamento, quanto com ingresso, é o principal fator que desmotiva as pessoas a participarem de atividades culturais presencialmente. Esse fator foi apontado por 35% dos entrevistados.
Entre os que declararam ter gastos com atividades culturais presenciais, 46% dizem gastar mensalmente até R$ 100 com cultura.
Outros 14% gastam entre R$ 101 e R$ 150; 15% desembolsam entre R$ 151 e R$ 200; e 8% declaram desembolso superior a R$ 400.
De acordo com o levantamento, a insegurança e a violência aparecem em segundo lugar (30%) como fatores que desmotivam ou desanimam os entrevistados a realizar atividades culturais presenciais, seguida por disponibilidade de horário (23%), cansaço e desânimo (21%), distância dos eventos (19%), lotação (19%) e falta de transporte (16%).
O medo de assaltos ou furtos na região dos eventos culturais é apontado por 47% dos entrevistados. Falta de policiamento nas proximidades dos espaços culturais é mencionada por 43%. Riscos de furtos ou assaltos no trajeto foram mencionados por 29%.
A violência contra as mulheres ou assédio nos espaços culturais é outro fator relevante. A questão foi apontada por 27%. O índice avançou 6 pontos percentuais frente aos 21% verificados no levantamento anterior. A preocupação é manifestada por 38% das mulheres e por 14% dos homens.
A 7ª edição da Pesquisa Hábitos Culturais foi feita pelo Observatório Fundação Itaú, com apoio técnico do Datafolha. Participaram homens e mulheres de 16 a 65 anos, das classes A, B, C e D/E, residentes em todas as regiões brasileiras. Foram realizadas 2.448 entrevistas presenciais e individuais em 137 municípios, entre 7 e 20 de julho de 2026.
Organizada pela Câmara Municipal de Albufeira, a Feira Equestre do Sul contou com 30 expositores, 42 espaços de artesanato e
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