Os trunfos que deram a vitória à Lufthansa na corrida à TAP

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O projeto Smart City Lagoa – Living Lab de Inovação Colaborativa com Academia, promovido pelo Município de Lagoa, venceu o Prémio Cidades e Territórios do Futuro APDC 2026, na categoria de Desenvolvimento Económico.
Os vencedores da quinta edição desta iniciativa foram anunciados no dia 7 de outubro, durante a 6.ª edição do EVOLVE – Digital Transformation Summit, reconhecendo projetos que se destacam pela inovação e pelo contributo para o desenvolvimento dos territórios.
A distinção atribuída à Smart City Lagoa reconhece um modelo de transformação digital que promove a colaboração entre a administração pública, a academia e os estudantes, criando condições para desenvolver e testar soluções tecnológicas aplicadas a desafios concretos do território.
O projeto funciona como um verdadeiro laboratório urbano de inovação (living lab), integrando uma Sala de Operações que reúne, em tempo real, dados provenientes de sensores de Internet das Coisas (IoT) distribuídos pelo concelho.
Esta infraestrutura permite acompanhar informação relevante sobre o território e apoiar o desenvolvimento de soluções inovadoras, incluindo protótipos tecnológicos e modelos de previsão ambiental.
A participação dos estudantes constitui também uma dimensão central da iniciativa, aproximando o conhecimento académico das necessidades reais do concelho e incentivando a experimentação, a criatividade e o desenvolvimento de competências tecnológicas.
Na fundamentação da distinção, o júri destacou o caráter inovador do projeto, a capacidade de promover a colaboração entre diferentes entidades e o seu potencial para acelerar a inovação e o desenvolvimento económico do território.
Para o Município de Lagoa, este prémio representa um reconhecimento do trabalho desenvolvido na modernização dos serviços, na valorização do conhecimento e na criação de novas oportunidades através da tecnologia e da cooperação institucional.
A distinção reforça a importância de investir em soluções que aproximem o município das instituições de ensino e dos jovens, promovendo um território mais inovador, preparado para responder aos desafios atuais e futuros e capaz de transformar o conhecimento em valor para a economia e para a qualidade de vida da população.
Com este reconhecimento, Lagoa consolida o seu compromisso com a inovação, a transformação digital e o desenvolvimento sustentável do concelho.

A AIPAR, Associação de Proteção à Rapariga e à Família, promoveu no passado domingo, 11 de outubro, um Encontro de Famílias de Acolhimento na Quinta do Meloal, espaço da associação na freguesia da Conceição de Faro.
A manhã teve dois objetivos: celebrar a certificação da vigésima família de acolhimento da AIPAR e dar às famílias a oportunidade de partilharem experiências entre si. Há outras famílias atualmente em processo de certificação.
“Sentimos uma enorme gratidão pelas vinte maravilhosas famílias que se juntaram à AIPAR e abraçaram a missão de ser famílias de acolhimento. Quero que saibam que nunca estarão sozinhas. A nossa equipa acompanha-as em cada passo e, a partir de agora, têm também umas às outras“, afirmou Filomena Rosa, Presidente da Direção da AIPAR.
A manhã começou com uma sessão de ioga do riso e continuou à volta de um brunch preparado pelo serviço de catering da associação. Enquanto os adultos conversavam, as crianças participaram em atividades ao ar livre acompanhadas por uma equipa da AIPAR. No final, cada família recebeu um certificado e um saquinho de lufas, esponjas vegetais cultivadas e secas na própria quinta.
“Cada família tem o acompanhamento da nossa equipa, mas há coisas que só outra família de acolhimento compreende. É necessário criar momentos como este“, acrescentou a Presidente da Associação.
O objetivo da AIPAR é certificar o maior número possível de famílias, porque cada uma tem uma disponibilidade própria. Muitas famílias com filhos preferem acolher uma criança de determinada idade ou género, para facilitar a convivência em casa, enquanto outras estão preparadas para receber grupos de irmãos ou crianças mais velhas. Quanto mais famílias houver, mais situações a AIPAR consegue acompanhar e mais fácil se torna encontrar a família certa para cada criança.
O acolhimento familiar é uma medida de proteção temporária que permite que crianças e jovens retirados à família de origem cresçam num ambiente familiar, e não numa instituição.
Segundo o relatório CASA 2024, das 6.349 crianças e jovens em acolhimento em Portugal, 361 viviam com famílias de acolhimento, cerca de 6% do total. A maioria continua em casas de acolhimento residencial.
A AIPAR é uma instituição de enquadramento do acolhimento familiar, ao abrigo de um acordo de cooperação com o Instituto da Segurança Social celebrado em novembro de 2022. Qualquer pessoa ou casal com mais de 25 anos e residência em Portugal pode candidatar-se. As famílias recebem formação, acompanhamento técnico permanente e apoio financeiro mensal.
Sobre a AIPAR
Fundada em 1932 e Instituição Particular de Solidariedade Social desde 1988, a AIPAR tem sede em Faro. Trabalha na proteção de crianças, jovens e famílias através do Acolhimento Familiar, da Casa de Acolhimento, do CAFAP, do Apartamento de Autonomização, do CACI e da Cantina Social.

Depois do sucesso das edições anteriores, a Águas do Algarve volta a desafiar as instituições da região a transformar a arte numa forma de expressão, participação e sensibilização ambiental, cuja 5.ª edição do concurso ‘A Água e o Mar para Mim’ decorre em 2026/2027, sob o mote ‘A Obra conta uma história’.
A iniciativa tem-se afirmado ao longo dos últimos anos como um projeto de referência na ligação entre a educação ambiental, a responsabilidade social, a criatividade e a inclusão.
Dirigido a instituições do Algarve que trabalham com pessoas idosas, pessoas com deficiência e outros públicos acompanhados por respostas sociais, o concurso procura dar voz e protagonismo a quem nem sempre encontra oportunidades de participação e reconhecimento na sociedade.
Nesta nova edição, o desafio mantém a sua essência: transformar um simples chapéu de chuva numa obra de arte, recorrendo à criatividade, à reutilização de materiais e às experiências de vida dos participantes, tendo a água e o mar como inspiração.
Numa sociedade cada vez mais envelhecida e perante a necessidade de construir comunidades verdadeiramente inclusivas, projetos como “A Água e o Mar para Mim” assumem uma importância que ultrapassa a dimensão ambiental.
A iniciativa procura valorizar as capacidades individuais, estimular a criatividade, promover o convívio e proporcionar momentos de participação ativa, reconhecendo que todas as pessoas, independentemente da idade ou condição, têm experiências, conhecimentos e histórias que merecem ser partilhados.
Mais do que criar obras de arte, pretende-se criar oportunidades. Oportunidades para participar, para ser ouvido, para desenvolver competências e, sobretudo, para sentir que se faz parte de um projeto coletivo.
Através da arte, os participantes são convidados a expressar a sua relação com a água e o mar, abordando questões como a preservação dos recursos hídricos, a biodiversidade, a poluição dos oceanos, as alterações climáticas e as memórias associadas à água.
O crescimento de ‘A Água e o Mar para Mim’ demonstra o interesse e o envolvimento das instituições algarvias. Na 4.ª edição, realizada em 2025/2026, foram registadas 44 candidaturas e apresentados 55 projetos, o maior número de sempre, tendo a cerimónia de entrega de prémios, realizada na Fundação Pedro Ruivo, em Faro, reunido cerca de 300 participantes provenientes de vários municípios da região.
Estes números representam muito mais do que o sucesso de uma iniciativa. Refletem o empenho dos profissionais das instituições, a dedicação dos participantes e a vontade coletiva de contribuir para uma sociedade mais participativa, solidária e ambientalmente consciente.
O reconhecimento nacional chegou também em 2025, quando o projeto conquistou o 1.º prémio na categoria de Responsabilidade Social e Ambiental, nos Prémios Essência do Ambiente, reforçando a importância desta iniciativa enquanto exemplo de boas práticas de responsabilidade social e comunicação ambiental.
A 5.ª edição pretende continuar a valorizar não apenas o resultado artístico, mas também as pessoas e as histórias que estão por detrás de cada trabalho. Cada chapéu de chuva transformado representa um processo de descoberta, aprendizagem e colaboração. Nele encontram-se memórias, vivências, preocupações ambientais e diferentes formas de olhar para o mundo.
Os trabalhos desenvolvidos integram posteriormente exposições itinerantes em vários municípios do Algarve, permitindo que estas mensagens cheguem a um público mais alargado.
Esta componente é fundamental para o projeto: levar a arte para fora das instituições, dar visibilidade aos seus autores e aproximar a sociedade de realidades que merecem maior atenção e reconhecimento.
Para a Águas do Algarve, a proteção dos recursos hídricos e a promoção de comportamentos ambientalmente responsáveis devem envolver toda a comunidade.
Através de “A Água e o Mar para Mim”, a empresa reforça a sua estratégia de educação ambiental e responsabilidade social, demonstrando que a sensibilização para a importância da água pode assumir diferentes formas e chegar a públicos que nem sempre são contemplados pelas iniciativas tradicionais.

A 5.ª edição representa, assim, a continuidade de um compromisso que se pretende cada vez mais abrangente, participativo e próximo das pessoas.
Porque cuidar da água é também cuidar das pessoas. E construir um futuro sustentável significa garantir que todos têm a oportunidade de fazer parte dele.
As instituições interessadas em participar na 5.ª edição, referente a 2026/2027, poderão consultar o regulamento do concurso, em www.aguasdoalgarve.pt onde se encontram disponíveis as condições de participação, os procedimentos e os prazos aplicáveis.
Para mais informações, poderá ser contactada a Área de Comunicação e Educação Ambiental da Águas do Algarve, através do endereço: comunicacao.ada@adp.pt .