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Congresso aprovou, Trump contrariou, Rússia gostou

É do interesse nacional: presidente dos EUA suspende um novo e abrangente pacote de sanções dirigido à economia russa. Donald Trump suspendeu novas sanções contra a Rússia que tinham sido aprovadas pelo Congresso. O Presidente norte-americano assinou na sexta-feira um decreto presidencial que suspende um novo e abrangente pacote de sanções dirigido à economia russa, afirmando que a suspensão é do interesse nacional. O pacote aprovado em setembro, batizado em homenagem ao falecido senador Lindsey Graham (morreu em julho), restringia de forma mais rápida o fluxo de recursos financeiros que alimentam a guerra contra a Ucrânia. As novas sanções aprovadas

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Zelenskyy avisa Putin: eu sei o que vais fazer a seguir

Presidente da Ucrânia garante que as Forças Armadas do seu país conhecem muito bem “o plano do inimigo” e as prioridades do exército russo. “O comando das Forças Armadas da Ucrânia tem um entendimento definitivo do plano do inimigo e das prioridades estabelecidas para o exército russo pela liderança política da Rússia. Neutralizaremos estes esforços”. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que as Forças Armadas da Ucrânia conhecem os objetivos estratégicos definidos pela liderança russa para as suas tropas e estão a preparar medidas para contrariar os próximos movimentos de Moscovo. A declaração, citada no US Daily Report, surge num

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Brasil em 2026


A questão central, pelo menos para mim, não é exatamente qual dos dois é mais simpático ou antipático, mais de esquerda ou de direita. É outra: Algum dos dois vai efetivamente melhorar a condição do Brasil?

O futuro é sempre incerto, mas temos alguma informação para tentar responder. Desde 2003, o PT governou o Brasil durante quase 16 anos. Jair Bolsonaro governou por quatro anos e seu filho Flávio apresenta-se explicitamente como continuador de seu projeto político. Antes de olhar para os candidatos, porém, vale tentar entender onde o Brasil está.

Onde está o Brasil?

Uma maneira relativamente objetiva de começar é olhar alguns rankings internacionais. No PISA, que mede a capacidade de alunos de 15 anos em matemática, leitura e ciências, o Brasil continua muito distante dos países desenvolvidos. Na edição de 2022, ficou em 65º lugar em matemática, 52º/53º em leitura e 61º/62º em ciências. São 81 países e economias avaliados.

No Índice de Percepção da Corrupção da Transparency International, o Brasil aparece em 107º lugar entre 182 países.

No último Doing Business do Banco Mundial, publicado em 2020, o país estava em 124º entre 190 economias. O Doing Business foi encerrado em 2021 e está sendo substituído pelo B-READY, cuja avaliação brasileira ainda não permite comparação direta com a antiga série.

Há também o Global Business Complexity Index, da TMF Group. Nele, o Brasil aparece como terceiro país mais complexo do mundo para fazer negócios, atrás apenas de Grécia e México. É um dado curioso. O problema brasileiro não parece ser falta de regras. Muito pelo contrário: temos regras, declarações, obrigações acessórias, tributos, normas trabalhistas e exigências administrativas em abundância. Entretanto, esse enorme aparato regulatório não produz necessariamente um ambiente mais simples, eficiente ou íntegro.

No ranking de competitividade do IMD, o Brasil ocupa 65º lugar entre 70 países. No índice de Estado de Direito do World Justice Project aparece em 78º entre 143. Em inovação, a situação é um pouco melhor: o Global Innovation Index coloca o país em 53º entre 139 economias. Já no Global Peace Index, que inclui violência e segurança, o Brasil aparece em posição bastante ruim: 130º entre 163 países.

No Índice de Desenvolvimento Humano, o IDH, está aproximadamente na 84ª posição entre 193 países e territórios.Não se trata de um país sem ativos. O Brasil tem um mercado interno enorme, extraordinários recursos naturais, agricultura altamente produtiva, algumas universidades e empresas de nível mundial, uma matriz energética relativamente limpa e uma capacidade razoável de inovação.

O problema parece ser outro: Há uma enorme dificuldade em transformar esses ativos em produtividade média, renda per capita elevada e serviços públicos de qualidade. Essa talvez seja a característica estrutural mais importante do Brasil contemporâneo.

E melhoramos nos últimos 25 anos? Muito menos do que seria razoável esperar. Houve avanços importantes. A pobreza diminuiu fortemente durante parte dos anos 2000. O acesso à universidade aumentou. A mortalidade infantil caiu. O país acumulou reservas internacionais e reduziu sua vulnerabilidade externa.

Mas, olhando os grandes indicadores estruturais — produtividade, qualidade da educação básica, ambiente de negócios, segurança, infraestrutura e qualidade institucional — a melhora foi surpreendentemente pequena. Isso é particularmente relevante porque, durante boa parte dos anos 2000, o Brasil viveu condições externas excepcionalmente favoráveis.

A ascensão chinesa elevou fortemente a demanda e os preços de commodities exportadas pelo Brasil. Soja, minério de ferro, petróleo e outros produtos passaram por um longo ciclo de valorização. Foi a década das commodities.

Seria incorreto dizer que a redução da pobreza naquele período foi apenas consequência desse fenômeno externo. O Bolsa Família foi um programa de baixo custo e razoavelmente bem focalizado. A valorização do salário-mínimo, o aumento do emprego formal e a expansão do mercado de trabalho também contribuíram.

Mas seria igualmente incorreto atribuir todo aquele progresso social exclusivamente à qualidade das políticas econômicas brasileiras. Houve uma combinação excepcionalmente favorável de boom de commodities, emprego crescente, salários reais em alta e políticas redistributivas.

O problema foi o que fizemos com essa bonança. Países que passam por períodos excepcionalmente favoráveis podem converter parte da renda extraordinária em infraestrutura, educação, poupança e aumento da produtividade futura. O Brasil fez isso muito menos do que poderia.

Estradas, ferrovias, portos, saneamento, educação básica e produtividade permaneceram como gargalos importantes. Distribuímos renda mais rapidamente do que aumentamos nossa capacidade produtiva. Enquanto as condições externas eram favoráveis, isso funcionou relativamente bem mas quando o cenário mudou, as fragilidades ficaram mais evidentes.

Universidade para todos?

Outra política frequentemente apresentada como grande sucesso dos governos do PT foi a expansão do ensino superior. Houve efetivamente democratização do acesso. Milhões de brasileiros que provavelmente nunca teriam frequentado uma universidade passaram a fazê-lo. Isso tem valor social e individual.

Mas existe uma pergunta diferente: quanto dessa expansão aumentou efetivamente o capital humano e a produtividade do país? Programas como FIES e ProUni aumentaram fortemente a demanda pelo ensino superior privado. O problema é que, quando o Estado financia a demanda sem disciplinar suficientemente a oferta, parte importante do subsídio pode ser capturada pelo fornecedor. Foi exatamente nesse período que grupos privados de educação cresceram extraordinariamente. E havia um incentivo econômico evidente: expandir principalmente cursos relativamente baratos de oferecer. Direito, administração e pedagogia exigem muito menos investimento que engenharia, medicina, ciência da computação ou áreas que necessitam de laboratórios e infraestrutura sofisticada. Não significa que advogados, administradores ou pedagogos sejam desnecessários. Significa apenas que a quantidade de diplomas universitários não é sinônimo de aumento equivalente de produtividade. O enorme volume de financiamentos estudantis posteriormente renegociados ajuda a mostrar que, para muitos alunos, o retorno econômico da formação recebida ficou abaixo do esperado. O recém-formado simplesmente não era foi pelo mercado de trabalho.

Mais importante ainda: talvez tenhamos tentado resolver no ensino superior um problema que começava muito antes. Se uma parcela enorme dos jovens brasileiros chega aos 15 anos sem domínio adequado de matemática e leitura, aumentar vagas universitárias não elimina a deficiência acumulada nos primeiros dez anos de escola.

Os governos Lula

Os dois primeiros mandatos de Lula coincidiram com esse ambiente externo extraordinariamente favorável. Houve crescimento, redução da pobreza, melhora do emprego, aumento das reservas internacionais e maior projeção internacional do Brasil.

Na política externa talvez esteja um dos pontos mais positivos daquele período. O Brasil manteve relações produtivas com Estados Unidos, Europa, China, América Latina, África e Oriente Médio. Tentava preservar uma tradição diplomática pragmática: conversar comtodos sem se transformar automaticamente em aliado ideológico de ninguém.

Por outro lado, o período também foi marcado por grandes escândalos. O Mensalão envolveu corrupção e pagamentos ligados à sustentação política da coalizão governista. Anos depois surgiu o enorme esquema de corrupção envolvendo Petrobras, grandes empreiteiras, operadores financeiros e políticos, popularmente chamado de Petrolão. Boa parte desse sistema foi revelada pela Operação Lava Jato. A Lava Jato posteriormente perdeu grande parte de sua legitimidade devido a graves problemas processuais e à atuação de seus próprios protagonistas. Isso, porém, não significa que os esquemas de corrupção descobertos não tenham existido.

Outro problema foi a ausência de reformas estruturais compatíveis com o momento excepcionalmente favorável. O país teve uma oportunidade rara para investir pesadamente em educação básica, infraestrutura, simplificação administrativa e produtividade. Fez muito menos do que poderia.

Dilma e a Nova Matriz Econômica

Com Dilma Rousseff, o problema ficou muito mais evidente. A política econômica passou a se apoiar no que posteriormente ficou conhecido como Nova Matriz Econômica. A ideia era estimular o crescimento através de juros mais baixos, crédito subsidiado dos bancos públicos, desonerações tributárias, controles de preços e maior intervenção do Estado em diversos setores. Na prática, o governo tentou aumentar o crescimento principalmente pela demanda sem resolver os problemas do lado da oferta.

Houve crédito barato do BNDES, intervenção em preços de combustíveis e energia, incentivos específicos a setores escolhidos pelo governo e deterioração gradual das contas públicas. O investimento e a produtividade não responderam como esperado.

Ao mesmo tempo acumularam-se inflação reprimida, distorções de preços e perda de confiança. Depois da eleição de 2014, o governo teve de fazer praticamente o movimento contrário: aumentou juros, corrigiu tarifas e iniciou um ajuste fiscal justamente quando a economia já estava enfraquecendo. O resultado foi a enorme recessão de 2015–2016.

Seria exagerado atribuí-la exclusivamente a Dilma. Houve queda das commodities, crise política e efeitos da Lava Jato, entre outros fatores. Mas a política econômica teve responsabilidade relevante.

O resultado agregado dos longos governos do PT, para mim, é ambíguo. Houve alguns avanços sociais mas eles não foram acompanhados por um aumento equivalente da produtividade, da qualidade educacional e da infraestrutura. Um grande indicador desse problema é o número de analfabetos funcionais. Em 2002 eram 26% da população, em 2026 29%. O Brasil não se tornou estruturalmente mais eficiente.

O governo Jair Bolsonaro

Então chegamos ao governo Bolsonaro. Na economia houve algumas reformas relevantes. Foi aprovada a autonomia formal do Banco Central. Houve o novo marco do saneamento, avançaram concessões, privatizações e algumas reformas regulatórias. A reforma da Previdência foi aprovada durante seu governo, embora tivesse sido preparada no período de Michel Temer, que também havia aprovado a reforma trabalhista e criado o teto de gastos.

Antes da pandemia, entretanto, o crescimento continuava modesto. E então veio a Covid.

A pandemia

A gestão da pandemia talvez tenha sido no mínimo complexa. Houve conflitos constantes com autoridades sanitárias, defesa de medicamentos sem eficácia comprovada, resistência a medidas de redução de transmissão e controvérsias na aquisição de vacinas.

Não é possível afirmar cientificamente que determinado número exato de brasileiros morreu “por culpa do governo Bolsonaro”. Mas diversos estudos acadêmicos estimam que dezenas de milhares e, em cenários mais amplos, mais de cem mil mortes poderiam ter sido evitadas com vacinação mais precoce, políticas de saúde pública mais consistentes e melhor coordenação nacional.

É curioso que um acontecimento dessa dimensão praticamente tenha desaparecido da campanha eleitoral de 2026. Como se não tivesse existido.Outro traço marcante do governo Bolsonaro foi o conflito permanente com instituições.

Houve ataques reiterados ao Supremo Tribunal Federal, ao Tribunal Superior Eleitoral e ao próprio sistema eleitoral brasileiro. A reunião de julho de 2022 com embaixadores estrangeiros, na qual Bolsonaro fez acusações sem provas contra o sistema eletrônico de votação, tornou-se posteriormente uma peça importante das investigações sobre suas tentativas de permanecer no poder.

A política ambiental também deteriorou a imagem externa do país. O desmatamento aumentou e a Amazônia passou novamente a dominar a percepção internacional sobre o Brasil.

A diplomacia brasileira também mudou. O pragmatismo tradicional do Itamaraty cedeu espaço, particularmente no início do governo, a uma política externa fortemente ideológica. Houve grande aproximação com Donald Trump, Viktor Orbán e Benjamin Netanyahu.

As relações com alguns países europeus deterioraram-se. O episódio em que Bolsonaro fez comentários sobre a aparência da esposa de Emmanuel Macron tornou-se emblemático de uma política externa muitas vezes conduzida através de manifestações pessoais do presidente. Vale lembrar que em resposta Macron recebeu Lula, na época sem nenhum cargo, com honras de chefe de estado em 17/11/2021.

Depois da derrota de Trump nos Estados Unidos, a excessiva identificação com o trumpismo criou dificuldades adicionais na relação com o governo Biden. Não houve isolamento internacional completo — o Brasil continuou no G20, BRICS, Mercosul e manteve intenso comércio com China, Estados Unidos e Europa mas houve clara perda de capital diplomático.

O governo Bolsonaro também teve episódios controversos, ou escândalos. Houve o caso dos pastores que intermediavam acesso de prefeitos ao Ministério da Educação. A negociação da vacina Covaxin levantou suspeitas importantes, embora o contrato tenha sido cancelado e não tenha havido pagamento. Houve o chamado orçamento secreto, mecanismo de distribuição de verbas parlamentares com baixíssima transparência, que se tornou essencial para a relação entre Bolsonaro e o chamado Centrão. E houve o caso das joias sauditas, pelo qual Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal. O uso frequente de sigilos de até cem anos sobre informações de interesse público também contribuiu para uma percepção de falta de transparência.

Não apareceu, durante o governo Bolsonaro, um esquema federal de corrupção comprovado com a dimensão sistêmica do Petrolão. Mas a promessa de uma administração radicalmente diferente da velha política brasileira também esteve longe de se realizar.

Assim como Lula teve controvérsias envolvendo seu filho Fábio Luís, a família Bolsonaro também aparece repetidamente no noticiário judicial. Flávio Bolsonaro esteve envolvido no caso das chamadas “rachadinhas” em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Carlos Bolsonaro foi investigado no caso conhecido como “Abin paralela”. Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF em 2026 por coação no curso de processo relacionado às investigações envolvendo seu pai. Jair Renan também esteve envolvido em investigações, algumas posteriormente encerradas.

Mais recentemente surgiu a investigação envolvendo Flávio Bolsonaro, o Banco Master e o financiamento do projeto de filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. O patrocínio acordadofoi de R$ 134 milhões. A título de comparação o filme Ainda Estou Aqui custou R$ 45 milhões e ganhou um Oscar.

É importante preservar a distinção entre investigação, indiciamento e condenação. Nem toda suspeita vira crime comprovado. Mas é igualmente difícil sustentar a imagem de uma família política permanentemente alheia a controvérsias desse tipo.

Jair Bolsonaro, por sua vez, cumpre pena decorrente de sua condenação pelos crimes relacionados à tentativa de ruptura institucional após a eleição de 2022.

E o Congresso?

É aqui que o problema brasileiro talvez fique ainda mais interessante. O Congresso Nacional tem 513 deputados e 81 senadores. Existem bancadas informais extremamente poderosas.

A bancada do agronegócio provavelmente continuará sendo uma das maiores. Atua em temas como financiamento agrícola, regularização fundiária, demarcação de terras indígenas, legislação ambiental, tributação e defensivos agrícolas.

Há uma enorme bancada evangélica, que concentra sua atuação em temas como aborto, família, educação, sexualidade e benefícios tributários a instituições religiosas.

Existe ainda a chamada “bancada da bala”, composta por muitos policiais, militares e parlamentares cuja agenda principal é segurança pública, endurecimento penal e flexibilização de armas.

Nada disso é ilegítimo. Agricultores têm interesses. Evangélicos têm interesses. Policiais têm interesses. A pergunta é outra: Onde estão as grandes bancadas da educação básica, da produtividade, da infraestrutura, da simplificação do Estado ou da competitividade?

Todos dizem que educação é importante. Mas não existe no Congresso um movimento político de dimensão semelhante voltado a elevar dramaticamente a qualidade da escola brasileira.

Todos dizem que infraestrutura é importante. Mas continua sendo muito mais fácil obter apoio político para uma obra localizada num município do que para uma reforma institucional cujo resultado aparecerá dez anos depois. Isso se relaciona diretamente ao crescente poder das emendas parlamentares.

Uma parcela cada vez maior do orçamento discricionário passou a ser direcionada por deputados e senadores. O problema não é necessariamente a existência das emendas.

O problema é que elas reforçam uma lógica política essencialmente local e de curto prazo. A visão em geral é de curto prazo e eleitoreira. Vide o efeito das emendas parlamentares ao orçamento. Elas somam algo próximo a 0,5% do PIB. Parece pouco, mas quando olhamos para os gastos discricionários do governo, gastos livres para investimento e custeio, elas representam praticamente 25% do total. Lembrando que do orçamento o Governo Federal tem uma parcela minúscula para investimento.

Cada parlamentar tem incentivo a mostrar uma estrada, uma ambulância, uma escola ou uma praça para seu eleitor. Poucos têm incentivo eleitoral para passar dez anos reformando a educação básica brasileira.

A eleição de 2026

A direita obteve enorme avanço no Congresso. O PL de Flávio Bolsonaro deverá ter 121 dos 513 deputados e 28 dos 81 senadores. Isso altera significativamente o equilíbrio político brasileiro. Uma eventual vitória de Lula, portanto, significará governar diante de um Congresso consideravelmente mais conservador. Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro significará algo diferente: um presidente com uma base parlamentar muito mais alinhada politicamente.

Isso aumenta a capacidade de aprovar reformas. Mas também aumenta a capacidade de aprovar agendas ligadas ao conflito com o Judiciário, anistia a Jair Bolsonaro e pautas de costumes.

A pergunta passa a ser: Qual dessas agendas terá prioridade?

A direita é realmente fiscalista? A direita brasileira associa-se, no discurso, a Estado menor, disciplina fiscal, reforma administrativa, privatização e desregulamentação. Durante Bolsonaro houve alguns resultados compatíveis com isso.

Em 2022 houve superávit primário e a dívida bruta caiu como proporção do PIB. Os salários do funcionalismo federal ficaram congelados por um período e o salário-mínimo teve aumentos mais contidos. Mas o quadro é bem mais complexo.

O teto de gastos foi alterado diversas vezes. Algumas alterações eram claramente justificáveis, como as relacionadas à pandemia. Outras tiveram motivação muito mais discutível. A chamada PEC Kamikaze, aprovada poucos meses antes da eleição de 2022, autorizou cerca de R$ 41 bilhões em benefícios adicionais. Lembrando que kamikaze foi o nome dado à PEC pelo ministro Paulo Guedes, olhando para a credibilidade fiscal e contas públicas. Também houve postergação de precatórios, transferindo despesas de dezenas de bilhões de reais para exercícios posteriores. Portanto, tivemos uma combinação de medidas de contenção com outras de expansão de gastos.

A grande pergunta permanece: A direita brasileira acredita realmente em disciplina fiscal quando essa disciplina passa a ter custo eleitoral? Essa pergunta será especialmente importante caso Flávio Bolsonaro seja eleito.

O que esperar agora?

Talvez este seja o ponto mais importante. Independentemente de Lula ou Flávio Bolsonaro, o próximo presidente receberá um país com alguns problemas que não podem mais ser escondidos pela retórica eleitoral.

  • Primeiro: a questão fiscal

A dívida bruta brasileira está atualmente próxima de 83% do PIB. Isso não significa que o

Brasil esteja à beira de uma crise argentina. A maior parte da dívida é denominada emmoeda nacional. O país tem elevadas reservas internacionais, câmbio flexível, sistema bancário relativamente sólido e não depende fortemente de financiamento externo em moeda estrangeira. Mas a combinação de dívida elevada e juros reais muito altos produz um problema crescente. E existe uma enorme rigidez orçamentária. A esmagadora maioria das despesas federais é obrigatória: Previdência, salários, benefícios e transferências. Isso significa que a promessa aparentemente simples de “cortar desperdício” está longe de ser suficiente. Uma consolidação fiscal real exigirá decisões politicamente desagradáveis. E isso valerá para qualquer presidente.

  • Segundo: finalmente temos uma grande reforma tributária

Aqui existe uma razão real para algum otimismo. O Brasil aprovou uma reforma profunda dos tributos sobre consumo. O emaranhado de PIS, COFINS, ICMS, ISS e outros tributos começa a ser substituído por um sistema baseado em CBS e IBS. A transição ganha força a partir de 2027. Se a implementação funcionar, poderá reduzir justamente um dos problemas que aparecem nos rankings internacionais: a extraordinária complexidade de operar uma empresa no Brasil. É provavelmente uma das reformas estruturais mais relevantes das últimas décadas.

  • Terceiro: produtividade

Aqui está a questão que atravessa todo este texto. A OCDE projeta crescimento brasileiro de apenas 1,6% em 2026 e 2,1% em 2027 e aponta juros elevados, baixo investimento e problemas de produtividade entre os obstáculos relevantes. O Brasil pode continuar crescendo 2% ao ano durante décadas. Não haverá necessariamente uma grande crise. Mas os países mais produtivos continuarão ficando mais ricos muito mais depressa. Esse é talvez o verdadeiro risco brasileiro. Não o colapso. A mediocridade prolongada.

  • Quarto: há oportunidades excepcionais

Ser pessimista em relação às instituições brasileiras não significa ignorar as vantagens do país. O Brasil possui uma agricultura extraordinariamente competitiva. Tem água, terras, minerais e energia. Possui uma matriz elétrica muito mais limpa que a de grande parte do mundo e baixa dependência de importações energéticas. A própria OCDE destaca essa vantagem e o potencial adicional em solar e eólica. Há oportunidades importantes em bioenergia, minerais críticos, inteligência artificial aplicada ao agronegócio, transição energética e infraestrutura. Poucos países grandes dispõem dessa combinação.

A questão é transformar oportunidade em investimento e investimento em produtividade. Este é um problema que tem atravessado gerações. Será que o futuro presidente terá condições e vontade para fazer essa transformação?

  • Quinto: as instituições

Há finalmente uma variável que não é econômica. O próximo presidente brasileiro terá enorme capacidade de influenciar instituições através de nomeações para o Supremo Tribunal Federal, Banco Central e diversos órgãos reguladores. Ao mesmo tempo, o novo Congresso saiu das eleições muito mais poderoso e mais à direita. Se Lula vencer, terá de governar negociando permanentemente com um Congresso hostil em várias áreas. Se Flávio Bolsonaro vencer, terá uma base política muito mais favorável, mas precisará mostrar se pretende usar esse capital principalmente para reformas econômicas ou para continuar o enfrentamento institucional que caracterizou o governo de seu pai. E não para distribuir benesses como tem sido o hábito na política brasileira.

Três futuros possíveis

É possível imaginar três cenários bastante diferentes.

No cenário favorável, o próximo governo faz um ajuste fiscal gradual e crível, executa bem a reforma tributária, avança numa reforma administrativa, melhora o ambiente de negócios, amplia investimentos privados em infraestrutura e preserva estabilidade institucional. O Brasil provavelmente não vira uma China. Mas pode passar a crescer mais depressa e, principalmente, de forma mais sustentável.

Num cenário intermediário, nada de dramático acontece. Também nada de importante muda. O país cresce 1,5% a 2,5% ao ano, continua convivendo com juros elevados, dívida crescente, educação medíocre e produtividade baixa. A renda aumenta lentamente e o Brasil continua perdendo posição relativa para países mais eficientes. Talvez este seja o cenário brasileiro mais familiar.

No cenário ruim, temos populismo fiscal, deterioração das contas públicas, conflitos institucionais e juros estruturalmente elevados. Nesse ambiente, o investimento cai e o crescimento potencial diminui ainda mais.

O risco mais brasileiro

Quando se fala sobre Brasil, costuma-se imaginar a próxima grande crise. Talvez esse não seja o risco principal. O maior risco brasileiro pode ser algo muito mais silencioso: continuar funcionando razoavelmente sem jamais resolver os problemas que impedem o país de enriquecer.

O Brasil não precisa de um milagre econômico. Precisa fazer durante vinte anos algumas coisas pouco espetaculares que evita fazer há quarenta: educar melhor, investir mais, simplificar o Estado, controlar as contas públicas, preservar instituições, aumentar a concorrência, e elevar a produtividade.

A pergunta desta eleição, portanto, não é apenas se Lula ou Flávio Bolsonaro será presidente a partir de 2027. É outra: Algum dos dois e, principalmente, o sistema político que estará ao seu redor está realmente disposto a enfrentar esses problemas?

Essa é a dúvida que fica.

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Com um a mais, Mirassol vence e complica Internacional no Brasileirão

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Em confronto direto na luta para fugir da queda à Série B, melhor para o Mirassol. O Leão Caipira superou o Internacional por 2 a 0 no Maião, em duelo que abriu, nesta sexta-feira (16), a 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.

A equipe paulista subiu para o 14º lugar, com 36 pontos. São quatro de vantagem para o próprio Colorado, primeiro time na zona de rebaixamento - que envolve as quatro piores campanhas da competição (o Z-4).

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Com 32 pontos, o time gaúcho é o 17º colocado e pode cair uma posição se o arquirrival Grêmio derrotar o Cruzeiro neste domingo (18), às 16h (horário de Brasília), na Arena, em Porto Alegre.

A missão colorada em Mirassol (SP) ficou mais difícil do que já seria com 14 minutos de jogo. O goleiro Matheus Cunha saiu da área para tentar se antecipar ao atacante Bruno Santos, mas chegou atrasado e derrubou o adversário, levando cartão vermelho direto.

O Mirassol demorou a fazer valer a superioridade numérica. A melhor chance da etapa inicial foi com Eduardo, no rebote de uma cobrança de falta do lateral Reinaldo que o goleiro Kauan Jesus - que entrou em campo devido à expulsão de Matheus Cunha - defendeu. O meia acertou o travessão.

No começo do segundo tempo, porém, Eduardo teve melhor sorte. Aos dois minutos, o meia aproveitou o cruzamento rasteiro do atacante Edson Carioca pela direita e chutou no canto de Kauan Jesus.

Mesmo com um a menos, o Inter tentou a reação e pressionou os donos da casa. Aos 31, o zagueiro Bruno Gomes acertou o travessão. Aos 37 e aos 38 minutos, o atacante João Bezerra teve duas grandes chances, parando no goleiro Walter e, depois, no zagueiro João Victor, que salvou em cima da linha.

No contra-ataque, o Mirassol liquidou a partida. Aos 41, Fernandinho acionou o também atacante André Luis, que bateu na saída de Kauan Jesus para assegurar os três pontos à equipe do interior.

Nos acréscimos, Reinaldo poderia ter ampliado, mas cobrou pênalti no travessão. Acabou não fazendo falta.

 

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Nova porta-voz da Casa Branca durou… 5 dias

Já acabou a curta mas turbulenta passagem de Katie Zacharia como principal porta-voz da administração Trump. Quando Karoline Leavitt deixou a Casa Branca, já tinha ficado o aviso: podia ser impossível substituí-la. Karoline Leavitt era secretária de imprensa da Casa Branca, porta-voz do Governo dos EUA. Abandonou o cargo no dia 31 de Agosto. Por motivos familiares, Leavitt saiu. Mas era um dos rostos principais do legado Trump, um membro vital da equipa de conselheiros do presidente, que conhece e compreende bem o presidente dos EUA, que liderava os seus ataques, que perseguia os jornalistas que Trump queria perseguir. Seria

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Já acabou a curta mas turbulenta passagem de Katie Zacharia como principal porta-voz da administração Trump.
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Brasil é 2º maior importador de pesticidas proibidos na UE, diz Oxfam

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Pesticidas considerados tóxicos demais para utilização dentro da União Europeia (UE) continuam sendo fabricados por empresas do bloco e exportados para dezenas de países ao redor do mundo. No Dia Mundial da Alimentação, relatório da Oxfam aponta que o Brasil foi o segundo maior importador desses produtos proibidos pela UE, recebendo cerca de 15 mil toneladas em 2024. Os Estados Unidos aparecem em primeiro lugar.

A Oxfam concluiu que as políticas e regulamentações da UE levam à aplicação de critérios desiguais e de caráter colonial em relação aos agrotóxicos altamente perigosos (AAPs). Isso porque tais mecanismos de regulação seguem protegendo parcialmente sua própria população e meio ambiente enquanto permitem que substâncias proibidas continuem sendo produzidas e exportadas para outros países.

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Em países como Brasil e África do Sul, as plantações são pulverizadas com grandes quantidades de AAPs fabricados pelas empresas europeias. A Oxfam ressalta que, além das frutas, vegetais e commodities agrícolas, trabalhadores rurais, suas comunidades e o meio ambiente são expostos aos impactos desses produtos químicos tóxicos.

“Não é aceitável que a União Europeia proíba determinados agrotóxicos para proteger sua própria população e, ao mesmo tempo, permita que essas mesmas substâncias sejam produzidas e exportadas para outros países”, apontou a diretora da Oxfam Brasil, Viviana Santiago.

Dados do relatório mostram que, em 2024, os Estados-Membros da UE exportaram quase 122 mil toneladas de pesticidas proibidos dentro do bloco, mais do que o dobro do volume exportado em 2018.

Segundo o doccumento, 93 países importam agrotóxicos perigosos da UE, sendo 75% deles de baixa e média renda do Sul Global

A Oxfam alerta que os pesticidas altamente perigosos representam cerca de um terço dos ingredientes ativos utilizados em todo o mundo e são empregados principalmente em países do Sul Global, onde os mecanismos de proteção e regulamentação costumam ser mais frágeis.

“Esse duplo padrão transfere os riscos para trabalhadores rurais, comunidades e territórios do Sul Global, enquanto os benefícios econômicos ficam concentrados em poucas empresas”, acrescentou Viviana Santiago.

A análise aponta que, no Brasil, os AAPs correspondem a 49% de todos os agrotóxicos vendidos, uma proporção muito superior à observada em países da UE, como a Alemanha, onde representam apenas 12% das vendas.

O relatório destaca ainda que seis dos dez pesticidas mais vendidos no Brasil são proibidos na União Europeia, mas continuam sendo pulverizados sobre lavouras e áreas próximas a florestas por tratores, aviões e drones.

“Esse uso intensivo está diretamente ligado ao modelo agrícola baseado em grandes monoculturas voltadas para exportação, como soja, café e cana-de-açúcar, altamente dependentes de agrotóxicos”, apontou a Oxfam, em nota.

Além dos impactos para a saúde humana e o meio ambiente, o relatório mostra como esse sistema beneficia um pequeno grupo de grandes corporações. Segundo os dados analisados, quatro empresas controlam 61% do mercado global de pesticidas e obtiveram cerca de € 2,7 bilhões em receitas (R$ 15,37 bilhões) pela venda de pesticidas altamente perigosos.

A Oxfam avalia que tais números evidenciam a concentração nas mãos das grandes multinacionais agroquímicas do poder econômico e dos lucros gerados por esse comércio de produtos tóxicos. Enquanto isso, os riscos à saúde e ao meio ambiente são transferidos para países do Sul Global.

“É preciso interromper a exportação de agrotóxicos proibidos e avançar em regras que coloquem a saúde, os direitos das pessoas e a proteção ambiental acima dos interesses comerciais”, afirmou Viviana Santiago.

Apesar do cenário em que há amplo uso de agrotóxicos, a Oxfam aponta que a expansão do mercado brasileiro segue acelerada. “Em 2025, o país registrou um novo recorde de aprovações, com 725 novos pesticidas autorizados, um aumento de quase 10% em comparação com o recorde anterior de 663 produtos registrados em 2024”, apontou a entidade.

A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Agricultura e aguarda posicionamento.

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Papa Leão XIV apresenta melhora após cirurgia para retirar câncer de pulmão

O papa Leão XIV, de 71 anos, apresenta evolução positiva após passar por uma cirurgia para retirada de parte do pulmão direito, onde foi identificado um câncer. Segundo comunicado divulgado pelo Vaticano nesta sexta-feira (16), a recuperação do pontífice é constante e ele já consegue realizar suas atividades diárias com autonomia.

A primeira aparição pública do papa desde a hospitalização está prevista para domingo, quando ele deverá participar da tradicional oração. Embora sua agenda estivesse suspensa até 20 de outubro, foi aberta uma exceção para o compromisso.

Exames indicam recuperação dentro do esperado

Na quinta-feira, Leão XIV foi submetido a exames de rotina, que apresentaram resultados normais. Uma radiografia do tórax também apontou uma boa recuperação do pulmão operado.

De acordo com o boletim médico, a evolução geral do pontífice está dentro do esperado. Durante a recuperação, ele realizou atividades cotidianas de forma independente e participou de sessões de fisioterapia.

O papa está internado no Hospital Gemelli, em Roma, instituição conhecida por atender e receber para tratamentos e cirurgias outros pontífices.

Vaticano não detalhou extensão do tumor

Leão XIV foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, tipo mais comum de câncer de pulmão. Na tarde de terça-feira (13), os médicos retiraram o lobo inferior do pulmão direito do pontífice.

Segundo o Vaticano, o procedimento foi concluído com sucesso e não houve complicações. Até agora, porém, não foram divulgadas informações sobre o tamanho do tumor ou sobre uma possível disseminação da doença para os linfonodos próximos. Esses dados são importantes para avaliar o prognóstico.

Viagem à América do Sul continua nos planos

Mesmo durante a recuperação do pontífice, os preparativos para a viagem à América do Sul, prevista para novembro, seguem em andamento. Até o momento, o Vaticano não informou alterações no planejamento da visita.

Vaticano informou que o pontífice já realiza atividades diárias com autonomia e deve aparecer em público no domingo | Foto: Reuters

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Qué es Starshield, la versión militar de Starlink, y qué consecuencias tiene para Ucrania que Trump lo limite

Equipos de emergencia ucranianos prestan asistencia traes el impacto de un misil en un edificio residencial en Kiev.

Desde las primeras horas del miércoles, el Ejército ucraniano ha observado restricciones a la hora de usar Starshield, la versión militar de Starlink, clave para interceptar los ataques con misiles y drones de Rusia. Los diplomáticos ucranianos en Washington se movieron a toda velocidad para activar a los congresistas más afines a la causa de Kiev. No sabían a qué obedecía la limitación, pero se temían lo peor. Donald Trump había dado un paso más en su pacto con Putin, quien le ofreció suministrarle diésel a cambio de una mayor presión a Ucrania. Trump necesita desesperadamente que baje el precio del galón, pero así no lo va a conseguir.

El anuncio sorprendió al presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, en Londres, donde se encontró con el primer ministro, Andy Burnham, firme defensor de la causa ucraniana. Zelenski, en una muestra de desesperación, acusó de traición a Trump. El presidente de Estados Unidos ha arremetido contra Zelenski en Truth Social este jueves, poco después de despertarse. En resumidas cuentas, le llama desagradecido, y le echa en cara la ayuda prestada por EEUU a Ucrania, aunque baila todas las cifras. Trump dice que EEUU ha aportado 350.000 millones de dólares, y han sido 132.000, la mayor parte en armas y préstamos. La UE ha dado más del doble, al contrario de lo que asegura Trump.

Las refinerías rusas, en el objetivo de Kiev

Dado que Rusia sigue atacando las infraestructuras energéticas de Ucrania, Zelenksi ha anunciado que Kiev volverá a considerar un objetivo las refinerías. Es decir, lo que Trump vendió como una tregua energética es de nuevo un espejismo. Lo injusto es que Trump vuelve a culpar a Ucrania y a Zelenski. Y esta vez no es por no tener buenas cartas, sino por jugarlas con astucia y herir donde más duele a Putin.

El líder ruso ha respondido buscando cómo hacer más daño a la población. A la vez intenta dividir a los aliados. Con Trump lo tiene fácil, ya que tiene debilidad por los "hombres fuertes". Quizá haya algo más en la trastienda.

Estamos en un momento de extraordinaria gravedad en el que la ruptura de Trump y Zelenski tendría graves consecuencias. Habría muchos más muertos en Ucrania. En Washington, donde hay muchos partidarios de Ucrania incluso entre los republicanos, se intenta recomponer la situación. También los europeos mueven sus fichas para que la tensión se resuelva sin ceder ante Washington. La última ocurrencia de los mediadores de Trump, Jared Kushner y Steve Witkoff, es que descongelen 100.000 millones de dólares de activos rusos y los transfieran a un fondo controlado por Washington. Los europeos se han negado.

En este momento es clave lo que pase con Starshield, una unidad de negocio de SpaceX que desarrolla sistemas de satélites militares y de inteligencia para el Pentágono. El servicio de Starshield es independiente del servicio comercial de banda ancha de Starlink, aunque en ocasiones la distinción resulta difusa. En X, Elon Musk ha dejado clara la diferencia y ha especificado que si Starschield está limitado es por decisión del Pentágono, y en última instancia del presidente Trump. Las comunicaciones seguras de Starshield se basan en Starlink, la amplia red de 11.000 satélites que Musk y SpaceX han lanzado al espacio desde 2019.

Qué ha pasado con Starshield

El asesor de la Presidencia ucraniana en materia de drones, Serguí Beskrestnov, informó el miércoles de que las terminales de Starlink que emplea el Ejército ucraniano en algunos de sus ataques (Starshield es la versión militar) dejaron de funcionar cuando los drones que las utilizan sobrepasaron la velocidad de 100 millas (unos 160 kilómetros) por hora. El sistema de comunicaciones por satélite está fabricado por SpaceX, propiedad de Elon Musk, pero lo gestiona el Pentágono. Los receptores Starshield en los drones funcionan como un sistema de guía a bordo.

Cómo afecta la restricción a Ucrania

Ha tenido dos consecuencias inmediatas: dejó inoperativos, en la práctica, la mayoría de los drones utilizados por Ucrania para atacar detrás de las líneas del frente y obstaculizó el funcionamiento de los sistemas de defensa aérea que impiden que los drones rusos bombardeen Kiev.

Ucrania utiliza los sistemas Starlink para dirigir muchos drones de medio alcance hacia sus objetivos, lo que constituye una capacidad ofensiva fundamental en primera línea. Los Shahed rusos vuelan a velocidades cercanas a las 200 mph, por lo que la nueva restricción implica que los drones interceptores ucranianos no tienen ninguna posibilidad de darles caza. Sin embargo, para las misiones ucranianas de largo alcance que han atacado con éxito refinerías de petróleo rusas en los últimos meses no se utiliza.

Starlink/Starshield destapa la dependencia europea

El ministro de Asuntos Exteriores de Polonia, Radoslaw Sikorski, preguntó a Elon Musk si estaba "haciendo política" con Starlink en Ucrania, tras conocerse las limitaciones a sus servicios al país víctima de la agresión rusa. Polonia sostiene que corre con los gastos de la suscripción a Starlink de Kiev.

Los países europeos han prestado un firme apoyo a Ucrania, pero los problemas relacionados con datos cruciales ponen de relieve la dependencia que tienen tanto Ucrania como Europa de la tecnología estadounidense en materia de comunicaciones por satélite y sistemas de alerta de misiles. Las soluciones europeas, como las que ofrece el operador de satélites Eutelsat, no se pueden adaptar directamente a las necesidades en tiempo de guerra, ya que la tecnología está obsoleta y no está diseñada para uso militar.

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La desesperación de las familias de los presos saharauis en huelga de hambre y "torturados" por Marruecos: "No sabemos nada de ellos"

Familiares de los presos saharauis de Gdeim Izik, detenidos en Marruecos

Los presos conocidos como el grupo de Gdeim Izik saben bien lo que es el sufrimiento. Detenidos hace dieciséis años, durante todo este tiempo han soportado unas condiciones durísimas en prisión, en cárceles a cientos de kilómetros de sus seres queridos. Su delito, denunciar la ocupación del Sáhara Occidental por parte de Marruecos. Para denunciar su penosa situación, el pasado 23 de septiembre iniciaron una huelga de hambre que algunos mantienen hasta el día de hoy. Tres semanas después, sus familias han alzado la voz para exigir su liberación.

El relato de sus familiares arroja serias preocupaciones sobre la integridad de los prisioneros políticos. Aseguran que, desde que iniciaron su protesta, los presos han sido víctimas de "torturas" y "aislamiento" por parte de Marruecos, además de un importante deterioro de su estado de salud. Su inquietud es tal que temen "seriamente" por la vida de sus familiares.

A esto se añade que las autoridades marroquíes no les permiten visitar a algunos de los detenidos. "No sabemos nada de ellos", denuncian las familias. En el caso de Ahmed Sbaai, su hermana asegura haberlo conseguido visitarlo en "pocas ocasiones" desde el comienzo de la huelga. En estos encuentros, lo vio "muy debilitado y con una importante pérdida de fuerzas". Sin embargo, cuando el miércoles acudió nuevamente a la prisión, las autoridades le informaron de que habían trasladado a su hermano al hospital, pero se niegan a darle el nombre del centro para que pueda comprobar personalmente cómo se encuentra.

Batalla de estómagos vacíos

Marruecos nunca ha tratado bien a los presos de Gdeim Izik. Las autoridades de Rabat desmantelaron brutalmente este campamento a las afueras de El Aaiún ocupado en noviembre de 2010. Allí se habían concentrado miles de activistas saharauis para protestar contra la ocupación alauí. A los que fueron detenidos y condenados a duras penas de prisión, les esperaban años de maltrato en las cárceles marroquíes.

Las huelgas de hambre son recurrentes entre los presos de este grupo. En esta ocasión, los presos han iniciado la "batalla de estómagos vacíos" por lo que consideran una detención "ilegal e injusta" de dieciséis años. Grupos como la Federación Internacional por los Derechos Humanos (FIDH) y la Organización Mundial Contra la Tortura (OMCT) están siguiendo "con profunda preocupación" la evolución de la protesta.

Como era de esperar, la administración carcelaria no ha reaccionado bien a las demandas de los presos saharauis. Sus familias han denunciado que, desde el inicio de la huelga, se han producido "nuevos traslados, restricciones de visitas, interrupciones de comunicaciones y un preocupante deterioro del estado de salud de varios presos". De hecho, de los nueve presos que se sumaron a la protesta –Mohamed Bachir Boutanguiza, Ahmed Sbai, Abdallah Abbah, Hussein Zaoui, Hassan Dah, Nama Asfari, Mohamed Lamin Hadi, Mohamed Bani y Bachir Khada–, cuatro se han visto obligados a suspenderla por el deterioro de su salud.

Los presos denuncian torturas

Los testimonios de los presos saharauis desde dentro de las prisiones son alarmantes. Hassan Dah fue trasladado de la prisión en la que se encontraba sin que las autoridades penitenciarias informasen a la familia. Durante varios días, sus allegados preguntaron por su paradero, sin obtener respuestas. Cuando finalmente consiguieron visitarlo, sus familiares lo encontraron "en un estado de salud extremadamente delicado".

Sin embargo, los hechos más graves fueron denunciados por el propio recluso. Hassan les relató a sus familiares que "fue trasladado desnudo y sometido a torturas y malos tratos durante su desplazamiento a la nueva cárcel".

En el caso de Mohamed Bachir Boutenguiza, su madre –una mujer de edad muy avanzada– y sus hermanas consiguieron visitarle tras varias jornadas frente a las puertas de la cárcel. Lo que presenciaron aumentó todavía más su angustia. "Estaba tan debilitado que no podía caminar por sus propios medios y, durante el encuentro, vomitó sangre delante de ellas", relatan con pesar las familias.

Al deterioro por la huelga de hambre se suma que muchos de los presos sufrían problemas de salud previos. Así le sucede a Hussein Zaoui, que padece problemas renales, asma e hipertensión arterial, agravados durante sus años de encarcelamiento. Sus hijas llevan varios días esperando a la entrada de prisión, con la esperanza de ver a su padre, sin recibir ningún tipo de respuesta a sus peticiones. Han llegado a expresar que no saben si su padre sigue vivo o ha muerto.

Detenciones cuestionadas por la ONU

"La gravedad de la situación actual exige pasar de las declaraciones a las actuaciones urgentes de protección", demandan las familias de los nueve presos saharauis. La realidad es que muchos de estos hombres ni siquiera deberían estar entre rejas.

En noviembre de 2023, el Grupo de Trabajo de la ONU sobre la Detención Arbitraria emitió una resolución en la que concluía que la privación de libertad del grupo de Gdeim Izik era arbitraria. Por ello, el organismo solicitó la excarcelación inmediata de los prisioneros saharauis. Tres años después, las autoridades marroquíes no han movido un dedo para asegurar el cumplimiento del dictamen.

También se ha pronunciado sobre este caso el Comité contra la Tortura de la ONU, que ha dictaminado en varias ocasiones que las confesiones que se usaron para meter a los presos del grupo de Gdeim Izik en la cárcel fueron obtenidas bajo tortura. Marruecos no ha investigado ninguna de estas denuncias, a pesar de que así se lo ha instado Naciones Unidas.

Marruecos reprime también a las familias

En los últimos días, las familias han intensificado la presión sobre las autoridades marroquíes. Este lunes, una concentración frente a la Delegación General de la Administración Penitenciaria en Rabat exigió la liberación de los presos. Según el periódico Le360, propiedad del secretario personal de Mohamed VI, "elementos separatistas" causaron "un caos generalizado" al izar la bandera de la "república imaginaria" –en referencia a la República Árabe Saharaui Democrática– y corear consignas en contra de Marruecos.

La concentración, muy incómoda para las autoridades marroquíes, poco acostumbradas a este tipo de reivindicaciones en la capital, se saldó con varios detenidos. La organización Front Line Defenders ya ha pedido la liberación inmediata del defensor de derechos humanos saharaui Hassana Eddouihi y seis estudiantes, arrestados después de que la policía disolviese "de forma violenta" una protesta pacífica.

Desde la Liga para la Protección de los Presos Saharauis en las Cárceles Marroquíes han denunciado lo que consideran "una grave violación de los derechos y libertades fundamentales". Además, aseguran que esta situación agrava el sufrimiento de las familias de los presos, "que se enfrentan a condiciones psicológicas y humanas particularmente difíciles".

Además, las autoridades alauís han prohibido la entrada a su territorio a la activista francesa Claude Mangin, esposa de uno de los presos de Gdeim Izik. Su marido, Naama Asfari, es uno de los cuatro reclusos que han abandonado la huelga de hambre. No es la primera vez que sucede. El año pasado, Marruecos le impidió desembarcar en Tánger cuando trataba de llegar a suelo marroquí para reunirse con su esposo, tras una campaña de vigilancia y acoso que comenzó en territorio español.

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Maduro y su esposa se declaran "no culpables" de los nuevos cargos por tortura

El depuesto presidente venezolano Nicolás Maduro y su esposa, Cilia Flores, se declararon este jueves no culpables de los nuevos cargos de conspiración para cometer torturas que les imputó la Fiscalía de Estados Unidos.

Maduro y Flores comparecieron en el Tribunal del Distrito Sur de Nueva York ante el juez federal Alvin Hellerstein una semana después de que la Fiscalía los acusara de conspiración para cometer torturas y extendiera a ambos el cargo de conspiración para cometer narcoterrorismo, que hasta ahora solo pesaba contra el depuesto líder.

Preguntado por el juez, Maduro se declaró no culpable y aseguró que está basada en "falsas acusaciones y testimonio contra su persona". Según dijo, se trata de una "suma de elementos y ataques que ya conocía en el pasado".

Flores, por su parte, fue más comedida y se limitó a declararse "completamente inocente" y "no culpable" de los nuevos cargos, según EFE.

Ambos afirmaron al juez haber sido informados por sus abogados de la nueva acusación y haber recibido una copia en español de la misma.

Esta fue una de las pocas veces que se puedo escuchar hablar a ambos desde que fueran presentados ante la justicia estadounidense el pasado mes de enero tras ser arrestados en Caracas y trasladados a Nueva York.

Tras su declaración, la audiencia se centró en el calendario a seguir. El juez aplazó hasta el 14 de junio de 2027 el inicio del juicio y no está previsto que se celebre otra audiencia hasta el mes de diciembre.

La última audiencia antes de que inicie el juicio tendrá lugar el próximo 7 de junio.

La defensa solicitó contar con más tiempo para poder preparar su respuesta a la nueva acusación de la Fiscalía estadounidense.

Tras la nueva acusación, Maduro y Flores están imputados de conspiración para cometer narcoterrorismo, conspiración para importar cocaína a EEUU, posesión y conspiración para poseer armas destructoras, además de conspiración para cometer torturas.

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FMI insiste na dívida excessiva de "demasiados países"

"Os países ricos são os principais infratores", sublinhou a diretora do FMI, salientando que "nenhum crescimento económico" pode reverter a pressão inflacionista "sem esforço fiscal".

© RUNGROJ YONGRIT/EPA

Kristalina Georgieva referiu ainda que "a IA também aumenta a inflação a curto prazo", sendo que "ainda falta saber em que medida o fará no futuro e com que rapidez"
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Atirador mata pelo menos 4 pessoas em escola dos Estados Unidos

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Um atirador de 16 anos abriu fogo nessa quinta-feira (15) em uma escola em Bend, no estado norte-americano do Oregon, matando quatro pessoas, incluindo três crianças. Ele foi morto por um morador da comunidade que o havia perseguido até dentro da escola, informou a polícia.

O atirador entrou na Escola Primária Silver Rail atirando nas portas trancadas, disse a polícia, sem fornecer mais detalhes além da idade do suspeito.

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As vítimas são crianças de 5, 8 e 11 anos e um professor. Além disso, um aluno de 7 anos e um professor de 54 foram levados ao hospital com ferimentos graves, informou o chefe de polícia de Bend, Mike Krantz, em entrevista.coletiva

A governadora do Oregon, Tina Kotek, que participou da coletiva, agradeceu ao integrante da comunidade que “interveio heroicamente para impedir mais perdas de vidas”.

“Nenhum pai ou mãe deveria passar por um dia assim, e nenhuma comunidade deveria ter que viver isso. E à medida que soubermos mais sobre as crianças e os adultos que foram mortos ou feridos, e sobre suas famílias e entes queridos, vamos chorar muito, vamos chorar juntos e, provavelmente, vamos chorar em particular”, disse Kotek.

Krantz afirmou que o membro da comunidade, cuja identidade ele não revelou, viu o suspeito entrar na escola e o perseguiu.

Tiroteios em escolas se tornaram um fenômeno recorrente na vida norte-americana, incluindo ataques de grande repercussão, como os ocorridos na Columbine High School em 1999, na Sandy Hook Elementary School em 2012, na Marjory Stoneman Douglas High School em 2018 e na Robb Elementary School em Uvalde, Texas, em 2022.

Cada tiroteio reacende os debates sobre as leis de porte de armas em um país onde o direito ao porte é protegido pela Segunda Emenda da Constituição. Defensores do direito ao porte de armas têm sugerido o armamento de professores como forma de defesa.

Krantz disse que todos os policiais de Bend passaram por um dia inteiro de treinamento para lidar com atiradores ativos em agosto.

“Infelizmente, isso é algo para o qual treinamos regularmente, e precisamos fazer isso”, declarou Krantz. “Essa será uma investigação longa.”

* (Reportagem adicional de Kanishka Singh e Jasper Ward)

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Fluminense vence Flamengo e abre vantagem na Copa do Brasil Feminina

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No primeiro Fla-Flu pelas quartas de final da Copa do Brasil Feminina, melhor para as tricolores. Na noite desta quinta-feira (15), o Fluminense venceu o Flamengo por 2 a 1 no clássico realizado no Estádio Luso-Brasileiro.

O jogo de volta também será no estádio da zona norte do Rio de Janeiro, na próxima quinta-feira (22), às 19h (horário de Brasília), mas com mando tricolor. Ao Flu, basta o empate para classificação às semifinais. O Rubro-Negro tem de ganhar por ao menos dois gols de diferença no tempo normal. Se o triunfo for por um gol, igualando a soma dos placares, a decisão será nos pênaltis.

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O Fluminense chegou a marcar duas vezes na etapa inicial, mas o primeiro gol foi anulado por impedimento. Aos 34 minutos, Lelê aproveitou a saída errada da goleira Vivi Holzel, que trombou com a zagueira Núbia, e mandou para o gol. O lance, porém, foi anulado por impedimento da atacante, após intervenção de Philip Georg Bennett, árbitro de vídeo da partida. A partida ficou paralisada por seis minutos.

Aos 45, as tricolores, enfim, abriram o marcador. A atacante Raquel Fernandes cruzou da esquerda e a zagueira Nath Rodrigues apareceu na pequena área por trás da defesa rubro-negra para concluir no canto de Vivi Holzel.

O Flamengo tentou responder logo na volta do intervalo. Aos 20 segundos do segundo tempo, Cristiane recebeu às costas da marcação e finalizou na saída da goleira Kemelli. A atacante, no entanto, estava bem adiantada e o gol foi anulado por impedimento.

Aos nove minutos, as Meninas da Gávea foram novamente às redes. Desta vez, o gol valeu. Acionada por Fabi Simões na entrada da área pela direita, a também atacante Laysa sinalizou o cruzamento mas chutou direto, acertando o ângulo de Kemelli para deixar tudo igual no Luso-Brasileiro.

Apesar do melhor momento rubro-negro, foi o Fluminense quem chegou ao segundo. Aos 18 minutos, a lateral Keké lançou na área desde a ponta direita, Lelê dominou de costas para a marcação e rolou para a volante Driely chutar rasteiro e acertar o canto direito de Vivi Holzel, que sequer se mexeu.

A missão do Flamengo ficou mais difícil aos 39, quando a meia Mariana recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulsa. Mesmo com uma jogadora a menos, as Meninas da Gávea se lançaram a frente com a estreia da atacante paraguaia Fabíola Sandoval, que estava no Cruzeiro, mas de maneira desorganizada, sem sucesso. O Fluminense aproveitou a superioridade numérica para ter o controle do jogo até o apito final. 

Empate no Beira-Rio

Na última quarta-feira (14), Internacional e Atlético-MG empataram por 1 a 1 no Beira-Rio, em Porto Alegre. Os times se reencontram na próxima terça-feira (20), às 19h, na Arena MRV, em Belo Horizonte. A decisão será nos pênaltis em caso de novo empate.

A zagueira Giovanna Barraca colocou as Vingadoras à frente logo aos dois minutos do primeiro tempo e Pimenta quase ampliou aos 15 da etapa final, mas o segundo gol das mineiras foi anulado por toque de braço. Sete minutos depois, a também atacante Caty, de pênalti, evitou a derrota das anfitriãs.

Nesta sexta-feira (16), ocorre o primeiro duelo entre Bahia e São Paulo. A bola rola no Batistão, em Aracaju, a partir de 19h. A segunda partida será na próxima quarta-feira (21), no mesmo horário, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP).

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Presidente mexicana está a ficar farta dos EUA

Presidente mexicana está a endurecer posição face aos norte-americanos, perante acusações de corrupção ligadas ao narcotráfico que afetam o seu partido. A presidente do México está a adotar uma postura mais firme perante os Estados Unidos. Apesar de manter a cooperação bilateral no combate ao narcotráfico, Claudia Sheinbaum tem criticado a atuação da administração de Donald Trump, acusando Washington de interferir demasiado nos assuntos internos do país. Na semana passada, durante uma reunião no Palácio Nacional, a presidente confrontou os principais responsáveis mexicanos pela segurança e pelos serviços de informações devido aos planos para congelar contas bancárias de antigos funcionários

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Transmissão em direto da execução de Nidal Hasan cancelada

“Muitas pessoas muito boas e bem-intencionadas prefeririam não vê-lo morrer”, sustentou Donald Trump. Mantém-se a data de execução por fuzilamento e familiares das vítimas poderão assistir. O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou esta quinta-feira que o Pentágono não transmitirá em direto a execução de Nidal Hasan, condenado à morte pelo ataque que matou 13 pessoas em Fort Hood, em 2009, contrariando o secretário da Defesa. Trump afirmou nas redes sociais que a transmissão pública da execução “poderia ter sido um forte elemento dissuasor para o mundo testemunhar como a América lida com terroristas e escumalha como Hasan”. Contudo, acrescentou líder

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Imprensa estrangeira vê vitória de Lula em aprovação do fim da 6x1

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A aprovação do fim da escala 6x1, com a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, repercutiu na imprensa internacional, que destacou que a votação foi uma vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às vésperas do 2º turno das eleições no Brasil.

O jornal espanhol El País escreveu no título que “dezenas de milhões de trabalhadores conquistam um segundo dia livre no Brasil, uma vitória política para Lula”.

Na Argentina, o jornal Clarín classificou a aprovação como “jogada política de Lula: Brasil aprova redução da jornada de trabalho, a menos de duas semanas do segundo turno das eleições”.

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O também argentino La Nacion disse que a votação é “a grande aposta de Lula antes do segundo turno”, acrescentando que “o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro mudou de posição e anunciou seu voto favorável 48 horas antes da sessão".  

O jornal inglês Financial Times, especializado em economia e finanças, destacou que os legisladores brasileiros “votaram para abolir uma semana de trabalho de seis dias na maior economia da América Latina”.

O jornal diz que a votação foi uma “vitória para Lula” próxima ao segundo turno eleitoral, acrescentando ainda as críticas dos grupos empresariais que reclamam de aumento de custos. 

“Terminar a semana de trabalho de seis dias alinhará o Brasil com muitas nações de renda mais alta, onde as horas de trabalho diminuíram à medida que a produtividade e a eficiência melhoraram”, escreveu o Financial Times.

O também britânico The Guardian aponta vitória de Lula com a aprovação e calcula que a mudança pode afetar até 30 milhões de pessoas no Brasil.

“A proposta começou como um movimento do TikTok chamado Vida Além do Trabalho, fundado por um assistente de farmácia que entrou na política após seu sucesso e mais tarde foi abraçado por Lula”, escreveu o The Guardian.

Mudança de posição

A imprensa estrangeira ainda lembrou que o candidato Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o 2º turno contra Lula, era contrário à proposta de emenda à constituição (PEC) que acaba com a 6x1, mas acabou mudando de posição poucos dias antes da votação.

“Mesmo depois de mudar sua posição, Bolsonaro disse na terça-feira que ‘apoia algo ainda melhor’, referindo-se a uma proposta alternativa que há muito tempo defendia em que o pagamento seria baseado nas horas realmente trabalhadas”, acrescentou o The Guardian.

A agência de notícias dos Estados Unidos (EUA) Associated Press (AP) apontou que o único voto contrário foi “do ex-vice-presidente Hamilton Mourão, que atuou durante o governo do presidente Jair Bolsonaro”.

A AP explicou que os aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) “deixaram de bloquear a medida popular para que ele não fosse prejudicado em sua disputa acirrada contra Lula”.

 

Rio de Janeiro (RJ), 30/06/2026 – Manifestantes participam de ato pelo fim da escala 6x1 e caminham pela Avenida Brasil, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 30/06/2026 – Manifestantes participam de ato pelo fim da escala 6x1 e caminham pela Avenida Brasil, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Manifestantes participam de ato pelo fim da escala 6x1 e caminham pela Avenida Brasil, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Aprovação no Senado

O plenário do Senado concluiu a aprovação da PEC do fim da 6x1 na noite de quarta (14), com 75 votos a favor e apenas um contrário.

A oposição, que era contrária à aprovação da matéria, mudou de lado após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautar o tema no plenário.

Em entrevista à TV Jovem Pan, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que, se eleito, Flávio Bolsonaro deve aprovar a PEC 12/2026, que prevê um contrato “por hora trabalhada”.

Entenda a PEC

O texto da PEC que acaba com a 6x1 prevê descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, em jornada máxima de 5x2, sem redução salarial, e também reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses.

>> Saiba mais detalhes sobre como vai funcionar o fim da 6x1

Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, as empresas deverão adotar a escala 5x2 e reduzir a jornada máxima para até 42 horas semanais de trabalho. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.

 

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“Onde está a carne?” é a pergunta que reina nas eleições nos EUA

E “quanto custa?”, já agora. Preço da carne de vaca torna-se arma política inesperada na campanha para as eleições de novembro. “Onde está a carne? E quanto custa?”. Estas perguntas estão na cabeça dos eleitores, resume a Associated Press. O preço da carne de vaca está a assumir um papel central na campanha para as eleições intercalares de novembro nos EUA, com democratas e republicanos a utilizarem os hábitos alimentares e o custo dos alimentos para conquistar eleitores. A discussão sobre a carne tornou-se mais um ponto de confronto político, num contexto marcado pela inflação e pelo aumento do custo

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E "quanto custa?", já agora. Preço da carne de vaca torna-se arma política inesperada na campanha para as eleições de novembro.
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FMI destaca apoio a reformas em Timor-Leste

FMI prevê que economia timorense continue a crescer nos próximos anos, ainda que enfrente desafios relacionados com a sustentabilidade orçamental e a dependência das receitas petrolíferas.

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Timor-Leste tornou-se oficialmente o 11.º Estado-membro da ASEAN em outubro de 2025
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