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Filipe Sousa do JPP acusa MP de perseguição política

Em causa está o alegado contrato que celebrou com a sociedade Cassiano's Rent Car, Lda, em 2025, um contrato de aluguer de veículo automóvel, onde o gerente terá decidido não cobrar o montante.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

O único deputado do JPP atacou o procurador do processo: "Está a manchar o trabalho credível que todos nós queremos dos serviços do Ministério Público"
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MP indicia Filipe Sousa do JPP por recebimento indevido

Acusação acredita que Filipe Sousa aceitou não pagar o aluguer de um carro, no valor de 1.618,96 euros, "por causa das suas funções" como autarca. O deputado contesta e afirma ter saldado a dívida.

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Está em causa um crime de recebimento ou oferta indevidos de vantagem punível com pena de prisão de um a cinco anos
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Invasão da RUC. Associação Académica apresentou à Provedoria

Associação Académica de Coimbra pediu à Provedoria de Justiça "que se pronuncie sobre a gravidade dos acontecimentos, em particular sobre a entrada não autorizada nas instalações".

© Tiago Petinga/LUSA

Associação Académica de Coimbra sublinha que não se pode "normalizar nem desvalorizar uma situação desta natureza"
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DIAP de Lisboa arquiva inquérito contra Miguel Guimarães

Gestão do ex-bastonário da Ordem dos Médicos tinha sido visado numa queixa que a IGAS remeteu para o Ministério Público em agosto. DIAP de Lisboa arquivou suspeitas por falta de fundamento.

© NurPhoto via Getty Images

O atual deputado do PSD, era ainda acusado, na mesma denúncia, de ter feito "interferência político-sindical e instrumentalização da Ordem"
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MP em "rutura funcional" pede ajuda a Seguro

O SMMP reuniu com o Presidente da República para alertar para a falta de mais de 200 procuradores, que tem forçado acumulação de funções e motivado greves em 2025 e 2026.

© JOÃO PEDRO MORAIS/OBSERVADOR

A falta de magistrados no MP levou o procurador-geral da República a decidir, nos dois últimos movimentos anuais de magistrados, a acumulação de diferentes áreas funcionais por um mesmo procurador
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MP analisa suspeitas sobre plataforma de sorteio de casas

Atribuição de casas com renda acessível a jovens esteve suspensa durante três meses após auditoria externa que identificou "fragilidades" no sistema. MP está a analisar denúncia anónima.

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

A Câmara de Lisboa realizou um concurso de casas com renda acessível esta segunda-feira após três meses de paragem
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Único sobrevivente de naufrágio em Troia condenado a pena suspensa

Tribunal de Setúbal condenou hoje a quatro anos e meio de prisão, com pena suspensa por cinco anos, o único sobrevivente do naufrágio em Troia que provocou quatro mortos em 2024.

O arguido, Manuel Coelho, de 64 anos, foi condenado por quatro crimes de homicídio por negligência grosseira e ao pagamento de indemnizações aos familiares das vítimas que ultrapassam os 300 mil euros, parte das quais já terá sido paga através de um acordo com a seguradora da embarcação.

Na leitura do acórdão, segundo a publicação do Notícias ao Minuto, o tribunal considerou que o timoneiro “violou os mais elementares deveres de prudência e de cuidado” ao decidir navegar numa zona perigosa e com forte ondulação, ignorando as previsões meteorológicas que desaconselhavam a navegação na zona onde ocorreu o naufrágio, conhecida como Restinga, ao largo de Troia, no concelho de Grândola, distrito de Setúbal.

O advogado de defesa, João Santos, considerou a pena “um bocado pesada“, por entender que o naufrágio resultou de causas naturais e que o próprio arguido também foi vítima do acidente, ocorrido em 07 de abril de 2024.

“O mar é sempre um perigo, é imprevisível“, afirmou o advogado aos jornalistas, admitindo a possibilidade de recorrer da decisão depois de analisar o acórdão.

“Vamos analisar o acórdão e iremos ver depois, de facto, se iremos recorrer ou não. Mas, em princípio sim“, acrescentou, defendendo que uma pena de prisão efetiva não seria justificada.

Quanto às indemnizações, João Santos explicou que o seu constituinte será responsável apenas pelos montantes que ultrapassem o capital de 250 mil euros coberto pelo seguro da embarcação, estimando que Manuel Coelho tenha de suportar “cento e tal mil euros“.

A advogada Ângela Soares Fura, que representa familiares de duas das quatro vítimas mortais, escusou-se a comentar a suspensão da pena antes de analisar integralmente a decisão judicial, mas lembrou que nada pode trazer as vítimas de volta.

“Nenhuma decisão devolve estas vidas que se perderam e é isso que os meus constituintes lamentam“, afirmou, reconhecendo que a leitura do acórdão foi acompanhada de momentos de grande emoção entre os familiares.

A advogada acrescentou que os seus constituintes não criaram expectativas quanto à pena a aplicar, sublinhando que confiaram na justiça e que irão agora analisar o conteúdo da decisão.

Nas alegações finais, realizadas em 10 de setembro, o Ministério Público tinha pedido uma pena única não inferior a cinco anos de prisão para Manuel Coelho, sem se pronunciar sobre a eventual suspensão da execução da pena.

Durante o julgamento, segundo o Notícias ao Minuto, várias testemunhas afirmaram que o acidente ocorreu numa zona de bancos de areia, particularmente perigosa durante a maré baixa, e que as previsões de ondulação entre 2,5 e 3,5 metros desaconselhavam a navegação naquele local.

Recorde-se que o naufrágio ocorrido ao largo de Troia provocou a morte de quatro pessoas, três adultos do sexo masculino, de 21, 23 e 45 anos, e um rapaz de 11 anos, filho de uma das outras três vítimas mortais, todos da zona de Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal.

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