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Força Aérea quer C-130 a combater fogos em 2027


Mais de 56 missões, mais de 200 horas de voo e 900 descargas em 32 teatros de operações é o balanço da participação direta da Força Aérea Portuguesa no combate aos fogos rurais com os Black Hawk UH 60. No próximo ano aguarda-se a chegada de dois C-130 já equipados com kits de combate aos incêndios e poderão, já nesse ano, entrar no rol de equipamentos para combate.

O balanço foi feito durante a cerimónia de execução do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) no âmbito da aquisição das aeronaves UH-60 Black Hawk e AW119 Koala, no heliporto do Estado-Maior da Força Aérea, em Alfragide.

Este ano, a Força Aérea participou pela primeira vez, com dois Black Hawk, no combate direto aos incêndios no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), adicionando capacidade de combate permitindo o acesso a locais muitas vezes inacessíveis aos bombeiros. No âmbito do PRR, Portugal comprou um total de 13 helicópteros Black Hawk, nove para o combate a incêndios rurais e mais quatro para apoio à emergência médica.

Portugal passou a deter uma capacidade própria e permanente” no combate a incêndios, desenvolvida “praticamente de raiz”, definindo-o como “um verdadeiro projeto de Estado”, apontou o general Sérgio Pereira, Chefe de Estado Maior da Força Aérea, resultando em mais de 200 horas de voo e 56 missões da Esquadra 551 Pantera, localizada na Base 8, em Ovar.

“O dispositivo [de combate aos incêndios] deixou de estar apenas centrado na resposta ao incêndio para reforçar a capacidade de o procurar, o detetar e o combater desde os primeiros momentos. E os resultados do momento mais crítico da campanha são encorajadores”, destacou Rui Rocha.

O secretário de Estado da Proteção Civil avança com números. “Entre julho e setembro, alcançamos uma taxa de sucesso de 94% no ataque inicial, acima dos 93,1% registados em 2025. No mesmo período reduzimos em 34% as ocorrências com duração a 90 minutos, foram 264 contra 414 no ano anterior; E considerando o período de janeiro a setembro, registamos uma redução de 29 para 12 incêndios com duração superior a 24 horas”, elenca.

“Comparativamente com 2025 tivemos mais de 5,4% em número de incêndios, e mesmo assim, até ao dia de ontem, estamos com 72,4% a menos de área ardida quando comparativamente a 2025”, referiu ainda.

No próximo ano, a expectativa é que aos helis no combate aos incêndios juntem-se os C-130, já equipados com os dois kits de combate a incêndios, um investimento de cerca de 16 milhões de euros. Em 2027, as aeronaves já “estão no terreno, em treino, como aconteceu com estes helicópteros. Se houver uma possibilidade, durante o treino, acontecer um caso real, nós atuaremos”, afiançou o Chefe de Estado Maior da Força Aérea.

A estes meios deverão juntar-se, em 2029 e 2030, os bombardeiros pesados Canadair. “Está decidida, aprovada em resolução do Conselho de Ministros, com produção no Canadá a entrega das duas aeronaves com data prevista uma em 2029 e outra em 2030. Pudessem as aeronaves ser produzidas mais rapidamente, mais cedo seriam entregues, ou seja, no primeiro momento possível serão entregues”, referiu ainda Nuno Melo, ministro da Defesa.

Força Aérea a incorporar helis para emergência médica

A Força Aérea já está a incorporar os quatro novos helis adquiridos para emergência médica. “A emergência médica já acontece na Força Aérea, apenas está a alargar esta capacidade com outros meios. Para que, complementarmente, se consigam salvar mais vidas”, referiu Nuno Melo.

“Isto é uma melhoria da qualidade de serviço aos cidadãos na proteção do transporte aeromédico, com uma qualidade excelente a bordo, do qual os doentes e os feridos vão beneficiar muitíssimo pelo ambiente a bordo que é visível”, destacou o general Sérgio Pereira.

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Vodafone, Orange, Telefónica e Deutsche Telekom unidas para disponibilizar net por satélite nos telemóveis


A Deutsche Telekom, a Orange, a Telefónica e a Vodafone assinaram uma carta de intenções para estudar a possibilidade de apresentar uma proposta no futuro processo de atribuição de espetro para serviços móveis por satélite (MSS) na Europa, ou seja, serviços que ligam comunicações satélite diretamente para os dispositivos móveis (direct-to-device). A iniciativa vai ao encontro do objetivo de reforço da soberania europeia ao nível das infraestruturas críticas de conectividade.

“A iniciativa apoia a ambição da Comissão Europeia de reforçar a soberania, a segurança e a resiliência da Europa no domínio das infraestruturas críticas de conectividade. Permitirá assegurar uma governação europeia responsável das principais infraestruturas espaciais”, pode ler-se em comunicado conjunto das quatro operadoras de telecomunicações europeias.

Visa ainda garantir a “todos os operadores de redes móveis um acesso aberto e não discriminatório para disponibilizarem serviços de comunicação direta entre satélites e dispositivos (Direct-to-Device — D2D) aos seus clientes”. Os mesmos “serão prestados através de um modelo concebido para promover a concorrência, reduzir a fragmentação do mercado e alargar as opções disponíveis para os consumidores em toda a Europa”.

Nesse âmbito, os quatro operadores tencionam criar na Europa “infraestruturas essenciais para as redes terrestres, bem como funções críticas de coordenação e monitorização, sem investirem diretamente numa constelação de satélites“, refere comunicado.

A constelação será assegurada por um parceiro do setor dos satélites, ainda não selecionado.

O anúncio dos operadores de telecomunicações surge pouco mais de um mês depois de na Cimeira do Espaço, em Paris, Macron ter instado as empresas europeias do setor a avançar com uma aliança para a oferta de tecnologia direct-to-device — no continente até 2030. Uma “nova infraestrutura essencial”, defendeu

“Daqui a dez anos, quero que os europeus disponham diretamente nos seus dispositivos e a partir do espaço de uma qualidade de ligação comparável à 5G em todo o lado. E isso é possível. Poderá chegar até aos centros de dados em órbita. Se esta tecnologia for dominada e disponibilizada a um custo razoável, este mercado será enorme e a Europa tem de participar nesta corrida por razões de soberania e de oportunidades económicas. Temos, a este respeito, de lançar uma aliança europeia para a tecnologia direct-to-device“, defendeu.

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Marco Rubio nega pausa na partilha de informações dos EUA com a Ucrânia

✇ECO
By: Lusa

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, afirmou hoje que não houve “nenhuma pausa” na partilha de informações de inteligência com Kiev e instou a Ucrânia a “terminar a guerra”.

No domingo, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou que os EUA voltaram a partilhar informações com Kiev ao fim de “três dias”, agradecendo a Washington o fim do bloqueio, que dificultou a resposta da Ucrânia aos ataques russos.

Numa entrevista ao canal norte-americano NBC, Zelensky disse que a partilha de informações “esteve bloqueada durante algum tempo e, depois, foi desbloqueada pelo lado norte-americano”, referiu. “Estamos gratos por isso. Agora está a funcionar”, afirmou, acrescentando que a ausência durou “três dias, durante os ataques balísticos” de Moscovo.

“Não sei onde é que ele vai buscar tudo isto ou porque é que partilha isto com a imprensa. Deviam perguntar-lhe. Não houve qualquer pausa”, declarou o secretário de Estado norte-americano. “Onde ele se deve concentrar (…) é em acabar com a guerra”, enfatizou Marco Rubio, durante uma visita a Samarcanda, no Uzbequistão.

Os EUA e a Ucrânia viveram nos últimos dias um momento de grande tensão, com os ucranianos a denunciarem que Washington limitou a transmissão de informações de segurança, o que causou constrangimentos na utilização do sistema de satélites Starlink, propriedade do milionário Elon Musk, dono da SpaceX.

No domingo, o Presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, de “não querer pôr fim” à guerra com a Rússia.

O líder norte-americano defendeu a decisão de não aplicar novas sanções contra a Rússia, bem como o acordo entre Washington e Moscovo, anunciado dias antes, permitindo aos Estados Unidos importar petróleo russo.

Trump argumentou ainda que se assinasse neste momento a chamada Lei Graham, relativa a novas sanções contra a Rússia, faria com que Moscovo se retirasse das negociações.

O republicano associou os ataques ucranianos contra as refinarias de petróleo russas à subida dos preços dos combustíveis a nível mundial, agudizada com a guerra no Médio Oriente desencadeada com os ataques dos EUA e de Israel ao Irão. Marco Rubio reafirmou que as isenções de 60 dias visam ganhar tempo, “para ver se as discussões podem levar a algo positivo”.

Questionado a propósito de uma notícia do jornal norte-americano Wall Street Journal, segundo a qual o Presidente russo, Vladimir Putin, terá proposto a Trump e ao homólogo chinês, Xi Jinping, um encontro em novembro para discutir o fim do conflito — excluindo, portanto, a Ucrânia — o secretário de Estado foi evasivo. “Não sei se isso foi concretizado”, disse Rubio. Mas o presidente norte-americano “foi claro: deseja que a guerra entre a Ucrânia e a Rússia chegue ao fim”.

“Quanto à nossa relação [com a Ucrânia], o nosso objetivo é acabar com a guerra”, um conflito que “ninguém está a ganhar”, acrescentou Rubio, sublinhando, mais uma vez, os riscos de o conflito se espalhar pela Europa.

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Marinha com OK de 47 milhões para revisão do submarino Arpão


Guarnição do submarino ArpãoMarinha Portuguesa

A Marinha Portuguesa obteve autorização até 47 milhões de euros para realizar uma revisão com docagem do submarino NRP Arpão, entre 2026 e 2028. A operação tem financiamento da Lei de Programação Militar.

A revisão planeada do NRP Arpão — um dos dois submarinos da classe Tridente Marinha Portuguesa — é uma “intervenção obrigatória no ciclo de sustentação dos submarinos, visando assegurar a segurança, fiabilidade, disponibilidade e desempenho operacional do navio, integrando ainda ações de inspeção estrutural, verificação de integridade do casco resistente, revisão de sistemas de propulsão, energia, navegação, combate, sensores e equipamentos de segurança, bem como substituição de componentes cuja vida útil se encontra no limite do ciclo técnico definido pelo sistema de manutenção planeada”, lê-se num despacho publicado na sexta-feira no Diário da República.

Esta uma revisão “imperativa para garantir a continuidade operacional do NRP Arpão, prevenindo a degradação de sistemas essenciais, mitigando riscos de falha em operação subaquática e assegurando o cumprimento dos requisitos de segurança associados à operação de submarinos convencionais”, pode ler-se no despacho do Ministério da Defesa. “A sua não realização acarretaria riscos significativos para a integridade do navio, para a segurança da guarnição e para a capacidade da Marinha em cumprir missões de soberania, vigilância, dissuasão e cooperação internacional”, refere ainda.

Embarque no submarino ArpãoMarinha Portuguesa

Assim, a Defesa autorizou a Marinha Portuguesa a realizar despesa com a contratação da “Pequena Revisão com Docagem – PR011+D011 – do NRP Arpão, até ao montante global máximo de 47.000.000,00 EUR (quarenta e sete milhões de euros), que não inclui o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), a financiar pelas verbas da Lei de Programação Militar, com inscrição no orçamento Marinha, na capacidade ‘Submarina'”, informa.

Os encargos orçamentais não podem exceder, em cada ano económico, os montantes 14,1 milhões de euros (2026); 23,5 milhões (2027) e, 9,4 milhões em 2028. Os montantes (que não incluem IVA) fixados para os anos de 2027 e 2028, “podem ser acrescidos do saldo apurado no ano que lhes antecede”.

O NRP Arpão foi construído no estaleiro alemão Howaldtswerke-Deutsche Werft (HDW), em Kiel, com a construção a ser iniciada em 2005. Foi entregue a Marinha Portuguesa em 22 de dezembro de 2010 chegou pela primeira vez a Base Naval de Lisboa em 30 de abril de 2011.

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Seis ataques em 10 dias: drones levam a guerra do Mar Negro cada vez mais perto da NATO

Em dez dias, seis navios foram atacados no Mar Negro. Em semana e meia morreram mais marinheiros do que militares norte-americanos em toda a guerra do Irão. A atenção do mundo estava no estreito de Ormuz, mas é aqui, às portas da NATO, que navegar se tornou mais perigoso. O primeiro ataque desta série deu-se na madrugada de 6 de outubro, nota o The Guardian. A tripulação do ferry búlgaro Dioscuria ouviu uma explosão ao largo de Byala e, ao aproximar-se, encontrou um bote salva-vidas virado e coletes na água. Do Alfa Watan, o navio de carga turco atingido por

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Zelensky sugere que Trump está a tentar forçar capitulação de Kiev perante Moscovo

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By: Lusa

O Presidente da Ucrânia afirmou no domingo que “parece que” o seu homólogo norte-americano tenta forçar uma capitulação da Ucrânia perante a Rússia com medidas como o acordo para comprar gasóleo russo ou restrições à ajuda militar a Kiev.

“Penso que foram dados passos no sentido de convencer a Ucrânia a capitular. Não estou a dizer que este seja o objetivo dos nossos aliados. Não quero pensar que os nossos aliados norte-americanos possam querer pôr fim ao conflito mais cedo à custa da Ucrânia. Mas é isso que parece”, disse Volodymyr Zelensky, numa entrevista à agência de notícias Bloomberg publicada no domingo.

O Presidente ucraniano tem criticado, nos últimos dias, as limitações que o sistema de comunicação por satélite norte-americano Starlink parece ter para a sua utilização para fins militares em território russo, bem como o abrandamento dos envios de mísseis de interceção Patriot.

Na mesma entrevista, Zelensky afirmou que os Estados Unidos liderados pelo republicano Donald Trump enviam apenas 12 mísseis Patriot por mês para a Ucrânia, um quarto do que o anterior presidente, o democrata Joe Biden, enviava. “Pagámos por essas armas”, argumentou. “Parte das entregas já está autorizada, mas o resto não, e não se trata de uma questão técnica”, sublinhou.

Zelensky sugeriu a Washington que Kiev poderia deixar de atacar as refinarias russas, tal como pretendem os Estados Unidos, se acelerassem a entrega dos mísseis Patriot para proteger as infraestruturas ucranianas. “Mas eles só querem que deixemos de atacar o gasóleo e, se atacarmos, cortam-nos o acesso a alguma coisa”, afirmou o líder ucraniano.

O Presidente norte-americano defendeu no domingo a sua decisão de não aplicar novas sanções contra a Rússia, bem como o acordo entre Washington e Moscovo, anunciado dias antes, permitindo aos Estados Unidos importar petróleo russo. Trump argumentou ainda que se assinasse neste momento a chamada Lei Graham, relativa a novas sanções contra a Rússia, faria com que a Rússia se retirasse das negociações. E apontou outro argumento: “A Rússia está a fazer muito pouco para ajudar a República Islâmica do Irão comparado com o que poderia estar a fazer”. Por fim, insistiu no “grave dano” que os ataques ucranianos contra as refinarias russas estão na sua visão a causar, “também nos Estados Unidos”.

Ainda na entrevista à Bloomberg, o líder ucraniano alertou que estes são “dias perigosos antes das eleições”, referindo-se às eleições intercalares nos Estados Unidos, marcadas para 03 de novembro e nas quais os republicanos de Trump tentam manter o controlo do Congresso.

“Mas depois das eleições a vida continua e acredito que ficará mais tranquila”, afirmou.

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ADS fecha contrato de drones com Exército e tem na mira veículos terrestres não tripulados


A Autonomous Defense Systems (ADS) fechou um contrato de cerca de 134 mil euros com o Exército Português para o fornecimento de 45 drones para os batalhões de Infantaria estacionados na zona militar da Madeira e dos Açores. Depois dos drones e sistema anti-drones, a empresa de Palmela já está trabalhar na entrada num novo segmento, o dos veículos terrestres não tripulados de uso dual. Com “vocação exportadora”, a companhia tem a Ucrânia e Brasil como mercados prioritários.

A empresa foi a vencedora do concurso lançado em junho pelo Exército Português para a compra de drones para dois Batalhões de Infantaria (BI) da Zona Militar dos Açores (ZMA) e o BI da Zona Militar da Madeira (ZMM), abrindo-se assim a primeira oportunidade para a empresa, constituída em julho do ano passado, trabalhar com o ramo das Forças Armadas.

“A oportunidade surgiu por concurso público lançado pelo Exército Português, ao qual a ADS apresentou proposta e que lhe foi adjudicado. São três tipos de sistemas: 30 drones FPV táticos de 7 polegadas, nove quadricópteros de vigilância e reconhecimento (ISR) e seis drones de treino. Demos-lhes nomes de aves das Regiões Autónomas que vão servir — Fura-bardos, Açor e Garajau — e são projetados e montados com orgulho em Portugal”, adianta Nelson Bensabat, cofundador e diretor-geral da ADS, ao ECO/eRadar.

Além do Exército, temos sido consultados por outras entidades da Defesa e da Segurança nacionais e internacionais, designadamente no domínio da vigilância costeira, e acompanhamos de perto a atividade da Marinha nesta área. São processos em curso, sobre os quais não podemos, nesta fase, adiantar detalhes.

Nelson Bensabat

Cofundador e diretor-geral da ADS

“Neste momento não temos outros contratos em curso ou fechados com este ramo. Contudo, vamos continuar a trabalhar para vencer outros concursos públicos no futuro, contribuindo assim para a capacitação do Exército Português, e simultaneamente estreitar num futuro próximo a relação com este ramo, desenvolvendo parcerias orientadas para tecnologias de duplo uso”, refere o gestor quando questionado sobre eventuais novos concursos com este ramo das Forças Armadas.

Mas Bensabat admite que há processos em curso com outras entidades do setor de defesa nacionais, mas não só. “Além do Exército, temos sido consultados por outras entidades da Defesa e da Segurança nacionais e internacionais, designadamente no domínio da vigilância costeira, e acompanhamos de perto a atividade da Marinha nesta área. São processos em curso, sobre os quais não podemos, nesta fase, adiantar detalhes”, afirma.

O mercado internacional é algo que a empresa tem na sua mira. Afinal, diz, a “vocação” da ADS é exportadora. “É no mercado externo que esperamos vir a ter o maior peso da faturação. Os mercados prioritários são os países da NATO, a Ucrânia e o Brasil”, diz. “Na Ucrânia, a ADS passou o processo de verificação da agência de aquisições de defesa e integra a sua lista de parceiros verificados“, refere ainda.

Para corporizar essa vocação exportadora, a empresa está a “acompanhar concursos em vários países europeus da NATO e a preparar candidaturas a programas europeus de financiamento da Defesa, em consórcio com parceiros de outros Estados-Membros”, revela, embora sem mais detalhes.

“A ADS tem código NCAGE [NATO Commercial and Government Entity, código obrigatório para qualquer empresa que queira participar em concursos públicos, fornecer bens ou prestar serviços à NATO e às forças de defesa dos países aliados] e produtos catalogados no sistema NATO, o que facilita a entrada nesses mercados”, destaca.

Na mira: veículos autónomos terrestres de duplo uso

Desde o seu arranque, o foco da empresa tem sido os sistemas não tripulados. Mas não apenas para vigilância. “A gama vai dos quadricópteros de vigilância e reconhecimento (ISR) e dos FPV táticos, incluindo configurações de ataque, até aeronaves de asa fixa e VTOL de maior alcance e autonomia”, descreve o diretor-geral da ADS.

A companhia tem ainda soluções anti-drone, como é o caso do sistema Sentinel360 — deteção, seguimento, identificação e mitigação —, o comando e controlo e a autonomia e inteligência artificial. “Projetamos e construímos à medida dos requisitos de cada cliente e conseguimos ter um protótipo a voar em quatro a seis semanas”, refere.

Nos veículos terrestres, temos em fase de conceção, com parceiros nacionais, um veículo não tripulado de duplo uso, de classe média e propulsão elétrica, com módulos para logística, evacuação de feridos e reconhecimento.

Nelson Bensabat

Cofundador e diretor-geral da ADS

E, na sua maioria, são equipamentos para uso civil e militar. “As mesmas plataformas que servem as Forças Armadas servem também missões civis, como o combate a incêndios, a proteção civil, a agricultura, o apoio logístico e a evacuação de feridos. É uma vertente que consideramos estratégica, tanto pela dimensão do mercado civil como pelo contributo para a resiliência nacional”, justifica.

Mas a ADS não está apenas focada nos veículos autónomos aéreos. Nelson Bensabat revela quais os próximos projetos em fase de desenvolvimento. “Nos veículos terrestres, temos em fase de conceção, com parceiros nacionais, um veículo não tripulado de duplo uso, de classe média e propulsão elétrica, com módulos para logística, evacuação de feridos e reconhecimento”, adianta.

No domínio marítimo, a atuação passa, para já, por sistemas aéreos de vigilância costeira, sendo que “os veículos de superfície não estão no nosso roteiro imediato”.

Produção em Palmela

Com seis pessoas, dois sócios-gerentes e quatro técnicos — a empresa é ainda “reforçada por parceiros industriais nacionais”, tendo ainda “uma forte componente de I&D, assegurada por recursos internos e por parcerias externas, nomeadamente com a academia” —, a ADS tem a sua produção em Palmela, “em instalações de 400 metros quadrados com áreas de montagem mecânica e eletrónica, impressão 3D, soldadura e I&D, áreas logísticas de receção de matéria-prima e expedição de produto acabado, e uma área de controlo de qualidade com zona de testes finais”, descreve.

“Basta que se concretize uma parte dos pedidos em carteira para termos de expandir a capacidade produtiva, e essa expansão vai acontecer. Falta decidir se será em Palmela ou noutro ponto do país — uma hipótese real —, decisão que tomaremos até ao final do ano, com base na solução que melhor garanta um crescimento sustentado.

Nelson Bensabat

Cofundador e diretor-geral da ADS

“Recorremos ainda a parceiros industriais nacionais para estruturas e subconjuntos mecânicos. Estamos a implementar um sistema de gestão da qualidade ISO 9001, com certificação prevista para o primeiro trimestre de 2027”, acrescenta.

Mas há planos para expandir a capacidade de entrega. “Basta que se concretize uma parte dos pedidos em carteira para termos de expandir a capacidade produtiva, e essa expansão vai acontecer. Falta decidir se será em Palmela ou noutro ponto do país — uma hipótese real —, decisão que tomaremos até ao final do ano, com base na solução que melhor garanta um crescimento sustentado”, adianta Bensabat.

O responsável não adianta no entanto que valor de investimento essa expansão de área de produção poderá implicar. O montante dependerá se a expansão for em Palmela ou noutra zona do país. “É uma dor de crescimento, mas uma boa dor.”

Nelson Bensabat também não revela valores de faturação. “Tratando-se de uma empresa em início de atividade, o valor é naturalmente, ainda um valor modesto, e o contrato com o Exército representa a nossa primeira referência de dimensão relevante”, diz.

Nesta fase, “o fundamental é consolidarmos o nosso crescimento e sermos reconhecidos no mercado como um player de referência, capaz de criar, para os nossos parceiros, soluções que respondam às suas necessidades operacionais”.

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"A Europa não consegue substituir os Estados Unidos"

Madalena Meyer Resende, especialista em relações internacionais, avisa que a Europa não tem capacidade militar para substituir os Estados Unidos no apoio antiaéreo e de inteligência à Ucrânia. 

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9h. Fogo em base militar no Canadá causa mortos e feridos

Ainda não são conhecidos os números oficiais deste incidente, na província de Alberta. E ainda, centenas de manifestantes passaram a noite nas ruas de Lisboa e do Porto.

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A primeira arma desenhada por “vibe coding” disparou — à segunda tentativa

Chama-se WASP. É apresentada como a primeira arma de fogo concebida por inteligência artificial. Algures nos arredores da sede da Defense Distributed, em Austin, no Texas,  o The Verge  assistiu aos primeiros disparos da primeira arma desenhada por “vibe coding”. O resultado foi modesto: à primeira, a arma encravou; nas três tentativas seguintes, acertou o alvo em duas. Por trás do projeto está Cody Wilson, o ativista que em 2013 imprimiu a “Liberator”, a primeira pistola feita em impressora 3D. A WASP é uma pistola de calibre .22, quase toda em plástico impresso, sem número de série. O desenho tem

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Mais de 480 paraquedistas participam em exercício operacional em Tancos


Créditos: Primeiro-Cabo Pedro Dias/Exército Português.Cabo Pedro Dias/Exército Português

Depois de participar em setembro no exercício Falcon Leap nos Países Baixos com paraquedistas da Brigada de Reação Rápida, foi agora a vez de o Exército Português receber em Tancos militares neerlandeses para o exercício Apolo26. Mais de 480 militares participaram na operação aerotransportada de escalão Brigada, que envolveu cerca de 570 saltos em paraquedas e operações táticas terrestres.

Mais de quatro centenas militares portugueses e neerlandeses terminaram esta sexta-feira a sua participação no exercício Apolo26, o exercício anual da Brigada de Reação Rápida (BrigRR) do Exército Português. Nesse âmbito, foi ainda conduzida a operação Airborne Dagger 26, uma operação aerotransportada de escalão Brigada, envolvendo os três Batalhões Operacionais Paraquedistas — 1.º Batalhão de Infantaria Paraquedista (1BIPara), 2.º Batalhão de Infantaria Paraquedista (2BIPara) e Batalhão Operacional Aeroterrestre (BOAT) —, bem como 68 militares neerlandeses, contando com o apoio de aeronaves A400M de Espanha e C-130 e KC-390 da Força Aérea Portuguesa.

“Esta operação permitiu integrar o planeamento aéreo, associado à infiltração de forças por salto em paraquedas, com o planeamento e a execução de ações táticas terrestres, num cenário de elevada exigência operacional”, detalha porta-voz do Exército Português.

Créditos: Primeiro-Cabo Pedro Dias/Exército Português.Cabo Pedro Dias/Exército Português

“A participação de 68 militares paraquedistas dos Países Baixos constituiu uma importante oportunidade para aprofundar a cooperação aeroterrestre e a interoperabilidade entre forças aliadas, através da realização conjunta de saltos de abertura automática e de queda livre militar (Military Free Fall)”, destacou.

Desde o dia 12 de outubro até esta sexta-feira foram realizados “495 saltos de abertura automática, 63 saltos de queda livre militar e nove saltos em tandem, num total de 567 saltos em paraquedas. Na componente terrestre, foram executadas cinco ações táticas de escalão Pelotão, duas de escalão Companhia e uma de escalão Brigada”, detalha o porta-voz do Exército Português.

O exercício operacional permitiu consolidar a “prontidão operacional da Brigada de Reação Rápida e a capacidade do Exército Português para atuar de forma conjunta e combinada com forças aliadas”, destaca.

Veja aqui mais imagens o exercício Apolo26

  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
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Exército português no Falcon Leap

Em setembro, paraquedistas da Brigada de Intervenção Rápida participaram nos Países Baixos no Falcon Leap, um exercício multinacional de operações aerotransportadas. Liderado pelas Forças Armadas neerlandesas, sobretudo pela 11 Air Assault Brigade, o exercício reúne forças paraquedistas, aeronaves de transporte e especialistas de vários países aliados, combinando treino militar real de lançamento de pessoal e carga.

Desde 2021 que os paraquedistas portugueses da Brigada de Reação Rápida, participam neste exercício multinacional que, este ano contou com a participação de 11 países aliados e 12 aeronaves de transporte aéreo tático, com um total de 1.600 militares.

“O Exército Português participou com 52 militares paraquedistas do Batalhão Operacional Aeroterrestre do Regimento de Paraquedistas e do 2º Batalhão de Infantaria Paraquedistas do Regimento de Infantaria Nº 10, ambos da Brigada de Reação Rápida, juntamente com um vasto conjuntos de equipamentos aeroterrestres”, detalha o porta-voz do Exército Português.

No exercício executou-se o “planeamento, coordenação e execução de múltiplas missões aeroterrestres com a infiltração por intermédio de paraquedas de pessoal e cargas aérea, nomeadamente 15 Container Delivery System, 2 Platform Delivery System, 2.208 saltos em paraquedas de abertura automática”, descreve.

“220 paraquedistas dos países aliados no âmbito do cross-parachute tiveram a possibilidade de efetuar as suas infiltrações no salto de abertura automática, na aeronave portuguesa KC 390, com os procedimentos e equipamentos aeroterrestres em uso pelas Forças Armadas Portuguesas”, refere ainda.

Veja as imagens do exercício Falcon Leap:

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Zelensky avisa líderes europeus que Kiev vai precisar de mais 70 mil milhões em 2027

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By: Lusa

O Presidente da Ucrânia avisou esta sexta-feira os líderes europeus de que o país vai precisar de mais 70 mil milhões de euros em 2027 do que estava inicialmente previsto, apelando a que arranjem maneiras de os conceder.

Num discurso perante os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), na cimeira do Conselho Europeu, em Bruxelas, Volodymyr Zelensky avisou que, em 2027, a guerra “vai custar 155 mil milhões de euros”.

“E precisamos de pelo menos mais 70 mil milhões de euros vossos: para a Defesa, armamento, para a nossa resiliência. Este montante é realista e peço-vos que encontrem forma de nos conceder este apoio”, apelou.

Este apelo de Zelensky surge numa altura em que várias fontes diplomáticas indicam que a Ucrânia tem transmitido à UE que o montante do empréstimo de 90 mil milhões de euros previsto para 2027 (uma fatia de 45 mil milhões euros) não vai ser suficiente para suprir as necessidades do país para esse ano – o que Zelensky confirmou agora.

Perante os líderes europeus, Zelensky salientou que, atualmente, a Ucrânia consegue “travar a maioria dos ataques russos na linha da frente”, interromper “linhas de abastecimento russas” e “enfraquecer a economia russa” graças aos drones que produz.

“Mas poderíamos produzir duas ou três vezes mais drones, consoante o tipo. Mas, pura e simplesmente, não temos dinheiro suficiente para o fazer. É verdade. Imaginem só se pudéssemos exercer sobre a Rússia uma pressão duas ou três vezes superior à que exercemos hoje”, frisou.

O Presidente ucraniano avisou que o líder russo, Vladimir Putin, se “prepara para permanecer no poder durante muito mais tempo”, e, independentemente de quando a guerra terminar, “não deixará de constituir uma ameaça” para a UE, apelando a que o bloco europeu dos 27 também preveja verbas para Kiev no seu próximo orçamento comunitário, que cobrirá o período entre 2028 e 2034.

“A nossa força, o nosso exército e as nossas tecnologias também ajudam a garantir a segurança europeia. Estas garantias ainda não estão, tanto quanto pensamos, refletidas no vosso orçamento a partir de 2028. Levamos esta questão a sério e vamos definir exatamente de que forma as capacidades de defesa da Ucrânia devem ser integradas nesse orçamento”, indicou.

Nesta intervenção perante o Conselho Europeu, Zelensky abordou ainda as recentes tensões que tem tido com a administração norte-americana, liderada pelo Presidente Donald Trump, agradecendo a “todos os que estão a tentar manter unidos a Europa e os Estados Unidos”.

“Há tantas pessoas de bom coração na América que desejam sinceramente que o mal seja derrotado e que a Ucrânia se mantenha forte. (…) Pessoas que querem ser aliadas, não dividir nem humilhar a Europa”, referiu.

O Presidente ucraniano disse acreditar que “a maioria dos americanos continua a pensar desta forma” e, “no fim de contas, o povo americano terá uma palavra a dizer”, numa alusão às eleições intercalares (‘midterms’) nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro.

“Putin ouvirá os Estados Unidos se estes exercerem realmente uma pressão muito maior sobre ele e deixarem uma coisa bem clara: ou escolhe a paz, ou deixa de receber dinheiro para financiar a sua guerra”, referiu.

Zelensky alertou que, se as sanções à Rússia “forem aliviadas em qualquer parte da Europa”, outros “irão rapidamente aproveitar-se disso”, abordando o acordo sobre o gasóleo firmado recentemente entre os Estados Unidos e a Rússia.

“Este acordo nunca será suficiente para compensar o impacto do encerramento do Estreito de Ormuz nos mercados mundiais. Mas colocará mais dinheiro diretamente nos bolsos de Putin para financiar esta guerra. Precisamos de um 22.º pacote de sanções da UE que seja forte”, afirmou.

O Presidente ucraniano agradeceu aos europeus pelo apoio que têm dado à Ucrânia nos últimos anos, frisando que, “sem uma UE determinada e capaz de tomar decisões firmes, Putin já teria ido mais longe”.

“A UE não se desmoronou. Não recuou nem cedeu ao medo quando se tratou de defender o modo de vida europeu. E isso foi tão importante como a coragem dos ucranianos”, elogiou.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país.

Os ataques têm vindo a intensificar-se nos últimos meses em ambos os lados da frente, fazendo um número crescente de vítimas civis, e as negociações entre as duas partes estão num impasse.

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Bulgária pede caças e antidrones à NATO para o mar Negro

Os ataques no mar Negro intensificam-se "de dia para dia". O ministro da Defesa búlgaro quer meios aéreos, mísseis terra-ar e patrulhas. Resposta da NATO ainda incerta.

© VASSIL DONEV/EPA

"A falta de uma identificação definitiva sobre quem realiza os ataques não pode servir de justificação para a inação ou a falta de preparação", declarou Stoyanov
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Exército integra rede de centros de experimentação de defesa NATO DIANA


O Exército Português, através do Centro de Experimentação e Modernização Tecnológica do Exército (CEMTEx), passou a integrar a rede de Centros de Testes afiliados da NATO DIANA, acelerador de inovação de defesa e segurança da Aliança Atlântico. Integração na rede “reforça o contributo de Portugal para o desenvolvimento de soluções inovadoras ao serviço da segurança e defesa coletiva da NATO”.

O CEMTEx fechou um acordo com o NATO DIANA passando a integrar a rede de centros de teste e experimentação tecnológica da Aliança Atlântica.

“Esta integração constitui um passo relevante para o posicionamento de Portugal no ecossistema internacional de inovação para a Defesa, permitindo colocar as capacidades de experimentação do Exército ao serviço do desenvolvimento, ensaio e validação de tecnologias emergentes com aplicações civis e militares”, refere o porta-voz do Exército Português ao ECO/eRadar.

Criada em 2021, o NATO DIANA é uma iniciativa da Aliança Atlântica visando acelerar o desenvolvimento de tecnologias emergentes e disruptivas de startups ou PME no setor da defesa, ou outras entidades, aproximando as soluções criadas das necessidades operacionais das Forças Armadas. Para isso, foi criada uma rede de aceleradores e centros de testes. Este ano Portugal passou a acolher um desses aceleradores, instalado no Instituto Pedro Nunes, em Coimbra, em parceria com a idD Portugal Defence, entidade que agrega as participações do Estado português nas empresas de defesa.

Sistemas autónomos e não tripulados, a Inteligência Artificial, as comunicações seguras, a cibersegurança, as tecnologias quânticas, a energia, o espaço e a resiliência das infraestruturas críticas são algumas das áreas foco desta rede.

Portugal reforça capacidade de participar em projetos desenvolvidos no contexto NATO

O CEMTex junta-se agora ao projeto passando a integrar a rede de Centros de Testes afiliados “disponibilizando infraestruturas, conhecimento técnico especializado e ambientes de experimentação operacional”.

“Estas capacidades permitirão que empresas e entidades inovadoras selecionadas no âmbito dos programas da DIANA possam testar, avaliar, verificar e validar as suas soluções tecnológicas em condições próximas das operações militares reais”, aponta porta-voz do Exército Português.

“O objetivo é contribuir para reduzir o intervalo entre o desenvolvimento de uma tecnologia e a sua potencial aplicação operacional, permitindo identificar a sua utilidade, maturidade e adequação às necessidades concretas das forças militares”, destaca.

Ao integrar uma rede internacional de experimentação, Portugal reforça a sua capacidade de participação em projetos tecnológicos desenvolvidos no contexto da Aliança Atlântica, criando condições favoráveis à atração de iniciativas internacionais e à valorização das competências nacionais.

Porta-voz

Exército Português

Esta integração representa também uma “oportunidade para reforçar a ligação entre o Exército, a indústria, a academia e os centros de investigação”, refere o porta-voz do ramo da Armada. Com impactos positivos em todo o ecossistema tecnológico nacional.

“Ao integrar uma rede internacional de experimentação, Portugal reforça a sua capacidade de participação em projetos tecnológicos desenvolvidos no contexto da Aliança Atlântica, criando condições favoráveis à atração de iniciativas internacionais e à valorização das competências nacionais”, refere.

“Esta ligação poderá proporcionar maior visibilidade internacional ao ecossistema tecnológico português, facilitar a cooperação entre empresas e utilizadores militares e promover a transferência de conhecimento e a evolução tecnológica”, reforça.

A integração na rede constitui “um reconhecimento das capacidades nacionais de experimentação tecnológica e reforça o contributo de Portugal para o desenvolvimento de soluções inovadoras ao serviço da segurança e defesa coletiva da NATO”.

A participação do Exército na NATO DIANA enquadra-se na “estratégia de modernização tecnológica da Força Terrestre e no reforço da experimentação operacional enquanto instrumento de desenvolvimento de novas capacidades militares”, aponta o porta-voz do ramo da Armada.

“Mais do que proporcionar instalações de teste, pretende-se criar condições para aproximar os inovadores das necessidades operacionais, promovendo a avaliação de soluções em ambientes representativos da realidade militar”, refere ainda.

O ramo tem estado apostado em criar condições para a testagem em ambiente operacional de soluções que possam vir a adicionar capacidades às Forças Armadas, como é o caso do ARTEX, exercício anual que este ano testou mais de 110 soluções, de 70 entidades — entre as quais mais de 40 portuguesas — e mais de 900 participantes no Campo Militar de Santa Margarida, em Constância. O exercício decorreu, pela primeira vez, com o OPEX da Agência de Defesa Europeia.

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Bulgária pede à NATO caças e sistemas antidrones para reforçar a sua defesa

✇ECO
By: Lusa

O ministro da Defesa da Bulgária, Dimitar Stoyanov, pediu esta sexta-feira à NATO caças, sistemas de defesa aérea e sistemas antidrones para combater os ataques contra navios no mar Negro.

Numa conferência de imprensa, Stoyanov destacou que os ataques no mar Negro estão a intensificar-se de dia para dia, o que evidencia “a importância de modernizar as Forças Armadas da Bulgária e de ampliar as suas capacidades defensivas”, citado pela agência de notícias BGNES.

“Solicitamos meios aéreos, sistemas de mísseis terra-ar, sistemas antidrones e patrulhas aéreas. Em suma, toda a panóplia de recursos disponíveis”, explicou o ministro, acrescentando que os pedidos visam garantir uma “presença forte” na região afetada.

No entanto, Stoyanov salientou que ainda não se sabe que tipo de ajuda o país poderá receber, referindo que a Bulgária “tem necessidades semelhantes às dos países bálticos”.

“Espero uma resposta rápida e um reforço das nossas capacidades”, afirmou, destacando a necessidade de implementar um “plano de ação comum”.

Stoyanov declarou que “não é possível garantir a segurança absoluta no mar Negro, nem mesmo com as forças e equipamentos aliados posicionados na região”, acrescentando que “tanto a Rússia como a Ucrânia possuem tecnologia avançada e continuam a sofrer ataques com drones e mísseis”.

“Uma segurança a 100% é impossível. A Bulgária está a utilizar as suas forças e equipamentos de vigilância disponíveis”, continuou o ministro búlgaro, sublinhando que o objetivo é “reduzir os riscos ao máximo”.

Sobre a eventual autoria dos ataques que se têm vindo a registar contra os navios no mar Negro, sublinhou que “a falta de uma identificação definitiva sobre quem realiza os ataques não pode servir de justificação para a inação ou a falta de preparação”.

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G7 vai realizar exercícios de defesa contra ciberataques

Durante uma reunião com os responsáveis pelas finanças e pelos bancos centrais do G7, Satsuki Katayama expressou as preocupações do Japão relativamente à gestão dos riscos que a IA acarreta.

© FACEBOOK / HANDOUT/EPA

A Coreia do Sul também tem registado vários incidentes relacionados informações de empresas financeiras e bancos, que segundo as autoridades sul-coreanas, poderão ter sido realizados com IA
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Marinha vai abater corvetas João Roby e António Eanes


Corveta António Enes. DR: Marinha Portuguesa.

O Ministério da Defesa deu OK para o abate das corvetas NRP João Roby e NRP António Eanes, navios ao serviço da Marinha Portuguesa desde a década de 70. A decisão insere-se num processo de renovação da frota da Armada que, até ao final do próximo, aguarda a chegada do primeiro dos seis navios patrulha a serem construídos nos Estaleiros de Viana.

“O abate de navios é um processo contínuo, decorrente do ciclo de vida e do envelhecimento da esquadra. Trata-se de um procedimento comum e regular na Marinha, particularmente atendendo à idade de alguns dos navios que atualmente operamos e que, naturalmente, vão atingindo o final da sua vida operacional. Os recentes abates dos NRP João Roby e NRP António Enes inserem-se nesse processo”, refere porta-voz da Marinha Portuguesa ao ECO/eRadar.

Os meios que fazem as mesmas missões [das corvetas] são os Navios Patrulha Oceânicos. Temos quatro ao serviço e uma encomenda de seis a serem construídos em Viana. O primeiro destes seis prevê-se que chegue no final do ano que vem.

Porta-voz

Marinha Portuguesa

O NRP João Roby é uma corveta da classe Baptista de Andrade, construída em Espanha, nos estaleiros da Factoria de Cartagena, Espanha, tendo a 18 de março de 1975 se juntado aos efetivos dos navios de guerra da Marinha.

Já o NRP António Enes é uma corveta da classe João Coutinho, construída nos estaleiros Bazan em San Fernando, Cádiz, Espanha, fazendo parte da frota da Marinha desde 18 de junho de 1971.

Desde junho e março as duas corvetas estavam em situação de desarmamento estando agora reunidas as condições para o seu abate, segundo pode ler-se nos despachos da Defesa publicados esta sexta-feira em Diário da República.

Corveta João Ruby fundiado. DR: Marinha Portuguesa.

O abate das duas corvetas “será acompanhado pela entrada de novos meios”, refere porta-voz da Marinha Portuguesa.

“A construção de seis Navios de Patrulha Oceânicos nos estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo, permitirá substituir progressivamente, em muitas das suas missões, alguns dos navios que chegam ao fim da vida operacional, nomeadamente estas duas corvetas que são agora abatidas ao efetivo de navios da Armada, assegurando uma renovação gradual da esquadra”, acrescenta.

“Os meios que fazem as mesmas missões [das corvetas] são os Navios Patrulha Oceânicos. Temos quatro ao serviço e uma encomenda de seis a serem construídos em Viana. O primeiro destes seis prevê-se que chegue no final do ano que vem”, aponta o porta-voz da Armada.

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Zelensky agradece em Bruxelas a “verdadeiros líderes” que não vacilam no apoio

✇ECO
By: Lusa

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu hoje em Bruxelas, ao lado dos principais responsáveis da União Europeia, aos “verdadeiros líderes” que não vacilam no apoio a Kiev, numa crítica velada ao Presidente norte-americano. “Não é agora altura de retirar o apoio à Ucrânia. Não é agora altura de aliviar sanções à Rússia. É agora a altura de reforçar o nosso apoio e aumentar a pressão”, defendeu António Costa, presidente do Conselho Europeu. Von der Leyen adianta que está a ser preparado um novo pacote de sanções.

“Estou muito grato pelo enorme apoio que temos recebido do Conselho da União Europeia, da Comissão Europeia e dos líderes — os verdadeiros líderes — que estão ao nosso lado desde o primeiro dia desta guerra. Esse apoio é crucial e contamos com ele”, declarou Volodymyr Zelensky aos jornalistas ao lado de António Costa e de Ursula von der Leyen à chegada à cimeira do Conselho Europeu, em Bruxelas.

Numa altura em que Donald Trump tem acusado Volodymyr Zelensky de não estar disposto a negociar a paz, apelando à sua substituição, o chefe de Estado da Ucrânia salientou que tenciona “acabar com a guerra o mais rapidamente possível”.

“Mas não vemos sinais do lado russo de que estão preparados para acabar com a guerra. É por isso que temos de preparar um pacote para o inverno”, salientou Zelensky, que referiu que o apoio em termos de energia vai ser um dos principais tópicos que vai discutir hoje com os líderes europeus em Bruxelas.

No entanto, o Presidente ucraniano frisou que não tenciona apenas discutir a energia, mas também as capacidades de defesa aérea e o financiamento para cobrir as necessidades orçamentais do país em 2026 e 2027. “Temos de discutir não só 2026, mas também 2027 e agradeço ao nosso parlamento e ao nosso Governo — fizeram um excelente trabalho, incluindo debaixo de ataques massivos — para votar e aprovar reformas importantes”, saudou.

Zelensky agradeceu ainda aos líderes europeus por, na passada terça-feira, terem acordado abrir mais dois grupos de capítulos (clusters) nas negociações de adesão da Ucrânia à UE, ficando agora a faltar apenas dois. “Vamos fazer tudo para conseguir abrir os dois últimos grupos de capítulos até ao final do ano e estou seguro que vamos conseguir”, disse.

No sábado, Trump propôs às duas partes uma moratória de 60 dias sobre os ataques a refinarias e infraestruturas energéticas, uma iniciativa que tanto Moscovo como Kiev se têm acusado de não respeitar e que coincidiu com o levantamento das sanções dos Estados Unidos ao petróleo russo.

Desde então, tem crescido a pressão de Washington para que a Ucrânia suspenda os ataques contra estas instalações, a par de duras críticas de Trump a Zelensky, sob a ameaça de interrupção do fluxo de informações secretas — essenciais para deter ataques russos — e da suspensão das comunicações via Starlink, a rede de Internet da SpaceX, do empresário norte-americano Elon Musk.

Esta quinta-feira, o chefe de Estado ucraniano afirmou que a ofensiva russa em grande escala, ocorrida nos últimos dias contra o setor energético, outras instalações e o parque habitacional ucranianos, já anteriormente por ele referida, é a resposta de Moscovo “a mais uma tentativa do Presidente norte-americano para reduzir a intensidade dos ataques”.

António Costa defende ao lado de Zelenky que não é tempo de “aliviar sanções à Rússia”

Este não é o tempo para “aliviar sanções à Rússia” ou retirar o apoio à Ucrânia, numa altura de tensões entre Kiev e Washington, defendeu o presidente do Conselho Europeu.

“A nossa mensagem para o Presidente [Volodymyr] Zelensky é muito simples: o apoio à União Europeia (UE) à Ucrânia permanece tão forte como sempre. Não é agora altura de retirar o apoio à Ucrânia. Não é agora altura de aliviar sanções à Rússia. É agora a altura de reforçar o nosso apoio e aumentar a pressão”, afirmou António Costa.

Reforçar o apoio a Kiev e aumentar a pressão sobre Moscovo “é essencial para levar a Rússia a aceitar um verdadeiro cessar-fogo, a sentar-se à mesa das negociações e a pôr fim a esta guerra”.

“Este é o momento da paz, não é o momento de continuar a guerra”, defendeu António Costa, novamente numa alusão a Trump, que tem sustentado a necessidade de se acabar com a guerra o mais rapidamente possível e apelado à substituição de Volodymyr Zelensky para o efeito.

Dirigindo-se ao Presidente ucraniano, Costa garantiu-lhe que “pode contar” com a UE. “Não só para te apoiarmos durante a guerra, mas, mais importante ainda, para apoiarmos o teu futuro como membro da UE”, salientou, frisando que, ainda esta terça-feira, os Estados-membros concordaram em abrir mais dois novos grupos de capítulos (clusters) nas negociações de adesão da Ucrânia à UE.

“Temos de continuar a avançar neste processo e gostaria de felicitar-te, bem como o teu parlamento, porque, no meio de uma guerra terrível, continuam a cumprir os seus compromissos, a negociar, a aprovar medidas e a implementar reformas”, elogiou.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também garantiu a Zelensky que é “absolutamente claro” que a UE “não vai levantar quaisquer sanções enquanto a Rússia não puser fim à guerra”, acrescentando que o bloco está agora a elaborar um 22.º pacote de sanções.

Von der Leyen referiu que a UE apoia a proposta do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para um cessar-fogo energético, mas salientou que é visível que a Rússia “não o respeitou nem por um minuto”. “Pelo contrário, intensificou os ataques. Por isso, temos de aumentar a pressão sobre a Rússia”, defendeu.

A presidente da Comissão Europeia frisou ainda que os líderes vão discutir hoje com Kiev a “preparação para o inverno”. “A Rússia está a fazer tudo o que pode para destruir as infraestruturas energéticas e de abastecimento de água. Mas estamos ao vosso lado. Vamos apoiar-vos, tal como fizemos nos invernos anteriores. Vamos superar esta situação”, disse.

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Defesa vai comprar seis embarcações de fiscalização e controlo por 2,6 milhões


A Autoridade Marítima Nacional (AMN) obteve luz verde do Ministério da Defesa para a compra de seis embarcações de fiscalização e controlo das pescas, no valor de mais de 2,6 milhões de euros, a realizar entre 2027 e 2028. A aquisição é financiada a mais de metade por fundos europeus.

No âmbito das suas funções — que vão desde fiscalização e controlo das atividades da pesca, a prevenção e repressão da criminalidade, como combate ao narcotráfico, ao terrorismo e à pirataria, a prevenção e repressão da imigração clandestina e a segurança da faixa costeira e no domínio público marítimo e das fronteiras marítimas e fluviais — e para reforço da capacidade operacional da Polícia Marítima, a Autoridade Marítima Nacional foi autorizada à realização de despesa para a “aquisição de seis embarcações de fiscalização e controlo de pescas, nos anos de 2027 e 2028, até ao montante global máximo de 2.601 626,02 euros, ao qual acresce o imposto sobre o valor acrescentado (IVA) à taxa legal em vigor”, pode ler-se em Diário de República publicado esta sexta-feira.

Esta aquisição está inscrita e aprovada no Programa MAR2030, sendo financiada pelo Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos, das Pescas e da Aquicultura (FEAMPA), numa lógica reembolsável e com uma taxa de comparticipação até 70%, pode ler-se no despacho datado de 8 de outubro pelo Ministério da Defesa e publicado esta sexta-feira em Diário da República.

Os encargos orçamentais não podem exceder, em cada ano, 1,3 milhões de euros aos quais acresce o IVA à taxa legal em vigor.

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