❌

Reading view

Casal detido na Guarda por abusos sobre filha

Os factos ocorreram em 2024. A menor estava institucionalizada quando a instituição alertou a PJ para indícios de abuso sexual por parte do pai.

© chameleonseye/Getty Images/iStockphoto

Crimes ocorreram em 2024, quando a vítima tinha 13 anos
  •  

Quedas: mais de 330 mil crianças foram internadas no Brasil em 10 anos

Logo Agência Brasil

Apenas no primeiro semestre de 2026, quase 15 mil crianças com menos de 10 anos foram internadas após acidentes envolvendo quedas. Entre 2016 e 2025, esse número soma 330 mil internações – média de 33 mil casos por ano. 

Os dados constam de levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) a partir de registros do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS).

Notícias relacionadas:

Segundo a SBP, acidentes figuram entre as situações que mais exigem atenção de famílias e cuidadores, pois grande parte pode ser evitada por meio da adoção de medidas simples de segurança.

Prevenção

A orientação da entidade é investir na chamada identificação prévia de riscos que podem existir em cada ambiente onde a criança brinca, estuda e até mesmo circula. Nesse sentido, é preciso considerar as diferentes fases do desenvolvimento, com a adoção de cuidados adequados à idade e à capacidade da criança.

Veja as recomendações de prevenção da SBP para cada idade:

  • até 1 ano: nunca deixar o bebê sozinho em locais altos, como cama, trocador, sofá ou cadeira. Preferir que brinque no chão, em ambiente protegido. Quando estiver aprendendo a sentar, manter supervisão próxima e usar proteção adequada para evitar quedas para trás. Ao carregar o bebê em escadas, apoiar-se no corrimão e evitar pisos molhados ou escorregadios. Não deixar o bebê sob os cuidados de outra criança;
     
  • 1 a 4 anos: instalar telas em janelas, sacadas e vãos desprotegidos e manter móveis e objetos longe desses locais. Evitar brincadeiras em superfícies molhadas ou escorregadias, principalmente em banheiros e áreas próximas a piscinas. Ao usar triciclos, patinetes ou skates, escolher equipamentos adequados à idade e ao peso, usar equipamentos de proteção e optar por locais seguros, nunca vias públicas. Redobrar a atenção com beliches e nunca deixar a criança sem supervisão de um adulto;
     
  • 5 a 9 anos: supervisionar brincadeiras em locais de maior risco, como árvores, muros, lajes e parques. Bicicletas, patinetes, skates e outros brinquedos de locomoção devem ser usados sempre com equipamentos de proteção, como capacete, joelheiras, cotoveleiras e tornozeleiras. Evitar o uso de celular e outras telas enquanto a criança estiver caminhando, brincando ou em movimento, especialmente em vias públicas, pois a distração aumenta o risco de acidentes.

Atenção redobrada

Os dados mostram que, entre 2016 e 2025, as quedas foram mais frequentes na faixa etária de 5 a 9 anos (193,8 mil casos). Nessa fase, segundo a SBP, as crianças começam a se movimentar mais, como correr, brincar em parques, usar brinquedos e praticar esportes, apesar de ainda estarem desenvolvendo habilidades de equilíbrio e coordenação motora.

Entre crianças de 1 a 4 anos, foram 110,1 mil hospitalizações. Entre menores de 1 ano, foram registrados 26,7 mil casos. Nessa faixa etária, a entidade destaca acidentes envolvendo quedas de leitos, que somaram 3,7 mil episódios.

Internações por estado

São Paulo lidera o ranking de internações por quedas entre crianças com menos de 10 anos: 71,7 mil notificações, de 2016 a 2025. Na sequência, aparece Minas Gerais, com 33,4 mil notificações. O estado da Bahia vem em seguida, com 27,2 mil episódios registrados.

Outras unidades da Federação que também apresentaram números elevados são:

  1. Paraná (25,7 mil);
  2. Ceará (20,3 mil);
  3. Santa Catarina (16,9 mil);
  4. Rio Grande do Sul (16,6 mil);
  5. Rio de Janeiro (14,3 mil);
  6. Pará (14,2 mil).
  •  

Pediatras alertam para riscos de brinquedos com IA

Logo Agência Brasil

Brinquedos que conversam com a criança, que são capazes de memorizar o que ela gosta e que até mesmo respondem com palavras de carinho e empatia fazem parte da realidade de boa parte das famílias no Brasil e no mundo e exigem olhar atento por parte de pais e responsáveis.

Diante do avanço da inteligência artificial (IA) e de sua aplicação em produtos lúdicos, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou um alerta sobre como escolher e acompanhar os efeitos da aplicação desse tipo de tecnologia junto a crianças e adolescentes.

Notícias relacionadas:

Em nota, a entidade destacou que o objetivo do alerta é reduzir os riscos de exposição indevida. Segundo o documento, sistemas de IA generativa, por exemplo, reconhecem voz e imagem, recordam informações, adaptam respostas e mantêm conversas que não são inteiramente pré-programadas.

A SBP considera o tema urgente. 

“Em setembro de 2026, ganhou repercussão o anúncio do Muse Charm, dispositivo portátil da Meta comparado pela imprensa a um Tamagotchi com IA. Embora não seja um brinquedo para crianças, ele ilustra como agentes de IA passam a ocupar formas físicas, portáteis e personalizadas”, avaliou.

Emoções

O alerta chama a atenção para o fato de que a IA, apesar de usar linguagem afetiva ou empática, não é uma pessoa, e reforça que um brinquedo, uma vez conectado, pode ter microfone, câmera e acesso integral à internet, além de fazer coleta de dados e oferecer mecanismos de personalização e de engajamento.

Segundo a SBP, uma revisão publicada na revista Pediatrics destaca o risco de crianças desenvolverem percepções equivocadas da IA como amiga ou cuidadora a partir do contato com esse tipo de brinquedo.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), por sua vez, alertou para os chamados AI companions [companheiros de IA, na tradução literal]: brinquedos ou produtos que estimulam conversas em relacionamentos ao serem usados por crianças e adolescentes.

“Apesar da aparência inofensiva, são sistemas de IA que podem obter informações e causar prejuízos à saúde e dependência ao produto”, destacou a entidade.

Para a SBP, a pergunta não deve ser apenas o que o brinquedo faz, mas também como funciona, quais informações coleta, para que esses dados são utilizados e se ele incorpora mecanismos adequados de proteção à criança e ao adolescente.

Recomendações

No alerta, a entidade recomenda cautela na oferta de brinquedos com IA, sobretudo os que utilizam IA generativa, mantêm conversas abertas, coletam dados pessoais e simulam amizade, cuidado ou apoio emocional.

“Quando essas funcionalidades não trazem benefício claro, ou quando o funcionamento e os mecanismos de proteção carecem de transparência, a orientação é priorizar produtos e brinquedos sem esses recursos”, alerta.

Outra preocupação dos pediatras é compreender os efeitos à saúde mental e comportamental de longo prazo dessas novas formas de interação, ainda não suficientemente mapeadas. 

“A incerteza científica não significa ausência de riscos e reforça a necessidade de proteção adequada à infância e à adolescência”, avalia.

O alerta propõe perguntas-chave para as famílias refletirem antes de comprar um desses produtos:

  • 1. O que essa tecnologia acrescenta à brincadeira?
  • 2. A criança participa ativamente ou o brinquedo faz quase tudo por ela?
  • 3. Como o produto funciona (se usa IA generativa e se possui câmera, microfone ou conexão com a internet)?
  • 4. A indicação etária e a supervisão parental estão claras?
  • 5. O que acontece com os dados da criança e do adolescente?
  • 6. O uso do brinquedo com IA expõe a criança a ações de perfilamento, publicidade, compras ou assinaturas associadas?
  • 7. Como a interação é apresentada: o produto simula amizade, afeto, cuidado ou apoio emocional?
  • 8. A criança entenderá, conforme a idade, que está interagindo com uma IA e não com uma pessoa?
  • 9. Qual lugar essa experiência ocupa na rotina, em relação ao sono, ao movimento, à brincadeira livre, à leitura, ao contato com a natureza e à convivência familiar?

A SBP destaca que informações essenciais devem estar acessíveis, incluindo se o produto possui câmera ou microfone; se precisa de internet; quais dados registra e para quê; onde são armazenados; se são compartilhados com terceiros; se é possível apagá-los; e quais recursos vêm ativados por padrão.

“Se não estiverem acessíveis, a recomendação é não comprar e optar por outro produto ou brinquedo.”

Fabricantes

Outro ponto importante citado no documento é que fornecedores e empresas são obrigados a informar pais, responsáveis, crianças e adolescentes, independentemente da compra ter sido efetuada, sobre riscos e medidas de segurança, incluindo privacidade e proteção de dados.

Diante de coleta de dados não informada, conteúdo inadequado, falhas de segurança ou dificuldade de exercer seus direitos, a SBP orienta que as famílias podem:

  • pedir ao fornecedor informações, correção ou eliminação dos dados da criança;
  • desistir, em até sete dias do recebimento de compras feitas fora de estabelecimento comercial;
  • utilizar canais de notificação do fornecedor;
  • reclamar no Procon, no consumidor.gov.br e na Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
  •  

Bem-vindas, “mães beta”; dêem espaço aos filhos

Espécie de resposta ao método “helicóptero”. Porque a maternidade não tem de ser controladora – e não é perfeita. Primeiro, a distinção. O método “helicóptero” na educação lá em casa é quando os pais controlam muito os filhos, estão sempre “em cima” deles. Não dão autonomia. É um estilo de parentalidade e acompanhamento caracterizado pela superproteção e pelo controlo excessivo. Os pais estão sempre a “sobrevoar” a vida dos filhos, monitorizando cada passo. Agora, as “mães beta”. É uma resposta, em jeito de contraste, ao método anterior: defende que os filhos precisam de espaço para experimentar, cometer erros e ganhar

  •  

EUA como Irão, Arábia Saudita, Coreia do Norte. O que ver uma execução faz a uma criança

Transmissão pública de execução nos EUA cancelada por Trump preocupou especialistas. O perigo vai além da transmissão em direto da execução de Nidal Hasan, marcada para 3 de dezembro. A possibilidade de transmissão em direto da execução de Nidal Malik Hasan, marcada para 3 de dezembro, em Fort Hood, nos Estados Unidos, suscitou preocupações quanto ao impacto psicológico que as imagens poderiam ter nas crianças e nos adolescentes. O secretário da Defesa Pete Hegseth tinha indicado que a execução militar, por fuzilamento, seria transmitida em direto, por iniciativa do Pentágono, após autorização do presidente Donald Trump. Hasan, antigo psiquiatra do

  •  

Cantinas escolares cortam nos doces. E adeus nuggets, rissóis

Doces uma vez por mês, carnes vermelhas no máximo quatro. Adeus salgadinhos, nuggets e delícias do mar. E a sobremesa passa a ser fruta fresca. Eis as novas orientações do Ministério da Educação. Os refeitórios escolares devem proibir produtos ultraprocessados como nuggets ou delícias do mar e servir apenas uma sobremesa doce por mês, segundo as “Orientações para Refeições e Refeitórios Escolares de 2026” divulgadas esta sexta-feira. Os serviços do Ministério da Educação divulgaram as novas diretrizes para que as escolas ofereçam refeições mais próximas da dieta mediterrânica: menos carne vermelha e ultraprocessados por um lado e mais peixe, mais

  •  

Caso raro: cancro passou de uma gémea para a outra durante a gravidez

O caso envolve duas irmãs, Amelia e Amaya, que nasceram prematuramente após os médicos detetarem uma massa na face de uma das bebés. Um novo estudo demonstrou que um tumor maligno pode passar de uma gémea para a outra ainda durante a gravidez. Esta análise permitiu reconstruir a origem e a propagação de um sarcoma raro em duas gémeas monozigóticas, através da análise genética de amostras de tumores, tecidos saudáveis e placenta. O caso envolve duas irmãs, Amelia e Amaya, que nasceram prematuramente após os médicos detetarem, através de uma ressonância magnética fetal realizada às 33 semanas de gravidez, uma

  •  

Mais de 340 crianças mortas em Gaza desde cessar-fogo

A UNICEF denunciou que 800 mil crianças continuam deslocadas e que 60 mil perderam um ou ambos os pais no contexto de guerra. A organização pede que entre em Gaza toda a ajuda de forma contínua.

© MOHAMMED SABER/EPA

Mais de 560 mil crianças palestinianas voltaram a ter acesso à educação em Gaza, muitos apoiados por centros de aprendizagem mantidos pela UNICEF
  •  

Mortes de crianças com menos de um ano aumentaram 7,7%

Nos primeiros nove meses do ano ocorreram 195 óbitos de crianças com menos de um ano. Neste período, ocorreram 89.781 óbitos no país, menos 1.023 do que no período homólogo de 2025.

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Em agosto de 2026, registaram-se 7.267 nados-vivos (incluindo 39 de mães residentes no estrangeiro), correspondendo a um decréscimo de 4,8% (menos 367) em relação a julho de 2026
  •  

“Mãe, não quero ser mãe. O mundo está horrível”

Revelação de Cláudia Semedo – que teve Carteira Profissional de Jornalista mas precisou de deixar de ver telejornais. Cláudia Semedo é uma das caras muito conhecidas no panorama da comunicação em Portugal. Apresentadora, actriz, radialista, uma comunicadora. Que também já foi jornalista. Aliás teve que ter a Carteira Profissional de Jornalista para apresentar o programa Nós, na RTP. Mais tarde, por motivos profissionais, por incompatibilidade, entregou a Carteira. E hoje até se afasta do jornalismo, pelo menos do jornalismo televisivo. Por opção: “Estou muito atenta ao mundo mas faço um filtro gigantesco”. Sem orgulho, deixou de ver telejornais. “Porque precisei”.

  •  

Saúde aprova protocolo para tratar crianças com hemofilia A

Logo Agência Brasil

O Ministério da Saúde aprovou protocolo para uso do medicamento emicizumabe no tratamento de crianças até 6 anos com hemofilia A que não apresentam inibidores do fator VIII da coagulação sanguínea.

A medida consta de portaria publicada na edição desta quinta-feira (15) do Diário Oficial da União.

Notícias relacionadas:

O documento estabelece critérios de diagnóstico, inclusão e exclusão de pacientes, além das condições de tratamento e dos mecanismos de regulação, controle e avaliação.

O protocolo tem abrangência nacional e deverá ser usado pelas secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios para regular o acesso ao tratamento.

Benefícios

O tratamento é considerado menos invasivo. Ao contrário da terapia tradicional com fator VIII, que exige infusões nas veias, o emicizumabe é aplicado por via subcutânea, de forma menos invasiva.

O tratamento, de acordo com o ministério, diminuiria também a frequência dos sangramentos. 

Informação 

De acordo com a portaria, o paciente ou o responsável legal deverá ser informado sobre os potenciais riscos, efeitos colaterais e eventos adversos relacionados ao uso do emicizumabe.

O protocolo completo ficará disponível no site do Ministério da Saúde, na área destinada aos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT).

Atendimento

Os gestores estaduais, distrital e municipais do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão organizar a rede assistencial, definir os serviços de referência e estabelecer os fluxos necessários para o atendimento dos pacientes em todas as etapas previstas pelo protocolo.

  •  

Psicólogo julgado por abusar de doente de 15 anos

Mais de 60 crimes de abuso sexual e 16 de pornografia de menores estão na base do julgamento de um psicólogo de Alenquer. O arguido de 46 anos planeou todo o processo para obter confiança da vítima.

© Getty Images

A vítima começou a ser acompanhada pelo arguido no final de 2021, quando tinha 15 anos e frequentava o 10.º ano de escolaridade
  •  

Mais de 350 “casamentos infantis” em Baden-Württemberg; uma noiva tinha 11 anos

Estado na Alemanha registou 358 casamentos envolvendo menores desde 2012. Falta de dados dificulta avaliação do problema. Os resultados dizem respeito exclusivamente a Baden-Württemberg, um estado com cerca de 11,2 milhões de habitantes; não permitem determinar a dimensão nacional do problema na Alemanha. As autoridades do estado alemão registaram 358 casamentos envolvendo menores desde 2012, mas apenas oito foram anulados por decisão judicial definitiva. Os restantes 350 processos foram encerrados por outras razões, suscitando dúvidas sobre o destino das vítimas e a eficácia dos mecanismos de proteção existentes. Os dados foram divulgados numa resposta do Governo regional a um pedido

  •  

4.400 mortes de crianças migrantes: número é maior, diz ONU

Organizações dizem que mortes de crianças nas rotas migratórias podem não estar a ser notificadas e ser registadas erradamente como mortes de adultos. Em onze anos morreram 4.400 menores.

© SHAHZAIB AKBER/EPA

As crianças são frequentemente negligenciadas nestas estatísticas, denunciam a OIM e outras organizações agrupadas na Aliança Internacional de Dados sobre Crianças em Movimento (IDAC)
  •  

CPCJ de Albufeira promove peddy paper sobre direitos e segurança das crianças

A iniciativa reuniu 24 participantes, dos dois aos 52 anos, no Parque Lúdico. Oito equipas resolveram desafios sobre proteção das crianças e relações familiares.

O conteúdo CPCJ de Albufeira promove peddy paper sobre direitos e segurança das crianças aparece primeiro em Barlavento.

  •  
❌