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Corte amplo de gastos públicos afetaria área social, dizem economistas

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Um corte de gastos públicos no Brasil de grandes proporções que preserve os programas sociais e os reajustes do salário mínimo, pensões e aposentadorias é inviável, calculam economistas ouvidos pela Agência Brasil.

O professor Pedro Paulo Zahluth Bastos, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), afirmou que cortes expressivos, como os de cerca de R$ 200 bilhões discutidos durante a campanha presidencial, tendem a alcançar as áreas sociais.

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“Cerca de 90% do gasto primário federal é obrigatório: Previdência, BPC [Benefício de Prestação Continuada], pessoal, pisos de saúde e educação, Bolsa Família. O que sobra, as despesas discricionárias, soma pouco mais de R$ 200 bilhões”, disse.

Bastos acrescenta que, dentro das despesas discricionárias, que são aquelas que podem ser usadas livremente pelo governo, estão os investimentos, além dos custeios de universidades, de hospitais federais e da Polícia Federal (PF).

“Um corte de R$ 200 bilhões que preserve os benefícios sociais zera o resto. Se não zera, entra nos benefícios. Não há terceira opção”, concluiu o economista.

A professora de economia Maria Lourdes Mollo, da Universidade de Brasília (UnB), explicou que não é possível fazer cortes substanciais no orçamento público sem afetar a área social.

“Não apenas em função das políticas sociais especificamente, que serão comprometidas, mas porque os gastos públicos têm um efeito multiplicador na renda e no emprego que é perdido”, disse.

A professora sustenta que as despesas públicas contribuem para estimular a economia e que, com as altas taxas de juros praticadas no Brasil, os cortes de gastos tendem a causar retração na economia como um todo.

“Além disso, como a arrecadação cai com o produto, o que será destinado para educação e saúde, que é uma proporção da receita, cai também”, acrescentou.

Após defender um “tesouraço” inspirado no governo de Javier Milei, que fez cortes em áreas como saúde, educação e alimentação na Argentina, o candidato Flávio Bolsonaro tem sustentado que não pretende reduzir programas e benefícios sociais caso seja eleito.

Na equipe de Lula, o discurso é de que o ajuste fiscal será necessário em um eventual quarto mandato, mas que ele seria gradual e ao longo dos quatro anos.

Em entrevista exclusiva à Folha de São Paulo, o ministro do planejamento, Bruno Moretti, projeta sair de um déficit das contas públicas de 0,5% do PIB neste ano para um superávit de 1,5% em 2030. 

“Nós estamos falando de desacelerar despesas obrigatórias, compatibilizar o direito das pessoas com o processo de manter as contas públicas em ordem", afirmou Moretti.

Corte de 1,5% do PIB

Em agosto deste ano em entrevista à Globo News, a coordenadora da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que o plano prevê mudanças nas regras fiscais para controlar a dívida pública, o que inclui um ajuste de 1,5% do Produto Interno Bruto, algo em torno de R$ 190 bilhões, considerado o PIB de 2025.

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva aponta que o “tesouraço” de Flávio deve prejudicar os aposentados e pensionistas do INSS e os beneficiários dos programas sociais, o que é negado pelo senador fluminense.

“Eu não vou fazer economia em cima de quem precisa, das pessoas mais carentes desse Brasil”, reforçou o presidenciável do PL.

Supersalários e desperdícios

Nos últimos dias, a campanha de Flávio tem defendido que os cortes seriam limitados aos supostos privilégios do funcionalismo público, como os supersalários, entre outras despesas na máquina pública. Ele também defende aumentar as ações de combate às fraudes.

O professor Pedro Paulo destaca que essas despesas somam alguns bilhões, não centenas de bilhões.

“Supersalários e penduricalhos acima do teto são um problema de justiça, não de orçamento. Extinguir dez ministérios economiza o custo administrativo, que é pequeno; o dinheiro está nos programas que os ministérios executam”, comentou.

Ainda segundo o especialista, combater fraudes no INSS pode render recursos uma vez, mas não o ano todo. “Nenhum governo cortou R$ 200 bilhões em desperdício. Quem cortou, cortou da população”, completou.

Para o economista da Unicamp, a única forma de chegar a cortes de 1,5% a 2% do PIB é por meio de cortes em despesas obrigatórias ou mudanças nos cálculos dos reajustes dos benefícios atuais.

“Ninguém perde o benefício de hoje, perde o reajuste de amanhã. O aposentado que ganha um salário mínimo deixa de ter o ganho real que teve todos os anos desde 2023. Em dez anos, isso é uma reforma da Previdência feita sem votar reforma da Previdência”, pontuou.

Juros pressionam a dívida 

O corte de gastos públicos é uma das principais exigências do mercado financeiro para os governos e candidatos sob o argumento de que as despesas pressionam a dívida pública e colocariam em risco a sustentabilidade das contas do Estado brasileiro.

O professor da Unicamp Pedro Paulo Bastos destaca que o principal fator que pressiona o déficit público são os juros, que vêm consumindo cerca de R$ 1 trilhão ao ano. O Brasil alcançou, em setembro, as maiores taxas reais de juros do mundo, segundo a consultoria Moneyou.  

“O setor público tem déficit de 0,6% do PIB. Os juros custam 8,9% do PIB. Cortar 1,5% do PIB de quem recebe aposentadoria e Bolsa Família, enquanto se paga 8,9% do PIB a quem tem título público, não é ajuste. É escolha de quem paga”, comentou.

Arcabouço fiscal

Ainda no início do atual governo Lula, foi aprovado o Novo Arcabouço Fiscal, que limitou o crescimento das despesas em relação ao PIB de acordo com o crescimento da receita.

O candidato à reeleição tem prometido manter esse arcabouço que, segundo o plano de governo de Lula, “controlou o crescimento das despesas sem prejudicar as políticas sociais e permitiu uma redução significativa do déficit primário”.

O candidato do PT tem defendido que o resultado fiscal virá pela “retomada do crescimento econômico, do controle do aumento do gasto primário, investindo na melhoria da eficiência e da qualidade do gasto público”.

A campanha de Flávio tem defendido mudanças no atual arcabouço fiscal focadas na “estabilização e na redução da dívida pública” para entregar superávits primários e limitando o crédito subsidiado.

“A meta é alcançar, no menor prazo possível, a estabilidade e depois a queda da relação Dívida/PIB”, diz o documento oficial da campanha do PL.

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Em Israel, conferência da extrema direita exalta Flávio Bolsonaro

Nos dias 06, 07 e 08 de outubro, a cidade de Jerusalém sediou a “National Conservatism Conference”, ou “NatCon” (algo como Conferência sobre Conservadorismo Nacional), evento que reúne algumas vezes ao ano políticos conservadores nacionalistas de extrema direita da Europa, Estados Unidos, Israel, Reino Unido e, algumas vezes, da América Latina.

Mas digamos que nossa região não é tão importante para eles, a não ser quando se fala contra a imigração de “países pobres” – nestes casos, os discursos nos colocam como quintal dos Estados Unidos, ou interessam a alianças que podem servir às suas causas. Sei disso porque já participei de outra NatCon em Bruxelas em 2024 e tenho me infiltrado nesses eventos transnacionais da extrema direita europeia desde 2022.

A NatCon é financiada pela Fundação estadunidense Edmund Burke, que tem entre seus principais doadores a Heritage Foundation. A Heritage Foundation, por sua vez, é uma das principais geradoras de diretrizes políticas para a atual administração Trump. Seu presidente, Kevin Roberts, descreve explicitamente a missão moderna da Heritage Foundation como a de “institucionalizar o Trumpismo” em uma entrevista para o New York Times. Roberts foi um dos palestrantes da conferência em Jerusalém. E a Heritage está de olho no Brasil: em março deste ano, Paulo Figueiredo e Alexandre Ramagem participaram de um evento da fundação em Miami, como revelou a Pública.

Eu estava lá nesta edição da NatCon, que reuniu políticos israelenses de extrema-direita, figuras europeias que enfrentaram medidas disciplinares por suposto antissemitismo e figuras nacionalistas cristãs e de extrema-direita dos Estados Unidos, como bem definiu o jornal britânico The Guardian. 

O foco principal estava no apoio às políticas e medidas de Benjamin Netanyahu contra os palestinos, a defesa do Estado de Israel, da conquista de territórios na Cisjordânia e na celebração e endosso de ações dos colonos israelenses que agem como uma milícia na região, cometendo todo tipo de barbaridades, como contei um pouco na minha última coluna. Também foram defendidas ações “anti-terrorismo” e anti-imigração na Europa e Estados Unidos e o combate ao que foi chamado de “red green alliance” (aliança verde e vermelha), que é como a extrema direita tem se referido à parte da esquerda progressista que protesta contra o genocídio do povo palestino. Uma das principais referências dessa aliança seria, na visão destes radicais, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Alguns palestrantes também atacaram ferrenhamente a comunidade LGBTQIA+, sobretudo as pessoas trans, e falaram da importância de criar grandes famílias, ter muitos filhos, mas sem se misturar com pessoas de diferentes culturas.

Um dos discursos mais violentos veio de Sebastian Gorka, subchefe de gabinete do presidente e diretor sênior de contraterrorismo no Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, que participou ao vivo e online da Casa Branca. Gorka é um dos aliados de Eduardo Bolsonaro nos EUA, a quem foi apresentado por Steve Bannon.

Ele defendeu que existe hoje uma nova religião: “a religião da esquerda”.

“Seja ela preenchida por ambientalistas adoradores de Gaia como Greta Thunberg, seja pelo altar do DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão, em inglês)”, disse. Seu discurso misturou a Irmandade Muçulmana com marxismo, se estendeu para ligações entre o Hamas, e a “mã do Irã”. “A Aliança Vermelho-Verde é real. Os islamistas trabalhando com os marxistas é real”. E finalizou parafraseando Trump: “Se você planeja machucar americanos ou matar inocentes, nós vamos encontrar você e nós vamos matar você”.

Foi neste clima de Conferência que o nome de Flávio Bolsonaro foi citado e aplaudido pelos presentes – cerca de 300 pessoas.

O europarlamentar Harald Vilimsky, que lidera a delegação do Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ) no Parlamento Europeu e atua como vice-presidente do grupo “Patriotas pela Europa”, foi quem levantou a bola:

“Quero que a Europa fique ombro a ombro com Israel, com aqueles que, em termos de fé, são nossos irmãos mais velhos. Quero a parte conservadora dos Estados Unidos em nosso campo, não os Republicanos apenas no nome, mas os verdadeiros conservadores. Isso é algo que realmente poderia ser um divisor de águas no desenvolvimento internacional. Quero a Argentina com o presidente Javier Milei em nossas fileiras. Quero o Chile com o Presidente José Antonio Kast ao nosso lado. Quero Flávio Bolsonaro no Brasil.”

Foi quando a plateia explodiu em aplausos. Ele completou: “Brasil, Japão e tantos outros países apenas para se juntar a uma ideia, algo como ‘patriotas globais’. Um grupo forte, uma rede poderosa, uma força enorme pelo conservadorismo”.

O evento foi tratado como estratégico pelo governo de Netanyahu. Bezalel Smotrich, ministro das Finanças, autoproclamado “fascista homofóbico” e extremista sancionado internacionalmente, esteve presente.

Também marcou presença o rabino Shmuel Eliyahu, que em 2023 pediu o lançamento de uma bomba atômica sobre Gaza e que já havia sido intimado a responder a um processo disciplinar por incitação racista contra os palestinos. Da Europa, estiveram presentes o ex-chefe da agência de inteligência interna da Alemanha Hans-Georg Maaßen, para quem Angela Merkel “abrir as portas” do país para imigração em massa e Balázs Orbán, deputado do Parlamento húngaro e ex-diretor político do primeiro-ministro Viktor Orbán.

Essa foi uma das conferências mais violentas que já cobri. Os afetos movimentados nesses três dias foram o ódio, o ressentimento, o nacionalismo extremo, a xenofobia, o orgulho da crueldade. E são essas pessoas, que movem esses afetos, que querem estar “ombro a ombro”, “nas mesmas fileiras” com Flávio Bolsonaro. E você? De que lado quer o presidente do Brasil?

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Seedance 2.5 e criação com IA para anúncios de produto com menos etapas

Uma pequena loja pode ter boas fotos de catálogo e, ainda assim, adiar uma campanha em vídeo. Mostrar o produto em outro ambiente costuma envolver preparar um cenário, acertar a iluminação, filmar movimentos e organizar os materiais. Quando a coleção muda com frequência, repetir essa produção para cada divulgação exige tempo e orçamento.

O Seedance 2.5 oferece uma alternativa interessante para esse tipo de campanha: usar fotos e outras referências que o negócio já possui para gerar cenas de produto. A peça pode ganhar movimento, entrar em um contexto de uso e receber uma apresentação visual pensada para o anúncio.

Para quem procura transformar esse acervo em conteúdo comercial, o gerador de vídeos com IA Seedance 3.0 AI Video Generator reúne criação por referências e recursos de edição. A plataforma também oferece criação de imagens e de música, ampliando os materiais que a loja pode preparar para uma campanha. A escolha faz sentido por aproveitar o acervo existente, buscar uma aparência próxima da filmagem e orientar o resultado com referências concretas. Isso dá ao pequeno negócio mais opções para divulgar o mesmo produto sem organizar uma nova captação para cada ideia de cena.

Um conjunto de materiais em uma mesma geração

O modelo Seedance 2.5 admite até 50 referências multimodais em uma geração, distribuídas em até 30 imagens, 10 vídeos e 10 arquivos de áudio. Essa capacidade permite apresentar o produto por vários ângulos e reunir, no mesmo pedido, o ambiente, a linguagem de câmera e a direção sonora da campanha.

O ganho está no papel que cada material assume. Uma foto frontal informa o desenho da peça; imagens de detalhe mostram sua superfície; uma referência de ambiente orienta a luz e o espaço. Um vídeo pode fornecer o movimento de câmera, enquanto um áudio de referência ajuda a comunicar a atmosfera desejada. O prompt conecta essas informações e explica o que deve ser aproveitado de cada arquivo.

ReferênciaValor para a apresentação do produto
Fotos do catálogo e dos detalhesFornecem uma base visual específica para aparência, proporções e acabamento
Imagens do ambiente e da identidade visualOrientam cenário, iluminação e estilo da campanha
Vídeos e áudios de referênciaAjudam a definir movimento, ritmo e direção sonora

Para uma loja, reunir esses materiais é uma forma de aproveitar melhor um acervo que já custou trabalho para produzir. Fotografias feitas para o catálogo passam a orientar também os vídeos. Quando o negócio dispõe de referências próprias de cenário e movimento, pode diminuir a necessidade de buscar ou comprar novos materiais para cada proposta visual.

Imagens e música para acompanhar o vídeo

Uma campanha de produto também precisa de uma imagem de destaque e de uma direção sonora. Na mesma plataforma, o gerador de imagens com IA permite criar composições a partir de texto e referências, além de editar imagens existentes. Para uma loja de cerâmica, isso pode servir à criação de um fundo para a campanha, de uma imagem para o post ou de uma proposta visual que depois orientará o vídeo. As fotos do produto continuam como base para sua aparência, enquanto o novo material explora o ambiente e a apresentação.

O gerador de música com IA oferece outro tipo de criação: faixas orientadas por uma descrição de gênero, clima, instrumentos e estilo. Uma campanha de café pode buscar uma atmosfera leve com piano e violão; uma apresentação de coleção pode pedir um ritmo mais marcado. A proposta sonora nasce da identidade do anúncio, em vez de partir de uma faixa escolhida apenas porque estava disponível.

São recursos diferentes dentro da plataforma. O Seedance 2.5 é o modelo voltado à geração de vídeo; a criação de imagens e a geração independente de música têm entradas próprias. A loja pode, portanto, desenvolver uma imagem de campanha, uma cena em movimento e uma proposta musical no mesmo serviço, usando a ferramenta adequada a cada material.

Essa oferta amplia o aproveitamento de uma mesma ideia comercial. Uma coleção pode ganhar a imagem de abertura de um post, o vídeo de apresentação e uma trilha com a atmosfera desejada. A conveniência está em concentrar essas possibilidades de criação em um ambiente, sem confundir as funções de cada gerador.

Realismo que valoriza o acabamento

Em um vídeo de produto, a sensação de realidade aparece em detalhes reconhecíveis: a textura de uma cerâmica, o reflexo no vidro, a luz sobre um tecido e a maneira como o objeto ocupa a cena. Esses elementos ajudam o público a entender visualmente o que está sendo apresentado.

O Seedance 2.5 tem melhorias descritas para texturas de objetos, iluminação, saturação de cores e qualidade de movimento. Sua leitura de vídeos de referência também abrange enquadramento e linguagem de câmera. Para publicidade de produto, isso oferece recursos relevantes tanto para a superfície da peça quanto para a forma de mostrá-la em movimento.

Uma aproximação suave pode destacar o acabamento de uma bolsa. Um pequeno arco de câmera pode revelar a curva de uma caneca. A referência visual dá direção ao material e à luz; a referência de movimento orienta como o olhar se aproxima do objeto. O comerciante consegue pedir uma apresentação específica, em vez de depender apenas de expressões vagas como “vídeo bonito” ou “efeito profissional”.

Essa abordagem também favorece uma publicidade mais reconhecível. Ao partir das fotos do catálogo, a campanha mantém o produto real como referência principal para o visual desejado. Antes da divulgação, vale confirmar que cor, formato e acabamento correspondem à peça vendida.

Onde entram a economia de tempo e de produção

Para cenas criadas a partir de referências, o potencial de economia vem da redução de tarefas necessárias para materializar uma ideia. Reaproveitar fotos pode poupar uma nova sessão de captação; gerar o ambiente pode evitar montar um cenário só para uma variação de anúncio; reunir materiais e instruções em uma solicitação concentra decisões que seriam distribuídas por várias etapas.

O Seedance 2.5 permite gerar vídeos de até 30 segundos em uma passagem, com espaço para uma apresentação, uma ação e um fechamento. Para uma campanha curta, isso ajuda a desenvolver uma peça completa dentro do mesmo pedido, reduzindo a necessidade de produzir pequenos trechos separados e depois resolver suas transições. A geração conjunta de áudio e vídeo também permite incluir direção sonora na criação da cena.

Considere uma coleção que precisa aparecer em duas campanhas: uma sobre o café da manhã e outra sobre uma pausa no trabalho. As fotos do produto podem servir às duas. O que muda é a referência do ambiente e a situação descrita no prompt. O negócio ganha uma maneira de explorar contextos diferentes sem começar a preparação visual novamente.

Há valor também na avaliação de ideias. Em vez de montar fisicamente cada cenário proposto, a loja pode gerar uma versão e decidir qual apresentação merece entrar na campanha. O investimento continua existindo, mas pode se concentrar mais na escolha das referências e na direção criativa, com menos tarefas de captação, aquisição de materiais e preparação de cena.

Mais controle sobre o que precisa permanecer

Para uma marca, um vídeo útil precisa apresentar o produto de maneira reconhecível. A criação por referências do Seedance 2.5 oferece uma base para orientar essa consistência: a peça, seu ambiente e sua aparência podem ser especificados visualmente, além de descritos em texto.

As referências ajudam a reduzir ambiguidades antes da geração. O prompt pode indicar que as fotos do catálogo definem o produto e que o vídeo anexado deve fornecer apenas a câmera. Assim, o pedido distingue o que precisa permanecer do que pode mudar. É um controle especialmente relevante quando a mesma peça aparece em diferentes ambientes ou enquadramentos.

Os recursos de edição acrescentam outra vantagem. O modelo permite instruções dirigidas a trechos do vídeo, e o gerador dispõe de uma opção para editar o clipe anexado. Se a cena já funciona, é possível solicitar uma alteração no enquadramento, em um elemento do ambiente ou na chamada final, orientando a preservação do restante. Essa possibilidade reduz a necessidade de tratar toda mudança como uma produção nova.

A confiabilidade, nesse uso, vem de tornar as decisões mais explícitas e as revisões mais direcionadas. O comerciante tem referências para comparar o resultado e pode formular mudanças específicas. Isso dá mais previsibilidade à aprovação de uma campanha do que um pedido amplo, sem produto, cenário ou movimento definidos.

Uma caneca em duas situações de uso

Pense em uma loja de cerâmica com uma foto frontal da caneca, outra do acabamento e uma imagem de mesa iluminada por uma janela. Um curto vídeo de aproximação fornece a referência de câmera. Reunidos com um prompt, esses materiais podem orientar um anúncio que apresenta a peça, mostra café sendo servido e termina valorizando a textura.

O mesmo conjunto de fotos do produto pode sustentar uma segunda proposta, agora em uma mesa de trabalho. A referência de ambiente muda, enquanto a caneca continua definida pelas imagens originais. Uma chamada como “Veja a coleção” pode acompanhar o fechamento. Uma imagem criada para o post e uma proposta musical suave completam os materiais da campanha. O exemplo mostra como os recursos se complementam: aparência orientada pelas fotos, apresentação guiada pelo movimento e peças visuais e sonoras desenvolvidas a partir de uma base comum.

Para pequenos negócios que já têm um catálogo visual, o Seedance 2.5 merece atenção pelo uso de referências e pela possibilidade de editar cenas. Com os recursos de imagem e música disponíveis na plataforma, a mesma coleção também pode sustentar outros materiais de divulgação. Fotos dos produtos, detalhes e dois ambientes de uso oferecem uma base concreta para decidir quais cenas gerar, qual imagem apresentar no post e que atmosfera sonora combina com cada campanha.

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Escritor Joaquim Arena preenche vazios de Europa negra invisibilizada

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Revelar uma Europa negra, apagada das narrativas oficiais, é o que propõe o autor luso-cabo-verdiano Joaquim Arena, que revisita a presença de africanos e seus descendentes no continente europeu por meio do livro Debaixo da nossa pele (2017).

A partir de viagens por Portugal, arquivos e relatos, o escritor reconstrói trajetórias de personagens negros pouco conhecidos. A jornada também se cruza com a história da migração cabo-verdiana para Lisboa e com a trajetória do próprio escritor.

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Arena nasceu na Ilha de São Vicente, em Cabo Verde, em 1964. É filho de pai português e de mãe cabo-verdiana e viveu grande parte da sua vida em Lisboa. Em Portugal, ele se formou em direito e iniciou a carreira em jornalismo.

O escritor está no Rio de Janeiro para participar do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-RJ), no centro da capital fluminense, às 17h30 desta quarta-feira (14).

Autor de seis romances, traduzidos em várias línguas, Arena escreveu Siríaco e Mister Charles, vencedor do Prémio Oceanos de Literatura, na categoria Prosa, em 2023. Atualmente, reside em Cabo Verde, na cidade de Praia.

Cabo Verde e Brasil

Com o tema “Romance histórico: onde a realidade encontra a ficção”, o encontro gratuito propõe uma conversa sobre memória, pertencimento, identidade e as marcas do passado colonial que permanecem no presente.

A partir da obra de Arena, o evento busca aproximar experiências históricas e culturais de Cabo Verde e do Brasil, dois países atravessados por deslocamentos populacionais, encontros entre diferentes culturas e pelas relações entre África e Europa.

O autor conta que Debaixo da nossa pele fala da miscigenação e da circulação dos povos da África para a Europa. O público poderá perceber semelhanças com a formação do Brasil.

“Debaixo da nossa pele fala dessa condição humana de deslocamento das pessoas de um país a outro, levadas por questões econômicas, sociais e políticas. O livro faz essa síntese, pois a circulação continua ainda hoje, é positiva, abre oportunidades de novas janelas de vida para muitas pessoas”, diz Arena.

 

Rio de Janeiro (RJ), 14/10/2026 – O escritor luso-cabo-verdiano, Joaquim Arena, que participará do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-RJ),  fala à Agência Brasil, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 14/10/2026 – O escritor luso-cabo-verdiano, Joaquim Arena, que participará do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-RJ),  fala à Agência Brasil, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O escritor luso-cabo-verdiano, Joaquim Arena, que participará do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-RJ). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Preenchendo vazios

Para o escritor, a história tem um poder atrativo mais forte do que o presente.

“Sou levado a encontrar, no meio dos fatos históricos, os vazios. São esses vazios que eu pretendo preencher através da minha ficção. Aproveito episódios verídicos que são muito inspiradores para que nós imaginemos uma personagem. Fico com vontade de saber mais, senão eu invento a personagem”, afirma o autor.

Arena conheceu a literatura brasileira aos 12 anos, com a obra de Jorge Amado. Ele se identificou com o livro Meu pé de laranja lima, de José Mauro de Vasconcelos, que também fez parte da sua formação. Para ele, foi uma porta de entrada de uma literatura que não era portuguesa, europeia nem africana.

“Nós, das antigas colônias portuguesas, recebemos a literatura brasileira como uma janela para um mundo muito semelhante ao nosso".

"Jorge Amado, com sua Bahia, está na formação de muitos autores lusófonos na África. Depois, vamos crescendo e encontrando Guimarães Rosa, José Lins do Rêgo, Graciliano Ramos. O romance da década de 30 fala dos retirantes, da seca. É uma realidade muito próxima da nossa”, diz Arena.

O autor acredita que um clube de leitura é um reduto onde se mantém ainda uma magia e em que se ouve falar de invenções.

“Há um pacto do autor com o público. O escritor sabe que o que ele inventou não existiu. O leitor sabe que o romance saiu da imaginação. Isso cada vez mais num mundo acelerado, com redes sociais, com streamings”.

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Sofia Hoffmann apresenta Christmas Jazz em Lagoa

O Auditório Carlos do Carmo, em Lagoa, recebe no dia 12 de dezembro, pelas 19h00, o concerto Christmas Jazz by Sofia Hoffmann, cujos bilhetes já se encontram à venda nos locais habituais.

Após o lançamento do seu novo álbum de originais “[In]LOVE” no final de 2024, a reconhecida cantautora Sofia Hoffmann sobe aos palcos neste Natal com um espetáculo muito especial: Christmas Jazz.

Neste concerto intimista e sofisticado, Sofia Hoffmann interpreta alguns dos mais icónicos temas natalícios do Great American Songbook – o célebre reportório que reúne os grandes clássicos da música popular americana e standards de jazz do início do século XX. Canções que resistiram ao tempo e continuam a encantar gerações.

Sofia Hoffmann

Acompanhada por um quinteto de excelência, composto por alguns dos melhores músicos de jazz em Portugal, Sofia recria a magia do Natal com temas como: White Christmas, The Christmas Song, Santa Claus is Coming to Town, Jingle Bells, entre outros clássicos, sem esquecer o seu tema original: Carta ao Pai Natal. Certamente vai ser um espetáculo envolvente, com arranjos elegantes e uma atmosfera calorosa, ideal para celebrar a quadra natalícia de uma forma especial.

Os bilhetes para este espetáculo custam 8,00€ (desconto disponível para portadores do Passaporte Cultural, disponível nas bilheteiras do Município de Lagoa) e estão à venda na Bilheteira Online, nas bilheteiras dos CTT, da Fnac, Worten, Auditório Carlos do Carmo, Centro Cultural Convento de S. José e Balcão Único da Câmara Municipal de Lagoa.

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Economia. Na TAP quem ganha é a Alemanha e um orçamento bege

O Governo escolheu a Lufthansa para ser o parceiro da TAP. Por 1.201 milhões de euros, os alemães podem ficar com 49,9% da companhia. E abrem a porta à entrada do Estado no capital da Lufthansa.

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Moedas contra cortes no orçamento da UE

O presidente da Câmara de Lisboa alertou em Bruxelas para o "mau precedente" do corte de 8% proposto pela presidência irlandesa no QFP 2028-2034, antes da cimeira de líderes europeus.

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

A presidência irlandesa do Conselho da UE propôs no sábado cortes de 8% na proposta da Comissão Europeia de orçamento plurianual para 2028 a 2034
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Nove pessoas regressam a casa após incêndio no bairro da Horta da Areia

Nove das 29 pessoas que ficaram desalojadas devido ao incêndio de ontem, no bairro da Horta da Areia, em Faro, regressaram a casa, enquanto 20 continuam em alojamentos temporários.

“Queremos uma solução rápida para alojar definitivamente as pessoas”, afirmou à Lusa Davide Fernandes, diretor técnico do Centro Comunitário Horta da Areia, acrescentando que a Câmara de Faro não dispõe de habitação social para as colocar.

Nove das 29 pessoas “puderam regressar às suas habitações”, que não foram afetadas pelas chamas, sendo que os elementos do centro comunitário prestaram apoio às famílias desalojadas através de “medicamentos e refeições”.

As 20 pessoas restantes, entre as quais quatro crianças e dois bebés, de três meses e um ano, ficaram desalojadas e foram instaladas temporariamente nas piscinas municipais e pelo Centro de Alojamento de Emergência Social do Movimento de Apoio à Problemática da Sida (MAPS).

O incêndio deflagrou ao início da tarde de terça-feira e foi dominado cerca de duas horas depois, destruindo duas casas, mas sem ferir a população.

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CCJ do Senado conclui votação da PEC da Segurança Pública

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado concluiu, nesta quarta-feira (14), a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

O texto agora está pronto para análise no plenário do Senado. Se aprovada sem alterações, a PEC 18 de 2025 será promulgada uma vez que já foi aprovada na Câmara.

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De autoria do Poder Executivo, a PEC estabelece penas mais duras e regimes de prisão mais restritos para chefes de facções e milícias e cria um novo pacto federativo entre União, estados e municípios para o enfrentamento ao crime no Brasil.

Essa proposta foi uma das prioridades do atual governo para área da segurança, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometendo criar um ministério da segurança pública após aprovação da PEC.

O texto base da proposta foi aprovado no início de setembro, ficando pendente a análise de três destaques que seriam votados hoje com sugestões de mudanças.

Os requerimentos, porém, não foram votados porque os autores dos requerimentos Carlos Portinho (PL-RJ) e Alessandro Viera (MDB-SE) não estavam presentes na sessão.  

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), justificou, com base no Artigo 300 do regimento interno do Senado, que os destaques apresentados ficaram prejudicados com a ausência dos senadores.

“Não tendo solicitado a palavra o autor do destaque para encaminhamento, ficam prejudicado os destaques”, disse.

Alencar informou à imprensa que conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para votar o tema no plenário ainda antes do segundo turno das eleições, marcadas para 25 de outubro.

“Pelo que o Davi me falou ontem, nós temos condição de aprova-la ainda nesse período antes do segundo turno. Vamos trabalhar por isso, para que a matéria possa ser promulgada e o presidente [Lula] possa criar o Ministério da Segurança Pública do país."

A PEC

Entre outras medidas, A PEC propõe a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), alterando o Artigo 144 da Carta Magna, que trata da segurança pública.

A proposta inclui que a segurança deve ser exercida “em regime de cooperação federativa” e “por meio da atuação integrada e descentralizada” das diferentes instituições que trabalham com o tema.

“Art. 144-A. Os órgãos de segurança pública articular-se-ão em regime de cooperação federativa, por meio do Sistema Único de Segurança Pública, destinado a assegurar a eficiência da prevenção, da persecução e da execução penal”, define o texto.

Facções e milícias

A PEC estabelece penas mais duras e regimes especiais de prisão para os chefes de facções e milícias, como prisão em unidades de segurança máxima e restrição ou vedação à progressão de penas.

Também são previstas medidas patrimoniais contra o produto do crime, a responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas e a proteção a denunciantes e seus familiares.

Outra novidade da PEC é a possibilidade de criação de polícias municipais de natureza civil, submetidas ao controle externo do Ministério Público, com a atribuição de realizar policiamento ostensivo e comunitário no âmbito das cidades onde atuarão.

A PEC ainda amplia atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), prevê a criação de polícias municipais e aumenta a vinculação do orçamento público para segurança pública.

Fundos de financiamento

Segundo a PEC, 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) serão repassados pela União para os estados e municípios, excluídas despesas de custeio e investimento da polícia penitenciária nacional do Funpen.

“As regras de financiamento fortalecem o FNSP e o Funpen, criam vinculações e blindagens orçamentárias e garantem repasses obrigatórios. Essas medidas aumentam a previsibilidade financeira, garantindo a perenidade das ações policiais”, escreveu o relator.

A PEC ainda prevê que 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado ao pré-sal, sejam destinados aos fundos da segurança, "reforçando o financiamento contínuo das políticas nacionais de segurança pública e execução penal".

A proposta ainda prevê a criação do Sistema de Políticas Penais, responsável pelo sistema prisional brasileiro, e autoriza União, estados e municípios a atuarem conjuntamente na legislação sobre segurança pública, organização de polícias, guardas municipais e sistema socioeducativo.

 

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Anvisa proíbe canetas emagrecedoras sem registro vendidas na internet

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (14) a apreensão de produtos sujeitos à vigilância sanitária à venda no site https://zyntrashop.site – incluindo a retatrutida, a tirzepatida, popularmente conhecidas como canetas emagrecedoras.

A decisão também se aplica aos produtos Retatrutude 120 mg, Caneta Retatrutide 60 mg, Tirzepatide 150mg e Caneta Tirzepatide 75 mg, comercializados na página https://www.zphcstore.com.br/, sob responsabilidade da ZPH Contabilidade.

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A medida atinge ainda produtos com tirzepatida e retatrutida, sem o devido registro, comercializados por meio do endereço eletrônico https://peptideosdobrasil.com.br/, além de itens vendidos por meio do site oxygenkwpharmabrasil, incluindo Retagen 40 mg (retatrutida).

Em nota, a Anvisa informou que os produtos não podem ser fabricados, importados, distribuídos, divulgados nem utilizados.

“A medida visa a prevenir a utilização pela população, com fundamento no risco sanitário decorrente da disponibilização ao consumo de produtos sem comprovação de regularidade, qualidade, segurança e eficácia.”

Sem autorização

A resolução da Anvisa também proíbe os seguintes produtos, anunciados e vendidos por empresa de origem desconhecida:

  • NAD+ Liberty Pharma
  • Retatrutida Liberty Pharma
  • Glow GHK-Cu Liberty Pharma
  • Tirzepatida Liberty Pharma
  • GHK-Cu Liberty Pharma

“Vale destacar a retatrutida, à venda na internet, é uma substância que ainda não possui registro em nenhum país do mundo. Isso porque a empresa que desenvolve os estudos a respeito do medicamento sequer solicitou o registro à Anvisa ou em qualquer agência reguladora internacional.”

Alegações terapêuticas

Por fim, a publicação atinge ainda diversos produtos fabricados pela empresa Cris Barden Naturopatia Ltda. que, segundo a Anvisa, não têm registro, notificação ou cadastro.

“Os itens são divulgados com alegações relacionadas, entre outras, a ações antifúngica, antimicrobiana, anti-inflamatória, ao alívio de dores, à desparasitação, à desintoxicação e ao fortalecimento da imunidade, ou seja, finalidade compatível com medicamento.” 

Veja a lista de itens:

  • Kit Detox – Desparasitar – Desinflamar – Desintoxicar – Infantil de 1 a 5 Anos;
  • Kit Detox Desparasitação – Desparasitar – Desinflamar – Desintoxicar;
  • Kit Carvão Pulverizado da Casca do Coco;
  • Carvão Ativado Vegetal da Casca do Coco Premium 120 g;
  • Kit Detox com Quelação;
  • Kit Detox Prevenção | Prata e Ouro Coloidal + Carvão Pulverizado;
  • Kit Composto Emagrecedor para 3 Meses;
  • Ouro Coloidal;
  • Prata Coloidal.
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Anvisa proíbe suplementos alimentares de origem desconhecida

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de todos os produtos fabricados pela empresa PSM Pennaforte Produtos Naturais, incluindo suplementos alimentares.

>> Clique aqui e leia a publicação da Resolução no Diário Oficial da União.

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Em nota, a Anvisa informou que uma ação da vigilância sanitária de Marataízes (ES) constatou que o endereço constante no cadastro da empresa é um endereço residencial, “não sendo identificada nenhuma empresa ou estabelecimento comercial em funcionamento no espaço”.

“Os produtos não podem ser fabricados, importados, distribuídos, divulgados nem utilizados”, informou a agência no comunicado. 

A Agência Brasil não conseguiu contato com a PSM Pennaforte Produtos Naturais Ltda. O espaço segue aberto para manifestação.

 

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Anvisa aprova novo medicamento para tratar lúpus

Logo Agência Brasil

O medicamento Gazyva (obinutuzumabe), indicado para alguns casos de câncer, pode ser usado a partir de agora no tratamento do lúpus. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a recomendar a substância para pacientes adultos com lúpus ativo moderado a grave, positivos para autoanticorpos, em uso de tratamento padrão.

Em nota, a Anvisa informou que o obinutuzumabe é um anticorpo monoclonal humanizado que promove eliminação massiva e prolongada dos linfócitos B, células que desempenham papel central nos processos fisiológicos anormais que levam ao desenvolvimento do lúpus.

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A doença, segundo a agência, figura como uma condição autoimune, crônica e potencialmente grave, caracterizada pela produção desregulada de autoanticorpos que provocam inflamações em múltiplos órgãos e sistemas. Entre as áreas mais afetadas estão pele, articulações, rins, sistema sanguíneo e sistema nervoso central.

“Os benefícios demonstrados da nova indicação incluem redução da atividade da doença, menor ocorrência de exacerbações e redução sustentada da exposição a corticosteroides.”

A agência ressaltou ainda que, apesar da disponibilidade de terapias convencionais e biológicas para o tratamento da doença, existe uma parcela significativa de pacientes que permanece em estágio ativo constante.

“Essas pessoas sofrem com surtos recorrentes ou se tornam dependente do uso contínuo de corticosteroides – medicamentos que carregam efeitos colaterais importantes a longo prazo.”

Riscos

O Ministério da Saúde alerta que, se não tratado corretamente, o lúpus pode levar a complicações graves em diversos órgãos e tecidos do corpo humano, podendo provocar a morte do paciente. As principais complicações costumam ocorrer nos seguintes órgãos:

  • rins: a falência dos rins está entre as principais causas de morte por complicações do lúpus nos primeiros cinco anos após o diagnóstico. Alguns sintomas são comuns nessa fase são irritação, coceira generalizada, dores no peito, falta de ar, náuseas, vômito e edemas.
  • cérebro: se a doença tiver chegado ao cérebro, o paciente pode apresentar sintomas específicos como dor de cabeça, confusão, tontura, mudanças de comportamento, alucinações, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e convulsões.
  • vasos sanguíneos: anemia, aumento no risco de sangramentos e inflamação dos vasos (vasculite) estão entre as principais complicações possíveis decorrentes do lúpus.
  • pulmões: o lúpus também pode levar à pleurisia, uma inflamação dos tecidos que revestem os pulmões e a caixa torácica. O quadro pode provocar muita dor durante a respiração.
  • coração: em alguns casos, pode ocorrer também a inflamação dos músculos do coração e das artérias, aumentando significativamente as chances de infarto.
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Pandemias: ONU aprova declaração por mais cooperação entre países

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A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou, na última segunda-feira (12), declaração política sobre prevenção, preparação e resposta a pandemias. Apesar de não ter caráter vinculante para os países-membros, o documento apela por maior cooperação no enfrentamento de futuras emergências sanitárias e foi comemorado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O texto deveria ter sido adotado por consenso em uma reunião de alto nível realizada em 25 de setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, o que não foi possível devido a objeções dos Estados Unidos (EUA) e de outros países.

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A declaração política, divulgada nesta semana, contou com 153 votos a favor e apenas três contrários, dos EUA, Israel e Argentina. Nova Zelândia e Paraguai se abstiveram.

Um ponto importante, entretanto, permanece inconcluso: o anexo do Acordo de Pandemias da OMS, que trata de um sistema para que os países compartilhem amostras e dados genéticos, além de vacinas, tratamentos e diagnósticos.

As negociações esbarraram em impasses entre interesses de países em desenvolvimento, dos Estados Unidos e de nações de alta renda da Europa. As conversas devem ser retomadas em maio do próximo ano, na Assembleia Mundial da Saúde.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ressaltou a importância de finalizar essas negociações, para que o Acordo de Pandemias possa ser aberto à assinatura dos Estados-membros e ratificado como lei internacional.

“O mundo avançou muito desde a covid-19. Convocamos os países a cumprirem agora os compromissos que assumiram”, disse.

Brasil

Como membro da ONU, o Brasil deverá atender ao apelo da organização por maior cooperação no enfrentamento de futuras emergências sanitárias. O país ainda vive as consequências dos graves erros cometidos pelo Poder Público na condução da resposta à pandemia de covid-19.

De acordo com especialistas, o negacionismo do então presidente Jair Bolsonaro e os conflitos com autoridades sanitárias enfraqueceram a consistência das mensagens de prevenção.

O país enfrentou escassez de insumos para testes e limitações laboratoriais no início da crise. A testagem insuficiente dificultou a identificação de cadeias de transmissão e a adoção de medidas precoces. 

O relatório final da CPI da Pandemia apontou a divulgação de tratamentos sem eficácia comprovada e falhas na condução federal.

A CPI também denunciou atrasos e problemas nas negociações de vacinas, além da promoção de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19. 

Equidade

A declaração política aprovada nesta semana pelos membros da ONU tem, entre suas prioridades, o aprimoramento dos sistemas de monitoramento, a expansão da capacidade de produção e pesquisa e desenvolvimento local e regional e a garantia de financiamento sustentável.

Os Estados-membros também destacaram a necessidade urgente de concluir as negociações sobre o anexo, como um componente fundamental para que o Acordo de Pandemias da OMS ajude a promover uma resposta global mais equitativa, coordenada e eficaz a futuras ameaças pandêmicas.

Acesso a tratamentos

O sistema de Acesso a Patógenos e Compartilhamento de Benefícios (PABS, na sigla em inglês), previsto no anexo do acordo, prevê que os farmacêuticos participantes disponibilizem à OMS acesso rápido equivalente a 20% de sua produção em tempo real no caso de uma nova pandemia.

Isso inclui vacinas, terapias e diagnósticos seguros, eficazes e de qualidade para o patógeno causador de eventual emergência pandêmica.

A distribuição desses produtos aos países será feita com base no risco e nas necessidades de saúde pública, com especial atenção às necessidades dos países em desenvolvimento.

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Cumieira alcança primeira vitória na prova

VTM

Uma partida com um início equilibrado, com o Cumieira a estar perto do golo aos 9’, Zé Pedro entra na área pela direita e remata para Pedro Rodrigues desviar a bola que acaba por bater no poste e sair pela linha de fundo. Aos 13’, nova ocasião, lançamento na direita por Camará para a área, onde Rafa desvia de cabeça para o coração da área e Itó remata por cima da barra. Aos 18’, o Abambres fica reduzido a 10 elementos, com Tiago Ribeiro a fazer falta sobre Zé Pedro quando este ia isolado para a baliza e vê o cartão vermelho. O Cumieira não marcava e o Abambres aproveitava para pausar o jogo e equilibrar de novo a partida. Aos 41’, o Cumieira esteve de novo perto do golo, Gabi, em boa posição na área, remata para defesa de Pedro Rodrigues para canto.

Na etapa complementar, o Cumieira coloca-se em vantagem, livre a favor do Cumieira ainda longe da baliza, mas Penelas com um bom remate surpreende Pedro Rodrigues. O Cumieira dispôs de nova ocasião aos 56’, Itó antecipa-se a Pedro Rodrigues só que não consegue dar o melhor seguimento à jogada. Aos poucos, o Abambres ia criando perigo junto da baliza de Markito e Domingos Botelho remata cruzado, mas a bola sai ao lado. Aos 67’ surge a igualdade, João Pinto, com um remate à entrada da área, bate Markito. A reação do Cumieira apareceu e, aos 77’, na sequência de um canto, Rafa aproveita a confusão para bater o guardião adversário. Aos 82’, após uma confusão, Penelas vê o segundo amarelo e o consequente vermelho, deixando o Cumieira também reduzido a 10 unidades. Até ao final, o Abambres procurou o golo da igualdade, mas não o conseguiu.


FICHA TÉCNICA
Campo Flávia, em Cumieira
Árbitro: Marta Monteiro
Auxiliares: Jorge Silva e Leonor Carvalho

CUMIEIRA: Markito, Rafa, Itó, Camará (Del Piero, 60’), Hugo Almeida, Ayoub, Gabi e Marinho, Penelas, Patrick e Zé Pedro (João Sousa, 86’)
Treinador: José Ribeiro

ABAMBRES: Pedro Rodrigues; Simão Marinho, João Pinto, Hugo Gaspar (Hugo Fundo, 65’) e Diogo Fraga; Cláudio Rocha, David Vaz (Hugo Sousa, 89’) e Domingos Botelho; Tiago Ribeiro, Vicente Martins (João Camelo, 65’) e João Matos (Francisco Pinto, 55’)
Treinador: Nuno Freddy

Ao intervalo: 0-0
Cartões amarelos: Penelas (28’ e 82’), Camará (30’), Matos (44’) e Simão Marinho (82’)
Cartões vermelhos: Tiago Ribeiro (18’) e Penelas (82’)
Marcadores: Penelas (47’), João Pinto (67’) e Rafa (77’)

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Novo posto farmacêutico pretende aproximar serviços da população

VTM

Rui Barata e a irmã Isabel Barata são os responsáveis pela implementação do novo posto na freguesia. O projeto surgiu na sequência de um concurso público e visa melhorar o acesso aos cuidados farmacêuticos, não só para a população de Andrães, como também para as freguesias vizinhas de Constantim, Vale de Nogueiras, Abaças e Folhadela.

De acordo com Rui Barata, a escolha do local teve em consideração a sua localização estratégica, a área disponível, as condições de estacionamento e a proximidade a vias de circulação importantes. O responsável explicou que a iniciativa pretende responder às necessidades de uma região com “escassas opções de comércio e serviços, alargando o acesso a medicamentos e outros cuidados farmacêuticos”.

O Posto Farmacêutico Macedo Morais resulta de uma iniciativa da Junta de Freguesia de Andrães e é assegurado pela Farmácia Macedo Morais, com sede em São Martinho de Anta, no concelho de Sabrosa. O posto disponibiliza serviços como o aviamento de receitas médicas. Rui Barata explicou que a intenção é oferecer um serviço o mais próximo possível do de uma farmácia convencional. “A nossa estratégia é fazer com que o posto farmacêutico funcione como uma verdadeira farmácia, para que as pessoas sintam que têm todos os serviços à sua disposição”, afirmou.

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Cultura gratuita é uma das principais demandas para novos governantes 

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Aumentar o acesso gratuito a atividades culturais, como shows, filmes, espetáculos e exposições, é a principal expectativa dos brasileiros em relação às políticas públicas de cultura, segundo a pesquisa Hábitos Culturais, divulgada nesta quarta-feira (14). Para 42% dos entrevistados, esta deve ser a prioridade dos próximos governantes.

O levantamento mostra ainda que apesar de ser direito garantido na Constituição Federal, nem todas as pessoas têm acesso igual à cultura. Enquanto 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos últimos 12 meses, apenas 18% das classes D e E fizeram isso. 

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Os dados revelam que o custo, tanto do deslocamento, quanto de ingressos, é o principal fator que desmotiva as pessoas a participarem de atividades culturais presencialmente. Cerca de metade das que frequentam esses eventos gasta, por mês, R$ 100 com cultura. Outro fator é o medo da violência. 

"Como é possível observar por meio dos dados, o acesso à cultura realmente ainda é bastante desigual, sobretudo quando observamos pela perspectiva socioeconômica ou até mesmo de níveis de escolaridade entre os brasileiros", diz a coordenadora do Observatório da Fundação Itaú, Ana Maria Cardoso. 

"Apesar das disparidades, tais dados não significam que pessoas das classes sociais mais baixas ou com menor escolaridade deem menor valor à cultura; ao contrário, o que a pesquisa mostra é que existem barreiras que vão além da subjetividade individual ou mesmo do gosto pessoal que interferem diretamente nesse acesso", acrescenta. 

Demandas 

Nesse cenário, a demanda por mais acesso gratuito aparece como a principal. A pesquisa revela que um terço da população (32%) quer a criação de mais equipamentos ou instituições públicas de cultura, como museus, teatros e cinemas.

São citados ainda, por 28% dos entrevistados, a melhoria, reforma, ampliação ou modernização dos equipamentos existentes, além do financiamento e incentivo à produção cultural independente, por 26%.

Pouco mais de um a cada cinco participantes (22%) pedem o apoio a iniciativas culturais em favelas, periferias e comunidades tradicionais e a valorização e formação de artistas e profissionais da cultura (21%).

"Os dados indicam que existem caminhos para avançar, tanto no que se refere à importância de fortalecer e ampliar a oferta de atividades culturais gratuitas, quanto na própria expectativa e entendimento da população sobre o direito cultural, uma vez que 32% da população dizem não saber que o acesso à cultura está garantido na Constituição e 27% afirmam não saber o que significa ter direito à cultura", ressalta Cardoso. 

Acesso à cultura

O acesso à cultura é direito de toda a população brasileira, garantido na Constituição Federal. Os resultados da pesquisa mostram que a maioria das pessoas (68%) sabe disso.

Apesar de garantido, esse acesso é desigual - 97% dos entrevistados das classes A e B participaram de alguma atividade cultural presencial nos últimos 12 meses, como ir a shows, a museus, teatros, cinema, entre outros.

Já entre as pessoas das classes D e E, esse percentual caiu para 82%.

Em algumas das atividades pesquisadas, essa diferença cai ainda mais. Segundo o levantamento, por exemplo, 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos últimos 12 meses e apenas 18% das classes D e E fizeram isso, uma diferença de 45 pontos percentuais.

Um terço dos entrevistados (33%) disse que sequer há a opção de equipamentos culturais na região onde moram.

Cultura é cara

O preço, tanto com deslocamento, quanto com ingresso, é o principal fator que desmotiva as pessoas a participarem de atividades culturais presencialmente. Esse fator foi apontado por 35% dos entrevistados.

Entre os que declararam ter gastos com atividades culturais presenciais, 46% dizem gastar mensalmente até R$ 100 com cultura.

Outros 14% gastam entre R$ 101 e R$ 150; 15% desembolsam entre R$ 151 e R$ 200; e 8% declaram desembolso superior a R$ 400.

Falta de segurança

De acordo com o levantamento, a insegurança e a violência aparecem em segundo lugar (30%) como fatores que desmotivam ou desanimam os entrevistados a realizar atividades culturais presenciais, seguida por disponibilidade de horário (23%), cansaço e desânimo (21%), distância dos eventos (19%), lotação (19%) e falta de transporte (16%).

O medo de assaltos ou furtos na região dos eventos culturais é apontado por 47% dos entrevistados. Falta de policiamento nas proximidades dos espaços culturais é mencionada por 43%. Riscos de furtos ou assaltos no trajeto foram mencionados por 29%.

A violência contra as mulheres ou assédio nos espaços culturais é outro fator relevante. A questão foi apontada por 27%. O índice avançou 6 pontos percentuais frente aos 21% verificados no levantamento anterior. A preocupação é manifestada por 38% das mulheres e por 14% dos homens. 

Sobre a pesquisa

A 7ª edição da Pesquisa Hábitos Culturais foi feita pelo Observatório Fundação Itaú, com apoio técnico do Datafolha.  Participaram homens e mulheres de 16 a 65 anos, das classes A, B, C e D/E, residentes em todas as regiões brasileiras. Foram realizadas 2.448 entrevistas presenciais e individuais em 137 municípios, entre 7 e 20 de julho de 2026.

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Projeto internacional quer testar hidrogénio renovável na Ilha da Culatra

A produção de hidrogénio renovável em Sines, a sua utilização em edifícios e mobilidade no Alentejo e uma comunidade energética no Algarve, na Ilha da Culatra, são as ações previstas por um projeto internacional coordenado pela Universidade de Évora (UÉ).

Na ilha da Culatra, o projeto visa o desenvolvimento de uma comunidade de energia renovável, com armazenamento de energia elétrica na forma de hidrogénio e a sua integração com redes inteligentes. O sistema vai produzir hidrogénio renovável através do excesso de energia elétrica, na altura de maior produção solar, armazenando-o para produzir novamente energia elétrica na altura de menor produção solar.

Iniciado em 2024, com duração prevista até 2030 e um orçamento global de nove milhões de euros, o projeto reúne 29 parceiros de sete países, entre universidades, empresas, municípios, centros tecnológicos e entidades públicas,

O H2tALENT pretende “passar da investigação e planeamento para a demonstração de aplicações concretas, avaliando no terreno como o hidrogénio renovável pode ser integrado nos transportes, edifícios e sistemas energéticos locais”, adiantou a Universidade de Évora (UÉ) em comunicado.

A iniciativa pretende também “criar um ‘vale do hidrogénio no Alentejo’. Em Évora, indicou a instituição, o foco estará na utilização de hidrogénio para o aquecimento de edifícios. Entre as demonstrações previstas está o uso de um misturador de hidrogénio e gás natural na piscina municipal. A mobilidade será igualmente testada através do apoio à conversão para sistemas movidos a hidrogénio de frotas municipais e de serviços públicos em Alandroal.

As referidas ações complementam a componente de produção de hidrogénio renovável, também conhecido como hidrogénio verde, em Sines, no distrito de Setúbal, para onde está projetada uma unidade de eletrolisadores de 15 megawatts.

O projeto – financiado pelo programa Horizon da Comissão Europeia, através da Clean Hydrogen Joint-Undertaking – prevê a produção de mais de 500 toneladas de hidrogénio renovável por ano.

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Lo Studio Ovale dorato di Trump è il simbolo della sua nostalgia per l’Ottocento

Una mattina l’addetta stampa Karoline Leavitt è entrata nello Studio Ovale e ha trovato Donald Trump con un tubetto di colla in mano che cercava di fissare decorazioni dorate alla mensola in marmo del camino. Era risaputo che preferiva fare da sé quando si trattava di decori, quindi vedere il presidente che spremeva colla sulle decorazioni dorate e le appiccicava di persona sul muro non ha sorpreso nessuno nella sua cerchia ristretta.

La prima moglie di Trump, Ivana, vicepresidente del design d’interni della sua azienda, aveva la tendenza a far diventare ogni cosa d’oro. Pareva fosse stata Ivana a incoraggiare per prima l’ossessione per l’oro poi diventata un tratto distintivo delle proprietà del marito. L’oro trasmetteva l’ostentazione che sarebbe diventata il marchio di Trump, e lui si crogiolava nel suo splendore. Il suo edificio simbolo a New York portava la scritta Trump Tower in lettere d’oro e ostentava porte di ascensori e scale mobili color oro; seta dorata rivestiva le pareti della camera da letto del suo aereo privato, si era coperto di gioielli per la copertina di Esquire, e sarebbe arrivato a vendere sneakers dorate.

Lo Studio Ovale era sempre stato volutamente sobrio: a ricordare che gli Stati Uniti sono una repubblica, non una monarchia, e che l’ufficio del presidente non è un palazzo. Trump aveva seguito quella tradizione nel suo primo mandato. Nel secondo mandato ha scatenato il Luigi XIV che era in lui. Ogni presidente aveva lasciato il proprio segno alla Casa Bianca. Nel 1909 William Howard Taft aveva dipinto di verde oliva l’espansione originale dello Studio Ovale nella West Wing. Alcuni critici all’epoca pensavano che il verde di Taft fosse un omaggio alla bellezza naturale dell’America; in realtà a Taft semplicemente piaceva il verde. Allo stesso modo ora Trump portava l’oro. Vasi e calici d’oro hanno sostituito l’edera svedese verde sul camino che aveva decorato lo Studio Ovale per molti decenni prima di Trump. Con il passare dell’anno ha continuato ad accumulare sempre più pezzi d’oro sul camino. Quando chiedeva allo staff della residenza della Casa Bianca che ne pensasse di quella scintillante esposizione, la maggior parte delle risposte era tiepida, ma la sua devota assistente Natalie Harp traboccava entusiasmo. Cherubini dorati svolazzavano nei frontoni sopra le porte. Modanature dorate circondavano la stanza, un sigillo presidenziale dorato brillava come il cielo dal soffitto a incasso e inserti dorati adornavano il camino e le pareti, accanto a dipinti con elaborate cornici dorate provenienti dalle vaste collezioni d’arte del governo federale.

Trump definiva gli antichi vasi d’oro presi dalla collezione della Casa Bianca “contanti” e diceva: “Vedi quei contanti? La gente li guarda, e quello che vede sono contanti.” L’attaccamento di Trump all’oro non era soltanto estetico. Durante la campagna dell’anno precedente Trump aveva spesso parlato del suo ideale economico: le politiche tariffarie della Gilded Age che avevano alimentato l’America dalla fine della Guerra civile fino all’inizio del ventesimo secolo. Quello era il suo modello di prosperità nazionale. In un discorso del 5 settembre 2024 all’Economic Club di New York ha dichiarato: “Per citare un grande ma assai sottovalutato presidente, William McKinley, la politica tariffaria protettiva dei repubblicani ha reso la vita dei nostri concittadini più dolce e luminosa.”

Ma l’espressione “Gilded Age”, coniata ironicamente da Mark Twain, descriveva anche un periodo di forte industrializzazione, ricchezza concentrata, povertà diffusa e corruzione politica dilagante. Tutto ciò si nascondeva sotto una sottilissima patina d’oro. Ma per Trump l’oro era oro. Ha continuato a citare McKinley come sua guida economica. “Io sono un uomo dei dazi e sto in piedi su una piattaforma tariffaria,” aveva detto McKinley durante la campagna presidenziale del 1896. Anche Trump si è definito un uomo dei dazi. McKinley aveva maturato il suo attaccamento ai dazi in modo onesto e nel 1890 aveva fatto approvare quella che è nota come la McKinley Tariff quand’era presidente della Commissione di bilancio della camera dei rappresentanti, una politica pensata per punire le importazioni straniere e favorire le “industrie nascenti” nazionali. Il disegno di legge di McKinley fissava i dazi d’importazione a una media di quasi il cinquanta per cento, aumentando i prezzi al consumo e causando in tutta risposta aumenti tariffari che avevano indebolito l’economia americana e contribuito al Panico del 1893.

Eppure il fascino dei dazi come barriera commerciale, fonte di entrate e soprattutto strumento di potere, era irresistibile per Donald Trump. Undici giorni dopo il suo ritorno in carica, il 31 gennaio 2025, ha detto: “Tra il 1870 e il 1913 eravamo al culmine della ricchezza. Allora avevamo ed eravamo un paese di dazi. Poi si è passati al concetto di imposta sul reddito.” Il giorno dopo ha firmato tre documenti: gli ordini esecutivi 14193, 14194 e 14195, appellandosi a poteri d’emergenza ai sensi dell’International Emergency Economic Powers Act (IEEPA).

La Casa Bianca sosteneva che, a causa della “straordinaria minaccia rappresentata da immigrati illegali e droghe, incluso il letale fentanyl”, Trump imponeva dazi sulle importazioni dai tre principali partner commerciali dell’America: venticinque per cento per Canada e Messico e un ulteriore dieci per cento sulle importazioni dalla Cina. Era il colpo iniziale della guerra commerciale globale che avrebbe condotto in primavera. Il preannuncio dei dazi è arrivato più in fretta di quanto alcuni dei più alti collaboratori di Trump avessero desiderato. Nessun lavoro preparatorio era stato svolto al Dipartimento del commercio ed era poco chiaro cosa il presidente sperasse davvero di ottenere. Chi lavorava fuori dalla sua cerchia ristretta era costretto a fare supposizioni sulle sue intenzioni. Né il fentanyl né gli immigrati illegali attraversavano il confine settentrionale in quantità rilevante, in più il Messico stava collaborando con gli sforzi di Trump per bloccare le immigrazioni illegali.

La presidente appena eletta Claudia Sheinbaum aveva dispiegato migliaia di soldati ai confini del Messico per gestire meglio il flusso di migranti. In una riunione nello Studio Ovale il 31 gennaio, il giorno prima che Trump firmasse gli ordini esecutivi, Stephen Miller si è espresso contro i dazi del venticinque per cento sul Messico. “Hanno fatto tutto ciò che abbiamo chiesto sull’immigrazione,” ha detto al presidente. Miller non aveva obiezioni ai dazi sul Messico se fossero stati parte di un regime tariffario globale, ma non riteneva sensato colpire il Messico prima di formulare un disegno più ampio. Marco Rubio era d’accordo. Scott Bessent ha suggerito a Trump di rinviare l’attuazione dei dazi al primo marzo, dicendo che sarebbe stato meglio avviare un’analisi del Tesoro sui potenziali impatti sull’economia statunitense e globale. Ma Trump ha respinto queste preoccupazioni e i dazi sono entrati subito in vigore.

A dimostrazione di quanto il piano fosse improvvisato, a un certo punto della riunione Trump si è reso conto di aver dimenticato di includere la Cina. “Dove sono?” ha chiesto. “Inseriteli al dieci,” ha aggiunto su due piedi. La concezione di Trump dell’economia globale e della posizione dell’America al suo interno era racchiusa nell’ambra della sua giovinezza, ed era in gran parte ancora scevra dall’influenza dei grandi cambiamenti dei decenni successivi. Secondo lui l’America avrebbe dovuto essere sempre il colosso manifatturiero che era stato un tempo, consumando perlopiù ciò che produceva e dettando le condizioni al resto del mondo. La caduta della cortina di ferro aveva inaugurato la terza ondata della globalizzazione, portando alla delocalizzazione di posti di lavoro manifatturieri e favorendo la creazione di catene di approvvigionamento complesse che avevano integrato profondamente l’economia globale.

L’economia americana si era trasformata a un livello quasi molecolare in qualcosa che non era più dominato dalla manifattura e dall’industria pesante. Era ormai un’economia di servizi, informazione e tecnologia, nella quale il settore finanziario rappresentava una quota sempre più rilevante. Molte fabbriche si erano spostate in Cina, e così i posti di lavoro. In risposta ai lavoratori dislocati e alle città abbandonate che avevano ottenuto ben poco dalla globalizzazione, entrambi i partiti a Washington avevano parlato molto e agito poco sulla formazione per i mestieri del futuro.

Pur restando la più grande economia del mondo, gli Stati Uniti consumavano di più e producevano di meno. Questo colpiva nel profondo sia l’attrattiva di Trump sui lavoratori sia la sua visione ferma nel tempo del ruolo economico dell’America nel mondo. Trump voleva “riportare indietro” i posti di lavoro finiti altrove. Parlava con entusiasmo del ritorno di industrie del passato come il carbone. Prometteva il ritorno ruggente della base manifatturiera americana. Era in parte il motivo per cui amava i dazi.

Tratto da “Cambio di regime” (Bompiani), di Maggie Haberman e Jonathan Swan, 20,90 euro, 560 pagine.

L'articolo Lo Studio Ovale dorato di Trump è il simbolo della sua nostalgia per l’Ottocento proviene da Linkiesta.it.

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Mudança de Brasília para São Paulo: o que pesa no orçamento além da distância

Quem vai se mudar de Brasília para São Paulo geralmente começa pensando na distância. São pouco mais de mil quilômetros de estrada, e é natural imaginar que esse seja o principal fator do preço. Na prática, o trajeto é só uma parte da conta. O que mais faz o valor variar de uma empresa para outra são as condições nos dois endereços, o volume a ser transportado e os serviços que entram, ou não, no orçamento.

Antes de sair de Brasília

Boa parte das mudanças em Brasília sai de prédios residenciais, seja no Plano Piloto, no Sudoeste ou em Águas Claras. Cada condomínio tem suas próprias regras: horário permitido, reserva do elevador de serviço e aviso prévio à administração. Em muitos prédios, a mudança só pode acontecer em dias úteis e em horário comercial. Essas regras definem quanto tempo a equipe terá para carregar o caminhão, e tempo, em mudança, é custo.

É comum que a ida para São Paulo venha de uma aprovação em concurso, de uma transferência de trabalho ou de uma nova oportunidade profissional, quase sempre com prazo curto. Por isso, vale começar cedo a organização da mudança em Brasília: confirmar as regras do prédio, decidir o que vai e o que fica e pedir orçamentos com tempo suficiente para comparar.

Também faz diferença informar com precisão as condições do endereço de saída. Andar, existência de elevador e distância entre o ponto onde o caminhão vai parar e a porta do apartamento mudam o trabalho da equipe e, consequentemente, o preço.

A chegada em São Paulo

Em São Paulo, a lógica se repete, mas com algumas dificuldades a mais. Muitos condomínios pedem cadastro prévio da empresa, com o nome dos funcionários, a placa do caminhão e o horário de chegada. Sem esse cadastro, a entrada pode ser barrada na portaria.

Há ainda as restrições de circulação de caminhões em parte da cidade, especialmente no centro expandido, e ruas onde é difícil estacionar um veículo grande. Em alguns casos, a carga precisa ser passada para um veículo menor perto do destino, o que aumenta o tempo de serviço. Por isso, a mudança de Brasília para São Paulo precisa ser planejada levando em conta o endereço de chegada tanto quanto o de saída.

Carreto ou empresa de mudança?

Para uma viagem dessa distância, o carreto raramente é a melhor escolha. Ele funciona bem para trajetos curtos e pouco volume. Entre Brasília e São Paulo, o mais indicado é contratar uma empresa de mudança com caminhão fechado, seguro de carga e responsabilidade formal pelo que está sendo transportado.

Como comparar os orçamentos

Um orçamento muito abaixo dos outros costuma ter deixado algo de fora, como embalagem, desmontagem e montagem de móveis, seguro ou o tempo de espera nos condomínios. Esses itens acabam sendo cobrados à parte no dia da mudança. Antes de fechar, vale conferir o CNPJ da empresa, pedir nota fiscal e ler o contrato com atenção.

Como a mudança é organizada a distância, muita gente faz as cotações pela internet, em plataformas como a MudaTech, que listam empresas de mudança por cidade. Seja qual for o caminho, o importante é que todas as propostas descrevam a mesma coisa: o mesmo volume, os mesmos endereços e as mesmas condições de acesso. Só assim a comparação é justa.

Ajuda bastante fazer uma lista dos móveis e do número aproximado de caixas antes de pedir as cotações. Com essa lista em mãos, as empresas calculam o volume com mais precisão e o risco de surpresa no dia diminui. Também vale perguntar o prazo de entrega: em viagens longas, a mudança pode levar alguns dias para chegar, principalmente quando a carga divide o caminhão com a de outros clientes.

Por fim, documentos, chaves, remédios e itens de uso imediato devem viajar com a família, e não no caminhão. Isso evita transtornos caso a entrega atrase.

Com planejamento e orçamentos bem detalhados, a mudança entre as duas capitais fica mais previsível, e o preço combinado tende a ser o mesmo que será pago no final.

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