ANEPC garante segurança na remoção de amianto em escola

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Dados da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) mostram que a posição brasileira no ranking de países que mais fazem esses testes subiu da 18ª para 12ª, de 2025 até o primeiro semestre de 2026. A associação também projeta que a 10ª posição possa ser alcançada em pouco tempo, com os novos investimentos previstos, superiores a R$ 2 bilhões anuais.
As pesquisas clínicas são uma etapa fundamental para o desenvolvimento de novos medicamentos, tecnologias e procedimentos de saúde. Geralmente contemplam três fases em que essas inovações são testadas em um número crescente de pessoas, para comprovar se são seguras e eficazes. Isso só acontece depois de testes bem sucedidos em laboratório e animais.
No Brasil, as pesquisas clínicas só são permitidas após aprovação de um comitê de ética, responsável por resguardar os direitos dos participantes, e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que verifica se os procedimentos pretendidos atendem aos requisitos de boas práticas.
A nova lei criou o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, reorganizando os fluxos de trabalho dos comitês, e encurtou os prazos de análise. Agora, o parecer ético deve ser emitido em até 30 dias úteis, e a avaliação da Anvisa, em até 90 dias úteis, excluindo prazos de recurso e esclarecimentos.
A presidente da Roche Brasil, Lorice Scalise, lembra que nos casos de pesquisas multicêntricas, que recrutam voluntários em diversas cidades, somente o prazo de análise ética poderia se estender por um ano, e só depois a análise sanitária era iniciada. Hoje, os dois processos podem ocorrem em paralelo.
"Vamos supor que tem dez centros participando de um estudo. Antes a gente precisava da aprovação do comitê de ética local de cada centro de pesquisa. Agora um comitê acreditado é responsável por fazer a comunicação com os demais e dar o parecer final", explica.
Scalise avalia que a lei simplificou a análise regulatória sem perder o rigor. "A Anvisa é uma das agências mais renomadas, é referência no mundo inteiro. A gente ainda tem alguns gargalos de fila (de processos para análise), mas todas as questões estão sendo trabalhadas. Hoje, a gente tem um excelente processo", acrescenta.
De acordo com a presidente da Roche Brasil, a redução dos prazos aumentou a atratividade do Brasil, que já é um destino valorizado para pesquisas clínicas por causa da diversidade genética dos voluntários, o que produz resultados confiáveis para populações variadas.
A nova legislação também possibilita que o país receba mais ensaios de Fase 1 e Fase 2, que envolvem uma quantidade menor de pessoas, mas têm exigências mais rígidas, já que a segurança do medicamento em humanos ainda está sendo avaliada.
Somente a Roche pretende investir cerca de R$590 milhões por ano em pesquisas clínicas no país. Entre os estudos já em andamento, há novas medicações sendo testadas no Brasil para Alzheimer, Parkinson, câncer de mama, lúpus, e uma nova opção de caneta emagrecedora.
A diretora de investigação clínica da farmacêutica, Danielle Galbiatti, destaca que essas cifras também promovem o desenvolvimento do setor científico do país:
"É um movimento de união com centros de pesquisa, laboratórios. Com essa projeção e a vinda de novos estudos, existe a necessidade de capacitar os profissionais e as unidades"
Com isso, a indústria também vem investindo na capacitação de centros das regiões Norte e Nordeste, para diminuir a concentração do Sul e Sudeste e garantir mais diversidade genética, social e cultural. "Um estudo é um ambiente controlado. O centro de pesquisa tem que ter uma equipe muito bem estruturada, porque esse paciente precisa de uma assistência diferente", complementa Galbiatti.
Ela acredita que essa capacitação também será impulsionada pelo Programa Nacional de Inovação em Saúde, lançado em julho pelo governo federal. Entre os princípios do programa constam o fortalecimento da base científica nacional, a integração com o setor produtivo, e o incentivo ao desenvolvimento de tecnologias "emergentes e disruptivas", que sejam de interesse do Sistema Único de Saúde.
Os esforços do Brasil estão alinhados com uma agenda de toda a América Latina. O diretor estratégico do Conselho Administrativo da Fundação de Pesquisa e Inovação da Costa Rica, Mario Urcuyo, declarou no evento que a profissionalização dos centros de pesquisa da região é "a parte mais importante" para enfrentar a grande concentração de investigações clínicas nos Estados Unidos e na Europa.
"Temos um desafio muito importante, porque nem sempre contamos com coordenadores e monitores de pesquisa. Não existem carreiras profissionais específicas para essas funções e precisamos desenvolver essa estrutura ao longo do tempo", acrescentou.
De acordo com ele, proporcionar que mais profissionais atuem em pesquisa clínica também gera benefícios para os pacientes em geral:
"Proporciona ferramentas para melhorar a qualidade da assistência, porque os profissionais passam a ter acesso aos mais elevados padrões de qualidade, exigidos para a realização das pesquisas"
Urcuyo defendeu ainda que as pesquisas clínicas oferecem uma grande oportunidade para pessoas com doenças graves acessarem medicamentos promissores de forma antecipada, ao participar dos testes.
A pesquisadora do Centro Médico Nacional 20 de Novembro, referência em pesquisa e tratamentos de alta complexidade do México, Fedra Irazoque, acrescentou que mesmo os participantes incluídos no grupo de comparação, e que portanto não recebem a substância pesquisada, são beneficiados:
"Estar no grupo placebo não significa ficar sem receber nenhum medicamento, mas sim receber o melhor tratamento já existente. E após algumas semanas, esse paciente também passa a receber a molécula ativa e pode se beneficiar da mesma forma"
Fedra defende que marcos regulatórios, como o que foi aprovado no Brasil, sejam estabelecidos a nível regional. "Não é possível que o Brasil tenha uma regulamentação, a Costa Rica outra, o México outra, sem que cheguemos a um acordo para agilizar esse processo. Assim, poderíamos alcançar uma representatividade muito mais significativa"
*O evento foi realizado pela farmacêutica Roche e a repórter participou a convite da empresa

© DIOGO FARIA REIS/OBSERVADOR

São Brás de Alportel prepara-se para receber, no Cineteatro Jaime Pinto, nos próximos dias 16 e 17 de outubro, as II Jornadas de Neurorreabilitação do Algarve, um encontro que reúne profissionais de saúde e especialistas nacionais e internacionais para dois dias de partilha de conhecimentos, experiências e práticas na área da neurorreabilitação.
Organizadas pelo Centro de Medicina e Reabilitação do Sul (CRMS), as Jornadas contam com o apoio do Município de São Brás de Alportel, que assegura também a disponibilização do espaço para a realização do encontro; e a parceria da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel.
A realização deste encontro dá continuidade à aposta na partilha e atualização de conhecimentos na área da neurorreabilitação, depois de São Brás de Alportel ter acolhido a primeira edição das Jornadas, realizada nos dias 5 e 6 de julho de 2025.
A segunda edição mantém o propósito de aproximar profissionais de diferentes áreas e de criar um espaço de reflexão sobre os desafios atuais da recuperação neurológica, reunindo especialistas e profissionais de saúde em torno de temas relevantes para a prática clínica.
O programa aborda um conjunto diversificado de temas com impacto direto na intervenção em neurorreabilitação, passando pela recuperação neurológica, concussão, dano encefálico, acidente vascular cerebral (AVC), lesão medular, bexiga neurogénica, espasticidade e comunicação aumentativa.
A par da atualização clínica, as Jornadas colocam em destaque novas tecnologias e abordagens inovadoras na reabilitação, com sessões dedicadas à estimulação transcraniana, à inteligência artificial e à impressão 3D, refletindo a evolução das ferramentas disponíveis para apoiar a recuperação e a autonomia das pessoas com doença ou lesão neurológica.

A componente prática assume também um lugar de destaque, com abordagens ao desporto adaptado e à intervenção de enfermagem, bem como dois workshops que permitem aprofundar conhecimentos e competências em áreas específicas da prática clínica.
No dia 16 de outubro, entre as 15h45 e as 17h15, os participantes poderão optar por um dos workshops previstos: “Estruturação do exame objetivo em disfunções do controlo postural no sobrevivente de AVC” ou “Traqueostomias e gestão de secreções”. As vagas são limitadas a 20 participantes por workshop.
Ao longo dos dois dias, o encontro pretende promover a partilha e o diálogo entre profissionais de diferentes áreas, criando oportunidades de contacto e reflexão conjunta sobre os desafios atuais da neurorreabilitação e sobre novas formas de intervenção.
As II Jornadas de Neurorreabilitação do Algarve constituem, assim, uma oportunidade de atualização e partilha num domínio em constante evolução, aproximando conhecimento científico, inovação e prática clínica.
As inscrições e informações adicionais estão disponíveis na página da ULS Algarve clicando aqui.

Artigo de opinião da Dr.ª Filipa Macedo, oncologista. Ter um cancro do pulmão, já é por si só, um fardo. Mas este fardo aumenta exponencialmente quando a cabeça começa a funcionar: será que tenho cura?; Não quero ter dores; não quero morrer com falta de ar; será que vou ver o meu neto casar?. É […]

© NUNO ALEGRIA/LUSA
VTM
A Comissão Política Distrital do PSD de Vila Real lamenta o adiamento da reunião entre a ministra da Saúde e a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso (CIMAT), agendada para quarta-feira, para discutir a organização dos cuidados de saúde na região e a criação de uma Unidade Local de Saúde (ULS) própria.
Em comunicado divulgado esta quinta-feira, os social-democratas explicam que a ministra não pôde comparecer por motivos de saúde pessoal, mas que o secretário de Estado da Gestão da Saúde estava presente e disponível para realizar a reunião. Também o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro tinha sido convocado.
Segundo o PSD, o encontro pretendia esclarecer os autarcas sobre a situação da Unidade Hospitalar de Chaves e os procedimentos necessários à criação da futura ULS do Alto Tâmega e Barroso. Estava igualmente prevista a discussão do plano de negócios e do perfil assistencial da nova entidade.
A estrutura distrital do PSD considera que os autarcas presentes recusaram realizar a reunião apenas devido à ausência da ministra, optando pelo adiamento dos trabalhos. Na sua perspetiva, a decisão representou “uma oportunidade perdida de diálogo, de esclarecimento e de construção de soluções” para a organização dos cuidados de saúde na região.
“Num assunto tão importante como a saúde, o que se exige é diálogo institucional, capacidade de entendimento e disponibilidade para encontrar soluções”, defende o PSD, que considera que o diálogo não deve ser substituído pelo confronto político quando está em causa a resposta às necessidades das populações.
No comunicado, rejeitam ainda que o adiamento possa ser transformado numa acusação política de desconsideração pelo Alto Tâmega e Barroso. Afirmam que o Governo respeita a região e os seus autarcas, mas sublinham que a disponibilidade para o diálogo institucional “não pode significar aceitar ultimatos políticos”.
O PSD de Vila Real espera que a próxima reunião, apontada para a terceira semana de novembro, permita retomar a discussão e encontrar soluções para os cuidados de saúde na região, em vez de alimentar polémicas político-partidárias.
Os deputados eleitos pelo PSD no círculo eleitoral de Vila Real reafirmam, por sua vez, o compromisso de continuar a defender a valorização dos recursos humanos e dos cuidados de saúde prestados na Unidade Hospitalar de Chaves, bem como a criação da ULS do Alto Tâmega e Barroso, tanto na Assembleia da República como junto do Governo.
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VTM
Na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), a gestão do tempo, o stress e a dificuldade em conciliar os estudos com a vida pessoal são alguns dos desafios identificados pelos estudantes, que consideram essencial garantir a continuidade dos projetos de promoção da saúde mental no Ensino Superior.
A preocupação com estas respostas é também partilhada pela Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), que manifestou apreensão com a falta de garantias de continuidade e financiamento dos Programas de Promoção da Saúde Mental no Ensino Superior, desenvolvidos ao longo dos últimos três anos. Estes programas, financiados com 12 milhões de euros, apoiaram 40 projetos em 68 universidades e institutos politécnicos e permitiram reforçar os serviços de apoio psicológico, contratar psicólogos e implementar iniciativas de prevenção e promoção da saúde mental.
Em comunicado, a Bastonária da OPP, Sofia Ramalho, alerta que a interrupção destes programas pode comprometer “os resultados alcançados, a manutenção dos profissionais e o apoio prestado aos estudantes, numa fase da vida particularmente exigente”. Por isso, a OPP defende que a transição para o programa SOMA+ Academia, anunciado pelo Governo, deve garantir um financiamento efetivo, previsível e uma implementação rápida.
Entre os estudantes, as dificuldades emocionais estão frequentemente relacionadas com a exigência de conciliar diferentes áreas da vida. Lara Brito, estudante na UTAD na licenciatura em Comunicação e Multimédia, revelou à VTM que a gestão do tempo entre as atividades curriculares e extracurriculares é uma das suas principais dificuldades. A jovem referiu que a falta de organização pode contribuir para “o aumento do stress e da ansiedade”.
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As II Jornadas de Neurorreabilitação do Algarve reúnem profissionais de saúde e especialistas nacionais e internacionais no Cineteatro Jaime Pinto, a 16 e 17 de outubro. O programa inclui duas oficinas com 20 vagas cada.
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As novas abordagens à recuperação neurológica e o papel da inovação na reabilitação estão em destaque nas II Jornadas de Neurorreabilitação do Algarve, que decorrem a 16 e 17 de outubro, no Cineteatro Jaime Pinto, em São Brás de Alportel. O encontro reúne profissionais de saúde e especialistas nacionais e internacionais para dois dias de atualização científica, partilha de experiências e reflexão sobre os desafios da neurorreabilitação.
Organizadas pelo Centro de Medicina e Reabilitação do Sul, as jornadas contam com o apoio do Município de São Brás de Alportel, que disponibiliza o espaço para a realização do evento, e com a parceria da Santa Casa da Misericórdia local.
Esta segunda edição dá continuidade à iniciativa realizada no concelho em julho de 2025, procurando aproximar profissionais de diferentes áreas e promover a partilha de conhecimentos sobre a recuperação de pessoas com doenças ou lesões neurológicas.
O programa aborda temas como o acidente vascular cerebral (AVC), a concussão, o dano encefálico, a lesão medular, a bexiga neurogénica, a espasticidade e a comunicação aumentativa. A componente tecnológica também assume relevância, com sessões dedicadas à estimulação transcraniana, à inteligência artificial e à impressão 3D, explorando novas ferramentas de apoio à reabilitação e à autonomia dos doentes.
As jornadas incluem ainda abordagens ao desporto adaptado e à intervenção de enfermagem, bem como dois workshops dedicados a áreas específicas da prática clínica.
No dia 16 de outubro, entre as 15h45 e as 17h15, os participantes poderão escolher entre as sessões “Estruturação do exame objetivo em disfunções do controlo postural no sobrevivente de AVC” e “Traqueostomias e gestão de secreções”. Cada workshop tem um limite de 20 participantes.
A iniciativa pretende fomentar o diálogo entre profissionais de saúde e aproximar o conhecimento científico da prática clínica, num domínio em constante evolução.
As inscrições e as informações adicionais estão disponíveis no site da Unidade Local de Saúde do Algarve.

A medida consta de portaria publicada na edição desta quinta-feira (15) do Diário Oficial da União.
O protocolo tem abrangência nacional e deverá ser usado pelas secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios para regular o acesso ao tratamento.
O tratamento é considerado menos invasivo. Ao contrário da terapia tradicional com fator VIII, que exige infusões nas veias, o emicizumabe é aplicado por via subcutânea, de forma menos invasiva.
O tratamento, de acordo com o ministério, diminuiria também a frequência dos sangramentos.
De acordo com a portaria, o paciente ou o responsável legal deverá ser informado sobre os potenciais riscos, efeitos colaterais e eventos adversos relacionados ao uso do emicizumabe.
O protocolo completo ficará disponível no site do Ministério da Saúde, na área destinada aos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT).
Os gestores estaduais, distrital e municipais do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão organizar a rede assistencial, definir os serviços de referência e estabelecer os fluxos necessários para o atendimento dos pacientes em todas as etapas previstas pelo protocolo.

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