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Esquerda acusa Governo de estar alheado da realidade

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, na primeira intervenção de um debate que acabou por se centrar no problema da habitação, criticou uma política egoísta e violenta".

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

"O rigor orçamental é, para nós, essencial porque constitui um elemento indissociável da possibilidade de poder existir a justiça social", disse Paulo Raimundo
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FMI insiste na dívida excessiva de "demasiados países"

"Os países ricos são os principais infratores", sublinhou a diretora do FMI, salientando que "nenhum crescimento económico" pode reverter a pressão inflacionista "sem esforço fiscal".

© RUNGROJ YONGRIT/EPA

Kristalina Georgieva referiu ainda que "a IA também aumenta a inflação a curto prazo", sendo que "ainda falta saber em que medida o fará no futuro e com que rapidez"
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Uma boa alimentação faz a “diferença” na saúde e longevidade

VTM

O envelhecimento é um processo natural, mas não se manifesta de forma igual para todos.

Para além da genética, existem fatores que se conseguem influenciar de forma direta, e a alimentação é um dos mais relevantes, tal como confirma à VTM Carla Gonçalves, professora na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

“A nutrição é um dos pilares para o envelhecimento saudável e para a qualidade de vida”, uma vez que ela “atua desde idades precoces na prevenção da doença, no bom desenvolvimento cognitivo e ajuda a pessoa a atingir o seu potencial, não é só no desporto”.

Carla Gonçalves lembra que uma boa nutrição pode ajudar também no pilar do crescimento saudável, na reabilitação, ao dar mais qualidade de vida, já que ajuda a gerir uma doença crónica, por exemplo. “Se tivesse que elencar dos pilares da qualidade de vida e do potencial de envelhecimento saudável, a nutrição é, sem dúvida, uma das bases”.

Carla Goncalves Nutricionista
“A roda mostra-nos uma alimentação variada, equilibrada e completa”
CARLA GONÇALVES – PROFESSORA DA UTAD

A professora explica que a nossa saúde “está dependente daquilo que comemos, mas não só, também depende dos fatores ambientais que podem ter uma grande influência na nossa saúde, aquilo que somos e aquilo que podemos vir a ser no futuro”. Ou seja, “nós somos aquilo que comemos e como comemos, em que a seleção dos alimentos que fazemos tem um impacto muito grande na nossa saúde”.

Além disso, “outro fator importante para a saúde e bem-estar são as nossas decisões diárias nos alimentos que escolhemos (como os produtos processados, embalados), e ainda como os preparamos na cozinha, se os fritamos, cozemos ou estufamos”, acrescenta a docente, sustentando que uma alimentação rica em nutrientes, variada e consistente ao longo do tempo tem um impacto positivo no envelhecimento.

A também presidente do Colégio de Nutrição Comunitária e de Saúde Pública da Ordem dos Nutricionistas frisa que a Roda dos Alimentos é a base para uma alimentação equilibrada. É composta por sete grupos de alimentos de diferentes dimensões, os quais indicam a proporção de peso com que cada um deles deve estar presente na alimentação diária.

“A nossa Roda dos Alimentos dá-nos muitas respostas. Se a compreendermos bem, conseguimos perceber o tamanho das porções e logo ali vemos a quantidade, que é um dos pilares importantes, mas também a variedade, que nos permite ter diferentes nutrientes e componentes”.

“A roda mostra-nos uma alimentação variada, equilibrada e completa, porque congrega todos os alimentos e ajuda-nos a ter uma alimentação saudável, que é aquela que nos fornece os nutrientes que nós necessitamos para regular o nosso organismo, a relação da microbiota intestinal com o nosso bem-estar e até com o nosso sono”.

A professora da UTAD lembra que, hoje em dia, parece mais fácil seguir as dietas da moda, do extremismo, quando o importante é seguir a simplicidade, que “muitas vezes traz respostas para um envelhecimento mais saudável”. Devemos “evitar aquilo que nos faz mal, como coisas que nós identificamos como alimentos, mas que não passam de uma amálgama de preparações, de aditivos e de ultraprocessados. Devemos efetivamente evitá-los e não ter problema em assumir que são alimentos maus, pois têm excesso de sal e gordura, que fazem mesmo mal à nossa saúde”, vinca.

Num mundo em que o tempo parece “voar”, Carla Gonçalves diz que é possível ter uma alimentação saudável, que “deve ser tendencialmente mais verde, com mais hortofrutícolas, mas também tem de ser prática. Hoje, as famílias têm pouco tempo e foram perdendo competências culinárias, sobretudo desde que a mulher passou a trabalhar e tem menos tempo para estar na cozinha e também para passar esses conhecimentos aos seus filhos”.

E a passagem desse conhecimento é importante para não se perder uma cadeia de saber fazer sopa ou as refeições no tacho, por exemplo. “Do saber colher e conservar, como as compotas, os molhos que se guardavam ou o feijão que se secava. Não quer dizer que nós tenhamos de voltar a isso, mas há ali um conhecimento que se perde e que nos deixa menos capazes”.

Segundo a docente, muitas vezes, sente-se isso com os jovens, que têm menos capacitação para este domínio que é tão importante na sua vida e que está associado à gestão económica. “É algo em que nós temos que pensar desde o ensino mais básico e incutir nas crianças”.

Por último, Carla Gonçalves revela que as pessoas têm de perceber que a alimentação “é fundamental” para uma maior longevidade e não deve ser vista como aquilo que é para “desenrascar e despachar”. Devem, por isso, “olhar para a nutrição como um elemento de qualidade de vida, um bom investimento para o seu futuro e bem-estar”.

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Eurostat confirma inflação de 3,8% em setembro na Zona Euro


O Eurostat confirmou esta sexta-feira a inflação de setembro na Zona Euro em 3,8%, uma subida significativa face aos 3,2% registados em agosto, e que afasta a taxa da meta de 2% pretendida pelo Banco Central Europeu (BCE). No caso da União Europeia os valores são semelhantes.

Esta é a taxa de inflação mais elevada do conjunto de países da moeda única europeia desde setembro de 2023, ou seja, três anos. Nesse mês, a subida de preços foi de 4,3%.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

Em setembro de 2026, “os setores da energia (1,71 pontos percentuais), dos serviços (1,52 pp), dos bens industriais não energéticos (0,29 pp) e dos alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco (0,25 pp) contribuíram positivamente para a taxa de inflação anual da Zona do Euro”, detalha o gabinete de estatísticas europeu.

As taxas de inflação mais elevadas foram registadas na Roménia (6,5%), na Lituânia (6,1%) e na Bulgária (5,6%), enquanto Suécia (1%), Hungria e Dinamarca (ambas com 2,1%) tiveram os menores aumentos. “Em comparação com agosto de 2026, a inflação anual diminuiu num Estado-Membro, manteve-se estável em 3 e aumentou em 23“, pode ler-se ainda.

Em Portugal, o Instituto Nacional de Estatística confirmou esta terça-feira que a inflação de setembro foi de 3,6% em setembro, uma subida de 0,3 pontos percentuais face a agosto.

BCE deve reagir em dezembro

A inflação na Zona Euro está assim há sete meses consecutivos acima da meta de 2% do BCE, o que tem levado os decisores em Frankfurt a subir juros por duas vezes este ano, elevando a taxa diretora para 2,5%.

Os mercados admitem uma nova subida de juros pelo BCE este ano, no encontro de dezembro. Na reunião de outubro, agendada para os dias 28 e 29 de outubro, é esperado que as taxas se mantenham inalteradas. Além da crescente inflação e da meta de estabilidade de preços, o BCE também terá de analisar a subida acentuada dos juros da dívida soberana dos países da moeda única.

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Apenas um lado das moléculas tem vida. O ouro pode finalmente explicar porquê

Minúsculas fendas entre fios de ouro podem desvendar o centenário enigma da quiralidade — o mistério da assimetria da vida. Procurar bioassinaturas pelo Sistema Solar implica procurar assimetrias. Os aminoácidos, os blocos de construção das proteínas, são conhecidos por existirem em duas formas, habitualmente designadas por “esquerdas” (L) e “direitas” (D). Sabemos que os processos abióticos, ou seja, aqueles que produzem aminoácidos sem intervenção da vida, criam uma mistura com proporções iguais dos dois tipos, conhecida como mistura racémica. Mas a vida, tal como a conhecemos, depende quase exclusivamente de aminoácidos esquerdos para formar proteínas e de aminoácidos direitos para

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