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Perdeu o telemóvel? Banco de Portugal alerta para o que deve fazer de imediato para proteger o seu dinheiro

O desaparecimento de um telemóvel pode colocar em risco mais do que fotografias, mensagens ou contactos. Para quem utiliza aplicações bancárias ou faz pagamentos através do aparelho, uma perda ou um roubo exige uma reação rápida: avisar o banco e impedir que terceiros consigam utilizar os acessos associados.

O alerta é do Banco de Portugal, que recorda que o telemóvel também recebe códigos de autorização de operações bancárias. A informação guardada no equipamento pode, assim, ser utilizada indevidamente e permitir pagamentos não autorizados.

Contacte o banco e peça o cancelamento dos acessos

A primeira medida é contactar imediatamente o banco, ou outro prestador de serviços de pagamento, através dos contactos oficiais disponibilizados pela instituição. Se tiver contas em vários bancos acessíveis através do aparelho, deve comunicar a situação a todos.

“Peça o cancelamento das credenciais de acesso à sua conta”, recomenda o supervisor. Quando estiver em causa um cartão bancário, pode também consultar a lista de contactos dos respetivos emissores disponibilizada pelo Banco de Portugal.

Não deve esperar pelo aparecimento de um movimento suspeito para agir. O objetivo é impedir que os acessos comprometidos sejam utilizados.

Bloqueie o cartão SIM e os serviços de pagamento

Deve ainda contactar a operadora de telecomunicações e pedir o bloqueio do cartão SIM. Sempre que possível, utilize as ferramentas de localização e proteção do equipamento para o bloquear à distância ou eliminar os dados guardados. As opções disponíveis dependem do aparelho e das configurações existentes.

Importa igualmente verificar como suspender as aplicações de pagamento instaladas, como o MB WAY ou as carteiras digitais. O Banco de Portugal recomenda cancelar a aplicação ou desativar e remover do dispositivo perdido os cartões e contas associados, seguindo os procedimentos do respetivo serviço.

Pode ter de suportar perdas até 50 euros

A rapidez da comunicação também pode fazer diferença na responsabilidade por operações não autorizadas.

Antes de avisar o banco, o cliente poderá ter de suportar, em regra, perdas até um máximo de 50 euros. Contudo, este limite não constitui uma proteção absoluta: pode deixar de se aplicar em situações de atuação fraudulenta, incumprimento deliberado das obrigações de segurança ou negligência grosseira.

Depois de comunicar a perda, o roubo ou a apropriação indevida do instrumento de pagamento, o cliente não suporta, em regra, as perdas decorrentes da sua utilização posterior, salvo se tiver atuado fraudulentamente.

Altere palavras-passe e acompanhe os movimentos

Através de outro equipamento, altere as palavras-passe das contas que possam estar expostas, incluindo o correio eletrónico e as redes sociais. Reveja também as sessões iniciadas e os acessos guardados no telemóvel.

Nos dias seguintes, acompanhe os movimentos bancários e comunique imediatamente qualquer operação que não reconheça. Se suspeitar de fraude, depois de contactar a instituição financeira, participe a situação às autoridades policiais ou ao Ministério Público.

Para reduzir o risco, o supervisor aconselha palavras-passe difíceis de adivinhar, bloqueio do ecrã e credenciais diferentes para os serviços bancários e outros acessos. Recomenda também a definição de limites para as operações e para a movimentação diária da conta.

Leia também: Supermercados podem recusar vales Volta, mas há uma forma de recuperar o dinheiro que muitos desconhecem

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Peugeot apuesta por el Mundial de Resistencia y Le Mans

Cuando la temporada del Mundial de Resistencia se acerca a su final en el circuito de Monza, las nueve marcas inscritas en la categoría Hypercar del WEC 2027 preparan ya sus coches. Peugeot prácticamente estrenará uno nuevo, completamente diferente al anterior, que databa de 2022. Un biplaza fallido en su concepción sin alerón trasero, algo que ni siquiera su corrección en 2024 ha conseguido paliar.

Peugeot Sport ha exprimido al máximo la mecánica del 9X8 en esta última temporada, mejorando su fiabilidad y prestaciones, pero en el marco de un campeonato enormemente disputado con otras siete marcas, entre las que se cuentan Toyota, Ferrari, Aston Martin, BMW, Cadillac, Alpine y Genesis. Una competición en la que las diferencias se miden en centésimas de segundo, con los diez primeros coches terminando en la misma vuelta tras seis horas de carrera…

El equipo Peugeot TotalEnergies ha luchado en muchas pruebas por los puestos de honor, especialmente en las 6 Horas de Spa, donde batió a todos en la Hyperpole y donde su mejor coche marchaba cuarto cuando fue embestido por otro… Los 9X8 puntuaron después en Le Mans, en el Circuito de las Américas y en Fuji, donde el mejor fue sexto. Antes de terminar la temporada 2026, la marca francesa ocupa el séptimo lugar en el Mundial.

Con todo, Peugeot Sport también ha estado trabajando este año en el sustituto del 9X8, con una profunda evolución de la que solo se han podido ver algunas imágenes «robadas» de las primeras pruebas en pista. Exteriormente, presenta una carrocería totalmente diferente, aunque debe conservar el mismo chasis. Y no se sabe si el motor de combustión (un V6 turbo de 2,6 litros) o el sistema híbrido 4x4 siguen siendo los mismos.

Peugeot ya había agotado sus cinco «comodines» para evolucionar su Hypercar, pero se acogerá a una nueva norma añadida este año que permite a la organización del WEC admitir modificaciones extra si algún coche tiene una desventaja de prestaciones significativa. «Será el punto de partida para preparar el próximo capítulo de la historia del Peugeot 9X8 en Resistencia», según Emmanuel Esnault, team principal de Peugeot Sport en el WEC. «Desde su debut en 2022, el 9X8 ha sido una plataforma en continua evolución, compitiendo al más alto nivel de la Resistencia mientras aprendíamos, nos adaptábamos y progresábamos. Nuestro objetivo está claro: colocar el 9X8 entre los mejores. De cara a 2027, el equipo ha subido un peldaño en el desarrollo, enfocado en revisar las prestaciones, la eficiencia y el diseño».

Peugeot Sport cuenta con más de treinta ingenieros centrados en el proyecto. Lionel Berthier es el diseñador jefe del Peugeot 9X8, coordinador de la integración de cientos de componentes y sistemas y del equilibrio entre carga aerodinámica y resistencia al avance. Se apoya en la oficina de diseño de Stellantis Motorsport, dirigida por Yann Le Fur; en Kevin Fishermann, como ingeniero de diseño de chasis, y en Kendal Beykoylu, responsable de la interfaz entre el sistema de propulsión y el propio chasis.

La temporada 2027 no solo contará con un 9X8 completamente renovado y mucho más competitivo, sino también con un equipo de pilotos reforzado por la llegada de Robert Shwartzman (ex-Ferrari) y el joven Alex Quinn, que ya debutó en Barcelona. El equipo Peugeot TotalEnergies estrenará nuevos colores y la nueva identidad de marca (firma luminosa) en el frontal de su Hypercar.

© LR

El Peugeot 9x8 de 2027 (en la imagen) será un coche completamente renovado

© LR

Peugeot 9x8 2026 en Le Mans
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O sinal está lá, mas ninguém o consegue ler por estar tapado com autocolantes: afinal, é obrigatório respeitá-lo?

Encontrar um sinal de proibição completamente coberto de autocolantes pode deixar um condutor sem perceber que comportamento lhe é exigido. Foi precisamente essa situação, fotografada na avenida do Cristo Rei, em Almada, que motivou uma dúvida sobre a obrigação de respeitar a sinalização.

O Regulamento de Sinalização do Trânsito estabelece que não podem ser colocados objetos sobre os sinais ou nas suas proximidades que prejudiquem a sua visibilidade ou reconhecimento. A regra abrange também elementos que possam confundir os utilizadores da via ou perturbar a atenção dos condutores.

O que acontece quando o sinal está totalmente tapado?

Em resposta ao Polígrafo, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) confirmou que, perante o exemplo apresentado, deixava de ser obrigatório respeitar a proibição que não era possível identificar.

A entidade explicou que os papéis, autocolantes ou pinturas impediam o condutor de «saber qual o comportamento a adotar».

O esclarecimento refere-se, portanto, a um sinal totalmente tapado, cuja mensagem não pode ser reconhecida. Não estabelece uma dispensa automática de cumprimento sempre que exista um autocolante na sua superfície.

Quem tapa os sinais pode pagar até 1.250 euros

O artigo 1.º do regulamento proíbe que os sinais sejam acompanhados de motivos decorativos ou publicidade comercial. Impede igualmente a colocação de quadros, painéis, cartazes e outros objetos que comprometam a sua função.

A infração destas disposições é sancionada com coima entre 250 e 1.250 euros. Este intervalo respeita à colocação dos elementos proibidos, não a uma penalização aplicada ao condutor por encontrar o sinal nessas condições.

A quem deve ser comunicada a situação?

Segundo a ANSR, cabe à entidade gestora da via «repor a sinalização e garantir a segurança da circulação rodoviária». Os condutores devem comunicar-lhe o problema.

A responsabilidade pode pertencer a um município, à Infraestruturas de Portugal ou a uma concessionária, conforme a estrada. No caso apresentado ao Polígrafo, a situação deveria ser reportada à Câmara Municipal de Almada.

As restantes regras de circulação continuam a aplicar-se

A impossibilidade de reconhecer aquele sinal não elimina as restantes obrigações do condutor. Continuam a contar as regras do Código da Estrada e a sinalização aplicável no local.

O artigo 7.º do Código da Estrada estabelece ainda que as ordens dos agentes reguladores do trânsito prevalecem sobre os sinais e sobre as regras de trânsito. Assim, um sinal tapado não permite desobedecer às indicações de um agente que esteja a regular a circulação.

Leia também: IUC muda em 2027: estes condutores vão pagar em duas prestações e outros só em outubro

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Braga: Tribunal julga homem que esfaqueou outro no pescoço numa casa da Cáritas

O Tribunal de Braga vai julgar, por homicídio qualificado na forma tentada, um homem de 61 anos, que terá esfaqueado um outro com quem vivia numa casa da Cáritas, em Braga.

A acusação do Ministério Público (MP) diz que Fernando Teixeira, atualmente preso preventivamente no Estabelecimento de Braga, vivia com o ofendido Luís Freitas numa habitação cedida pela Cáritas, na Travessa dos Congregados, juntamente com mais dois indivíduos.

O MP descreve que, a 20 de fevereiro de 2026, pelas 20:00, enquanto o ofendido jantava com um colega de casa, na cozinha, o arguido entrou, trazendo uma embalagem de uma refeição e uma faca, com lâmina de 12 centímetros.

Aí, o ofendido disse-lhe: “Não faças como o costume”, advertindo-o para limpar o fogão, caso o sujasse.

Desagradado com a advertência, o arguido apelidou-o de “filho da p*ta” e disse-lhe: “É desta que te mato”.

Ato contínuo, posicionou-se em frente ao ofendido, agarrou-o pelo colarinho do casaco, empurrou-o e desferiu-lhe um golpe com a faca no pescoço, causando, no imediato, hemorragia abundante.

A seguir, refugiou-se no seu quarto.

Sentado a deitar sangue

Até à chegada do INEM, – acrescenta o magistrado – a vítima permaneceu sentada, a pressionar a ferida para conter a hemorragia, após o que foi transportada ao Hospital de Braga, apresentando hemorragia exsanguinante, tendo sido encaminhado para cirurgia de emergência.

O ofendido apresentava, entre o mais, uma incisão de dois centímetros na região cervical anterior, com perda de sangue pela boca.

Permaneceu internado nos Cuidados Intensivos por quatro dias.

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PCP quer passe único de 20 euros no distrito de Braga

O PCP de Braga quer “assegurar o preço de 20 euros para os passes a criar nas Comunidades Intermunicipais com o respetivo financiamento do Orçamento do Estado 2027, visando a sua implementação até ao final de 2027″.

O seu dirigente, João Casais Baptista, lembrou, hoje, em conferência de imprensa, que o partido entregou na Assembleia da República o projeto de resolução “Redução dos preços dos passes, alargamento da oferta e reforço da intermodalidade nos transportes públicos”, no qual propõe a adoção de medidas de articulação e decisão por parte das diferentes entidades, de modo a garantir que, até 01 de janeiro de 2028, todos os passes intermodais – envolvendo todos os meios de transporte – correspondentes às áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais tenham um valor não superior a 20 euros”.

A aprovação e concretização desta proposta – sublinhou – terá tradução concreta nos territórios da CIM do Cávado e CIM do Ave, através da criação de um único passe para todos os transportes públicos. À semelhança do que há anos acontece nas Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa, também passaria a existir no distrito de Braga uma solução de bilhética mais barata e simples.

Viajar em todos os operadores

A título de exemplo, assinala que os utentes da CP, TUB (Braga), TUG (Guimarães), TUBA (Barcelos), MobiAve (Famalicão), Ave Mobilidade ou Cávado Mobilidade, entre outros, poderiam, assim, viajar entre todos os operadores com o mesmo título de transporte.

Os comunistas querem, ainda, que se invista no alargamento da oferta em geral, dando prioridade ao reforço da manutenção ferroviária, à contratação e valorização de trabalhadores, e ao aluguer de composições no mercado.

Este projeto de resolução – assinala, também, João Baptista – “é coerente com outras propostas que o PCP tem vindo a apresentar, como a construção da ligação ferroviária direta entre Braga e Guimarães e a linha de concordância de Braga a Barcelos, entre outras”.

E, a concluir, afirma: “A política de mobilidade no concelho e no distrito é impulsionadora do uso de transporte pessoal, assente na utilização de viatura própria. No distrito de Braga vivem mais de 850 mil pessoas, é um dos mais populosos do país. Olhar para o uso de transportes públicos como uma prioridade regional e nacional exige outro nível de investimento e vontade política para o concretizar”.

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UMinho recebe espólio de António Losa, referência nos estudos árabes em Portugal

A Universidade do Minho vai receber o acervo de António Losa (1914-2000), um dos principais estudiosos da língua e cultura árabes em Portugal. O estudioso, oriundo de Esposende mas radicado em Braga, foi, ainda, professor da Escola Carlos Amarante.

A cerimónia de doação do espólio realiza-se esta quarta-feira, às 11:30, no Arquivo Distrital de Braga (ADB). O momento de assinatura conta com a presença do reitor da UMinho, Pedro Arezes, e da filha mais velha de António Losa, Manuela de Areia Losa. Segue-se uma visita à mostra documental dedicada ao insigne filólogo, arabista e professor bracarense.

Centenas de livros e documentos

As centenas de documentos legados por António Losa, como livros, correspondência, manuscritos, fotos e apontamentos, vão ser repartidas entre o ADB, uma unidade cultural desta academia, e a Biblioteca Fernão Mendes Pinto, situada no edifício 4 do campus de Gualtar (Braga) e especializada em línguas e culturas orientais.

A UMinho compromete-se a “zelar pela conservação, pelo tratamento técnico e pela divulgação do acervo”.

António Losa foi uma figura marcante da vida cultural bracarense do século XX, reconhecido pelo seu trabalho sobre a língua, cultura e presença árabe e moçárabe na formação histórica e cultural de Portugal. Entre as suas obras destaca-se o livro póstumo “Entre Cristãos, Mouros e Judeus: do Minho ao Mar das Índias”. Organizou/participou em diversas conferências em Portugal e no estrangeiro e investigou também sobre a história regional, como a de Esposende.

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Ativo do dia. Brent ‘espreita’ os 112 dólares e renova máximos de cinco meses


O ativo

Contratos de futuros do Brent. A referência do petróleo para o mercado europeu escalou até aos 111,99 dólares por barril na sessão desta terça-feira, registando assim o valor mais elevado desde 18 de maio. O marco foi registado às 12h37, hora de Lisboa, que se traduziu numa subida de 2,2% do barril de petróleo. O West Texas Intermediate, referência norte-americana, tocou nos 110 dólares, o nível mais alto desde abril para um contrato de entrega próxima.

Atualmente, o Brent está a corrigir cerca de 1% para 108,6 dólares num contexto de guerra no Irão, de ataques a navios no Golfo e de limitações à passagem pelo estreito de Ormuz, numa altura em que o Irão intensificou os ataques a petroleiros.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

O marco

A sessão desta terça-feira tem sido particularmente volátil, com o Brent a negociar entre 105,95 dólares e 111,99 dólares, após ter começado o dia a negociar nos 109,15 dólares. Ao início da tarde, os contratos de Brent para a entrega mais próxima atingiram o valor mais alto desde 18 de maio.

Os preços do petróleo continuam bem sustentados. Isto sugere que o mercado está a incorporar um prémio de risco significativo, dada a volatilidade da situação.

Warren Patterson e Ewa Manthey

Analistas do ING

A causa

Os houthis, aliados do Irão no Iémen, anunciaram na segunda-feira ataques a alvos sauditas, entre os quais uma instalação da Aramco em Yanbu e o campo petrolífero de Shaybah, apesar de as autoridades sauditas não terem confirmado o ataque. A Kpler, uma plataforma global de dados e análise em tempo real focada na inteligência de comércio físico, fluxos de mercadorias e rastreamento marítimo, contabiliza pelo menos 18 navios atacados em duas semanas.

Os analistas do ING indicam que o mercado inclui um prémio de risco significativo no preço. A suspensão de sanções à Rússia, decretada por Donald Trump, não travou a subida da cotação do petróleo nos mercados internacionais, porque os investidores deram mais peso ao risco para as infraestruturas do Golfo.

O que esperar a seguir

O mercado vai acompanhar a decisão final de Washington sobre as sanções à Rússia, que Trump ainda não anunciou, e a evolução dos ataques no Golfo. O ING aponta que o prémio de risco só diminui se os fluxos de crude se mantiverem sem interrupções, o que ainda não se verificou.

A Agência Internacional de Energia (AIE) está pronta para coordenar novas libertações de reservas de emergência e quer acelerar a entrega de mais de 20 milhões de barris de gasóleo. Fatih Birol, diretor executivo da AIE, afirmou não ver “nenhum caminho credível” para a normalização em 2027.

A frase

“Os preços do petróleo continuam bem sustentados. Isto sugere que o mercado está a incorporar um prémio de risco significativo, dada a volatilidade da situação.”, afirmam Warren Patterson e Ewa Manthey, analistas do ING.

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Rés do chão também paga o elevador do condomínio? Saiba o que diz a lei

Ter casa ao nível da rua pode fazer parecer desnecessário contribuir para as despesas do elevador. Contudo, a localização da habitação e o uso que o proprietário faz do equipamento não chegam, por si só, para determinar se existe obrigação de pagamento.

A regra encontra-se no artigo 1424.º do Código Civil: “Nas despesas dos ascensores só participam os condóminos cujas fracções por eles possam ser servidas”. O que importa é perceber se o elevador pode servir aquela fração, tendo em conta os acessos existentes.

Não usar o elevador não garante isenção

Um proprietário pode preferir sempre as escadas e continuar obrigado a contribuir para o elevador. A lei atende à possibilidade de utilização para servir a fração, independentemente da frequência com que o equipamento é usado.

O Tribunal da Relação de Guimarães explicou, num acórdão de 19 de dezembro de 2023, que é necessário verificar se o elevador permite aceder à fração a partir da via pública ou chegar a uma extensão dessa fração, como uma garagem ou arrecadação.

Assim, quem vive no rés do chão pode ter de pagar se o elevador permitir chegar à garagem ou à arrecadação que integra a sua propriedade, mesmo que habitualmente utilize outro acesso.

Quando pode haver dispensa de pagamento

A situação será diferente quando o elevador não possa servir a fração nem os espaços que a integram.

Pode acontecer, por exemplo, numa habitação com entrada ao nível da rua, num prédio cujo elevador apenas dá acesso aos andares superiores, sem garagem ou arrecadação associada àquela fração nos pisos servidos pelo equipamento.

A conclusão depende das características concretas do edifício. A existência de uma entrada independente é um elemento relevante, mas deve ser analisada juntamente com os restantes acessos.

A dispensa não abrange todas as despesas do condomínio

Ficar dispensado dos encargos do elevador não significa deixar de pagar a quota de condomínio. O proprietário continua responsável pelas restantes despesas comuns que lhe sejam legalmente imputáveis.

Quando existe obrigação de contribuir para o ascensor, podem estar em causa despesas de manutenção e reparação. A repartição dos encargos segue, em regra, o valor relativo das frações, habitualmente expresso em permilagem, sem prejuízo das disposições aplicáveis ao condomínio.

O que verificar antes de contestar uma cobrança

Para esclarecer a situação, o proprietário deve pedir ao administrador a discriminação das despesas e o critério utilizado para as repartir.

Importa também consultar o título constitutivo da propriedade horizontal, o regulamento do condomínio e a documentação da fração, confirmando os acessos à habitação, à garagem e às arrecadações.

Se persistir uma divergência, a análise deve considerar a deliberação da assembleia e os meios disponíveis para a contestar. Uma eventual impugnação está sujeita a regras e prazos, pelo que deixar simplesmente de pagar não substitui esse procedimento.

Leia também: Supermercados podem recusar vales Volta, mas há uma forma de recuperar o dinheiro que muitos desconhecem

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Sebastian Hoeness, el último de una gran estirpe: un loco del golf, fan de Guardiola y técnico desde los 25 años

Sobrino de Uli e hijo de Dieter, el técnico del Stuttgart es una de las relevaciones jóvenes en los banquillos alemanes Leer

Sobrino de Uli e hijo de Dieter, el técnico del Stuttgart es una de las relevaciones jóvenes en los banquillos alemanes
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Cristiano Ronaldo telefonou a Proença após deixar o estágio da Seleção: saiba o que foi falado nessa chamada

A falta de condições anímicas foi a explicação que Cristiano Ronaldo deu a Pedro Proença para não continuar no estágio da Seleção Nacional. O capitão comunicou a decisão por telefone, depois de abandonar o estádio em Copenhaga, segundo o acórdão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), divulgado a 19 de outubro.

O episódio aconteceu a 30 de setembro, quando Portugal preparava o encontro com a Dinamarca para a Liga das Nações. Dias antes, Ronaldo tinha sido suplente não utilizado frente à Noruega, apesar de ter passado parte da segunda metade a aquecer. Posteriormente, o jogador acusou Jorge Jesus de lhe ter faltado à palavra.

A chamada aconteceu depois de sair do estádio

Os factos considerados provados indicam que Ronaldo deixou o Estádio Parken antes do treino oficial, marcado para as 18 horas. Também não compareceu ao jantar da equipa, previsto para as 20h30 no hotel onde a comitiva estava instalada.

A saída ocorreu por iniciativa do jogador, que não comunicou nem justificou previamente a intenção de abandonar o estádio e o estágio aos responsáveis federativos ou da Seleção.

Só depois de sair telefonou ao presidente da FPF. Durante essa conversa, informou Pedro Proença de que “não se encontrava em condições anímicas para continuar integrado no estágio da Seleção Nacional”, descreve o acórdão.

Explicação não foi aceite como justificação para o abandono

O Conselho de Disciplina entendeu que os motivos apresentados ao presidente da Federação e, mais tarde, publicamente não justificavam o abandono dos trabalhos. Considerou ainda que Ronaldo conhecia as suas obrigações e agiu de “forma livre, consciente e voluntária”.

O documento sublinha também as responsabilidades acrescidas do jogador enquanto capitão, nomeadamente perante os colegas e a equipa técnica. A saída ocorreu na véspera de um encontro e Ronaldo não regressou para o jogo seguinte.

Numa mensagem divulgada a 6 de outubro, o avançado assumiu a responsabilidade pelo abandono, pediu desculpa aos adeptos e aos companheiros e defendeu que a sua atitude devia ter consequências disciplinares.

Suspensão permite um eventual regresso em novembro

O processo terminou com uma suspensão de 30 dias e uma multa de 255 euros. A ausência de antecedentes disciplinares, a confissão dos factos e o percurso desportivo do jogador foram considerados na determinação do castigo.

À data da decisão, foram descontados 19 dias de suspensão preventiva, pelo que restavam 11 por cumprir.

Assim, o castigo estará cumprido antes dos próximos compromissos de Portugal: frente à Dinamarca, a 14 de novembro, em Braga, e ao País de Gales, a 17, em Cardiff. O eventual regresso dependerá da convocatória de Jorge Jesus.

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Portugal não pode ficar apenas a fabricar a defesa dos outros


A discussão sobre o reforço da defesa europeia concentra-se nos grandes contratos, nas empresas estabelecidas e nos montantes anunciados. Segundo o relatório The State of Defence Tech 2026, da Dealroom e da Resilience Media, as startups europeias de defesa tinham captado o equivalente a cerca de 6,5 mil milhões de euros em capital de risco até setembro de 2026. Mas há outra pergunta, determinante para Portugal: quantas das nossas empresas poderão passar de fornecedoras de componentes a criadoras de produtos e tecnologias que respondam a novas necessidades? Temos exemplos em Portugal, de empresas tecnológicas que conquistaram mercados exigentes – o desafio é alargar essa capacidade a uma indústria que investiu, durante décadas, em conhecimento, equipamentos e competitividade internacional.

Podemos desperdiçar esta oportunidade se ficarmos apenas a produzir segundo especificações definidas por outros, longe de quem concebe os sistemas, detém a propriedade intelectual e conhece o cliente final. A subcontratação é essencial às cadeias de fornecimento, mas não deve ser o nosso limite de ambição. Precisamos de participar também nas decisões tecnológicas, no desenvolvimento e na comercialização, se quisermos colher os frutos do que semeamos.

Os têxteis técnicos, os polímeros, os compósitos, os moldes, a metalomecânica, os componentes automóveis e a eletrónica são bons exemplos. Quem domina materiais de elevada resistência pode contribuir para proteção individual ou equipamentos de emergência. Um fabricante habituado a reduzir peso e assegurar repetibilidade na produção pode adaptar processos a estruturas para plataformas especializadas. Isto não significa que qualquer componente civil passe a ser um produto de defesa. O Dual-use implica identificar uma necessidade concreta, adaptar a tecnologia, demonstrar desempenho e responder a exigências muito específicas.

Algumas oportunidades poderão ser exploradas dentro da empresa existente. Outras justificarão uma estrutura autónoma. Uma PME industrial com uma aplicação promissora pode criar uma spin-off, com equipa, capital e estratégia comercial próprios, mantendo uma ligação à empresa de origem através de participação, licenciamento ou produção. Evita subordinar o novo negócio às prioridades dos mercados tradicionais e ganha condições para atrair parceiros e investimento. Acima de tudo, pode capturar valor para além da venda de horas de engenharia ou peças fabricadas.

Uma spin-off, porém, não deve nascer apenas porque existe financiamento disponível. É indispensável definir quem detém a tecnologia, quem suporta a industrialização, como se partilha o risco, que problema o produto resolve e quem o poderá comprar. Transferir uma tecnologia para outra sociedade não significa, por si só, criar um negócio.

Portugal não precisa de apostar em todos os segmentos. Pode diferenciar-se onde já possui competências: proteção humana, materiais multifuncionais, estruturas leves, sensores, monitorização, dispositivos médicos, apoio a emergências e resiliência. A proximidade entre engenharia e ciências da saúde abre possibilidades especialmente interessantes. Soluções úteis em ambientes operacionais exigentes podem também servir bombeiros, proteção civil ou profissionais de saúde.

Há também o caminho inverso: uma startup que nasce da investigação, de uma ideia ou de uma necessidade identificada no terreno. A prova de conceito e o financiamento são passos importantes, mas a distância até ao produto comercial continua a ser enorme. Quem valida a solução com utilizadores? Quem fabrica as primeiras unidades? Quem garante qualidade, manutenção e integração num sistema maior? Muitas startups não precisam apenas de capital – precisam de acesso à indústria e aos primeiros clientes no seu caminho. E muitas empresas industriais precisam da capacidade de experimentação e da agilidade das startups. É nesta complementaridade que podemos ganhar escala, desde que a propriedade intelectual e a partilha de valor, e risco, sejam discutidas desde o início.

Esta ligação exige também financiamento adequado à passagem do protótipo à produção. Equipamentos, primeiras séries e fundo de maneio têm necessidades distintas das da investigação, pelo que o capital para desenvolver tecnologia deve ser acompanhado por instrumentos que permitam fabricar e cumprir as primeiras encomendas.

Há obstáculos que não desaparecem com um bom protótipo. A defesa tem exigências de fiabilidade, rastreabilidade, segurança e certificação. Consoante a tecnologia e a atividade, podem aplicar-se licenças, regras de transferência e exportação ou restrições no acesso a ambientes de ensaio. São requisitos legítimos, mas precisam de ser conhecidos cedo. Descobrir as condições de teste e comercialização quando o produto está quase pronto pode consumir os recursos de uma startup antes da primeira encomenda.

Os instrumentos europeus de financiamento abrem oportunidades, mas uma candidatura aprovada não comprova que existe mercado. Um demonstrador concluído também não garante capacidade de fornecimento. Temos de avaliar em conjunto a maturidade tecnológica, industrial, regulamentar e comercial. E integrar utilizadores, compradores e empresas capazes de industrializar e distribuir as soluções enquanto ainda há margem para as adaptar.

O Estado pode também assumir um papel mais ativo como primeiro comprador. Pode criar oportunidades de ensaio com utilizadores, projetos-piloto pagos e percursos claros entre a validação e a aquisição, com critérios de desempenho definidos desde o início. Uma primeira aquisição pode dar à empresa uma referência operacional, reduzir a incerteza para investidores e abrir portas a outros clientes. Para uma startup, compreender o caminho até à contratação é tão importante como conhecer os instrumentos que financiam o desenvolvimento.

Nem todas as empresas portuguesas terão tecnologia, vocação ou dimensão para desenvolver produtos de proteção e defesa. Nem é desejável que todas o tentem. Mas seria um desperdício que empresas com capacidade não chegassem a explorar esta possibilidade por falta de informação, parceiros ou acesso ao mercado.

Portugal não precisa de apostar em todos os segmentos. Pode diferenciar-se onde já possui competências: proteção humana, materiais multifuncionais, estruturas leves, sensores, monitorização, dispositivos médicos, apoio a emergências e resiliência. A proximidade entre engenharia e ciências da saúde abre possibilidades especialmente interessantes. Soluções úteis em ambientes operacionais exigentes podem também servir bombeiros, proteção civil ou profissionais de saúde. A dupla utilização é uma forma de diversificar mercados, não apenas uma categoria tecnológica.

É com esta perspetiva que estamos a consolidar o Hub de Proteção e Defesa, envolvendo a Fibrenamics, outros Grupos e Centros de Tecnologia e Inovação do ecossistema da Universidade do Minho. Queremos acrescentar capacidade concreta: aproximar necessidades operacionais de competências industriais, apoiar desenvolvimento e ensaios, estruturar novos veículos empresariais e criar ligações a integradores, investimento e clientes. O resultado deve medir-se por produtos vendidos, contratos firmados, fornecedores qualificados e empresas que crescem, e nunca somente pelo número de iniciativas lançadas.

Nem todas as empresas portuguesas terão tecnologia, vocação ou dimensão para desenvolver produtos de proteção e defesa. Nem é desejável que todas o tentem. Mas seria um desperdício que empresas com capacidade não chegassem a explorar esta possibilidade por falta de informação, parceiros ou acesso ao mercado. O objetivo é criar condições para que mais empresas transformem competências existentes em produtos próprios e mais startups ultrapassem a distância entre a ideia e a primeira encomenda. Não apenas para responder à procura nacional, mas para disputar oportunidades e integrar cadeias de valor à escala europeia.

Há uma história que ilustra bem o risco. Um filho chega a casa entusiasmado e diz ao pai: «Pai, pão com queijo é que é bom!» O pai pergunta: «Mas comeste?» E o filho responde: «Não, vi comer.» O entusiasmo com as oportunidades da defesa europeia merece a mesma pergunta. Precisamos de criar condições para que mais empresas portuguesas desenvolvam produtos próprios, conquistem clientes e façam crescer os seus negócios. Quando dissermos que esta oportunidade é boa, devemos poder dizê-lo porque a soubemos aproveitar e criar algo estruturante.

O sucesso não estará em ter todas as empresas na defesa, mas em permitir que mais empresas portuguesas tenham condições reais para competir nesse mercado.

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El seguimiento de los profesores se desgasta en la quinta jornada de huelga y marcharán desde Delegación a Alcalá contra las cargas

La quinta jornada de huelga indefinida de los profesores en la Comunidad de Madrid se desarrolla con marchas y protestas locales en varios puntos de la región. El seguimiento de los paros ha bajado debido al desgaste del profesorado tras varios días de movilizaciones. Tras las concentraciones de la víspera y las cargas policiales en el escrache contra Ayuso, los docentes han fijado una manifestación para este martes. La marcha partirá desde la sede de la Delegación del Gobierno hasta la calle Alcalá (frente a la Consejería de Educación). Esta concentración se ha convocado para denunciar la actuación policial y exigir que se abra una investigación. Asimismo, los sindicatos vuelven a reclamar a la Consejería de Educación abrir las negociaciones para abordar la bajada de ratios, horas lectivas, así como mejoras salariales.

Este martes los piquetes informativos en los colegios e institutos de Madrid han vuelto a inaugurar una nueva jornada de protestas del profesorado. Durante la mañana, las movilizaciones se han desarrollado de forma descentralizada con marchas en los municipios. Así, en Alcobendas y San Sebastián de los Reyes se ha organizado una bicicletada para reclamar mejoras en la pública. En la capital se ha repetido la misma escena. Medio centenar de docentes ha sacado sobre las 11.40 horas la bicicleta o utilizado el servicio de BiciMAD. El punto de partida ha sido la Plaza del Dos de Mayo desde donde se han desplazado a otros centros bajo un coro de silbatos.

Tras cinco días de huelga, el desgaste de los paros entre el profesorado se refleja en los datos de seguimiento. La Comunidad de Madrid cifra el seguimiento en un 10,4%, mientras que los sindicatos han decidido no hacer pública este martes la cifra. Durante el arranque de los paros el 14 de octubre, los sindicatos contabilizaron que el 70% de los docentes secundaron la huelga, mientras que la Comunidad situó este porcentaje en un 44,6% de la plantilla de los centros públicos.

El día estará marcado por los sucesos de la víspera, tras las cargas policiales contra los profesores en el escrache contra Ayuso. Debido a estos sucesos, se ha convocado una manifestación para las 20.30 horas para exigir "que investigue las cargas policiales sufridas, esclarezca las responsabilidades correspondientes y garantice que no vuelvan a repetirse actuaciones de esta naturaleza". El comité de huelga denuncian "desproporción" en la intervención. Por ello, los docentes marcharán desde la sede de la Delegación del Gobierno, en Chamberí, hasta la Consejería de Educación, en la calle Alcalá.

"Es inadmisible que la falta de diálogo y negociación por parte de la Administración educativa vaya acompañada de una respuesta policial desproporcionada frente a quienes ejercen pacíficamente sus derechos fundamentales", han señalado desde el comité de huelga. Asimismo, han reprochado las alusiones de la presidenta de la Comunidad de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, para "desacreditar una movilización legítima" y "proyectar una imagen de violencia". En esta línea, han recalcado que las concentraciones organizadas son pacíficas: "No vamos contra nadie. Estamos defendiendo la educación pública". Asimismo, los sindicatos han recordado que el resultado de estas movilizaciones son años de deterioro en la educación pública que han llevado al profesorado "a una situación límite".

En este contexto, se ha vuelto a reclamar a la consejera de Educación, Mercedes Zarzalejo, que reconozca al comité de huelga como interlocutor legítimo y abra una negociación para alcanzar mejoras. "La escuela pública es de toda la sociedad. Defenderla es una responsabilidad compartida. Escuchar a quienes la sostienen cada día también debería serlo. Seguimos dispuestos a negociar. Consejera, estamos esperando su respuesta", han expresado. El calendario previsto por los sindicatos para el miércoles centra la actividad en la celebración de asambleas informativas y acciones descentralizadas. Para el jueves, se prepara una concentración en la Asamblea de Madrid, coincidiendo con el pleno semanal, y la tercera manifestación que empezará a las 18.00 horas en Atocha y finalizará en la calle Alcalá.

Reivindicaciones del profesorado

El profesorado madrileño se está movilizando para presionar a la Comunidad de Madrid a aprobar mejoras laborales. Las reivindicaciones se articulan a través de dos convocatorias que se desarrollan en paralelo: una organizada por el comité de huelga (en la que participan UGT y CC OO junto a asociaciones de familias, alumnos y otras plataformas) y otra programada por CSIF con paros parciales a lo largo de todo el curso.

Desde el comité de huelga demandan reducir el número de alumnos por aula para establecer ratios de 13 estudiantes en Infantil, 15 en Primaria, 20 en Secundaria, 23 en Bachillerato y 15 en Formación Profesional. Además, se recoge la necesidad de establecer cupos específicos para los alumnos con necesidades especiales. Dentro de las demandas, también se plantea implantar las 17 horas lectivas en Secundaria (en la actualidad está en marcha un proceso para aminorar la carga hasta las 18 horas semanales) y las 22 horas en Primaria (reduciendo las 25 horas semanales vigentes).

Además, los profesores consideran un agravio comparativo el hecho de que en otras autonomías esta profesión esté mejor retribuida, a pesar de que Madrid tiene la mayor renta per cápita de España y uno de los costes de vida más elevados. En este contexto, consideran necesario incrementar en 600 euros mensuales el salario. A su vez, entre las prioridades, se expone la necesidad de alcanzar una mayor "equidad y recursos para los centros de especial complejidad". En este listado se contemplan otras medidas como eliminar el actual modelo bilingüe o elaborar un plan de climatización de los centros, entre otras.

Por su parte, CSIF sitúa entre las prioridades abordar en la mesa de negociación la reducción de las ratios y las horas lectivas, así como la mejora salarial. En esta línea, una de las principales reclamaciones es crear un complemento de capitalidad para mejorar la retribución de los docentes y compensar las condiciones económicas de la región. Desde la plataforma consideran que esta opción es más adecuada que la propuesta del Ejecutivo autonómico de incluir la carrera profesional. Asimismo, plantean eliminar la carga burocrática del profesorado, reducir a 23 horas lectivas en Infantil y Primaria, reconocer como horas lectivas las funciones de jefatura, tutorías y labores de coordinación, mejorar la atención a la diversidad con más recursos o crear un plan integral de infraestructuras y climatización. Por otro lado, el sindicato ha reclamado que se introduzcan los nuevos permisos y licencias acordados.

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Periodistas de ministerio

El presidente de Vox, Santiago Abascal, y la secretaria general adjuna del partido, Montse Lluis, en una reunión de CEN en Bambú

Montse Lluis va a ser la número dos de Vox por Madrid, y no es por ella en particular, sino por la figura en general, pero yo me he acordado de los periodistas que terminan en un ministerio o así, que es como pasar de ser organillero de la calle a ser clavecinista de palacio. Hay periodistas que terminan en un ministerio, como un poeta encajonado, escribiéndole al líder bajo la luz de luna de las fotocopiadoras, bajo la inspiración mística del argumentario (uno se imagina el argumentario como un códice flotante que aparece ante los asesores igual que un cáliz ante los monjes). La verdad es que tan falso puede ser un amor de pianista tísico, de poeta tísico o de presidente tísico como un argumentario de partido, así que todo depende de las debilidades de cada uno. Lo que sí me parece es que el periodista que termina en un ministerio en realidad siempre apuntó a ministro, ya quería ser desde el primer momento ministro, o secretario de ministro, mientras iba por las redacciones como si fueran cancillerías políticas y por los cafés como si fueran vagones de armisticio. Ahora, con las elecciones, hay como un murmullo de periodistas ministros, o secretarios de ministro, que quieren llegar a serlo por fin, y otro murmullo de los que temen dejar de serlo y volver al organillo de la calle o a las redacciones que huelen a sopa. Cada uno tiene la vocación que tiene, claro.

Hay periodistas que terminan en un ministerio, o en una consejería, o en un gabinete, vestidos de azafatos y haciendo de eso mismo, y de heraldos y publicistas, que es lo contrario del periodismo según la cita apócrifa de Orwell y según la experiencia y el sentido común. En realidad el periodista no suele llegar a ministro, que parece una ambición más bien de madre del periodista, como de madre de Máximo Huerta, y en este caso quedó también como decepción de madre (aquel primer gobierno de Sánchez, puro marketing del vendehúmos o vendebragas Iván Redondo, era como un casting de Gran Hermano VIP y Huerta parecía el primer expulsado). El periodista, que tiene un oficio como de entresuelo, suele más bien pasar directamente de los sotanillos de las redacciones a los sotanillos políticos, y ahí se queda inventando palabras y escribiéndoles los discursos a esos políticos que, por no escribirse sus cosas, ni siquiera sus notas o chuletas, luego parece, como Feijóo, que no saben leer. Puede llegar, eso así, a jefe de gabinete de prensa y aparecer por las comparecencias del político para hacer de carabina o de monja con regletazo, como Miguel Ángel Oliver. O puede llegar a gurú, a factótum, a Rasputín mefistofélico, a brujo con cuervos, a Merlín con rayos, como Miguel Ángel Rodríguez. En estos casos, se diría que nos topamos con el más curioso de los quehaceres de un periodista, o sea, básicamente, impedir hacer periodismo.

Entre el periodismo y la publicidad, y también entre los más angelicales suspiros que alientan una redacción (hay redacciones que parecen internados habitados sólo por suspiros y anhelos de escapar fuera de allí, como aquellos internados de señoritas casaderas con pololo), tenemos otro destino muy deseado, quizá el que más. Me refiero a los medios públicos, que aquí son, absolutamente todos, medios de partido. Los medios públicos sólo son públicos en el sentido de que son otro ministerio u otra consejería, de Propaganda en este caso, que existe sin existir y que se puede manejar con más o menos pudor pero tienen el objetivo de su nombre sin nombre. Cada noticia, cada programa, cada escaleta, cada guion, cada presentador como con balconcillo, cada tertuliano que da tortas o las recibe, cada cómico con sotana, esmoquin o gorra para atrás está elegido, pensado y calculado para servir al partido. Quien lo niegue es que es tonto o está comiendo de ello. Aunque quizá el más cómodo destino es quedarte en tu medio de toda la vida, en tu cabecera de mancheta antigua como una lápida antigua, a ejercer el magisterio del periodismo aun siendo más útil, más efectivo y más dócil al partido de turno que en cualquier otro sotanillo de los que hemos mencionado.

En estos casos, se diría que nos topamos con el más curioso de los quehaceres de un periodista, o sea, básicamente, impedir hacer periodismo

Hay periodistas que pasan de los sotanillos o las hornacinitas de las redacciones a los sotanillos o las hornacinitas de los partidos, que puede parecer que es una tontería cambiar de un encajonamiento a otro pero no lo es. La verdad es que del periodismo es difícil comer, y más difícil todavía comer y beber (creo que fue Francisco de Cossío el que le dijo a Umbral que había que escribir dos artículos diarios, uno para comer y otro para beber). Es mucho más fácil comer y beber de la política, así que más que traidores al periodismo, más que ministros, estadistas o Richelieus desperdiciados por las redacciones entre suspiros y telefonazos, lo que hay son hambreadores. Tenemos una España llena de hambreadores, por todos lados, por todas las profesiones. Los hay con más ética y con menos, igual que los hay con más hambre y con menos, pero todos parecemos banderilleros con cornada de hambre y poetas con musa de telaraña. A lo mejor no hay que juzgar tan duramente a los que se van a la política para no pasar hambre, para no tener que comer fideos de versos o de realidad. Pero el periodista que niega la realidad, o que impide que se conozca, ya es otra cosa. Y también para eso hay que tener vocación.

Hay murmullo en las redacciones y en los ministerios, hay quien sólo piensa en dejar la libreta con mancha de sopa o la mesa del periódico con luz de ciego para escribirle la mentira al ministro en papel con heráldica, y hay quien tiembla al pensar en volver a pisar la calle, que después de la moqueta es como pisar lava. Rugen los comederos, aletean los sueños, flaquean los esbirros, se buscan refugios, huyen los héroes, sonríen los ambiciosos, porque cuando todo se da la vuelta es probable que las putas y los ascetas intercambien los puestos y la experiencia. Hasta el que tiene alma y hambre de poeta puede pasar a tener alma y hambre de rapaz. No sólo en el periodismo, sino en todo. Ya dependerá de la vocación de cada uno. 

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Moderate Republicans fear being dragged down by Trump’s unpopularity

Dan Hanover has planted a sign in the front yard of his home in Tarrytown as if trying to ward off a curse. It bears just three words, “Mike Lawler for Congress,” but that is more than enough for everyone here to understand what it means: the retiree is determined to do whatever he can to help the Republican who represents this charming village north of New York City keep his seat in the House of Representatives after the November 3 election.

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© Alex Brandon (AP Photo/Alex Brandon)

Mike Lawler, Republican congressman for New York’s 17th District, at his party’s convention in Dallas, Texas, on Sept. 10.
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