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Sindienergia-PE reúne setor para levar demandas de Pernambuco ao Plano Decenal de Energia 2036 e anuncia novo presidente

O Sindicato das Indústrias de Energia do Estado de Pernambuco (Sindienergia-PE) reuniu na tarde desta quinta-feira (22), no auditório da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), no Recife, representantes do setor energético, do poder público, da indústria e do empresariado para discutir o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2036.

O encontro teve como objetivo ampliar o debate sobre o planejamento energético para os próximos dez anos e reunir contribuições de Pernambuco para o documento que orientará a expansão da infraestrutura energética brasileira.

Durante a reunião, o presidente do Sindienergia-PE, Bruno Câmara, destacou a importância da participação dos diferentes segmentos na construção das contribuições de Pernambuco para o PDE 2036. Segundo ele, o planejamento representa uma oportunidade para o Estado apresentar suas demandas e potencialidades, especialmente em relação à ampliação da infraestrutura de transmissão.

“Precisamos da contribuição de todos aqueles que têm intenção de se conectar à rede básica do Estado de Pernambuco”, afirmou Bruno. O presidente ressaltou ainda que o Sindienergia-PE estará aberto para receber as sugestões do setor até o dia 28 de outubro, visto o prazo máximo, 6 de novembro, de envio do documento final a Consulta Pública em curso junto a EPE, com o objetivo de colaborar com “a melhor estrutura possível para que o Estado de Pernambuco seja contemplado com obras de infraestrutura elétrica na rede básica que permitam o desenvolvimento e atração de grandes projetos para o estado”, afirmou.

Para o secretário-executivo de Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Sá, o PDE 2036 é um instrumento fundamental para definir os rumos do setor energético brasileiro na próxima década. “Pernambuco precisa estar representado nesse planejamento, contribuindo para que as decisões do governo federal considerem nossas potencialidades e necessidades”, destacou.

A participação do Estado no debate também está relacionada à busca por novos investimentos e ao fortalecimento da infraestrutura energética. Guilherme Sá ressaltou que a construção de um posicionamento estratégico pode contribuir para “atrair investimentos em infraestrutura, estimular novos empreendimentos e garantir energia de qualidade para impulsionar o desenvolvimento econômico do Estado”.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, reforçou a necessidade de uma construção conjunta entre o poder público e o setor produtivo. “Queremos estruturar, em conjunto com o setor de energia, o planejamento de Pernambuco para os próximos dez anos e colocar essa pauta no governo federal”, afirmou.

A expectativa, segundo a secretária, é ampliar a capacidade de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia em Pernambuco, criando condições para a chegada de novas indústrias, especialmente empreendimentos eletrointensivos, além de estimular investimentos e a geração de empregos.

Um dos principais articuladores do encontro, o vice-presidente do Sindienergia-PE e presidente da Associação Pernambucana de Energias Renováveis (Aperenováveis), Rudinei Miranda, ressaltou a importância do encontro para aproximar os agentes do setor e construir uma agenda alinhada às necessidades das empresas pernambucanas.

“É muito importante discutir Pernambuco junto às principais referências do setor de energia do Estado. Foi muito gratificante poder estruturar a política do sindicato de acordo com os anseios do nosso setor”, afirmou Rudinei. Ele também destacou a importância de uma gestão democrática e participativa, reforçando o papel da entidade na defesa das empresas e na articulação entre os diferentes segmentos do mercado energético.

Nova gestão

O encontro também marcou um momento importante para o futuro do Sindienergia-PE. Durante a programação, foi comunicado que Rudinei Miranda, atual vice-presidente do sindicato e presidente da Aperenováveis, assumirá a presidência da entidade em janeiro de 2027.

A mudança inaugura um novo ciclo à frente do sindicato, com a proposta de dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela atual gestão e fortalecer a atuação da entidade na defesa dos interesses das empresas do setor energético pernambucano.

Rudinei destacou que a transição vem sendo construída de forma alinhada e respeitosa com o atual presidente, Bruno Câmara, com o objetivo de preservar os avanços conquistados e ampliar a atuação institucional do sindicato. “A gente tem trabalhado de forma muito respeitosa com o Bruno para que isso seja uma transição de continuidade”, afirmou.

O futuro presidente também ressaltou a importância de consolidar Pernambuco como referência na gestão e no desenvolvimento do mercado de energia. “Não existe desenvolvimento econômico, não existe segurança energética para nenhum estado, para nenhuma nação, se não for através de uma política estruturada de energia”, destacou.

Com o encontro e a construção de contribuições para o PDE 2036, o Sindienergia-PE reforça seu compromisso com a articulação do setor energético e com a defesa de um planejamento capaz de ampliar a infraestrutura, atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento de Pernambuco.

© Divulgação

Encontro reuniu setor energético, poder público e indústria no auditório da Adepe, no Recife
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ProPública alerta que lei pode ser insuficiente para proteger Sines no negócio Galp/Moeve

✇ECO
By: Lusa

A associação ProPública — Direito e Cidadania alerta que a legislação portuguesa pode ser insuficiente para proteger ativos estratégicos, como a refinaria de Sines, no âmbito da operação que a Galp está a negociar com os acionistas da Moeve.

Num comunicado divulgado esta sexta-feira, a associação considera que o negócio “poderá revelar-se profundamente negativo para os interesses do país, dos consumidores e dos pequenos acionistas da Galp”, criticando a ausência de uma decisão firme do Governo para bloquear a operação ou reforçar o controlo nacional sobre a infraestrutura.

“O Governo admite ‘linhas vermelhas’, mas os silêncios e a ausência de uma decisão firme de bloqueio ou de reforço do controlo nacional são preocupantes”, critica.

Em causa está o acordo não vinculativo entre a Galp e a Moeve, que prevê a combinação dos negócios de refinação, petroquímica e comercialização de combustíveis das duas empresas na Península Ibérica, incluindo a refinaria de Sines e as unidades espanholas de Huelva e Cádis.

Segundo a associação, a operação poderá resultar na alienação de 80% da refinaria de Sines e de outros ativos relacionados, nomeadamente o oleoduto Sines-Aveiras, ficando a Galp com uma participação minoritária na futura sociedade.

A ProPública sustenta que o Decreto-Lei n.º 138/2014, que estabelece o regime de salvaguarda de ativos estratégicos, “pode revelar-se insuficiente para deter a operação”.

Embora o diploma permita ao Conselho de Ministros opor-se à aquisição de controlo sobre ativos estratégicos por entidades de países terceiros, quando esteja em causa uma ameaça real e grave à defesa, segurança ou aprovisionamento do país, a associação considera que existem fragilidades na sua aplicação.

“O mecanismo de comunicação é essencialmente facultativo, a aplicação prática do diploma tem sido residual e o seu texto não foi, como devia ter sido, atualizado”, argumenta.

Nesse sentido, defende que Portugal deveria ter adaptado a legislação nacional ao novo quadro europeu de análise de investimentos estrangeiros, nomeadamente ao Regulamento (UE) 2026/1386, “que torna obrigatório um mecanismo nacional de escrutínio, alarga o âmbito (incluindo infraestruturas críticas de energia), abrange investimentos indiretos através de entidades da UE controladas por investidores de países terceiros e introduz a notificação prévia obrigatória e a suspensão da operação”.

A associação considera que “a omissão de adaptação deixou Portugal com um instrumento jurídico débil face a operações sofisticadas que diluem o controlo nacional sem transferência formal de propriedade imediata”.

E alerta para as consequências que uma eventual perda de controlo sobre a refinaria poderá ter para a segurança energética.

“Sines não é uma infraestrutura qualquer: é o garante do abastecimento energético que sustenta os transportes, a petroquímica, a agricultura e muitos outros segmentos da nossa economia. Sem controlo efetivo português, o país fica à mercê de decisões tomadas em Abu Dhabi ou em outros centros de interesse estrangeiros”, acrescenta.

A Moeve é controlada pelo fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos Mubadala Investment Company e pelo fundo norte-americano The Carlyle Group.

No comunicado, a associação conclui que “a Galp não pode decidir sozinha o destino de um ativo crítico que pertence à segurança estratégica do país“, defendendo que Portugal precisa de um “sobressalto patriótico, antes que a refinaria de Sines deixe, na prática, de ser portuguesa”.

Em julho, a ministra do Ambiente e Energia afirmou que o Governo estava a estudar instrumentos legais para garantir que a refinaria de Sines permanecia em Portugal e mantinha a capacidade de abastecer prioritariamente o país em situações de crise.

Maria da Graça Carvalho indicou que o executivo estava a avaliar as possibilidades jurídicas de intervenção, tendo em conta que os acionistas da Moeve são de fora da UE e que o Estado português detém uma participação de 8,24% na Galp.

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Business e price cup, cosa porta a casa Meloni dal bilaterale in Kuwait

Non solo accordi e memorandum, l’Emiro del Kuwait dice sì a prorogare il price cap su benzina e gasolio, già applicato da Q8 nelle scorse settimane in risposta all’appello del governo italiano per contenere i costi dell’energia e tutelare famiglie e imprese. Il bilaterale tra il presidente del Consiglio, Giorgia Meloni, e Misha’al Al-Ahmad Al-Jaber Al Sabah al Bayan Palace di Kuwait City è stato ricco di spunti.

Da un lato sono stati siglati cinque accordi: il Memorandum d’intesa sulla cooperazione nel campo della promozione degli investimenti diretti tra Agenzia Ice e l’Autorità del Kuwait per la promozione degli investimenti diretti; la lettera di intenti tra Leonardo Spa e il ministero della Difesa dello Stato del Kuwait relativa allo sviluppo delle capacità di difesa e alla cooperazione industriale; il protocollo d’intesa tra l’Arma dei Carabinieri e la Guardia Nazionale dello Stato del Kuwait sulla cooperazione militare nei settori della consulenza e della formazione; la dichiarazione dell’adozione dell’Action Plan 2027-2030 tra la Repubblica Italiana e lo Stato del Kuwait sul rafforzamento della cooperazione bilaterale; infine il memorandum d’intesa tra i Carabinieri e la Guardia Nazionale kuwaitiana.

Dall’altro con la visita in Kuwait del 23 ottobre, la tredicesima nelle Nazioni del Golfo, Giorgia Meloni diventa il primo presidente del Consiglio italiano ad avere visitato tutte e sei le Nazioni del Consiglio di Cooperazione del Golfo nel corso di un mandato di governo. Numeri che raccontano il peso specifico delle relazioni tra Palazzo Chigi e il Golfo, come confermato tra le altre cose anche dall’invito a partecipare al Vertice del GCC di Manama del dicembre 2025. Inoltre a proposito del price cap su benzina e gasolio, fonti di Palazzo Chigi spiegano che la disponibilità dell’Emiro rappresenta “un segnale concreto della solidità delle relazioni tra Italia e Kuwait e della capacità del Governo italiano di promuovere un dialogo costruttivo con i partner strategici, traducendo il confronto diplomatico in misure di rilievo per cittadini e sistema produttivo”.

Non va dimenticato che tra Italia e Kuwait ci sono una serie di interlocuzioni molto intense, come la partecipazione dell’Italia alla liberazione del Kuwait dopo l’invasione dell’Iraq di Saddam Hussein, le relazioni da quel momento intrecciate in ambiti nevralgici, come il turismo, l’immobiliare, l’alta tecnologia, l’energia, dove Q8 rappresenta la presenza più riconoscibile con un portafoglio che comprende una rete di distribuzione di 3.000 punti vendita e investimenti nella raffinazione e nella produzione di biocarburanti, anche in partnership con Eni. Le intese siglate hanno lo scopo di cementare ulteriormente questa relazione bidirezionale, come dimostra l’accordo tra Ice e Kuwait Direct Investment Promotion Authority.

Non solo business, la geopolitica è stata al centro del bilaterale con una serie di valutazioni che il premier italiano e l’emiro hanno effettuato su temi sensibili, come le infrastrutture critiche più resilienti, le catene di approvvigionamento e distribuzione alternative, i grandi corridoi regionali e intercontinentali. Ambiti nei quali capitali kuwaitiani e capacità industriali italiane possono concorrere a ridurre le vulnerabilità comuni e creare nuove opportunità di crescita. La difesa resta un pilastro del rapporto bilaterale, spiegano fonti italiane. La visita “segue” il passo da gigante compiuto nelle relazioni bilaterali grazie all’accordo di cooperazione nel settore della difesa entrato in vigore lo scorso 12 ottobre. Sul versante della sicurezza, verrà inoltre definito un memorandum d’intesa tra i Carabinieri e la Guardia Nazionale kuwaitiana.

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Governo aumenta desconto sobre ISP do gasóleo, mas desce apoio na gasolina


O Governo aumentou o desconto sobre o ISP do gasóleo em 0,13 cêntimos e desceu o da gasolina em 1,36 cêntimos, tendo em conta que o mercado antecipa um comportamento díspar para a evolução dos preços dos combustíveis na próxima semana.

Na portaria, publicada esta sexta-feira em Diário da República, o Governo explica que a partir de segunda-feira passam a vigorar descontos para o gasóleo rodoviário e gasolina que são de “103,47 euros e de 61,48 euros por mil litros, respetivamente”. Esta semana, o apoio em vigor era de 102,11 euros para o gasóleo e de 71,90 euros para a gasolina por cada mil litros.

Esta decisão resulta da “perspetiva de que na próxima semana se irá registar uma subida do preço do gasóleo rodoviário e uma descida do preço da gasolina sem chumbo”. O gasóleo, o combustível mais usado em Portugal, deverá subir um cêntimo e a gasolina descer oito cêntimos, de acordo com os dados do Automóvel Club de Portugal (ACP). Mas fonte do mercado avançou ao ECO uma previsão ligeiramente diferente, já com base nas cotações de meio da manhã: uma subida de 1,5 cêntimos para o diesel e uma descida de oito cêntimos para a gasolina.

Até ao final do ano, sempre que os combustíveis subam mais de dez cêntimos face aos preços registados na semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estado Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz, o Governo descerá o ISP no valor equivalente à subida do IVA em virtude do aumento dos preços. O prolongamento do apoio até final do ano foi aprovado, a semana passada, pelo Parlamento.

Desde a semana de 2 a 6 de março, o gasóleo regista um aumento acumulado de 54,5 cêntimos e a gasolina de 39,6 cêntimos, sem ter em conta as previsões para a próxima semana.

Brent caminha para terceiro ganho semanal

Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a subir 3,59% para os 117,22 dólares por barril, o valor mais elevado desde 28 de junho de 2022 data em que atingiu os 117,98. O Brent caminha assim para a terceira semana consecutiva de ganhos.

A escalada nos preços é justificada pelo intensificar dos ataques houthis contra alvos sauditas, que aumentaram os riscos de abastecimento no Médio Oriente, e as notícias de possíveis novos ataques dos EUA contra o Irão. A Saudi Aramco ordenou na quinta-feira a evacuação da sede em Dhahran, perto do Barém, avançou a Reuters, tendo em conta o intensificar dos ataques dos rebeldes iemenitas.

Os militantes houthis no Iémen, apoiados pelo Irão, reivindicaram a autoria dos recentes ataques ao porto de Yanbu, na Arábia Saudita, no Mar Vermelho, bem como de ataques mortíferos contra um campo petrolífero e um aeroporto do maior exportador mundial de petróleo bruto. Por outro lado, as Forças Armadas norte-americanas e israelitas terão, alegadamente, elaborado planos para novos ataques após as eleições intercalares do próximo mês, sendo provável que as infraestruturas energéticas do Irão sejam um alvo-chave.

“Os preços do petróleo continuam vulneráveis a reviravoltas bruscas impulsionadas por desenvolvimentos diplomáticos”, sublinha Linh Tran, analista de mercados na XS.com, numa nota enviada ao ECO. “A curto prazo, penso que o petróleo continuará em alta enquanto os riscos relacionados com as infraestruturas e o transporte marítimo permanecerem por resolver. No entanto, um regresso aos 100 dólares não é suficiente para confirmar uma recuperação sustentada”, alerta.

Apesar da escalada das tensões regionais e das ameaças à navegação no Estreito de Ormuz, as exportações de crude do Golfo Pérsico recuperaram para níveis próximos dos pré-guerra. Na Europa, a Ucrânia intensificou esta semana os seus ataques a refinarias russas, no contexto de um acordo entre os EUA e a Rússia relativo ao fornecimento de gasóleo.

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Preço dos combustíveis sobe 31,4% na UE em setembro

Após as subidas homólogas de 16,9% em julho e 23,8% em agosto, setembro destaca-se com uma subida de 31,4%. Bulgária, Estónia e Lituânia registam os maiores aumentos. Portugal ocupa o 15.º lugar.

© CHRISTOPHER NEUNDORF/EPA

O Eurostat não divulga dados homólogos sobre os preços do gasóleo e da gasolina
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Nearing Visabeira assume controlo maioritário da Anywind e reforça aposta na energia eólica

A Nearing Visabeira, subsidiária do Grupo Visabeira, concluiu um investimento estratégico na Anywind, através do qual assumiu uma posição maioritária no capital da empresa especializada em engenharia e soluções para ativos de energia renovável, com particular enfoque no setor eólico, revelou hoje o grupo.

A operação insere-se na estratégia de crescimento e diversificação da Nearing Visabeira, que pretende acelerar a sua expansão nas energias renováveis e reforçar as capacidades em infraestrutura eólica, tanto em projetos onshore como offshore, em vários mercados internacionais.

A Anywind, com 23 anos de atividade, é uma empresa portuguesa especializada em engenharia, instalação, operação e manutenção de infraestruturas de energia eólica, cujos  serviços cobrem todo o ciclo de vida dos ativos de energia renovável, desde a consultoria, engenharia e licenciamento até à instalação, operação, manutenção, desmantelamento e reciclagem. A empresa disponibiliza ainda soluções de armazenamento de energia, ligação à rede, evacuação e injeção de eletricidade.

Com presença na Europa, designadamente em Espanha, França, Bélgica, Países Baixos, Croácia e Alemanha, a Anywind, com sede na Covilhã, passará a desempenhar um papel central no desenvolvimento e execução dos projetos eólicos do Grupo Visabeira.

No novo modelo acionista, a empresa mantém a equipa de gestão e a identidade técnica, enquanto os fundadores José Almeida e António Patrício permanecem como coproprietários. A Nearing Visabeira espera que a parceria permita ampliar a presença internacional da Anywind, alargar a oferta de serviços e aumentar a capacidade de execução.

“Esta aquisição representa mais um passo importante na concretização da nossa estratégia de crescimento e diversificação no setor da energia, reforçando a nossa ambição de construir uma plataforma internacional de referência na prestação de serviços para as energias renováveis”, afirmou Nuno Terras Marques, CEO da Nearing Visabeira, citado no comunicado.

A Nearing Visabeira, que conta com participação minoritária da Goldman Sachs Alternatives, opera em 11 países e emprega mais de 8.000 pessoas, atuando em serviços de infraestruturas de energia e telecomunicações.

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Preço dos combustíveis sobe 31,4% na UE em setembro

O preço dos combustíveis para transporte individual na União Europeia (UE) teve um aumento homólogo de 31,4%, em setembro, segundo dados do serviço estatístico europeu, Eurostat.

A subida homóloga de setembro segue-se às de 16,9% em julho e 23,8% em agosto.

Em setembro, em comparação com o mesmo mês de 2025, três países da UE registaram aumentos de preços superiores a 40%: Bulgária (42,2%), Estónia (40,6%) e Lituânia (40,2%).

Outros 12 países da UE registaram aumentos superiores a 30%, variando entre 37,5% na República Checa e 30,3% em Portugal, que ocupa o 15.º lugar entre os 27.

O aumento de preços mais baixo, face a setembro de 2025, foi registado na Hungria (6,9%), seguida à distância pela Irlanda (17,7%) e pela Suécia (19,9%).

Na comparação com agosto, na UE, os preços do gasóleo subiram 5,9% e os da gasolina 6,7%, e em Portugal os aumentos foram, respetivamente, de 5,1% e 5,9%.

O Eurostat não divulga dados homólogos sobre os preços do gasóleo e da gasolina.

Os preços dos combustíveis têm aumentado desde a guerra no Irão, iniciada em 28 de fevereiro, que está a perturbar fortemente o tráfego de navios mercantes na região.

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Brent ultrapassa os 114 dólares, valor mais alto desde abril

Na quinta-feira, o Brent tinha já valorizado 4%, diante do aumento da tensão no Oriente Médio e do medo de novas interrupções no fornecimento de petróleo.

© RONALD WITTEK/EPA

A Guarda Revolucionária Iraniana revelou ter atacado quatro navios que, segundo Teerão, realizavam transferências ilegais de petróleo no Golfo Pérsico
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⛽Gasolina vai descer e gasóleo vai subir ligeiramente na próxima semana


Os combustíveis vão voltar a ter um comportamento diferenciado na próxima semana. O gasóleo, o combustível mais usado em Portugal, deverá subir um cêntimo e a gasolina descer oito cêntimos, de acordo com os dados do Automóvel Club de Portugal (ACP).

Estas tendências ainda podem sofrer alterações para ter em conta o fecho das cotações do Brent esta sexta-feira e o comportamento do mercado cambial. Mas, para saber quanto vai pagar na bomba segunda-feira quando for abastecer, é necessário esperar pela publicação da nova portaria com o desconto temporário e extraordinário do ISP a vigorar na próxima semana e que o Executivo optou por não reforçar mas apenas prolongar até dezembro.

De qualquer forma, com esta previsão, os preços permanecerão acima dos dois euros por litro (2,185 no caso do gasóleo e 2,015 na gasolina).

Mantém-se em vigor o limiar de subida nos dez cêntimos, para apoiar os combustíveis, a contar a partir da semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz. Desde então o gasóleo regista um aumento acumulado de 54,5 cêntimos e a gasolina de 39,6 cêntimos, sem ter em conta as previsões para a próxima semana.

Esta semana, inicialmente, a expectativa era de que os preços do diesel iriam subir 4,5 cêntimos e os da gasolina descer 1,5 cêntimos por litro. Mas, com a atualização do apoio do Governo, as cotações finais da matéria-prima e o comportamento do mercado cambial, afinal, o gasóleo subiu 2,7 cêntimos e a gasolina desceu 1,1 cêntimos.

Brent caminha para terceiro ganho semanal

Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a subir 0,54% para os 113,78 dólares por barril, mas já estiveram a cotar nos 114 dólares esta amanhã, o valor mais elevado desde o máximo de quatro anos de 114,44 dólares atingido a 4 de maio. O Brent caminha assim para a terceira semana consecutiva de ganhos.

A nova escalada nos preços é justificada pelo intensificar dos ataques houthis contra alvos sauditas, que aumentaram os riscos de abastecimento no Médio Oriente, e as notícias de possíveis novos ataques dos EUA contra o Irão.

Os militantes houthis no Iémen, apoiados pelo Irão, reivindicaram a autoria dos recentes ataques ao porto de Yanbu, na Arábia Saudita, no Mar Vermelho, bem como de ataques mortíferos contra um campo petrolífero e um aeroporto do maior exportador mundial de petróleo bruto. Por outro lado, as Forças Armadas norte-americanas e israelitas terão, alegadamente, elaborado planos para novos ataques após as eleições intercalares do próximo mês, sendo provável que as infraestruturas energéticas do Irão sejam um alvo-chave.

“Os preços do petróleo continuam vulneráveis a reviravoltas bruscas impulsionadas por desenvolvimentos diplomáticos”, sublinha Linh Tran,analista de mercados na XS.com, numa nota enviada ao ECO. “A curto prazo, penso que o petróleo continuará em alta enquanto os riscos relacionados com as infraestruturas e o transporte marítimo permanecerem por resolver. No entanto, um regresso aos 100 dólares não é suficiente para confirmar uma recuperação sustentada”, alerta.

Apesar da escalada das tensões regionais e das ameaças à navegação no Estreito de Ormuz, as exportações de crude do Golfo Pérsico recuperaram para níveis próximos dos pré-guerra. Na Europa, a Ucrânia intensificou esta semana os seus ataques a refinarias russas, no contexto de um acordo entre os EUA e a Rússia relativo ao fornecimento de gasóleo.

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Repsol frena en los tribunales el pago de más de 270 millones del gravamen que impuso Sánchez a las energéticas

La batalla jurídica librada por Repsol contra la arquitectura fiscal extraordinaria que el Gobierno adoptó por la crisis energética desatada desde la invasión de Ucrania ha registrado dos victorias clave para la compañía en la Audiencia Nacional. A través de dos resoluciones dictadas por distintas secciones de la Sala de lo Contencioso-Administrativo, la justicia ha suspendido el carácter ejecutivo de las liquidaciones realizadas por la Agencia Tributaria en concepto del Gravamen Temporal Energético de dos ejercicios, cuyo importe acumulado supera los 272,7 millones de euros.

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© ZIPI ARAGON (EFE)

El presidente de Repsol, Antonio Brufau (d) y el consejero delegado, Josu Jon Imaz (i) durante la junta general de accionistas de Repsol en 2026.
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Irão: 7 navios-tanque danificados no estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária afirma que quatro navios se incendiaram e três foram imobilizados por minas durante a noite. A UKMTO britânica não reportou qualquer incidente.

© ALI HAIDER/EPA

Os Estados Unidos têm aplicado um bloqueio aos portos iranianos no estreito de Ormuz, e o fluxo de petróleo atingiu recentemente níveis próximos dos registados antes do conflito
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Cepal reduce a 2% previsión de crecimiento para América Latina y Caribe en 2026

Con 6.5% este año, Venezuela lidera el crecimiento. Para la región, la Cepal mantiene 2.5% como previsión en 2027, pero condicionada a los efectos de El Niño, evolución de la demanda mundial, precios de materias primas y condiciones financieras internacionales.
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Rússia vai aumentar produção de gasolina e de gasóleo

O envio inaugural faz parte de um pacto assinado a 9 de outubro. Moscovo pode exportar até 3,5 milhões de toneladas até ao final de 2026, mais de 10% do mercado mundial.

© SERGEI ILNITSKY/EPA

"Tal como acordaram ambos os países, vamos cobrir a procura [de gasóleo] dos Estados Unidos na medida das nossas possibilidades", afirmou Alexandre Novak
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ECO.AP 2030 ultrapassa 900 entidades e reforça monitorização da descarbonização na Administração Pública

O programa ECO.AP 2030 integrou nos últimos doze meses mais 80 entidades públicas, elevando para 901 o total de organizações registadas e contabilizando 785 Gestores de Energia e Recursos (GER), de acordo com o Relatório Síntese com dados a 30 de setembro de 2026.

Este reforço traduz-se numa maior capacidade técnica das entidades públicas para implementar medidas de eficiência energética, hídrica e de descarbonização.

De acordo com o documento divulgado pela Adene – Agência para a Energia, entidade responsável pela operacionalização do programa, o Barómetro ECO.AP integrou no último ano mais 1.918 instalações e 9.352 veículos.

A plataforma passou também a abranger a iluminação pública e os equipamentos urbanos, tendo registado 2.731 instalações nesta nova área de monitorização e análise.

O compromisso com o planeamento estratégico registou igualmente progressos significativos, com mais 26 entidades a verem validados os respetivos Planos de Eficiência e Descarbonização ECO.AP 2030, totalizando 116 organismos com planos aprovados para os períodos de 2025-2027 e 2026-2027.

No decorrer de 2026, os Ministérios da Agricultura e Mar, das Finanças e da Justiça publicaram formalmente as respetivas metas, juntando-se aos setores da Saúde e da Defesa Nacional e elevando para cinco as áreas governativas com objetivos publicados.

A coordenação territorial conheceu um incremento expressivo, contando atualmente com 32 Coordenadores de Energia e Recursos (CER), o que representa mais 15 do que no período homólogo, destacando-se a adesão de 22 municípios que reforçam a articulação e a implementação local do programa.

Em paralelo, verifica-se uma aposta contínua nas energias renováveis, com a inscrição de mais 18 instalações de sistemas solares térmicos e 22 sistemas fotovoltaicos, contabilizando globalmente 98 e 104 instalações registadas no barómetro, respetivamente.

Na vertente da capacitação, o programa promoveu 22 iniciativas no último ano que envolveram 1.658 participantes e cerca de 64 horas de atividade. No total acumulado, o ECO.AP 2030 soma já 150 ações e 8.088 participantes, num esforço contínuo de divulgação, capacitação e partilha de boas práticas.

A Adene, liderada por Nelson Lage, sublinha que estes resultados confirmam a consolidação do programa como um instrumento de referência para a eficiência de recursos e a integração progressiva da descarbonização nas práticas de gestão da Administração Pública.

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