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Greenvolt vende dois projetos na Polónia por 391,5 milhões

22 October 2026 at 17:52

A Greenvolt – Energias Renováveis enviou um comunicado à CMVM para informar que a sua subsidiária Greenvolt Power celebrou um acordo para a venda de dois projetos de armazenamento de energia em baterias na Polónia, com uma potência total de 400 MW e uma capacidade de armazenamento total de 1,6 GWh, à A&R Investments, um veículo de investimento sediado em Malta.

“O valor da operação ascende a 391,5 milhões de euros, dos quais 311,5 milhões correspondem a um valor fixo e até 80 milhões a um pagamento adicional, cujo montante dependerá do momento em que os projetos obtenham a autorização para prestar serviços de equilíbrio à rede elétrica”, refere o documento.

Os projetos Ełk e Turośń Kościelna, situados no nordeste da Polónia, já se encontram construídos e têm, cada um, 200 MW de potência e 800 MWh de capacidade de armazenamento. “Os projetos têm receitas contratadas a longo prazo, através de contratos de 17 anos no mercado de capacidade polaco, a partir de 2028, e de um contrato com a Statkraft, que fará a gestão das baterias e a venda da sua flexibilidade nos mercados de eletricidade.”

A conclusão da operação está prevista até ao final de 2026, refere a Greenvolt, estando sujeita à verificação das condições habituais neste tipo de operações. “Esta venda enquadra-se na estratégia de rotação de ativos da Greenvolt, que consiste em vender integralmente a maioria dos projetos que desenvolve, realizando o valor criado e reinvestindo o capital em novos projetos, e em manter os restantes projetos detidos a 100%”.

Bolsas da Europa caem “à grande e à francesa”. PSI fechou a cair com BCP a liderar perdas

22 October 2026 at 17:47

A bolsa de Lisboa encerrou a sessão desta quinta-feira em terreno negativo, com o índice PSI a recuar 1,46% para 9.237,82 pontos, numa sessão de vendas generalizadas nos mercados acionistas europeus. Entre as cotadas portuguesas, o BCP destacou-se como o título mais penalizado ao cair 4,81% para 1,068 euros, seguido pela Mota-Engil, que perdeu 4,32% para 4,474 euros, e pela Ibersol, que desvalorizou 3,62% para 10,12 euros. No sentido inverso, apenas a Jerónimo Martins conseguiu escapar à tendência de queda, registando uma subida de 0,60% para 18,42 euros.

No resto da Europa, o pessimismo foi a tónica dominante. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 1,05%, enquanto o EuroStoxx 50, que agrupa as principais cotadas da zona euro, fechou com uma perda de 1,94% para 6.087,01 pontos. O FTSE 100 de Londres recuou 0,26% para 10.725,03 pontos, o CAC 40 de Paris caiu 1,39% para 7.811,26 pontos e o DAX de Frankfurt desvalorizou 1,07% para 25.371,75 pontos. As quedas mais acentuadas registaram-se no FTSE MIB de Milão, com uma descida de 2,54% para 48.383,66 pontos, e no IBEX 35 de Madrid, que recuou 2,12% para 18.913,50 pontos.

No comentário de fecho de mercados, o Millennium Investment Banking sublinhou que as bolsas europeias terminaram o dia em baixa, numa sessão em que o Governo francês esteve sob intensa pressão devido ao debate orçamental destinado a reduzir significativamente o défice público.

“A banca é muito pressionada pela conjuntura numa das maiores economias europeias, que arrastou o BCP para uma queda de 4,8%, a mais acentuada do PSI.  Adicionalmente, a subida dos preços do petróleo e as desconfianças sobre se os avultados investimentos em Inteligência Artificial e data centers trarão o retorno desejado, numa altura em que os custos de financiamento sobem, castigam os setores cíclicos. Já os defensivos, como o de Alimentação, Farmacêutico e o de Bens Pessoais, registaram ganhos apelativos”, referem os analistas.

A MTrader destacou ainda o alargamento do diferencial entre as obrigações francesas e alemãs a 10 anos, o que demonstra a crescente preocupação dos investidores com as contas públicas gaulesas.

Num comentário com o sugestivo título “Correção à grande e à francesa”, os analistas do BCP escrevem que “os mercados de ações viveram uma sessão muito negativa, arrastados pela instabilidade política e social crescente em França, que faz disparar os juros da dívida pública do país a 10 anos de maturidade para os 5,1%, alargando o spread face às yields alemãs para os 1,74 pontos percentuais, o patamar mais elevado desde 2011”.

No mercado de dívida pública, a sessão foi marcada por movimentos divergentes. Os juros da dívida alemã a 10 anos, considerada a mais segura da Europa, recuaram 8,71 pontos base, fixando a yield em 3,33%. Em Portugal, o juro da dívida pública a 10 anos subiu ligeiramente para 3,950%, um acréscimo de 1,2 pontos base face ao fecho anterior. Já em França, a tensão nos mercados foi mais visível, com a yield a 10 anos a disparar 6,08 pontos base para 5,07%, o valor mais alto desde julho de 2002. Do outro lado do Atlântico, os juros da dívida dos Estados Unidos a 10 anos cederam 4,3 pontos base para 5,078%.

No mercado de matérias-primas, os preços do petróleo continuaram a sua trajetória ascendente, pressionando ainda mais o sentimento dos investidores. O barril de Brent, referência para as importações europeias, valorizou 2,77% para 111,83 dólares, enquanto o crude norte-americano WTI avançou 1,66% para 98,76 dólares.

O contexto macroeconómico e geopolítico continua a dominar a aversão ao risco. A persistência de uma inflação elevada, alimentada pelos custos da energia, mantém os investidores em alerta quanto à trajetória das taxas de juro. A situação no Médio Oriente e as dúvidas sobre a rentabilidade dos avultados investimentos em Inteligência Artificial e data centers, num momento em que os custos de financiamento sobem, continuam a castigar os setores mais cíclicos e tecnológicos.

Habitação: Leitão Amaro diz que “há relação” com imigração mas “culpa não foi dos imigrantes”

22 October 2026 at 17:43

O ministro da Presidência reiterou, esta quinta-feira, que “há uma relação” entre os problemas da habitação e o aumento da imigração em Portugal, mas defendeu que “a culpa não foi dos imigrantes, mas da governação socialista”.

“A culpa não é do imigrante que procura casa, é da irresponsabilidade dos políticos que governaram o país nesse tempo e abriram as portas e permitiram fluxos tão grandes de entrada de pessoas e não cuidaram de aumentar a oferta de habitação e saúde”, afirmou António Leitão Amaro, na conferência de imprensa após a reunião semanal do Conselho de Ministros.

O ministro foi questionado se o Governo subscrevia as posições assumidas na quarta-feira pelo líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, que afirmou na Assembleia da República: “Algum português acha que faltam casas em Portugal e isso nada tem nada a ver com o milhão de pessoas que o PS deixou entrar de forma escancarada em Portugal com o aplauso da esquerda?”.

Na resposta, Leitão Amaro admitiu que “também há uma relação”, mas não se trata da única razão para os problemas da habitação em Portugal, apontando igualmente à falta de construção.

“Quando um país tem, em sete anos, um aumento do número de cidadãos estrangeiros residentes em 1,2 milhões, dá uma média de 200 mil novas pessoas à procura de casa por ano”, disse, contrapondo que, no mesmo período, apenas de construíram 15 mil casas por ano.

No entanto, o ministro da Presidência quis acrescentar que “a culpa não é do imigrante que procura casa”.

“A culpa foi da governação socialista, errada, que escancarou as portas, desregulou o fluxo e não preparou nem o mercado de habitação, nem os serviços de saúde, nem as escolas, para receber as pessoas com dignidade”, afirmou.

Habitação: Governo defende que lei das rendas que é preciso revogar é a do PS

22 October 2026 at 17:29
IRS Jovem

O ministro da Presidência defendeu, esta quinta-feira, que a lei que é preciso revogar em matéria de arrendamento é a do PS, manifestando-se disponível para, no processo de especialidade, discutir propostas de outros partidos.

Na conferência de imprensa após a reunião semanal do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro foi questionado se admitia retirar a proposta do novo regime de arrendamento urbano, que está em discussão na especialidade no parlamento, como já desafiou o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro.

“Faz muito sentido voltar atrás, revogar, alterar a lei do arrendamento que causa esta situação, que é a lei do arrendamento aprovada pela ‘geringonça’”, contrapôs o ministro, dizendo que foi essa que causou os atuais constrangimentos no mercado,

Quanto ao processo parlamentar em curso, o ministro admitiu não conseguir antecipar a aprovação do diploma, mas deixou perguntas aos principais partidos da oposição.

“Estão satisfeitos com a lei em vigor? A lei que está a gerar estes resultados? Estão satisfeitos? E se não estão satisfeitos, como muitos dizem que não estão, com a lei em vigor, , querem mantê-la ou querem contribuir para a sua mudança?”, desafiou.

Leitão Amaro defendeu que, no parlamento, “há uma proposta para discussão, que pode ser discutida, melhorada, consensualizada”.

“Quais é que são os partidos exatamente que estarão à mesa, depende tanto mais deles do que nós, muito mais deles do que nós, porque nós estamos abertos a mudar, a resolver, a trazer soluções novas”, afirmou.

Presidenciais: André Ventura gastou 3,7 milhões na campanha, o triplo de António José Seguro

22 October 2026 at 17:25

O presidente do Chega, André Ventura, gastou 3,7 milhões de euros na campanha eleitoral das presidenciais, o triplo dos 1,2 milhões gastos por António José Seguro, que o derrotou na segunda volta do sufrágio.

Os dados constam das contas das campanhas entregues pelos candidatos das últimas eleições presidenciais à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) e divulgadas, esta quinta-feira.

André Ventura foi, com larga margem, o candidato que apresentou maiores despesas, num total de 3,73 milhões de euros, mais cerca de 2,8 milhões do que os 900 mil inicialmente previstos no orçamento entregue à ECFP antes das eleições.

Os principais gastos do líder do Chega correspondem a estruturas, cartazes e telas, nos quais investiu 1,72 milhões, seguindo-se os brindes e outras ofertas, categoria em que registou um gasto de 972 mil euros.

A campanha de Ventura gastou ainda 346,6 mil euros em propaganda, 210,7 mil euros em comícios, 175,5 mil euros em custos administrativos e 143,5 mil euros na conceção da campanha e em agências de comunicação, além de 156,4 mil euros classificados como outras despesas.

Do lado das receitas, a candidatura recebeu 1,03 milhões de euros de subvenção pública e 2,7 milhões de euros de partidos políticos para financiar a campanha. Os donativos de particulares totalizaram apenas 760 euros.

André Ventura ficou em segundo lugar na primeira volta das eleições presidenciais, com 23,5% dos votos, e foi derrotado na segunda volta por António José Seguro, que venceu com 66,8% dos votos.

António José Seguro, que se candidatou como independente com o apoio do PS, tinha orçamentado uma campanha de 1,13 milhões de euros, mas acabou por gastar 1,22 milhões, mais cerca de 90 mil euros do que previu.

A maior parcela da despesa da candidatura do atual Presidente da República correspondeu a comícios, em que gastou 412,9 mil euros, seguindo-se os cartazes (329,5 mil euros), a conceção da campanha e agências de comunicação (206,4 mil euros), propaganda (140,7 mil euros), custos administrativos (77,8 mil euros) e brindes (55,9 mil euros).

A candidatura vencedora recebeu 1,03 milhões de euros de subvenção pública e 125,6 mil euros de angariação de fundos.

Indicou ainda que recebeu 71,1 mil euros de partidos político, depois de ter previsto, no orçamento entregue à ECFP antes das eleições, que não iria receber qualquer verba de forças partidárias.

Depois dos dois candidatos da segunda volta – que tiveram, por isso, campanhas maiores -, surgem os nomes de Henrique Gouveia e Melo, que gastou 984,7 mil euros, Luís Marques Mendes, com despesa de 880,6 mil euros, e João Cotrim Figueiredo, que gastou 744,5 mil euros.

Entre os candidatos que não receberam qualquer subvenção pública, António Filipe investiu 329 mil euros, Catarina Martins 89 mil e Jorge Pinto gastou 82 mil euros – os três tiveram as campanhas largamente financiadas pelos respetivos partidos. André Pestana ficou pelos 5,9 mil euros de despesa, totalmente financiados por donativos e cedência de bens a título de empréstimo.

Dos 11 candidatos, não entregaram contas à ECFP Humberto Correia e Manuel João Vieira.

Habitação: Sindicatos espanhóis e portugueses em contacto para possível greve ibérica

22 October 2026 at 17:06

O secretário-geral da maior central sindical espanhola disse hoje haver contactos com os sindicatos portugueses para tentar fazer coincidir uma greve geral em Portugal com a que já está convocada para 11 de novembro em Espanha.

“Efetivamente, estamos a falar com eles. São os portugueses que têm de dizer se vamos coincidir numa mobilização na Península Ibérica, que seria também histórica”, disse Unai Sordo, secretário-geral da CCOO (“Comisiones Obreras”), depois de ser questionado sobre a possibilidade de uma “greve geral ibérica” numa entrevista conjunta à televisão RTVE e à agência EFE.

“Se fizerem a greve geral em Portugal vamos chamá-la greve Saramago”, brincou Unai Sordo, em referência ao escritor português José Saramago, que viveu e morreu em Espanha.

Além da greve geral pela habitação convocada para 11 de novembro em Espanha, há greves gerais anunciadas em França (05 de novembro) e Itália (20 de novembro).

O secretário-geral da CCOO considerou que as greves e outros protestos respondem a um “mal-estar de época” por causa da diminuição das expectativas de vida.

A greve geral pela habitação em Espanha será em 11 de novembro, véspera do arranque da campanha eleitoral das legislativas antecipadas de 29 de novembro, e junta as duas grandes centrais sindicais espanholas, CCOO e UGT.

Esta greve responde a um apelo das associações reunidas na Confederação de Sindicatos de Inquilinas, que defendem o direito à habitação e têm mobilizado milhares de pessoas em protestos diários nas ruas desde 23 de setembro.

Segundo os sindicatos, a greve visa “reivindicar salários dignos para aceder a uma casa digna”.

Uma das porta-vozes do Sindicato das Inquilinas e Inquilinos de Madrid, Alicia del Rio, disse hoje que o apelo desta organização é que em Portugal e noutros países haja organização popular e ativismo a nível de bairro e que, se houver uma greve geral ibérica, “que chegue a todo o lado”, incluindo à população imigrante.

O Sindicato das Inquilinas mantém contacto com grupos e associações que defendem o direito à habitação em Portugal, disse Alicia del Rio.

“Andamos a construir alianças a nível europeu há anos pela habitação e também com outros continentes e estamos a ver com entusiasmo este despertar da população europeia, que há muito tempo aceitava que as nossas condições de vida tinham de piorar. Demo-nos conta de há uma minoria que está a enriquecer e por isso há um despertar para dizer que, na verdade, é preciso redistribuir a riqueza”, afirmou, em declarações em Madrid à Lusa e à RTP.

Alicia del Rio defendeu que os acampamentos de protesto pela habitação como o que está instalado no centro de Madrid, na Porta do Sol, desde 26 de setembro, com mais de mil tendas, foi fundamental, por ser uma “mobilização permanente”, para dar visibilidade e impacto às reivindicações pela habitação.

O acampamento mantém-se na Porta do Sol, apesar da contestação do governo regional e da autarquia local, que viram rejeitados por dois tribunais dois pedidos para as tendas serem retiradas da praça.

Os protestos pela habitação foram mesmo aquilo que precipitou a convocatória de eleições antecipadas em Espanha, anunciadas pelo Governo depois de o parlamento nacional ter rejeitado medidas com que o executivo avançou de forma urgente perante a mobilização nas ruas.

“A questão é encontrar essa forma de mudar o sentir e haver um ponto de não retorno. Neste caso, foi o acampamento, mas já estamos a preparar a greve geral”, disse hoje Alicia del Rio.

Além do acampamento em Madrid e outras cidades, as organizações da Confederação de Sindicatos de Inquilinas de Espanha consideram que foi também fundamental para o movimento de protesto e reivindicação pela habitação a visibilidade do caso de Maricarmen Abascal, a mulher de 87 anos despejada em 23 de setembro, que gerou empatia de forma transversal na sociedade espanhola.

“Vimos faixas de apoio à Maricarmen em imensos países da Europa, mas também nas Filipinas ou outros países da América Latina havia faixas de apoio à Maricarmen. Suponho que também existam Maricarmens europeias e que cada país tenha os seus próprios símbolos”, disse Alicia del Rio.

Ventura considera extemporâneo debate sobre aborto e critica Passos Coelho

22 October 2026 at 17:01

O presidente do Chega criticou, esta quinta-feira, a opção do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho de falar publicamente num colóquio sobre o aborto e considerou que a direita deve ser estratégica nos temas para que a esquerda não saia beneficiada.

Num almoço do International Club of Portugal, André Ventura disse ter “grande admiração” por Passos Coelho mas questionou se “será o momento” de pôr o aborto na discussão pública.

“Será que num momento de crise em que as pessoas estão a viver mal, com problemas, não é isto que a esquerda quer que a gente faça? Nós temos que ser estratégicos do ponto de vista daquilo que queremos para o futuro de Portugal”, defendeu.

Na segunda-feira, o antigo primeiro-ministro e líder do PSD foi o orador convidado da sessão de abertura de um colóquio sobre aborto em Portugal, promovido pela Federação Portuguesa pela Vida (FPV), na Assembleia da República.

O líder do Chega considerou que os aqueles que estão “a sofrer na pele o aumento do custo de vida” e querem “um país diferente” “estão-se nas tintas para o aborto” e querem “é ver a sua vida resolvida”.

“Isto quer dizer que o assunto não tem importância? Não, quer dizer que nós temos que ter estratégia para perceber quando e como discutir estes assuntos. Então eu vou deixar à esquerda a discussão do salário mínimo quando temos um país em que dois milhões de pessoas quase recebem o salário mínimo? Então eu vou deixar à esquerda a discussão das autoestradas e das portagens quando a classe média e baixa todos os dias sofre com isso? […] Então vou deixar à esquerda a questão da idade da reforma, num país que está a envelhecer e a trabalhar até cada vez mais tarde?”, afirmou.

André Ventura rejeitou que isso signifique uma aproximação do Chega à esquerda.

“Eu não aceitarei fazer o jogo que a esquerda quer que nós façamos, que é tornar-nos uma elite minoritária que discute coisas entre nós”, indicou, defendendo que o partido tem de ser “inteligente na forma como quer construir o país nos próximos anos”.

Governo aprova decreto lei que regula e “procura terminar com o flagelo das heranças indivisas”

22 October 2026 at 16:36

O ministro da presidência António Leitão Amaro anunciou, esta quinta-feira, que o Governo aprovou o decreto lei que regula procura terminar com o flagelo das heranças indivisas

Leitão Amaro começou por explicar que “o Governo decide acabar com bloqueios que restringem duas áreas muito importantes: a habitação e transportes, ambas fundamentais para a qualidade de vida e o custo de vida dos portugueses

“No caso da habitação, o Governo aprovou hoje o decreto lei que regula procura terminar com o flagelo das heranças indivisas, que bloqueiam centenas de milhares de casas no país”, referiu o governante.

Num momento em que “há dificuldade de acesso à habitação por falta de casa, termos tantas e tantas casas vazias, em condições de serem habitadas, porque as heranças estão bloqueadas é inadmissível”, afirmou o ministro.

“Portugal tem 485 mil casas vagas, mais de metade em boas condições, dizem os censos, metade sem intenção de venda ou arrendamento, muitas destas casas estão presas em heranças por desentendimento e não conseguem ser colocadas no mercado e não conseguem por isso ser habitadas por pessoas”, referiu Leitão Amaro.

Segundo o governante “no mundo rural a situação não é diferente, temos 3,4 milhões de prédios rústicos em heranças indivisas, terrenos que por estarem bloqueados não há quem decida, não há quem limpe, não são aproveitados”.

Assim, o regime aprovado em Conselho de Ministros, é, na ótica do Governo “uma verdadeira reforma, muda as condições de desbloqueio destas heranças, algumas delas paradas há décadas”.

DECO PROteste alerta que o preço da botija de gás pode chegar aos 40 euros até ao final do ano

22 October 2026 at 16:02
O preço do gás engarrafado em Portugal continua a subir e poderá atingir a barreira dos 40 euros por garrafa de gás butano de 13 quilos até ao final do ano de 2026.
O alerta é da DECO PROteste, que já tinha antecipado, no início do conflito no Médio Oriente, que os preços poderiam chegar aos 38 euros, um patamar que quase foi atingido.
Segundo dados da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), o preço médio desta botija situava-se nos 37,31 euros em maio, após ter começado o ano nos 34,11 euros, sendo que em outubro os valores médios já ultrapassaram os 37,50 euros por garrafa.
Esta evolução representa uma preocupação acrescida para os cerca de 2,1 milhões de lares que ainda dependem do gás engarrafado para necessidades essenciais, como cozinhar ou aquecer água.
A instabilidade geopolítica no Médio Oriente tem pressionado os mercados energéticos, refletindo-se nos combustíveis e no gás, cujos preços estão também associados aos custos de produção, transporte, distribuição e oscilações das cotações internacionais dos produtos petrolíferos.
Devido a uma longa cadeia de valor que origina um desfasamento de cerca de dois meses entre as oscilações na matéria-prima e a compra pelo consumidor, estima-se que a atual subida no mercado grossista resulte em aumentos expressivos até ao fecho do ano.
Perante este cenário, a DECO PROteste continua a defender a aplicação da taxa reduzida de IVA de 6% ao gás engarrafado e canalizado, à semelhança do que acontece com outros bens e serviços essenciais.

Lucro da sueca Spotify cai 42% no 3.º trimestre para 518 milhões

22 October 2026 at 15:45

A Spotify registou um lucro líquido atribuído de 518 milhões de euros no terceiro trimestre, uma redução de 42% em comparação com o mesmo período do ano anterior, divulgou, esta quinta-feira, a plataforma de ‘streaming’ musical.

Entre julho e setembro, as receitas da empresa sueca atingiram os 4.969 milhões de euros, um aumento de 16% em relação ao ano anterior, enquanto o lucro operacional cresceu para 967 milhões de euros, mais 25%.

Do total da faturação, 4.487 milhões de euros correspondem a subscrições ‘premium’, enquanto 482 milhões de euros a receitas de publicidade.

O total de utilizadores mensais ativos cresceu 11% em relação ao ano anterior, situando-se nos 788 milhões.

Já os assinantes ‘premium’ atingiram os 306 milhões de utilizadores, um aumento de 9%.

A Spotify estima atingir um total de 818 milhões de utilizadores mensais ativos até ao final do exercício e 316 milhões de assinantes ‘premium’.

No plano económico, a empresa prevê receitas de 5.200 milhões de euros no quarto trimestre e 820 milhões de euros de lucro operacional.

IAPMEI vai acelerar transformação digital de 600 empresas com programa PME Digital+

22 October 2026 at 15:24

A intervenção é financiada pelo Compete 2030 e pelo Portugal 2030, no âmbito da tipologia de Ações Coletivas para a Digitalização e Transformação Digital das Empresas. O programa prevê envolver cerca de 600 PME e mais de 5 mil participantes ao longo de 24 meses, através de 48 ações de sensibilização e capacitação nas regiões Norte, Centro e Alentejo. A sessão de lançamento decorreu no edifício da Nerlei e contou com a participação de João Rui Ferreira, Secretário de Estado da Economia, que sublinhou a importância de aproximar a tecnologia das empresas de menor dimensão.

Para João Rui Ferreira, “a inteligência artificial só terá impacto real na economia portuguesa quando chegar às nossas PME. O desafio é transformar tecnologia em produtividade, e é isso que queremos acelerar”. O programa integra seis eixos de intervenção que combinam diagnóstico da maturidade digital das empresas, produção de recursos de aprendizagem, demonstração de tecnologias em contexto real, laboratórios de experimentação, comunicação de proximidade e acompanhamento contínuo. Entre as áreas trabalhadas estão a Inteligência Artificial, automação, cibersegurança, e digitalização de processos.

 “O que distingue este programa é a lógica de acompanhamento integrado. Não se trata apenas de formar ou informar. Queremos que as empresas experimentem soluções, vejam casos reais aplicados aos seus desafios e tomem decisões mais informadas. Seguimos o princípio europeu ‘test before invest’, que reduz o risco e aumenta a confiança na adoção tecnológica”, explicou Paulo Mauritti, vogal do conselho diretivo do IAPMEI.

Entre as iniciativas previstas para este ano estão o arranque do Roadshow PME Digital+, com demonstrações itinerantes de tecnologias em diferentes territórios, as primeiras ações Open Day dedicadas à indústria sustentável, duas edições-piloto do ciclo “Aceleração IA” e a primeira conferência Digital Scale PME. Todos os conteúdos e recursos produzidos serão disponibilizados em acesso livre através do website do IAPMEI. O programa conta com a colaboração de Centros de Tecnologia e Inovação, Digital Innovation Hubs, associações empresariais, clusters, academia e fornecedores de tecnologia.

 

 

Equipa austríaca vence EuRoC 2026 pela terceira vez em ano de estreias

22 October 2026 at 15:16
EuRoC 2026

A Aerospace Team Graz (ASTG) venceu o EuRoC Award, galardão atribuída à equipa com o melhor desempenho global nas diferentes dimensões avaliadas, incluindo a conceção do veículo, documentação técnica, o trabalho de equipa e o desempenho em voo.

A equipa austríaca, que já tinha vencido o EuRoC em 2023 e 2025, arrecadou ainda o prémio de melhor voo na categoria de propulsão líquida de 9.000 metros.

A 7.ª edição do European Rocketry Challenge (EuRoC), competição universitária organizada pela Agência Espacial Portuguesa decorreu em Constância  entre 15 e 21 de outubro, com cerca de 700 estudantes de 13 universidades europeias. Ao longo de quatro dias saíram das rampas de lançamento um total de 12 foguetes.

A edição de 2026 ficou marcada pela estreia da categoria Rookie, destinada a novas equipas, pela diversidade tecnológica dos projetos apresentados.

Em destaque esteve também a equipa White Noise, da Grécia, que conquistou dois prémios na sua primeira participação na competição: Rookie of the Year, atribuído à melhor equipa estreante, e Payload Award, que distingue a melhor carga útil, valorizando a inovação, a fiabilidade e o potencial de aplicação da tecnologia desenvolvida.

“Esta edição demonstrou que é possível abrir a competição a novas equipas sem comprometer a exigência técnica que caracteriza o EuRoC. Para estes estudantes, foi primeira  oportunidade de transformar meses de desenvolvimento num projeto real, sujeito aos mesmos desafios técnicos e de segurança que encontram na indústria”, destaca Marta Gonçalves, gestora dos programas de Educação e Ciência da Agência Espacial Portuguesa.

Para Ricardo Conde, presidente da Agência Espacial Portuguesa, a competição representa hoje um dos exemplos mais concretos da capacidade de Portugal de desenvolver iniciativas de referência no setor espacial europeu.

“O EuRoC tornou-se uma referência europeia porque conseguimos criar um ambiente em que  as novas gerações desenvolvem tecnologia em condições próximas da indústria. Muitos dos estudantes que passaram pelo EuRoC estão hoje a trabalhar em empresas do setor ou criaram os seus próprios negócios. É esse o impacto da competição: formar o talento de que a indústria espacial europeia precisa, tornando-a mais forte e mais autónoma”, afirma Ricardo Conde.

Duas equipas portuguesas

Com sete equipas selecionadas, Portugal esteve representado na fase final do EuRoC por duas equipas universitárias. A Minho Aerospace Students’ Team (MAST), da Universidade do Minho, levou o foguete Mirage ao objetivo de 3.000 metros de altitude. A equipa, fundada em 2024, tornou-se a primeira formação portuguesa a conseguir um lançamento com recuperação na sua estreia no EuRoC.

Já a Rocket Experiment Division (RED), do Instituto Superior Técnico, que participa na competição desde 2021 sem interrupção, não conseguiu realizar o lançamento devido a problemas técnicos que não foram resolvidos dentro do prazo da competição.

A North Space, que reúne estudantes de várias faculdades da Universidade do Porto e da Universidade de Lisboa, apesar de selecionada, ficou de fora da fase final, devido a diversos contratempos no desenvolvimento do rocket.

Prémios por categoria

EuRoC Award: Aerospace Team Graz (Áustria)

Technical Award: ARIS (Suíça)

Design Award: Skyward Experimental Rocketry (Itália)

Payload Award: White Noise (Grécia)

Team Award: BME Suborbitals (Hungria)

Flight Award Líquido 9K: Aerospace Team Graz (Áustria)

Flight Award Líquido 3K: Skyward Experimental Rocketry (Itália)

Flight Award Sólido 3K: LEEM-UPM (Espanha)

Flight Award Híbrido 3K: CTU Space Research (Chéquia)

Rookie of the Year: White Noise (Grécia)

Investimento em certificados de aforro avança 16% em setembro para novo máximo

22 October 2026 at 15:04
administrações públicas Banco de Portugal

O montante investido em certificados de aforro voltou a subir em setembro, pelo 24.º mês consecutivo, acumulando 16,3% em termos homólogos, para um novo máximo histórico, segundo dados, esta quinta-feira, divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

No total, havia 45.391 milhões de euros investidos em certificados de aforro (CA) no final de setembro, o valor mais alto desde o início da série do BdP, em dezembro de 1998, e representante de uma aceleração face ao crescimento homólogo de 15,7% registado em agosto.

Em termos nominais, havia no final de setembro deste ano mais 6.353 milhões de euros aplicados em CA que no mesmo mês de 2025 e mais 789 milhões de euros que em agosto.

Setembro foi, assim, o 24.º mês consecutivo de subida do valor global em certificados de aforro.

Após uma forte procura, impulsionada com a subida das Euribor, os CA começaram a perder o interesse dos aforradores quando, em junho do ano passado, a série de certificados em comercialização (‘série E’) foi substituída pela ‘série F’, com uma taxa de juro mais baixa.

Ainda assim, os investidores voltaram a optar por este instrumento, que mais que compensou o desinvestimento em certificados do tesouro (CT), que recuou no mês em análise para 6.331 milhões de euros, menos 110 milhões de euros que em agosto e uma quebra de 24,3% (-2.030 milhões de euros) em termos homólogos.

O valor investido em CT, agora no valor mais baixo desde janeiro de 2015, tem descido de forma consecutiva desde outubro de 2021, quando atingiu um máximo de 17.865 milhões de euros.

Segundo os dados estatísticos da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP mais recentes, referentes a agosto, as emissões de novos CT foram, nesse mês, de 230 milhões de euros, enquanto as saídas (resgates) totalizaram 321 milhões de euros.

No início de julho, o Governo anunciou os moldes para os Certificados do Tesouro Série 5, que substituíram os atuais Certificados do Tesouro Poupança Valor (CTPV).

Desde então, os valores emitidos têm ficado acima do verificado nos meses anteriores, mas o fluxo mensal continua a ser negativo.

A taxa de juro do primeiro ano é de 2,35%, subindo para 2,45% no segundo e terceiro, para 2,65% no quarto e quinto, para 2,75% no sexto e sétimo, para 2,85% no oitavo e novo e, por fim, para 3,35% no décimo e último.

Já o valor mais baixo em CA foi registado em novembro de 2012, quando Portugal estava a cumprir o plano de resgate e a taxa de desemprego disparou, contabilizando-se, então, 9,7 mil milhões de euros em investimento nestes títulos.

Os dados hoje divulgados pelo BdP registam ainda que, em agosto, a dívida direta do Estado diminuiu 1,3% em termos homólogos, para 314.736 milhões de euros, depois de uma descida de 1.408 milhões de euros em cadeia.

Noutros instrumentos de dívida, em termos homólogos, as obrigações do tesouro (OT) recuaram 2,4% para 181.075 milhões de euros, enquanto os bilhetes do tesouro (BT) avançaram 5,6% para 13.099 milhões de euros.

Criar benefícios fiscais “é tentação fácil” para resolver problemas, diz ex-secretário de Estado

22 October 2026 at 14:50

O antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais Nuno Félix afirmou, esta quinta-feira, que a criação de benefícios fiscais “é uma tentação fácil” para responder a problemas, sendo necessário pensar na competitividade global do sistema fiscal, desde logo no IRC.

“Existe, muitas vezes, a perceção de que criar um benefício fiscal pode permitir resolver o problema sem exigir financiamento, dotação orçamental, sem se gastar dinheiro”, mas em muitos casos isso representa “uma ilusão”, avisou o ex-governante do último executivo de António Costa (PS), numa audição no parlamento, no grupo de trabalho para a avaliação dos benefícios fiscais, que funciona na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP).

Para o diplomata, que foi igualmente subdiretor-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) para a relação com o contribuinte, os incentivos fiscais podem, nalguns casos, responder a problemas socioeconómicos, servindo finalidades extrafiscais e fazendo crescer a economia, mas, “em muitos outros”, há uma “verdadeira perda de receita”.

Os incentivos “custam também muito na burocracia, na complexidade para os cidadãos, as empresas e a própria administração [pública]”, disse.

“Poucas são as entidades que resistem a pedir mais um benefício fiscal”, seja representantes do tecido empresarial ou de outras forças da sociedade, “porque está instalada esta mesma perceção da facilidade do benefício fiscal para a promoção” económica, pontuou o ex-governante do último executivo de António Costa (PS).

Na mesma audição foram ouvidos os antigos secretários de Estado dos Assuntos Fiscais Carlos Lobo (2008-2009) e Sérgio Vasques (2009-2011), dos dois governos de José Sócrates (PS), que fizeram considerações semelhantes sobre a forma como os benefícios nos impostos são encarados.

Dando como exemplo a resposta à crise na habitação, Carlos Lobo afirmou que “não são os benefícios fiscais que vão resolver” o problema, frisando que “os benefícios fiscais não são a fonte do remédio para todos os males”.

Carlos Lobo disse que a avaliação dos incentivos dados pelo Estado através dos impostos tem falhado, esperando-se demasiado dos benefícios para prosseguir outras políticas como um “cavalo de Troia” na expectativa de que funcionará como a resposta para “todos os males”.

O fiscalista referiu ainda que se realizam análises de despesa fiscal, mas não uma ponderação de custo-benefício, que avalie os reais efeitos económicos.

Se um benefício funciona e gera despesa fiscal, passa a ser um alvo a abater e ninguém analisa os efeitos económicos da política que é prosseguida, alertou, insistindo que é necessário criar métricas para a análise de desempenho.

Também Sérgio Vasques afirmou que o quadro legal e regimental em vigor permite “ao governo e aos partidos apresentarem propostas de criação de benefícios fiscais sem que estejam obrigados a qualquer esforço de fundamentação”, o que considerou ser “realmente dramático”.

O professor de direito defendeu ainda ser essencial reabilitar o centro de estudos fiscais da AT e que os partidos e as associações empresariais a criarem centros de competências na área dos benefícios fiscais.

“Não fomos capazes de criar, junto do parlamento, do ministério [das Finanças], centros de conhecimento capazes de gizar e de monitorar medidas de política fiscal com cabeça, tronco e membros. Isso é um sério problema”, apontou, dizendo ser necessário “propor medidas solidamente fundamentadas”.

Nuno Santos Félix salientou a necessidade de haver um consenso político-partidário, para que as reformas neste setor criem uma perspetiva de previsibilidade e de estabilidade para os cidadãos, as empresas e a AT.

O ex-governante sublinhou que há alguns Estados-membros da União Europeia (Estónia e Letónia e Polónia) que “olham para o tema dos benefícios fiscais de uma forma integrada no conjunto do sistema fiscal”, discutindo qual deve ser o regime global transversal de tributação em sede de IRC.

“[Se nos] focarmos só nos benefícios fiscais, podemos correr o risco de estar a conduzir olhando para o retrovisor, quando o que precisamos é de uma visão alargada sobre a competitividade do nosso sistema fiscal”, salientou o o ex-governante do último executivo de António Costa (PS).

Wall Street arranca em baixa com Nasdaq a liderar perdas

22 October 2026 at 14:37

A bolsa de Nova Iorque abriu sessão, desta quinta-feira, em terreno negativo com o Nasdaq a liderar as perdas.

Assim, o Dow Jones perdeu 0,29% para 52.700,28 pontos, o S&P 500 cedeu 0,84% para 7.692,36 pontos e o tecnológico Nasdaq recuou 1,30% para 26.355,40 pontos.

Segundo o analista de mercados do Millenium Ramiro Loureiro “Wall Street arranca em baixa, como setor tecnológico a ser o mais pressionado, em dia de reações a contas de grandes nomes, como Tesla, Meta Platforms, Lam Research, Texas Instruments e IBM, com todas elas em queda”.

“Em sentido inverso está a Lockheed Martin, numa altura em que os investidores “jogam à defesa”. De positivo para setores mais cíclicos está o alívio das yields de dívida soberana americana, que atenua receios provocados pela escalada dos preços do petróleo”, sublinhou o especialista.

Unicorn Factory anuncia os 34 finalistas dos Entrepreneurship Awards 2026

22 October 2026 at 14:27
A Unicorn Factory já anunciou os 34 finalistas dos Entrepreneurship Awards 2026, os prémios de empreendedorismo que distinguem fundadores, startups e líderes do ecossistema pelo seu contributo para a inovação e o desenvolvimento económico em Portugal e além-fronteiras.
A cerimónia de revelação dos vencedores está agendada para o próximo dia 27 de outubro, a partir das 14h30, no Técnico Innovation Center (TIC).
Entre as sete distinções a concurso nesta edição, o Prémio Empreendedor do Ano, criado em memória da figura marcante do empreendedorismo nacional João Vasconcelos, surge como um dos principais destaques ao reconhecer quem mais se evidenciou no último ano. Os finalistas nomeados para esta categoria são Rodrigo Fernandes e João Cerejeira (Augusta Labs), Vasco Lopes (DeepNeuronic), Nuno
Fernandes (DIG-IN), Rui Figueiredo, Ivo Bernardo e Nuno Brás (DareData) e André Santos (Nutrium).
Além disso, a iniciativa vai premiar o talento das novas gerações com o Prémio Startup Jovem, os projetos focados em desafios sociais e ambientais com o Prémio Startup de Impacto, e uma empresa de relevo pertencente ao portfólio da Unicorn Factory Lisboa através do Prémio Startup Mais Promissora. Pelo segundo ano consecutivo, serão ainda entregues o Prémio Personalidade Feminina Emergente, o Prémio Personalidade Internacional e o Prémio Ecossistema, este último desenhado para galardoar um contributo excecional na promoção da inovação nacional.
Cada categoria conta com o apoio de parceiros estratégicos que reforçam a visibilidade dos vencedores, incluindo o Banco Português de Fomento, a Casa do Impacto, o Citi, a Cuatrecasas, o Grupo Brisa, a Universidade Católica e a NTT DATA. O evento contará também com uma intervenção de Arun Mani, antigo executivo de grandes unicórnios globais como a Pleo e a Freshworks Europe, que apresentará a keynote “O Futuro da Inovação e o papel de Portugal”.
Gil Azevedo, diretor executivo da Unicorn Factory Lisboa, salienta o papel crucial destes prémios ao afirmar que Portugal tem vindo a destacar-se na atração de talento e na criação de soluções competitivas à escala mundial. Segundo o responsável, os Entrepreneurship Awards não só dão visibilidade aos projetos que moldam o futuro, como inspiram novas gerações a inovar, reforçando o ecossistema como motor de crescimento económico e criação de emprego qualificado no país.

Lightsource BP assinala fim da consulta pública do Parque Solar Sophia reformulado e promete manter diálogo com comunidades

22 October 2026 at 14:20

A Lightsource bp anunciou esta quinta-feira o encerramento da consulta pública da versão reformulada do projeto do Parque Solar Sophia, destacando as alterações introduzidas na proposta e garantindo que continuará a manter canais de diálogo abertos com as comunidades locais durante o processo de avaliação ambiental.

A consulta pública, promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no âmbito do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), decorreu entre 8 e 21 de outubro e permitiu a cidadãos, autarquias, associações e outras entidades apresentarem contributos e observações sobre a nova configuração do projeto.

Segundo a empresa, a reformulação resultou do trabalho técnico e ambiental desenvolvido ao longo dos últimos anos e dos contributos recolhidos junto das comunidades e entidades envolvidas.

Desde 2020, a promotora refere ter contactado mais de 60 entidades, realizado cerca de 160 reuniões e trocado aproximadamente 560 comunicações com autarquias, juntas de freguesia, agricultores, associações, agentes económicos e movimentos cívicos.

Já na fase preparatória da nova consulta pública foram promovidas 13 sessões de recolha de contributos, com cerca de 120 participantes, e três sessões de esclarecimento sobre o projeto reformulado, que reuniram aproximadamente 150 participantes.

De acordo com a Lightsource bp, a nova proposta prevê uma redução de 34% da potência instalada, passando de 867 megawatts-pico (MWp) para 573 MWp, e uma diminuição de cerca de 36% da área ocupada por painéis fotovoltaicos.

A ligação à rede elétrica também foi simplificada, passando de duas para uma única linha de muito alta tensão.

A empresa sublinhou ainda que a área analisada nos estudos ambientais é mais ampla do que a área efetivamente prevista para a implantação do projeto, uma vez que os estudos procuram avaliar alternativas, condicionantes e potenciais impactes ambientais de forma integrada.

Citado em comunicado, o diretor-geral da Lightsource bp Portugal, Miguel Lobo, afirmou que a consulta pública constituiu “mais uma oportunidade para ouvir as comunidades e conhecer as suas preocupações”.

“Foi esse diálogo, juntamente com a avaliação técnica e ambiental, que nos permitiu reformular significativamente o Projeto do Parque Solar Sophia. O fim deste período de consulta não significa o fim do nosso envolvimento com o território. Queremos continuar a ouvir, a esclarecer dúvidas e a trabalhar com as comunidades”, declarou.

A empresa indicou ainda que toda a documentação relativa ao projeto reformulado continuará disponível na página oficial do Parque Solar Sophia.

Concluída a consulta pública, o processo de avaliação ambiental prossegue agora junto das entidades competentes, nos termos legalmente previstos.

A Lightsource bp adiantou que continuará a promover o contacto com as comunidades através dos seus canais de comunicação, incluindo correio eletrónico, WhatsApp e um formulário online de recolha de contributos, e que o diálogo prosseguirá também no âmbito do Programa de Benefícios Partilhados associado ao projeto.

A Lightsource bp atua no desenvolvimento e gestão de projetos de energias renováveis e soluções de armazenamento de energia em grande escala.

SATA Handling recebe seis propostas para a privatização

22 October 2026 at 14:20

A SATA Holding recebeu seis propostas não-vinculativas para a privatização da SATA Handling, anunciou esta quinta-feira a empresa, indicando que os candidatos serão conhecidos após a entrega das propostas vinculativas.

O prazo para a apresentação das propostas não-vinculativas terminou na quarta-feira, 21 de outubro, segundo a nota divulgada pela SATA Holding.

As propostas recebidas serão agora analisadas e avaliadas de acordo com os critérios definidos no caderno de encargos. Concluída esta fase, as entidades selecionadas serão convidadas a apresentar propostas vinculativas, seguindo-se as etapas previstas para a concretização da operação.

A SATA Holding adiantou que divulgará a identidade dos candidatos à privatização da SATA Handling apenas após o termo do prazo para a entrega das propostas vinculativas.

Bruxelas exige informação clara sobre plásticos reciclados da Coca-Cola, Nestlé e Danone

22 October 2026 at 14:13

As empresas Coca-Cola, Nestlé e Danone comprometeram-se com a Comissão Europeia a rever mensagens sobre plástico reciclado nas garrafas que comercializam na União Europeia (UE) para garantir informações claras e evitar alegações ambientais suscetíveis de induzir em erro.

“Na sequência de um diálogo com a Comissão Europeia e a rede de Cooperação para a Defesa do Consumidor, a Coca-Cola, a Nestlé e a Danone comprometeram-se a alterar as alegações relativas à reciclagem divulgadas nas suas garrafas de plástico”, anunciou o executivo europeu em comunicado.

De acordo com a Comissão Europeia, “assim que todas as alterações necessárias forem implementadas, os consumidores poderão confiar em informações justas e claras sobre as características de reciclagem das garrafas, em conformidade com os requisitos da legislação da UE em matéria de defesa do consumidor”.

O objetivo é evitar mensagens que possam criar uma perceção enganadora dos benefícios ambientais dos produtos.

Entre as alterações previstas está a substituição de mensagens como “Sou uma garrafa feita de plástico 100% reciclado” por “Esta garrafa é 100% reciclada, excluindo a tampa e o rótulo”, de modo a esclarecer a que componentes se refere a alegação.

As empresas deverão também substituir expressões como “Recicle-me novamente” por “Recicle-me”, evitando sugerir que a embalagem já foi reciclada antes da compra e que pode voltar a ser transformada noutra garrafa.

Os compromissos abrangem ainda a apresentação global dos rótulos e das campanhas de marketing, incluindo na internet e nas redes sociais, para impedir que a combinação de símbolos ou mensagens ecológicas transmita uma imagem ambiental enganadora.

Segundo a Comissão Europeia, a Coca-Cola e a Nestlé já implementaram parte dos compromissos dentro dos prazos estabelecidos, nomeadamente no que respeita às alegações divulgadas em campanhas digitais.

“As autoridades nacionais de defesa do consumidor irão acompanhar a implementação destes compromissos e poderão avançar com medidas de fiscalização e aplicação da lei caso as empresas não os cumpram”, afirma ainda o executivo comunitário.

A iniciativa surge num contexto de reforço da legislação europeia sobre embalagens, resíduos e alegações ambientais.

O regulamento relativo às embalagens e aos resíduos de embalagens, que começou a ser aplicado na UE em meados de agosto passado, estabelece novas exigências destinadas a reduzir os resíduos, promover a reutilização e melhorar a reciclagem das embalagens colocadas no mercado europeu.

O regulamento prevê que, a partir de 2030, as embalagens de plástico cumpram metas mínimas de conteúdo reciclado.

No caso das garrafas de bebidas de plástico de utilização única, o objetivo é atingir uma média mínima de 30% de plástico reciclado até 2030 e de 65% até 2040.

Além disso, a legislação comunitária proíbe as práticas comerciais suscetíveis de induzir os consumidores em erro, incluindo no que respeita às características ambientais dos produtos.

Governo admite discutir descida do IVA da restauração e aponta IRC de 17% em 2029

22 October 2026 at 13:22

O Governo admite discutir a redução do IVA da restauração durante a atual legislatura, com horizonte previsto até 2029. Esta possibilidade foi avançada pelo secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado. “A ideia de podermos discutir o IVA intermédio não é uma ideia que afaste a capacidade de agir. Pelo contrário, acho que é uma discussão que podemos e devemos ter”, afirmou durante o congresso da Associação da Hotelaria Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que decorre na cidade de Lagoa, no Algarve esta quinta e sexta-feira.

O governante considera que existe margem para avaliar medidas fiscais de apoio a um setor que tem sido marcado pela pressão dos custos, pelas dificuldades de recrutamento e pela reduzida capacidade financeira de muitas micro e pequenas empresas.

“São microempresas, pequenas empresas, muitas vezes com uma estrutura muito reduzida. Isso significa que têm uma capacidade limitada para acomodar oscilações do consumo e aumentos dos custos”, referiu.

Ainda assim, Pedro Machado sublinhou que o financiamento, por si só, não resolve os problemas estruturais do setor. “Precisamos de criar condições não apenas para o acesso ao crédito e ao financiamento, mas também para a capacitação”, disse, apontando a digitalização, a formação em gestão e o reforço das competências empresariais como áreas prioritárias.

Pedro Machado realçou que a decisão depende da articulação com as restantes áreas governativas, em particular as Finanças, mas considerou que “os estudos sobre o peso económico da restauração podem contribuir para fundamentar a discussão”.

O secretário de Estado do Turismo destacou também a trajetória prevista de redução do IRC, cuja taxa, acredita, deverá atingir os 17% em 2029. “O objetivo é libertar recursos para o investimento e permitir às empresas reforçar a capacidade de crescimento”, salientou.

Orçamento reforça financiamento das entidades regionais

No plano orçamental, Pedro Machado destacou o reforço dos recursos destinados às entidades regionais do turismo, cujo financiamento conjunto deverá aproximar-se dos 30 milhões de euros, face aos 16,4 milhões de euros que têm servido de referência habitual.

O reforço das entidades regionais pretende aumentar a capacidade de promoção dos destinos e aprofundar a articulação entre as regiões e a marca Portugal. “A estratégia passa por consolidar os mercados tradicionais, como o Reino Unido, França, Alemanha e Espanha, mas também por reforçar a presença nos Estados Unidos e na Ásia e desenvolver mercados como o México e a Austrália”, referiu.

Estratégia ‘Turismo 2035’ aponta para 53 mil milhões em receitas

Pedro Machado adiantou também que o ‘Turismo 2035’ está aprovada e aguarda apresentação pública. O documento deverá estabelecer as prioridades para a próxima década, com enfoque na criação de valor, no desenvolvimento regional e na distribuição dos benefícios económicos do turismo.

O secretário de Estado apontou para um cenário de cerca de 50 milhões de turistas internacionais e receitas superiores a 53 mil milhões de euros em 2035. “A estratégia tem uma grande ambição: continuarmos a crescer, mas crescendo em valor acrescentado”, salientou, acrescentando que esta meta implica o reforço da capacidade do turismo gerar riqueza para as empresas e comunidades, “sem descurar a sustentabilidade dos destinos e a qualidade de vida das populações”.

Licenciamento turístico deverá entrar em discussão pública

Outra das prioridades do Executivo passa simplificação administrativa dos empreendimentos turísticos. Pedro Machado adiantou que “o processo deverá entrar em discussão pública ainda em 2026, depois da articulação governamental”.

Entre os aspetos que necessitam de revisão estão os critérios de classificação hoteleira que considera “desatualizados”, como a exigência de equipamentos que já não correspondem às necessidades atuais dos hóspedes.

O governante afirmou ainda que “a revisão da legislação aplicável ao setor turístico está a ser desenvolvida com contributos das entidades regionais, procurando aproximar as políticas públicas da realidade das empresas”.

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