BIG e Finantia lideram taxas de depósitos a prazo para novos clientes, enquanto Novobanco, CGD e BPI mantêm ofertas
O Banco BIG e o Banco Finantia oferecem as taxas mais elevadas em depósitos a prazo em euros para novos clientes e novos recursos, com o BIG a liderar nos prazos de três e seis meses e o Finantia nos de 12 e 24 meses, de acordo com uma comparação de taxas com dados de 15 de outubro.
O BIG paga 4% de TANB no “Super Depósito” a três meses, mais 75 pontos base do que anteriormente, para montantes entre 5.000 e 50.000 euros. A seis meses, a taxa subiu 50 pontos base, para 3,5%, para aplicações entre 10.000 e 50.000 euros. O banco aumentou também de 2,2% para 2,75% a remuneração do depósito “Novos Montantes” a três meses.
O Finantia oferece 3,1% a 12 meses no depósito “Jump”, contra 3% anteriormente, e 3,15% a 24 meses no “Visão”, mais 25 pontos base. Este último é o único produto com campanha neste prazo. Ambos os depósitos não são mobilizáveis antecipadamente e exigem uma aplicação mínima de 50.000 euros.
A seis meses, o Finantia paga 3%, abaixo dos 3,5% do BIG, dos 3,3% do Banco BEST e dos 3,25% do Novobanco. O BAI Europa oferece 3,05%. Estas instituições exigem montantes mínimos inferiores aos 50.000 euros pedidos pelo Finantia.
A comparação, elaborada a partir dos sites das instituições financeiras, abrange 35 produtos de 17 entidades com campanhas para novos clientes ou novos recursos. A taxa mediana é de 2,75% nos prazos de três, seis e 12 meses.
Entre os maiores bancos, o Novobanco oferece a taxa mais elevada, com 3,25% a seis meses para novos clientes, em aplicações entre 10.000 e 500.000 euros, e 2,75% a 12 meses. A Caixa Geral de Depósitos (CGD) paga 2,6% a seis meses em novos recursos, para montantes a partir de 15.000 euros, e 2,5% a 12 meses. No BPI, a taxa é de 2,5% a seis meses para novos clientes. Nenhuma destas taxas foi alterada.
Nos depósitos regulares dos grandes bancos, o Millennium BCP paga entre 2% e 2,5% a 12 meses, consoante o montante aplicado, sendo a taxa máxima reservada a aplicações entre 250.000 e 500.000 euros. A CGD oferece 2,25% a 12 meses para montantes entre 50.000 e 250.000 euros, enquanto o BPI paga 1,35% no depósito base, taxa que sobe para 1,6% a partir de 100.000 euros.
Outras instituições também aumentaram a remuneração. O Montepio passou de 2,5% para 2,7% a seis meses em depósitos de novos capitais, enquanto a Revolut subiu de 2,25% para 2,75% a taxa da conta-poupança a seis meses.
No total, registaram-se subidas em oito dos 35 produtos com campanha e em 22 das mais de 140 ofertas regulares analisadas, sem reduções. O Montepio aumentou em 100 pontos base, para 2,25%, a taxa do “Depósito Top” a três meses.
Fora das campanhas, as taxas são substancialmente mais baixas. A mediana situa-se em 2% a três meses, 2,175% a seis meses e 2,25% a 12 meses. As remunerações mais elevadas são oferecidas pelo Bison Bank, com 3% em vários prazos, e pelo BAI Europa, com 3,05% em depósitos não mobilizáveis a seis e 12 meses.
O Finantia aumentou entre 10 e 25 pontos base as taxas de todos os prazos dos seus depósitos regulares. Nos produtos não mobilizáveis, a remuneração é de 2,8% a seis meses, 2,9% a 12 meses e 2,95% a 24 meses. Neste último prazo, a taxa fica apenas abaixo dos 3% oferecidos pelo Bison Bank.
Entre os produtos do Estado, os Certificados de Aforro da Série F pagam até 4,25% no 14.º e 15.º anos, enquanto os Certificados do Tesouro da Série 5 atingem 3,35% no 10.º ano.