❌

Normal view

BIG e Finantia lideram taxas de depósitos a prazo para novos clientes, enquanto Novobanco, CGD e BPI mantêm ofertas

23 October 2026 at 18:57

O Banco BIG e o Banco Finantia oferecem as taxas mais elevadas em depósitos a prazo em euros para novos clientes e novos recursos, com o BIG a liderar nos prazos de três e seis meses e o Finantia nos de 12 e 24 meses, de acordo com uma comparação de taxas com dados de 15 de outubro.

O BIG paga 4% de TANB no “Super Depósito” a três meses, mais 75 pontos base do que anteriormente, para montantes entre 5.000 e 50.000 euros. A seis meses, a taxa subiu 50 pontos base, para 3,5%, para aplicações entre 10.000 e 50.000 euros. O banco aumentou também de 2,2% para 2,75% a remuneração do depósito “Novos Montantes” a três meses.

O Finantia oferece 3,1% a 12 meses no depósito “Jump”, contra 3% anteriormente, e 3,15% a 24 meses no “Visão”, mais 25 pontos base. Este último é o único produto com campanha neste prazo. Ambos os depósitos não são mobilizáveis antecipadamente e exigem uma aplicação mínima de 50.000 euros.

A seis meses, o Finantia paga 3%, abaixo dos 3,5% do BIG, dos 3,3% do Banco BEST e dos 3,25% do Novobanco. O BAI Europa oferece 3,05%. Estas instituições exigem montantes mínimos inferiores aos 50.000 euros pedidos pelo Finantia.

A comparação, elaborada a partir dos sites das instituições financeiras, abrange 35 produtos de 17 entidades com campanhas para novos clientes ou novos recursos. A taxa mediana é de 2,75% nos prazos de três, seis e 12 meses.

Entre os maiores bancos, o Novobanco oferece a taxa mais elevada, com 3,25% a seis meses para novos clientes, em aplicações entre 10.000 e 500.000 euros, e 2,75% a 12 meses. A Caixa Geral de Depósitos (CGD) paga 2,6% a seis meses em novos recursos, para montantes a partir de 15.000 euros, e 2,5% a 12 meses. No BPI, a taxa é de 2,5% a seis meses para novos clientes. Nenhuma destas taxas foi alterada.

Nos depósitos regulares dos grandes bancos, o Millennium BCP paga entre 2% e 2,5% a 12 meses, consoante o montante aplicado, sendo a taxa máxima reservada a aplicações entre 250.000 e 500.000 euros. A CGD oferece 2,25% a 12 meses para montantes entre 50.000 e 250.000 euros, enquanto o BPI paga 1,35% no depósito base, taxa que sobe para 1,6% a partir de 100.000 euros.

Outras instituições também aumentaram a remuneração. O Montepio passou de 2,5% para 2,7% a seis meses em depósitos de novos capitais, enquanto a Revolut subiu de 2,25% para 2,75% a taxa da conta-poupança a seis meses.

No total, registaram-se subidas em oito dos 35 produtos com campanha e em 22 das mais de 140 ofertas regulares analisadas, sem reduções. O Montepio aumentou em 100 pontos base, para 2,25%, a taxa do “Depósito Top” a três meses.

Fora das campanhas, as taxas são substancialmente mais baixas. A mediana situa-se em 2% a três meses, 2,175% a seis meses e 2,25% a 12 meses. As remunerações mais elevadas são oferecidas pelo Bison Bank, com 3% em vários prazos, e pelo BAI Europa, com 3,05% em depósitos não mobilizáveis a seis e 12 meses.

O Finantia aumentou entre 10 e 25 pontos base as taxas de todos os prazos dos seus depósitos regulares. Nos produtos não mobilizáveis, a remuneração é de 2,8% a seis meses, 2,9% a 12 meses e 2,95% a 24 meses. Neste último prazo, a taxa fica apenas abaixo dos 3% oferecidos pelo Bison Bank.

Entre os produtos do Estado, os Certificados de Aforro da Série F pagam até 4,25% no 14.º e 15.º anos, enquanto os Certificados do Tesouro da Série 5 atingem 3,35% no 10.º ano.

Finantia entra na corrida pela captação de depósitos com taxas de 3,15%

23 October 2026 at 18:55

O Banco Finantia entrou definitivamente na corrida pela captação de depósitos, num contexto de subida dos juros. Aumentou a remuneração de todos os depósitos a prazo em euros incluídos numa comparação com a concorrência, passando a oferecer as taxas mais elevadas para novos recursos a 12 e 24 meses, de acordo com dados de 15 de outubro.

Em comunicado anunciou que disponibiliza depósitos a prazo para novos recursos com taxas anuais nominais brutas (TANB) de até 3,15% em euros e 4,25% em dólares, segundo uma análise interna da instituição, numa altura em que se aproxima o Dia Mundial da Poupança, assinalado a 31 de outubro.

O Finantia afirma que estas são as taxas mais elevadas entre as ofertas comparáveis analisadas, com base num estudo interno elaborado a partir das condições divulgadas por 17 instituições financeiras a operar em Portugal, em 15 de outubro de 2026.Os depósitos do Banco Finantia, destacam-se assim no mercado nos prazos de 12 meses e 24 meses.

O depósito “Jump” a 12 meses, para novos recursos entre 50.000 e 500.000 euros, paga agora 3,1% (TANB), contra 3% anteriormente. O “Visão” a 24 meses subiu 25 pontos base, para 3,15%, e é o único produto com campanha neste prazo entre as entidades analisadas. O “Jump” a seis meses aumentou 30 pontos base, para 3%.

De acordo com o banco, o Depósito Jump a 12 meses oferece uma TANB de 3,10%, para aplicações entre 50 mil e 500 mil euros, enquanto o Depósito Visão a 24 meses remunera à taxa de 3,15%, para montantes no mesmo intervalo.

A oferta inclui ainda o Depósito Jump a seis meses, com uma TANB de 3,00%, também destinado a novos recursos e disponível para aplicações entre 50 mil e 500 mil euros.

A seis meses, o Finantia fica abaixo de várias ofertas concorrentes.

Fora das campanhas, o Finantia também aumentou as taxas, entre 10 e 25 pontos base, em todos os prazos, mantendo montantes entre 50.000 e 500.000 euros. A seis meses, o depósito não mobilizável paga 2,8%, mais 25 pontos base, e o mobilizável 2,55%. A 12 meses, as taxas são de 2,9% e 2,65%, respetivamente, ambas com subidas de 10 pontos base. A 24 meses, o não mobilizável paga 2,95%, mais 20 pontos base, e o mobilizável 2,7%, mais 10 pontos base.

No segmento das aplicações em dólares, o banco oferece uma TANB de 4,25% num depósito a 12 meses sem possibilidade de mobilização antecipada e de 4,00% na modalidade mobilizável, para montantes entre 50 mil e 500 mil dólares.

Para prazos de seis meses, as taxas são de 4,00% no depósito não mobilizável e de 3,75% na modalidade mobilizável.

Segundo a instituição, a subscrição destes produtos é feita através de contas de depósito à ordem sem comissão de manutenção. Os depósitos beneficiam da proteção do Fundo de Garantia de Depósitos até ao limite legal de 100 mil euros por depositante, nos termos da legislação em vigor.

O banco ressalva que as taxas e restantes condições podem ser alteradas.

 

Banco de Portugal e Banco de Espanha lançam cooperação para acelerar transição para criptografia pós-quântica

23 October 2026 at 16:47

O Banco de Portugal e o Banco de Espanha assinaram um Memorando de Entendimento para desenvolver um programa de cooperação na área da criptografia pós-quântica, com o objetivo de reforçar a resposta aos riscos emergentes para a cibersegurança e a estabilidade financeira associados ao avanço da computação quântica.

O acordo foi formalizado no âmbito de uma reunião de alto nível realizada esta quinta e sexta-feira, em Lisboa, e reflete a preocupação dos dois bancos centrais com os potenciais impactos da computação quântica sobre os sistemas financeiros e as infraestruturas digitais.

Segundo as instituições, a ausência de uma migração coordenada para tecnologias criptográficas resistentes à computação quântica poderá criar riscos sistémicos, justificando uma estreita coordenação entre autoridades de supervisão e instituições financeiras. Os dois bancos centrais consideram ainda que os riscos associados a fornecedores comuns de serviços e infraestruturas de mercado, bem como às atuais dependências de interoperabilidade, poderão ser mitigados de forma mais eficaz através de uma ação conjunta.

O programa de cooperação poderá ser desenvolvido em três fases. Numa primeira etapa, está prevista a partilha de informação, boas práticas e metodologias. A segunda fase deverá centrar-se na análise das dependências partilhadas, do grau de preparação do ecossistema financeiro e das prioridades de migração. Numa terceira fase poderão ser realizados testes, avaliações de interoperabilidade e análises de tecnologias emergentes.

Para apoiar o avanço das duas últimas fases, os bancos centrais admitem criar um grupo de trabalho com participação da indústria.

Esta foi a terceira reunião conjunta realizada este ano entre o Banco de Portugal e o Banco de Espanha para reforçar a colaboração entre as duas instituições. Além da assinatura do acordo, decorreu um encontro com responsáveis de algumas das principais instituições financeiras dos dois países, durante o qual foi apresentado o programa de cooperação e debatidos temas relacionados com a competitividade do setor financeiro e os riscos e oportunidades decorrentes dos mais recentes desenvolvimentos da inteligência artificial.

As delegações dos dois bancos centrais realizaram ainda sessões bilaterais dedicadas a matérias macroprudenciais e de estabilidade financeira.

No decorrer da reunião foi também promovido um Seminário sobre a Integração Económica Ibérica, durante o qual foi apresentado o documento conjunto “Perspectives on Iberian Economic Integration”.

Pelo Banco de Portugal participaram, entre outros, o governador Álvaro Santos Pereira, a vice-governadora Clara Raposo e os administradores Rui Pinto e Luís Morais Sarmento. A delegação do Banco de Espanha incluiu o governador José Luis Escrivá e a vice-governadora Soledad Núñez, além de vários diretores-gerais das áreas de supervisão, economia, estabilidade financeira e relações institucionais.

CMVM aplicou 347 mil euros em coimas no terceiro trimestre

23 October 2026 at 15:00

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) aplicou coimas no valor total de 347 mil euros no terceiro trimestre deste ano, no âmbito de 13 processos de contraordenação decididos entre julho e setembro, revelou hoje o regulador.

De acordo com a CMVM, no período em análise foram proferidas decisões em 13 processos de contraordenação, dos quais seis estavam relacionados com violações de deveres de intermediação financeira, quatro com a atividade dos organismos de investimento coletivo, dois com a atuação dos auditores e um com violações de deveres de informação ao mercado.

Das decisões tomadas, resultaram dez coimas, num montante global de 347 mil euros, além de quatro arquivamentos e duas admoestações.

No terceiro trimestre, a CMVM instaurou ainda cinco novos processos de contraordenação: um relativo à atividade dos organismos de investimento coletivo, um a violações dos deveres de intermediação financeira, um a violações de deveres de informação ao mercado, um a deveres de combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo e um relacionado com a atuação dos auditores.

No final de setembro, encontravam-se em curso 52 processos de contraordenação no regulador dos mercados. A atuação dos auditores concentrava o maior número de processos pendentes, com 18, seguindo-se a atividade dos organismos de investimento coletivo, com nove, e as violações de deveres de intermediação financeira, com oito.

Estavam ainda em curso sete processos relacionados com deveres de combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, seis referentes a deveres de informação ao mercado, três relativos a deveres de negociação em mercado e um ligado à atividade de peritos avaliadores de imóveis.

A CMVM adianta ainda que, no final do terceiro trimestre, não existiam processos de contraordenação pendentes de decisão nos tribunais.

Nearing Visabeira assume controlo maioritário da Anywind e reforça aposta na energia eólica

23 October 2026 at 14:09

A Nearing Visabeira, subsidiária do Grupo Visabeira, concluiu um investimento estratégico na Anywind, através do qual assumiu uma posição maioritária no capital da empresa especializada em engenharia e soluções para ativos de energia renovável, com particular enfoque no setor eólico, revelou hoje o grupo.

A operação insere-se na estratégia de crescimento e diversificação da Nearing Visabeira, que pretende acelerar a sua expansão nas energias renováveis e reforçar as capacidades em infraestrutura eólica, tanto em projetos onshore como offshore, em vários mercados internacionais.

A Anywind, com 23 anos de atividade, é uma empresa portuguesa especializada em engenharia, instalação, operação e manutenção de infraestruturas de energia eólica, cujos  serviços cobrem todo o ciclo de vida dos ativos de energia renovável, desde a consultoria, engenharia e licenciamento até à instalação, operação, manutenção, desmantelamento e reciclagem. A empresa disponibiliza ainda soluções de armazenamento de energia, ligação à rede, evacuação e injeção de eletricidade.

Com presença na Europa, designadamente em Espanha, França, Bélgica, Países Baixos, Croácia e Alemanha, a Anywind, com sede na Covilhã, passará a desempenhar um papel central no desenvolvimento e execução dos projetos eólicos do Grupo Visabeira.

No novo modelo acionista, a empresa mantém a equipa de gestão e a identidade técnica, enquanto os fundadores José Almeida e António Patrício permanecem como coproprietários. A Nearing Visabeira espera que a parceria permita ampliar a presença internacional da Anywind, alargar a oferta de serviços e aumentar a capacidade de execução.

“Esta aquisição representa mais um passo importante na concretização da nossa estratégia de crescimento e diversificação no setor da energia, reforçando a nossa ambição de construir uma plataforma internacional de referência na prestação de serviços para as energias renováveis”, afirmou Nuno Terras Marques, CEO da Nearing Visabeira, citado no comunicado.

A Nearing Visabeira, que conta com participação minoritária da Goldman Sachs Alternatives, opera em 11 países e emprega mais de 8.000 pessoas, atuando em serviços de infraestruturas de energia e telecomunicações.

Procura de moeda para destinos fora da zona euro aumenta em 2026, diz Unicâmbio

23 October 2026 at 12:49

A Unicâmbio registou este ano um aumento da procura de moeda estrangeira face a 2025, com maior dinamismo nas divisas de destinos fora da Europa, nomeadamente o iene japonês, o won sul-coreano, o baht tailandês, a lira turca e a coroa islandesa.

Em comunicado, a instituição de pagamento refere que o dólar norte-americano e a libra esterlina continuam a ser as moedas mais procuradas, mas que o crescimento de outras divisas indica uma maior diversificação.

“Estamos a assistir a uma diversificação da procura por moeda estrangeira, com algumas divisas asiáticas e de outros destinos fora da Europa a ganharem dinamismo. É um indicador interessante da evolução dos destinos escolhidos pelos portugueses”, afirma o administrador Paulo Jerónimo.

A Unicâmbio, que disponibiliza mais de 56 moedas, observa também que a compra é feita com maior antecedência, com os clientes a recorrerem à reserva através do site e da aplicação Unimoney e a escolherem o balcão de levantamento.

Apesar de a procura continuar concentrada nos períodos de férias, sobretudo verão, Páscoa e Natal, a empresa identifica um aumento nos meses de inverno, associado ao baht tailandês e à coroa islandesa.

A Unicâmbio sublinha ainda a relevância do dinheiro físico em viagem, em destinos onde o numerário é muito utilizado, e perante imprevistos como o apagão de abril de 2025.

Segundo o Barómetro Europeu sobre a Necessidade de Preservar o Numerário, da GAD3, citado pela empresa, 70% dos portugueses afirmaram atribuir maior importância ao numerário depois do apagão e 97% defendem que deve continuar garantida a possibilidade de pagar em dinheiro.

“O importante é não depender de uma única forma de pagamento”, afirma Paulo Jerónimo.

A Unicâmbio permite reservar moeda e levantá-la em mais de 80 balcões, incluindo nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Ponta Delgada, e trocar no regresso a moeda não utilizada.

Fundada em 1992, a Unicâmbio é uma instituição de pagamento registada e supervisionada pelo Banco de Portugal.

A Unicâmbio, no comunicado, não quantifica o aumento da procura nem indica o período de comparação.

Médio Oriente: Irão reivindica 7 navios-tanque danificados no estreito de Ormuz

23 October 2026 at 00:16

A Guarda Revolucionária iraniana reivindicou esta quinta-feira que sete navios-tanque foram atingidos por ataques ou minas navais no estreito de Ormuz na última noite, informação não confirmada de forma independente.

Citando a guarda da República Islâmica, a televisão estatal do Irão informou que sete navios-tanque se incendiaram ou sofreram danos entre a noite de quarta-feira e a manhã de quinta-feira, após terem sido alvo de ataques ou de terem colidido com minas navais no estreito de Ormuz.

A confirmar-se, este seria o maior número de embarcações danificadas num só dia na região desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques conjuntos contra a República Islâmica.

Segundo a Guarda Revolucionária, quatro dos navios-tanque estavam a realizar operações de transferência de petróleo quando foram atacados e se incendiaram e outros três foram danificados e imobilizados após atingirem minas navais.

Não foram adiantados detalhes sobre possíveis vítimas ou as bandeiras sob as quais os navios operavam.

Fontes independentes sobre ataques à navegação internacional, como a agência britânica UKMTO, não deram conta de qualquer incidente.

A empresa de dados e análises do sector marítimo Lloyd’s List Intelligence informou, na quinta-feira, que os operadores de navios-tanque dispostos a arriscar a viagem têm transportado petróleo de produtores do Golfo através do estreito durante a noite. Utilizam uma rota protegida pelas forças militares norte-americanas, junto à costa de Omã, mantendo os seus sistemas de localização e telemóveis desligados.

O petróleo é, depois, transferido para outros navios-tanque que aguardam no Golfo de Omã, de onde seguem para clientes na Ásia.

Os Estados Unidos têm aplicado um bloqueio aos portos iranianos no estreito de Ormuz, e o fluxo de petróleo atingiu recentemente níveis próximos dos registados antes do conflito.

Juiza impõe a Trump presença para depôr no caso que apresentou contra a BBC

23 October 2026 at 00:14

Uma juíza federal ordenou hoje a Donald Trump que compareça em tribunal, em 11 de dezembro, para depor no caso da sua queixa contra a BBC, com a qual pretende obter uma indemnização de 10 mil milhões de dólares.

A ordem da juíza Enjoliqué Lett é conhecida depois de os advogados da BBC se queixarem de Trump falar às comparências agendadas. O advogado Charles Tobin apontou que houve um acordo para uma presença de Trump em 16 de outubro, mas que este a cancelou alegando “assunto de importância nacional”. Porém, contrapôs Tobin, Trump esteve a fazer campanha eleitoral nesse dia.

Lett ordenou a Trump a comparência para depor em 11 de dezembro, sob pena de sanções, que podem ir até à anulação do processo.

A BBC já avançou que Trump quer adiar a comparência em tribunal até janeiro de 2027.

Trump acusa a BBC de difamação relacionada com o documentário ‘Trump: A Second Chance’.

A BBC admitiu que houve uma montagem de diferentes partes do discurso de Trump aos apoiantes, em 06 de janeiro de 2021, antes do ataque ao Capitólio, para sugerir que estava a ordenar a violência.

A estação admitiu erros na edição e o diretor-geral e a de Informação demitiram-se. Mas a BBC nega a acusação de difamação.

Cooprofar investe 15 milhões na expansão de plataforma logística em Alcochete

23 October 2026 at 00:12

O Grupo Cooprofar investiu 15 milhões de euros na expansão da sua plataforma logística de Alcochete, que acrescenta 6.500 metros quadrados de área útil e reforça a capacidade de armazenamento e distribuição de medicamentos, anunciou hoje a cooperativa farmacêutica.

Em comunicado, a Cooprofar adianta que a expansão, cuja inauguração está marcada para hoje, integra soluções de automação e robótica destinadas a aumentar a eficiência operacional e a otimizar a gestão de stocks.

A infraestrutura está preparada para uma capacidade futura de até 13.500 paletes, permitindo acompanhar o crescimento da atividade e responder às exigências da cadeia de abastecimento do setor.

“Este investimento representa mais um passo no compromisso de crescimento sustentado do Grupo Cooprofar e traduz a nossa confiança no futuro da distribuição farmacêutica em Portugal”, afirmou o presidente do conselho de administração da cooperativa, Hélder Mesquita, citado no comunicado.

O investimento surge numa altura em que a Cooprofar regista um crescimento da atividade, tendo encerrado 2025 com um volume de negócios de 544 milhões de euros, mais 13% do que no ano anterior.

Segundo a cooperativa, este crescimento superou o registado pelo mercado farmacêutico, de 9,7%, tendo a empresa alcançado uma quota de mercado de 13,9%.

Fundada em 1975, a Cooprofar abastece mais de 1.100 farmácias e emprega mais de 300 trabalhadores diretos.

Xpeng integra Google Play nos cockpits inteligentes em parceria alargada com a Google

22 October 2026 at 23:41

A Xpeng anunciou esta quinta-feira a alargamento da sua parceria com a Google, passando a integrar nativamente o Google Play nos cockpits inteligentes dos seus carros elétricos, numa operação cuja distribuição está prevista para o início de 2027, de forma progressiva nos mercados internacionais.

A integração, desenvolvida sobre a base do Android Automotive OS, permitirá aos condutores e passageiros aceder diretamente a centenas de aplicações de terceiros — de música e podcasts a streaming de vídeo, navegação, jogos ou serviços de carregamento e estacionamento — provenientes de mais de 100 países e regiões, sem necessidade de recorrer a um smartphone, informou a montadora chinesa em comunicado.

“O nosso trabalho conjunto com o Google Maps demonstrou o que as duas empresas podem alcançar. Com o Google Play, alargamos esta abordagem da navegação a um ecossistema digital mais abrangente”, afirmou Xianming Liu, vice-presidente da Xpeng e responsável pelo General Intelligence Center.

A Google sublinha que o ecossistema de aplicações automóveis “continua a crescer rapidamente”. “A integração oferece aos condutores ainda mais opções para aceder às aplicações de entretenimento e aos serviços do dia a dia de que gostam, diretamente através do ecrã do automóvel”, disse Haris Ramic, diretor de produto do Android para automóveis da Google.

O anúncio surge na sequência da integração do Auto SDK do Google Maps, revelada em julho de 2026, que introduziu funcionalidades cartográficas essenciais para os sistemas avançados de assistência à condução da marca nos mercados internacionais. Os utilizadores poderão ainda interagir com as aplicações através do assistente de voz multilingue com inteligência artificial da Xpeng.

Fundada em 2014 e sediada em Guangzhou, a Xpeng posiciona-se como uma empresa de “Inteligência Artificial Física” (Physical AI), desenvolvendo internamente os seus sistemas avançados de assistência ao condutor e de cockpit inteligente. Em Portugal, a marca é distribuída pelo Grupo Salvador Caetano.

A empresa não revelou ainda quais os modelos abrangidos nem os mercados onde a funcionalidade estará disponível, indicando apenas que mais detalhes serão divulgados “oportunamente” e que a disponibilidade poderá variar consoante o modelo e os requisitos de segurança.

CTT vão financiar projetos ambientais em Sintra-Cascais e agricultura regenerativa para compensar emissões

22 October 2026 at 23:34

Os CTT anunciaram esta quinta-feira os projetos ambientais que vão financiar no âmbito da sua iniciativa de compensação carbónica, após uma votação pública que decorreu entre 06 e 20 de outubro, tendo sido escolhidos um projeto de preservação do Parque Natural de Sintra-Cascais e outro de agricultura regenerativa em vários países europeus.

Segundo a empresa, o projeto de Preservação do Parque Natural de Sintra-Cascais venceu na categoria de iniciativas nacionais, com 115 votos, enquanto o AgreenaCarbon Project, dedicado à promoção da agricultura regenerativa na Europa, foi o mais votado na categoria internacional, reunindo 154 votos.

O apoio aos dois projetos permitirá compensar 241 toneladas de emissões de dióxido de carbono (CO₂) associadas à atividade de transporte e distribuição do serviço Correio Verde dos CTT.

A iniciativa nacional tem como objetivo preservar a fauna e a flora do Parque Natural de Sintra-Cascais através da recuperação de habitats naturais, plantação de espécies autóctones, erradicação de espécies invasoras e implementação de medidas de controlo da erosão.

De acordo com a empresa, estas intervenções procuram reforçar a conservação da biodiversidade e aumentar a resiliência dos ecossistemas da área protegida.

Já o AgreenaCarbon Project apoia a adoção de práticas de agricultura regenerativa em explorações agrícolas de dez países europeus, promovendo medidas destinadas a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e a aumentar o armazenamento de carbono nos solos.

O projeto visa igualmente melhorar a saúde dos solos, a retenção de água e a capacidade de adaptação das explorações agrícolas aos impactos das alterações climáticas.

Com esta iniciativa, os CTT afirmam reforçar o seu compromisso com soluções de mitigação das alterações climáticas, apostando em projetos de conservação da natureza e regeneração dos ecossistemas.

Os CTT empregam mais de 14 mil trabalhadores e registaram, em 2025, rendimentos operacionais de 1.288,1 milhões de euros. A empresa tem como meta eletrificar a totalidade da sua frota de distribuição de última milha até 2030.

Startup Portugal lança campanha “Portugal. A great place to start” criada com recurso a inteligência artificial

22 October 2026 at 23:07

A Startup Portugal lançou a campanha institucional “Portugal. A great place to start”, desenvolvida com recurso a ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa, para promover o país junto de empreendedores, investidores e talento nacionais e internacionais.

A campanha foi desenvolvida pela agência The Hotel ao longo de cerca de um ano e recorreu a mais de 20 ferramentas e modelos de IA generativa, que permitiram criar mais de 5.000 imagens e 3.000 clips de vídeo, combinados com imagens reais.

A iniciativa, lançada no âmbito dos projetos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), pretende reforçar o posicionamento de Portugal como um dos destinos europeus para a criação e internacionalização de startups, segundo a informação divulgada pela entidade.

Partindo da pergunta “Why Portugal?” (“Porquê Portugal?”), a campanha centra-se em histórias reais de empreendedores, empresas e projetos de diferentes setores e geografias, procurando mostrar a capacidade nacional para transformar conhecimento, talento e inovação em valor económico.

“A resposta não está numa única razão, mas numa combinação de talento, inovação, qualidade de vida, capacidade tecnológica e ambição”, afirmou Miguel d’Aguiar, diretor executivo da Startup Portugal, citado no comunicado.

O responsável acrescentou que o objetivo é dar a conhecer internacionalmente os fatores que tornam Portugal atrativo para lançar novos projetos empresariais.

Por sua vez, Hélder Monteiro, ‘partner’ da The Hotel, destacou o caráter experimental do processo de produção, que combinou ferramentas de IA generativa com um fluxo de trabalho desenvolvido pela própria agência.

“A tecnologia foi essencial para a execução, mas o foco manteve-se sempre nas histórias reais, nas pessoas e nos resultados concretos do ecossistema português de empreendedorismo”, afirmou.

O filme da campanha foi realizado por Tiago Viegas, enquanto a estratégia de meios ficou a cargo da Initiative Media.

A campanha terá presença nacional e internacional e é lançada antes da Web Summit, procurando aproveitar a visibilidade internacional gerada pelo evento tecnológico que decorre anualmente em Portugal.

Antas da Cunha ECIJA lança hub de inovação em Madrid dedicado a legal tech e inteligência artificial

22 October 2026 at 22:52

A sociedade de advogados Antas da Cunha ECIJA anunciou hoje o lançamento de “The Garage by ECIJA”, um hub de inovação jurídica e inteligência artificial instalado em Madrid, que servirá toda a rede ECIJA nos seus projetos de legal tech.

O espaço, com uma área superior a 700 metros quadrados, situa-se no centro de Madrid, na Glorieta de Rubén Darío, e reúne uma equipa multidisciplinar de mais de 70 profissionais — advogados, engenheiros e consultores — que trabalham diariamente com fabricantes de inteligência artificial e empresas tecnológicas.

Em comunicado, Fernando Antas da Cunha, managing partner da Antas da Cunha ECIJA e sócio da ECIJA, afirmou que o projeto se insere na estratégia de “Full AI Firm” da sociedade, sublinhando que o objetivo é que os clientes passem a percecionar a firma “como uma plataforma tecnológica global, que presta serviços jurídicos” e que integra a inteligência artificial na organização do conhecimento, no desenho de processos e na criação de produtos.

Segundo o advogado, a firma já tem em funcionamento em clientes alguns produtos e softwares de legal tech e estão previstas novas iniciativas, como o primeiro “Portugal Legal Tech Safary day”, a realizar em dezembro no espaço de Madrid e destinado exclusivamente a empresas e in house lawyers portugueses. Estão também planeados “Legal Days”, “safaris de inovação”, workshops, laboratórios práticos, demonstrações, casos de estudo e um “Open Challenge” dirigido ao ecossistema de legal tech.

O projeto será liderado por Juan Luis Moreno, engenheiro de telecomunicações com mais de 25 anos de experiência em estratégia digital, inovação e transformação empresarial.

A 14 de outubro, o projeto esteve na base da atribuição ao CEO da ECIJA, Alejandro Tourinho, do prémio “Lifetime Contribution to Innovation Award”, nos “Legal Geek Leaders in Tech Law Awards”.

Um ano depois de ter conquistado os títulos de “European Law Firm of the Year” e “Law Firm of the Year: Iberia”, o “The Garage by ECIJA” está também na origem das nomeações da ECIJA em sete categorias dos “The Lawyer European Awards 2026”.

Fundada em 2015, a Antas da Cunha ECIJA é uma sociedade de advogados ibero-americana com foco no direito digital e mais de 200 profissionais em Portugal, entre Lisboa, Porto e Braga.

Mastercard alarga à Europa programa que ajuda banca a reduzir contestações de compras legítimas

22 October 2026 at 22:06

A Mastercard anunciou na quinta-feira o alargamento à Europa do programa First-Party Trust, que visa ajudar comerciantes e bancos a distinguir fraudes de casos em que os próprios titulares de cartões contestam compras legítimas, reduzindo devoluções de valores desnecessárias.

A iniciativa permite que os comerciantes partilhem provas — como dados da compra, entrega do produto ou serviço e autenticação do pagamento — com os bancos emissores dos cartões, tanto no momento da transação como durante o processo de contestação. O objetivo é apoiar decisões mais fundamentadas sobre pedidos de devolução do valor pago, conhecidos como chargebacks.

A Mastercard prevê que as transações mundiais que originam contestações atinjam 324 milhões em 2028, acima dos 261 milhões estimados para 2025, num aumento de dois dígitos impulsionado pelo crescimento do comércio digital.

“À medida que o comércio digital continua a crescer, reforçar a confiança em todo o ecossistema de pagamentos torna-se cada vez mais importante”, afirmou Michele Centemero, vice-presidente executivo de Serviços Europa da Mastercard, citada no comunicado.

O programa foi lançado em 2024 nos Estados Unidos, Canadá, América Latina, Caraíbas e Ásia-Pacífico. A Mastercard prevê disponibilizá-lo na Europa de Leste, Médio Oriente e África em outubro de 2026, com a expansão a toda a Europa prevista para julho de 2027.

Além da partilha de provas, o First-Party Trust estabelece critérios mais claros para a análise das contestações pelos bancos e prevê proteções para os comerciantes que cumpram os requisitos definidos, incluindo pequenas empresas.

Fidelidade lança novo ‘website’ no âmbito do plano de transformação digital e omnicanal

22 October 2026 at 22:00

A seguradora Fidelidade anunciou o lançamento de um novo ‘website’, uma iniciativa inserida no seu programa de renovação dos canais digitais do grupo que tem a finalidade de reforçar a estratégia de transformação omnicanal e aproximar a empresa de clientes, mediadores e parceiros.

De acordo com o comunicado divulgado pela seguradora, a nova plataforma integra simuladores evoluídos, uma imagem renovada, navegação mais intuitiva e novas funcionalidades de ‘self-service’.

O objetivo passa por garantir uma experiência integrada e personalizada ao longo de toda a jornada do cliente, desde a descoberta de soluções até à contratação e utilização dos serviços, diz a companhia liderada por Rogério Campos Henriques.

A estrutura tecnológica adotada permite flexibilidade para acompanhar a evolução da oferta e adaptar conteúdos às necessidades dos utilizadores, articulando de forma mais próxima os canais digitais, a rede de mediação e as equipas de apoio ao cliente, explica a seguradora.

O diretor de Marketing e Clientes da Fidelidade, Sérgio Carvalho, sublinha no comunicado que a nova ferramenta materializa uma visão estratégica para proporcionar “experiências mais simples, mais personalizadas e mais integradas”, permitindo aos clientes o contacto através do ponto de interação que lhes for mais conveniente.

Fundada em 1808, a Fidelidade é líder de mercado no setor segurador em Portugal nos ramos vida e não vida, registando uma quota de mercado de 28,1% em 2025. A companhia, que conta com 2,4 milhões de clientes no país e mais de 10 milhões a nível global, está presente em 14 países e registou em 2025 um volume global de prémios de 6,5 mil milhões de euros.

Mais de 600 queixas sobre descontos em supermercados já superam total de 2025

22 October 2026 at 21:54

As reclamações relacionadas com promoções, descontos e cupões nos supermercados já ultrapassaram, em menos de dez meses, o total registado durante todo o ano passado, refletindo uma crescente insatisfação dos consumidores com o setor do retalho alimentar, segundo um estudo divulgado esta quinta-feira pelo Portal da Queixa.

De acordo com os dados, foram registadas 626 reclamações relacionadas com promoções, descontos e cupões desde o início de 2026, acima das 583 contabilizadas durante todo o ano de 2025.

No total, o setor dos hiper e supermercados acumulou 3.406 reclamações nos primeiros dez meses do ano, o que representa um aumento de 19,8% face ao mesmo período de 2025, quando tinham sido registadas 2.843 queixas. Julho destacou-se como o mês com maior volume de reclamações, somando 456 ocorrências.

As reclamações associadas a promoções, benefícios e ofertas representam atualmente 18,77% do total das queixas dirigidas ao setor, acima dos 12,65% registados no ano anterior. Entre os principais problemas reportados pelos consumidores estão descontos que não são aplicados, cupões e códigos promocionais que falham, incumprimento das condições anunciadas e dificuldades relacionadas com programas de fidelização.

Ainda assim, o principal motivo de insatisfação continua a ser o atendimento e a experiência do cliente, responsável por 27,78% das reclamações. Nesta categoria incluem-se situações de atendimento considerado ineficiente, longos tempos de espera, falta de pessoal disponível, falhas de comunicação e problemas nos canais digitais.

Já as questões relacionadas com qualidade e segurança dos produtos representam 25,93% das reclamações, embora registem um peso inferior ao observado em 2025 (27,97%). Os consumidores reportam casos de produtos impróprios para consumo, artigos danificados ou defeituosos, falhas de segurança, bem como erros de embalagem e de peso.

Os produtos alimentares são os mais referidos nas reclamações, representando 40,37% das menções. Dentro desta categoria, destacam-se os produtos de talho e charcutaria (10,66%), seguidos das bebidas (9,15%), mercearia e congelados (7,56%) e frutas e legumes (6,56%). Segundo o estudo, a maioria destas queixas está relacionada com questões de qualidade e segurança alimentar.

Por tipo de estabelecimento, os hipermercados concentram a maior fatia das reclamações, com 53,7% do total, seguindo-se os supermercados de grande retalho, com 43,83%. Em comparação com o período homólogo de 2025, as queixas aumentaram 21,69% nos hipermercados e 21,09% nos supermercados de grande retalho.

O estudo destaca ainda o crescimento das reclamações relacionadas com automação e falta de atendimento humano. O número de queixas nesta área passou de 44 em 2024 para 89 em 2026, mais do que duplicando no período analisado. Entre as situações apontadas pelos consumidores está a substituição de caixas tradicionais por caixas automáticas e a perceção de que tarefas anteriormente desempenhadas por funcionários passaram a ser assumidas pelos próprios clientes.

Geograficamente, Lisboa concentra 34,09% das reclamações registadas este ano, seguindo-se o Porto, com 16,82%, e Setúbal, com 12,42%. Quanto ao perfil dos reclamantes, o grupo etário entre os 35 e os 44 anos representa a maior parcela (25,78%), enquanto os consumidores com 65 ou mais anos reforçaram o seu peso relativo, passando de 9,03% em 2025 para 11,36% em 2026.

Citado no estudo, o fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust, Pedro Lourenço, considera que os dados mostram que os consumidores esperam que as promoções e programas de fidelização sejam cumpridos conforme anunciado e alerta para a necessidade de conciliar a modernização das lojas com a qualidade do atendimento e da assistência prestada aos clientes.

Fórum para Competitividade prevê crescimento de 2,1% a 2,3% este ano e ligeiro abrandamento em 2027

22 October 2026 at 18:24
economia portuguesa

O Fórum para a Competitividade prevê que a economia portuguesa cresça entre 2,1% e 2,3% este ano, abrandando para entre 2,0% e 2,2% em 2027, num contexto marcado pelo prolongamento do conflito no Médio Oriente e pela subida dos juros.

Nas “Perspetivas Empresariais” relativas ao terceiro trimestre, divulgadas hoje, a instituição estima uma aceleração face ao crescimento de 1,9% registado em 2025, mas alerta para os efeitos dos preços elevados da energia, das pressões inflacionistas e das dificuldades políticas e orçamentais em França.

“Em termos nacionais, existe agora um consenso de que o crescimento em 2027 deverá ser marginalmente inferior ao de 2026, que se tem mostrado mais resiliente do que o esperado, apesar dos choques, como as tempestades e o conflito no Médio Oriente”, refere o documento.

O Fórum sublinha, no entanto, que as perspetivas para o próximo ano também refletem “fragilidades estruturais”, em particular o reduzido potencial de crescimento da economia portuguesa, que considera continuar a aguardar reformas.

Para a inflação, a instituição antecipa uma subida de 2,3% em 2025 para entre 2,8% e 3,0% em 2026, seguida de um recuo para entre 2,3% e 2,5% em 2027. O regresso à trajetória de desinflação deverá ocorrer apenas em meados do próximo ano, segundo o relatório.

A análise assinala que a inflação portuguesa atingiu 3,6% em setembro, contra 3,3% no mês anterior, impulsionada por nova aceleração dos preços da energia. Já a inflação subjacente, que exclui os produtos energéticos e os bens alimentares não transformados, passou de 1,9% em fevereiro para 2,7% em setembro, sinalizando, segundo o Fórum, um alastramento das pressões sobre os preços.

Quanto à atividade económica, o documento aponta para um terceiro trimestre menos dinâmico do que o anterior, apesar do bom comportamento do consumo, sobretudo de bens duradouros, com destaque para os automóveis. Os dados do investimento são considerados menos conclusivos e as exportações terão sido condicionadas pelo enfraquecimento do ambiente internacional.

No segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,8% em cadeia, após uma subida de 0,1% nos primeiros três meses do ano, com o contributo da procura externa líquida a passar de -2,0 para 0,7 pontos percentuais. Em contrapartida, a formação bruta de capital fixo recuou 1,9%, depois de ter aumentado 2,9% no trimestre anterior.

O Fórum destaca ainda uma diminuição de 0,5% da produtividade medida por hora trabalhada no segundo trimestre, após uma subida de 1,3% no primeiro, considerando a resolução deste problema necessária para sustentar o aumento dos salários e a convergência com a média da União Europeia.

No comércio externo, as exportações de bens registaram seis meses consecutivos de crescimento até agosto, após cinco meses de quedas até fevereiro, embora com um abrandamento desde junho. Em agosto, aumentaram 6,8% em termos homólogos, depois de uma subida de 7,8% em julho.

No mercado de trabalho, a instituição prevê uma redução da taxa de desemprego de 6,0% em 2025 para entre 5,8% e 5,9% este ano, situando-se entre 5,7% e 5,9% em 2027. O relatório admite que as entradas e saídas de imigrantes possam funcionar como uma “almofada” e limitar as oscilações do desemprego perante alterações da atividade económica.

Já no financiamento às empresas, os empréstimos às sociedades não financeiras cresceram 5,9% no trimestre terminado em agosto, o ritmo mais elevado desde julho de 2021. A expansão do crédito foi acompanhada por uma subida dos juros nos empréstimos superiores a um milhão de euros, de 3,54% em dezembro para 3,98% em agosto.

No plano externo, o Fórum identifica riscos sobretudo negativos, entre os quais a escalada dos conflitos, a renovação das tensões comerciais, as vulnerabilidades orçamentais e uma eventual reavaliação das expectativas sobre a inteligência artificial. Em sentido contrário, admite benefícios decorrentes de maior investimento e produtividade associados à tecnologia e de um alívio das tensões geopolíticas.

A situação francesa merece particular destaque, pelo risco de o impasse político e o agravamento dos custos de financiamento afetarem o crescimento daquele que o documento identifica como o terceiro parceiro comercial de Portugal, com consequências para as exportações nacionais.

Comércio de serviços e mobilidade laboral entre Portugal e Espanha estão subdesenvolvidos

22 October 2026 at 18:21
créditos ao consumo Banco de Portugal garantia pública

A integração ibérica é “substancial, mas visivelmente desigual” entre diferentes dimensões, com áreas como o comércio de serviços e mobilidade da mão-de-obra ainda pouco desenvolvidas, conclui um artigo conjunto dos bancos centrais de Portugal e Espanha.

Os resultados mostram que o comércio de bens e os vínculos nas redes de produção “aprofundaram-se consideravelmente desde a adesão, e os mercados grossistas de eletricidade encontram-se excecionalmente bem integrados, refletindo fortes complementaridades entre a geração de energia solar na Espanha e a geração hidrelétrica em Portugal”, lê-se no artigo divulgado hoje.

Por outro lado, o comércio de serviços, a mobilidade de mão-de-obra e os investimentos financeiros não bancários permanecem comparativamente pouco desenvolvidos, segundo o paper que analisa o funcionamento do Mercado Único Europeu através da experiência de Espanha e Portugal, pela proximidade geográfica, fronteira partilhada e integração na União Europeia (UE).

As conclusões apontam que as conexões mais fortes são no comércio de bens e nos mercados grossista de eletricidade, nos quais a “proximidade geográfica, estruturas produtivas complementares e normas europeias comuns favoreceram profundos vínculos bilaterais”.

Em contrapartida, os serviços, a mobilidade laboral e algumas formas de integração do mercado de capitais permanecem “consideravelmente menos integrados”, sugerindo que o Mercado Único “tem sido altamente eficaz na redução de algumas formas de distância económica, mas muito menos eficaz na eliminação dos fatores estruturais que continuam a moldar as decisões económicas transfronteiriças”.

Bolsas da Europa caem “à grande e à francesa”. PSI fechou a cair com BCP a liderar perdas

22 October 2026 at 17:47

A bolsa de Lisboa encerrou a sessão desta quinta-feira em terreno negativo, com o índice PSI a recuar 1,46% para 9.237,82 pontos, numa sessão de vendas generalizadas nos mercados acionistas europeus. Entre as cotadas portuguesas, o BCP destacou-se como o título mais penalizado ao cair 4,81% para 1,068 euros, seguido pela Mota-Engil, que perdeu 4,32% para 4,474 euros, e pela Ibersol, que desvalorizou 3,62% para 10,12 euros. No sentido inverso, apenas a Jerónimo Martins conseguiu escapar à tendência de queda, registando uma subida de 0,60% para 18,42 euros.

No resto da Europa, o pessimismo foi a tónica dominante. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 1,05%, enquanto o EuroStoxx 50, que agrupa as principais cotadas da zona euro, fechou com uma perda de 1,94% para 6.087,01 pontos. O FTSE 100 de Londres recuou 0,26% para 10.725,03 pontos, o CAC 40 de Paris caiu 1,39% para 7.811,26 pontos e o DAX de Frankfurt desvalorizou 1,07% para 25.371,75 pontos. As quedas mais acentuadas registaram-se no FTSE MIB de Milão, com uma descida de 2,54% para 48.383,66 pontos, e no IBEX 35 de Madrid, que recuou 2,12% para 18.913,50 pontos.

No comentário de fecho de mercados, o Millennium Investment Banking sublinhou que as bolsas europeias terminaram o dia em baixa, numa sessão em que o Governo francês esteve sob intensa pressão devido ao debate orçamental destinado a reduzir significativamente o défice público.

“A banca é muito pressionada pela conjuntura numa das maiores economias europeias, que arrastou o BCP para uma queda de 4,8%, a mais acentuada do PSI.  Adicionalmente, a subida dos preços do petróleo e as desconfianças sobre se os avultados investimentos em Inteligência Artificial e data centers trarão o retorno desejado, numa altura em que os custos de financiamento sobem, castigam os setores cíclicos. Já os defensivos, como o de Alimentação, Farmacêutico e o de Bens Pessoais, registaram ganhos apelativos”, referem os analistas.

A MTrader destacou ainda o alargamento do diferencial entre as obrigações francesas e alemãs a 10 anos, o que demonstra a crescente preocupação dos investidores com as contas públicas gaulesas.

Num comentário com o sugestivo título “Correção à grande e à francesa”, os analistas do BCP escrevem que “os mercados de ações viveram uma sessão muito negativa, arrastados pela instabilidade política e social crescente em França, que faz disparar os juros da dívida pública do país a 10 anos de maturidade para os 5,1%, alargando o spread face às yields alemãs para os 1,74 pontos percentuais, o patamar mais elevado desde 2011”.

No mercado de dívida pública, a sessão foi marcada por movimentos divergentes. Os juros da dívida alemã a 10 anos, considerada a mais segura da Europa, recuaram 8,71 pontos base, fixando a yield em 3,33%. Em Portugal, o juro da dívida pública a 10 anos subiu ligeiramente para 3,950%, um acréscimo de 1,2 pontos base face ao fecho anterior. Já em França, a tensão nos mercados foi mais visível, com a yield a 10 anos a disparar 6,08 pontos base para 5,07%, o valor mais alto desde julho de 2002. Do outro lado do Atlântico, os juros da dívida dos Estados Unidos a 10 anos cederam 4,3 pontos base para 5,078%.

No mercado de matérias-primas, os preços do petróleo continuaram a sua trajetória ascendente, pressionando ainda mais o sentimento dos investidores. O barril de Brent, referência para as importações europeias, valorizou 2,77% para 111,83 dólares, enquanto o crude norte-americano WTI avançou 1,66% para 98,76 dólares.

O contexto macroeconómico e geopolítico continua a dominar a aversão ao risco. A persistência de uma inflação elevada, alimentada pelos custos da energia, mantém os investidores em alerta quanto à trajetória das taxas de juro. A situação no Médio Oriente e as dúvidas sobre a rentabilidade dos avultados investimentos em Inteligência Artificial e data centers, num momento em que os custos de financiamento sobem, continuam a castigar os setores mais cíclicos e tecnológicos.

Lightsource BP assinala fim da consulta pública do Parque Solar Sophia reformulado e promete manter diálogo com comunidades

22 October 2026 at 14:20

A Lightsource bp anunciou esta quinta-feira o encerramento da consulta pública da versão reformulada do projeto do Parque Solar Sophia, destacando as alterações introduzidas na proposta e garantindo que continuará a manter canais de diálogo abertos com as comunidades locais durante o processo de avaliação ambiental.

A consulta pública, promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no âmbito do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), decorreu entre 8 e 21 de outubro e permitiu a cidadãos, autarquias, associações e outras entidades apresentarem contributos e observações sobre a nova configuração do projeto.

Segundo a empresa, a reformulação resultou do trabalho técnico e ambiental desenvolvido ao longo dos últimos anos e dos contributos recolhidos junto das comunidades e entidades envolvidas.

Desde 2020, a promotora refere ter contactado mais de 60 entidades, realizado cerca de 160 reuniões e trocado aproximadamente 560 comunicações com autarquias, juntas de freguesia, agricultores, associações, agentes económicos e movimentos cívicos.

Já na fase preparatória da nova consulta pública foram promovidas 13 sessões de recolha de contributos, com cerca de 120 participantes, e três sessões de esclarecimento sobre o projeto reformulado, que reuniram aproximadamente 150 participantes.

De acordo com a Lightsource bp, a nova proposta prevê uma redução de 34% da potência instalada, passando de 867 megawatts-pico (MWp) para 573 MWp, e uma diminuição de cerca de 36% da área ocupada por painéis fotovoltaicos.

A ligação à rede elétrica também foi simplificada, passando de duas para uma única linha de muito alta tensão.

A empresa sublinhou ainda que a área analisada nos estudos ambientais é mais ampla do que a área efetivamente prevista para a implantação do projeto, uma vez que os estudos procuram avaliar alternativas, condicionantes e potenciais impactes ambientais de forma integrada.

Citado em comunicado, o diretor-geral da Lightsource bp Portugal, Miguel Lobo, afirmou que a consulta pública constituiu “mais uma oportunidade para ouvir as comunidades e conhecer as suas preocupações”.

“Foi esse diálogo, juntamente com a avaliação técnica e ambiental, que nos permitiu reformular significativamente o Projeto do Parque Solar Sophia. O fim deste período de consulta não significa o fim do nosso envolvimento com o território. Queremos continuar a ouvir, a esclarecer dúvidas e a trabalhar com as comunidades”, declarou.

A empresa indicou ainda que toda a documentação relativa ao projeto reformulado continuará disponível na página oficial do Parque Solar Sophia.

Concluída a consulta pública, o processo de avaliação ambiental prossegue agora junto das entidades competentes, nos termos legalmente previstos.

A Lightsource bp adiantou que continuará a promover o contacto com as comunidades através dos seus canais de comunicação, incluindo correio eletrónico, WhatsApp e um formulário online de recolha de contributos, e que o diálogo prosseguirá também no âmbito do Programa de Benefícios Partilhados associado ao projeto.

A Lightsource bp atua no desenvolvimento e gestão de projetos de energias renováveis e soluções de armazenamento de energia em grande escala.

❌