Receitas da SpaceX disparam 161% no terceiro trimestre para 14,6 mil milhões de dólares
A SpaceX, liderada por Elon Musk, viu as receitas aumentarem 161% no terceiro trimestre de 2026, para 14,6 mil milhões de dólares (cerca de 13 mil milhões de euros), face aos 5,6 mil milhões (cerca de 5 mil milhões de euros) do mesmo período do ano passado.
A empresa passou também de prejuízo a lucro trimestral, com resultados positivos de 4,4 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros), contra perdas de 1,1 mil milhões (979 milhões de euros) face ao mesmo período do ano passado. A estimativa da LSEG apontava para uma receita de 12,72 mil milhões de dólares e um lucro de 1,57 mil milhões de dólares.
A divisão de inteligência artificial, que a empresa passou a designar Super Intelligence (SI), foi a que mais faturou no trimestre. Mas quase todo o lucro operacional continua a vir da divisão de conectividade, onde está a Starlink.
As receitas da SI subiram 830%, para 7,6 mil milhões de dólares (6,78 mil milhões de euros), mais de metade do total. A SpaceX atribui o salto à ativação de novos contratos de serviços de cloud, à compra da Cursor, concluída em agosto, e à maior adoção do Grok por empresas e consumidores. A divisão teve um resultado operacional positivo de 431 milhões de dólares (383 milhões de euros), depois de perder 1,7 mil milhões (1,5 mil milhões de euros) no mesmo trimestre de 2025.
A conectividade faturou 5,2 mil milhões de dólares (+69%) — cerca de 4,6 mil milhões de euros — e quase duplicou o resultado operacional, para 2,4 mil milhões (2,14 mil milhões de euros), cerca de 85% do total da empresa.
A Starlink terminou setembro com 13,6 milhões de subscritores, mais 1,6 milhões do que em junho. No entanto, a receita média por subscritor baixou dos 99 dólares (cerca de 88 euros) em 2023 para os 69 dólares (cerca de 61 euros) neste trimestre, de acordo com a Reuters. A empresa já tinha admitido que a expansão geográfica além dos países mais ricos poderia levar a uma queda desta receita por subscritor ao longo do tempo. Os investidores têm estado atentos para perceber se essa pressão no preço já começou a aparecer à medida que entra em mais mercados internacionais.
Já a divisão espacial, responsável pelos lançamentos, cresceu 6%, para 1,8 mil milhões, mas teve um prejuízo operacional de 7 milhões (6,2 milhões de euros), penalizada pelo investimento no Starship.
Os custos totais duplicaram, de 5,8 (5,17 mil milhões de euros) para 11,8 mil milhões de dólares (10,5 mil milhões de euros). Parte do lucro líquido veio de fora da operação, já que o resultado operacional foi apenas de 2,8 mil milhões (2,5 mil milhões em euros). O investimento também disparou, para 19,6 mil milhões de dólares (17,4 mil milhões de euros) só neste trimestre, a maior parte em centros de dados para a IA.
Os primeiros nove meses do anos
Nos primeiros nove meses do ano, as receitas quase duplicaram (+97%), de 13,7 (12 mil milhões em euros) para 27,1 mil milhões de dólares (24 mil milhões de euros). . A conectividade continua a ser a divisão que mais fatura no acumulado, com 12,8 mil milhões (11,4 mil milhões de euros), embora a SI tenha sido a que mais cresceu.
As suas receitas quase quintuplicaram, para 10,9 mil milhões (9,7 mil milhões em euros). Os custos subiram de 14,9 para 26,4 mil milhões (de 13,3 para 23,5 mil milhões de euros) .
O lucro do terceiro trimestre não chegou para apagar totalmente as perdas do primeiro semestre. Nos nove meses, o prejuízo líquido atribuível aos acionistas encolheu de 2,6 para 1,1 mil milhões de dólares (de 2,3 para 979 milhões de euros) . Só a conectividade teve resultado operacional positivo, de 5,2 mil milhões (4,6 mil milhões de euros). A SI perdeu 3,3 mil milhões (2,9 mil milhões de euros) e a divisão espacial 1,2 mil milhões (1,1 mil milhões de euros).
