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Ventura: "Mas onde é que anda o primeiro-ministro?"

22 October 2026 at 17:56
André Ventura diz que a ausência pública do primeiro-ministro é um "rastilho" para escalar a contestação e avisa o Governo para não pensar que Portugal é "um país manso".

© ANDRÉ KOSTERS/LUSA

Numa intervenção num almoço do International Club of Portugal, num hotel em Lisboa, André Ventura critica que "não sabemos do primeiro-ministro há dias"

13h. Lei das Rendas. PS volta a pedir ao PM que deixe cair

22 October 2026 at 13:12
Num artigo de opinião no Diário de Notícias, o líder do PS pede sentido de Estado a Luís Montenegro. Ainda, Procurador Geral da República admite suspensão dos processos dos detidos nas manifestações.

Suplemento extraordinário vai ser pago aos pensionistas entre 7 e 8 de dezembro

19 October 2026 at 09:20

Ocorreu no ano passado e este ano volta a repetir-se. Vai ser atribuído aos pensionistas um suplemento extraordinário, que será pago juntamente com a pensão de dezembro.

Conforme já foi anteriormente publicado, será atribuído apoio a quem recebe pensão até ao valor de 1.611,39 euros mensais (limite de atribuição do suplemento), estando dispensado de retenção na fonte em sede de IRS, segundo um diploma já publicado em Diário da República.

De acordo com o decreto-lei n.º 201/2026, que estabelece este apoio extraordinário entre 100 e 200 euros aos pensionistas com reformas mais baixas, “o valor do suplemento é determinado em função do montante mensal global das pensões recebidas pelo pensionista“.

Como nos anos anteriores, o apoio é atribuído por pensionista e não por pensão, pelo que quem recebe várias pensões verá estes montantes somados para determinar se tem ou não direito ao suplemento. Exemplo: se recebe duas pensões, uma de 800 euros e outra de 900 euros, o que perfaz um total de 1 700 euros, segundo a Lei não irá receber qualquer suplemento porque ultrapassar o limite definido para atribuição do apoio, embora cada uma das pensões, individualmente, estivesse abrangida.

Isto é, nos termos do diploma, são abrangidos pelo apoio “os pensionistas de invalidez, velhice e sobrevivência do sistema de Segurança Social, os pensionistas por aposentação, reforma e sobrevivência do regime de proteção social convergente e os pensionistas do setor bancário, com pensões devidas até 30 de novembro de 2026, inclusive, cujo montante mensal global de pensões e respetivos montantes de atualização extraordinária, seja igual ou inferior a três vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS) em vigor”.

Face ao exposto, estão excluídas as pensões por incapacidade permanente para o trabalho e por morte decorrentes de doença profissional, outras pensões de indemnizações, as pensões de natureza não contributiva do âmbito da Caixa Geral de Aposentações (CGA) e os complementos por dependência, por cônjuge a cargo e solidário para idosos.

Valor do suplemento extraordinário

O suplemento extraordinário será de 200 euros para quem recebe uma pensão até 537,13 euros (o equivalente a um IAS), de 150 euros para os pensionistas com pensões entre 537,13 euros e 1.074,26 euros (o equivalente a entre um e dois IAS) e de 100 euros para quem recebe entre 1.074,26 euros e 1.611,39 euros (o equivalente a entre dois e três IAS).

Recordamos que a atribuição de um suplemento extraordinário para os pensionistas foi anunciada pelo Governo em 08 de setembro durante o debate parlamentar da Moção de censura do Chega ao Governo. A atribuição do suplemento foi aprovada no dia 17 desse mês em Conselho de Ministros.

E foi também no dia 17 de setembro, que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou numa declaração ao país que a iniciativa se inseria num conjunto de medidas aprovadas pelo executivo para “reforçar a resposta” à crise provocada pelo aumento do custo de vida.
“Será pago com a pensão de dezembro e vai abranger mais de dois milhões de pensionistas“, anunciou o primeiro-ministro Luís Montenegro.

A previsão do Governo é de que com a atribuição deste apoio irá despender 400 milhões de euros. Será pago, por transferência bancária ou vale de correio, entre 7 e 8 de dezembro, em conjunto com a pensão do mês e o pensionista, entretanto, não tem que fazer nada.

Montenegro comprou dois T1 por quase 800 mil euros: “Por isso não entende a questão da habitação”

By: ZAP
18 October 2026 at 11:20
“Há efetivamente um movimento de acumulação de riqueza que está a empobrecer quem depende do seu trabalho”. Luís Montenegro tem sido um dos alvos dos manifestantes pelo direito à habitação, sobretudo no Porto, e essencialmente depois de ter usado a palavra “egoístas” – que já reforçou que não era sobre os manifestantes. O primeiro-ministro foi também um foco da análise de Margarida Davim, que sugeriu que Montenegro vive noutra realidade e, por isso, não consegue colocar-se no lugar de quem não consegue pagar uma renda ou comprar uma casa. “Comprou a pronto dois T1 na Lapa por quase 800 mil

É dia de protesto; Moedas já deixou aviso, casa de Montenegro ameaçada

By: ZAP
17 October 2026 at 09:44
Movimento chega a Lisboa. No Porto, não passaram a madrugada na Praça D. João I. Montenegro explica os “egoístas”. Este sábado é dia de nova ação de protesto contra os preços da habitação, dentro da manifestação denominada “Não consegues pagar a renda? Monta a tenda!“. Depois das confusões no Porto, os protestos chegam a vários pontos do país, juntando-se ao movimento da CGTP contra o “brutal aumento” dos preços das casas, dos combustíveis e do cabaz alimentar, sob o mote ‘Mais salário, melhores pensões e serviços públicos | Contra o aumento do custo de vida | Novo rumo para Portugal!’.

8h. Habitação. PM denuncia apelo à violência

17 October 2026 at 08:14
Protestos continuam hoje e é esperada uma forte mobilização sobretudo em Lisboa e no Porto. Ainda, as mais recentes declarações de Luís Neves sobre mais uma polémica no MAI.

BE e PCP estão a alimentar a violência em Portugal?

16 October 2026 at 23:30
Sugestão de Mariana Leitão. “Catarina Martins deveria estar aqui em Bruxelas e foi para o Porto”. As muitas reacções no mesmo dia. As horas seguintes às cenas de violência no Porto, durante um protesto contra os preços da habitação, foram repletas de reacções políticas. Luís Montenegro falou logo ao início da manhã de quinta-feira: “Espero que os partidos políticos, movimentos associativos, organizações portuguesas, não caiam na tentação, por razões meramente egoísticas da sua própria acção, importarem para Portugal climas de instabilidade, de contestação, que não têm de facto respaldo na sociedade portuguesa”. O primeiro-ministro garantiu que Portugal não é um

PM divulga ameaças de manifestantes. Movimento desvaloriza

16 October 2026 at 21:55
Gabinete do primeiro-ministro partilhou vídeo com ameaças a Montenegro: "Acabou essa porra de ser pacífico". Organização garante não concordar com a intervenção.

© David Oliveira/Observador

20h. PM diz estar preocupado com ameaças contra a sua casa

16 October 2026 at 20:13
Palácio de São Bento divulgou vídeo de manifestante a ameaçar diretamente a casa de habitação de Luís Montenegro. Ainda, José Luís Carneiro diz que prioridade do PS é resolver a crise da habitação.

19h. PM nega ter dito que havia egoísmo nas manifestações

16 October 2026 at 19:11
Líder do Governo assegura que o alvo das palavras não foram os manifestantes e que respeita o direito à manifestação. Ainda, movimento pela habitação no Porto quer voltar a montar tendas amanhã.

3h. Passos Coelho não quer desafiar Luís Montenegro no PSD

16 October 2026 at 03:17
O Observador sabe que o antigo primeiro-ministro não pretende assumir funções governativas sem passar diretamente pelos eleitores. Ainda, a noite de protestos no Porto terminou de forma abrupta.

Governo está a resolver problemas no SIRESP, diz Montenegro

15 October 2026 at 10:53
Luís Montenegro garante que o Governo está a resolver "os problemas que se foram avolumando" na área da administração interna. E isso inclui os "problemas" no SIRESP.

© OLIVIER MATTHYS/EPA

Declarações foram prestadas aos jornalistas na chegada à cimeira do Conselho Europeu, em Bruxelas

Montenegro considera “absurdo” o aumento dos combustíveis

15 October 2026 at 09:49

O primeiro-ministro acusou hoje os Estados Unidos de incoerência ao fazerem um acordo sobre o gasóleo com a Rússia e afirmou que não vai ter “nenhuma consequência positiva” a nível de preços ou da guerra na Ucrânia. Luís Montenegro pede ainda intervenção “eficaz para suster este aumento do preço dos combustíveis, que é absurdo”.

“Aquilo que foi anunciado pelos Estados Unidos, do nosso ponto de vista, não corresponde a um exercício consequente e coerente da resolução desta matéria”, criticou Luís Montenegro em declarações aos jornalistas à chegada à cimeira dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), em Bruxelas.

Para o chefe do executivo, o acordo entre os Estados Unidos e a Rússia sobre gasóleo “não corresponde a um exercício consequente e coerente” para responder ao aumento dos preços da energia.

“Em primeiro lugar, não é consequente porque é consabido que o acordo proposto, estabelecido com a Federação Russa, não vai resolver o problema do preço dos combustíveis e mesmo a disponibilidade que esse acordo permite em termos de gasóleo não resolve o assunto por mais de escassos dias”, afirmou.

Por outro lado, Montenegro considerou que o acordo não é coerente “porque dá um sinal errado relativamente ao apoio da agressão da Rússia face à Ucrânia”.

“Esta novidade não traz nenhuma consequência positiva e é um sinal incoerente face àquilo que nós devemos fazer para pressionar a Rússia a poder contribuir para a obtenção de uma paz justa e duradoura para a Ucrânia”, sustentou.

Interrogado se concorda com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, quando fala numa traição de Donald Trump, o primeiro-ministro recusou “escalar a linguagem”.

“Vou apenas dizer que tenho feito um apelo: (…) nós precisamos de uma intervenção que seja, do ponto de vista diplomático, eficaz para suster este aumento do preço dos combustíveis, que é absurdo, é insensato, atinge todos”, reiterou.

Interrogado se concorda com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, quando fala numa traição de Donald Trump, o primeiro-ministro recusou “escalar a linguagem”.

“Vou apenas dizer que tenho feito um apelo: (…) nós precisamos de uma intervenção que seja, do ponto de vista diplomático, eficaz para suster este aumento do preço dos combustíveis, que é absurdo, é insensato, atinge todos”, reiterou.

Questionado sobre o que é que considera que a UE deve fazer no imediato para reduzir o preço dos combustíveis, Montenegro defendeu que é necessária uma “intervenção diplomática, também da UE”, para que se chegue a uma saída para a guerra no Irão.

Essa intervenção da UE, prosseguiu, deve procurar ajudar a que “as partes possam aproximar posições e se possa estabelecer, não apenas um cessar de hostilidades, mas condições de navegabilidade, sobretudo no Estreito de Ormuz, que permitam o restabelecimento e a estabilização do funcionamento dos mercados”.

No que se refere a Portugal, o primeiro-ministro garantiu que o Governo tem “vindo a estabelecer diálogo com os seus parceiros da UE e também com os seus aliados, como é caso dos Estados Unidos da América”, para “colocar a prioridade de todos na resolução diplomática do conflito no Médio Oriente”.

“É aquilo que permite estabilizar o mercado do preço a nível internacional e, por via disso, também estabilizar o preço dos combustíveis”, sustentou.

Trump anunciou na sexta-feira passada um acordo com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, para fornecer de forma imediata 300.000 toneladas de gasóleo russo ao mercado norte-americano e mundial, o que implica o levantamento de sanções a Moscovo.

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