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Vinhos Verdes procuram mais apreciadores no Japão e Coreia do Sul

22 October 2026 at 15:54

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) promove, entre esta sexta-feira e 30 de outubro, um conjunto de ações de promoção na Ásia, levando 15 produtores da Região Demarcada dos Vinhos Verdes a Seul (Coreia do Sul), Tóquio e Osaka (Japão) para provas, ‘masterclasses’ e uma “maior proximidade com diferentes públicos naquele mercado de exportação”.

Esta sexta-feira, em Seul, a Prova Anual dos Vinhos Verdes decorre no Ambassador Pullman Seoul e será dirigida por Sangmi Kim, com mais de 200 profissionais a participar no seminário e na prova dirigida a importadores e profissionais do setor, incluindo ainda um momento de prova para o consumidor. 

O segundo destino será Tóquio, a 27 de outubro, no Hotel Prince Sakura Tower: uma plateia de mais de 150 profissionais do setor tem lugar reservado no seminário e na prova destinada também ao ‘trade’, sendo os dois momentos conduzidos por Yoko Obara, antes da habitual prova ao consumidor. 

O Hotel Nikko Osaka é o último ponto de paragem do plano de ações de promoção da Região Demarcada dos Vinhos Verdes no mercado asiático: a 30 de outubro, uma ‘masterclass’ orientada por Yoko Obara e dirigida ao ‘on-trade’, contará com cerca de 40 profissionais para descobrir e conhecer os 14 vinhos em prova. 

“O mercado asiático é, desde há alguns anos, uma importante aposta dos Vinhos Verdes, uma vez que regista grandes oportunidades de crescimento. Os diferentes perfis dos vinhos correspondem às tendências de consumo e harmonizam perfeitamente com a gastronomia asiática, mantendo-se um mercado estratégico para a promoção da Região”, refere Carla Cunha, diretora de marketing da CVRVV.  

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No Parcel Wine Bar a comida também marcha de um trago

21 October 2026 at 18:14
Em Santos, o mano mais novo do Parra instala-se mesmo ao lado, com 250 referências na garrafeira, "dos 20 aos 200 euros", e uma carta para petiscar ao balcão que inclui croquete de arroz de pato.

© Joana Freitas

Nas entradas, para partilhar ou não, imperam as gildas com sardinha e toque picante e a terrine de bochecha de língua de porco, que vai buscar o tom verde aos coentros

Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha

21 October 2026 at 17:58

A VirguWines foi exemplo de sucesso e persistência em 2025 (no WordCamp Lisboa) e a empresa criada pelo arcuense Artur Azevedo em 2016 continua a ser um exemplo de inovação no mundo dos vinhos.

Dez anos depois de ter iniciado na região minhota o ainda pouco explorado ‘plugin’ de comércio eletrónico para WordPress – usado para criar lojas online, que renovou o estímulo ao ‘web designer’ e a dezenas de ‘vignerons’ que viram nas plataformas ‘online’ a melhor forma de enfrentar um mercado tomado pelas grandes marcas – Artur Azevedo estabeleceu, na freguesia de Cabana Maior, a poucos quilómetros da Porta do Mezio (uma das cinco portas de entrada do Parque Nacional da Peneda-Gerês), uma inusitada sala de provas e uma das melhores varandas panorâmicas sobre o território de montanha arcuense. A VirguWines Tasting House será inaugurada no próximo sábado, com duas sessões com o ‘sommelier’ Manuel Moreira.

Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha
Fotos: João Peixoto / VirguWines
Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha
Fotos: João Peixoto / VirguWines
Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha
Fotos: João Peixoto / VirguWines

Hoje, a VirguWines já não é apenas uma loja ‘online’, embora continue a trabalhar o seu perfil de clientes e a aproximar uma comunidade cada vez mais extensa de ‘vignerons’ (a palavra designa os viticultores que cultivam as suas próprias vinhas e produzem o seu próprio vinho, do campo à garrafa) de consumidores de paladar mais requintado.

O negócio/experiência de Artur Azevedo começou numa garagem (e ainda lá está, não por uma questão de ideia romanceada típica dos projetos de sucesso, mas porque é assumidamente o melhor ‘hub’ criativo) e, sem esquecer o ‘lugar das estacas’, avançou para o terreno.

Em Cabana Maior, onde tem agora estabelecida uma sala de provas, há uma parcela onde o ‘web designer’ estabeleceu um género de incubadora de todas as castas minhotas, do Alvarinho ao Vinhão, passando por outras castas que ainda podem ser o ‘tesouro’ minhoto no mundo dos vinhos.

Só 2020 veio trazer um significado especial ao que Artur Azevedo vinha a trabalhar desde 2016, quando a pandemia da Covid-19 decretou um ‘lockdown’ sem precedentes no mundo moderno e os produtores de vinho, que construíram marcas a vender em eventos da especialidade, em garrafeiras e nas redes de hotelaria, entregaram nas mãos do ‘web designer’ uma estratégia para tirar o vinho das adegas. Fecharam-se as garrafeiras, abriram-se páginas ‘online’, e estes vinhos tinham de estar lá. Havia produtores que lhe disponibilizavam uma palete de vinho, para ter ‘stock’.

“O pior que pode acontecer [se não vendermos] é bebermos o vinho entre amigos'”

“Aquilo assustou-me um bocado, mas agradou-me essa confiança. Tenho uma garagem – não é uma história romântica de tecnologia, é mesmo uma empresa-garagem, ainda hoje – não podia ajudar com paletes, mas posso comprar caixas de vinho. E na altura disse: ‘Ok, se é para ajudar, vamos comprar caixas e vamos pagar a pronto. O pior que pode acontecer [se não vendermos] é bebermos o vinho entre amigos’. Foi assim que aconteceu. Rapidamente transformámos a garagem em stock real, pago ao produtor, e começámos a vender vinho”, recorda.

E assim começaram a aparecer as pequenas-grandes marcas que deram nome e definiram o perfil de clientes da VirguWines, com produtores e marcas desde o Alto Minho, na sub-região de Monção e Melgaço, até Trás-os-Montes, ao Douro e à Bairrada.

“Quem gostar de vinhos, de conhecer um bocadinho o nosso território, a nossa cultura, vale a pena conhecer esta gente. Há uma diversidade incrível. Somos dos três países com mais castas autóctones identificadas, e [eles] preservam métodos de vinificação”, declarou.

Atualmente, a VirguWines é multiplataforma e multissensorial. O ‘stock’ agora é real (a garagem continua a ser o cofre-forte), mas há ainda um rol de experiências que tornaram o projeto uma missão em torno do vinho e dos ‘vignerons’ que o materializam.

“Já fizemos provas ao vivo, em que vendemos os bilhetes no próprio ‘site’. Temos um clube de vinho, em que a pessoa recebe uma caixa todos os meses”, conta Artur Azevedo.

Para contar a história dos ‘vignerons’, foi fundamental o podcast “N2Vinho”, criado em plena pandemia e que dura até hoje, onde começaram a fazer provas ‘online’ com produtores.

Manuel Moreira, um dos ‘sommeliers’ mais reconhecidos em Portugal, com uma carreira de mais de 20 anos dedicada ao mundo do vinho, João Coutinho e Daniel Passos acompanham Artur Azevedo em mais uma das dimensões do projeto multidimensional, já com mais de 1.800 subscritores no YouTube.

“Temos 100 referências dentro de portas, listadas em ‘stock’. Esses vídeos estão na ficha do produto do próprio vinho. Ou seja, quando as pessoas querem saber como é que devem harmonizar, que temperatura deve ter o vinho, qual é a história que está por trás do vinho com o produtor, esse vídeo-podcast do YouTube está na própria ficha de produto”, destacou.

O futuro da história é ‘terra-a-terra’: VirguWines Cabana Maior e a coleção de vinha

Do sucesso ‘online’, ganhou forma um espaço de enoturismo. A VirguWines Cabana Maior é o local privilegiado para provar. Para quem sonha com os cenários instagramáveis com um copo de vinho em primeiro plano, este local é o ‘Holy Grail’ que tem de conquistar.

É nesse cenário que a VirguWines Tasting House recebe, no próximo sábado, duas provas de vinho comentadas pelo reconhecido ‘sommelier’ Manuel Moreira.

A primeira sessão, às 15:00, intitulada “Vinho Verde sem ideias feitas”, pretende desafiar alguns preconceitos sobre os vinhos da região, dando a conhecer a sua diversidade de castas, estilos e formas de vinificação. Às 17:30, a prova “Portugal à prova através do vinho” convida os participantes a percorrer diferentes regiões vitivinícolas portuguesas através dos seus vinhos.

Cada sessão terá seis vinhos em prova e um máximo de oito participantes, num ambiente intimista que privilegia a conversa, a descoberta e a partilha de conhecimento.

Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha
Fotos: João Peixoto / VirguWines
Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha
Fotos: João Peixoto / VirguWines
Arcos de Valdevez tem nova sala para provas de vinho com vista para a montanha
Fotos: João Peixoto / VirguWines

A iniciativa integra uma nova etapa da VirguWines Tasting House, que já tem agendadas outras provas com ‘sommeliers’ e produtores de vinho e que está também a dar início às suas provas regulares, dedicadas à descoberta dos Vinhos Verdes e dos vinhos de diferentes regiões de Portugal.

“Ao longo destes dez anos, criámos uma relação muito próxima com pequenos produtores e com pessoas que gostam de descobrir vinhos diferentes. A Tasting House é uma forma de levar essa relação mais longe, proporcionando experiências presenciais num espaço onde o vinho, a vinha e a paisagem se encontram. Queremos ter uma programação regular, com provas conduzidas por nós, mas também receber sommeliers e os próprios produtores, para que possam partilhar os seus conhecimentos e contar as histórias por detrás dos vinhos. Queremos que as pessoas venham a Cabana Maior não apenas para provar vinho, mas também para conhecer quem o faz e descobrir o território”, explica Artur Azevedo, o fundador da VirguWines, que celebra dez anos de marca e de uma cada vez mais sólida relação com quem faz os vinhos ideais para beber ou guardar. 

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Festival dos Produtos Durienses regressa para promover o melhor da região

21 October 2026 at 16:20

VTM

A quinta edição do Festival dos Produtos Durienses regressa ao Mercado dos Produtos Durienses, em Paços, concelho de Sabrosa, nos dias 7 e 8 de novembro.

Os concertos de Augusto Canário, no sábado à noite, e do grupo Amigos da Sobreposta, conhecidos pelo tema viral “Bota Fogo no Terreiro”, no domingo à tarde, são destaque na programação deste ano.

Para além disso, ao longo do fim de semana, o festival, de entrada livre, reunirá mais de 50 produtores e expositores naquele espaço, proporcionando a divulgação e degustação de produtos locais e da região duriense, onde se vai destacar a riqueza e diversidade da oferta deste território.

A abertura oficial do certame acontece no sábado, 7 de novembro, pelas 15h00, seguindo-se a visita aos stands e expositores presentes, estando garantida a representação dos municípios da Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro).

A programação inclui ainda animação itinerante, uma sessão de ‘showcoooking’ e diversas propostas musicais, complementando um fim de semana repleto de experiências, onde a organização convida a população e os visitantes a descobrir os sabores, os saberes, os produtos e as tradições de Sabrosa e do Douro.

O V Festival dos Produtos Durienses é organizado pelo Município de Sabrosa, e é dedicado à valorização do concelho de Sabrosa e do território da Comunidade Intermunicipal do Douro, dos vinhos, da gastronomia e dos produtos endógenos da região, com uma programação que cruza cultura e animação.

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Artista de Nagoselo do Douro dá vida à pintura com vinho  

21 October 2026 at 12:19

VTM

Natural de Nagoselo do Douro, no concelho de São João da Pesqueira, Eugénia Sousa é uma jovem artista que tem vindo a desenvolver um percurso criativo marcado pela versatilidade técnica, pelo rigor do detalhe e pela expressão artística. Aos 29 anos, encontra na pintura uma forma de explorar diferentes linguagens visuais, dando vida a rostos, figuras e elementos da natureza através de uma abordagem que privilegia o realismo.

O seu trabalho distingue-se pela capacidade de experimentar diferentes técnicas e materiais, procurando novas formas de expressão e explorando as potencialidades de cada suporte. Entre as suas experiências artísticas encontra-se a pintura com vinho, uma abordagem particularmente interessante pela ligação entre a criação artística e um dos produtos mais emblemáticos da região do Douro.

Nesta técnica, Eugénia Sousa utiliza diferentes castas e as tonalidades naturais que cada uma oferece, transformando as características cromáticas do vinho em matéria de criação. Uma forma original de cruzar arte, experimentação e identidade regional, valorizando também a riqueza de um território profundamente associado à cultura vitivinícola.

A sua expressão artística estende-se igualmente à pintura de murais, demonstrando uma abertura a diferentes escalas e contextos de intervenção. Neste âmbito, Eugénia Sousa participou nas duas últimas edições do Douro Street Art, realizadas no concelho de São João da Pesqueira. A presença da artista neste festival, que promove a criação artística e a valorização da identidade local através da arte urbana, constitui mais um testemunho do dinamismo criativo do concelho e da afirmação de talentos que, a partir das suas raízes, contribuem para enriquecer a paisagem cultural do Douro.

Ainda assim, uma parte significativa da sua produção centra-se na criação de retratos, trabalhos nos quais procura captar os traços, as expressões e os pormenores que tornam cada representação única.

Em muitas das suas composições, os rostos e as figuras surgem associados a elementos naturais, como flores e folhas, criando uma ligação entre a figura humana e a natureza. Esta combinação acrescenta dimensão estética e personalidade às obras, revelando uma abordagem criativa que alia a atenção ao detalhe à sensibilidade na composição.

Entre o realismo dos retratos, a experimentação com materiais e a intervenção em murais, o percurso de Eugénia Sousa evidencia a diversidade de possibilidades que a pintura oferece enquanto forma de expressão individual.

Através do seu trabalho, a artista leva também o nome de Nagoselo do Douro e do concelho de São João da Pesqueira para o universo da criação artística, contribuindo para dar visibilidade ao talento local e à diversidade de percursos criativos que existem no território.

 

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X Capítulo da Confraria do Bacchus de Albufeira celebra entronização, desfile e confraternização

20 October 2026 at 10:57

O encontro reúne cerca de duas dezenas de confrarias de todo o país a 25 de outubro. O programa passa por Ferreiras e termina com um almoço no Hotel Auramar.

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Vinhos Verdes esperam por uma ajuda: IA

By: Lusa
15 October 2026 at 10:20
Sobretudo na deteção de erros na rotulagem antes da aprovação na entidade certificadora. É um projeto pioneiro. A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) espera ter a inteligência artificial (IA) a ajudar os produtores na deteção de erros na rotulagem antes da aprovação na entidade certificadora até final de 2027. Em comunicado, a CVRVV explica estar em causa “um projeto pioneiro”, promovido pela pela EVAG – Centro de Estudos da Região dos Vinhos Verdes / Quinta Campos do Lima , em parceria com a CVRVV e o INESC TEC – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores,

Inteligência Artificial vai ajudar a rotular Vinhos Verdes

14 October 2026 at 15:44

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) espera ter a inteligência artificial (IA) a ajudar os produtores na deteção de erros na rotulagem antes da aprovação na entidade certificadora até final de 2027, foi hoje divulgado.

Em comunicado, a CVRVV explica estar em causa “um projeto pioneiro”, promovido pela pela EVAG – Centro de Estudos da Região dos Vinhos Verdes / Quinta Campos do Lima , em parceria com a CVRVV e o INESC TEC – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, com sede no Porto.

O SMARTLabel – Plataforma Inteligente para a Pré-Validação de Rótulos de Vinhos arrancou em janeiro de 2026 e, “até ao final de 2027, será capaz de ler um rótulo, identificar as menções obrigatórias e assinalar o que está em falta ou apresentado incorretamente”.

A plataforma de inteligência artificial e certificação tem como objetivo “reduzir até 80% o tempo médio de resposta aos produtores, o que se traduz em maior celeridade também para quem exporta”, assinala a CVRVV.

O objetivo é “agilizar processos e a orientar os produtores, detetando os erros mais comuns e acelerando um processo moroso e complexo”, descreve a CVRVV.

“O desenvolvimento dos algoritmos de análise de imagem está a cargo do INESC TEC e a CVRVV contribui com o conhecimento do processo de apreciação e com rótulos reais da Região dos Vinhos Verdes, necessários ao desenvolvimento dos algoritmos, sob coordenação da EVAG – Centro de Estudos da Região dos Vinhos Verdes”, esclarece.

Pedro Carvalho, responsável de projeto no INESC TEC e professor da Universidade do Porto, afirma que a intenção é que os algoritmos de análise de imagem e a inteligência artificial em desenvolvimento “ajudem a CVRVV na sua missão, agilizando os processos e reduzindo overheads [custos indiretos] para os seus peritos, resultando num melhor serviço para os seus associados”.

“Desta forma o conhecimento gerado na investigação transferir-se-á para o mercado, e contribuindo para a economia nacional”, sustenta o docente.

Para a presidente da CVRVV, Dora Simões, está em causa “”um importante passo na otimização do processo de certificação, uma vez que cada garrafa de Vinho Verde certificada passa pela etapa de aprovação da rotulagem”.

De acordo com a responsável, aprovam-se anualmente “mais de 7.000 rótulos” na região.

“Tendo em vista que cada vez há mais referências de vinhos e o número de rótulos para aprovação tem incrementado, estamos muito expectantes quanto ao impacto extremamente positivo que o SMARTLabel terá no dia-a-dia dos produtores e dos técnicos, permitindo-lhes focar apenas na informação fundamental”.

O projeto é cofinanciado pela União Europeia.

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Herdade Barranco do Vale lança primeiro tinto Negra Mole de vinha com 70 anos

14 October 2026 at 14:02

O vinho de 2025 nasce da vinha do avô Ramiro e chega com um novo rótulo. A renovação da imagem abrange toda a gama e assinala dez anos desde a primeira vindima para a marca.

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Este Alvarinho nasceu de uma histórica vinha plantada há 52 anos em Melgaço

13 October 2026 at 20:40

A Soalheiro, produtora de Melgaço, lançou o novo Primeiras Vinhas 2025, um Alvarinho com origem na vinha fundadora da marca e numa seleção de vinhas antigas da sub-região de Monção e Melgaço, foi hoje divulgado.

A história do Soalheiro Primeiras Vinhas começa em 1974, numa parcela plantada por João António e Palmira Cerdeira – fundadores da Soalheiro -, que foi a primeira vinha contínua de Alvarinho em Melgaço. A sua exposição solar privilegiada esteve também na origem do nome Soalheiro.

Este Alvarinho nasceu de uma histórica vinha plantada há 52 anos em Melgaço
Foto: Soalheiro

Mais de meio século depois, as uvas desta vinha continuam a fazer parte deste vinho. A elas juntam-se uvas de outras vinhas antigas de Monção e Melgaço, com mais de 30 anos, cuidadas por famílias do Clube de Viticultores do Soalheiro.

“O Soalheiro Primeiras Vinhas nasceu para preservar a memória da vinha que os meus pais plantaram em 1974. Hoje, essa história prolonga-se noutras vinhas antigas de Monção e Melgaço e nas famílias que continuam a cuidar delas. É esse património que queremos preservar e projetar no futuro”, afirma Maria João Cerdeira, segunda geração da família Cerdeira, citada em comunicado.

Este Alvarinho nasceu de uma histórica vinha plantada há 52 anos em Melgaço
Foto: Soalheiro

A nova colheita nasce de um ano em que o ciclo vegetativo se adiantou cerca de duas semanas, exigindo um “acompanhamento próximo de cada parcela para definir o momento da vindima”.

As uvas que deram origem ao Soalheiro Primeiras Vinhas foram vindimadas manualmente entre 05 e 13 de setembro, parcela a parcela, de acordo com a evolução de cada vinha. 

“Houve algo que me marcou: as vinhas velhas não tiveram a mesma pressa. Enquanto o ano avançava a correr, elas mantiveram o seu ritmo. Têm essa capacidade rara de atravessar anos extremos sem perder o equilíbrio”, explica Asun Carballo, enóloga do Soalheiro.

Este Alvarinho nasceu de uma histórica vinha plantada há 52 anos em Melgaço
Foto: Soalheiro

Na adega, os vinhos das diferentes parcelas foram acompanhados separadamente até à definição do lote final. “Depois de uma decantação estática de 72 horas, a fermentação decorreu maioritariamente em inox, com 15% a 18% em madeira, seguindo-se o estágio sobre borras finas com bâtonnage”, explica a marca.

O Soalheiro Primeiras Vinhas 2025 apresenta cor amarelo-limão brilhante, com ligeiros reflexos dourados. No aroma, revela fruta madura, citrinos e notas delicadas de especiaria, com a madeira integrada. Na boca é envolvente, fresco e profundo, com textura, acidez viva e um final longo, elegante e persistente. Ainda jovem, apresenta um potencial de evolução em garrafa estimado entre oito e 15 anos.

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Governo atribui apoio a uva por vindimar para mitigar crise no Douro

9 October 2026 at 11:01

O Governo vai atribuir um apoio global de 12 milhões de euros aos viticultores do Douro que não conseguiram vender a sua produção e deixaram uvas na videiras, uma medida que visa mitigar os efeitos da crise na região.

Os viticultores da Região Demarcada do Douro (RDD) que queiram aceder ao apoio excecional podem fazê-lo até segunda-feira, através de uma plataforma ‘online’ lançada pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP).

Seguem-se algumas perguntas e respostas sobre a crise na viticultura duriense e o apoio excecional do Governo:

+++ Em que consiste o apoio do Governo? +++

O regime excecional para os viticultores da RDD foi aprovado, em Conselho de Ministros, a 04 de setembro, e tem uma dotação orçamental de 12 milhões de euros.

O Governo explicou que esta medida se destina à área de vinha que, na campanha vitivinícola de 2026/2027, seja total ou parcialmente deixada por vindimar, e que o apoio assume a natureza de subvenção não reembolsável.

Podem beneficiar pessoas singulares ou coletivas que sejam viticultores na RDD, incluindo os associados das adegas cooperativas.

O montante será pago diretamente pelo IVDP em função da quantidade de uvas que fique por colher.

A portaria n.º 431/2026/1, de 15 de setembro, que estabelece as regras de concessão do apoio, concretiza que se pretende “assegurar a esses viticultores um rendimento mínimo, prevenindo o abandono da vinha e a consequente degradação da paisagem vitícola e do potencial produtivo da região” que é Património Mundial da UNESCO desde 2001.

Para terem direito à ajuda, os viticultores não podem “colher, transformar, comercializar ou por qualquer forma dar destino às uvas não colhidas, desde a data de apresentação da candidatura e até à realização do pagamento previsto que será feito diretamente pelo IVDP, de uma só vez e por transferência bancária.

Terão também que permitir o acesso aos locais e aos documentos necessários ao acompanhamento e controlo do apoio.

Se as candidaturas ultrapassarem a dotação orçamental de 12 milhões de euros, será aplicado um rateio, ou seja, procede-se à redução proporcional do montante individual.

Depois de terminado o prazo para entrega das candidaturas, na segunda-feira, o IVDP tem oito dias para confirmar as candidaturas, as parcelas abrangidas, a quantidade apoiada e o montante do apoio.

A 23 de setembro foi publicada uma alteração à portaria, que especifica que se entende por ‘coeficiente de não colheita’ o valor resultante da divisão da produção não colhida pelo maior valor entre a produtividade média de referência e a produtividade média das últimas cinco campanhas vitivinícolas da RDD.

E por ‘produção não colhida’ entende-se a diferença entre a produtividade média de referência, apurada pelo IVDP, e a quantidade reportada na declaração de colheita e produção (DCP) da campanha 2026-2027, referente às parcelas situadas na RDD, expressa em quilogramas por hectare.

O Ministério da Agricultura e Mar justificou que este regime de exceção para o Douro se “insere num quadro de medidas para normalizar o setor vitivinícola, salvaguardar a sustentabilidade económica, social e ambiental, e proteger os produtores e o património cultural e paisagístico da região duriense”, que tem área classificada como Património Mundial pela UNESCO há 25 anos.

+++ Qual foi a reação das organizações da RDD? +++

Logo após o anúncio do apoio excecional, a Casa do Douro, organização representativa da produção que tem sede na Régua, considerou que a medida “não é a ideal”, mas “é a possível”.

A Casa do Douro esclareceu que defendia a medida “da uva para destilar”, à semelhança do que foi implementado no ano passado, e que ajudaria a retirar excedentes, transformando-os em aguardente que poderia ser introduzida no vinho do Porto.

A Associação dos Viticultores Profissionais do Douro (Prodouro), também com sede na Régua, demarcou-se do apoio excecional, considerando que esta solução não resolve o problema da falta de escoamento.

Para a tomada de posição da Prodouro pesou o facto de a medida lançada pelo Governo não ter sido aprovada pelo Conselho Interprofissional do IVDP, órgão onde estão representadas as organizações da produção e do comércio.

Para esta associação, a medida limita-se a compensar parcialmente o produtor pela não realização da colheita, deixando por responder questões essenciais relacionadas com a gestão dos excedentes, o equilíbrio do mercado, a valorização da uva e a sustentabilidade económica das explorações.

A Associação Lutar pelo Douro, sediada em São João da Pesqueira (Viseu), disse que “todas as medidas que venham em prol do viticultor são benéficas”, no entanto, realçou que este ano “peca efetivamente por ser muito tardia” ao ser anunciada numa fase em que já se estava em plena vindima e, por isso, muitos viticultores já tinham optado por vender as uvas sem preço ou até abaixo do preço de produção.

As direções das organizações regionais do PCP de Bragança, Guarda, Vila Real e Viseu consideraram que se trata de uma medida desadequada e que desperdiça uvas, que ficam por vindimar e poderiam ser usadas na produção de aguardente.

Alertaram que “o Governo paga para que se deixe apodrecer uvas de alta qualidade, enquanto o mercado importa mostos e vinhos de qualidade inferior”.

+++ Como reagiram organizações a nível nacional? +++

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) realçou que a “medida extraordinária não substitui as medidas estruturais de que a RDD necessita, a começar pela proibição de compra das uvas abaixo dos custos de produção, o aumento do quantitativo do benefício, a utilização de aguardente regional na produção de vinho do Porto e a efetivação de condições para que a Casa do Douro possa atuar para estabilizar ‘stocks’ e preços.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) saudou as medidas anunciadas pelo Governo para os viticultores do Douro, mas avisou que todo o setor enfrenta uma crise, exigindo a extensão dos apoios a todo o país.

A organização assinalou que o mercado nacional está pressionado pela “entrada maciça” de vinho espanhol, muitas vezes sem controlo, e comercializado a preços com os quais Portugal não consegue competir.

+++ Quando se agravou a crise na viticultura do Douro? +++

Durante anos, pequenos e médios viticultores da RDD reclamaram um preço justo para a venda da uva, denunciando situações em que entregam as uvas sem preço, ou seja, sem saberem que remuneração vão usufruir, e outros casos em que o rendimento não cobre os elevados custos de produção.

A situação agravou-se na fase pós pandemia de covid-19 e, em 2024, alegando quebras nas vendas e ‘stocks’ cheios, empresas avisaram, antes da vindima, que não iriam ao mercado ou só iriam comprar as uvas para cumprir o benefício, ou seja, a quantidade de mosto que cada produtor pode destinar à produção de vinho do Porto.

Cada pipa de vinho do Porto pode corresponder a uma média de mil euros pagos aos viticultores, sendo o benefício uma das principais fontes de rendimento dos produtores durienses.

O benefício desceu das 104 mil pipas em 2023 para as 90 mil em 2024 e as 75 mil em 2025, numa quebra em três anos de 29 mil pipas. Este ano subiu mil pipas, para as 76 mil.

No ano passado anteviam-se dificuldades na vindima no Douro, mas um quebra acentuada na colheita para as 178 mil pipas de vinho (550 litros cada), devido, sobretudo, aos problemas de míldio em meados de maio e junho e ao calor e seca anormais que se fizeram sentir nos meses de julho e agosto, atenuou os efeitos da crise que se agravou, agora, em 2026.

Este ano, viticultores e associações da região alertaram para uma maior dificuldade em escoar a colheita e para a venda da uva a preços reduzidos, abaixo dos custos de produção, que são cada vez mais elevados nesta região de montanha, de terrenos íngremes atenuados pelos degraus em socalcos, de dificuldades de mecanização e onde a mão de obra é cada vez mais escassa.

+++ O comércio de vinho na RDD está a decrescer? +++

A crise no setor tem contornos internacionais e o consumo mundial de vinho caiu 2,7% em 2025, atingindo o nível mais baixo desde 1957.

No Douro, a Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP) tem alertado para a queda estrutural nas vendas de vinho do Porto, apontando para um decréscimo da comercialização em volume que ultrapassa os 30% desde o ano 2000.

Segundo dados estatísticos do IVDP, entre janeiro e junho de 2026, o volume de negócios relacionado com o comércio do vinho do Porto sofreu um decréscimo de 10,2% para os 134 milhões de euros.

Em todo o ano de 2025, o volume de negócio, nos ‘Porto’ foi de cerca de 365 milhões de euros em 2025, menos 2% do que no ano anterior.

Já os vinhos de Denominação de Origem Controlada (DOC) Douro representaram um volume de negócios de 235 milhões de euros em 2025, menos 1,5% do que em 2024.

+++ Que outras medidas foram implementadas no Douro nos últimos três anos? +++

Em julho de 2024 foi anunciada a atribuição de 15 milhões de euros da União Europeia para apoiar produtores de vinho portugueses com graves perturbações do mercado, num ‘bolo’ total de 77 milhões de euros para quatro países.

O apoio à destilação de vinho em caso de crise foi justificado, pelo Governo, devido ao excedente de vinho existente no mercado português, agravado pela aproximação de uma nova campanha vitivinícola, aliado à queda do consumo e das exportações.

Do financiamento total de 15 milhões de euros destinados a Portugal, foi atribuída uma dotação de 4,5 milhões de euros para a Região Demarcada do Douro e uma dotação de 10,5 milhões de euros para as restantes regiões vitivinícolas.

Para o Douro, foi disponibilizado um pagamento adicional nacional até ao limite de 3,5 milhões de euros, com origem nos saldos de receitas próprias do orçamento do IVDP, com sede no Peso da Régua, distrito de Vila Real.

Para acesso a esta medida, foram excluídos os produtores, vitivinicultores ou vitivinicultores-engarrafadores que adquiriram ou comercializaram vinho proveniente de outro Estado-membro ou país terceiro nas campanhas vitivinícolas de 2021/2022, 2022/2023 e 2023/2024.

Nesse ano, cerca de 10,7 milhões de litros de vinho foram encaminhados para a destilação.

Já no ano a seguir, no final de agosto de 2024, o Governo aprovou o plano de ação para a gestão sustentável e valorização do setor vitivinícola da RDD, que incluiu a medida “uvas para vinho a destilar” dirigida à vindima daquele ano e com o objetivo de o apoio chegar diretamente aos produtores.

A medida tinha uma dotação máxima de 15 milhões de euros e, segundo dados revelados em outubro do ano passado, foram submetidas 2.607 candidaturas que foram avaliadas pelo IVDP.

Das candidaturas apresentadas, foram aprovadas 2.046, que corresponderam a 2.024 viticultores, num montante total máximo de 3,6 milhões de euros.

+++ Que medidas municipais estão a ser criadas para ajudar viticultores do Douro? +++

A Câmara de Sabrosa criou um apoio dirigida aos pequenos viticultores do concelho, que teve retroativos à campanha 2024/2025 e já apoiou cerca de 60 produtores do concelho.

A medida lançada pelo município do distrito de Vila Real visa mitigar dificuldades sentidas no escoamento da uva e no aumento dos custos de produção.

As candidaturas à campanha deste ano estão em curso e podem ser feitas até 31 de dezembro, estimando a autarquia que o número de candidaturas sejam largamente ultrapassado este ano.

O município de Alijó anunciou que quer implementar uma taxa turística, que será de dois euros por dormida e dois euros por chegada ao concelho nos barcos-hotéis, para reinvestir no turismo e apoiar viticultores do Douro.

De acordo com aquela câmara, também do distrito de Vila Real, 50% da receita da taxa turística reverterá para os agricultores, os “fazedores da paisagem”, das vinhas, socalcos e muros de xisto classificados pela UNESCO há 25 anos.

+++ Em que consiste o Plano para a Gestão Sustentável e Valorização do setor vitivinícola da Região Demarcada do Douro? +++

A RDD reclama medidas estruturais para o vinho e a vinha, a principal atividade económica desta região, e, nesse sentido, foi delineado um plano que se pretende concretizar até 2032.

O plano executivo para a gestão sustentável e valorização do setor vitivinícola RDD tem coordenação do IVDP, foi entregue ao ministro da Agricultura em julho e quer corrigir desequilíbrios estruturais do setor vitivinícola como o excesso de oferta, a pressão sobre os preços da uva e a fragilidade económica dos viticultores.

O documento define como principais objetivos a redução de 20% do volume dos ‘stocks’, o aumento de 10 a 15% do preço médio da uva ao ano, o crescimento do rendimento dos pequenos produtores, o crescimento de 10% do valor das exportações e a implementação de rastreabilidade digital integral.

O plano tem cinco eixos estratégicos e agrega medidas de natureza económica, regulatória, institucional, ambiental e de promoção.

Entre as medidas está a introdução de uma taxa de sustentabilidade ambiental e valorização da paisagem que poderá abranger dormidas turísticas na RDD, passeios fluviais ou no comboio histórico, com a receita a reverter prioritariamente para os exploradores das vinhas.

Prevê ainda o reforço da promoção e internacionalização dos vinhos e do destino Douro, com um programa plurianual com financiamento de cerca de cinco milhões de euros.

Com vista à sustentabilidade económica, quer-se implementar um regime de contratos obrigatórios para a compra e venda de uva para vinho, para dar previsibilidade e garantia de preço aos produtores, com reporte anual dos contratos ao IVDP para monitorização.

O reforço e modernização das cooperativas estão incluídos e, para a regulação da oferta, as ações passam por um programa voluntário de redução da área da RDD, com uma meta de redução até 5.000 hectares da área produtiva em zonas marginalmente viáveis, e a suspensão de novas plantações.

Sobre a aguardente regional, reclamada por muitos como solução para a produção excedente, o plano aponta para a criação de um mecanismo voluntário para utilização de aguardente da região para o vinho do Porto e para produção de aguardente Indicação Geográfica Protegida (IGP) Douro.

O plano propõe uma abordagem integrada, atuando simultaneamente sobre a regulação da oferta, o reforço da procura, a sustentabilidade económica, o controlo e certificação, bem como a inovação e sustentabilidade ambiental.

Integra medidas para pequenos e médios produtores e quer melhorar a competitividade das explorações vitivinícolas, mas não se limita ao produto vinho, procurando valorizar a paisagem, o património e a notoriedade internacional das denominações de origem Porto e Douro.

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Provesende voltou a celebrar o vinho e o azeite

8 October 2026 at 10:04

VTM

Para Helena Lapa, presidente da Câmara de Sabrosa, a feira assume também uma dimensão social, num território marcado pelo envelhecimento e despovoamento. “Todos os eventos que se possam fazer são importantes para trazer gente, para os que cá estão sintam o orgulho em recebê-los, saírem à rua, celebrarem e promoverem aquilo que têm”, explicou à VTM.

A autarca destaca ainda a longevidade da iniciativa, que já vai na 17.ª edição. “É um evento que já criou raízes, já se consolidou e que hoje já é celebrado por muita gente”, sublinha, considerando que a preservação das tradições constitui uma prioridade municipal.

A organização envolve o município e as juntas de freguesia, numa parceria que, segundo Helena Lapa, permite dar maior dimensão a iniciativas que individualmente teriam mais dificuldades. “Isto representa muito mais do que um evento. Representa também esta parceria e esta harmonização que existe entre as forças vivas do concelho”.

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