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Salud de Guatemala presentó plan para Día de Todos los Santos

23 October 2026 at 20:36

Ciudad de Guatemala, 23 oct (Prensa Latina) Autoridades del Ministerio de Salud y Asistencia Social (Mspas) de Guatemala presentaron hoy un plan para seguridad e inspección en cuatro cementerios capitalinos en el Día de Todos los Santos.

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Nasa provoca China em apresentação e promete pouso na Lua em 2028: “Programa espacial chinês estava na infância”

23 October 2026 at 20:16

A Nasa afirmou, nesta sexta-feira (23), que o programa espacial chinês está ainda na ‘infância’ e nos passos iniciais, apesar de avanço. O anúncio aconteceu durante coletiva sobre o programa Artemis III, que levará astronautas a realizar manobras de acoplagem, treinamentos e simulações durante a última fase que levará novamente humanos a pisar na Lua, com previsão para 2028.

Na coletiva detalhou novos prazos e parceria para o voo tripulado à Lua, o diretor da agência espacial provocou o país oriental ao mencionar que apenas em 2003 a China conseguiu mandar seu primeiro voo orbital tripulado, coisa que o astronauta norte-americano John Glenn realizou ainda nos anos 60.

“A China viveu seu “momento John Glenn”, seu primeiro voo espacial orbital tripulado, há apenas 23 anos. Naquela altura, a NASA não só já havia vencido a primeira corrida espacial, como também tinha levado astronautas à Lua seis vezes. Além disso, já havíamos realizado 113 missões com ônibus espaciais antes mesmo de a China enviar seu primeiro astronauta ao espaço. Desde então, o programa espacial chinês, que antes estava na ‘infância’, lançou centenas de satélites de comunicação, de observação da Terra e militares”, diz Jared Isaacman, administrador da Nasa.

 

 

 

China avança

Somente nos últimos cinco anos, a China lançou Tiangong, um moderno laboratório orbital que rivaliza com a antiga Estação Espacial Internacional, liderada pelos EUA. A China também coletou as primeiras amostras de solo do lado oculto da Lua, um feito que nenhuma outra nação conseguiu repetir.

Uma competição que desafia a gravidade e que se desenvolveu nos bastidores da geopolítica durante décadas está agora a ganhar destaque, com a China demonstrando rápidos avanços na tecnologia espacial e os Estados Unidos a intensificarem a retórica sobre uma iminente batalha pelo controlo do cosmos.

Mas é o fato de a China planejar construir um assentamento permanente na Lua até 2040 que provocou uma resposta urgente dos legisladores no Capitólio. Eles declararam uma nova corrida espacial, e a NASA está prometendo construir um posto avançado lunar americano. Para aumentar a tensão, o desenvolvimento aeroespacial na China é amplamente envolto em segredo, o que dificulta afirmar com absoluta certeza qual país está à frente na disputa. Existem, no entanto, algumas pistas.

Artemis

A Nasa divulgou, ainda em outubro, a fase final da montagem do foguete da missão Artemis III com a conclusão do empilhamento dos impulsionadores e a instalação dos motores principais do SLS (Space Launch System).

Segundo a Nasa, o progresso no hardware do foguete e na nave Orion é acompanhado por uma rotina rigorosa de testes de segurança com os astronautas.

Nos próximos meses, o foguete será levado para a plataforma de lançamento para testes de abastecimento e simulações do dia de lançamento. Os painéis solares da nave Orion (que garantem eletricidade, ar e água aos astronautas) foram inspecionados, e a plataforma de lançamento está a ser reparada para o próximo voo.

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Os quatro astronautas estão sendo preparados e participando de simulações de evacuação de emergência, procedimentos com os fatos espaciais e resgate no mar com helicópteros.

Andre Douglas, Coronel Frank Rubio, Luca Parmitano e Randy Bresnik são os nomes da Artemis III. A missão deve testar capacidades de encontro e acoplagem com aterrissadores comerciais em órbita baixa da Terra, etapa considerada fundamental para futuras operações lunares do programa Artemis.

Randy Bresnik é o comandante da Artemis III, Luca Parmitano, o astronauta italiano, é o piloto. Andre Douglas e Coronel Frank Rubio são os especialistas.O astronauta, Bob Heinz, também foi anunciado como parte da tripulação reserva.

Os quatro astronautas estão sendo preparados e participando de simulações de evacuação de emergência, procedimentos com os fatos espaciais e resgate no mar com helicópteros.

LEIA MAIS: Brasil na Lua: missão Artemis Il reacende sonho espacial no país

Os astronautas da missão Artemis III posam para uma foto em grupo. • Marinha dos EUA/2ª Classe August Clawson

Artemis II

Com duração de cerca de 10 dias, a missão realizada, em abril de 2026, marcou o retorno de astronautas às proximidades da Lua após mais de 50 anos. No entanto, ao contrário das missões Apollo que realizaram pousos, a Artemis II tem como principal objetivo testar sistemas essenciais da nave Orion com humanos a bordo, sem de fato pousar no regolito lunar. 

Um dos fatores técnicos centrais é a missão não contar com um módulo de pouso lunar. Segundo a NASA, a cápsula Orion e o foguete SLS (Sistema de Lançamento Espacial) foram projetados para transporte e navegação no espaço profundo, mas não têm capacidade de realizar o pouso na superfície lunar.

Artemis II: quem são astronautas que irão à Lua na nova missão da Nasa

*Com informações de Felipe Souza, Júlia Naspolini, Chloé Dana e CNN Internacional 

Nave em forma de triângulo preto silencioso foi avistada perto de instalações secretas dos EUA, mostram arquivos sobre OVNIs

23 October 2026 at 20:14

Novos arquivos divulgados pelo Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos, na tarde desta sexta-feira (23), apontam para o caso de avistamento de uma estrutura estranha, em forma de triângulo preto, sobrevoando montanhas perto de instalações do governo. O caso chama a atenção para uma suposta presença de OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados) no território norte-americano.

Os documentos fazem parte da sétima leva de registros históricos divulgados pelo Pentágono sobre investigações militares envolvendo Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAP), ou os chamados “OVNIs”.

As informações compartilhadas pela agência detalham uma declaração por escrito de agentes especiais do FBI, que teriam sido notificados sobre a presença de um objeto aéreo com alta emissão térmica, localizado a oeste de suas posições, em uma direção estimada de 251 graus.

Com base na notificação, os agentes que estavam no lado oeste da montanha correram para tentar coletar informações sobre o objeto. Eles utilizaram um dispositivo “térmico portátil” para tentar identificar a estrutura.

“Iniciamos uma inspeção visual do horizonte oeste e, quase imediatamente, observamos um objeto substancial, não refletivo, de cor preta e formato triangular, que mais se assemelhava a um drone com asas em formato de delta”, relatou um dos agentes, que não teve sua identidade revelada.

O local, a data do evento e o nome de quem fez a notificação, no entanto, não foram revelados pelo Departamento.

Segundo os oficiais, o objeto tinha aproximadamente 2,7 a 4,6 metros de comprimento, de 1,8 a 2,7 metros de profundidade e de 60 centímetros a 1,2 metro de espessura.

“Mantive o objeto sob observação durante todo o período em que ele foi avistado”, afirmou o agente.

De acordo com o relato, o objeto chegou a subir acima de uma crista, de forma vertical, a cerca de 3,2 quilômetros a oeste da localização dos oficiais, a uma altura de 268 graus.

Em seguida, passou do voo vertical para horizontal. O avistamento durou aproximadamente três segundos, e logo depois, em uma distância de 1,5 milha (cerca de 2,4km) o contato visual foi perdido.

Os agentes não conseguiram detectar emissões sonoras de um suposto sistema aéreo não tripulado, como um drone. Por este motivo, acreditam que possa se tratar de um OVNI.

Sobre as imagens divulgadas, o Pentágono não identificou se foi realizada uma sobreposição para ilustrar o ocorrido.

Divulgação dos lotes

Aos poucos, o Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos está divulgando sobre suas investigações relacionadas aos OVNIs.  A medida ocorre após o presidente norte-americano Donald Trump instruir agências governamentais a divulgarem fotos, vídeos, relatórios e materiais sigilosos acumulados há décadas que sejam relacionados a objetos aéreos não identificados e a vida extraterrestre.

Os documentos estão se tornando públicos de forma gradual, com a publicação em meses de novos lotes de arquivos. Até o momento, sete lotes já foram divulgados.

Documentos com relatos de pilotos do Brasil sobre OVNIs são revelados

 

El “narcoarquitecto” del segundo narcotúnel de Ceuta pide anular la causa

23 October 2026 at 19:51

La defensa de Mustapha Brouzi, uno de los principales investigados en la causa por narcotráfico en la que el pasado abril se descubrió el segundo narcotúnel de Ceuta, ha solicitado la nulidad de la investigación en la Audiencia Nacional alegando que los agentes encargados de las pesquisas ocultaron al juez instructor información relevante para obtener y prorrogar durante meses distintas medidas de investigación.

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© Reduan Dris (EFE)

Agentes de Policía examinan una nave industrial donde se localizó el segundo narcotúnel utilizado para pasar droga de Marruecos en Ceuta, el pasado abril.

Guatemala: Rescatan a dos menores víctimas de explotación laboral

23 October 2026 at 19:47

Ciudad de Guatemala, 23 oct (Prensa Latina) El Ministerio Público (MP) de Guatemala informó hoy el rescate de dos adolescentes víctimas de explotación laboral cometida en una abarrotería ubicada en el municipio Panzós, departamento de Alta Verapaz.

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Evalúan en Cuba transformaciones del comercio interior

23 October 2026 at 19:44

Holguín, Cuba, 23 oct (Prensa Latina) Autoridades de Cuba evaluaron hoy en esta provincia oriental la marcha de las transformaciones económicas destinadas a diversificar la oferta comercial, elevar la calidad de los servicios y asegurar la protección de la población.

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Muere ahogado un niño de 20 meses y reanimado otro de tres años al caer a una piscina en Valencia

By: EFE
23 October 2026 at 19:43

Un niño de 20 meses ha fallecido ahogado y otro de 3 años ha podido ser reanimado por el personal sanitario tras caer en una piscina privada este viernes en el municipio valenciano de Tous.

Según ha informado el Centro de Información y Coordinación de Urgencias (CICU), el aviso se ha recibido a las 15:28 horas para asistir a dos niños que habían sido rescatados del agua.

Al de 3 años se le ha practicado una reanimación cardiopulmonar a la que ha respondido de forma positiva y ha sido trasladado al Hospital de La Ribera.

El de 20 meses no ha respondido a las maniobras avanzadas de reanimación, por lo que se ha confirmado su fallecimiento.

El diario Levante-EMV ha informado de que un guardia civil que reside cerca de donde se han producido estos hechos ha acudido al lugar alertado por unos gritos y ha rescatado al menor que ha logrado sobrevivir.

En sus perfiles en redes sociales, el Ayuntamiento de Tous ha lamentado esta desgracia y ha expresado sus condolencias.

Cárcel para exoficial colombiano por ejecuciones extrajudiciales

23 October 2026 at 19:42

Bogotá, 23 oct (Prensa Latina) La Jurisdicción Especial para la Paz (JEP) de Colombia impuso una sentencia privativa de la libertad para el coronel retirado Juan Carlos Figueroa por hechos relacionadas con homicidios de personas protegidas, se conoció hoy.

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Consideran vital invertir más en medioambiente y no en defensa

23 October 2026 at 19:39

Londres, 23 oct (Prensa Latina) Expertos internacionales consideran hoy vital invertir más en el cuidado del medio ambiente en pos de proteger a todo el planeta, que derrochar los recursos en la esfera de la defensa.

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Feijóo apela al voto de los trabajadores con una bajada del IRPF en 2027 y el blindaje de la exención del salario mínimo

23 October 2026 at 19:36
Tras confirmar su apuesta por Catalá para el 29-N, el líder del PP elogia la gestión de Llorca y asegura que "la Comunidad Valenciana será la que más se beneficie con el cambio" Leer

Tras confirmar su apuesta por Catalá para el 29-N, el líder del PP elogia la gestión de Llorca y asegura que "la Comunidad Valenciana será la que más se beneficie con el cambio"

Seguro auto digital: como funciona o atendimento pelo celular

23 October 2026 at 19:30

O atendimento de uma seguradora digital é estruturado para reduzir etapas presenciais e concentrar a relação com o motorista em canais online, como aplicativo, site e atendimento por mensagens. Em vez de depender de documentos impressos ou de idas a uma unidade física, o cliente pode fazer cotação, enviar dados, acompanhar solicitações e acionar serviços pelo celular. A Loovi é uma insurtech que comercializa planos da LTI Seguros S.A., seguradora autorizada pela SUSEP, e te explica como funciona o atendimento online.

O que muda no atendimento digital

Insurtechs são empresas que usam tecnologia para simplificar processos do mercado de seguros. No seguro automotivo, isso aparece em etapas como orçamento personalizado, envio de documentos, vistoria digital, contratação e consulta de informações do plano.

No modelo digital, a autonomia do cliente ganha mais peso. A escolha de coberturas e assistências pode ser feita em plataformas online, conforme as opções disponíveis em cada produto e as condições contratuais aplicáveis.

Entre os pontos que diferenciam o atendimento digital estão:

  • Cotação pelo site ou aplicativo;
  • Envio de documentos e fotos pelo celular;
  • Escolha de coberturas e assistências disponíveis no plano;
  • Consulta de informações sem depender de atendimento presencial;
  • Abertura e acompanhamento de solicitações por canais digitais.

Como se dá o início da cotação

Na jornada digital, a cotação costuma começar com dados pessoais, como o CPF, e dados do veículo, como a placa, além de informações sobre o uso do automóvel. A partir dessas informações, a plataforma apresenta opções de cobertura, preço e contratação, sempre sujeitas às regras do produto e à análise aplicável.

Em empresas como a Loovi, etapas que vão da cotação ao sinistro podem ser realiza

das pelo celular, assim como a vistoria remota por envio de fotos, solicitação de assistência e acompanhamento de guincho em tempo real pelo aplicativo. A assistência 24 horas é um dos serviços essenciais vinculados às condições do contrato. 

O que você precisa saber antes de contratar

A facilidade do atendimento digital não elimina a necessidade de ler a apólice e as condições gerais. Coberturas, exclusões, franquia, carência, limite de indenização, assistência e elegibilidade podem variar conforme produto, veículo, perfil e informações declaradas na contratação.

Também é importante verificar a regularidade da seguradora junto à SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), a clareza do contrato e a reputação da empresa em canais de avaliação de consumidores. 

Antes de contratar, compare:

Seguro e proteção veicular não são a mesma coisa. O seguro é regido por apólice e condições contratuais de uma seguradora; outras modalidades podem ter estruturas e regras diferentes. Divergências relevantes entre as informações prestadas na contratação e a rotina real do veículo podem afetar a análise de cobertura ou o pagamento de indenização.

Política e monetização: como ativistas se tornam alvo de violência dentro e fora das redes

23 October 2026 at 19:30

Os perfis nas redes sociais do jornalista e comunicador popular Mateus Fernandes, de 26 anos, sempre articularam debates sobre raça, meio ambiente e participação política a partir da periferia de São Paulo. A decisão de declarar o voto no presidente Lula no segundo turno das eleições custou a liberdade e tranquilidade de Mateus. Conhecido nas redes como @omateuso, seu perfil divulgou uma nota pública no dia 12 de outubro informando que ele havia recebido oito ameaças de morte e tortura, com referências à Ku Klux Klan e saudações nazistas. Além disso, seu endereço residencial foi exposto em comentários no Facebook, o que motivou o jornalista a sair de casa por medo de ser assassinado.  

As ameaças surgiram após a participação de Mateus na campanha de “vira-voto” com centenas de criadores de conteúdo. Sem respostas efetivas às denúncias enviadas à Meta, Mateus e sua equipe jurídica de apoio registraram boletim de ocorrência por racismo, apologia ao nazismo, intolerância religiosa e ameaça. Também levou o caso ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e à Polícia Civil.

O caso de Mateus não é isolado. Ele se soma a episódios de intimidação contra parlamentares e agentes políticos registrados em diferentes estados durante o período eleitoral. Os dados após o primeiro turno confirmaram o diagnóstico: segundo levantamento da organização de Direitos Humanos Terra de Direitos e da Justiça Global, divulgado no dia 7 de outubro, o Brasil registrou 134 episódios de violência política em 50 dias de campanha, uma média de um caso a cada nove horas.

Segundo a pesquisa, dos 134 episódios registrados no primeiro turno, 102 foram dirigidos a pessoas com candidaturas registradas, o que equivale a 76,1% do total. Os outros 32 casos atingiram quem não disputava eleições: foram vítimas 19 vereadores, 3 prefeitos, um vice-prefeito e dois secretários. Também houve quatro casos contra dirigentes partidários e dois contra sedes do PT e a equipe de uma candidata.  

Um exemplo foi da deputada federal eleita com a melhor votação de Minas Gerais, Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, a mulher mais jovem da história do país e assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados. Logo após a confirmação do resultado das urnas, ela passou a ser alvo de perseguição e ameaças de morte.

No Amazonas, a deputada estadual e candidata a vice-governadora Alessandra Campêlo (PSD) denunciou ter sido ameaçada durante um debate eleitoral promovido pela TV Norte Amazonas. Alessandra disputa o segundo turno ao Governo do Estado ao lado de Omar Aziz (PSD) contra a chapa da Professora Maria do Carmo (PL). 

Um homem da coligação adversária foi flagrado, nos bastidores, fazendo um gesto de degolamento enquanto a encarava. Tratava-se de Kidson Maia, que buscou uma vaga de deputado estadual no Amazonas, mas não foi eleito, ficando como 1° suplente. Segundo o portal G1, Alessandra apresentou uma representação criminal e, com isso, a juíza eleitoral Bárbara Folhadela Paulain determinou que Kidson e o deputado federal eleito Sargento Salazar (PL) mantenham distância mínima de 200 metros da parlamentar, proibiu qualquer tipo de contato e suspendeu o porte de armas da dupla. A Agência Pública solicitou um posicionamento do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.

Além de candidatas, minorias políticas tornam-se alvo

A violência política segue um padrão na escolha das vítimas: atingem sobretudo pessoas negras, mulheres, populações periféricas, entre outros grupos marginalizados que ocupam o debate público. Em setembro, uma articulação de quase 70 organizações da sociedade civil (entre elas o Instituto Marielle Franco, Terra de Direitos, Justiça Global, Articulação de Mulheres Negras Brasileiras) entregou uma nota coletiva ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE Mulheres). O documento exige medidas de prevenção, investigação e responsabilização diante da escalada do racismo, misoginia e exposição de dados pessoais direcionada a candidatas e ativistas.

Um estudo publicado em 2025 pelo Instituto Marielle Franco, já mostrava que 69% das vítimas de violência política virtual de gênero e raça são mulheres pretas e pardas, e 84% dos casos se concentram estão concentrados contra lideranças filiadas a legendas progressistas. Nesses espaços, a identidade racial e a atuação em defesa dos direitos humanos funcionam como catalisadores para campanhas orquestradas de difamação e intimidação física.

Para o advogado Thiago Farias, que representa Mateus Fernandes junto ao Ministério Público de São Paulo, as agressões se tornam bem mais graves quando ultrapassam as telas. “Quando a ameaça cita a rua, o bairro e o trajeto cotidiano de um comunicador, a violência deixa de ser uma agressão virtual difusa e passa a operar como uma tecnologia de confinamento territorial”, explica o jurista. “Não atinge apenas o Mateus, mas envia um recado de intimidação a todo corpo negro e periférico que tenta ocupar o debate.” Farias afirma que essa violência atua em duas frentes: a pressão psicológica e o confinamento.

Pressão e confinamento que impõem custos invisíveis às vítimas e seu entorno. Na segunda-feira seguinte ao primeiro turno, 5 de outubro, o babalorixá, professor e escritor Sidnei Nogueira transmitia uma live ao lado da professora da Unifesp Ellen de Lima Souza. A transmissão lançava um curso sobre saberes de terreiro e os ensaios da teórica feminista negra norte-americana Bell Hooks e da escritora burquinense Sobonfu Somé. Embora a aula não tratasse de política eleitoral, o pai de Santo comentou sua esperança em um resultado democrático no segundo turno. A partir daí, a transmissão passou a ser invadida por dezenas de comentários de ódio, ofensas intolerantes e ataques bolsonaristas.

Para o Babalorixá, o link da transmissão provavelmente foi compartilhado em grupos de mensagens da extrema direita: “não reconheci aquelas pessoas das interações comuns da minha página”, relata. Sidnei já evitava andar a pé pelo próprio bairro por medo. Depois dos ataques, passou a usar mais transportes privados, o que gerou um custo financeiro não planejado. Integrantes de sua comunidade religiosa, seus filhos de Santo, também organizaram uma rede de acompanhamento para que ele não circule sozinho. “A política do ódio substituiu o debate saudável”, reflete Nogueira.

Apesar da violência, a reação dos seguidores do professor abriu caminhos de solidariedade. Pessoas de fora de São Paulo que acompanhavam a transmissão passaram a denunciar os perfis agressores em seus próprios estados, pois se sentiram atingidos pelo discurso de ódio. Diante da gravidade dos ataques, a defesa de Sidnei estuda levar a denúncia à esfera federal.

Se as ameaças visam intimidar, podem ter um efeito contrário. A exposição do caso do pai de Santo Sidnei Nogueira também encorajou outras lideranças religiosas a se posicionarem. “Depois desse episódio, um outro Pai de Santo me mandou mensagem dizendo que não tinha se posicionado até então, mas se sentiu impelido a se manifestar após a repercussão da minha denúncia”, relata Sidnei. Para ele, isso reforça a necessidade de não recuar nem se calar diante da intimidação: “a verdade não tem pressa”, conclui.

O modelo de negócio do ódio e a omissão das Big Techs

Para especialistas e vítimas, a proliferação desses ataques está diretamente conectada à tolerância e ao modelo econômico das empresas de tecnologia.

Ex-deputada federal e cientista política, Áurea Carolina, que teve 2,6 milhões de votos ao Senado por Minas Gerais em 2026, afirma que “o negócio dessas plataformas é baseado em publicidade e retenção de público”. Para ela, a violência atua como um “veneno invisível” que desestimula a presença de mulheres negras na política formal. “Elas [big techs] lucram inclusive com anúncios de golpes e conteúdos de incitação. E há um alinhamento ideológico e de privilégio: dados mostram como algoritmos entregam mais alcance para a extrema-direita enquanto censuram ou reduzem a entrega de perfis progressistas”, analisa Áurea.

A professora e ativista feminista Lola Aronovich, umas das primeiras mulheres a receber e combater os discursos de ódio na internet, cuja perseguição deu origem à Lei 13.642/2018 (Lei Lola), aponta que o ecossistema digital se deteriorou a partir de 2016: “as Big Techs sempre difundiram ódio porque lucram com o engajamento pelo ultraje. Com as eleições de Donald Trump nos EUA e Jair Bolsonaro no Brasil, a ‘machosfera’ e os grupos extremistas perderam a vergonha de expor o rosto. Viram que discursos de misoginia e violência não eram punidos, mas recompensados com o poder”, pontua.

Na análise do advogado Thiago Farias, a facilidade com que discursos extremistas se convertem em perseguição tem relação com as políticas de moderação das empresas de tecnologia. 

“As plataformas digitais precisam abandonar as suas convenientes posturas de distância do debate público. Ficou escancarado no debate público recente, especialmente nos períodos eleitorais, que existe uma assimetria gritante na aplicação dos termos de uso quando o conteúdo partia da extrema direita, permitindo que a desumanização e a incitação ao ódio corressem soltas; em contrapartida, vozes progressistas, periféricas e democráticas, que buscavam apenas qualificar o debate público, foram sistematicamente silenciadas ou punidas com rigor desmedido”, argumenta. 

Farias defende que as redes deixem de usar algoritmos que tratam o engajamento com o ódio como motor de distribuição. Também apela para que elas  cooperem imediatamente com a Justiça, fornecendo dados cadastrais e registros de conexão dos agressores.

Partidos também devem se envolver e se responsabilizar

Áurea Carolina avalia que a lei “aumenta a pena e tipifica o crime, mas não prevê nenhuma política pública para prevenir nem cria estruturas de proteção.” Para a ex-deputada, a omissão dos partidos políticos diante dos ataques é um dos principais fatores que deixam as candidatas desprotegidas nas campanhas. Como alternativa, ela defende a criação de um fundo emergencial com recursos do Fundo Eleitoral: a medida destinaria parte da verba pública de campanha para custear ações imediatas de proteção (como escolta, suporte psicológico, veículos blindados ou relocação de domicílio) em até 48 horas após o registro da ameaça. 

“Os partidos são omissos, para não dizer coniventes. Se é de interesse do Brasil financiar candidaturas de todo o espectro político, também deve ser de interesse do país garantir que todas as candidaturas de mulheres concorram em condições de igualdade e segurança. Não dá para esperar um mês de trâmite burocrático partidário quando a vida e o mandato de uma mulher estão em jogo”, defende a cientista política.

Por outro lado, leis focadas em investigação digital têm utilidade quando há vontade política. Lola Aronovich destaca que a Lei Lola (Lei 13.642/2018), que autoriza a Polícia Federal a investigar crimes cibernéticos de misoginia e ódio com repercussão intermunicipal ou internacional, passou a ser aplicada de forma mais firme a partir de 2023. “Hoje ela é usada pela PF para desmantelar fóruns que planejam massacres em escolas, redes internacionais de abuso digital e campanhas organizadas de incitação à violência contra mulheres.”

Apesar dos avanços legais, os órgãos de segurança ainda enfrentam questões operacionais. A Lei 14.192/2021 tipifica a violência política de gênero, mas a aplicação das normas segue desafiada pela velocidade das ameaças. Segundo Thiago Farias, instituições como a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI) e o GECRADI, no Ministério Público de São Paulo, são conquistas históricas dos movimentos sociais. Ainda assim, enfrentam limitações de alcance e lentidão burocrática para preservar provas digitais com a urgência necessária.

No Congresso Nacional, há uma proposta em tramitação buscam enfrentar essas brechas: o PL 3191/2026, de autoria da deputada Sâmia Bomfim (PSOL/SP), altera a Lei de Violência Política contra a Mulher (Lei 14.192/2021) e o Código Eleitoral. A proposta tipifica expressamente como violência política de gênero a manipulação digital, o uso de inteligência artificial (deepfakes) e a disseminação de conteúdos falsos ou difamatórios destinados a induzir ao erro sobre a opinião ou identidade de candidatas e parlamentares. Protocolado em junho de 2026, o projeto passa pela análise das comissões da Câmara antes de seguir para votação.

Outro lado

Procurada pela reportagem, a Meta informou por meio de nota, que: “não permite ameaças, intimidação, conduta de ódio ou exposição não autorizada de dados pessoais, inclusive no contexto eleitoral”. A empresa afirmou que qualquer usuário pode denunciar violações diretamente nas redes (Facebook, Instagram e Threads) e ressaltou que mantém, para as Eleições 2026, canais dedicados à Justiça Eleitoral, partidos e candidatas, além de um guia de segurança voltado a mulheres na política. “Removemos conteúdos que violam nossas regras, e contas infratoras podem ter recursos limitados, ser suspensas ou desativadas”, declarou o porta-voz da plataforma.

Guia prático

A pedido da Agência Pública, a advogada especialista em Direito Digital Elaine Keller criou um série de orientações para vítimas de ameaças no ambiente digital

O que fazer em caso de perseguição e ataques virtuais?

1. Qual é o limite entre a liberdade de expressão e o crime de ódio ou perseguição?

A crítica e o debate, mesmo contundentes, são legítimos no ambiente democrático. No entanto, a liberdade de expressão não é absoluta e não pode servir de escudo para ofensas, ameaças, misoginia ou ataques à honra e à dignidade. Quando o limite é ultrapassado, configura-se abuso de direito e ilícito civil e penal (injúria, difamação, ameaça e perseguição).

2. Sofri um ataque ou ameaça na rede. Qual deve ser a minha primeira atitude?

A primeira providência imediata é preservar as provas das agressões (mensagens, comentários, áudios, vídeos e links/URLs das publicações) e denunciar o conteúdo nos canais da própria plataforma. Se persistir ou houver ameaça grave e exposição de dados (doxxing), procure imediatamente a polícia para registrar um Boletim de Ocorrência e busque orientação jurídica.

3. Tirar um simples print (captura de tela) serve como prova na Justiça?

Nem sempre. Para ter validade no Judiciário, a prova digital precisa cumprir três requisitos: autenticidade (origem), integridade (garantia de que não foi manipulada) e licitude. Um print isolado pode ser contestado. O ideal é salvar as URLs exatas, a navegação gravada, manter os arquivos originais sem alteração e, se possível, contar com orientação jurídica ou registros de preservação técnica (como ata notarial em cartório ou plataformas com tecnologia de blockchain).

4. O agressor usou um perfil falso ou sem foto. É possível identificar quem está por trás?

Sim. O anonimato nas redes não é uma blindagem contra responsabilização civil e criminal. Por meio de ordem judicial, as plataformas digitais são obrigadas a fornecer os registros de conexão e dados de acesso, como endereços de IP, datas e horários, que permitem às autoridades policiais identificar o autor da infração.

5. A plataforma não removeu o conteúdo denunciado e a perseguição continua. O que posso fazer judicialmente?

Um advogado especialista em Direito Digital pode acionar o Judiciário para pedir, em caráter de urgência (liminar), a retirada imediata do conteúdo ou a suspensão do perfil sob pena de multa diária à plataforma. Além da remoção, a vítima pode pleitear indenizações civis por danos morais e a responsabilização criminal dos envolvidos.

EUA anunciam cessar-fogo localizado na Ucrânia; Melania Trump foi a mediadora

By: Lusa
23 October 2026 at 19:30
Primeira-dama negociou um cessar-fogo localizado entre a Rússia e a Ucrânia, que deverá entrar em vigor na quinta-feira na cidade de Oleshky. A Casa Branca anunciou hoje que a primeira-dama norte-americana, Melania Trump, negociou um cessar-fogo localizado entre a Rússia e a Ucrânia, que deverá entrar em vigor em 29 de outubro na cidade de Oleshky. Segundo um comunicado da Presidência norte-americana, a trégua destina-se a permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada de civis daquela cidade afetada pela guerra. A Casa Branca explicou que Melania Trump tomou a iniciativa de estabelecer os contactos e que, juntamente com

Llorca critica que Sánchez solo recorriera "150 metros" y en coche durante su visita a los afectados por la DANA

23 October 2026 at 19:22

El presidente de la Generalitat Valenciana, Juanfran Pérez Llorca, criticó este viernes, 23 de octubre, que el jefe del Ejecutivo, Pedro Sánchez, utilizara una comitiva de nueve vehículos todoterreno para recorrer apenas "150 metros" durante su visita del pasado martes a Oliva (Valencia) para conocer los efectos de la última DANA, y le acusó de vivir en una "burbuja" y alejado de los problemas de los ciudadanos.

Así lo denunció en el primer mitin de precampaña del líder del PP y candidato a la Presidencia del Gobierno, Alberto Núñez Feijóo, en la Comunidad Valenciana, en el que relató que Sánchez llegó en Falcon al aeropuerto de Manises y desde allí se desplazó en helicóptero hasta Oliva, donde una comitiva de "nueve vehículos todoterreno" le trasladó hasta el centro habilitado para alojar a los afectados.

"¿Cómo va a solucionar los problemas de la gente una persona que vive ajena a la gente?", se preguntó, antes de reprocharle que "vive en otro mundo".

Asimismo, el presidente valenciano agradeció la actuación de todas las administraciones durante la emergencia, pero acusó al Gobierno de dejar "sola" a la Generalitat en la recuperación posterior.

En este sentido, explicó que ya ha solicitado al Ejecutivo los primeros 150 millones de euros destinados a ayudas directas para los damnificados y se mostró convencido de que no recibirá esos fondos. Frente a ello, confió en que Feijóo llegue a La Moncloa y atienda las necesidades de la Comunidad Valenciana.

Por último, Pérez Llorca arremetió contra Compromís por su alianza electoral con otras formaciones de izquierda, entre ellas Esquerra Republicana, y le acusó de haber apoyado durante ocho años a Sánchez "a cambio de nada" para la Comunidad Valenciana.

A su juicio, el acuerdo evidencia que la formación valencianista pretende "volver a dar sus votos a cambio de someternos al independentismo y al catalanismo".

Los 56 pederastas a los que el Gobierno de Kast les rebajó la condena están en su “mayoría” en libertad

23 October 2026 at 19:18

El Gobierno de José Antonio Kast, que llegó al poder en marzo con la promesa del cuidado de la familia, de la niñez y, sobre todo, que Chile vuelta a tener seguridad pública, con mano dura, ha rebajado la condena a 56 pederastas que cumplían sus sentencias en diferentes penales del país. Ha hecho lo mismo, además, al menos con dos violadores a los derechos humanos de la dictadura de Augusto Pinochet (1973-1990). La Administración no sabe cómo salir de una gran crisis que, nuevamente, se halla en el centro de su razón de ser: el combate contra la delincuencia en todos sus frentes. Ha sido criticada por la oposición, por expertos y también por el propio oficialismo.

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© Ministerio de Justicia

Fernando Rabat durante una reunión de seguridad, en julio.

Ratificada Vuelta ciclística a Murcia en febrero de 2027

23 October 2026 at 19:14

San Javier, España, 23 oct (Prensa Latina) La Vuelta ciclística a la región española de Murcia se disputará los días 12 y 13 de febrero de 2027, confirmaron hoy los organizadores.

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Grande rede de supermercados pode pagar R$ 50 mil por assédio eleitoral

23 October 2026 at 19:00
A Rede Mix, rede de supermercados com unidades em Salvador, virou alvo de uma ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) após denúncias de possível assédio eleitoral contra funcionários. O órgão pede a suspensão imediata do uso de camisas com o número 22, que, segundo as denúncias, seriam obrigatórias durante o expediente. A suspeita ainda será analisada pela Justiça do Trabalho. A Rede Mix, rede de supermercados com unidades em Salvador, virou alvo de uma ação do Ministério Público do Trabalho - Foto: Reprodução Redes Socias O caso ganhou repercussão após os músicos João Cavalcanti e Marcelo Caldi divulgarem imagens de uma unidade da rede em Salvador, onde trabalhadores apareciam usando as peças. A investigação foi iniciada após denúncias recebidas pelo MPT e o encaminhamento de fotografias que mostrariam funcionários com as camisas diante de colegas e clientes.MPT pede uniformes neutros e multa diáriaSegundo a procuradora do Trabalho Manuella Gedeon, responsável pela ação, o órgão já havia recomendado à empresa que interrompesse qualquer prática capaz de configurar assédio eleitoral e revisasse campanhas promocionais que pudessem ser interpretadas como mensagens políticas.Na ação cautelar, o MPT solicita que a Rede Mix adote uniformes neutros até o fim do processo eleitoral e divulgue um comunicado interno reforçando a liberdade política e o direito ao voto livre e secreto dos trabalhadores. O órgão também pede multa diária de pelo menos R$ 50 mil por obrigação descumprida, além de medidas para garantir que funcionários escalados no dia da votação tenham tempo para votar.O Ministério Público pretende ainda ajuizar uma ação civil pública e solicitar eventual indenização por danos morais coletivos, caso as irregularidades sejam confirmadas.O que diz a Rede Mix?Em nota, a Rede Mix afirmou que o número estampado nas camisetas dos colaboradores está relacionado exclusivamente à comemoração do aniversário da empresa em 2026. Segundo a rede, a identificação faz parte de uma campanha institucional realizada anualmente entre o fim de setembro e novembro."A RedeMiX esclarece que o número presente nas camisetas utilizadas por seus colaboradores faz referência exclusivamente ao aniversário da RedeMiX, celebrados em 2026. A identificação integra a campanha institucional de aniversário da rede, realizada anualmente entre final de setembro a novembro, seguindo uma prática de comunicação alinhada à identidade da marca. Uma celebração que reúne clientes, colaboradores e parceiros em torno de uma trajetória construída com dedicação, confiança e vínculos com a comunidade."

Una pandemia pudo marcar la diferencia cerebral entre humanos y chimpancés hace 7 millones de años

23 October 2026 at 19:00

En 1975, Mary-Claire King y Allan Wilson publicaron uno de los resultados más famosos de la ciencia contemporánea. Habían medido cuán parecido era nuestro ADN al de nuestros parientes vivos más cercanos: los chimpancés. La similitud genética era de un 99%. Nuestros genes son prácticamente idénticos y la conclusión a la que llegó el público fue que, en el fondo, no debíamos de ser tan distintos. Sin embargo, las diferencias entre un chimpancé promedio y un humano suelen ser evidentes. Lo que habían concluido los expertos era algo más sutil: a un individuo no le definen solo sus genes, sino cómo se regulan. Porque dos personas podemos tener un mismo gen y que uno de los dos lo tenga silenciado, que, a efectos prácticos, sería como si no lo tuviera.

Ahora, un grupo de investigadores acaba de descubrir que un virus pudo ser el causante de algunas de esas diferencias en cómo chimpancés y humanos regulamos genes. Diferencias que, de hecho, parecen ser relevantes para explicar cómo se desarrollan nuestros cerebros y, por lo tanto, nuestra cognición. El estudio ha sido publicado en la revista Science Advances y sus autores son expertos del Laboratorio de Neurogenética Molecular, del Departamento de Ciencias Médicas Experimentales, el Wallenberg Neuroscience Center y el Lund Stem Cell Center, adscritos a la Universidad de Lund.

Hace 7 millones de años

Aunque para entender esta historia tenemos que remontarnos algunos años, a 2005. Fue entonces cuando un grupo de investigadores descubrió algo extraño en el ADN de los chimpancés, algo que compartían con otros grandes simios (gorilas y bonobos) y los monos del Viejo Mundo pero que, sin embargo, no estaba en nuestro genoma.

Inserto en el ADN de todos aquellos primates había material genético de un virus que bautizaron como PTERV1. Se trataba de un retrovirus, como el VIH, que, para que hagamos copias suyas, inserta su ADN en el nuestro, como quien cuela sus papeles en medio de la pila que otra persona va a fotocopiar. Ese ADN viral queda y, si infecta células germinales como espermatozoides y óvulos, pasará a las siguientes generaciones. Y, lo más interesante, es que las distintas especies parecían haberse infectado de manera independiente. Juntando las piezas, parecía vislumbrarse el escenario de una pandemia prehistórica que recorrió África hace entre 5 y 7 millones de años y, por alguna razón, justo nos esquivó a nosotros. El virus ya no estaba activo, pero había afectado a cómo se expresaban los genes de su alrededor.

La diferencia

Lo que estaba por aclarar era, en todo caso, qué efectos habían tenido esas inhibiciones en el desarrollo de los chimpancés. Eso se preguntaban los expertos del artículo científico que estamos tratando aquí y encontraron que PTERV1 se había insertado en, al menos, 158 lugares diferentes del genoma, en 45 genes distintos. De hecho, todas esas inserciones habían modificado genéticamente el ADN de sus alrededores mediante un proceso conocido como metilación. Así encontraron que 10 de esos genes habían cambiado su expresión y podían explicar diferencias entre chimpancés y humanos. Genes como GABRB1 (implicado en la esquizofrenia) y LRP1B (relacionado con varios tipos de cáncer). No obstante, el inserto de PTERV1 que más les interesaba era uno que estaba en el cromosoma 19 y que afectaba al gen LINC00662, implicado en el sistema nervioso.

Para estudiar qué efectos tenía, los investigadores produjeron células madre de chimpancé (y por otro lado de humano) para que se desarrollaran de forma similar a como lo harían en un embrión para formar el cerebro. Es lo que conocemos como un organoide cerebral y, aunque no replica el órgano que queremos estudiar, es como una versión mucho más pequeña y simple donde estudiar algunas de sus características. De este modo, pudieron comparar cómo se desarrollaban estos organoides en condiciones normales y cuando silenciaban LINC00662 en humanos o lo expresaban en chimpancés. Efectivamente, en los organoides cerebrales de humanos o chimpancés que expresaban LINC00662, las neuronas formaban más prolongaciones y se conectaban más entre ellas.

Es muy tentador echar a volar la imaginación y pensar que aquella pandemia pudo privarnos de un mundo lleno de especies de nuestra misma inteligencia o, tal vez, que un virus que, al editar el genoma de estos primates, fuera capaz de desbloquear habilidades cognitivas hasta ahora desconocidas. Todo eso es ciencia ficción y no hay motivos para exagerar tanto las conclusiones de este estudio que, en realidad, son mucho más modestas. Hace 7 millones de años, un virus afectó a la mayoría de las especies de monos y grandes simios africanos y pudo tener algún efecto cognitivo que todavía desconocemos y que, probablemente, fuera menor.

QUE NO TE LA CUELEN:

  • A pesar de que estas células sigan teniendo insertos del virus, ya no producen copias del virus.
  • Nuestras células producen una proteína antiviral llamada TRIM5α y la variante que producimos los humanos parece especialmente eficaz frente a PTERV1. Ese detalle podría explicar por qué el retrovirus no infectó a nuestros antepasados.

REFERENCIAS (MLA):

  • Gerdes, Patricia, et al. "Retroviral Insertions Contributed to the Divergence of Human and Chimpanzee Brains." Science Advances, 2026
  • Yohn, Chris T., et al. "Lineage-Specific Expansions of Retroviral Insertions within the Genomes of African Great Apes but Not Humans and Orangutans." PLoS Biology, vol. 3, no. 4, 2005, p. e110. PLOS, doi:10.1371/journal.pbio.0030110.

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Chimpancé mirando a cámara
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