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Lula y Flávio chocan en debate sobre temas de infraestructura

24 October 2026 at 02:49

Brasilia, 23 oct (Prensa Latina) La infraestructura abrió hoy el debate entre el presidente brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, y el senador Flávio Bolsonaro, quienes intercambiaron acusaciones sobre obras paralizadas.

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Justicia argentina sobresee a Javier Milei y otros 11 imputados en causa $LIBRA

24 October 2026 at 02:44
Pese a evidencias recogidas en varios peritajes, el juez federal Marcelo Martínez concluyó que no se acreditaron elementos para configurar delitos de estafa, tráfico de influencias, abuso de autoridad y negociaciones incompatibles, resolviendo así el cierre de la investigación sobre $LIBRA.

Flávio chega com governadores a debate; Lula leva mãe de menina Ana Clara

24 October 2026 at 01:59

Flávio Bolsonaro (PL) chegou ao embate promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (23) acompanhado de governadores eleitos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levou Cristiane Gomes da Silva, mãe da menina Ana Clara, à plateia.

Cristina está sentada próxima ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Também acompanham Lula no debate a primeira-dama Rosangela Lula da Silva, o secretário de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, e o senador Camilo Santana (PT).

Junto a Flávio estão os governadores eleitos Sérgio Moro (PL), do Paraná, Douglas Ruas (PL), do Rio de Janeiro, Luciano Zucco (PL), do Rio Grande do Sul, além do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Sua esposa Fernanda Bolsonaro e outros aliados estão na plateia.

Ana Clara foi morta em 2021 por uma bala perdida em Niterói. O suspeito de ter feito o disparo é Bruno Dias Delarolli, cabo da Polícia Militar do estado. A campanha de Lula tem afirmado que Flávio Bolsonaro atuou como advogado do policial.

Faleceu Carlos Duque, primeiro comandante dos Bombeiros de Albufeira

24 October 2026 at 01:30

Os Bombeiros Voluntários de Albufeira comunicaram o falecimento de Carlos Duque, que assumiu as funções de primeiro comandante na história da corporação.

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O segredo de Westminster: por que um monge medieval foi parar em um sarcófago romano?

24 October 2026 at 01:21

Em 1869, enquanto o deão Arthur Penrhyn Stanley retornava de uma viagem à Itália, operários que realizavam escavações na lendária Abadia de Westminster, no coração de Londres, na Inglaterra, depararam-se com um impressionante sarcófago de calcário.

O achado ocorreu em solo britânico, mas a estrutura era um antigo artefato esculpido séculos antes, durante a ocupação romana na Grã-Bretanha. A descoberta deu início a um enigma histórico: como o corpo enterrado em uma tumba pagã da Roma Antiga acabou sob o piso de um templo cristão medieval em plena capital inglesa?

O caixão de pedra trazia uma dedicatória em latim a um romano chamado Valerius Amandinus, feita por seus filhos entre os séculos II e V d.C. (provavelmente no período constantiniano, no início do século IV). No entanto, sua tampa exibia uma modificação feita centenas de anos depois: uma grande cruz cristã entalhada.

No interior da tumba, acompanhando fragmentos de tijolos romanos, repousava apenas o esqueleto, sem pertences que revelassem de imediato quem era aquele indivíduo.

O veredito do esqueleto: quem era a figura importante?

Após mais de 150 anos de dúvidas, a solução do mistério foi apresentada pelo arqueólogo e historiador Warwick Rodwell no Journal of the British Archaeological Association.

A nova avaliação osteológica realizada pelo especialista James Langthorne revelou que o esqueleto pertenceu a um homem com cerca de 1,75 m de altura e idade estimada entre 35 e 49 anos no momento da morte. Os exames corrigiram conclusões do século XIX, que sugeriam um indivíduo mais baixo e com no máximo 30 anos.

A datação por radiocarbono efetuada nos ossos confirmou que a morte ocorreu entre os anos 987 e 1052 d.C.. Cruzando os dados biológicos com os registros do mosteiro londrino, Rodwell concluiu que a figura importante era Aelfwig, um monge que atuou como abade de Westminster até sua morte por volta de 1020.

A imponente cruz gravada na tampa do sarcófago reforça seu elevado status, já que tal honra era reservada a grandes líderes eclesiásticos.

Reciclagem de luxo e saques ao longo dos séculos

A reutilização de sarcófagos romanos para sepultar autoridades medievais era uma prática conhecida na Inglaterra anglo-saxã, como registrou o monge Beda no século VIII. Estudos indicam que o caixão de Amandinus foi retirado do nicho de um mausoléu em outra parte de Londres e adaptado para abrigar o falecido abade.

No século XIII, durante a reconstrução gótica promovida pelo rei Henrique III, os restos mortais foram reacomodados na sacristia da abadia.

Registros históricos revelam ainda que a sepultura sofreu violações antes das escavações de 1869: um esboço a lápis feito em 1820 indica que saqueadores quebraram a tampa para roubar objetos valiosos que pudessem estar junto ao corpo enterrado.

Hoje, o sarcófago e a história do abade estão preservados e em exibição pública nas Queen’s Diamond Jubilee Galleries, na própria Abadia de Westminster.

Irã ameaça destruir cabos de comunicação submarinos no Golfo

24 October 2026 at 00:43

O Irã elaborou planos detalhados para atacar cabos de comunicação submarinos no Golfo, caso os Estados Unidos e Israel ataquem Teerã novamente, informaram à Reuters dois altos funcionários da segurança iraniana.

As declarações surgem na sequência de avisos feitos por autoridades iranianas de que os cabos submarinos na região poderiam se tornar alvos em um eventual novo conflito, caso a diplomacia com Washington fracasse.

Os dois funcionários da segurança iraniana, que falaram sob condição de anonimato, forneceram poucos detalhes e não especificaram como ou exatamente onde Teerã realizaria tais ataques. No entanto, um deles afirmou que o Irã buscaria impedir a realização de reparos após os ataques, visando prolongar as interrupções nas comunicações, incluindo as conexões de internet.

“Se o Irã for atacado, não haverá mais ‘linhas vermelhas’... desde cabos submarinos até bases militares, incluindo instalações secretas”, disse um dos funcionários.

O funcionário alertou Washington para não “brincar com fogo”, acrescentando que o Irã tem acesso total aos cabos submarinos e poderia destruí-los facilmente.

Leia Mais:

Yadollah Javani, vice-chefe de assuntos políticos da IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã), declarou na quarta-feira (21) que o Irã poderia atacar sete grandes cabos de internet situados sob o Estreito de Ormuz, caso a infraestrutura iraniana fosse alvo de ataques.

Segundo a União Internacional de Telecomunicações, uma agência da ONU, os cabos submarinos transportam cerca de 99% do tráfego global de internet. Contudo, o impacto global de tais ataques por parte do Irã poderia ser limitado, uma vez que menos de 1% da largura de banda internacional passa pelo Estreito de Ormuz, explicou Alan Mauldin, diretor de pesquisa da empresa de consultoria em telecomunicações TeleGeography.

O estreito separa o Irã de Omã, conectando o Golfo ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.

O Departamento de Estado dos EUA e o Ministério das Relações Exteriores do Irã não responderam aos pedidos de comentário da Reuters sobre as declarações das autoridades de segurança iranianas. Não houve manifestação imediata por parte dos países do Golfo.

“Resposta mais forte”

Os planos para possíveis ataques a cabos submarinos refletem a convicção, entre a liderança iraniana, de que uma nova campanha militar dos EUA teria de ser enfrentada com uma resposta mais contundente do que as anteriores.

Mohsen Rezaei, uma autoridade de alto escalão na área de segurança, alertou este mês que a infraestrutura digital ligada aos EUA em toda a região do Golfo — incluindo centros de dados e instalações voltadas para inteligência artificial — poderia se tornar alvo em um eventual novo conflito.

Os aliados de Washington no Golfo investiram pesadamente em tal infraestrutura e eles “deveriam responsabilizar Washington, e não Teerã, por qualquer dano aos cabos submarinos”, afirmou a segunda autoridade de segurança iraniana.

Alex Vatanka, diretor do programa sobre o Irã no Middle East Institute, em Washington, disse que tais ameaças visam desencorajar um novo conflito e pressionar os EUA, fazendo com que os governos do Golfo e as empresas norte-americanas temam por seus investimentos na região.

“Teerã quer que os Estados do Golfo e os executivos corporativos pressionem o presidente dos EUA, Donald Trump, a respeito dos riscos que suas políticas representam para os planos de investimento deles”, disse Vatanka.

Segundo analistas, múltiplos cortes de cabos poderiam desacelerar os serviços de internet e interromper transações financeiras, o comércio eletrônico e a computação em nuvem. O impacto dependeria de como as operadoras redirecionariam o tráfego e da capacidade disponível em conexões alternativas, explicou Mauldin.

Especialistas observam que restaurar conexões em tempos de guerra poderia ser difícil; além disso, custos mais elevados de seguro e atrasos na obtenção de autorizações para entrar em águas territoriais poderiam complicar ainda mais os reparos.

O Mar Vermelho poderia representar um alvo mais significativo do que o Estreito de Ormuz, especialmente se o Irã contasse com o apoio de seus aliados houthis no Iêmen — embora Teerã não tenha feito nenhuma declaração pública indicando que planeja atacar cabos naquela região.

A via é uma rota para o tráfego de dados entre a Europa, a África Oriental e a Ásia; a capacidade que passa por ali responde por cerca de 3% da demanda internacional global e por aproximadamente 10% do tráfego entre essas regiões, afirmou Mauldin.

Os governos do Golfo têm investido pesadamente em tecnologia para diversificar suas economias para além do petróleo e se tornarem polos globais de inteligência artificial, estreitando laços com empresas de tecnologia dos EUA.

Em março, ataques iranianos atingiram diretamente duas instalações da Amazon Web Services nos Emirados Árabes Unidos e danificaram uma infraestrutura próxima a uma de suas unidades no Bahrein. No auge do conflito, em março, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã classificou empresas de tecnologia norte-americanas — incluindo Microsoft, Google, Apple e Nvidia — como alvos legítimos.

Conexões terrestres podem oferecer rotas alternativas para o tráfego de internet; por isso, os Estados do Golfo e empresas de tecnologia dos EUA estão investindo em infraestrutura adicional para aumentar a resiliência.

Entenda impactos do bloqueio dos Houthis à Arábia Saudita no Mar Vermelho

 

Felipe II, retrato humano de un rey frente a sus caricaturas

By: Jorge · Vilches
24 October 2026 at 00:13

El año próximo se cumplen 500 años del nacimiento de Felipe II. Es seguro que si gobierna la izquierda no habrá conmemoración alguna. Quizá sí haya alguna referencia presentista y algún desprecio basado en la Leyenda Negra. En su monumental estudio biográfico «Felipe II. Vida íntima de un rey de España», el hispanista Henry Kamen –que cuenta ya con 90 años– desmantela varias de sus caricaturas historiográficas. La novedad del estudio no es la vida política del emperador español, sino contar su vida íntima y cotidiana. El autor quiere dejar atrás la figura del rey gris y tiránico para desvelar a un hombre sensible, un padre afectuoso, un coleccionista erudito y un gobernante de complejidad psicológica. Y, para ello, Kamen parte de una confesión de Felipe II anotada al margen de un despacho oficial en 1578: «Yo no sé qué piensan de mí, sino que soy de hierro o de piedra, y en verdad han de ver que soy mortal como los demás». Felipe II, en contra de lo que ha dicho la historiografía tradicional, no fue un rey encerrado en El Escorial por su xenofobia y fanatismo católico. Kamen demuestra que fue el monarca más viajero de su tiempo en Europa, solo superado por su padre, el emperador Carlos V. Durante su juventud y madurez, el príncipe y posterior monarca recorrió los territorios peninsulares, el norte de Italia, Alemania, los Países Bajos e Inglaterra. Está escrito en «El felicissimo viaie d’el Poderoso Principe don Phelippe» (1548-1551), del cronista Juan Cristóbal Calvete de Estrella. En sus páginas se ve a un hombre que, en su estancia en Baja Alemania, Brabante y Flandes, participó en torneos, mascaradas y bailes de corte, y se adaptó a los rituales de sociabilidad locales. Allí compartió mesa, cacerías y negociaciones con príncipes luteranos como Mauricio de Sajonia –enemigo de Carlos V–, y con Guillermo de Orange –que financió la revuelta de 1566 contra España–. Argumenta que esta vivencia europea proporcionó al rey una visión amplia y realista del continente, alejada de la miopía provinciana que le achacaron sus enemigos.

Aquel hombre viajado tuvo una vida doméstica, que ha sido hasta la obra de Kamen un aspecto olvidado. Es conocido que tuvo cuatro matrimonios, aunque los enlaces con María de Portugal (1543) y María Tudor (1554) fueron por razones dinásticas y geopolíticas. Sin embargo, Kamen cuenta que se casó por amor con Isabel de Valois (1559) y luego con Ana de Austria (1570), con las que fue feliz. A la primera le tuvo una devoción sincera. Toleró los elevados gastos de sus caprichos y sus costumbres francesas. Tras su muerte en 1568, contrajo matrimonio con su sobrina Ana de Austria, más tranquila. El embajador veneciano Badoero contaba que visitaba a la reina tres veces al día antes de trabajar. La muerte de Ana en 1580 durante la epidemia de gripe dejó deprimido a Felipe II, que decidió no volver a casarse y permanecer viudo los últimos 18 años de su vida.

Visión amplia

También fue padre. Kamen se apoya en el epistolario privado dirigido a sus hijas, las infantas Isabel Clara Eugenia y Catalina Micaela, redactado durante su estancia en Portugal (1581-1583), para desvelar su ternura paternal. En estas cartas no hay recomendaciones ni monsergas, sino cuenta a sus descendientes sus sentimientos al ver el Támesis, por ejemplo, o al escuchar el canto de los ruiseñores, o al sufrir las travesuras de los animales domésticos. Felipe II intentó que sus hijas le vieran como un ser humano corriente. Pero la familia no fueron solo ellas. También está la acusación de filicidio, es decir, de matar a su hermano Carlos. Kamen desmonta el mito apoyándose en informes médicos y diplomáticos de la época. Al parecer, Carlos tenía un problema de salud mental que se agravó por un traumatismo craneal sufrido en Alcalá en 1561, lo que le volvió violento. Felipe II ordenó su reclusión en el Alcázar de Madrid en enero de 1568. Fue entonces cuando Carlos emprendió conductas autodestructivas que le causaron la muerte en julio de 1568. Su fallecimiento sumió al rey, escribe Kamen, en un abatimiento profundo.

La visión amplia de la vida que describía al principio se completaba con su gusto por la cultura y la ciencia. Kamen presenta a Felipe II como el coleccionista y patrocinador de arte más relevante de su época en Europa. Su pasión por la pintura le llevó a formar una colección inigualable, destacando su predilección por las obras mitológicas y religiosas de Tiziano y por la sátira moral e imaginativa de El Bosco. El gran proyecto de su vida, el Real Monasterio de San Lorenzo del Escorial, es analizado por Kamen como una síntesis de espiritualidad, humanismo y arquitectura neoclásica. En el ámbito bibliófilo, Felipe II mandó constituir la célebre biblioteca escurialense, reuniendo más de 4.000 volúmenes impresos y manuscritos raros en griego, latín, hebreo y árabe procedentes de toda Europa. Kamen señala que rescató libros prohibidos por la Inquisición con el objetivo de salvaguardar el saber. También fue un «ecologista» o «naturalista», porque diseñó personalmente los jardines e infraestructuras hidráulicas de Aranjuez, Valsaín –hoy en ruinas– y El Escorial, importando miles de árboles, plantas ornamentales y frutales de Europa y América. Promovió asimismo las mayores empresas científicas del siglo XVI, como la célebre expedición botánica y médica de Francisco Hernández a Nueva España (1570-1577) o las «Relaciones Topográficas» (1575 y 1581) de los pueblos de Castilla.

Kamen también desmonta la idea del rey burócrata. Era lógico que, ante un Imperio donde no se ponía el Sol, Felipe II dedicara el día a despachar asuntos. Su ritmo lento, dice el hispanista, se debía a que prefería el documento a las audiencias, y de este modo tomar decisiones con cautela. Igualmente, deshace el mito del rey fanático. Si bien Felipe II se consideraba un humilde servidor de la fe católica y promovió con ímpetu la aplicación de los decretos del Concilio de Trento, tuvo muchos enfrentamientos con el Papado: bloqueó bulas pontificias y envió tropas a suelo italiano cuando los intereses de España se vieron amenazados.

Respecto a la Inquisición, la obra de Kamen subraya que las medidas más severas de Felipe II no se dirigieron contra la herejía, sino contra la rebelión política que amenazaba la paz y el orden público, como ocurrió en el levantamiento de las Alpujarras o la revuelta de Flandes. Esta tensión fue evidente en el asunto del traidor Antonio Pérez, su secretario personal, que vendió secretos de Estado a Inglaterra. El escándalo culminó en las alteraciones de Aragón de 1591 y la ejecución de Juan de Lanuza, el Justicia Mayor. Kamen cuenta que el rey buscó encauzar sus actuaciones dentro de la ley y respetó los fueros aragoneses en las Cortes de Tarazona de 1592. El tramo final del libro analiza el ocaso del reinado, desde la anexión de la Corona de Portugal y su vasto imperio ultramarino en 1580. Esto no evitó el desastre de la Gran Armada en 1588. Kamen destaca que el rey no se enfureció, sino que lo vivió con resignación cristiana. Después llegaron los ataques ingleses a costas españolas y la bancarrota financiera.

Esa entereza asombrosa, cuenta el hispanista, se mostró en la enfermedad terminal que padecería durante los últimos meses de su vida. Tuvo un cuadro agudo de gota, artrosis e hidropesía. Agonizó de forma muy dolorosa durante 53 días. Tras despedirse de sus hijos y recibir la extremaunción contemplando el mismo crucifijo que sostuvo su padre en Yuste, falleció al amanecer del 13 de septiembre de 1598.

Henry Kamen logra en esta biografía mostrar el lado más humano del emperador Felipe II con una prosa amena, sin presentismos ni reivindicaciones, sino mostrando al personaje en su entorno. No se basa en relatos, sino en documentos, como un historiador serio que quiere aumentar nuestro conocimiento, no engordar un relato. Al colocar el foco en las emociones, las debilidades humanas, las pasiones estéticas y los dilemas éticos del monarca, Kamen ofrece una visión renovada, profunda y eminentemente humana del rey español. Esperemos que en 2027 se celebre con el respeto y consideración que merece el quinto centenario del nacimiento de Felipe II, al que este volumen contribuye.

  • Lo mejor: La humanización de Felipe II: refleja muy bien su faceta como hijo y padre, así como su faceta sentimental
  • Lo peor: Nada tienen de criticable estas páginas que se traducen en un monumental estudio biográfico

© EUROPAPRESS

MADRID.-Madrid busca una ubicación para el monumento de Felipe II: "Hasta el Perro Paco o la Abuela Rockera tienen estatua"

La esperanza, de deseado paraíso celestial a un simple producto de autoayuda con Mathieu Bélisle

24 October 2026 at 00:11

Se sabe: según el mito, Pandora abrió la caja que no debía abrir, y salieron todos los males y las desgracias que la humanidad nunca había conocido pero, en el fondo de la caja, quedó ella, Elpis, la esperanza, una diosa pequeña que, como se dice habitualmente, es lo último que se pierde. ¿Pero qué es, en el fondo, la esperanza? ¿Una de las tres virtudes teologales junto con la fe y el amor, como apuntó san Pablo? ¿O acaso aquello que, como escribió Borges, nunca es vano? En cualquier caso, fue para saber en qué consiste la esperanza que Mathieu Bélisle (Québec, 1976) escribió este pequeño y amable ensayo titulado, precisamente, «Breve historia de la esperanza», en el que recorre los diversos sentidos que se le han dado a este concepto a través de los siglos pero que, no obstante, permanece en su raíz esencial: no se trata de un optimismo ingenuo ni de una fe ciega sino de una actitud existencial y ética que se construye, señala el autor, «en un diálogo constante».

Experiencia cotidiana

El libro nació a partir de una experiencia cotidiana. Durante un verano marcado por los incendios forestales y el colapso climático, un amigo, en casa del autor y ebrio, les dijo a sus hijas: «Niñas, el mundo va a arder, ¡todo va a arder!», lo cual llevó a que una de las ellas, antes de dormir, le preguntara a su padre si era verdad eso. Como respuesta, Bélisle escribió el libro. Así, a través de un recorrido de episodios clave (desde el descubrimiento del fuego hasta el Holocausto o la orquesta del Titanic), el autor analiza la evolución de este concepto (la esperanza planteada como un deseo de un paraíso celestial, como meta colectiva en un horizonte plenamente humano y político o como algo más bien privado y ligado a lo personal) hasta llegar al tiempo actual, donde la esperanza se ofrece más bien como un simple producto de autoayuda o un bienestar individual. El resultado es un libro ameno, genuino y profundo, que sugiere que la forma más verdadera de esperanza aparece cuando se supera su contrario: la desesperación. En ese sentido, para Bélisle, la esperanza no consiste en negar el deterioro, sino en encontrar el compromiso para seguir adelante porque, ya se sabe: la esperanza es lo último que se pierde.

10/10

Lo mejor: Hace un recorrido filosófico e histórico sobre cómo la humanidad concibió en cada tiempo la esperanza

Lo peor: No se puede decir nada negativo de un libro que, en estos tiempos inciertos, resulta sumamente necesario

© La Razón

Mathieu Bélisle

Responsable, salvaje, modesto, soberbio, sociable, retraído: vida y obra del gran Álvaro Pombo

24 October 2026 at 00:09

Álvaro Pombo (Santander, 1939), Premio Cervantes 2024, es ya un clásico de la literatura española contemporánea. Su narrativa, de fuerte carácter autobiográfico, se caracteriza por el protagonismo de los dilemas morales, el penetrante retrato de los personajes, un estilo de coloquial oralidad, la irónica crítica de prejuicios sociales, una tolerante bonhomía hacia todo lo humano y, procedente de su formación filosófica, un sentido racionalista de la realidad. Precisamente porque su vida y su obra se hallan profundamente relacionadas se precisaba una documentada e íntegra biografía como «Donde Álvaro Pombo. Una enumeración incompleta», de Mario Crespo López (Santander, 1975). Con un tono ágil y desenfadado, lejos de cualquier rígido academicismo, este detallado recorrido vital es también un minucioso examen crítico de una extensa y excelente trayectoria literaria.

Su deriva política

Se muestra con acierto la contradictoria intimidad de nuestro escritor: «Álvaro puede ser al tiempo ordenado y desordenado, responsable y salvaje, de buenas maneras y de buen corazón, así como colérico, soberbio e impaciente, tan sociable como retraído, tan introvertido como exultante, tan exigente y tenaz como grato y amable en la pequeña distancia». En constante conexión con su literatura, se van desgranando las principales referencias biográficas: el irónico rechazo, un punto entrañable también, de su pertenencia a una aristocrática burguesía provinciana; el enfrentamiento, dada su homosexualidad, a discriminantes prejuicios sociales; la liberadora estancia en Inglaterra entre 1966 y 1977, que marcaría profundamente su formación intelectual; su deriva política dentro de una clara convicción liberal; la inmersión en los valores del cristianismo; y el premiado reconocimiento de su literatura, ampliamente admirada por crítica y público; sin olvidar la alusión a sus persistentes y ambiciosas relecturas, como «Ser y tiempo», de Heidegger, y «El ser y la nada», de Sartre. Con un exhaustivo manejo de la bibliografía especializada e inteligente complicidad con el biografiado, este libro resulta imprescindible para el conocimiento profundo de este gran escritor.

9/10

Lo mejor: El minucioso detallismo con el que se encara la vida del biografiado a su tan excelente producción literaria

Lo peor: Ninguna objeción, se trata de un libro de muy rigurosa estructura crítica, documental y también investigadora

© EUROPAPRESS

Álvaro Pombo ha cultivado una extensa trayectoria literaria

Babilonia: la biografía de una ciudad legendaria

24 October 2026 at 00:08

Pocas ciudades de la Antigüedad han dejado una huella tan profunda en la imaginación occidental como Babilonia. Su nombre permanece asociado a la Torre de Babel, los Jardines Colgantes, el poder de Nabucodonosor y los relatos bíblicos que la convirtieron en emblema de la opulencia y la corrupción. Esa persistencia cultural resulta especialmente llamativa si consideramos que la ciudad perdió hace siglos su importancia política y terminó convertida en ruinas. ¿Cómo fue realmente aquella metrópolis que llegó a dominar Mesopotamia y cuya fama sobrevivió a la desaparición de sus instituciones, sus habitantes y buena parte de sus monumentos? El historiador británico Lloyd Llewellyn-Jones, aborda esta cuestión en «Babilonia. La biografía de una metrópolis», un extenso estudio que recupera más de dos mil años de acontecimientos y propone examinar la ciudad como una realidad histórica en permanente transformación.

Autor de «Los persas» y «Las Cleopatras», además de asesor histórico en películas, Llewellyn-Jones ha dedicado buena parte de su trayectoria a revisar las imágenes heredadas de las civilizaciones antiguas, especialmente aquellas construidas a partir de testimonios extranjeros o tradiciones posteriores. En esta ocasión, el objeto de estudio es una ciudad cuya historia resulta inseparable de las interpretaciones que otros pueblos hicieron de ella. En este sentido, la perspectiva elegida tiene una particularidad: el protagonista del libro es el espacio urbano, entendido como escenario de sucesivas experiencias políticas, religiosas y humanas. Por sus páginas desfilan gobernantes, conquistadores, sacerdotes, comerciantes y trabajadores, pero todos participan de una historia que excede sus respectivas biografías. La ciudad cambia de manos, modifica sus instituciones, reconstruye sus templos y absorbe nuevas poblaciones, mientras conserva una identidad reconocible incluso durante los períodos en que pierde su independencia.

El estudio comienza en el territorio situado entre el Tigris y el Éufrates, donde las condiciones naturales favorecieron el desarrollo de algunas de las primeras sociedades urbanas. La agricultura dependía de una compleja organización hidráulica, y la disponibilidad de arcilla permitió desarrollar técnicas constructivas que marcaron profundamente la arquitectura mesopotámica. Babilonia surgió como una población relativamente modesta, subordinada durante sus primeros siglos a centros políticos más importantes, hasta que la llegada de los amorreos y la consolidación de nuevas dinastías impulsaron su crecimiento.

Su influencia cultural fue mucho más extensa y duradera que su dominio territorial

Llewellyn-Jones sigue este proceso atendiendo a las transformaciones económicas y militares que hicieron posible el ascenso de la ciudad, cuyo primer gran momento de expansión llegó durante el reinado de Hammurabi, en el siglo XVIII antes de Cristo. Su célebre código legal ofrece al historiador una oportunidad para examinar las relaciones entre las disposiciones escritas y las prácticas jurídicas efectivas, pues los documentos conservados muestran que numerosos litigios se resolvían mediante acuerdos al margen de las fórmulas solemnes grabadas en piedra.

Las azoteas nocturnas

Esta atención al significado de las fuentes constituye uno de los principales intereses del libro. Las inscripciones reales, las tablillas administrativas, las cartas diplomáticas y los testimonios literarios permiten reconstruir aspectos diferentes de una misma sociedad, aunque cada documento responde a circunstancias e intenciones particulares. Los reyes procuraban perpetuar sus victorias y presentar sus decisiones como expresiones de la voluntad divina; los registros comerciales, en cambio, conservan información sobre intercambios, propiedades y obligaciones económicas. El historiador debe relacionar esos materiales para comprender tanto las estructuras del poder como el funcionamiento ordinario de la ciudad. La abundancia de testimonios escritos en acadio, conservados sobre tablillas de arcilla, proporciona una documentación excepcional, cuya lectura permite acercarse a situaciones que raramente aparecen en las narraciones de conquistas y sucesiones dinásticas.

Llewellyn-Jones aprovecha ese patrimonio documental para introducir al lector en la vida de los habitantes de Babilonia. Las viviendas se organizaban alrededor de patios interiores, las familias utilizaban las azoteas para dormir durante las noches calurosas y la cerveza de cebada constituía un alimento habitual. Las relaciones familiares estaban reguladas por obligaciones económicas y jurídicas, mientras que el matrimonio, la descendencia y la transmisión de los bienes ocupaban un lugar fundamental en la organización social. El autor examina también las prácticas sexuales, la medicina, la educación de los escribas y las creencias relacionadas con la muerte. Los difuntos podían ser enterrados bajo las propias viviendas y recibían ofrendas periódicas destinadas a mantener los vínculos familiares más allá de la existencia terrenal. La amplitud de estos asuntos permite observar una sociedad compleja, con diferencias de clase y género, conocimientos especializados y formas de convivencia que resultan difíciles de reducir a las categorías morales transmitidas por sus adversarios.

Entre los testimonios arqueológicos recogidos en la investigación destaca el caso de Zabina, un trabajador que dejó su nombre escrito en arameo sobre uno de los ladrillos fabricados durante el reinado de Nabucodonosor II. La inscripción constituye una excepción frente a los millones de piezas marcadas con el nombre del soberano y permite reconocer la presencia de poblaciones diversas en las grandes obras de construcción. Otro ladrillo conserva la huella accidental de un perro que caminó sobre la arcilla todavía húmeda. Son detalles menores en apariencia, pero reveladores de las posibilidades de la investigación arqueológica, capaz de recuperar aspectos de la experiencia humana que escaparon a los propósitos de quienes redactaron las crónicas oficiales. Estas pequeñas evidencias conviven en el libro con la historia de las grandes dinastías y contribuyen a restituir la dimensión material de una civilización frecuentemente contemplada a través de sus monumentos.

La religión ocupa asimismo un lugar decisivo en la reconstrucción histórica. El culto a Marduk, inicialmente una divinidad local, adquirió una importancia creciente conforme Babilonia extendía su poder sobre Mesopotamia. Las ceremonias religiosas legitimaban la autoridad de los monarcas y vinculaban la prosperidad de la ciudad con el mantenimiento del orden divino. La estatua del dios podía convertirse en objeto de disputa durante las guerras, y su recuperación después de una conquista representaba un acontecimiento de enorme trascendencia política. Este universo de creencias ayuda a comprender la función de los grandes templos y del zigurat Etemenanki, cuya estructura se relaciona con la tradición de la Torre de Babel. El estudio permite distinguir las características conocidas del edificio de las interpretaciones posteriores, particularmente la narración bíblica que transformó aquella construcción en una explicación del origen de la diversidad de las lenguas.

Pocos lugares de la Antigüedad han dejado una huella tan profunda en el imaginario común

El recorrido político alcanza uno de sus momentos centrales con Nabucodonosor II, bajo cuyo gobierno Babilonia experimentó una extraordinaria expansión territorial y arquitectónica. La Puerta de Ishtar, la Vía Procesional y las grandes construcciones religiosas expresaban la riqueza y la autoridad de una capital que recibía mercancías y poblaciones procedentes de distintos territorios. El esplendor urbano tuvo como contrapartida una política militar que incluyó asedios, destrucciones y deportaciones masivas. La conquista de Jerusalén y el exilio de parte de su población contribuyeron decisivamente a configurar la imagen de Babilonia en la tradición hebrea. Llewellyn-Jones incorpora estos acontecimientos a una interpretación más amplia del funcionamiento imperial y de las relaciones entre comunidades, sin perder de vista la importancia que aquellos episodios adquirieron en la memoria religiosa de Occidente.

La última parte del libro sigue las transformaciones que condujeron al declive de la metrópolis. La conquista persa de 539 antes de Cristo terminó con su independencia, aunque la ciudad mantuvo durante algún tiempo su relevancia económica y ceremonial. Alejandro Magno entró en ella en 331 antes de Cristo, respetó sus tradiciones religiosas y contempló la posibilidad de convertirla en uno de los grandes centros de su imperio. Su muerte en Babilonia, ocho años después, abrió una nueva etapa de disputas políticas, mientras que la posterior fundación de Seleucia desplazó progresivamente población y recursos hacia otra capital. La antigua ciudad perdió importancia hasta convertirse en un lugar de ruinas, aunque su cultura escrita sobrevivió durante varios siglos. El contraste entre su desaparición material y la extraordinaria permanencia de su nombre constituye uno de los aspectos más sugerentes de esta larga historia.

Un gran trabajo, en definitiva, esta «Babilonia», que entre sus muchas virtudes tiene la voluntad de reunir materiales históricos de naturaleza muy distinta dentro de un relato accesible. La sucesión de gobernantes y conflictos militares conserva un peso considerable, pero los capítulos dedicados a las costumbres, las creencias y las relaciones sociales permiten comprender las condiciones en que se desarrollaron aquellos acontecimientos. Así, Llewellyn-Jones presenta una civilización cuya influencia cultural fue mucho más extensa y duradera que su dominio territorial, y cuya memoria quedó condicionada por las narraciones de otros pueblos. Al recuperar sus propias fuentes, el historiador devuelve profundidad a una ciudad que durante siglos ha sido conocida principalmente a través de sus leyendas y ofrece una historia de Babilonia que permite comprender cómo se construye y transmite el recuerdo del mundo antiguo.

© La Razón

Reproducción de la Puerta de Ishtar de Babilonia, ya que la original se encuentra en el Museo de Pérgamo en Alemania

De Almodóvar a Binoche, artistas suman voces en apoyo a Lula

24 October 2026 at 00:35

Brasilia, 23 oct (Prensa Latina) Figuras del cine y la música de Brasil y otros países divulgaron hoy un video de apoyo al presidente Luiz Inácio Lula da Silva, con llamados a defender la democracia y el medio ambiente, antes del balotaje del domingo.

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Inauguran en Francia XVIII Encuentro de Cubanos Residentes en Europa

24 October 2026 at 00:35

París, 23 oct (Prensa Latina) Francia acogió hoy la inauguración del XVIII Encuentro de Cubanos Residentes en Europa (ECRE), acompañado del comienzo del IV Festival Cultural “Cuba conmigo” y una simbólica ceremonia de siembra de rosas en la embajada de Cuba.

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EUA deslocam diplomatas no Oriente Médio em meio aos temores de escalada

24 October 2026 at 00:18

Os EUA estão se apressando para transferir alguns diplomatas e seus familiares de postos no Oriente Médio, à medida que a ameaça de escalada regional se aproxima, segundo múltiplas fontes familiarizadas com o assunto.

Muitos dos que estão saindo haviam retornado recentemente aos seus postos após receberem ordens de retirada durante o auge da guerra com o Irã.

“Dizer que tem sido caótico é um eufemismo”, disse um diplomata americano, explicando que o apoio financeiro oferecido até o momento não cobre os custos da mudança de toda a família da região.

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Muitas dessas famílias se apressaram para deixar suas casas no Oriente Médio nas primeiras semanas da guerra e encontrar novas moradias e escolas para seus filhos. Agora, muitas estão tendo que fazer o mesmo novamente, com o que consideram um apoio financeiro potencialmente menor do Departamento de Estado.

“Isso ecoa o caos que as famílias vivenciaram no início deste ano. Algumas mal haviam se instalado quando foram instruídas a sair novamente”, disse Nikki Gamer, porta-voz da Associação Americana do Serviço Exterior, à CNN.

“Elas estão compreensivelmente chateadas, confusas e irritadas”, acrescentou.

Os ajustes ocorrem em um momento em que os Houthis, grupo armado apoiado pelo Irã, intensificaram seus ataques contra a Arábia Saudita – hostilidades que o Departamento de Estado alertou repetidamente que “têm o potencial de escalar rapidamente para além dessa área imediata”.

Eles também ocorrem em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que poderia relançar ataques contra o Irã após as eleições de Meio de Mandato (Midterms), e em que fontes afirmaram que Israel pressionou – sem sucesso até o momento – por uma ação mais imediata.

O Departamento de Estado ordenou esta semana a saída de funcionários não essenciais e de todos os seus familiares da Arábia Saudita. Autoridades disseram que a ordem de saída foi emitida em resposta à escalada das hostilidades por parte dos houthis.

Ao mesmo tempo, o Departamento de Estado tem ajustado discretamente seus limites de pessoal em diversas outras embaixadas no Oriente Médio, incluindo Jordânia, Bahrein, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Líbano, segundo fontes da CNN.

Um funcionário do Departamento de Estado confirmou à CNN que o Líbano, os Emirados Árabes Unidos, o Catar e a Jordânia “terão mudanças temporárias nos níveis de pessoal sob o status de operações restritas”.

Ele afirmou que não há mudanças no quadro de funcionários no Kuwait ou no Bahrein, o que sugere que esses países não ultrapassaram seus limites de pessoal.

“Sob o status de operações restritas, os níveis de pessoal são constantemente avaliados e ajustados”, disse o funcionário.

Ao contrário da saída ordenada da Arábia Saudita, as movimentações nessas embaixadas não foram anunciadas publicamente. O Departamento de Estado enfatizou que essas embaixadas, diferentemente da Arábia Saudita, não mudaram de status e permanecem sob o status de “operações restritas”. Mesmo quando não há uma mudança formal de status, ainda pode haver alterações no quadro de funcionários dentro do status de “operações restritas”.

“Há uma sensação de ‘Dia da Marmota’”, disse uma fonte em Amã sobre alguns funcionários da embaixada que foram novamente solicitados a deixar a capital jordaniana.

Nem todas as embaixadas permitiram que as crianças retornassem aos postos, mas a maioria permitiu o retorno dos cônjuges. Agora, os familiares estão deixando as embaixadas para as quais só recentemente foram autorizados a retornar – mas, diferentemente do início do ano, fontes afirmam que os familiares não estão recebendo o mesmo apoio financeiro.

A comunicação e a coordenação em torno das partidas, da sede do Departamento de Estado em Foggy Bottom para os diplomatas em campo, estão “tão caóticas” quanto no início da guerra com o Irã, disse uma fonte familiarizada com as partidas.

Há preocupações entre os diplomatas sobre se o Departamento de Estado concederá diárias para suas famílias para a mudança para os EUA, disse a fonte, observando que algumas embaixadas não realizaram as reuniões de planejamento ou assembleias com a equipe que são típicas antes das partidas.

“Muitas pessoas estão sabendo disso pelas notícias, em vez de por meio de seus superiores”, acrescentou a fonte.

A AFSA (Associação Americana do Serviço Exterior), o sindicato que representa os diplomatas, disse estar recebendo relatos de “um jogo de pingue-pongue burocrático”.

“Famílias que mal haviam retornado aos seus postos e rematriculado seus filhos na escola estão sendo informadas de que devem se preparar para evacuar novamente, sem serem avisadas sobre o nível de apoio financeiro com o qual podem contar”, afirmou em um comunicado na quinta-feira (22).

Gamer, porta-voz da AFSA, disse à CNN que “famílias fora da Arábia Saudita relataram à AFSA que estão sendo orientadas a sair sem assistência habitacional ou diárias confirmadas”. Elas foram informadas de que isso ocorre porque suas embaixadas não estão mudando o status de “operações restritas”.

As famílias geralmente dependem desses auxílios para ajudá-las a encontrar moradia e cobrir os custos inesperados associados ao desenraizamento de seus lares no exterior, especialmente se o membro da família diplomata permanecer na embaixada como trabalhador essencial.

“As famílias merecem saber como podem se preparar para essa situação”, afirmou.

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