A 1ª Vara Federal de Porto Alegre determinou que a empresa Meta restabeleça, em até dois dias, as contas no Instagram de entidades estudantis do Rio Grande do Sul que foram bloqueadas.
Segundo as entidades, no dia 6 de outubro a Meta derrubou, de forma simultânea e sem aviso prévio ou justificativa, as contas do Centro Acadêmico André da Rocha (@caarufrgs), do Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (@sajudaufrgs) e do Diretório Acadêmico de Economia, Contábeis e Atuariais (@ufrgsdaeca), todos ligados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e também a conta do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (@dceufcspa).
O bloqueio aconteceu depois que as contas publicaram conteúdos chamando os estudantes para assembleias universitárias e manifestações públicas a favor da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na tentativa de reverter o bloqueio, o Ministério Público Federal (MPF), em conjunto com o Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (Saju) da Faculdade de Direito da UFRGS, entrou com uma ação civil pública contra a empresa de tecnologia.
O MPF alega que a suspensão das contas configura censura e pode causar prejuízos à organização estudantil e ao acesso à assistência jurídica gratuita.
Apesar da decisão da Justiça, as contas seguiam suspensas até a tarde deste sábado (17).
IA seletiva
Na quarta-feira (14), a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) depois que usuários da inteligência artificial do aplicativo WhatsApp, de propriedade da Meta, constataram que a IA não permitia a criação de conteúdos sobre Lula, mas liberava a criação de imagens relacionadas ao candidato Flávio Bolsonaro (PL).
A ação também menciona restrições na entrega de postagens aos usuários de plataformas da Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp).
Na sexta-feira (16), o TSE decidiu, por unanimidade, manter a decisão individual do ministro Marco Aurélio Belizze que proibiu a Meta de restringir a entrega de postagens que envolvem os candidatos à Presidência da República. O objetivo é garantir isonomia entre os candidatos.
Procurada, a Meta disse que não irá se manifestar.
The hundreds of planned events were being billed as nonpartisan, though they sought to build on nearly two years' worth of No Kings marches and demonstrations by people upset with Trump's presidency.
A aposentada Elizabete Oliveira Gregório, 72, é eleitora de Lula (PT) desde a primeira vez em que o ex-metalúrgico se candidatou à Presidência, em 1989. Nascida numa pequena cidade do Paraná, ela diz que teve contato com os ideais do atual presidente quando se mudou para Guarulhos, em São Paulo.
“Meu esposo sempre falava muito que ele era trabalhador, uma pessoa pobre igual todo mundo”, ela conta, admitindo que, apesar de não entender muito de política à época, repetiu o voto do marido, nesta e nas eleições seguintes, acreditando na confiança que ele depositava no sindicalista.
Elizabete mora em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, desde a década de 1990. Com 330 mil habitantes, a periférica cidade é um dos dez maiores colégios eleitorais de Minas Gerais e tem se destacado, nos últimos anos, como um município-chave para observar as idas e vindas da polarização hoje corrente no país.
Antigo reduto petista que deu ampla vantagem a Lula e a Dilma Rousseff (PT) nas eleições de 2002 a 2014, Ribeirão das Neves tem apresentado um movimento de gangorra em relação aos últimos posicionamentos políticos da maioria de seus habitantes e seguido, à risca, o cenário das eleições nacionais.
Jair Bolsonaro (PL) venceu por lá em 2018, eleito em segundo turno com 59,59% dos votos válidos, e Lula retomou a dianteira do PT em 2022, por uma estreita margem de 50,63%. No primeiro turno deste ano, a cidade escolheu Flávio Bolsonaro (PL), que marcou 46,53% dos votos válidos, ante 43,93% de Lula.
Elizabete, que é evangélica, diz nunca ter mudado de opinião. Ela guarda a lembrança da primeira vez que foi ao banco, para fazer um empréstimo e adquirir um cartão de crédito, conquista que dedica à gestão do petista. “Eu creio que, se ele ganhasse agora, seria bom como foi das outras vezes”, diz.
Eleitores mudam de posição e criticam governos
Lula também foi o candidato escolhido em 2022 por Marcelo Augusto, 23. Ele é comerciante numa loja de roupas e atualmente faz curso de barbeiro. “Foi meu pior arrependimento. O cara não fez nada”, ele diz.
No primeiro turno das eleições deste ano, votou em Flávio, escolha que pretende manter para o segundo. “Não é que ele seja meu candidato favorito, mas eu acho melhor dar uma chance pra ele, que está chegando agora, do que deixar o PT, que não fez nada nesses 20 anos de governo”, explica, citando ainda a repercussão dos escândalos do mensalão e do Banco Master.
Marcelo acredita que a polarização política na cidade se dá porque muitas pessoas não sabem por que votam, e cita o próprio exemplo -ele diz que votou no Lula no último pleito por influência da mãe, que vê no petista um bom presidente.
“Eu acredito que muitas pessoas não estudam e não procuram saber em quem estão votando, e vão muito na onda dos outros”, ele diz, definindo-se hoje como uma pessoa de extrema direita.
Ele justifica a posição afirmando ser contra algumas bandeiras que entende serem defendidas pela esquerda, como a questão do aborto e pautas relacionadas à defesa da diversidade de gênero e orientação sexual.
Marcelo também é crítico à PEC do fim da escala 6×1, promulgada nesta sexta-feira (16) após aprovação por ampla maioria na Câmara e no Senado. “Um descanso a mais sim, mas eu sou a favor do poder de compra. Não adianta a pessoa ter um dia de folga e não ter condições de comprar nada”, afirma.
Na sua opinião, um eventual governo Flávio tem chance de ser melhor do que a gestão de seu pai, Jair. “Tomara, porque, se também não for, daqui a quatro anos, eu voto em outra pessoa. Eu sou desse jeito.”
Ele assume a vontade de entrar para a política no futuro e diz que suas principais bandeiras seriam o combate à corrupção e à criminalidade.
A escolha por Flávio é a mesma da freelancer Cynthia Miriam, 45, que afirma nunca ter votado no PT. “O governo Bolsonaro parece que deixou o Brasil com dinheiro no cofre, né? Quem sabe não acontece o mesmo?”, diz.
Abstenção e votos nulos refletem insatisfação
Já Lael Chaves, 32, se considera uma pessoa de centro e disse que não votou em ninguém no primeiro turno, decisão que ele afirma manter para o segundo. “Como uma forma de protesto”, explica.
Ele trabalha com sua bicicleta como entregador de uma plataforma de delivery, e conversou brevemente com a reportagem em uma pausa entre pedidos.
“Entra político, sai político e o país está sempre pior”, ele afirma. “A inflação está sempre aumentando e o poder de compra do brasileiro diminuindo, seja nas gestões de esquerda ou de direita.”
Ele considera que as propostas de ambos os presidenciáveis funcionam como fachada para que os candidatos defendam interesses pessoais. “Eu sou contra a classe política atual, não tem ninguém que me represente”, diz, citando Lula, Flávio Bolsonaro e Renan Santos (Missão), que ficou em quarto lugar no primeiro turno.
A justificativa se assemelha às razões da estudante de direito Tainá dos Santos, 22, para votar nulo em todos os cargos eletivos, do Executivo e do Legislativo, desde que esteve apta a participar do processo, aos 16 anos.
“Tem essa opinião das minhas colegas, sempre falando comigo da importância da política e do voto feminino, mas, apesar de me importar com questões feministas, eu nunca quis escolher alguém e nunca me dei esse trabalho”, ela conta. “É uma opinião normal, a minha.”
Ela questiona como o seu voto, 1 entre os 158,7 milhões de eleitores brasileiros, poderia influenciar a porcentagem alcançada pelos candidatos em primeiro turno. “Será que o meu voto mudaria alguma coisa? Eu cheguei à conclusão de que não e pretendo continuar assim, votando nulo.”
Ela conta que a sua família é bastante ligada às questões políticas. “Aqueles votantes doentes, sabe?”, ela diz, contudo, afirmando não saber se eles pendem mais para o PT ou o PL.
“Nunca quis participar dessas conversas, que sempre acabam em discussão. Não gosto de violência e dessas trocas que são muito invasivas”, diz a estudante.
Apoiadores de Lula defendem reeleição
Estudantes realizam ato a favor da reeleição de Lula | Foto: Reprodução
Outros estudantes realizaram um ato a favor da reeleição de Lula na noite de quinta-feira (15) e passaram a tarde no centro comercial da cidade convocando público para a manifestação.
A artista e assistente social Nádia Nascimento, 37, era uma das que estavam panfletando e balançando a bandeira do petista numa das principais vias do município, confiante na virada do atual presidente. “Estou hoje aqui, no meu dia de folga, porque acredito na democracia.”
Ela afirma que a direita desconstruiu Ribeirão das Neves, cidade que, na sua avaliação, funciona por meio de políticas públicas para a população. Segundo Nádia, isso ocorre desde a eleição do prefeito Junynho Martins, então pelo PSC, em 2016. Ele foi reeleito pelo DEM em 2020. Hoje, a cidade é governada por Túlio Raposo (PP).
“Nessas eleições, acho que Neves infelizmente deu uma mancada. A população que votou na direita foi um pouco ingrata”, ela diz.
Neste ano, 45.450 pessoas deixaram de votar no primeiro turno na cidade, o que representa uma taxa de abstenção de 20,79%. Os votos em branco somaram 3,05% do eleitorado, enquanto 3,58% anularam o voto.
Eleitor ainda não decidiu voto no segundo turno
Nei de Lima, 43, não revelou o voto no pleito deste ano, mas diz que votou em Bolsonaro em 2018 e em Lula nas eleições de 2022, escolha que reverbera a maioria conquistada pelos candidatos na cidade nos respectivos pleitos.
“Votei no Bolsonaro porque achei que ia ter uma mudança, o PT já estava no controle do país há alguns anos”, conta o motorista de aplicativo. “Como não teve uma mudança significativa, votei no Lula de novo na última eleição.”
Neste segundo turno, ele ainda não sabe em quem vai votar. Do último governo Lula, diz estar insatisfeito com o valor do salário mínimo e com as altas taxas de feminicídio, que no primeiro trimestre deste ano atingiram um novo patamar recorde. “Dá pra melhorar nesses quesitos”, ele opina.
Na sua opinião, Flávio poderia representar uma mudança frente ao que já está posto. “Mas se essa mudança vai ser pra melhor a gente só vai ver depois.” (Gabriel Araújo/FOLHAPRESS)
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) alterou o local de votação de 4.352 seções eleitorais neste 2º turno. Isso corresponde a apenas 0,87% das seções do país.
Mesmo assim, o TRE alerta os eleitores para que confiram com antecedência se a sua seção está entre as que mudaram de endereço.
A consulta pode ser feita no aplicativo e-título ou no portal do TRE, no menu “autoatendimento eleitoral”.
De acordo com o órgão, as mudanças ocorreram por motivos práticos, como reforma de última hora em locais de votação e melhoria de acessibilidade em algumas seções. Houve também casos em que o local de votação sofreu danos por causa das fortes chuvas e ventos.
A maior parte das mudanças de endereço de seções foram nos estados de São Paulo (982 seções), Minas Gerais (514), Rio de Janeiro (431) e Bahia (312).
Primeiro turno
Segundo dados do TRE, no 1º turno das eleições, 1.904 urnas foram substituídas, o que corresponde a 0,35% das urna. Em nenhum local foi necessário fazer votação manual.
O 2º turno das eleições ocorre no próximo dia 25 de 8h às 17h.
Desta vez os eleitores votam apenas para presidente da República. No Distrito Federal e a mais cinco estados também terão disputa para governador: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.
Ever the optimist, Speaker Mike Johnson said he believes Republicans will hold on to their U.S. House majority, defying a surge of Democratic momentum in the final stretch of the midterm elections that will determine control of Congress.
In London, the star also discussed playing people who "haven’t been seen," nearly going crazy on 'True Detective,' police brutality and how 'Green Book' made him feel like a "golden boy," followed by vitriol.
Para 16% dos eleitores do Brasil, o país não é uma democracia. Já 50% acreditam que ele vive sob um regime democrático com grandes defeitos, ante 23% que apontam pequenas questões sobre seu funcionamento e 7% que o veem como pleno.
Os dados foram aferidos na mais recente pesquisa do Datafolha, realizada em 13 e 14 de outubro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou menos.
O resultado é semelhante ao registrado pelo instituto em março de 2024, quando fez essa pergunta pela última vez em uma pesquisa, em meio aos espasmos golpistas do governo Jair Bolsonaro. Ali, 6% acreditavam viver em democracia plena, 28%, em uma pouco defeituosa, e 46%, numa com grandes problemas. Os mesmos 16% não viam o Brasil democrático.
Dez anos antes, em fevereiro de 2014, a mesma questão foi colocada a entrevistados. Ali, no começo da campanha eleitoral que reelegeria Dilma Rousseff (PT) e sob o impacto dos protestos de rua de 2013, o resultado foi mais diverso.
Não viam o Brasil como democracia 9%. Já 61% apontavam um regime com grandes problemas, 21%, com pequenos, e 3%, como pleno.
Democracia entra no debate eleitoral
O tema da percepção acerca da qualidade democrática brasileira foi trazido à campanha eleitoral deste ano por Flávio Bolsonaro (PL), senador cujo pai, o ex-presidente Jair, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão por tentar um golpe de Estado após perder o pleito de 2022 para Lula (PT).
Dois dias após superar o mesmo Lula por 1,87 ponto percentual no primeiro turno, em 6 de outubro, Flávio disse que ia propor mudanças constitucionais para “redemocratizar o Brasil”.
“Vocês acham que o Brasil está numa democracia plena hoje? É uma pergunta. Reflitam: o Brasil está numa democracia plena? Não”, disse o senador.
Críticos apontam que tal questionamento é infundado, dado que, apesar de todos os percalços que atingem o funcionamento dos Três Poderes, o Estado de Direito estabelecido após o fim da ditadura militar em 1985 mantém seus esteios à frente de todos, a regularidade nas eleições presidenciais livres desde 1989.
Eleitores de Flávio desconfiam mais da democracia
Não sem surpresa, são os eleitores de Flávio são mais desconfiados da democracia. Entre eles, que segundo a mesma pesquisa formam 46% do total da amostra aferida pelo Datafolha, 23% dizem que o Brasil não é uma democracia. O veem como um regime pleno só 2%.
Entre os 44% que votam em Lula, nesta pesquisa em empate técnico com Flávio, 8% não acham viver numa democracia, ante 12% que creem na sua plenitude.
Os pesquisadores do Datafolha entrevistaram 2.520 eleitores, em um trabalho encomendado pela Folha. Ele está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-0466/2026. (Igor Gielow/FOLHAPRESS)
A abstenção de eleitores com mais de 70 anos caiu quase 10 pontos percentuais no primeiro turno das eleições, segundo um levantamento do Movimento Voto 70+, iniciativa apartidária da sociedade civil que defende a participação política dos idosos.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reunidos pelo movimento, o percentual de eleitores nessa faixa etária que não foram votar passou de 58,8% em 2022 para 49,1% no primeiro turno de 2026.
Para a idealizadora do Movimento Voto 70+, Cléa Klouri, o aumento do comparecimento representa um avanço importante, porque é um sinal de que o envelhecimento não significa afastamento da vida política.
“Estamos falando de uma geração que ajudou a construir o país e que continua tendo muito a contribuir para as decisões sobre o próprio futuro", afirma Cléa.
A pesquisadora Adriana de Queiroz contou que, para entender o que está por trás do não comparecimento nessa faixa etária, o Movimento Voto 70+ conduziu a pesquisa exploratória Retratos do Voto 70+: descobertas sobre a abstenção eleitoral.
O estudo identificou três perfis entre os eleitores 70+ que deixariam de votar ou não tinham certeza se iriam comparecer às eleições de 2026:
o eleitor com “baixa autoestima política”, que acredita que seu voto não faz diferença;
o eleitor que considera que o resultado da eleição já não terá impacto sobre sua vida;
o eleitor que deseja votar, mas enfrenta barreiras físicas, como filas, distância do local de votação ou dependência de terceiros para se deslocar até a zona eleitoral.
“Entender essas diferenças é importante para compreender por que um eleitorado que cresce tão rapidamente continua apresentando níveis tão elevados de abstenção”, afirma Adriana, que é pesquisadora do Data8, centro de pesquisa, tendências, inteligência e inovação sobre a economia da longevidade.
A psicóloga Maria Lidia Gomes de Mattos é ajudada por outros eleitores para votar na Zona Sul do Rio de Janeiro. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Segundo turno
O Movimento Voto 70+ pretende ampliar o debate sobre os obstáculos que dificultam o comparecimento às urnas. Entre eles, estão as limitações de mobilidade, a ausência de redes de apoio e o etarismo.
No segundo turno, o comparecimento dos 70+ continua a contar com um incentivo relevante: o voto pode ser utilizado pelo INSS para a prova de vida automática de aposentados, pensionistas e beneficiários de programas assistenciais. Em 2026, a medida vale, inclusive, para os que não votaram no primeiro turno.
Idoso usando celular na Rodoviária do Plano Piloto de Brasília Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
'Vovó vota'
No segundo turno, o Movimento Voto 70+ promoverá também a campanha Vovó Vota, que propõe aproximar netas e avós durante as eleições. A iniciativa busca enfrentar barreiras que contribuem para a abstenção feminina, como dificuldades de mobilidade, ausência de redes de apoio e desestímulo familiar.
Em 2022, segundo dados reunidos pelo Data8, 64% das mulheres com mais de 70 anos não votaram, percentual dez pontos superior ao registrado entre os homens da mesma faixa etária.
Por meio de um guia digital, a campanha reúne orientações práticas para organizar o deslocamento até o local de votação, conferir documentos e oferecer companhia às eleitoras que desejam comparecer às urnas.
«Se il presidente interviene, siamo pronti». Alla vigilia del voto del 3 novembre, i due Stati contesi nel 2020 provano a rassicurare gli elettori. Ma il pericolo più grande, avvertono gli esperti, non sono i brogli. È la sfiducia, che può spingere a disertare le urne oppure, al contrario, trasformare la paura in rabbia e mobilitazione.
Kiley Pulley transitioned from cashier to store manager within seven years.
Kiley Pulley
Kiley Pulley became Walmart's youngest US store manager at 21, starting as a cashier at 16.
Her former store manager helped her through her succession plan and interviews.
Pulley emphasizes learning daily and adapting for career growth.
This as-told-to essay is based on a conversation with Kiley Pulley, a 23-year-old Walmart store manager in Buckeye, Arizona. It has been edited for length and clarity.
In 2019, when I was 16 years old, I started working at Walmart as a part-time cashier. I wanted my own money, and figured, why not just get a job?
My sister and my mom were already working there, and it was also right down the street from my high school. It was easy for me to get out of school and walk to work.
Over the next few years, I moved through different roles, from cashier to stocker to online fulfillment. Then, when I turned 18, I became an academy trainer, and six months later, a digital team lead.
When I became a team lead in mid 2021, it hit me that I wanted to stay at Walmart full time and make it my actual career. At 19, I became an operations manager, and right before I turned 22, I became the youngest store manager at Walmart in the US.
People ask me, "How did you do it?" My answer is to show up and learn something new every day. Here are six things I've learned along the way.
I realized I could help people by hiring them
Originally, I wanted to start either my own nonprofit or my own business and help out the homeless population; then I realized that I could do all that through Walmart.
I could make a difference through the people that I hire and the impact that I have on my associates at the store.
When I became a team lead, I was making good money, and I also really liked it. I started actively working toward becoming a store manager. I got on succession plans and was on monthly calls with our market manager. When I became an operations manager, I led multiple projects in our market to get myself ready to become a store manager.
I'd also ask to cover for store managers when they'd take off work; that way I could gain additional experience that was needed to be promoted. I remember thinking, I'm going to be a store manager at 21. I'll be the youngest in the company.
I had to learn that my words carried more weight
As an associate, I was friends with everybody. I could joke around with everyone. When I became salaried, everything changed.
One of the biggest learning points for me has been the way I talk and how to engage with people from different cultures. Changing my tone and limiting the joking and playful attitude felt necessary as a leader in the building.
At the time, setting new boundaries for myself made me feel more confident in my new role and even now in my current role.
I was a little nervous when I first went into a salaried position. People said I might have issues managing those older than me, but I've never had problems with my team not respecting or listening to me.
I also made my social media profiles private. I think connecting on social media can make it harder to separate between being someone's manager and being their friend.
I had to learn how to delegate
Getting out of the "if I want it done the right way, I'll do it myself" mindset was a big learning. I realized not everyone's going to know everything that I know, and if I really want to delegate and get tasks done, I'm going to have to teach and train.
A big part of being an academy trainer and team lead is training your associates. Once you get to operations manager, you kind of have to step back and expect your team leads and academy trainers to do that same thing.
I had to learn that if I delegated, things could get done faster or more efficiently.
I had to learn to be a servant leader
When it comes to my associates, if they need something, whether that's ordering the supplies or putting in tickets for them, I want to do that. I want to advocate for them.
Also, everyone likes the appreciation of, "Hey, thank you for doing this today," or "Thank you for going above and beyond on this."
I had to learn to have work-life balance
When I first became salaried, I was always on the clock. I stopped going to the gym, and I sacrificed some time with my fiancé and family. I'd stay at work and say, "They need me."
It was my fault; the team didn't need me that badly. Now, I'm doing better. When I get home, I'm not spending the whole day looking at metrics or constantly texting my team. I've gone back to the gym.
I learned to take a step back and trust my leaders to do what they need to do. I trust that they know what they're doing.
I think there's always going to be some event you could miss out on. That can be hard to juggle sometimes, but I'm lucky enough to have a fiancé who's also career-focused and driven, so we kind of use each other as motivation.
I realized I could build a career without giving up on school
I went to college for business and ended up dropping out when I got my salaried position. I told myself that I'd get back into college when I got my first store.
My old store manager was the one who promoted me through all of the hourly supervisor roles. She even prepped me for my first salaried role. She sat in the office reading interview questions with me. Every time I'd say the word, 'um,' she'd say, "Nope, restart."
She was constantly there for me, and even still having her as someone to go to has been great. My market manager has also known me since before I started promoting. Every time I think I'm too young to be in this room, he's always in my corner.
I'm now enrolled in Live Better U, a program where Walmart pays for certain bachelor's degrees. I'm getting some of my foundational courses, and then I plan to get my college degree.
Keep pushing to learn more
For teenagers starting out, I encourage them to do a good job and learn as much as they can.
Companies are constantly changing, especially with technology. It's important to adapt and not be comfortable with what you already know.
When I look at my future at Walmart, I told myself I'd get to market manager at 27 or 28 — that's my short-term goal. Then, long-term, my goal would be regional EVP.
One thing I always remind myself is that I worked hard to get to this life, so I can't be upset now that I have it. Maybe we don't have time to do all the fun things right now, but if we work hard through our 20s, thinking about where we might end up when we're 30 or 40 keeps me motivated.
Rachel Calaj and Felipe Rochi run a camcorder rental business for weddings.
Felipe Rochi
Felipe Rochi lost one of his jobs while his wife was pregnant with their first child.
They decided to take the leap and grow their side hustle — a rental camcorder business — together.
As new parents, the two of them split the tasks involved in running the business.
This as-told-to essay is based on a conversation with Rachel Calaj and Felipe Rochi, a married couple in their 30s. Together, they run a wedding camcorder rental business that they started as a side hustle. The following has been edited for length and clarity.
Rochi: I'm an SEO supervisor. I also had a second job in the SEO space, but I was terminated this summer, in early June.
Calaj: I've been a school psychologist, typically hired through an agency to work for a district on a contract basis.
We found out we were pregnant last December, and my contract ended in May. We were trying to think throughout that time what we would do next year.
Felipe lost his job before our baby shower
Calaj: As a first-time mom, I wanted to stay home with my child. We were trying to see if Felipe's two jobs would be enough for me to do so. Then, he got terminated the day before our baby shower. It was a very sad moment for us, but we still had a great time at the baby shower, even if it wasn't the best timing.
Rochi: Unexpectedly losing my job and her contract ending around that time impacted our income significantly.
Calaj: It changed everything for us; it was a turning point. We were in the middle of buying baby clothes and all the things that you need.
Rochi: I applied for a decent number of jobs. You never hear back from jobs fast enough. You're just waiting to see if you got it. My dad owns a cleaning business, so we considered asking him for work in the meantime. With a kid on the way, we were thinking about anything I could do.
Calaj: I reached out to the district that I worked for the previous year to see if I could do some flexible, part-time contract work. We were trying anything we could to have extra income at that point.
We turned an idea into a new income stream
Rochi: In April,I saw videos of somebody renting camcorders to people to record their weddings, and then editing the footage for them.
I immediately thought it was a really cool idea.
My brain started to spin. Before even telling Rachel, I created a website and a TikTok account for our business, Pass the Cam,and posted a few videos just to see if it could work. I've tried a lot of side hustles over the years, including starting a newsletter that sent people entry-level remote job postings and creating a product called DooBagz, a bag dog owners could clip on to hold a used poop bag. However, they didn't work out.
Calaj: With this camcorder side hustle, I could see real momentum behind it from the start. Felipe hit the ground running, and when our first order came in, I was so excited.
The couple had their first clients in May and have had nearly 100 clients since then.
Felipe Rochi
Our first orders gave us hope we could do this
Rochi: We were at T.J. Maxx one Friday night when somebody reached out and said their videographer canceled and she needed our camcorders the next weekend. I was like, "Oh snap, I have to ship this out ASAP."
I bought a Sony 4K camcorder and memory card from a camera store nearby for around $1,100, including the warranty, picked it up on Saturday, and bought a random box to ship it to her.
Because we didn't have the money to pay an editor right away, and we were trying to pay off the camcorder I'd just bought, I edited the footage she sent back, since I have a little bit of experience with editing. She loved it.
That first client was in May, before I lost my job. By the end of the month, we had gotten two more clients.
It gave me something to fall back on when my termination happened in June. I said, "Hey, I got a couple of clients out of this, so why not try this more?" I was still applying for jobs, though, because a second job felt more secure than betting on a side hustle.
Calaj: Of course, there was still some uncertainty. You always wonder whether something will take off or eventually fizzle out.
We've had nearly 100 clients since we started
Rochi: Our goal is to reach 100 clients by the end of 2026. We're nearly there, and we still have some months to go, so I think it's possible.
We've made over $50,000 in net volume since starting in May, about half of which was in September alone.
I see more camcorder rental businesses showing up compared to when we started, but with millions of weddings a year in the US, I believe there's room for everyone.
We try to price our packages slightly lower than our competitors, run almost monthly promos, and include everything without charging for add-ons.
We actually dropped the prices for our two most expensive packages in order to stay competitive. Our packages are $429 for our starter package, $699 for the core package, and $899 for our deluxe package. They differ in terms of the type and number of camcorders, the length of edited video, and additional attachments like microphones and lights.
Calaj: I handle the operations side, like managing bookings, handling shipping logistics, ordering packaging, hunting down the best deals on boxes and stickers, and growing our camcorder inventory. The cameras are probably the biggest expense that we have at this moment, but it's been worth it so far.
My husband leads marketing and is the main point of contact for every couple we work with. He takes care of the camcorders themselves, making sure each one is working properly and set up with the right settings before it ships. He also works with our editors and reviews their work, so everything we send out is top quality.
On top of that, he manages our finances, making sure we're smart about what we earn and how much we reinvest back into the business.
Rochi: Sometimes overbooking happens, or we don't have enough inventory. I think that's all part of learning a new business.
Their business has grown to have multiple camcorders and editors.
Felipe Rochi
We wish we'd had something like this at our wedding
Rochi: Some might disagree with our ways, but we know how expensive weddings already are.
Calaj: When we got married about four years ago, we did more of an elopement-style wedding with our close friends and family because we were starting off in our careers. We had disposable cameras; we still have those pictures around our house.
To hear that wedding videos can now cost thousands of dollars — it's just an insane amount.
We both said that if camcorder rentals were around when we got married, it would be a really cool thing to do. It's really sweet looking at the videos; it just feels very homey.
Rochi: The coolest part is hearing back from the couples over text or in reviews.
We became new parents in August
Calaj: It's definitely been hard to be new parents, but we love it.
Rochi: I always told her my goal: "I want you to stay home and be with our kids." I've stopped looking for a second job. The way the business is going now, and if I keep my full-time SEO job and the growth of our camcorder business keeps going, she won't have to go back to work.
Calaj: It's been really promising so far. At the moment, I have no plans of going back. Once my baby got here, I was like, "Yeah, I cannot imagine going back in six weeks."
It's really special to spend our time building something that's ours.
Rochi: There's no better feeling than knowing we trusted each other enough to take the leap. We lost an income, had a baby on the way, and had no idea what was ahead, but we believed this could work. Seeing it actually work has been incredible.
Toda semana, num escritório pequeno, falo de política com a minha terapeuta. Comecei a terapia no ano passado, depois do diagnóstico de ansiedade generalizada e depressão, e a eleição foi entrando nas sessões sem pedir licença. Aos 27 anos, descubro que estou de luto. Talvez porque, para mim, pensar em política é pensar no futuro. E, na minha família, o futuro sempre foi construído devagar, uma geração de cada vez.
Meus avós vieram do Nordeste para São Paulo em busca do que, nos anos 1960 e 1970, se chamava de vida melhor: um trabalho e comida no prato. Minha mãe quis mais. Não para ela, para mim. Criou-me sozinha na zona leste e só terminaria o ensino médio depois dos 50 anos. Mas, nos anos 2000, bateu de porta em porta até me conseguir vaga na melhor escola do bairro. Depois me inscreveu no vestibular da ETEC. Depois me convenceu a tentar uma bolsa para a faculdade. Foi abrindo as portas, uma a uma, como quem cumpre uma promessa.
Durante a semana, eu a via à noite, pouco antes de dormir. A gente se encontrava mesmo aos domingos.
Em 2019, entrei na faculdade, uma das poucas da família a chegar lá. Em 2022, me formei em jornalismo com uma bolsa integral do ProUni, criado no primeiro governo Lula. A mensalidade à época beirava os R$ 2 mil. Sem a bolsa, não sei se teria me formado, nem se estaria aqui, escrevendo este texto. Não sou exceção: segundo o Ministério da Educação, cerca de 1,6 milhão de estudantes já se formaram pelo programa. Em 2023, já repórter, contei aqui na AgênciaPública como ele abriu a universidade, sobretudo, para mulheres negras.
Quando olho para trás, vejo uma corrente. Meus avós quiseram que os filhos não passassem fome. Minha mãe quis que eu estudasse. Agora sou eu quem segura a ponta. Quero sair do aluguel, quem sabe pelo Minha Casa, Minha Vida. Quero que meus filhos, que ainda nem existem, não precisem trabalhar cedo para ajudar em casa. Que me vejam mais do que eu vi minha mãe. Mas há dias em que a desesperança chega antes do sol, e eu me pergunto se a corrente vai se partir justamente na minha vez.
É desse lugar que olho para esta eleição. Vejo gente que acorda antes do sol nascer, atravessa a cidade, espremida como sardinha em lata, e trabalha de segunda a sábado, muitos de segunda a segunda, para ganhar um único dia de descanso. Conheço bem o tamanho desse dia. Era o domingo da minha mãe. Vejo a seca numa ponta do país e as enchentes na outra, riquezas brasileiras leiloadas para empresas estrangeiras, governantes de fora se metendo na nossa soberania, enquanto parte de nós parece ansiosa para trocar o verde e amarelo por outra bandeira.
Por isso me assusta olhar para quem pode governar o Brasil nos próximos quatro anos. Flávio Bolsonaro chega a esta eleição sem resposta a nenhum desses medos. Em quatro mandatos como deputado estadual, não teve um único projeto de lei de sua autoria aprovado. A Pública mostrou como ele defende a mineração sem colocar no centro a proteção da Amazônia e revelou sua influência sobre os hospitais federais do Rio durante a pandemia, enquanto eram sucateados. Há ainda a relação com Daniel Vorcaro, do Banco Master. E, em 24 anos de vida pública, apenas três propostas de lei sobre a segurança das mulheres, que são metade da população. Procuro ali alguma promessa para a geração dos meus filhos, mas não encontro.
Quando penso nesta eleição, vejo minha avó chegando a São Paulo, minha mãe batendo de porta em porta, eu segurando um diploma que não estava nos planos de ninguém. E filhos que ainda nem nasceram. Não quero que apenas sobrevivam; quero que tenham tempo para viver. Que estudem, trabalhem com dignidade e tenham onde morar.
Meu receio não é só o resultado de uma votação. É ser, depois de três gerações, a primeira da família a olhar para a frente sem acreditar que os filhos terão mais do que eu tive.
Jagda told Business Insider '996 culture' misses the point.
Courtesy of Proximity Works
Hardik Jagda wants to function like an Olympian, and waking up at 3 a.m. helps him do that.
He commits long hours to his AI-based company, but says he doesn't enforce 996 hours on his team.
For Jagda, 996 misses the point. Here's how he structures his day instead.
This as-told-to essay is based on a conversation with Hardik Jagda, 35, the CEO of Proximity Works, who lives in San Francisco. The following has been edited for length and clarity.
In 2017, I wanted to build my own company, but I couldn't jump into it full-time because of my financial obligations at home.
Instead, I'd spend the mornings and evenings outside my full-time job working on my side projects. That time was foundational for building my company, Proxmity Works, which I launched in 2019. My aim was to help broadcasters scale their live sports streaming platforms worldwide. In 2020, we started building AI infrastructure for live sports.
Those years made me aware of how my body clock works. I read a lot of autobiographies from entrepreneurs and athletes to understand what allowed them to build what they achieved. I noticed athletes would talk about starting their day early to train and work, in time for rest and recovery throughout the day. I started modeling my days after this, waking up early so I could have four to five hours to build my company before work started. I still stick to this lifestyle now that I'm a full-time founder and CEO.
I want to structure my day to function like an Olympian
In the early stages of Proximity, I performed pretty much every role in the company. Today, I have a team of roughly 45 people, five in the US and the rest spread out globally. My cofounder is based in India.
After 7 a.m., my time isn't mine anymore because I have requests coming in from employees in different time zones.
I like to start the day early, so I'm protecting the first three hours as time for myself. I usually wake up between 3 a.m. and 5 a.m. Between 3 and 6 a.m., I don't touch my emails or look at messages.
I use these early hours to focus on strategic decisions. There was one point, roughly two years ago, when we had to interview a lot of engineers quickly for a new project. I sat down with my talent acquisition team and found a way to redesign our recruitment workflow to take place within 72 hours. That wouldn't have been possible if I didn't give myself the three-hour morning block.
Jagda tries to protect the first 3 hours of his day.
Courtesy of Hardik Jagda.
In the mornings, I work out and write my goals down. These are usually measurable and trackable goals for my company, as well as goals for myself and my fitness.
Most of my team calls don't start before 7:30 or 8 a.m. I usually take my first couple of meetings at home before driving to the office. During the day, I try to minimize Zoom calls and take meetings as audio calls so I can move around during them. I try to wrap up my meetings by 2:30 p.m., work out at 3 p.m., and then focus on more creative tasks, like speech-writing, after that. I spend my evenings with loved ones before going to bed around 9 p.m. and trying to get seven hours of sleep.
It's not like I start my day at 4 a.m. and just work through the next 12 hours. I build in slots for "recovery" throughout the day. On my calendar, I put in 15-minute slots before important meetings, where I remind myself of my goal for the call.
For the most part, I work six days a week, spending my Saturdays focusing on a key skill I want to develop, like public speaking.
'996' misses the point. I don't run my team with this schedule in mind.
For the most part, I work six days a week.
I work more than 40 hours a week, but I don't keep track of the time. I listen to my body.
We don't keep track of how many hours the team works. It's more about a culture of ownership, where people really care about the problem they're working on.
Even though I've become a morning person, we're fine with engineers who are more productive at night, as long as they maintain a five-to-six-hour overlap with the other engineers.
"996 culture," working six days a week from 9 a.m. to 9 p.m., has gained traction in Silicon Valley. I think it misses the point. It's more about volume than it is about structure. You want to structure your day towards putting in your best work by thinking about when you'll spend time training, recovering, and learning new skills. I'd rather focus on the right structures than on volume.
Do you have a story to share about working in a 996 culture? Contact this reporter at ccheong@businessinsider.com
CUPRA aggiorna la gamma italiana con Formentor Impulse, nuove Tribe Edition e versioni Business: dotazioni, motori e prezzi.
La gamma CUPRA 2026 si amplia in Italia con tre proposte che puntano su esigenze differenti: il nuovo allestimento Formentor Impulse, le esclusive Tribe Edition e le versioni CUPRA x Business. Il marchio rafforza così la propria presenza tra SUV coupé, berline sportive e station wagon, combinando motorizzazioni termiche ed elettrificate, contenuti tecnologici e formule commerciali dedicate. Le novità riguardano modelli già presenti sul mercato: cambiano dotazioni, possibilità di scelta e posizionamento delle versioni.
CUPRA Formentor Impulse: il SUV coupé diventa più ricco
La principale novità per il bestseller del marchio è CUPRA Formentor Impulse, allestimento che abbina stile e comfort a un pacchetto di serie particolarmente completo. Comprende cerchi in lega Artic Black Matt da 19 pollici, tetto panoramico, vernice metallizzata ed Edge Pack. Quest’ultimo introduce accesso Keyless Advanced, illuminazione ambientale Smart Wraparound, telecamera posteriore, portellone elettrico handsfree e antifurto. Sulle versioni e-HYBRID è incluso il cavo Mode 3. La scelta dei propulsori spazia tra benzina TSI, diesel TDI, mild hybrid e plug-in, con potenze da 150 a 333 CV.
Prezzo Formentor Impulse e nuovi sistemi di assistenza
La Formentor Impulse 1.5 Hybrid DSG da 150 CV viene proposta con una promozione da 34.900 euro, valida secondo il comunicato fino al 31 ottobre 2026 presso i concessionari aderenti, IPT esclusa. In alternativa è previsto un finanziamento CUPRA Way da 195 euro al mese, soggetto ad anticipo, rata finale e condizioni contrattuali: non si tratta quindi del costo complessivo della vettura. Si aggiornano anche le tecnologie disponibili a richiesta: il pacchetto Intelligent Drive introduce una funzione di arresto di emergenza nella corsia libera più a destra; il Trained Park Assist può memorizzare le manovre abituali. Per l’audio Immersive by Sennheiser arrivano quattro attuatori integrati nel cielo dell’abitacolo.
Tribe Edition: quattro modelli e materiali più sostenibili
Le CUPRA Tribe Edition interessano Formentor, Leon, Leon Sportstourer e Terramar. Il tratto comune è una personalizzazione più marcata: vernice Midnight Black di serie, nuova tinta Manganese Matt, dettagli Dark Chrome e cerchi specifici con finitura Sulfur Green, realizzati con il 20% di materiali riciclati. Nell’abitacolo, alcune finiture plastiche utilizzano fino al 30% di materiali riciclati e una vernice con il 15% di materiale di origine biologica. I sedili sportivi impiegano tessuti centrali riciclati al 100%, realizzati con lavorazione 3D knitting, pensata per ridurre gli scarti di produzione.
Leon e Leon Sportstourer Tribe Edition: sportività e versatilità
La CUPRA Leon Tribe Edition parte da 36.100 euro, mentre la Leon Sportstourer Tribe Edition inizia da 37.850 euro, secondo i prezzi comunicati dal marchio. La dotazione comprende sedili sportivi dedicati, finiture Sulfur, accesso senza chiave e retrocamera. Per le versioni compatibili figurano anche controllo dinamico dell’assetto DCC e assale posteriore Multilink, non disponibili sul 2.0 TDI. La famiglia comprende benzina, diesel, mild hybrid e plug-in, con potenze che arrivano a 333 CV nelle configurazioni indicate nel comunicato.
Formentor e Terramar Tribe Edition: due SUV, due caratteri
La Formentor Tribe Edition valorizza il SUV coupé con cerchi da 19 pollici, sedili 3D knitting, portellone elettrico e una gamma motori estesa dalle unità tradizionali alle e-HYBRID da 204 e 272 CV. Il prezzo di partenza dichiarato è 39.700 euro per il 1.5 TSI da 150 CV. La Terramar Tribe Edition adotta invece cerchi dedicati da 20 pollici e può essere scelta con motori benzina, mild hybrid e plug-in. Per il SUV più grande, la proposta parte da 45.350 euro nella versione 1.5 Hybrid da 150 CV. Le due interpretazioni condividono la ricerca di un’identità più esclusiva.
CUPRA x Business: allestimenti per flotte e clienti privati
Con CUPRA x Business il costruttore affianca alla gamma tre versioni rivolte a professionisti e flotte, ma acquistabili anche dai privati: Terramar Business, Formentor Business e Leon Sportstourer Business. L’obiettivo è semplificare le configurazioni e offrire equipaggiamenti utili nella guida quotidiana. Il pacchetto Edge porta, secondo il modello, accesso Keyless Advanced, illuminazione Smart Wraparound, sistemi di assistenza e portellone elettrico handsfree. Restano disponibili più motorizzazioni, comprese soluzioni mild hybrid e ibride ricaricabili, per rispondere a percorrenze e necessità differenti.
Prezzi CUPRA Business e strategia della nuova gamma
Il listino annunciato parte da 35.700 euro per Leon Sportstourer Business con 1.5 TSI da 150 CV; seguono Formentor Business da 38.500 euro e Terramar Business da 43.900 euro. Quest’ultima offre, tra l’altro, climatizzazione tri-zona e cruise control adattivo predittivo nel pacchetto Edge. Nel complesso, l’offensiva CUPRA non introduce soltanto nuove denominazioni commerciali: amplia la scelta tra allestimenti ricchi, personalizzazioni più ricercate e configurazioni orientate al valore d’uso. Per chi valuta una nuova auto, il confronto dovrà considerare non solo il prezzo di ingresso, ma anche dotazione, propulsore e condizioni delle eventuali offerte.
Adam and Christian Bonke's documentary and character study, screening at the London Film Festival, is a road trip full of mountain vistas and other nature – and existential questions.
O candidato à presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, foi sabatinado na noite desta sexta-feira (16) pela TV Globo. Durante pouco mais de 40 minutos, Bolsonaro negou a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, disse que não tentaria uma reeleição caso eleito e afirmou que não teve “nada de errado” em pedir R$ 130 milhões para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, hoje preso.
Questionado, o candidato do PL afirmou que a multidão que invadiu e depredou prédios públicos na Esplanada dos Ministérios no dia 8 de janeiro exigindo a ascensão de Jair Bolsonaro, seu pai, ao poder, não foi uma tentativa de golpe de Estado. Chamou de “farsa” o julgamento do seu pai, condenado a 27 anos de prisão.
“Essa farsa, a história vai mostrar que foi totalmente armado para tentar tirar Bolsonaro da vida pública”, disse. Ele minimizou o episódio, afirmando que “uma senhora com Bíblia” não estava tentando dar um golpe.
Na ocasião, milhares de pessoas agrediram policiais e invadiram e vandalizaram os prédios do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal.
Flávio disse que não tratou com seu pai uma eventual vaga em seu governo. Em várias declarações anteriores, ele já havia dito que daria indulto a Jair Bolsonaro. Mas não confirmou se seu pai ocuparia um cargo no Executivo. Ele também disse que seu irmão, Eduardo Bolsonaro, não será o ministro das Relações Exteriores, caso seja eleito.
“Ele é um perseguido político”, disse o candidato sobre o irmão. “Um dia será reconhecido como alguém que se sacrificou para defender a democracia”, acrescentou.
Eduardo Bolsonaro mora atualmente nos Estados Unidos e é condenado no Brasil por coação no curso do processo. A Justiça brasileira entendeu que ele atuou contra os interesses do país, estimulando o tarifaço do governo dos EUA contra o Brasil como represália caso Jair Bolsonaro fosse condenado.
Bolsonaro foi condenado e o Brasil foi sobretaxado em vários produtos exportados para os EUA.
Escala 6x1
Após meses falando contra o fim da escala 6x1 de trabalho, Flávio, que é senador, se mostrou favorável à medida, aprovada no Senado esta semana e promulgada na manhã de hoje. Ele afirmou que ouviu trabalhadores em vários cantos do país e, por isso, votou a favor da proposta. Em seguida, disse que defende que o trabalhador escolha sua escala de trabalho.
“Eu sempre defendi mais liberdade, inclusive para os trabalhadores montarem sua jornada de trabalho. Isso pressupõe que a escala 6x1 seja extinta”, disse.
Questionado, ele afirmou que manterá todas as leis trabalhistas.
Crime organizado
Flávio ressaltou a promessa de que classificará as facções criminosas Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações narcoterroristas, sem explicar como isso vai mudar, na prática, o combate ao crime organizado. Além disso, defendeu mudanças na lei do desarmamento, para facilitar o acesso do cidadão a armas. “O problema é que as armas estão nas mãos das pessoas erradas”, disse.
Questionado, evitou falar sobre seu apoio a projeto para retirar a marcação de cápsulas de balas das forças de segurança. Se aprovada, a medida dificultaria o combate ao crime, já que a identificação de munições previne desvios e ajuda em investigações.
Perguntado sobre suas relações estreitas com políticos do Rio de Janeiro envolvidos com crime organizado, como o ex-deputado Rodrigo Bacellar e o deputado eleito Márcio Canella, Flávio Bolsonaro se disse surpreso com as relações dos amigos com o Comando Vermelho.
Afirmou que eles têm direito à ampla defesa, mas que a Justiça não pode poupar ninguém que seja culpado.
Vorcaro e Dark Horse
As relações do candidato com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro também foram exploradas na entrevista. Ele continuou afirmando que tudo relacionado ao dinheiro dado por Vorcaro (cerca de R$ 60 milhões) para, supostamente, financiar o filme Dark Horse, já havia sido esclarecido.
Flávio explicou que chegou ao nome de Daniel Vorcaro como financiador do filme enquanto prospectava vários possíveis investidores. “E ele concordou quando não havia nada de errado [com o banco]”. O candidato, no entanto, continuou cobrando dinheiro a Vorcaro mesmo depois de reveladas as suspeitas de fraude no Master.
Queimadas
Flávio acusou o governo de ser recordista em queimadas na Amazônia. "Esse foi o outubro com maior queimada na história da nação brasileira", afirmou.
No entanto, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que mede os focos de calor desde 1989, mostram que, até 15 de outubro, a Amazônia registrou 9.544 focos de calor, bem longe dos maiores números.
Reeleição
Flávio Bolsonaro também reiterou seu desejo de acabar com a possibilidade de reeleição para presidente da República. Deixou em aberto se a duração do mandato mudaria. Segundo ele, a decisão seria uma atribuição do Congresso Nacional. A proposta, segundo ele, valeria já para o próximo mandato, a ser ocupado por ele, caso vença as eleições.
“Partiu de mim apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição onde acaba a reeleição para presidente. E aí depende do congresso a duração do mandato, se vai ser de quatro anos ou não”.
Segundo ele, seria proibido também que parentes do presidente da República até o terceiro grau se candidatassem na sequência.
Flávio disse não ter apego ao poder. O candidato de 45 anos soma 23 anos de mandatos como deputado estadual e senador.
Economia
O candidato do PL tem defendido um corte na dívida da União de mais de R$ 200 bilhões. Ele disse que poderá conseguir esse valor vendendo imóveis públicos que estão abandonados. Também afirmou que poderá arrecadar “R$ 100 bilhões de largada” com a exploração da margem equatorial, ignorando que a exploração não começará, de acordo com própria Petrobras, antes de 2033.
Flávio Bolsonaro disse também que vai extinguir ao menos dez ministérios. Afirmou que seu pai, quando presidente, cortou milhares de cargos em comissão, de livre indicação da administração pública.
Uma checagem já realizada pelo UOL, no entanto, demonstrou que além de não cortar cargos em comissão, o governo de Jair Bolsonaro registrou um aumento nesse tipo de contratação. O número de cargos passou de 31,8 mil em 2019 para 46,2 mil em 2022.
Almoço com emissora
Horas antes da sabatina, o candidato do PL foi almoçar com diretores da Rede Globo. O almoço foi confirmado pela emissora, após a notícia vazar para a imprensa. A emissora afirmou que Flávio Bolsonaro foi recebido pelo presidente do Grupo Globo, José Roberto Marinho, e por Paulo Tonet, vice-presidente de Relações Institucionais.
A Globo também informou que o encontro não teve a presença de nenhum integrante do jornalismo da emissora e que pedidos de visitas institucionais “são parte da rotina de todos os executivos da empresa”. Acrescentou ainda que é usual que “candidatos façam encontros de cortesia”.
Adversário de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostrou incômodo com a notícia. Ele foi sabatinado ontem (14) na emissora e não houve almoço prévio com os diretores.
O candidato do PT à reeleição para a presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou de duas passeatas em Minas Gerais nesta sexta-feira (16). A promulgação do fim da escala de trabalho 6x1, ocorrida no Senado na manhã de hoje, deu o tom da campanha durante todo o dia. Lula vinha defendendo há meses a aprovação da proposta.
Em Juiz de Fora, ele afirmou, em uma fala direcionada aos comerciantes, que ninguém terá prejuízo com a mudança na escala de trabalho.
“É muito importante que a gente não permita que haja retrocesso nesse país. Aos nossos queridos comerciários e empresários do comércio, ninguém vai ter prejuízo com o fim da escala 6x1, ninguém. Quem vai ganhar é o Brasil, o povo trabalhador e as mulheres, que terão dois dias para descansar e cuidar da família”.
Lula também pediu a seus apoiadores que estimulassem os indecisos a votar nele e convencessem aqueles que não votaram no primeiro turno a irem às urnas no segundo turno.
Também exaltou feitos de seu governo, como investimentos em escolas de tempo integral e a criação do Programa Pé-de-Meia, um incentivo financeiro-educacional pago pelo governo federal para promover a permanência e a conclusão escolar de pessoas matriculadas no ensino médio público.
Em seguida, já no início da noite, o candidato do PT participou de uma passeata em Ipatinga. Aos apoiadores, afirmou que passou os últimos quatro anos recuperando o país, após o governo de Jair Bolsonaro, pai de seu adversário na atual corrida presidencial. E que agora, em um quarto mandato, faria um governo “do crescimento econômico”.
“Esse quarto mandato será do crescimento econômico, de melhorar a vida das pessoas, de baixar a inflação no alimento. Porque a partir de janeiro, a cesta básica não terá mais imposto nem na carne nem no feijão”
Durante a passeata em Ipatinga, Lula criticou o fato de Flávio Bolsonaro ter almoçado com diretores da Globo nesta sexta-feira, data da entrevista de Flávio no Jornal Nacional. Para o presidente, a emissora está “sob suspeição” de sua campanha. Lula foi sabatinado ontem (14) na emissora e não houve almoço prévio com os diretores.
Em nota, a Globo confirmou que Flávio Bolsonaro fez uma visita institucional à sede da emissora no Rio de Janeiro, onde se reuniu com o presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho, e com o vice-presidente de Relações Institucionais, Paulo Tonet. O canal afirmou que o encontro contou com um almoço reservado, mas não teve a participação de nenhum líder ou representante da área de jornalismo da empresa, tratando-se de "rotina e cortesia com candidatos".
Elytron señaló que sus servicios a la campaña de Bolsonaro y el PL "tienen un propósito técnico y preventivo". El testimonio de un exconsultor de la compañía se sumó a preocupaciones por manipulación política en redes e interferencia electoral en Brasil.
Más de la mitad de los recursos va al poder popular, por encima de Gobernaciones y Alcaldías. El domingo, más de 5.400 comunas eligen entre 37.000 proyectos. Desde Pariaguán, una productora cuenta cómo su comunidad decide en asamblea qué obra construir.