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Seguro envia recado a Neves sobre "prestígio da PJ"

20 October 2026 at 15:48
Seguro avisa o ministro que também tem responsabilidade sobre o prestígio da Polícia Judiciária. Numa altura em que arranca CPI, Presidente diz que PJ deve ser instituição "sem receio do escrutínio".

© TIAGO PETINGA/LUSA

Seguro “atento e vigilante” e imputa responsabilidades aos órgãos de soberania pelo “prestígio da PJ” 

20 October 2026 at 12:56

O Presidente da República afirmou hoje, na sede da PJ, que está “sempre atento e vigilante”, mas atua “com discrição”, e imputou responsabilidades pelo “prestígio da PJ” aos seus dirigentes, mas também aos órgãos de soberania.

António José Seguro, que discursava numa sessão solene comemorativa do 81.º aniversário da Polícia Judiciária (PJ), defendeu que o “enorme prestígio” desta polícia criminal “exige investimento permanente, capacidade de atuação e exigência ética” e que o escrutínio deve ser encarado “como parte da sua legitimidade democrática”.

No início da sua intervenção, o chefe de Estado quis evitar “qualquer dúvida sobre o motivo principal” para a sua presença nesta sessão – referindo que aceitou “de imediato” o convite – e deu conta de um encontro realizado, a seu pedido, com o diretor nacional da PJ, Carlos Cabreiro, em agosto.

“Estou aqui porque a PJ é um pilar da democracia e tudo farei para que continue a desempenhar a sua função em nome da justiça, do combate ao crime e da segurança dos portugueses. Estou aqui para salvaguardar o seu património, dar robustez à missão presente da PJ e a cautelar as premissas de um futuro com sucesso”, justificou.

“Foram também estas palavras que transmiti ao senhor diretor numa reunião, a meu pedido, realizada em agosto. O dever do Presidente da República é estar sempre atento e vigilante, fazer as perguntas que deve e agir com discrição adequada em cada momento. O prestígio da PJ é uma responsabilidade dos seus dirigentes, mas também dos titulares dos órgãos de soberania”, acrescentou António José Seguro.

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Seguro pede medidas urgentes e outras duradouras para a habitação “com o contributo de todos”

19 October 2026 at 22:37

O Presidente da República apelou hoje a um entendimento alargado entre Governo PSD/CDS-PP e partidos da oposição para que se adotem medidas urgentes e outras duradouras para a habitação “com o contributo de todos”.

“Há de facto um problema de habitação no país e, portanto, ele precisa de ser resolvido. E se há contributos de todos, Governo, partidos da oposição, então é útil que todos se entendam para encontrarem as melhores soluções para resolver os problemas”, declarou António José Seguro aos jornalistas, no Campus XXI, em Lisboa.

O chefe de Estado, que falava no fim da sessão de apresentação do livro “Álvaro Siza Vieira – Arquiteto de Sonhos” de Fátima Campos Ferreira, e tinha perto de si o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, referiu que “há vários partidos e também o Governo” com iniciativas sobre esta matéria.

“Agora é necessário dar o passo seguinte: é entenderem-se sobre essas propostas, umas através de políticas duradouras – é esse o entendimento a que eu tenho apelado -, e outras com medidas urgentes”, defendeu.

“Por exemplo, de estudantes que têm dificuldades em pagar o quarto quando estão deslocados, de pessoas que mesmo tendo trabalho têm dificuldades em pagar a renda porque elas têm subido, os preços das casas têm aumentado. Portanto, é necessário olhar para esse problema com seriedade e com o contributo de todos. É esse o meu apelo”, acrescentou.

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Seguro quer acordo entre Governo e oposição na habitação

19 October 2026 at 21:20
O Presidente da República pediu que PSD/CDS-PP e partidos da oposição se entendam sobre propostas para a habitação, apontando estudantes e trabalhadores como casos urgentes.

© ESTELA SILVA/LUSA

António José Seguro falou aos jornalistas no Campus XXI, em Lisboa

Habitação. PR apela a entendimento entre Governo e oposição

19 October 2026 at 21:05
De passagem pela sede do Governo, no Campus XXI, Seguro pediu "seriedade" e "contributo de todos" para resolver o que considera "uma das preocupações centrais do nosso tempo".

© FILIPE AMORIM/LUSA

Protestos em Portugal. Sem habitação, mas com tendas

19 October 2026 at 09:46
Entre tendas no Rossio a pedir revoluções e capas de jornal a malhar em senhorios, a crise da habitação serve para tudo, menos para resolver o problema de quem realmente precisa de um teto para morar.

Cinco pistas e uma fatura: a TAP vai ter aterragem forçada?

18 October 2026 at 11:32
Entre pistas em Tancos, Beja e Alcochete, o país arrisca-se a ter mais aeroportos do que aviões no ar. Já os festejos da venda da TAP podem aterrar de emergência quando a fatura pública chegar.

Seguro defende que UE deve refletir sobre fim da unanimidade

16 October 2026 at 22:24
Seguro destacou a necessidade de a Europa "decidir no tempo certo", para ser "mais competitiva e mais autónoma" num mundo cada vez mais "acelerado", no final do encontro do Grupo de Arraiolos.

© ZIGA ZIVULOVIC/EPA

Para António José Seguro a regra da unanimidade na União Europeia "está a fazer com que, nalgumas áreas, a Europa ande mais lentamente"

A crise na habitação justifica protestos e ocupações de rua?

16 October 2026 at 19:51
A escalada nos custos das casas mobiliza protestos e ação policial contra os manifestantes. A privatização da TAP gera dúvidas sobre a recuperação dos fundos públicos injetados.

Ventura espera veto do Presidente se lei do TdC for aprovada

16 October 2026 at 16:55
A nova lei que o parlamento aprovou nesta semana obriga o TdC a ilibar o ministro da Administração Interna das infrações financeiras. Ventura apela a que PS e PSD votem na rejeição da lei.

© MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

André Ventura reuniu-se, em Bruxelas, com líderes dos Patriotas pela Europa

Habitação. Seguro: Europa arrisca-se a perder a confiança

16 October 2026 at 14:07
Na sua intervenção na sessão plenária do 21.º encontro do Grupo de Arraiolos, na Eslovénia, o chefe de Estado afirmou que a Europa "tem de demonstrar que sabe transformar os esforços em resultados".

© Paolo Giandotti HANDOUT/EPA

Para facilitar a tomada de decisões, Seguro defendeu a necessidade de a UE revisitar a regra da unanimidade exigida em vários domínios da política comunitária

Seguro defende mais integração política da Europa

16 October 2026 at 13:03
Chefe de Estado defendeu a necessidade de "uma melhor cooperação e mais integração política", nomeadamente no que diz respeito à habitação, energia, segurança, defesa, tecnologia e à crise social.

© RODRIGO ANTUNES/LUSA

"É nosso dever fazer uma nova Europa, uma Europa mais forte para as novas gerações", concluiu Seguro

Lula defende redução da maioridade penal para crimes hediondos

Candidato à reeleição, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de sabatina no Jornal Nacional (TV Globo) nesta quinta-feira (15) e defendeu a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos.

Lula disse ser favorável à discussão sobre o assunto no Congresso Nacional após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

“Meu pensamento, enquanto cidadão, eu sou a favor de reduzir a maioridade penal para todo e qualquer crime hediondo. Mas a PEC não estava discutindo isso. Eu sou favorável a reduzir para 16 anos, mas não nessa PEC. Aprova a PEC e aí discute isso”, afirmou o candidato, em resposta à jornalista Renata Lo Prete.

O texto da PEC, que passou pela Câmara dos Deputados, ganhou celeridade no Senado após aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sem alterações, e está pronto para ser votado em plenário em dois turnos. Não há, no entanto, previsão para que isso ocorra. A oposição tenta incluir uma emenda reduzindo para 14 anos a maioridade penal para crimes hediondos.

Segurança pública

Lula defendeu a aprovação da PEC para garantir a participação da União na segurança dos estados. Segundo o candidato à reeleição, os estados “não tiveram competência” para entregar segurança ao cidadão.

Ele afirmou que, após a aprovação da PEC, poderá criar o Ministério da Segurança Pública, definir o papel das polícias e evitar a ação dos bandidos de dentro da cadeia.

“Precisamos asfixiar o crime organizado para libertar os territórios dos bandidos em todo o país”.

Economia

Perguntado sobre a dívida pública, dívida contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do Governo Federal, Lula defendeu o crescimento do país através do investimento na renda dos mais pobres.

“Eu tenho uma tese: muito dinheiro na mão de poucos, é pobreza, e pouco na mão de muitos, é riqueza. O que faz a economia do Brasil crescer é a microeconomia, é fazer o dinheiro rodar na mão do povo, disse.

Lula afirmou ainda que neste último governo o Brasil passou de 12ª economia do mundo para a décima, investindo em políticas para população mais humilde.

“Toda vez que alguém quer resolver o problema fiscal, o povo pobre paga. E eu não quero que o povo pobre pague. A forma de fazer crescer a economia não é cortar do pobre”.

Ele ainda defendeu o reajuste em 15% no Bolsa Família. Segundo ele, o reajuste não foi feito antes porque ele não sabia do problema.

“Eu fiquei sabendo que não tinha sido aumentado. E tomei a decisão de aumentar o valor para as pessoas porque tinha espaço fiscal”.

O candidato do PT também lembrou da aprovação do fim da jornada 6x1 de trabalho, ocorrida ontem (14) no Senado, em uma pauta defendida pelo seu governo.

Mencionou a medida do governo anunciada esta semana para perdoar dívidas dos microempreendedores individuais (MEIs), entre outras providências, e prometeu tarifa zero no transporte público nos fins de semana.

EUA e Tarifaço

Questionado sobre as perdas econômicas com o tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos, Lula afirmou que o Brasil tem se saído bem na procura por outros mercados para compensar a redução no comércio com o país norte americano.

“O que me deixa tranquilo é que embora tenhamos tido queda de 9% na relação com os Estados Unidos, crescemos 20% com a China, 15% com a indonésia, 16% com a Alemanha. E batemos recordes de superávit comercial”, disse Lula.

Ele afirmou ainda que prefere negociar uma solução com o governo de Donald Trump, mas aplicar o princípio da reciprocidade não está descartado.

“Quem deve estar preocupado conosco são os Estados Unidos. Eu não quero aplicar a Lei da Reciprocidade, mas se tiver que fazer nós vamos. Eles têm mais a perder que a gente”.

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