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Bolsonaro promete cashback via Pix em contas pagas pelos consumidores
O candidato presidencial Flávio Bolsonaro prometeu hoje que se for eleito fará «cashback» aos consumidores de uma parte do PIX utilizado no pagamento de contas de energia elétrica e prestações.
O anúncio, a cinco dias da segunda volta, foi feito num vídeo publicitário publicado nas redes sociais da coordenadora da campanha para assuntos económicos de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques.
O Pix é o sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, criado e regulamentado pelo Banco Central do Brasil (BCB). Lançado em novembro de 2020, revolucionou a forma como os brasileiros movimentam dinheiro, tornando-se o meio de pagamento mais utilizado no país.
«Flávio vai criar junto com a Caixa [Econômica Federal] um plano de recompensa pra todo mundo no Brasil, e o Vira PIX. Conta de luz, prestação, taxa, tudo o que você pagar, uma parte volta pro seu bolso», informa o vídeo da campanha.
A proposta do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro de devolver parte do dinheiro aos consumidores não detalhou quais outras faturas, prestações e taxas seriam contempladas.
O vídeo de campanha não informa também qual será o custo da medida e os seus impactos aos cofres públicos, no contexto em que o candidato do PL tem prometido fazer um «tesouraço», ou seja, grandes cortes de despesas, em crítica ao seu adversário, o presidente Lula da Silva.
Essa é a segunda medida anunciada por Flávio Bolsonaro hoje, após prometer, mais cedo, que caso eleito, retomará um programa de deduções fiscais, extinto em abril de 2025, que socorreu os setores de eventos e festas impactados pela Covid-19.
Criado em 2022, o chamado "Perse" (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) teve impacto superior a 50 mil milhões de reais, cerca de 8,87 mil milhões de euros no câmbio atual, até o seu encerramento.
A ideia de «cashback» do candidato do PL se assemelha ao modelo aprovado na Reforma Tributária sobre o consumo, sendo que a principal diferença, é que a regra aprovada pelo Congresso Brasileiro valerá somente para a população de baixo rendimento.
Já iniciativa de Flávio dá a entender que o «Vira PIX», ou seja, devolução de parte do dinheiro, seria para todos.
Flávio reúne-se com influenciadores digitais para conquistar eleitores
O candidato presidencial brasileiro Flávio Bolsonaro reuniu-se hoje, em São Paulo, com cerca de 400 influenciadores digitais para ampliar a divulgação das suas mensagens e conquistar eleitores indecisos a cinco dias da segunda volta.
Lusa | 21:47 - 20/10/2026
Flávio reúne-se com influenciadores digitais para conquistar eleitores
O candidato presidencial brasileiro Flávio Bolsonaro reuniu-se hoje, em São Paulo, com cerca de 400 influenciadores digitais, para ampliar a divulgação das suas mensagens e conquistar eleitores indecisos a cinco dias da segunda volta.
"Mais do que nunca as pessoas conseguem enxergar que o Brasil tem dois caminhos», destacou Flávio Bolsonaro, perante os 400 formadores de opinião, que, de acordo com a campanha do candidato, têm cerca de 200 milhões de seguidores nas redes sociais.
Fora da agenda oficial de campanha e à porta fechada a jornalistas, para alinhar o discurso e produzir conteúdos para redes sociais, o evento promovido pelo 'coach' Pablo Marçal contou com várias figuras como o recém-eleito deputado federal por São Paulo Lucas Pavanato e a recém-eleita deputada estadual Eduarda Campopiano, que construíram parte da sua notoriedade nas redes sociais, com vídeos e publicações de forte alcance sobre temas políticos e sociais.
Lucas Pavanato ganhou projeção com confrontos que viralizam e posições contra temas identitárias e políticas ligadas à identidade de género, já Eduarda Campopiano destacou-se pelas críticas ao feminismo e à chamada "ideologia de género".
Flávio Bolsonaro gravou vídeos com os influenciadores presentes, no encontro que contou com a presença de nomes como o empresário do mundo fitness Renato Cariani e o ator e vencedor do 'Big Brother' Brasil Arthur Aguiar.
De acordo com a imprensa local, Pablo Marçal, responsável por parte da estratégia de Flávio Bolsonaro nesta segunda volta, apelou a que os influenciadores vendam esperança, «prosperidade que gera prazer, mas [...] tem que vender o medo».
Como assim vender o medo? Hoje o PT está usando a tática do medo», afirmou, de acordo com o portal G1.
As redes sociais têm assumido um papel de destaque nesta campanha, com as duas candidaturas a apostarem na mobilização de apoiantes e na circulação de conteúdos.
Do lado de Lula da Silva, o deputado André Janones criou o canal de WhatsApp «Exército do Lula», que reúne mais de 5,6 milhões de seguidores e é utilizado para coordenar a divulgação de mensagens favoráveis à reeleição do Presidente.
A disputa digital tem sido acompanhada por polémicas envolvendo a Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, acusada pela campanha de Lula de restringir conteúdos favoráveis ao Presidente e favorecer Flávio Bolsonaro através dos seus algoritmos e ferramentas de inteligência artificial.
Na primeira volta, realizada em 04 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula da Silva, uma vantagem de 2.224.965 votos, sendo que, desde a introdução do sistema de duas voltas nas presidenciais brasileiras, em 1989, nenhum candidato que terminou a primeira votação em segundo lugar conseguiu vencer a eleição.
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UE condena ratificação do acordo marítimo entre Líbia e Turquia
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, lamentaram hoje a ratificação, por parte das autoridades do leste da Líbia, do acordo de delimitação marítima no Mediterrâneo com a Turquia.
"Lamentamos profundamente a ratificação, hoje, pelo parlamento líbio, do chamado memorando de entendimento entre a Líbia e a Turquia sobre a delimitação das jurisdições marítimas no mar Mediterrâneo. Recordamos que a posição da UE sobre este assunto foi claramente expressa pelo Conselho Europeu em 2019 e mantém-se inalterada", destacaram os responsáveis europeus.
Acrescentaram ainda que o acordo "viola os direitos soberanos de terceiros Estados, não está em conformidade com o Direito do Mar e é nulo e inválido".
Von der Leyen e Costa reafirmaram também a sua solidariedade com a Grécia e o Chipre, reiterando a posição da UE "contra qualquer interferência externa na Líbia".
O polémico acordo, de 2019, estabeleceu uma linha divisória entre as zonas económicas exclusivas (ZEE) da Turquia e da Líbia, ignorando a presença das ilhas gregas.
O parlamento líbio, sediado no leste do país, ratificou hoje o acordo, seis anos depois de o ter rejeitado, num sinal de aproximação nas relações bilaterais.
O parlamento votou ainda, por unanimidade, a revogação da decisão de 2020, na qual se tinha recusado a ratificar os textos assinados entre Tripoli e Ancara, alegando, na altura, uma violação da soberania nacional.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Turquia saudou a ratificação, descrevendo o acordo como algo "baseado nos princípios do direito internacional e da equidade, que protege os direitos e interesses mútuos de ambos os países".
Ancara "continuará a trabalhar com todos os seus parceiros para garantir a segurança, a estabilidade e a paz na bacia do Mediterrâneo", acrescentou a diplomacia turca no comunicado.
A Líbia tem sido marcada por divisões desde a queda de Muammar Kadhafi, em 2011.
Atualmente, dois governos disputam o poder no país, um liderado por Abdelhamid Dbeibah, reconhecido pela ONU e sediado em Tripoli, e outro, a leste, controlado pelo influente marechal Khalifa Haftar e pelo seu clã, com sede em Benghazi.
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Irão recusa ceder urânio e repete condições aos EUA

© ABEDIN TAHERKENAREH/EPA
Rangel mostra-se favorável ao regresso de Inglaterra à UE

© RODRIGO ANTUNES/LUSA
Noruega autoriza apreensão de ativos russos para indemnizar Naftogaz
A justiça norueguesa autorizou a apreensão de bens imobiliários russos em Oslo, a pedido do grupo energético ucraniano Naftogaz, que procura compensações pelos ativos confiscado em 2014, informou um seu advogado.
A apreensão, autorizada em 22 de setembro pelo tribunal de distrito de Oslo, respeita a um imóvel no bairro chique de Frogner e quatro apartamentos na capital norueguesa, indicou o diário VG, que deu a notícia.
"A apreensão foi efectuada. As autoridades russas não contestaram", disse à AFP o advogado da Naftogaz, Aadne Martin Haga.
A apreensão insere-se nas iniciativas da Naftogaz para fazer cumprir na Noruega uma sentença arbitral, datada de 2023, na Haia, condenando a Federação Russa a pagar-lhe 4,22 mil milhões de dólares, além dos juros, como indemnização pelos ativos perdidos pela anexação da Crimeia em 2014.
A Naftogaz já obteve a apreensão de um navio russo, no arquipélago norueguês Svalbard, no Ártico.
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Autoridades do leste da Líbia aprovam acordo marítimo com Turquia
O parlamento líbio, sediado no leste do país, ratificou hoje um acordo de delimitação marítima no Mediterrâneo entre Trípoli e a Turquia, seis anos depois de o ter rejeitado, num sinal de aproximação nas relações bilaterais.
"A Câmara dos Representantes votou, por unanimidade, a ratificação" deste acordo "relativo à delimitação das zonas de jurisdição marítima no Mar Mediterrâneo", referiu o porta-voz do parlamento, Abdallah Bliheq, no final de uma reunião da assembleia realizada hoje em Benghazi.
O parlamento votou ainda, por unanimidade, a revogação da decisão de 2020, na qual se tinha recusado a ratificar os textos assinados entre Tripoli e Ancara, alegando, na altura, uma violação da soberania nacional.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Turquia saudou a ratificação, descrevendo o acordo como algo "baseado nos princípios do direito internacional e da equidade, que protege os direitos e interesses mútuos de ambos os países".
Ancara "continuará a trabalhar com todos os seus parceiros para garantir a segurança, a estabilidade e a paz na bacia do Mediterrâneo", acrescentou a diplomacia turca no comunicado.
A Líbia tem sido marcada por divisões desde a queda de Muammar Kadhafi, em 2011.
Atualmente, dois governos disputam o poder no país, um liderado por Abdelhamid Dbeibah, reconhecido pela ONU e sediado em Tripoli, e outro, a leste, controlado pelo influente marechal Khalifa Haftar e pelo seu clã, com sede em Benghazi.
Assinado em novembro de 2019 com o anterior Governo de União Nacional (GUN), o acordo de delimitação marítima no Mediterrâneo oriental, através do qual Ancara pretende alargar os seus direitos sobre importantes zonas marítimas, foi considerado ilegal pela Grécia e pelo Chipre, além de ter provocado a ira da União Europeia.
Com base em acordos assinados com Tripoli, a Turquia ajudou a repelir, em junho de 2020, a ofensiva das forças do marechal Khalifa Haftar contra a capital.
No entanto, nos últimos anos, as relações entre a Turquia e as autoridades do leste da Líbia registaram uma aproximação significativa, com ambos os lados a intensificarem os contactos políticos e económicos após anos de hostilidade.
O antigo presidente do parlamento, Aguila Saleh, um dos mais acérrimos opositores ao acordo com a Turquia, foi afastado no início deste mês.
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Deputados da Polónia aprovam legislação que flexibiliza direito ao aborto
Os deputados polacos aprovaram hoje, por iniciativa dos partidos de esquerda e de centro, dois projetos-lei que flexibilizam o direito ao aborto, um dos mais restritivos da Europa, esperando-se, contudo, o veto do Presidente nacionalista.
Os parlamentares do Sejm (câmara baixa do parlamento polaco) aprovaram os diplomas apoiados pelo Governo centrista de Donald Tusk, que descriminalizam parcialmente a ajuda à interrupção voluntária da gravidez e restabelecem o acesso ao procedimento em casos de malformações fetais graves.
"O Estado confia nas suas cidadãs. Hoje, o facto de uma mulher realizar um aborto por conta própria não é punido. É tempo de acabar com a punição de todos aqueles que amam, se preocupam e respeitam as nossas escolhas", declarou a deputada Katarzyna Kotula, antiga ministra da Igualdade, na sua conta da rede social X.
O primeiro projeto-lei — apresentado pelo partido Coligação Cívica (KO), de Donald Tusk, e pela Esquerda — despenaliza parcialmente a interrupção voluntária da gravidez e a ajuda à realização de abortos, atualmente passível de uma pena de até três anos de prisão.
O projeto foi aprovado por uma estreita margem: 217 votos a favor e 213 contra, num total de 433 parlamentares presentes; os restantes abstiveram-se ou não participaram na votação.
O segundo projeto, apresentado pelos parceiros mais conservadores da coligação governamental (Polónia 2050 e o Partido Camponês Polaco, PSL), reverte uma decisão de 2020 da mais alta instância judicial, o Tribunal Constitucional, que tornou o aborto ilegal em casos de malformações fetais graves, e foi aprovado por uma margem mais expressiva, de 30 votos.
Tusk e os seus parceiros de coligação tinham prometido liberalizar as leis sobre o aborto no país antes de vencerem as últimas eleições legislativas, em 2023; contudo, divergências entre os diferentes partidos que compõem a sua maioria parlamentar acabaram por atrasar o processo.
Atualmente, neste país tradicionalmente católico, o aborto só é permitido em duas circunstâncias: quando a gravidez resulta de um ato criminoso — como violação ou incesto — ou quando põe em risco a vida ou a saúde da mãe.
Uma decisão emitida em 2020 pelo Tribunal Constitucional, que o segundo projeto-lei anula, estipulou que as malformações graves do feto não constituíam um motivo legal para a interrupção voluntária da gravidez.
Antes desta decisão, 98% dos abortos legais na Polónia eram realizados por esse motivo.
As novas restrições desencadearam uma onda de protestos por todo o país, as maiores manifestações em massa na Polónia desde o movimento anticomunista Solidariedade, de 1989.
De acordo com dados do Fundo Nacional de Saúde da Polónia (NFZ), foram realizados 573 abortos em hospitais públicos polacos durante o primeiro semestre de 2026.
No ano passado, os hospitais públicos realizaram 851 abortos, segundo o NFZ.
O resultado das votações no parlamento era bastante incerto, dadas as divergências dentro da coligação, bem como a posição da oposição de direita.
Um dos partidos de direita, embora se declare "pró-vida" (antiaborto), não impôs uma orientação de voto aos seus membros.
Qualquer tentativa de flexibilizar as leis sobre o aborto enfrentará o veto do Presidente conservador-nacionalista, Karol Nawrocki, apoiado pelo partido Lei e Justiça (PiS), o mesmo partido que, quando estava no poder, provocou e manteve a decisão proferida pelo Tribunal Constitucional em 2020.
Nawrocki não se manifestou hoje ainda sobre o resultado da votação no parlamento.
Está prevista a realização de duas manifestações no final da semana em Varsóvia: uma contra o direito ao aborto, outra a favor.
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- Martinoticias.com
- Zelenskyy dice que Ucrania aceptó el alto el fuego energético, pero acusa a Rusia de seguir atacando
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- SIC Notícias
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Protestos pela habitação chegam a Atenas: estudantes de tendas montadas em frente ao Parlamento
Os protestos pela habitação estão a estender-se a várias cidades europeias. Em Atenas, os estudantes universitários vão passar a noite em frente ao Parlamento.

Zelensky reúne-se na Noruega com o enviado norte-americano

Iúri Leitão aliviado por conquistas nos Mundiais na China

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
Zelensky diz que partilha de informações dos EUA voltou ao normal
O Presidente ucraniano assegurou hoje que a partilha de informações de Washington com Kiev está novamente a funcionar bem, após a Ucrânia ter denunciado falhas nos últimos dias que afetaram a interceção de mísseis russos.
Referindo-se à conversa telefónica que manteve com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, Volodymyr Zelensky mostrou-se também confiante de que as negociações sobre o sistema de Internet por satélite Starlink, detido pelo multimilionário Elon Musk, e o fornecimento de mísseis intercetores Patriot teriam um desfecho positivo.
Nos últimos dias as tensões entre Washington e Kiev subiram de tom após o líder ucraniano ter acusado os Estados Unidos de procurarem a capitulação da Ucrânia, ao terem limitado alegadamente o intercâmbio de informações essenciais para as forças militares ucranianas e atrasar o fornecimento de mísseis antibalísticos.
Zelensky falava aos jornalistas numa conferência de imprensa conjunta em Oslo, na Noruega, ao lado do homólogo finlandês, Alexander Stubb, e do primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, após uma reunião com o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, que viajará na quarta-feira para a Rússia para se reunir com o Presidente russo, Vladimir Putin.
O outro enviado especial norte-americano, Jared Kushner, também participou na reunião por videoconferência, segundo o líder ucraniano.
Zelensky salientou que juntos discutiram as garantias de segurança para a Ucrânia e que foram apresentadas várias propostas inspiradas no artigo 5.º da NATO, que estabelece o princípio da defesa coletiva da Aliança. Também agradeceu à parte norte-americana por ter sublinhado mais uma vez que essas garantias seriam "sólidas".
O Presidente ucraniano afirmou ainda que apoiou, desde o início, a proposta norte-americana de um cessar-fogo energético, mas acusou a Rússia de continuar os seus ataques, embora tenha acrescentado que estavam a trabalhar para encontrar uma solução.
Stubb, por sua vez, salientou que Witkoff levará à cidade russa de São Petersburgo propostas baseadas nas discussões que norte-americanos, ucranianos e europeus mantiveram em Miami e que, apesar de ter havido "muito alarido na esfera pública" recentemente, a nível técnico as negociações têm avançado "muito bem".
Uma fonte anónima citada pela agência russa TASS, confirmou hoje a visita de Witkoff à Rússia, mas não especificou se o seu encontro com líderes russos teria lugar em São Petersburgo, cidade que foi fortemente atingida por bombardeamentos ucranianos.
As agências internacionais tinham avançado anteriormente que a visita de Steve Witkoff seria a Moscovo.
Tanto Stubb como Store referiram "avanços substanciais" nas conversações realizadas hoje em Oslo, mas sem entrar em pormenores.
"Temos uma base sobre a qual trabalhar", afirmou Store, que revelou que terão um jantar de trabalho com conselheiros de segurança nacional da União Europeia, da NATO, da Alemanha, da Itália e do Reino Unido ainda hoje.
"Neste momento, temos um diálogo muito construtivo porque todos queremos a paz: a Ucrânia, a Europa e os Estados Unidos. Vamos ver o que acontece amanhã [quarta-feira]", afirmou, referindo-se ainda sobre a viagem de Witkoff à Rússia.
O Governo norueguês tinha anunciado hoje a visita de Zelensky a Oslo, após este ter pedido à Noruega e à Finlândia que organizassem uma reunião no âmbito dos esforços diplomáticos "num momento crítico para a Ucrânia", na qual Witkoff também participaria.
A reunião ocorreu no meio de uma escalada verbal entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e Zelensky, que se acusaram mutuamente nos últimos dias de estarem a dificultar a procura de uma solução.
Durante esta visita à capital norueguesa, o chefe de Estado ucraniano foi recebido em audiência no Palácio Real pelo rei Haakon VIII e reuniu-se ainda com líderes parlamentares e com o presidente da Câmara norueguesa.
Zelensky exige estar presente em reunião entre EUA, Rússia e China
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defendeu hoje que a Ucrânia deve estar presente numa eventual reunião entre os líderes dos Estados Unidos, Rússia e China, após a possibilidade deste encontro trilateral ter sido avançada pelo líder norte-americano. Zelensky destacou que a participação ucraniana é essencial para discutir o futuro do país.
Lusa | 19:19 - 20/10/2026
Moscovo confirma chegada de Steve Witkoff a São Petersburgo

"A reunião sem Kiev dá mais força à Rússia"
