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Ansiedade e depressão custam caro e ampliam alerta sobre saúde mental

20 October 2026 at 21:29

Impactos do adoecimento de trabalhadores na produtividade e nos resultados financeiros estarão em debate na FICCA Goiás, em Goiânia

Ansiedade, depressão, burnout e estresse relacionado ao trabalho deixaram de ser preocupações restritas à saúde dos trabalhadores e passaram a pesar também nos resultados financeiros das empresas. Um tema que tem se tornado cada vez mais relevante e será uma das pautas das discussões realizadas na FICCA Goiás — Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio —, que ocorre de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia, com entrada gratuita.

Considerando a remuneração média mensal de R$ 3.386 dos empregados com carteira assinada, conforme levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o afastamento de um único funcionário por 15 dias pode gerar R$ 2,2 mil em despesas adicionais para a empresa, caso seja necessária a contratação de um substituto com remuneração equivalente. A simulação considera o salário proporcional ao período e provisões trabalhistas, como 13º salário, férias e FGTS, sem incluir outros encargos.

A dimensão do problema aparece também nas estatísticas previdenciárias. Dados do Ministério da Previdência Social apontam que 546.254 benefícios por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais e comportamentais foram concedidos no Brasil em 2025, crescimento de 15,66% em relação aos 472.328 registrados em 2024.

Estudo divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) estima que os problemas de saúde mental comprometam R$ 282 bilhões por ano do Produto Interno Bruto (PIB) potencial do país – aproximadamente R$ 773 milhões por dia. O cálculo considera não apenas os afastamentos do trabalho, mas também a redução da produtividade de profissionais que continuam exercendo suas atividades mesmo enfrentando problemas de saúde mental.

“Essa é uma realidade de pequenas, médias, grandes empresas e das cooperativas. A saúde mental impacta os negócios, significa impacto no caixa quando se fala em afastamento de até 15 dias e se reflete no engajamento e na produtividade da equipe”, destaca o presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira.

O impacto do adoecimento sobre a produtividade estará entre as discussões da FICCA Goiás — Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio —, que será realizada de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia. O médico, professor e pesquisador Marcos Mendanha apresentará a palestra “Saúde mental como estratégia corporativa de responsabilidade social e lucratividade”.

Diagnósticos

Ansiedade e depressão estão entre os principais diagnósticos que ajudam a dimensionar o problema. Segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2025 foram concedidos 166.489 benefícios por transtornos de ansiedade e outros 126.608 por episódios depressivos.

Para o diretor técnico de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesc Med Goiás e médico do trabalho, Heitor Godinho, os impactos do adoecimento mental se manifestam de diferentes maneiras no ambiente corporativo.

“Aumentam o absenteísmo, os afastamentos previdenciários e a rotatividade, além de afetarem a produtividade e a qualidade dos serviços. Há também o presenteísmo, quando o trabalhador continua exercendo suas atividades, mas produz abaixo da sua capacidade porque está adoecido”, explica.

Segundo Godinho, o presenteísmo representa um desafio adicional para as empresas, justamente pela dificuldade de mensurar seus efeitos sobre os resultados. “Eles permanecem em atividade produzindo menos, cometendo mais erros e apresentando maior risco de adoecimento futuro”, afirma.

Prevenção

Se o adoecimento tem impacto financeiro, a prevenção e o tratamento também podem ser analisados sob a perspectiva econômica. Estudo liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que cada US$ 1 investido na ampliação do tratamento de depressão e ansiedade pode gerar retorno de US$ 4 em melhora da saúde e da capacidade para o trabalho.

Na avaliação de Heitor Godinho, ambientes de trabalho mais saudáveis podem contribuir para a retenção de talentos, maior engajamento, melhora do desempenho, redução de conflitos internos, menor absenteísmo e aumento da produtividade.

“Empresas que investem em prevenção frequentemente observam redução de afastamentos, menor rotatividade, melhora do clima organizacional, fortalecimento da marca e aumento da satisfação dos trabalhadores e dos clientes”, afirma.

Programação

A relação entre saúde mental, ambiente de trabalho e resultados empresariais estará na programação da FICCA Goiás.

A programação também reúne nomes que abordarão, sob diferentes perspectivas, comunicação, comportamento, atitude e desenvolvimento humano. Entre os confirmados estão Cíntia Chagas, com “Oratória de Elegância + Mulheres Chiques Inspiram”; Douglas Viegas, com “A vida é sua!”; e Roberto Reis, com “O conhecimento muda sua visão, a atitude muda sua vida”.

Sobre a FICCA

A FICCA Goiás — Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio — nasce da união inédita das instituições representativas dos principais setores da economia goiana, responsáveis por mais de 90% do PIB do estado. Realizado nos dias 27, 28 e 29 de outubro de 2026, no Centro de Convenções de Goiânia, o evento reunirá 200 expositores em 3.500 metros quadrados de área, além de palestras, rodadas de negócios, experiências e conteúdos voltados à inovação, à sustentabilidade e à geração de oportunidades.

A Feira é uma realização conjunta do Sistema Fecomércio-GO, Sistema Fieg, Facieg, Sistema OCB/GO, Sistema FAEG/Senar e Sebrae Goiás. A programação reúne seis eventos: 4ª Expo Fecomércio — Comércio de bens, serviços e turismo; 3ª Expoind — Feira de Negócios e Soluções para a Indústria Goiana; 2ª ExpoCom — Feira de Fornecedores do Varejo de Goiás; Pavilhão do Cooperativismo; Agro Trends e Feira do Empreendedor Sebrae. A visitação é gratuita. Para saber mais informações, acesse: https://ficca.com.br/.

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Loulé | Município presente em evento sobre Segurança e Saúde no MAR Shopping Algarve

20 October 2026 at 21:01

A Câmara Municipal de Loulé associou-se à organização e dinamização da iniciativa “Todos Juntos, Somos Segurança e Saúde”, que decorreu entre os dias 13 e 15 de outubro, no MAR Shopping Algarve. Para  assinalar o Dia Internacional para a Redução do Risco de Catástrofes, este ano subordinado ao tema “A resiliência começa em casa”, o […]

Repórter Tâmara Freire, da Agência Brasil, é finalista no Prêmio SBIm

20 October 2026 at 20:53

Logo Agência Brasil

A repórter da Agência Brasil Tâmara Freire foi selecionada entre os finalistas do VII Prêmio SBIm de Jornalismo em Saúde, com a reportagem Resistência às vacinas contra gripe e covid coloca gestantes em risco. A lista de candidatos ao prêmio foi divulgada nesta terça-feira (20).

A reportagem conta com a edição de Juliana Andrade e fotos de Tomaz Silva e Fernando Frazão. O trabalho foi considerado um dos três melhores na categoria Texto para internet e mostra que, em 2025, apenas 55% das grávidas se vacinaram contra a covid-19, e 63% contra o influenza, vírus causador da gripe. 

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Os dados, reunidos pelo Ministério da Saúde a pedido da Agência Brasil, apontam que pelo menos 286 gestantes ou puérperas desenvolveram síndrome respiratória aguda grave (SRAG) após a infecção por algum subtipo do vírus Influenza, de 2023 até o início de agosto de 2026. Dessas, 25 morreram, sendo sete este ano.

A jornalista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) afirma que a matéria é um alerta e um apelo, para que as pessoas entendam que todas as vacinas recomendadas são essenciais e seguras, e para que mais nenhuma família sofra perdas evitáveis.

"As vacinas revolucionaram a história da humanidade e o programa de imunizações do Brasil é uma força reconhecida mundialmente. Infelizmente, o negacionismo da pandemia ainda reverbera, causando adoecimentos e mortes, inclusive entre gestantes e bebês", diz Tâmara. 

Tâmara Freire é jornalista na EBC há 13 anos e atua principalmente na cobertura de saúde e ciência, com foco especial em vacinação. Ela cursa mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A repórter foi eleita duas vezes como uma das jornalistas mais admiradas da imprensa de saúde, ciência e bem estar no prêmio promovido pelo Hospital Albert Einsten. Além disso, conquistou o 3º lugar na última edição do Prêmio da Sociedade Brasileira de Imunizações, com o podcast Sala de Vacina.

"É muito gratificante ter o meu trabalho reconhecido por organizações como Sbim, Febrasgo e Opas. Esta é mais uma prova de que o jornalismo de saúde feito pela Agência Brasil é pautado pelo interesse público e pelas evidências científicas, dois princípios inegociáveis para quem luta contra a desinformação", comemora. 

VII Prêmio SBIm de Jornalismo em Saúde

A premiação é realizada pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Federação das Associações Brasileiras de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

O concurso teve como tema “Vacinação da gestante: proteção para a mãe e o bebê”. A solenidade de premiação acontecerá em São Paulo, no dia 18 de novembro.

Veja a lista dos finalistas: 

Impresso:

  • Isabel Dourado (Correio da Manhã) — Vacinação em gestantes: um ato duplo de amor;
  • Mariana Rosário (O Globo) — De mãe para filho: Vacina de VSR para grávidas já barra avanço da bronquiolite grave em bebês;
  • Paloma Oliveto (Correio Braziliense) — Medida simples para um problema grave;

Texto para internet:

  • Layla Shasta (Veja Saúde) — “Vi meu filho desfalecer em meus braços”: falta de vacinas na gravidez expõe bebês a doenças graves;
  • Talyta Vespa e Poliana Casemiro (G1) — Após filha morrer por complicações do VSR, mãe engravida novamente e recebe no SUS vacina que não pôde pagar na primeira gestação;
  • Tâmara Freire (Agência Brasil) — Resistência às vacinas contra gripe e covid coloca gestantes em risco;

Áudio e vídeo:

  • Júlio Barros Manoel e Robbson Queiroz (Record News) — Vacinação na gestação: Proteção para a mãe e o bebê;
  • Thais de Travassos e Marcela Varasquim (Record) — Vacinação de gestantes;
  • Zuila Duarte (TV Cabo Branco) — Duas vidas, uma proteção: a importância da vacinação na gravidez;

Os carros elétricos provocam mais enjoos?

By: ZAP
20 October 2026 at 20:30
Chama-se cinetose, e é causada por “uma discrepância entre os sinais sensoriais”. Nos elétricos, o enjoo de movimento pode ser mais percetível. Lola pede ao namorado que encoste o carro. Quarenta minutos depois do início da viagem, sente náuseas e vomita, no chão, ao lado do veículo. Aos 24 anos, nunca tinha sofrido de enjoos de movimento até o namorado ter comprado um carro elétrico, há dois anos. Desde então, sente muitas náuseas quando ele a leva em viagens longas de carro, em Inglaterra. A situação tornou-se tão grave que Lola chegou a pedir ao namorado que trocasse de carro.

Saúde inicia oferta de novos medicamentos oncológicos no SUS

Logo Agência Brasil

O Ministério da Saúde começa a ofertar, a partir desta semana, nove novos medicamentos de alta tecnologia para tratamento de câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). A inclusão é a maior já feita para o cuidado com o câncer e atenderá 100% da demanda por esses produtos. 

Os novos nove medicamentos são indicados para 13 diferentes tratamentos de câncer e devem beneficiar mais de 116 mil pessoas.  

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A disponibilização tem início em 20 centros de tratamento, em todas as regiões do Brasil. A expectativa é expandir para todos os demais centros até o fim do ano. 

O impacto anual só na aquisição desses produtos será de R$ 155,4 milhões por ano. 

A previsão é chegar a 23 novos fármacos oncológicos até o fim do ano, ampliando em 35% as alternativas na rede pública de saúde. 

Segundo o ministério, para viabilizar a oferta dos 23 novos medicamentos, a pasta assumiu a compra e negociação direta de dez fármacos, articulou a realização de uma ata para aquisição com menor preço pelos estados de outros nove e, para os outros quatro, ampliou os repasses para garantir o custeio nos serviços oncológicos do SUS. 

O impacto será de R$ 4 bilhões por ano. 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse, em cerimônia no Hospital Beneficência Portuguesa, na capital paulista, que a ampliação e qualificação da rede de câncer em todo o país estão sendo feitas com o que há de mais moderno e avançado e representa uma transformação que coloca os pacientes no centro do cuidado, garantindo mais acesso a exames, diagnósticos precisos e tratamentos adequados, no tempo certo.  

“Também estamos fortalecendo as condições de trabalho dos profissionais de saúde, com serviços mais estruturados e uma rede pública cada vez mais preparada para atender às necessidades da população”, disse durante cerimônia. 

De acordo com o Ministério da Saúde, os nove tratamentos atuam de formas diferentes, de acordo com o tipo de tumor, o estágio da doença e o perfil de cada paciente. Entre os principais benefícios estão o aumento da sobrevida e melhor qualidade de vida. 

Há ainda indicações para depois da cirurgia, quando não há mais sinal visível de tumor, com o objetivo de evitar que a doença volte. 

As unidades de saúde que participam dessa etapa de implementação estão localizadas em 16 estados: São Paulo, Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Pará, Amazonas, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Rio Grande do Sul, Tocantins e Sergipe, e no Distrito Federal.  

Saiba quais são os novos medicamentos: 

  •  trastuzumabe - câncer de estômago ou junção esofagogástrica; 
  •  abemaciclibe - câncer de mama precoce (RH+, Her2-, linfonodo +); 
  •  acetato de lanreotida - tumores neuroendócrinos; 
  •  pazopanibe - câncer de rim de células claras metastático; 
  •  rituximabe - leucemia linfocítica crônica (1ª linha), linfoma folicular, linfoma difuso; 
  •  abiraterona - câncer de próstata resistente à hormonioterapia não metastático e metastático e sensível à hormonioterapia e metastático;  
  •  gefitinibe - câncer de pulmão não pequenas células em primeira linha; 
  •  TSH recombinante (alfatirotropina) - câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo; 
  •  sunitinibe - câncer de rim de células claras metastático e GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe. 

Outras inovações  

O ministro anunciou que SUS também fará o rastreamento de câncer de intestino, considerado essencial para o diagnóstico precoce da doença. Serão distribuídos 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para o rastreamento do câncer colorretal para todos os estados. 

O exame será utilizado para identificar, entre homens e mulheres assintomáticos, com 50 a 75 anos, quem precisará realizar colonoscopia para confirmação do diagnóstico. A precisão é de 92%. 

“Nós estamos construindo o maior programa público de rastreamento do câncer de colo retal do mundo. Não existe país do mundo que vai fazer o que nós estamos fazendo”, destacou o ministro Alexandre Padilha. 

Também está em implementação no SUS o rastreamento do câncer do colo do útero por meio do teste DNA-HPV. Como complemento, o ministério financiará a citologia reflexa em meio líquido, que utiliza a mesma coleta para avaliar amostras com sinais de alerta. O investimento anual será de R$ 2,7 milhões para mais de 131 mil testes. 

O Ministério da Saúde também passa a custear as cirurgias videotorácicas oncológicas, que contemplam principalmente o câncer de pulmão. A técnica utiliza pequenas incisões, câmera e instrumentos específicos e é minimamente invasiva. As melhorias para os pacientes incluem a redução do tempo de internação e as complicações pós-operatórias. 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou o compromisso para o próximo triênio do Proadi-SUS, que destinará R$ 4 bilhões em investimentos nos próximos três anos. 

O montante equivale a um terço de tudo o que foi investido nos últimos 17 anos do programa (R$ 11 bilhões). 

Padilha ressaltou que os hospitais parceiros do Proadi, como o Albert Einstein, Sírio-Libanês, Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa, Moinhos de Vento, A.C. Camargo e Hcor, desempenham um papel fundamental na saúde pública.  

“Tanto na transferência de tecnologia, capacitação profissional e melhoria da gestão do SUS. Muitos desses hospitais filantrópicos, inclusive, operam hoje com mais leitos dedicados ao SUS do que aos seus próprios serviços particulares”, disse. 

Padilha anunciou ainda a implantação dos Hospital Inteligente em parceria com o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI), responsável pela gestão. 

O primeiro hospital 100% inteligente do SUS será implementado no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).  

“O projeto prevê UTIs com equipamentos ultra-conectados e inteligência artificial, que permitem o monitoramento remoto em tempo real, com o profissional podendo acessar o que acontece dentro da UTI de qualquer canto do hospital, da casa dele, ou em outro serviço”, explicou Padilha. 

“Além da modernização de laboratórios de anatomia patológica, serão reduzidos o tempo de entrega de laudos de biópsias de uma semana para apenas 48 horas por meio de telediagnóstico”, acrescentou. 

Ex-gerente da falida clínica de fertilidade de Cascais compra bens em leilão e toma o seu lugar

A britânica e brasileira Cristina Hickman, com uma clínica de fertilidade em Londres e que tinha saído da Ovom Care, há dois anos, em conflito com os seus administradores, adquiriu por 52 mil euros os ativos da cascalense, que faliu em agosto com dívidas de 1,6 milhões de euros.

Nova Unidade de Saúde Familiar reforça cuidados de saúde no concelho

20 October 2026 at 18:09

VTM

O município de Tarouca dispõe, a partir de agora, de uma nova Unidade de Saúde Familiar (USF), que vai reforçar os cuidados de saúde prestados à população. A apresentação oficial contou com a presença do ministro da Presidência, António Leitão Amaro.

A cerimónia teve início no Salão Nobre da Câmara Municipal e contou com a presença de representantes do Governo, responsáveis pela administração da saúde, autarcas, profissionais de saúde e diversas entidades locais.

De acordo com a autarquia, a nova unidade representa uma mudança significativa para o concelho. “Há menos de um ano, Tarouca dispunha de apenas um médico de família para cerca de oito mil habitantes. Atualmente, conta com cinco médicos de família e uma Unidade de Saúde Familiar, resultado de um trabalho de articulação institucional que permitiu responder a uma das principais preocupações da população”.

António Leitão Amaro reconheceu, durante a sessão, “o empenho e a persistência de José Damião Melo”, sublinhando “a importância do trabalho desenvolvido pelo autarca na defesa e melhoria dos cuidados de saúde em Tarouca”.

Na sua intervenção, o presidente da câmara municipal, José Damião Melo destacou a importância desta conquista para o concelho. “Há um ano, deparámo-nos com uma realidade que não podíamos aceitar. Hoje, temos cinco médicos de família e uma Unidade de Saúde Familiar. Este é um dia que pertence aos tarouquenses e a todos aqueles que acreditaram que seria possível fazer a diferença”.

José Damião Melo agradeceu também a colaboração das entidades envolvidas e o empenho dos profissionais de saúde, considerando a criação da nova USF um passo fundamental para melhorar o acesso aos cuidados de saúde e a qualidade de vida da população.

Aproveitando a presença do ministro da Presidência, o autarca apresentou também algumas das principais preocupações do município, apelando ao apoio do Governo para enfrentar os desafios que afetam a região.

Segundo o município, as questões abordadas incluíram os prejuízos causados pelas intempéries, que representam cerca de 30% do orçamento municipal, a revisão da Lei das Finanças Locais para reconhecer o contributo ambiental positivo das regiões do interior e a criação de incentivos fiscais para promover a fixação de famílias e empresas nessas regiões.

Após a sessão nos Paços do Concelho, a cerimónia prosseguiu no Centro de Saúde de Tarouca com o descerramento da placa da Unidade de Saúde Familiar e uma visita às instalações.

Segundo a autarquia, a entrada em funcionamento desta nova estrutura de saúde vem “reforçar os cuidados de saúde no concelho, bem como o trabalho desenvolvido em articulação entre o município, o Governo e as entidades do setor da saúde”.

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Clínica Médis alarga consultas e análises clínicas a 20 unidades

20 October 2026 at 18:06

A Clínica Médis vai disponibilizar consultas de Medicina Geral e Familiar e serviços de Análises Clínicas em 20 unidades do Grande Porto, Grande Lisboa e Minho. A oferta destina-se a pessoas com e sem seguro de saúde e resulta, no caso dos exames laboratoriais, de uma parceria com a Joaquim Chaves Saúde.

Rúben São Marcos, COO da Médis Serviços de Saúde. “Com a introdução da Medicina Geral e Familiar e das Análises Clínicas, reforçamos a capacidade da Clínica Médis para responder de forma mais integrada às necessidades das pessoas e reunimos no mesmo espaço serviços essenciais para a gestão da saúde”.

A nova clínica dos Carvalhos, em Vila Nova de Gaia, foi a primeira a disponibilizar os dois serviços, explicam em comunicado. Já a implementação nas restantes unidades será feita de forma faseada.

As consultas de Medicina Geral e Familiar abrangem cuidados preventivos, acompanhamento de doenças crónicas e tratamento de situações agudas, além da prescrição e renovação de medicação. O serviço permite também encaminhar os utentes para outras especialidades, quando necessário.

No que toca às análises clínicas, a parceria com a Joaquim Chaves Saúde assegura o acesso a vários exames laboratoriais, sendo que os resultados das análises de rotina estarão disponíveis no próprio dia, quando aplicável.

A expansão ocorre num contexto de dificuldades no acesso aos cuidados de saúde. Segundo o Barómetro de Saúde da Médis, 72% dos inquiridos identificam os tempos de espera para consultas e tratamentos como a sua principal preocupação nesta área.

Em declarações divulgadas pela empresa, Rúben São Marcos, COO da Médis Serviços de Saúde, afirma que a introdução das duas valências pretende facilitar o acesso a acompanhamento clínico regular e concentrar diferentes serviços de saúde no mesmo espaço.

Governo impõe emergência zoossanitária após detectar Newcastle em SC

Logo Agência Brasil

O governo federal declarou estado de emergência zoossanitária nos municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim, todos em Santa Catarina, em razão de um foco da doença de Newcastle encontrado em um estabelecimento de aves comerciais no município de Nova Itaberaba.

De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União, o estado de emergência zoossanitária fica declarado por um total de 60 dias.

Entenda

Notícias relacionadas:

O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou na segunda-feira (19) o registro de um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus no município de Nova Itaberaba. A existência do foco foi confirmada no domingo (18).

Segundo a pasta, o estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, com a suspensão da movimentação de aves. Além disso, medidas de controle, contenção e erradicação do foco serão executadas conforme as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

O governo informou que notificou a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e os parceiros comerciais do Brasil, em cumprimento aos compromissos internacionais de transparência sanitária.

Doença

A doença de Newcastle afeta aves domésticas e silvestres e é causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme critérios estabelecidos pela OMSA.

A ocorrência em Santa Catarina foi identificada durante investigação epidemiológica conduzida pelo serviço veterinário oficial do estado e confirmada por meio de análise realizada no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo.

ProVeg Portugal saúda novas orientações da DGS para ementas escolares mais sustentáveis

20 October 2026 at 15:00
A Direção-Geral da Saúde (DGS), através do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), e em conjunto com o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), publicou oficialmente as novas orientações para ementas e refeitórios escolares 2026.
O novo documento reforça critérios rigorosos de saúde, equidade e sustentabilidade ambiental, atualizando as diretrizes técnicas, nutricionais e pedagógicas para o fornecimento de refeições nos estabelecimentos públicos de ensino pré-escolar, básico e secundário de Portugal continental.
A associação ProVeg Portugal já saudou publicamente a iniciativa, classificando-a como um avanço importante alinhado com a Dieta Mediterrânica, através do aumento de hortícolas, fruta e leguminosas, a par da redução de sal, açúcar e gorduras.
Entre as principais novidades, o documento estabelece como critério mínimo obrigatório a presença diária de leguminosas nas refeições escolares, seja na sopa ou no prato principal.
“Um dos pontos mais positivos do documento é, de facto, o reconhecimento de que as leguminosas devem estar presentes nas ementas diárias de todos os alunos, independentemente do prato escolhido”, sublinha Carolina Mesquita, coordenadora do programa Prato Sustentável da ProVeg Portugal.
Adicionalmente, passa a ser obrigatória a utilização exclusiva de sal iodado na confeção — com um limite máximo fixado em 0,2 g de sal por 100 g de alimento na sopa e no prato —, bem como a obrigatoriedade de disponibilizar opções integrais de arroz e massa em, pelo menos, 25% das refeições mensais.
As novas regras impõem ainda a limitação das sobremesas doces a um máximo de uma vez por mês. Em contrapartida, a disponibilização diária de pelo menos três variedades diferentes de fruta fresca passa a integrar formalmente a categoria de critério de valorização adicional.
Para Joana Oliveira, diretora da ProVeg Portugal, estas orientações representam um passo fundamental para as escolas portuguesas ao promoverem padrões alimentares mais saudáveis e sustentáveis. A responsável nota, contudo, que o grande desafio atual reside em “passar do papel para o prato”, manifestando a total disponibilidade da associação para colaborar diretamente com os municípios, as escolas e as empresas de restauração coletiva neste processo de transição.

O que fazer antes e depois de tomar a vacina da gripe

By: ZAP
20 October 2026 at 13:40
Com a aproximação da época de maior circulação de vírus respiratórios, começam as marcações para a vacinação anual contra a gripe. A vacina estimula o sistema imunitário a desenvolver proteção contra os vírus da gripe. Embora não impeça todos os casos de infeção, reduz o risco de contrair a doença e pode diminuir a gravidade dos sintomas e a probabilidade de complicações. A vacinação contribui também para proteger as pessoas com maior risco de doença grave, nomeadamente os adultos com 65 ou mais anos, as crianças pequenas e as pessoas com determinadas doenças crónicas. Segundo a Discover Magazine, alguns hábitos

Mais de 940 mil pessoas vacinadas contra a gripe até agora

20 October 2026 at 14:16
Entre o arranque da campanha, em 30 de setembro, e 18 de outubro, um total de 947.839 pessoas receberam a vacina. Foram vacinadas 520.584 pessoas em farmácias, outras 427.255 por unidades de saúde.

© JOSÉ COELHO/LUSA

O SNS adquiriu cerca de 2,3 milhões doses de vacinas contra a gripe de dose normal e outras 369 mil de dose elevada para atual campanha

Hipertensão atinge 28% de crianças e adolescentes, mostra estudo

Logo Agência Brasil

A hipertensão atinge 28,3% de crianças e adolescentes até 18 anos no Brasil. A pré-hipertensão alcança 11,6% dos indivíduos nessa faixa etária. Os dados são da pesquisa Brasil Coração Saudável da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

A hipertensão é mais frequente nos meninos de 15 a 18 anos (40,7%) e nos de menos de 7 anos (39,1%).

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Entre 3 de junho e 7 de outubro de 2026, foram pesquisadas 6.092 crianças e adolescentes de 38 escolas dos seguintes estados:
  • Minas Gerais (2.973);
  • Rio Grande do Sul (3.059);
  • São Paulo (60).

O cardiologista Álvaro Avezum, membro da SBC e coordenador do projeto Coração Saudável, acredita que a redução da prática de atividade física, associada a uma alimentação inadequada e a hábitos de vida que favorecem o aumento do estresse, contribua diretamente para a elevação do risco cardiovascular, incluindo o desenvolvimento de obesidade e hipertensão arterial sistêmica.

“Esses fatores, quando combinados, podem comprometer a saúde cardiovascular e aumentar a incidência de doenças cardiovasculares.”

Segundo a pesquisa, uma em cada três crianças e adolescentes analisados tem excesso de peso: 19,5% sobrepeso e 13,6%, obesidade.

O sobrepeso é maior nas meninas de 11 a 14 anos (24,0%), e a obesidade, nos meninos de 7 a 10 anos (17,1%).

Com obesidade, quase metade tem hipertensão (48,4%). Quanto maior o peso, maior a proporção de hipertensão, chegando a 60,5% nos obesos de 15 a 18 anos.

Telas

Outro dado da pesquisa mostra que 59% ficam mais de três horas por dia em frente de telas e 66% fazem apenas de uma a duas horas de atividade física por semana, sendo que 93% praticam exercício na escola. Celular (86%) e TV (80%) são as telas mais usadas.

Reclamações ao regulador da saúde baixaram para 40.895

20 October 2026 at 13:44
Neste período, foram submetidos à análise da Entidade Reguladora da Saúde 40.895 reclamações no primeiro semestre de 2026, menos 5,4% do que no período homólogo de 2025.

© JOAO ABREU MIRANDA/LUSA

A ERS observa que a diminuição das reclamações poderá estar relacionada, em parte, com o incumprimento do dever dos prestadores de as remeterem atempadamente à entidade reguladora, situação que continua a acompanhar

Uma erupção apocalíptica quase aniquilou uma cultura japonesa. Mas ainda assim, sobreviveu

By: ZAP
20 October 2026 at 11:10
As sociedades Jōmon em Kyushu nem colapsaram por completo nem simplesmente sobreviveram à erupção Kikai-Akahoya. Após a catástrofe, migraram para norte — e levaram os seus brincos de pedra com eles. Quando há 7.300 anos o vulcão submarino Kikai decidiu acordar, as comunidades pré-históricas da ilha japonesa de Kyushu passaram por uma das maiores erupções vulcânicas do Holocénico, Os arqueólogos assumiram que a catástrofe tinha dizimado as populações de caçadores-recoletores da região. Mas um novo estudo sugere agora que talvez não tenha sido bem assim. Situado a cerca de 30 quilómetros de Kyushu, sob as águas do Mar da China

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