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Município de Tavira abre concurso para exploração de sete lojas nos Mercados de Tavira, Cabanas e Luz

21 October 2026 at 19:48

O Município de Tavira abriu concurso público para a exploração de sete espaços comerciais nos mercados municipais de Tavira, Cabanas de Tavira e Luz de Tavira, criando novas oportunidades para empreendedores e investidores desenvolverem projetos nas áreas do comércio, serviços e restauração.

O concurso contempla três lojas no Mercado Municipal de Tavira, uma loja no Mercado da Freguesia de Cabanas de Tavira e três lojas no Mercado da Freguesia da Luz de Tavira, espaços que se destacam pela sua localização estratégica e pelo potencial para dinamizar a atividade económica local.

As concessões poderão vigorar por um período máximo de 10 anos, incluindo renovações, permitindo aos futuros concessionários assegurar estabilidade e consolidar a sua atividade em equipamentos municipais que recebem diariamente residentes e visitantes.

O valor mínimo global da taxa de compensação por loja é seguinte:

  • Lote 1 – Loja n.º 4 do Mercado Municipal de Tavira: 5.000 €
  • Lote 2 – Loja n.º 5 do Mercado Municipal de Tavira: 5.000 €
  • Lote 3 – Loja n.º 13 do Mercado Municipal de Tavira: 5.000 €
  • Lote 4 – Loja “Padaria” do Mercado de Cabanas de Tavira: 1.000 €
  • Lote 5 – Loja “Verde” do Mercado da Luz de Tavira: 500 €
  • Lote 6 – Loja “Vermelha” do Mercado da Luz de Tavira: 250 €
  • Lote 7 – Loja “Azul” do Mercado da Luz de Tavira: 250 €

Os interessados podem apresentar propostas até às 17h00 do dia 19 de novembro.

Com esta iniciativa, o Município pretende reforçar a atratividade dos mercados municipais, incentivar a criação de novos negócios e contribuir para a dinamização económica das freguesias, valorizando estes espaços como polos de proximidade, convivência e desenvolvimento local.

As peças do procedimento e demais informações encontram-se disponíveis nos serviços municipais e no site do Município de Tavira.

Brent estável nos 108,82 dólares perante esforços diplomáticos entre EUA e Irão

21 October 2026 at 22:00

A cotação do preço do barril de petróleo Brent para entrega em dezembro terminou, esta quarta-feira, no mercado de futuros de Londres praticamente estável, com uma subida de 0,03%, para os 108,82 dólares.

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 0,03 dólares acima dos 108,79 dólares com que encerrou as transações na terça-feira.

A estabilidade no preço ocorre depois de os Estados Unidos terem confirmado os contactos do Qatar e do Paquistão com o Irão, visando facilitar as negociações para terminar a guerra.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, confirmou que Washington tem conhecimento das iniciativas de mediação do Qatar e do Paquistão, embora tenha afastado qualquer acordo que permita a Teerão desenvolver armas nucleares.

As equipas mediadoras apresentaram, na terça-feira, uma “proposta intermédia” a ambos os países para reduzir a escalada do conflito e promover o regresso à mesa das negociações, após o fracasso do cessar-fogo em junho, noticiou o media catari ‘Al Araby al Jadeed’.

Por outro lado, as exportações de petróleo dos produtores do Golfo Pérsico, excluindo o Irão, atingiram uma média de 24,6 milhões de barris diários na semana que terminou em 18 de outubro.

O volume ultrapassa os 23,3 milhões registados antes da guerra, graças à utilização de rotas alternativas, segundo dados da Kpler citados pelo ‘Financial Times’.

No entanto, o fluxo de embarques através do estreito de Ormuz, controlado por Teerão, continua mais de um terço abaixo dos níveis anteriores ao conflito, que teve início em 28 de fevereiro.

Wall Street encerra sessão em alta com Nasdaq a liderar ganhos animado pela SpaceX

21 October 2026 at 21:33

A bolsa de Nova Iorque encerrou sessão, desta quarta-feira, em terreno positivo com o Nasdaq a liderar os ganhos, impulsionado pelo setor tecnológico, depois de resultados acima do esperado da SpaceX terem aliviado a incerteza sobre a sustentabilidade da vaga global de investimento em inteligência artificial (IA).

O Dow Jones somou 0,69% para 52.857,10 pontos, o S&P 500 ganhou 0,60% para 7.758,53 pontos e o tecnologico Nasdaq valorizou 1,05% para 26.702,86 pontos.

Wall Street encerrou em alta, nesta quarta-feira, com o Nasdaq a liderar os ganhos, graças à SpaceX, cujas ações dispararam após a divulgação dos resultados A Netflix, por outro lado, registou uma queda após apresentar resultados decepcionantes nas previsões de receita e publicidade.

“A SpaceX pode transformar-se numa empresa mais de IA do que espacial. E é exatamente aí que estamos. Há um enorme potencial de crescimento no negócio de IA, visto que a infraestrutura de IA requer investimentos de capital significativos, e a SpaceX certamente tem mais recursos do que muitas empresas menores que atualmente enfrentam crescente pressão de crédito. Estou a referir-me em particular, a empresas de neocloud como a CoreWeave, cujo risco de inadimplência disparou na semana passada”, afirma Ipek Ozkardeskaya, analista senior da Swissquote.

O Departamento de Estado dos EUA esclareceu que ordenou a partida de funcionários e respetivos familiares apenas da Arábia Saudita, e não de toda a região do Golfo. O que explica que o crude West Texas tenha recuado -0,21% para 97,61 dólares. A cotação do preço do barril de petróleo Brent para entrega em dezembro terminou esta quarta-feira no mercado de futuros de Londres praticamente estável, com uma subida de 0,03%, para os 108,82 dólares.

Risco político torna bolsa francesa mais atrativa para "short sellers"

A bolsa francesa tornou-se no destino preferencial entre as praças da Europa e dos EUA para os investidores que apostam na queda das ações, segundo o Barclays. Em plena onda de protestos, o juro da dívida francesa a 10 anos está em máximos de 2002.

Euro sobe ligeiramente face ao dólar em sessão marcada pela volatilidade do petróleo

21 October 2026 at 18:34

O euro subiu, esta quarta-feira, ligeiramente face ao dólar, numa sessão marcada pela volatilidade dos preços do petróleo, depois de os Estados Unidos terem reconhecido a existência de contactos diplomáticos para tentar pôr fim ao conflito com o Irão.

Às 18:07 (hora de Lisboa), o euro seguia a 1,1233 dólares, quando na terça-feira, pela mesma hora, negociava a 1,1231 dólares.

Em contrapartida, a moeda única europeia recuou face à libra e ao iene, enquanto o dólar também perdeu terreno perante a divisa japonesa.

Nos mercados petrolíferos, o barril de Brent, referência na Europa, registava esta tarde uma ligeira descida de 0,03%, para 108,76 dólares, depois de ter oscilado entre um máximo de 111,32 dólares e um mínimo de 107,68 dólares ao longo da sessão.

O barril de West Texas Intermediate (WTI), petróleo de referência nos Estados Unidos, recuava, à mesma hora, 0,62%, para 97,21 dólares, embora tenha ultrapassado a barreira dos 100 dólares pouco depois do meio-dia.

A evolução dos preços do petróleo foi influenciada pelos esforços diplomáticos para reduzir a escalada do conflito no Médio Oriente, depois de Washington ter reconhecido os contactos de mediação promovidos pelo Catar e pelo Paquistão junto do Irão.

As equipas de mediação do Catar e do Paquistão apresentaram na terça-feira uma “proposta intermédia” aos Estados Unidos e ao Irão, com o objetivo de reduzir a escalada do conflito e retomar as negociações, após o fracasso do cessar-fogo do passado mês de junho, segundo noticiou o órgão de comunicação social do Catar Al Araby al Jadeed.

Dívida portuguesa é vista como “ativo de refúgio”, diz Secretário de Estado do Orçamento

21 October 2026 at 18:14

O Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, José Maria Brandão de Brito, considerou esta quarta-feira que as obrigações soberanas portuguesas são “tidas como ativos de refúgio”, o que atribui a uma “postura de responsabilidade e tranquilidade na gestão financeira do Estado”.

O responsável falava no debate parlamentar sobre a Conta Geral do Estado de 2025 (CGE2025), quando explicou que a confiança dos investidores tem sido ganha num período de “grande instabilidade geopolítica”, o que associou aos “pequenos excedentes orçamentais que têm permitido reduzir a dívida pública em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) de forma sustentável“.

Ainda assim, na última emissão de dívida, o Estado colocou 769 milhões de euros a dez anos, pagando um juro de 3,9%, o valor mais elevado num leilão desta maturidade desde 2014. Nessa colocação, os investidores apresentaram ofertas 1,62 vezes acima do montante angariado, o que compara com 2,38 vezes na última emissão comparável em julho deste ano.

Esta quarta-feira, os juros da dívida nacional terminaram a sessão nos 3,945%, ao passo que a yield alemã, de referência para o bloco, ronda os 3,42%. O spread figura nos 52 pontos base, o valor mais elevado deste ano.

No final do segundo trimestre Portugal foi o quarto país da Zona Euro que mais cortou a dívida pública no último ano, de 95,9% para 92,5% do PIB, uma descida de 3,4 pontos percentuais. Apesar desse movimento, o país continua entre os mais endividados do espaço da moeda única, ocupando o sexto lugar entre os 21 Estados-membros com maior rácio da dívida pública face ao PIB. No entanto, a distância face à média da Zona Euro diminuiu.

Na proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), o Governo inscreveu uma descida do rácio da dívida pública sobre o PIB para 84,5% no final do próximo ano, menos três pontos percentuais do que os 87,5% estimados para este ano, cuja previsão ficou inalterada face ao anterior OE.

A dívida estava em 89,2% do PIB em 2025 e em 93% em 2024. O relatório indica que, em 2025, ficou cerca de 4 pontos percentuais abaixo da trajetória acordada com a Comissão Europeia.

Governo compromete-se com parecer positivo do Tribunal de Contas até ao final da legislatura

Depois de o Tribunal de Contas ter considerado que a Conta Geral do Estado (CGE) de 2025 não está em conformidade com a Lei de Enquadramento Orçamental (LEO), recusando assim a sua certificação, o Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento comprometeu-se a, até ao final da legislatura (2029) “cumprir com o que é exigido”.

No motivo do chumbo pelo Tribunal de Contas está o facto de não estar assegurada a qualidade da informação necessária à tomada de decisão e controlo políticos, uma vez que, à semelhança de anos anteriores, a CGE continua a não incluir as demonstrações orçamentais e financeiras consolidadas do perímetro constituído pelos subsetores da Administração Central e da Segurança Social.

José Maria Brandão de Brito assumiu a responsabilidade desse “chumbo” e acrescenta que traz também a “obrigatoriedade de resolver o problema”. Essa solução passa por “alterar diplomas, aprimorar procedimentos, alterar os pedidos de informação às entidades e dar formação às entidades para que elas consigam migrar do sistema contabilístico antigo em que estavam para aquele que hoje é exigido”, enumerou.

“Sobretudo, estamos a tratar de municiar as entidades das administrações públicas e da administração central dos sistemas de informação necessários para garantir que o principal obstáculo à conformidade com a lei de enquadramento orçamental que é a apresentação de uma conta financeira consolidada é ultrapassado“, explicou.

“O desafio que este Governo tem é, ao longo da legislatura, cumprir com aquilo que é exigido“, prometeu.

O Ministério das Finanças identificou ainda uma diferença de 30 milhões de euros na informação apresentada pelo Tribunal de Contas sobre a reconciliação de apoios e outras transferências na CGE de 2025. Brandão de Brito, adiantou que o seu gabinete já pediu informação adicional ao órgão de fiscalização das contas públicas para esclarecer a discrepância.

PSI fecha em alta impulsionado pelo BCP e pela tecnologia em dia de avanço para a paz na guerra Rússia-Ucrânia

21 October 2026 at 17:27

O índice PSI fechou a sessão desta quarta-feira, 21 de outubro, com uma valorização de 0,46%, fixando-se nos 9.374,46 pontos, num dia marcado pelo otimismo em torno do setor tecnológico e pelos resultados empresariais acima das expectativas.

O BCP destacou-se como o principal motor do índice ao avançar 2,14% para 1,122 euros, antes da apresentação de resultados na próxima quarta-feira, seguido pela EDP Renováveis (+1,17% para 12,09 euros) e pela EDP (+1,30% para 4,760 euros), num movimento alinhado com o resto da Europa.

Do lado das perdas, a NOS liderou as descidas ao recuar 1,71% para 5,185 euros, seguida pela Sonae (-0,93% para 2,1300 euros) e pela Jerónimo Martins (-0,54% para 18,31 euros), que contrariaram a tendência positiva do mercado nacional.

No seu comentário de fecho de mercado, o Millennium investment banking destacou que “o PSI acompanhou o sentimento e ganhou 0,5%, com o BCP a liderar os ganhos, puxado por novos upgrades” , sublinhando ainda que o entusiasmo em torno do setor tecnológico foi um dos principais impulsionadores da sessão, depois de a SpaceX ter apresentado contas surpreendentes que reforçaram os sinais positivos para o futuro da inteligência artificial. As ações da empresa de Elon Musk disparam 12%.

No resto da Europa, o sentimento foi claramente positivo, com os principais índices a encerrarem em alta. O Euro Stoxx 50 terminou nos 6.207,52 pontos, uma subida de 1,40%, enquanto o Stoxx 600 avançou 0,91%. O FTSE 100 londrino somou 0,19% para 10.752,88 pontos, o CAC 40 francês ganhou 1,06% para 7.921,68 pontos e o DAX alemão valorizou 1,35% para 25.645,04 pontos. Em Itália, o FTSE MIB subiu 1,17% para 49.643,69 pontos e, em Espanha, o IBEX 35 registou um acréscimo de 1,21% para 19.323,50 pontos. O entusiasmo em torno do setor tecnológico, alimentado pelos resultados da SpaceX e da Super Micro Computer, que reacenderam o interesse pela inteligência artificial, foi o principal catalisador para a onda verde que varreu as bolsas europeias.‌

O ambiente de negociação foi condicionado, por um lado, pelos fortes resultados empresariais que superaram as estimativas e, por outro, pela incerteza geopolítica.

Contexto macroeconómico e geopolítico com sinais positivos para o fim da guerra na Ucrânia

Os protestos violentos em França, que levaram à revisão em baixa das previsões de lucros da Carrefour devido aos distúrbios e aos custos acrescidos, juntamente com a inflação no Reino Unido a subir acima do esperado (+0,4% em termos mensais e +3,5% em termos homólogos), reforçaram as expectativas de que o Banco de Inglaterra possa vir a aumentar as taxas de juro na sua reunião de novembro.

A incerteza em torno da situação política francesa e a ausência de uma solução para o conflito no Médio Oriente continuam a manter os investidores cautelosos.

No entanto, o dia foi marcado por desenvolvimentos significativos nas negociações de paz para a Ucrânia, que injetaram algum otimismo cauteloso. O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, reuniu-se ontem em Oslo com o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, o primeiro-ministro norueguês Jonas Gahr Støre e o Presidente finlandês Alexander Stubb (com participação de representantes europeus e da NATO). As conversações foram descritas como “produtivas” e “construtivas” por fontes oficiais dos EUA, com progressos em elementos-chave de um quadro de paz abrangente: garantias de segurança para a Ucrânia, plano de recuperação económica pós-guerra e arquitetura de segurança europeia mais ampla.

O Kremlin confirmou entretanto, através da TASS, que a Noruega e a Finlândia passaram a fazer parte do processo de paz.

Nesta quarta-feira, 21 de outubro, Witkoff deslocou-se a São Petersburgo para um encontro de cerca de três horas com Vladimir Putin (com a presença do conselheiro Yury Ushakov e do enviado Kirill Dmitriev; Jared Kushner participou por videoconferência). Segundo Ushakov, Putin aceitou “em princípio” a proposta norte-americana de retomar as conversações trilaterais (EUA-Rússia-Ucrânia) após 10 de novembro, centradas na construção de um sistema de segurança para a Rússia e a Ucrânia após o fim do conflito.

A Casa Branca confirmou que a Rússia aceitou a proposta de reunião trilateral. Putin agradeceu publicamente os esforços de Trump e de Witkoff para pôr fim à guerra. Em paralelo, Zelensky declarou, em entrevista à Fox News (“Fox & Friends”), que aceitaria um acordo de paz que congelasse as linhas de frente atuais (permitindo à Ucrânia manter 75% ou mais do seu território), como primeiro passo para um cessar-fogo e posterior negociação de garantias de segurança robustas junto dos EUA e dos europeus.

“Neste momento temos de congelar, e penso que esta é a forma real de pôr fim a esta guerra”, afirmou Zelensky, sublinhando a abertura a negociações trilaterais (preferencialmente com participação europeia) e a necessidade de “não falarem de nós sem nós”.

Um assessor de Putin indicou ainda que a guerra está a “mover-se em direção a um fim”, segundo a Vesti.

Estes movimentos diplomáticos – após meses de estagnação desde as últimas rondas trilaterais de início de 2026 – representam o maior impulso recente para um possível descongelamento do conflito, embora as questões territoriais (especialmente o Donbas) e as garantias de segurança permaneçam os principais obstáculos.

Os mercados reagiram de forma contida, privilegiando o impulso tecnológico, mas o potencial de redução do risco geopolítico continua a ser monitorizado de perto pelos investidores.

Petróleo em queda mas yields continuam a pressionar

No mercado de matérias-primas, o petróleo registou ligeiras descidas, com o NYMEX WTI a recuar 0,65% para 97,18 dólares e o ICE Brent a descer 0,05% para 108,74 dólares.

No mercado obrigacionista, a pressão sobre os juros da dívida soberana manteve-se, com a Alemanha a 10 anos a render 3,42% (uma variação de +2,09 pontos base) e Portugal, no mesmo prazo, a fixar-se nos 3,94% (+5,44 pontos base), aumentando o prémio de risco.

França continuou a ser o foco de tensão, com a yield a 10 anos a subir para 5,01% (+8,35 pontos base), num contexto de preocupações em torno do défice orçamental e da instabilidade política no país.

 

Ativo do dia: Spacex descola mais de 12% em bolsa após resultados e possível fusão de 3,5 biliões

21 October 2026 at 17:14

O ativo:

Ações da Space Exploration Technologies Corporation (SpaceX). A empresa de Elon Musk domina o espaço. Em 2025, foi responsável por mais de 50% de todos os lançamentos orbitais do planeta e acumula, de longe, mais lançamentos do que qualquer outro operador. Estreou-se no mercado no passado mês de junho, no maior oferta pública inicial (IPO, na sigla anglosaxónica) da história, numa operação que atraiu uma forte procura.

A titã do espaço disparou, esta quarta-feira, depois de ter reportado um conjunto de resultados que superou as estimativas dos analistas, deixando bons indicadores para um futuro, no qual poderá estar combinada com a Tesla, numa megaoperação que criaria uma empresa com uma capitalização bolsista acima de 3,5 biliões de dólares, caso o magnata Elon Musk avance com a intensão de juntar os dois negócios.

O marco:

A SpaceX disparou até um máximo de 12,44% para 166,18 dólares, durante a sessão desta quarta-feira, depois de a empresa ter mostrado as contas do último trimestre. A confirmar-se este desempenho no fecho da sessão, esta será a maior valorização diária da companhia desde o passado dia 7 de agosto.

A empresa seguia a valorizar 10,5% no mercado norte-americano, numa sessão marcada pelo otimismo em torno das ações ligadas à inteligência artificial, numa sessão em que os investidores aguardam os números da Nvidia no terceiro trimestre.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

A causa:

O forte conjunto de resultados apresentado pela SpaceX e as previsões da empresa de satélites para os próximos trimestres foram bem recebidas pelo mercado, com analistas e investidores a aplaudirem os números reportados pela empresa de Musk. As receitas da companhia dispararam 161% no terceiro trimestre de 2026, para 14,6 mil milhões de dólares, enquanto o resultado líquido atingiu 4,4 mil milhões de dólares, contra perdas de 1,1 mil milhões no período homólogo.

A empresa adiantou que prevê investir, no último trimestre do ano, entre 35 mil milhões e 40 mil milhões de dólares em infraestruturas físicas, o que representa um aumento significativo face aos 19,6 mil milhões de dólares investidos este trimestre. Além disso, a SpaceX confirmou que está no bom caminho para atingir, até dezembro, um ritmo anualizado de receitas recorrentes de 100 mil milhões de dólares. As receitas poderão subir para um valor entre 500 mil milhões e um bilião de dólares no final de 2027, graças à forte adesão ao Grok Bot, adiantou Musk na apresentação de resultados. Para o primeiro trimestre de 2027, a empresa prevê receitas entre 33 mil milhões e 37 mil milhões de dólares. .

Além dos bons números reportados, as ações também estiveram a reagir positivamente à notícia que está a ser estudada uma fusão com a Tesla, o que poderia criar uma gigante mundial. “Há muitas vantagens em combinar as duas empresas, uma vez que estamos praticamente na singularidade da superinteligência [novo termo designado por Donald Trump para fazer referência à IA]”, afirmou Musk, numa referência à possibilidade de a inteligência artificial atingir capacidades que ultrapassem significativamente as humanas.

O que esperar a seguir:

“A SpaceX continua a corresponder às elevadas expectativas e acreditamos que esta tendência se manterá, à medida que novos contratos de capacidade de computação começarem a gerar receitas no quarto trimestre, a Starship avança rumo à captura em voo do veículo e do propulsor, e o desempenho e as funcionalidades do Grok continuam a melhorar. Acreditamos que este conjunto de ativos é único e criará valor ao longo do tempo, à medida que a administração concretiza cada um destes objetivos“, antecipam os analistas do UBS, numa nota onde comentaram as contas da empresa.

“A SpaceX está a demonstrar a sustentabilidade do crescimento das receitas provenientes da inteligência artificial e a sua capacidade para cumprir prazos ambiciosos de implementação, levando os investidores a rever em alta as suas previsões, à medida que as dúvidas começam a dissipar-se”, afirmou Anthony Valentini, analista do Barclays.

A generalidade dos analistas aplaudiu as contas e as estimativas da empresa para 2027, mostrando-se convencidos que a companhia tem margem para continuar a valorizar e a entregar bons resultados. O JPMorgan foi um dos bancos que reviu em alta as suas previsões para a empresa após as contas. O banco de investimento atribui uma recomendação de overweight à SpaceX e mais do que duplicou o seu preço-alvo apara as ações da empresa, de 240 para 500 dólares, o que representa uma subida potencial de quase 240% face ao fecho de terça-feira.

A evolução das ações estará, assim, dependente da confirmação destas perspetivas positivas e da capacidade da empresa de monetizar os investimentos em IA. Por outro lado, os títulos irão reagir a uma possível união à Tesla.

A frase:

As ambições da SpaceX são maiores do que as de qualquer empresa que tenhamos visto. Importa salientar que se espera que a inteligência artificial seja o motor de crescimento a longo prazo […] Continua a existir um potencial de valorização significativo, à medida que a empresa está literalmente a construir a próxima fronteira.

Doug Anmuth

Analista do JPMorgan

Sonangol abre a porta a reforçar no BCP se Fosun sair

By: ECO
21 October 2026 at 16:24

A petrolífera estatal angolana Sonangol está disponível para reforçar a sua participação no BCP BCP 2,14% se os chineses da Fosun venderem a sua posição no banco português.

Em declarações à agência Bloomberg, o presidente da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, adiantou que a companhia petrolífera continua a ver “valor estratégico” nas suas participações no BCP e também na Galp, onde detém 19,9% e 16,9% (indiretamente), respetivamente.

“Em relação a uma potencial saída da Fosun do BCP, a Sonangol não tomou, até este momento, nenhuma decisão de aumentar a sua participação”, referiu numa entrevista por escrito.

“Qualquer potencial oportunidade será cuidadosamente avaliada, tendo em conta a sua adequação estratégica, os retornos esperados, as condições de mercado e a alocação eficiente de capital”, frisou ainda o responsável.

A Fosun detém 20,45% do BCP, mas está a avaliar as opções para a sua participação no banco português, revelou o Expresso em abril.

O ECO adiantou que a seguradora Ageas poderá regressar à estrutura acionista do banco, onde pode assumir uma participação de 5%, em caso de saída da Fosun.

O Jornal de Negócios noticia esta quarta-feira que, por causa do programa de recompra de ações do BCP, a Sonangol terá de vender ações do banco para não superar a fasquia dos 20%, que obrigaria a autorização do Banco Central Europeu (BCE).

As ações do BCP estão a subir 1,8% para 1,118 euros e desde o início do ano acumulam uma valorização de 23%, superando o desempenho do PSI.

É um sobe e desce numa incerta Netflix

By: ZAP
21 October 2026 at 16:00
Duas séries ainda ajudaram a originar um lucro trimestral surpreendentemente elevado. Mas há cautela, com dois fatores contra. A Netflix registou um aumento dos lucros no último trimestre. Um lucro surpreendentemente elevado, muito impulsionado pelo sucesso da segunda temporada da série The Gentlemen e da nova versão de Uma Casa na Pradaria. Mesmo assim, e apesar dos resultados positivos, a plataforma de streaming apresentou perspetivas cautelosas para os próximos meses, levando os investidores a penalizar as ações da empresa nesta terça-feira. As receitas da Netflix cresceram cerca de 12% nos últimos três meses, atingindo 12,87 mil milhões de dólares. O

Generali Investments lança primeira classe de fundo tokenizado com foco em inovação tecnológica

21 October 2026 at 13:14

A Generali Investments anunciou esta quarta-feira 21 de outubro o lançamento de uma classe nativamente tokenizada de um fundo do mercado monetário (Money Market Fund) já existente, domiciliado no Luxemburgo, emitido e gerido pela Generali Asset Management. Esta nova classe utiliza a tecnologia de registo distribuído (DLT) para representar e registar as unidades do fundo, sendo reservada exclusivamente a empresas autorizadas do Grupo Generali, não estando disponível para outros investidores.

Com este lançamento, a Generali Investments posiciona-se entre os principais gestores de ativos a atuar neste segmento de mercado, reforçando a sua posição na vanguarda da inovação. A introdução da classe tokenizada destina-se a ser implementada nas atividades de investimento do Grupo Generali, marcando o primeiro marco no desenvolvimento de uma oferta de investimento tokenizada mais alargada. A iniciativa pretende alargar progressivamente esta tecnologia a todos os clientes da Generali Investments, estabelecendo as bases para uma distribuição mais ampla e para a eficiência operacional a longo prazo através de processos potenciados por DLT.

O mercado de ativos reais tokenizados quase quadruplicou desde o início de 2025, atingindo 39 mil milhões de dólares (34,7 mil milhões de euros) em setembro de 2026. As obrigações e os fundos do mercado monetário lideram esta expansão, emergindo como o principal ponto de entrada das finanças tradicionais nos mercados digitais. A longo prazo, os ativos reais tokenizados poderão evoluir para um mercado multibilionário no início da próxima década.

Woody Bradford, diretor executivo e diretor-geral da Generali Investments, afirmou que, à medida que a adoção da tokenização acelera nos mercados financeiros, os gestores de ativos devem agir rapidamente para capturar o seu potencial. Acrescentou ainda que, com base nos progressos já alcançados na inteligência artificial e na automação, este lançamento avança ainda mais a agenda tecnológica da empresa, combinando a experiência de investimento estabelecida com uma forma mais eficiente e digital de servir os clientes.

A tokenização cria uma representação digital, ou token, de um ativo financeiro real num registo distribuído, permitindo que contratos inteligentes e infraestruturas DLT automatizem a emissão, transferência e administração de ações ou unidades num fundo de investimento. Com o tempo, espera-se que a tecnologia traga benefícios significativos para os investidores, incluindo liquidação quase instantânea, acesso mais rápido a produtos de reembolso, uma experiência totalmente digital, maior flexibilidade através de janelas de negociação alargadas e melhoria da liquidez através de negociação em mercado secundário.

Emiliano Di Giammatteo, diretor de operações da Generali Investments, sublinhou que a tokenização e os ativos digitais desempenham um papel importante na modernização da infraestrutura de fundos de investimento. Referiu também que os fundos do mercado monetário constituem um ponto de partida atraente devido ao seu potencial para alargar a distribuição e permitir uma gestão mais eficiente da liquidez e das garantias, tanto nos mercados de capitais tradicionais como para emitentes de ‘stablecoins’, podendo tornar-se um bloco de construção essencial num ecossistema financeiro mais programável e conectado.

Portugal foi o quarto país do euro que mais cortou a dívida pública no último ano

21 October 2026 at 11:26

A dívida pública da Zona Euro fixou-se em 88,8% do produto interno bruto (PIB) no fim do segundo trimestre, contra 87,3% um ano antes, revela esta quarta-feira o gabinete de estatística europeu (Eurostat) com base em dados provisórios.

“Em comparação com o segundo trimestre de 2025, 18 Estados-membros registaram um aumento do rácio da dívida em percentagem do PIB no final do segundo trimestre de 2026 e 9 registaram uma diminuição”, lê-se num comunicado do Eurostat.

Entre os países do euro, 14 agravaram o rácio no último ano e sete reduziram-no. Portugal está neste segundo grupo, com uma descida de 3,4 pontos percentuais, de 95,9% para 92,5% do PIB, atrás da Grécia (-11,2 pontos), Chipre (-9,5) e Eslovénia (-4,5).

Apesar desse movimento, Portugal continua entre os países mais endividados do espaço da moeda única, ocupando o sexto lugar entre os 21 Estados-membros com maior rácio da dívida pública face ao PIB – posição que também tinha no segundo trimestre de 2025 e no primeiro de 2026. Porém, a distância face à média da Zona Euro diminuiu, passando de 8,6 pontos percentuais em junho de 2025 para 8,6 pontos percentuais em junho deste ano

Segundo o Eurostat, dos seis países com rácios mais altos, três reduziram o peso da dívida num ano: Grécia (de 152% para 140,8%), Portugal e Espanha (de 103,2% para 101,4%). Em movimento contrário surge a Itália, que passou de um rácio de 137,6% do PIB para 139,9%, França (de 115,4% para 119,1%) e Bélgica (de 106,4% para 110,2%).

Numa análise em cadeia, verifica-se que a trajetória é outra. Entre abril e junho, o rácio da dívida pública face ao PIB de Portugal subiu de 90,4% para 92,5%, sendo inclusive o maior aumento da Zona Euro, à frente da Letónia (+1,9 pontos percentuais) e da Lituânia (+1,6 pontos percentuais).

No mesmo período, a Grécia recuou 2,7 pontos percentuais e Chipre 3 pontos percentuais, enquanto a França subiu 1,4 pontos percentuais, Itália 1,3 pontos percentuais e Bélgica 0,8 pontos percentuais. Em Espanha, o rácio manteve-se em 101,4% do PIB.

A estrutura da dívida portuguesa também se distingue da média do euro. Em percentagem do PIB, os títulos de dívida pesam 55,1% em Portugal face a 75,1% na Zona Euro, os empréstimos representam 20,8% da dívida nacional enquanto na média da Zona Euro pesam 11,6%, e a componente de moeda e depósitos representam 16,6% do PIB na estrutura nacional e 2,1% na área do euro.

O Eurostat define a dívida bruta como o endividamento consolidado do conjunto das administrações públicas “ao valor nominal”, o que inclui estes três instrumentos. Em Portugal, o Banco de Portugal atribuiu o aumento do segundo trimestre sobretudo a títulos de dívida, de longo prazo, e a Certificados de Aforro.

Excedente de 0,8% em Portugal contrasta com défice de 3,3% na Zona Euro

Mas não é apenas ao nível do endividamento que as conta da Zona Euro estão em crescente. O Eurostat revela que o défice orçamental dos países da área do euro, ajustado de sazonalidade, fixou-se em 3,3% do PIB no segundo trimestre, contra 3,2% nos três meses anteriores e 2,8% um ano antes.

A receita total das administrações públicas da Zona Euro representou 46,8% do PIB (46,9% no primeiro trimestre) e a despesa total 50,1% (50,0%). A receita cresceu cerca de 21 mil milhões de euros em termos absolutos e a despesa cerca de 28 mil milhões.

Portugal apresenta um excedente de 0,8% do PIB no segundo trimestre, contra 0,7% no primeiro trimestre e 1,1% um ano antes. É um dos quatro países do euro com saldo positivo: Chipre (3,3%), Grécia (2,2%) e Irlanda (1,9%) estão à frente. Os restantes 17 registam défices – o mais baixo dos quais é o do Luxemburgo (-0,2%) –, e 12 dos 21 países têm inclusive défices superiores a 3% do PIB, como é o caso da Bélgica (-5,3%), França (-5,1%), Alemanha (-4,1%) e Itália (-3,2%).

O saldo orçamental coloca Portugal numa posição diferente da que ocupa na dívida. Dos seis países com maior rácio de endividamento, só a Grécia (+2,2%) e Portugal (+0,8%) têm excedente, ao passo que Espanha, Itália, França e Bélgica apresentam défices.

Portugal tem uma dívida de 92,5% do PIB, o sexto valor mais alto da Zona Euro, e foi o país do euro em que o rácio mais subiu entre março e junho (+2,1 pontos), embora tenha descido 3,4 pontos num ano. O Eurostat classifica como provisórios os dados do primeiro e do segundo trimestres de 2026, e o próximo comunicado trimestral está marcado para 22 de janeiro de 2027.

Euribor continua a subir a três, a seis e a 12 meses

By: Lusa
21 October 2026 at 11:21

A taxa Euribor subiu esta quarta-feira pela terceira sessão consecutiva em todos os prazos, com os indexantes do crédito da casa a manterem a tendência de subida dos últimos meses.

  • A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou para 3,030%, mais 0,013 pontos percentuais que na terça-feira.
  • No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também subiu, para 3,263%, mais 0,018 pontos que na véspera.
  • A Euribor a três meses avançou hoje, ao ser fixada em 2,670%, mais 0,024 pontos.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

Em 10 de setembro, como esperado pelos mercados, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, o BCE tinha subido, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 28 e 29 de outubro em Frankfurt.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Juros da dívida francesa superam 5% pela primeira vez desde 2002

21 October 2026 at 10:44

França continua sob intensa pressão nos mercados obrigacionistas perante a deterioração das contas públicas e o clima de tensão nas ruas. Os juros dos títulos a 10 anos superaram esta quarta-feira a fasquia dos 5% pela primeira vez desde 2002, refletindo a grande preocupação dos investidores com a situação gaulesa.

Esta manhã, a yield a 10 anos atingiu os 5,002%, mais oito pontos base em relação à sessão anterior, de acordo com os dados da Refinitiv. O prémio de risco em relação à Alemanha alargou-se para 157 pontos base, aproximando-se dos valores mais elevados desde 2011.

“A vontade política para qualquer consolidação orçamental antes das eleições é muito, muito baixa”, salientou Jeff Mueller, co-responsável pelo rendimento fixo da Morgan Stanley Investment Management, citado pelo Financial Times, acrescentando que há muito espaço para “a situação piorar a partir daqui”.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

Praticamente desde fevereiro que os mercados globais de dívida estão a ser fortemente pressionados, na sequência dos ataques dos EUA e Israel no Irão, que levou os juros em todo o lado a subirem à boleia do petróleo.

Mas o problema afetou sobretudo os países mais endividados e, por isso, França tem estado na mira dos investidores, com a perceção de risco a agravar-se de dia para dia para níveis preocupantes.

Os custos de financiamento do Estado francês foram os que mais subiram nas maiores economias do mundo desde o início do conflito no Médio Oriente, justamente por conta das dúvidas quanto à capacidade do governo de sanear as contas públicas, receios a que se juntaram nas últimas semanas a forte contestação nas ruas.

O Executivo de Sébastien Lecornu apresentou um pacote de consolidação orçamental de 43 mil milhões de euros, com o objetivo de reduzir o défice de 5,4% do PIB este ano para 5% em 2027. Contudo, a aprovação parlamentar é incerta e os analistas duvidam que as medidas sejam suficientes para conter o défice orçamental e estabilizar a dívida pública, que está nos 115% do PIB (final de 2025) e deverá continuar a subir este ano e no próximo.

Também há incerteza em relação às promessas de Marine Le Pen para sanear as contas públicas. A candidata presidencial do Rassemblement National e que lidera as sondagens para as eleições de abril prometeu uma redução significativa do défice público caso o seu partido vença as eleições. O plano passa por reduzir as necessidades de financiamento do Estado para 3,7% do PIB e baixar o défice para menos de 3% do PIB até 2030.

Esta semana termina com um outro momento de tensão para a segunda maior economia da Zona Euro, com a Moody’s a atualizar o rating do país na sexta-feira. Em cima da mesa pode estar uma descida da notação de risco, tendo em conta o outlook negativo do atual rating de Aa3, o iria adicionar pressão sobre os juros.

“Com a expectativa de mais protestos, recolher obrigatório noturno e o governo a enfrentar uma pressão renovada, o risco soberano francês continua a ser uma fonte adicional de incerteza para os mercados europeus de rendimento fixo”, consideram os analistas do Danske Bank.

Os juros a 10 anos de Portugal também estão a subir, situando-se nos 3,92% — aliviando, ainda assim, dos 4% do final do mês passado.

(Notícia atualizada às 10h53)

Netflix cai mais de 5% com apresentação de resultados do terceiro trimestre

21 October 2026 at 09:53

Os investidores não reagiram bem à apresentação dos resultados da Netflix no terceiro trimestre. A plataforma de streaming está a cair 5,6% em pré-mercado nesta quarta-feira 21 de outubro depois de ter fechado a sessão de terça-feira 20 de outubro com uma quebra de 1,6%.

Isto vem agravar as quedas que as ações da empresa de streaming estão a acumular desde o início do ano. A Netflix soma uma desvalorização 24,5% desde o início do ano e no espaço de um ano já caiu 44,6%.

A plataforma de streaming recentemente viu um aumento na concorrência. Tal se deveu à luz verde que foi dada à fusão entre a Paramount Skydance e a Warner Bros Discovery. Isto fez com que os serviços de streaming da Paramount e da HBO também se fundissem. A junção cria o segundo maior operador no streaming com 210 milhões de subscritores ficando atrás dos 325 milhões da Netflix, de acordo com o The Current.

A Paramount Skydance venceu a corrida à aquisição da Warner Bros tendo pago para o efeito 110 mil milhões de dólares (95,1 milhões de euros), em final de fevereiro, superando a oferta da Netflix.

A empresa de streaming teve mesmo o negócio fechado, a 5 de dezembro de 2025, para a aquisição da Warner Bros, que incluía os estúdios de cinema e televisão, a HBO Max e a HBO, por 82,7 mil milhões de dólares (73,6 mil milhões de euros). Mas o negócio ficou em suspenso devido ao surgimento, a 8 de dezembro de 2025, de uma oferta pública de aquisição da Paramount Skydance para adquirir a totalidade das ações em circulação da Warner Bros Discovery por 30 dólares (25,60 euros) por ação, o que totalizaria 108,4 mil milhões de dólares, ou 92,4 mil milhões de euros. Esta oferta incluía a totalidade da Warner Bros Discovery, ao contrário do acordo que foi fechado com a Netflix.

Lucro da Netflix subiu 44%

A empresa reportou um crescimento de 44% no seu lucro líquido de 2,5 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) para 3,6 mil milhões de dólares (3,2 mil milhões de euros), no terceiro trimestre, face ao ano anterior. E o lucro operacional teve um incremento de 37% de 3,2 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros) para 4,4 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros).

Os lucros por ação diluído passaram de 0,59 dólares (0,53 euros) para 0,87 dólares (0,78 euros), um crescimento de 49%.

As receitas no terceiro trimestre subiram 11,8% de 11,5 mil milhões de dólares (10,2 mil milhões de euros) para 12,8 mil milhões de dólares (11,4 mil milhões de euros), “ficando em linha com as projeção”, refere a empresa.

“No terceiro trimestre, o crescimento da receita foi impulsionado principalmente pela receita de subscrições, refletindo aumentos no número de membros e nos preços, crescimento das receitas publicitárias e um impacto favorável das taxas de câmbio, líquidas de cobertura. O crescimento do número de membros beneficiou da retenção contínua e saudável em todas as regiões; globalmente e nos Estados Unidos, a taxa de cancelamento melhorou em relação ao ano anterior e foi melhor do que a prevista”, salientou a plataforma de streaming.

E a margem operacional passou de 28,2% para os 34,6%. “Tanto o lucro operacional como a margem do terceiro trimestre superaram as previsões, principalmente devido ao cronograma das despesas e ao ligeiro aumento da receita”, explicou.

O fluxo de caixa subiu ao passar de 2,6 mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros) para os 2,8 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros), um crescimento de 7,6%.

Guidance para o quarto trimestre

A Netflix espera um crescimento da receita de 12% no quarto trimestre para os 13,4 mil milhões de dólares (11,9 mil milhões de euros), “impulsionado pelo crescimento das subscrições, dos preços e das receitas publicitárias”. É estimada uma margem operacional de 26%, que “inclui um impacto negativo de aproximadamente 120 pontos base associado às nossas recentes reduções de pessoal, e compara com 24,5% no mesmo trimestre do ano anterior”. A empresa de streaming explica que estas mudanças organizacionais “permitem continuar a investir agressivamente em áreas de alto impacto para melhorar o nosso serviço e impulsionar o crescimento e a inovação”.

Para o ano de 2026 é esperada uma receita de 51,1 mil milhões de dólares (45,5 mil milhões de euros), ou um crescimento de 13%. “Isto representa 0,2% abaixo do ponto médio da nossa previsão de receitas anterior para 2026”, salienta.

“Embora o crescimento da receita de subscrições tenha superado as nossas expectativas, esperamos atualmente uma receita de anúncios de aproximadamente 2,7 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros) em 2026, contra cerca de 3 mil milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros) anteriormente (devido à implementação um pouco mais lenta do que o esperado de algumas características do produto de anúncios). Prevemos uma margem operacional de 31,5% para 2026 (31,4% com base nas taxas de câmbio de 1 de janeiro de 2026), contra 29,5% em 2025. A nossa projeção atualizada de margem para 2026 inclui um impacto negativo de aproximadamente 30 pontos base associado às nossas reduções de pessoal no quarto trimestre. A nossa previsão implica um crescimento anual do resultado operacional de mais de 20% para 2026”, acrescenta.

Juros da dívida sobem a dois, cinco e 10 anos

21 October 2026 at 09:17

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a terça-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia e Itália, bem como com os de França no prazo mais longo.

Às 08:40 em Lisboa, os juros a 10 anos avançavam para 3,904%, contra 3,884% na terça-feira.

Os juros a cinco anos também subiam, para 3,465%, contra 3,450%.

Os juros a dois anos avançavam para 3,174%, contra 3,153% na véspera.

Os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, mantinham-se em 3,399%, enquanto os de França subiam, para 4,962%, contra 4,929%.

O prémio de risco de França, o diferencial dos juros a 10 anos em relação aos da Alemanha, continuava a subir, para 156,8 pontos base, em máximos dos últimos 15 anos e acima dos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal.

No mesmo sentido, os juros da dívida dos Estados Unidos a 10 anos subiam, para 5,112%, contra 5,111% na véspera.

Juros da dívida soberana em Portugal, Espanha, Grécia e Itália às 08:40:

2 anos…5 anos…10 anos

Portugal

21/10…….3,174…3,465…..3,904

20/10…….3,153…3,450…..3,884

Espanha

21/10…….3,209…3,535…..4,044

20/10…….3,200…3,520…..4,027

Grécia

21/10…….3,290…3,813…..4,376

20/10…….3,262…3,784…..4,350

Itália

21/10…….3,533….4,007…..4,553

20/10…….3,501….3,973…..4,518

Fonte: Bloomberg Valores de ‘bid’ (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.

SpaceX e Tesla negoceiam fusão, que seria a maior de sempre

21 October 2026 at 09:11

A SpaceX e a Tesla estão a estudar um acordo para unir as duas empresas de Elon Musk cotadas em bolsa, numa operação que poderá valer mais de três biliões de dólares (ou three trillion dollars, no original em inglês).

Segundo o Financial Times, o magnata norte-americano afirmou esta terça-feira que ambas as empresas constituíram comités especiais para analisar uma possível união, naquela que seria a maior fusão de sempre. Este é o passo mais significativo até agora no sentido de uma fusão que criaria um conglomerado de grande dimensão, centrado na inteligência artificial (IA), indica a publicação britânica.

“Acho que seria uma boa ideia? Sim. Mas, no final de contas, os acionistas têm de apoiar esta iniciativa”, afirmou Musk, acrescentando que, enquanto presidente executivo de ambas as empresas, não pode participar nas discussões. “Os comités especiais ainda não chegaram a acordo sobre os termos de qualquer operação e, obviamente, não há garantias de que isso venha a acontecer”, acrescentou.

A concretizar-se, a operação juntaria duas empresas com avaliações de mercado que, em conjunto, ascendem a cerca de 3,5 biliões de dólares. A SpaceX está avaliada em dois biliões de dólares, enquanto a Tesla vale quase 1,5 biliões. De acordo com o FT, a nova entidade ultrapassaria a Amazon em valor de mercado, ficando apenas atrás da Microsoft, da Alphabet, da Apple e da Nvidia, que é a cotada mais valiosa.

“Há muitas vantagens em combinar as duas empresas, uma vez que estamos praticamente na singularidade da superinteligência (novo termo designado por Donald Trump para fazer referência à IA)”, afirmou Musk, numa referência à possibilidade de a inteligência artificial atingir capacidades que ultrapassem significativamente as humanas.

A colaboração estende-se também a outros projetos. As duas empresas estão a trabalhar no Roadster, um automóvel desportivo apresentado na semana passada que recorre a propulsores de gás frio desenvolvidos pela SpaceX para executar manobras aéreas, incluindo saltos e rotações invertidas. Além disso, o modelo de inteligência artificial Grok, desenvolvido pela xAI, outra empresa de Musk, está disponível gratuitamente em muitos veículos da Tesla.

Tesla e Meta apresentam contas e 4 outras coisas que precisa de saber para começar o dia

Pelos EUA, as contas trimestrais das grandes tecnológicas preenchem o dia: a Tesla e a Meta apresentam resultados e os investidores vão reagir aos relatórios da SpaceX e da Netflix. Por cá, o INE revela se os juros da casa voltaram a subir em setembro.

Netflix aumenta lucro trimestral mas espera vender menos publicidade

By: Lusa
21 October 2026 at 07:45

A plataforma de streaming Netflix anunciou esta terça-feira um lucro de 3,66 mil milhões de dólares (3,3 mil milhões de euros) entre julho e setembro, mais 44% face ao período homólogo, com as receitas também em alta.

Segundo a empresa norte-americana, a receita subiu 12%, de 11,51 mil milhões de dólares (10,24 mil milhões de euros) para 12,87 mil milhões.

Apesar de os resultados no terceiro trimestre terem ficado ligeiramente acima das expectativas dos analistas, a empresa reduziu a sua projeção para as vendas de publicidade, gerando preocupações sobre uma desaceleração no crescimento de receitas.

“Com a Netflix sob pressão para encontrar fontes de receita alternativas para além das subscrições, é preocupante que a empresa tenha reduzido a sua estimativa para o segmento publicitário“, afirmou Ross Benes, analista sénior da eMarketer.

“Reformular a estratégia de conteúdos não é suficiente para resolver este desafio, mas é um começo válido. As projeções não são tão agressivas como os investidores estavam habituados a ver“, adiantou.

Embora a Netflix tenha beneficiado de novas subscrições e aumentos de preços, a empresa enfrenta uma concorrência intensa no streaming, vinda de empresas como a Prime Video, da Amazon, e a Disney+.

Além disso, a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount — num negócio de 81 mil milhões de dólares — colocou a HBO Max e a Paramount+ sob o mesmo teto. A Netflix apresentou uma proposta para comprar o estúdio e o braço de streaming da Warner Bros. Discovery, mas em fevereiro retirou-a.

Na semana passada, a Netflix anunciou planos para despedir cerca de 6% da sua força de trabalho, o que equivale a quase mil postos de trabalho (num total de 16 mil em todo o mundo), no âmbito de “mudanças organizacionais” mais amplas.

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