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SC Braga vence Gent na estreia de Franclim Carvalho

22 October 2026 at 21:54

O SC Braga venceu hoje na receção aos belgas do Gent, por 2-0, na segunda jornada da Liga Conferência de futebol, abrilhantando a estreia do novo treinador, Franclim Carvalho, com uma boa exibição.

Os golos de Victor Gómez (03 minutos) e Gabri Martínez (76) deram um triunfo justo aos minhotos, permitindo quebrar um ciclo de quatro jogos sem vencer e três derrotas consecutivas, que ditou a saída de Carlos Vicens.

Na estreia, Franclim Carvalho promoveu logo a mudança do esquema tático, passando do ‘3-4-3’ (o mais habitual com o técnico espanhol) para um ‘4-2-3-1’ e a equipa deu uma boa resposta, fazendo os primeiros três pontos na prova europeia, depois da derrota na jornada inaugural, em Copenhaga (3-0).

O novo técnico dos bracarenses fez cinco alterações, três delas na defesa, Victor Gómez, Barisic e Arrey-Mbi (como lateral-esquerdo de uma defesa agora com quatro homens), Gabriel Silva e Milosevic.

O Braga não podia querer melhor início, porque, logo aos três minutos, inaugurou o marcador, após uma excelente jogada coletiva: Gorby tabelou com Ricardo Horta já dentro da área e serviu Victor Gómez que, de primeira, fez o primeiro golo da partida.

O Gent é líder do campeonato belga, mas vinha de uma surpreendente eliminação da Taça da Bélgica por uma equipa do terceiro escalão e mostrou pouco poder ofensivo.

Aos 33 minutos, uma oferta de Paskotsi quase foi aproveitada por Pau Victor para fazer o segundo dos bracarenses, mas o Davy Roef defendeu bem para canto e, logo a seguir, foi a vez de Gabriel Silva, com uma boa jogada individual a rematar já de ângulo reduzido, mas obrigando o guardião belga a defesa atenta.

No segundo tempo, o Gent parecia querer mostrar mais e, aos 52 minutos, Sonko rematou com algum perigo, mas ao lado.

A resposta do SC Braga chegou pouco depois, primeiro com um remate de fora da área de Pau Victor, a que Davy Roef se opôs bem – na sequência, Gabriel Silva amorteceu de cabeça para Ricardo Horta que desviou por cima.

Franclim Carvalho foi refrescando a equipa, primeiro com Dorgeles (61) e, 10 minutos depois, com Tiknaz e Gabri Martínez, tentando estancar um certo ascendente do Gent: Van Der Heyden ameaçou com um remate ao lado (70) e Sonko obrigou Bernardo Fontes à defesa da noite com um remate forte já dentro da área (72).

Seria, contudo, o Braga a fazer o segundo e a ‘matar’ o jogo, por Gabri Martínez, de primeira e com o pé esquerdo a marcar o seu primeiro golo na Liga Conferência (e segundo da época), após assistência de Victor Gómez.

O SC Braga embalou para uns minutos finais de domínio completo e esteve perto do terceiro, por Ricardo Horta, que enviou à barra da baliza belga (85), e Gabri Martínez, por duas vezes (88 e 90).

Ficha de jogo

Jogo realizado no Estádio Municipal de Braga.

SC Braga – Gent, 2-0.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores

1-0, Victor Gómez, 03 minutos.

2-0, Gabri Martínez, 76.

Equipas

– SC Braga: Bernardo Fontes, Victor Gómez, Lagerbielke, Barisic (Sergio Barcia, 89), Arrey-Mbi, Gorby (Tiknaz, 71), João Moutinho, Pau Victor, Ricardo Horta (Huseinbasc, 89), Gabriel Silva (Gabri Martínez, 71) e Milosevic (Dorgeles, 61).

(Suplentes: Tiago Sá, Vítor Carvalho, Bajrami, Sergio Barcia, Diego Rodrigues, Tommy Marqués, Tiknaz, Travassos, Huseinbasic, Dorgeles, Gabri Martínez e Fran Navarro).

Treinador: Franclim Carvalho.

– Gent: Davy Roef, Maksim Paskotsi (Kyrell Wilson, 82), Christian Burgess, Siebe Van Der Heyden, Tiago Araújo, Tibe De Vlieger, Hyllarion Goore (El Hadji Seck, 63), Mathias Delorge (Leonardo Lopes, 63), Michel-Ange Balikwisha (Lazló Bénes, 41), Momodou Sonko (Gilles De Meyer , 82) e Ibrahima Cissé.

(Suplentes: Kjeel Peersman, Lazló Bénes, Aimé Omgba, Kyrell Wilson, Leonardo Lopes, Mohammed El Adfaoui, Gilles De Meyer, Abdelkahar Kadri, Abdoul Ayinde, Mamadou Diallo, Matties Volckaert e El Hadji Seck).   

Treinador: Rik De Mil.

Árbitro: Andris Treimanis (Letónia).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Barisic (27), Maksim Paskotsi (32) e Tiago Sá (40).

Assistência: 10.449 espetadores.

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Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga

22 October 2026 at 21:29

A Casa S, projetada pelo arquiteto Luís Cunha, da L2C Arquitetura, de Braga, foi distinguida com o título de Vencedor no Architecture MasterPrize 2026, na categoria “Residential Architecture – Single Family”, dedicada à habitação unifamiliar.

O projeto, implementado numa encosta íngreme no concelho de Braga, privilegiou relação entre a habitação e a paisagem. A casa surge em dois planos horizontais deslocados que são inseridos na encosta “íngreme”, organizando os espaços comuns no piso inferior e os espaços privados no superior.

Nesta obra que teve como empreiteiro geral a empresa bracarense Cintilante Construções Lda, o betão aparente funciona como estrutura, sistema de contenção e acabamento, enquanto os telhados verdes, os balanços profundos e os pátios moderam o clima e a luz natural.

Uma clarabóia emoldura um dos sobreiros existentes, enquanto a rocha exposta permanece visível nos pisos dos quartos, integrando a topografia, a luz e a geologia no quotidiano, segundo a descrição disponível no ‘site‘ oficial do prémio.

Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio
Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio
Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio
Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio
Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio
Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio
Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio
Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio
Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio
Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Foto: Ivo Tavares Studio

“É uma grande satisfação ver a Casa S reconhecida num prémio com esta dimensão internacional. Este projeto reúne preocupações que atravessam o nosso trabalho: o rigor do desenho, a relação com a paisagem e a qualidade dos espaços habitados. A distinção dá uma nova projeção ao percurso que temos vindo a construir a partir de Braga”, diz Luís Cunha, em comunicado enviado a O MINHO.

O projeto está entre os trabalhos premiados por um júri internacional, numa edição que, segundo a organização, reuniu milhares de candidaturas provenientes de 95 países.

Arquiteto conquista prestigiado prémio internacional com casa construída numa encosta íngreme de Braga
Imagem: Divulgação

Com sede nos Estados Unidos da América, o Architecture MasterPrize distingue a excelência na arquitetura, no design de interiores e na arquitetura paisagista à escala mundial. Os projetos são avaliados por um júri internacional de arquitetos, académicos e especialistas, segundo critérios como a qualidade do desenho, a originalidade e a relação com o contexto.

Ao longo das suas edições, o prémio distinguiu projetos de referências da arquitetura contemporânea como Álvaro Siza Vieira, Zaha Hadid Architects, Tadao Ando e Renzo Piano.

O arquiteto Luís Cunha estará presente em novembro, no Museu Guggenheim de Bilbau, em Espanha, na cerimónia de entrega dos prémios que celebra os vencedores das edições de 2025 e 2026.

Dirigida por Luís Cunha, a L2C Arquitetura desenvolve projetos de habitação, serviços e equipamentos, acompanhando o processo desde a conceção até à construção.

O atelier considera que esta distinção “traz para Braga um reconhecimento internacional, dando visibilidade à arquitetura produzida na região”.

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Continental investe 10 milhões para potenciar inovação em Famalicão

22 October 2026 at 18:07

A fabricante de pneus Continental vai investir mais de 10 milhões de euros num centro de competências tecnológicas em Lousado, Vila Nova de Famalicão, que deverá estar pronto em inícios de 2028, foi hoje anunciado.

Segundo o administrador da empresa Pedro Carreira, o centro terá capacidade para acolher cerca de 500 trabalhadores.

Os primeiros ‘ocupantes’ do edifício serão os “200 e muitos” funcionários que trabalham nas diversas áreas de tecnologia na Continental em Lousado e que atualmente estão espalhados por vários espaços.

Posteriormente, e à medida das necessidades do mercado e dos talentos que houver disponíveis na região, o número deverá ir subindo até ao meio milhar.

“A inovação já existe, estamos a fazê-la, vamos continuar a fazê-la, mas o facto de as sinergias se colocarem todas no mesmo sítio torna o efeito potenciador muito maior. Tê-los todos dentro do mesmo espaço, todos a discutir em conjunto, será um primeiro passo fortíssimo para o desenvolvimento de novas ideias e conceitos”, sublinhou Pedro Carreira.

Acrescentou que, embora a Continental seja sobretudo conhecida em Portugal pela produção de pneus, a atividade da empresa “vai muito além disso”.

“A inovação e as novas tecnologias fazem parte do nosso ADN […]. Pretendemos criar um local de trabalho moderno e inspirador que promova a colaboração, impulsione a inovação e ajude a atrair e a desenvolver talento altamente qualificado”, frisou.

Para o gestor da Continental Solutions Center Ricardo Martins, o futuro centro de competências vai “romper deliberadamente com o conceito tradicional de escritório”.

“Um ambiente de trabalho moderno, colaborativo e inovador, onde as pessoas possam desenvolver o seu potencial e contribuir para projetos com impacto global”, referiu.

O centro vai focar-se, em grande parte, nas áreas da investigação e desenvolvimento e das tecnologias da informação.

“Vamos ter laboratórios de desenvolvimento, vamos ter laboratórios informáticos de desenvolvimento, mecânicos… É um centro de competências que está a ser montado, nas diferentes áreas onde a Continental precisa. Desde a manufatura até ao desenvolvimento de soluções informáticas, passando por soluções que vão ligar aos automóveis e aos pneus”, referiu Ricardo Martins.

No mesmo sentido, o responsável pela Investigação e Desenvolvimento da Continental, Edwin Goudswaard, destacou o contributo que o futuro centro dará para fomentar a criatividade, a troca de conhecimento e o desenvolvimento de novas soluções.

“A tecnologia e a inovação assumem um papel cada vez mais determinante para a competitividade das empresas”, apontou.

O futuro centro de competências terá 7.600 metros de espaço utilizável, dividido por três pisos.

Inaugurada em 1946 como Mabor e integrada no Grupo Continental em 1990, a fábrica de Lousado é atualmente uma das maiores unidades de produção de pneus da empresa em todo o mundo.

Em Lousado, o grupo tem quatro empresas no negócio de pneus: Continental Solutions Center, Continental Pneus Portugal, Continental Indústria Têxtil do Ave e Continental Mabor.

No total, e segundo o município de Famalicão, a Continental emprega em Lousado mais de 3.800 colaboradores.

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“Não sei se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa”

22 October 2026 at 16:39

O presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) disse hoje não saber “se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício” da anterior, recordando que os seus próprios avós emigraram “para poderem ter uma casa”.

“Já fomos todos jovens, não é? (…) E percebemos essa dificuldade. Eu não sei se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa”, disse hoje aos jornalistas Benjamim Pereira, em Vila Nova de Gaia (Porto).

Falando acerca das manifestações pela habitação que têm ocorrido sobretudo no Porto e em Lisboa, e questionado sobre se a geração atual está a ter menos sacrifício do que a geração anterior, o responsável do IHRU disse não querer ir “por esse caminho”.

“Só estou a dizer que os meus avós emigraram para o Brasil e para a Argentina para poderem ter uma casa. O meu pai emigrou durante 20 anos, sacrificou a vida”, prosseguiu, e perante as questões dos jornalistas sobre se os jovens também devem emigrar, afirmou que não estava “a dizer isso”.

Pedindo para “concluir o raciocínio”, Benjamim Pereira disse que os seus familiares emigraram “porque a casa era, efetivamente, uma coisa muito importante para a sua vida, a sua base logística, como é hoje”.

“É preciso que haja um compromisso de todos. Reparem, os jovens podem organizar-se, fazer cooperativas. Eu já recebi pessoas no IHRU que agora, com os seus 60 e 70 anos, que quando eram da idade dos jovens que agora se estão a manifestar organizaram-se, fizeram cooperativas e fizeram as suas próprias casas”, afirmou.

Frisando que fazia “um apelo” e não “uma crítica”, Benjamim Pereira pediu “a todos que se possam unir” pois “é um problema que tem de ser resolvido por todos e os jovens também fazem parte desta equação”.

Antes, o também ex-presidente da Câmara de Esposende (PSD) tinha dito que vê as manifestações “de forma muito tranquila”.

“Eu acho que as pessoas, os cidadãos devem manifestar-se. Não é [só] pela habitação, é pela habitação, é pela saúde, é por tudo aquilo que entenderem que não está de acordo, enfim, com a sua forma de ver. O que não quer dizer desde logo que tenham razão. Mas podem e devem manifestar-se. Isto só nos dá força para trabalhar mais”, apontou.

Disse ainda haver “algum sentimento de injustiça” para os trabalhadores do IHRU.

“Nós temos trabalhado imenso, temos feito o máximo que está ao nosso alcance para conseguir resolver um problema. Só que é um problema estrutural, não é um problema conjuntural”, sustentou.

Segundo Benjamim Pereira, “não se vai resolver o problema da habitação (…) durante os próximos anos, é preciso todos termos consciência disso”.

Porém, expressou otimismo quanto ao decreto-lei proposto pelo Governo para a habitação, n.º97/2026, “que vai, com toda a certeza, dar um enorme contributo para resolver o problema da habitação”.

“É preciso dar tempo para que ele funcione. Quer o regime simplificado do arrendamento acessível, que vai (…) conter, mas por opção do próprio senhorio, o limite das rendas, que será muito importante”, bem como “os contratos de investimentos de arrendamento”, acrescentou.

Para Benjamim Pereira, estes contratos são “das medidas mais importantes que se tomaram em Portugal nas últimas décadas em relação à habitação” porque convocam o setor privado.

“Os contratos de investimento de arrendamento na sua modalidade, quer da renda moderada, que é obrigatório praticar, quer da renda acessível” podem ser a “bala de prata” com a “obrigatoriedade de manter os imóveis durante 25 anos em arrendamento acessível” para que os jovens “tenham aqui a sua oportunidade”, assinalou.

Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades, dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.

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Autarca promete “continuar a trabalhar” para Póvoa de Lanhoso ser cidade: “É só uma questão de tempo e circunstâncias políticas”

22 October 2026 at 13:29

A Assembleia da República rejeitou a proposta de elevação da vila da Póvoa de Lanhoso a cidade, defendida por este município, presidido por Frederico Castro (PS), que respeita a decisão, mas não se resigna.

“A voz da população contou: Póvoa de Lanhoso mantém a categoria de vila. A Assembleia da República rejeitou, esta quarta-feira, 21 de outubro, o Projeto de Lei n.º 241/XVII/1.ª, que propunha a elevação da vila da Póvoa de Lanhoso à categoria de cidade”, refere em comunicado a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso (PSD), que sempre se opôs à pretensão da câmara.

Segundo a Junta, liderada por Paulo Silva (PSD), “esta decisão vai ao encontro da vontade expressa pela população na auscultação pública promovida pela Junta de Freguesia”, em maio deste ano, acrescentando ser “um sinal da força da participação cívica e do valor de uma Democracia que se constrói ouvindo as pessoas e respeitando a sua vontade”.

Em declarações hoje à agência Lusa, o presidente da Câmara disse respeitar a decisão do Parlamento, mas reiterou a convicção de que a Póvoa de Lanhoso passará a ter o estatuto de cidade, mais cedo ou mais tarde, sendo “apenas uma questão de tempo”.

Frederico Castro lembrou que a medida foi um objetivo assumido por si na última campanha eleitoral, acrescentando que esta decisão desfavorável da Assembleia da República, votada por PSD, CDS e Chega, “que se uniram” no voto negativo, não o faz resignar, mas antes “continuar a trabalhar” para que um dia Póvoa de Lanhoso seja cidade.

“Não tenho a mais pequena dúvida de que é só uma questão de tempo e de circunstâncias políticas. Póvoa de Lanhoso reúne todos os critérios para ser cidade. Não me vou resignar, vamos continuar a trabalhar, a debater o assunto, a esclarecer as pessoas e os partidos. Não vamos abrir mão nem abdicar desse objetivo”, sublinhou o autarca.

Em maio, a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso realizou uma consulta pública que culminou com 85% de votos contra a proposta de elevação a cidade, apresentada pela câmara.

A consulta pública teve a participação de 882 cidadãos, dos quais 752 (85,3%) votaram contra a elevação da Póvoa de Lanhoso a cidade, 129 a favor (14,6%), havendo um voto nulo/branco.

Na Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso estão recenseados cerca de 5.300 eleitores.

A área territorial proposta para a elevação à categoria de cidade correspondia “exclusivamente ao território da Freguesia da Póvoa de Lanhoso, circunstância que motivou a realização desta auscultação pública por parte da Junta de Freguesia, enquanto órgão representativo direto da população abrangida pelo processo”.

O processo de elevação da vila da Póvoa de Lanhoso a cidade, defendido pelo município, e que seguiu para a Assembleia da República por proposta dos deputados do PS eleitos pelo círculo de Braga, não foi consensual e gerou debate político e social no concelho, face às posições divergentes entre a câmara PS e a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso PSD.

No comunicado agora divulgado, a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso refere ainda que, “desde o primeiro momento, defendeu que uma decisão com impacto na identidade” local “devia contar com a voz de quem nela vive, de quem conhece a sua história e de quem ajuda, todos os dias, a construir o seu futuro”.

“A população participou, fez ouvir a sua voz e viu a sua vontade refletida nesta decisão. É assim que a democracia ganha sentido na vida de uma comunidade. A Póvoa de Lanhoso mantém-se vila, com a sua história, a sua identidade e o orgulho das suas gentes. Mantém também a ambição de crescer, de melhorar e de criar mais oportunidades para todos”, sublinha a Junta.

Em comunicado divulgado aquando da consulta pública, o PS da Póvoa de Lanhoso disse não reconhecer “a alegada ‘consulta pública’ promovida pela Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Amparo” (Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso) sobre a elevação da vila a cidade.

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Já foram plantadas 1.700 árvores autóctones em áreas ardidas no Parque Nacional da Peneda-Gerês

22 October 2026 at 10:10

A WWF Portugal já realizou intervenções em cerca de 46 hectares (ha) de floresta e habitats afetados por incêndios no Parque Nacional da Peneda-Gerês, através do programa “D-Evolução”, foi hoje divulgado.

Através da gestão seletiva de vegetação e do apoio à regeneração natural, já foram plantadas mais de 1.700 árvores e arbustos autóctones, como carvalhos-alvarinhos (Quercus robur), bétulas (Betula celtibérica), azevinhos (Ilex aquifolium) e pinheiros-silvestres (Pinus sylvestris).

Já foram plantadas 1.700 árvores autóctones em áreas ardidas no Parque Nacional da Peneda-Gerês
Foto: WWF Portugal

De acordo com a ONG, esta recuperação em mosaico florestal devolve “zonas vitais de abrigo e alimentação” ao corço e “fortalece a estabilidade” do habitat do emblemático lobo-ibérico (Canis lupus signatus). 

Já foram plantadas 1.700 árvores autóctones em áreas ardidas no Parque Nacional da Peneda-Gerês
Foto: WWF Portugal

Já a sul, na Serra do Caldeirão, o restauro, que irá iniciar-se nas próximas semanas, foca-se na paisagem mediterrânica e na recuperação de linhas de água e montados em 46,7 ha, dos quais 19 ha já têm financiamento garantido. Os trabalhos incluem a erradicação de canaviais e acácias, a sementeira direta de 10 hectares de pastagens biodiversas e a plantação de mais de 3.100 árvores e arbustos nativos, com grande destaque para o medronheiro (Arbutus unedo) e o sobreiro (Quercus suber). Estas ações previnem a degradação dos solos e reduzem o risco de incêndio, reforçando as condições de habitat para espécies como o lince-ibérico (Lynx pardinus) e a águia-de-Bonelli (Aquila fasciata).

A intervenção pioneira que está em curso nas águas do Estuário do Tejo, na Trafaria, focada na proteção das populações locais de cavalos-marinhos, está a ser desenvolvida pela WWF Portugal em colaboração com o parceiro técnico-científico MARDIVE – Associação Ciência e Educação para a Conservação da Biodiversidade Marinha, e com o envolvimento da comunidade e entidades locais. Partindo da observação científica que os cavalos-marinhos utilizavam estes resíduos depositados no rio como pontos de fixação e abrigo, devido à escassez de habitats naturais, foram instalados nove abrigos subaquáticos desenvolvidos a partir do reaproveitamento de carrinhos de compras em fim de vida, aos quais se retiraram todos os plásticos e componentes potencialmente perigosos. Estima-se que as atividades em curso tenham impacto numa área de cerca de 16 ha. O objetivo é que estas estruturas possam vir a oferecer refúgio imediato às duas espécies residentes – o cavalo-marinho-de-focinho-comprido (Hippocampus guttulatus) e o cavalo-marinho-comum (Hippocampus hippocampus) – enquanto se consolida um esforço conjunto e de longo prazo entre entidades públicas, comunidade científica, empresas e sociedade civil para a recuperação plena do seu ecossistema.  

“Há um ano, lançámos esta iniciativa sabendo que restaurar a natureza é uma das decisões mais inteligentes que podemos tomar enquanto sociedade. Dados da Comissão Europeia demonstram que cada euro investido na recuperação da natureza gera um retorno estimado entre oito e 38 euros, sublinhando que a estabilidade dos serviços de ecossistema é crucial para reduzir despesas futuras e garantir a sustentabilidade de setores estratégicos. Não estamos a falar apenas de proteger espécies ou recuperar habitats. Estamos a falar de devolver equilíbrio aos sistemas que nos garantem água, alimentos, segurança, saúde e qualidade de vida”, afirma Ângela Morgado, diretora-executiva da WWF Portugal.

“Ao longo destes 12 meses, o D-Evolução juntou proprietários que disponibilizaram terrenos para o restauro, autarquias, entidades gestoras do território, parceiros científicos, cidadãos, empresas, organizações e comunidades locais que decidiram fazer parte da solução. Esta é a prova de que existe uma vontade real de devolver natureza a Portugal”, reforça Ângela Morgado. 

Este arranque foi possível graças à rápida mobilização de parceiros, empresas e cidadãos, que em apenas um ano asseguraram perto de 482 mil euros para o arranque das intervenções.

Sendo a “D-Evolução” uma iniciativa estruturante com um horizonte temporal até 2030, a WWF Portugal encara os cerca de 1,25 milhões de euros necessários para completar este plano como uma “oportunidade extraordinária de investimento contínuo no capital natural do país”. A organização apela ao alargamento desta rede de apoio para levar a recuperação ecológica “ainda mais longe”. 

“Conseguir mobilizar quase meio milhão de euros no primeiro ano demonstra a força deste movimento, mas o seu verdadeiro valor vai muito além do financiamento. Este é apenas o início de um caminho que se estende até 2030. Para devolvermos à natureza o que foi perdido à escala de que o país necessita, precisamos de mobilizar mais investimento, mais parceiros e mais cidadãos. E precisamos, sobretudo, de fazer do restauro da natureza uma prioridade nacional. A WWF Portugal, juntamente com muitos outros parceiros, está a ajudar a demonstrar o que é possível fazer e a acelerar a implementação de soluções no terreno. Mas a responsabilidade de liderar esta transformação cabe ao Estado, através de um Plano Nacional de Restauro ambicioso e com o investimento adequado para recuperar os ecossistemas de que dependem as pessoas e a economia”, conclui Ângela Morgado.

As empresas e cidadãos interessados em apoiar o financiamento das intervenções no Parque Nacional da Peneda-Gerês, Serra do Caldeirão e Estuário do Tejo podem conhecer em detalhe o trabalho em curso e fazer a sua contribuição (aqui).

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Professora da UMinho é a primeira portuguesa a presidir a prestigiada sociedade científica internacional

22 October 2026 at 08:32

A professora Rosa Vasconcelos, provedora do Estudante da Universidade do Minho, será a primeira portuguesa a presidir à IEEE Education Society, uma das principais sociedades científicas internacionais nas áreas da educação em engenharia e tecnologia, foi hoje divulgado.

A docente pertence à direção (‘board’) desta entidade desde 2015, foi vice-presidente a partir de 2022 e agora torna-se ‘president-elect’ para o biénio 2027-2028, assumindo em 2029-2030 a liderança de uma comunidade global de académicos, investigadores e profissionais dedicados à excelência neste âmbito.

“Assumo o novo desafio com enorme honra e uma responsabilidade acrescida, esperando contribuir para uma sociedade mais inclusiva, próxima e participativa, e para se desenvolverem soluções inovadoras face aos desafios atuais da educação e formação em engenharia e tecnologia”, diz Rosa Vasconcelos, que irá suceder no cargo a Diane Rover (Iowa State University, EUA), citada em comunicado enviado pela UMinho.

De acordo com a mesma instituição, a sua eleição valoriza as “quatro décadas que tem dedicado a áreas como educação em engenharia, qualidade, inovação pedagógica, ética, integridade académica, defesa dos direitos dos estudantes, responsabilidade social e cooperação internacional”.

Por outro lado, esta distinção é também um reconhecimento a nível global da qualidade do ensino superior e da investigação desenvolvida em Portugal, acrescenta a responsável.

Rosa Vasconcelos será a quarta mulher e a quarta pessoa europeia a presidir à IEEE Education Society, num universo de 39 presidentes ao longo de sete décadas de história. Esta sociedade faz parte do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), o maior organismo profissional mundial dedicado ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade.

Rosa Maria de Castro Fernandes Vasconcelos fez a licenciatura e o doutoramento em Engenharia Têxtil pela UMinho, onde leciona desde 1984. Nesta academia, é provedora do estudante, professora associada do Departamento de Engenharia Têxtil e investigadora do Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil, tendo já presidido o Conselho de Cursos de Engenharia e o Conselho Pedagógico da Escola de Engenharia. Além disso, presidiu a Rede Portuguesa de Provedores do Estudante até setembro de 2026 e é coordenadora da Rede Ibero-Americana de Defensorias Universitárias, que reúne 83 instituições de 11 países.

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Hoje há Braga-Gent com estreia de Franclim Carvalho

22 October 2026 at 08:16

O SC Braga recebe hoje o Gent, pelas 20:00, na segunda jornada da fase de liga da Liga Conferência de futebol, no jogo de estreia do treinador Franclim Carvalho e em que procura amealhar os primeiros pontos.

O novo treinador sucedeu ao espanhol Carlos Vicens após a derrota caseira na segunda-feira com o Gil Vicente (2-1), em jogo em atraso da segunda jornada da Liga portuguesa, que manteve os ‘arsenalistas’ na oitava posição, com 11 pontos, a 13 do líder FC Porto.

Após a derrota fora frente ao Copenhaga, por 3-0, o SC Braga procura somar os primeiros pontos na prova frente ao líder do campeonato belga, que na ronda inaugural da Liga Conferência venceu em casa por 1-0 o Aarhus, da Dinamarca.

O Gent segue na 13.ª posição da tabela classificativa da terceira prova da UEFA, integrando o grupo dos clubes com três pontos, enquanto o SC Braga ocupa o 35.º e penúltimo lugar, entre os 14 emblemas que não pontuaram na primeira ronda.

Os oito primeiros classificados da fase de liga apuram-se diretamente para os oitavos de final, enquanto as equipas classificadas entre os nono e 24.º postos vão disputar um play-off de acesso à próxima fase, com as restantes a serem eliminadas.

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Parlamento chumba elevação da Póvoa de Lanhoso a cidade

21 October 2026 at 23:00

A elevação da vila de Póvoa de Lanhoso à categoria de cidade foi reprovada, esta quarta-feira, na Assembleia da República.

O Projeto de Lei n.º 241, apresentado pelo PS, foi chumbado com os votos contra de PSD, CDS-PP e Chega. PS, IL, Livre, PCP, BE e JPP votaram a favor.

A elevação era um objetivo da autarquia liderada por Frederico Castro que, até ao momento, ainda não reagiu.

Foto: AR TV

Já a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso (Nossa Senhora do Amparo) congratulou-se, esta noite, pelo desfecho da votação.

“Esta decisão vai ao encontro da vontade expressa pela população na auscultação pública promovida pela Junta de Freguesia”, refere, em nota enviada às redações.

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