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Protestos contra o custo de vida incendeiam grandes cidades em quase toda a Europa

24 October 2026 at 11:00

Não havia redes sociais em 1968. Os protestos que, em maio, iriam alterar radicalmente o sentimento de liberdade e cidadania que ainda marca a Europa, e que começaram nas fábricas da Renault antes de chegarem às universidades, circunscreveram-se a uns bairros de Paris e a uns pequenos focos na Alemanha. Foram presas mil pessoas – no passado fim-de-semana, em toda a França, foram presas mais de 2.500. A 30 de maio, o presidente De Gaulle marcava eleições antecipadas e, em junho, o partido gaullista ficou próximo dos 50%. O assunto estava resolvido. Ou deu ideia que estava!

Atualmente, as redes sociais, dizem os analistas, permitem replicar manifestações em tempo real onde quer que haja um foco previamente ‘infetado’ ou razões relevantes que as possam incentivar. Foi isso que aconteceu, para já, em França, Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Bélgica, Reino Unido e Albânia. Anteciparam-se os sérvios (ver artigo na página 40) e segue-se a Alemanha: o movimento juvenil ‘Gen Z steht auf’ (‘Geração Z levanta-se’), convocou manifestações nacionais para o dia 31 de outubro em grandes metrópoles como Berlim, Hamburgo, Colónia, Munique e Frankfurt.

 

A causa dos protestos

Se a crise da habitação – que atirou os autóctones dos centros das grandes cidades europeias para as periferias cada vez mais afastadas e a posse das frações habitacionais para a coluna dos ativos dos fundos de investimento – é a causa mais imediata das manifestações, o aumento do custo de vida e a deterioração das expectativas a curto prazo explicam a rapidez e a facilidade da disseminação pan-nacional dos protestos. Portugal e Espanha estão neste grupo, assim como, em parte, a Grécia e a Itália. Em Londres, têm ocorrido grandes manifestações convocadas por organizações como a London Renters Union (LRU), que mobilizaram milhares de inquilinos para protestar contra as rendas “descontroladas”.

Mas, de um modo geral, os manifestantes protestam contra os cortes que vão sendo decididos nos Orçamentos de Estado de vários países, que quase invariavelmente tendem a incidir sobre os capítulos sociais (Segurança Social, reformas, transferências para a Saúde, para a Educação, etc,). Com a prioridade europeia a resvalar para a defesa e segurança, estes cortes já tinham sido antecipados pelos analistas e as promessas governamentais (e da Comissão Europeia) de que estas transferências não iriam ocorrer foram desde a primeira hora dignas de pouco crédito. França, Itália, Grécia, Reino Unido e Bélgica figuram neste grupo mais ‘generalista’.

Mesmo assim, ocorrem protestos mais ‘subliminares’: a defesa do combate às alterações climáticas, por exemplo, mas também a chamada de atenção para o crescimento do desemprego e da precariedade de emprego entre os jovens – que é, afinal, uma das causas que explica a incapacidade financeira para fazer face ao aumento das rendas cobradas nas grandes cidades.

 

A resposta dos governos

Neste contexto, as declarações dos governos que recusam a ‘importação’ dos protestos como ‘combustível’ para as manifestações nos seus países, revelam apenas pouca aderência à realidade ou falta de entendimento face aos novos processos de disseminação. E, basicamente, não servem para nada – como ficou claro em Portugal: depois das primeiras declarações musculadas do ministro da Administração Interna, Luís Neves, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, teve de suavizar o discurso oficial, dizendo que o Governo tem, afinal, “toda a simpatia e compreensão” pela angústia dos cidadãos fustigados pela crise da habitação.

No caso de Espanha e de Portugal, os protestos estão ainda concentrados na questão da habitação – o que obrigou mesmo à criação de um novo suporte linguístico: as acampadas. A resposta em cada um dos países não podia ser mais diferente.

Em Espanha, o chefe do governo tentou aprovar nova legislação que contivesse o problema e atacasse a sua raiz, mas não conseguiu; resultado: o governo caiu e foram marcadas eleições antecipadas. Mas as acampadas – uma forma de protesto ‘inventada’ em Espanha – não sofreram qualquer ataque direto.

Em Portugal, o Governo enviou as forças de segurança para ‘limpar’ as praças onde decorriam as acampadas, umas vezes de forma mais musculada outras nem tanto, para deleite do espetáculo televisivo e dos ‘dois minutos de fama’ que qualquer declaração em direto proporciona.

Em Paris, e depois de um ‘fim-de-semana alucinante’ (o transato), o governo macronista de Sébastien Lecornu decidiu-se por uma intervenção mais musculada – ao mesmo tempo que tenta aprovar o Orçamento do Estado para 2027, todo ele cheio de cortes de financiamento, de aumento de impostos e de congelamentos de prestações sociais. Precisamente aquilo que levou os manifestantes para as ruas. O exército acabou por ir ser ‘desaquietado’ dos quartéis, tendo sido convocado para manter a ordem. E os municípios decretaram o recolher obrigatório em algumas cidades ou em partes delas – como é o caso de Paris – coisa de que não há memória (nem no auge dos protestos dos ‘gilets jaunes’) a não ser durante a pandemia, por razões não comparáveis.

Em Itália, a primeira-ministra Giorgia Meloni tratou de, ao invés de ‘correr atrás do prejuízo’, antecipar a resposta: enviou o exército para Milão, Turim e Bolonha e fez aprovar legislação especial para caçar os mais ‘destemidos’: qualquer indivíduo que participe num grupo de pelo menos cinco pessoas e que utilize objetos potencialmente perigosos (como pedras, paus, pirotecnia ou barreiras) arrisca uma pena de até cinco anos de prisão e uma multa máxima de 20 mil euros; as penas são agravadas se os manifestantes ocultarem o rosto ou se provocarem ferimentos em agentes policiais; para os líderes ou organizadores que promovam a violência em manifestações, a pena pode ascender a 12 anos de prisão.

O executivo implementou uma política de indemnização imediata pelos danos infligidos ao património público ou privado (viaturas, montras e estátuas). No caso de o autor do vandalismo ser menor de idade, a responsabilidade financeira e a conta dos prejuízos são transferidas diretamente para os pais, que assim são levados a proibir saídas com amigos que podem resultar muito dispendiosas. A polícia pode aplicar o alargamento do regime de detenção preventiva a jovens entre os 14 e os 17 anos e as autoridades passam a poder deter menores preventivamente caso haja fortes indícios de que representam um “perigo público iminente”.

Boquiabertos, os partidos da oposição afirmam que o governo está a usar atos isolados de vandalismo e pilhagem como “pretexto” para sufocar o direito constitucional à manifestação pacífica. E criticam a criação do crime de “participação violenta”, argumentando que serve principalmente para intimidar cidadãos que protestam legitimamente contra o aumento do custo de vida.

Por seu turno, face aos ataques com cocktails Molotov e incêndios provocados em edifícios ministeriais e tribunais, o governo albanês, liderado por Edi Rama (um socialista que chefia um governo de centro-esquerda) respondeu com uma forte mobilização policial, recorrendo ao uso contínuo de gás lacrimogéneo, canhões de água e balas de borracha para dispersar as multidões.

 

Os radicalismos

Todas estas ocorrências são excelente pasto para o crescimento de radicalismos à direita e à esquerda, como invariavelmente referem chefes de Estado e de governo dos países afetados pelas manifestações. O mais básico bom-senso e os especialistas aconselham vivamente a que a resposta das autoridades se concentre nas causas e não nos efeitos: não no que está a jusante, mas sim no que está a montante dessas manifestações

¿Te cuesta concentrarte en el trabajo? 5 suplementos para la mente que merece la pena comparar

24 October 2026 at 11:00

Casi todo el que busca un suplemento para concentrarse llega con la misma esperanza. Quiere algo que haga de café sin serlo y que le sostenga hasta la hora de comer. Esa pastilla mágica no existe. Lo que sí hay son fórmulas muy distintas, y cada una encaja mejor con un tipo de jornada.

Por eso la primera pregunta no es qué marca, sino cómo es tu día. ¿Desayunas de pie en la cocina? ¿Llevas ya tres cafés antes de las doce? ¿Has cumplido los 50? Con esas respuestas, la elección se hace casi sola. Eso sí, ninguno arregla una noche mala: son un complemento para una rutina que ya cuidas, no un atajo.

Cuál te va según tu jornada

Si tienes prisa, aquí va el resumen:

Producto Toma diaria · Duración Pensado para
Be Levels wake up mood 3 cápsulas vegetales · 30 días Varias plantas y aminoácidos en una toma
Kneipp Memoria y Concentración 1 cápsula con líquido · 30 días Probar sin gastar mucho
Multicentrum Energía Mental 1 sobre tras el desayuno, sin agua · 20 días Mañanas con prisa, desde 16 años
Aldous Bio Nootrópico Potente 2 cápsulas · 40 días Quien se lleva bien con la cafeína
Supradyn Memory 50+ 1 comprimido en el desayuno · 90 días Mayores de 50

Be Levels wake up mood: para quien quiere varias cosas en una sola toma

El nombre, en inglés, viene a decir despertarse de buen humor. Su idea es juntar en una toma ingredientes que mucha gente acaba comprando por separado, cada uno en su bote.

Lleva cuatro. Dos son plantas muy conocidas en esta categoría, el ginkgo biloba y la bacopa. Los otros dos, la L-tirosina y la acetil L-carnitina, son de la familia de los aminoácidos, sustancias que el propio cuerpo también fabrica.

Cada toma son tres cápsulas vegetales y la caja trae justo para un mes, así que la cuenta es fácil: una caja, un mes de rutina. Por día se sitúa en la franja alta del lote, y lo que pagas es la comodidad de reunir en un solo bote lo que de otro modo serían tres. Saca todo su partido quien ya sabe que quiere el ginkgo y la bacopa y prefiere tenerlo resuelto en una sola toma.

Kneipp Memoria y Concentración: para probar sin complicarte

Una cápsula al día con un vaso de agua o una infusión sin azúcar, y ya está. Cuando la rutina va justa, eso se agradece.

Lleva vitaminas del grupo B (B2, B5, B6 y B12), vitamina C y ginseng. Es una fórmula corta y fácil de leer. Está entre los más baratos, la caja dura un mes y hay un pack de dos cajas si quieres tener reserva. Para una primera vez, es el que le recomendaríamos a un amigo.

Multicentrum Energía Mental: para las mañanas en las que desayunas de pie

Desayunas con el abrigo puesto y las llaves en la mano. Para esas mañanas está pensado este sobre: el polvo se deshace en la boca y no necesitas agua. Se toma uno después del desayuno.

Reúne vitaminas del grupo B (B1, B2, B3, B5, B6, B9 y B12), fosfoserina y glutamina. Sabe a maracuyá, no lleva gluten y es apto para veganos. Vale a partir de 16 años, algo útil si en casa hay alguien estudiando.

La caja trae 20 sobres, así que no llega al mes, y por día sale bastante más caro que Kneipp. Si lo que te frena es acordarte del vaso de agua, es la forma más cómoda de tomarlo.

Aldous Bio Nootrópico Potente: para quien se lleva bien con la cafeína

De sus siete ingredientes, uno cambia la manera de tomarlo: la cafeína. Junto a ella van el ginkgo biloba, la bacopa, la melena de león (una seta muy de moda), la L-tirosina, la L-teanina y la huperzia serrata, una planta poco conocida fuera de este mundillo.

Se toman dos cápsulas vegetales al día, sin gluten ni lactosa, y el bote da para unos 40 días. Está en la parte media-alta de precio.

Lo importante: la cafeína cuenta igual venga de la taza o de la cápsula. Si ya tomas dos o tres cafés antes de comer, este se suma a la cuenta. Trátalo como un café más. Y con tantas plantas juntas, si tomas medicación a diario, pregunta antes en la farmacia.

La palabra nootrópico tampoco debe impresionarte. No es una categoría oficial, es una etiqueta comercial. Si la cafeína te sienta bien, es tu opción. Si te pones nervioso con el segundo café, mira otra.

Supradyn Memory 50+: para quien ya ha cumplido los cincuenta

Lleva la edad en el nombre, y la marca lo formula pensando en mayores de 50. Es un multivitamínico. Reúne vitaminas del grupo B (B1, B2, B6 y B12), vitaminas C y E, zinc y selenio. Suma extracto de oliva y ginseng, sin gluten ni lactosa.

Se toma un comprimido en el desayuno y la caja de 90 da para tres meses. Por eso, por día sale de los más económicos. Hay versión de 30 si prefieres probar.

Con los años es más habitual tomar algún medicamento cada día. Si es tu caso, enséñale la caja a tu farmacéutico. Y si ya tomas otro multivitamínico, no lo sumes: estarías duplicando vitaminas. Un solo comprimido que dura una estación entera es poca cosa que recordar cada mañana.

Cómo elegir un suplemento para concentrarte

¿Y si lo que de verdad me falta es dormir?

Empieza por ahí. Una semana durmiendo 6 horas pesa más que cualquier cápsula. Antes de comprar, prueba unos días a acostarte a una hora fija, levantarte de la silla cada hora y beber agua. Revisa también tus cafés: a veces el bajón de las once es el rebote del café de las ocho. Y si llevas semanas sin concentrarte aunque duermas bien, pide cita con tu médico de cabecera.

¿Qué ingredientes tienen algo detrás y cuáles son puro marketing?

En la Unión Europea, las frases sobre salud de un suplemento salen de una lista cerrada. Casi todas son de vitaminas y minerales, y empiezan por «contribuye a» o «ayuda a». Si una caja dice «potencia» o «multiplica», eso no sale de esa lista.

A las plantas (ginkgo, bacopa, ginseng, rhodiola o melena de león) no se les ha aprobado ninguna frase en esa lista. No quiere decir que no sirvan, pero lo que prometa el envase sobre ellas no tiene detrás una frase oficial. La excepción más conocida es el DHA, un tipo de omega-3: contribuye a mantener el funcionamiento normal del cerebro si se toman 250 mg al día.

¿Con cafeína o sin ella?

Depende de cómo te sienta el café. La mezcla de cafeína con L-teanina, como la de Aldous Bio, aparece en muchas fórmulas de este tipo. Pero todo suma: los cafés, la cola, el té de la tarde. Decide antes cuántos cafés quitas para hacerle sitio. Si con un café de más notas el corazón acelerado o duermes mal, elige una sin cafeína.

¿Una fórmula con mil cosas o algo más sencillo?

Una lista larga luce en la caja, pero no siempre rinde más. Mira la tabla de la etiqueta: cada ingrediente debería llevar su cantidad por toma. Si varios van dentro de una «mezcla» con una sola cifra, no sabes cuánto tomas de cada uno. Y no acumules: un multivitamínico más otro suplemento con las mismas vitaminas solo duplica.

¿Cuándo voy a notar algo?

Un efecto tipo café a la media hora no va a llegar. Dale al menos lo que dura una caja. Mientras, no cambies otras cinco cosas a la vez. Si empiezas el suplemento la misma semana que dejas el café, no sabrás qué ha hecho qué. Si al terminar no ves diferencia en tu día a día, no hace falta seguir.

Preguntas frecuentes

¿Qué suplemento es mejor para concentrarse en el trabajo?

Depende de tu jornada. Para algo simple y barato, Kneipp. Si desayunas con prisa, Multicentrum. Si te va la cafeína, Aldous Bio. Pasados los 50, Supradyn. Y si quieres varias plantas en una toma, wake up mood.

¿Los suplementos para la memoria realmente funcionan?

En Europa, solo algunas vitaminas y minerales tienen aprobadas frases sobre el sistema nervioso o la función psicológica, y a partir de una cantidad mínima. Las plantas no tienen ninguna en esa lista. Ninguno sustituye el sueño, la alimentación variada ni las pausas.

¿Se puede tomar ginkgo biloba con medicación?

Eso te lo tiene que decir tu médico o tu farmacéutico, porque depende del medicamento y de la dosis. Lleva el envase y pregunta antes de empezar, también con las fórmulas que lo mezclan con otras plantas. Lo mismo si estás embarazada o das el pecho.

¿Tienen efectos secundarios?

Pueden tenerlos. Lo más fácil de prever es la cafeína, que se suma a la del café. Respeta la dosis de la etiqueta y, si algo te sienta mal, déjalo y coméntalo con tu médico.

Si nos tocara elegir uno para alguien que nunca ha probado nada, empezaríamos por Kneipp: una cápsula al día y poco dinero para salir de dudas. A partir de ahí manda la jornada: el sobre para quien desayuna de pie, Aldous Bio para quien tolera bien la cafeína, wake up mood para quien quiere las plantas juntas y Supradyn para quien ya ha pasado los 50.

Los complementos alimenticios no deben utilizarse como sustituto de una dieta variada y equilibrada ni de un estilo de vida saludable. No se debe superar la dosis diaria recomendada.

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Moody’s abstém-se de atribuir nota à dívida pública de França

24 October 2026 at 10:35
Os analistas esperavam uma degradação da nota atribuída pela agência de 'rating', mas a Moody's parece partir da hipótese "de que vai ser aprovado um orçamento para 2027 a reduzir o défice e que os custos de financiamento e as tensões sociais se moderarão nos próximos meses" em França.

Moody’s abstém-se de atribuir nota à dívida pública de França

24 October 2026 at 10:35

A agência de notação financeira Moody absteve-se hoje de qualquer atribuição de nota à dívida pública francesa, mantendo de facto a sua classificação de Aa3 com perspetivas negativa.

Os analistas esperavam uma degradação da nota atribuída pela agência de ‘rating’, o que teria conduzido a notação para o nível das atribuídas pelas outras agências mais relevantes, a Fitch e a S&P.

Esta manutenção “frusta os prognósticos declinistas”, reagiu o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu.

Esta publicação, especificou a Moody’s, “não anuncia uma ação de notação de crédito e não constitui uma indicação quanto à probabilidade de uma ação de notação de crédito em um futuro próximo”.

A agência de ‘rating’ parece na contenção, quando o orçamento está em discussão parlamentar.

A Moody’s indica que a notação Aa3, que designa na escala das notações um crédito de “boa” qualidade, “parte da hipótese de que vai ser aprovado um orçamento para 2027 a reduzir o défice e que os custos de financiamento e as tensões sociais se moderarão nos próximos meses” em França.

Moody’s abstém-se de atribuir nota à dívida pública de França

24 October 2026 at 10:35
Os analistas esperavam uma degradação da nota atribuída pela agência de 'rating', mas a Moody's parece partir da hipótese "de que vai ser aprovado um orçamento para 2027 a reduzir o défice e que os custos de financiamento e as tensões sociais se moderarão nos próximos meses" em França.

Moody’s abstém-se de atribuir nota à dívida pública de França

24 October 2026 at 10:35
Os analistas esperavam uma degradação da nota atribuída pela agência de 'rating', mas a Moody's parece partir da hipótese "de que vai ser aprovado um orçamento para 2027 a reduzir o défice e que os custos de financiamento e as tensões sociais se moderarão nos próximos meses" em França.

Especialistas alertam que nova lei do arrendamento desprotege os inquilinos

By: Lusa
24 October 2026 at 10:33

A nova lei do arrendamento proposta pelo Governo desprotege os inquilinos e não responde àquele que é atualmente o maior problema social do país, a crise de habitação, consideram dois especialistas ouvidos no podcast Lusa Extra.

Gonçalo Antunes, geógrafo, e Rita Silva, economista social, não defendem as mesmas medidas, mas concordam no diagnóstico: a crise de habitação é atualmente o maior problema social do país.

Em conversa para o podcast Lusa Extra (https://lusaextra.podbean.com/), criticam a decisão do Governo de propor uma lei do arrendamento urbano que acelera os despejos e acaba com os limites ao aumento das rendas.

Proposta pelo Governo e já aprovada na generalidade pelo parlamento (com o voto favorável de PSD, CDS-PP e Iniciativa Liberal e a abstenção do Chega), a nova lei será agora debatida na especialidade.

“Quem está realmente numa posição mais desprotegida neste momento de dificuldade no acesso à habitação são os inquilinos”, reconhece Gonçalo Antunes, que não vê uma reforma da lei do arrendamento, mas apenas propostas “casuísticas” e “pontuais”. Por isso, a atratividade da medida — que supostamente pretende dar “maior segurança ao mercado e aos proprietários” — será “bastante reduzida”, antevê o professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Com a nova lei, o Governo está a “desproteger ainda mais os inquilinos, que já estão numa situação extremamente delicada”, acompanha Rita Silva, investigadora no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e ativista no movimento Vida Justa. As “sucessivas doses de confiança que se têm dado ao mercado” nos últimos 15 anos resultaram em “confiança a mais” e agora “o mercado precisa é de regulação”, um equilíbrio entre direitos e expectativas de proprietários e inquilinos.

Na verdade, “existe uma regulação de rendas, que é de 2.300 euros”, ironiza Rita Silva, referindo-se à controversa renda moderada criada pelo Governo. A nova lei do arrendamento “não serve nem a uns nem a outros”, resume Gonçalo Antunes, reconhecendo, porém, que pelo menos conseguiu que o acesso à habitação dominasse a agenda mediática. “É muito possivelmente o maior problema social que o país enfrenta, não só para esta geração de jovens, é uma questão transversal para toda a nossa população”, constata.

A resolução de um problema antigo e complexo como é o caso não é fácil. “Temos de inverter completamente o curso das políticas [de habitação]”, defende Rita Silva, alertando que a mobilização de milhares de pessoas nas ruas em resposta à nova lei do arrendamento, mais do que um gatilho, “foi uma panela de pressão que rebentou”. A economista e ativista defende tetos às rendas — e tetos não são congelamentos, distingue. Reconhecendo que “é preciso diferenciar o que são os grandes proprietários dos pequenos”, acredita que a regulação “é perfeitamente possível (…) se houver vontade política”.

Já Gonçalo Antunes tem “muitas dúvidas relativamente a medidas desse género”, o que não quer dizer que rejeite a regulação. “Quando se implementam este tipo de medidas, há uma grande retração nas casas que são oferecidas para arrendamento”, prevê. “O mercado deve funcionar de forma livre, mas obviamente deve ser regulado e sobretudo deve ser regulado em momentos de crise, em momentos em que não está a funcionar”, concede.

Ambos concordam com a necessidade de integrar várias medidas, que se apoiem mutuamente, para responder à atual crise. “A regulação das rendas não pode ser tomada sozinha e isoladamente”, realça Rita Silva, defendendo que “é preciso penalizar fortemente as casas vazias”.

Gonçalo Antunes também considera “inconcebível” o número de habitações sem ocupação: “Nós precisamos de colocar as casas vazias (…) no mercado, é absolutamente essencial.” Nesse sentido, o geógrafo defende o agravamento do IMI para estes casos e a retirada aos municípios da incumbência de identificar os imóveis devolutos, que deveria passar para outra entidade, por exemplo as Finanças.

Sobre a pressão que os recentes protestos de rua colocaram sobre a nova lei do arrendamento — que ainda precisa de ser aprovada na especialidade –, Rita Silva considera que “o Governo devia tomar a iniciativa de rasgar” a proposta. “Espero que ela [a nova lei] morra, mas ainda não vimos [acontecer]. Neste momento, parece-me que o Governo está bastante atrapalhado com esta situação, porque realmente foi longe demais, e agora vamos ver como é que os partidos vão fazer”, diz.

Mas, ainda que a lei não avance, a rua não pode sossegar: “Somos dos países que teve o maior aumento de rendas, o maior aumento do preço das casas, (…) Porto e Lisboa (…) já estão no topo das cidades mais caras do mundo por causa do imobiliário”, justifica. “Não podemos ficar por aí, porque a crise da habitação não começou agora” e o conteúdo da proposta de Orçamento do Estado para 2027 “também não é famoso”, assinala.

As manifestações e “toda a reação política subjacente acabaram por tirar o ímpeto a estas alterações”, corrobora Gonçalo Antunes, estimando que “até possam catalisar” novas soluções e abrir caminho para um pacto.

“As medidas que foram implementadas ao longo de todos estes últimos anos são sobretudo reativas e um bocadinho na espuma dos dias e o que nós precisamos é, efetivamente, de uma grande estratégia, de um desígnio nacional para tentar resolver esta situação”, propõe.

Suplementos: Aliados da longevidade ou moda perigosa?

24 October 2026 at 10:00

"Vivemos mais anos do que qualquer geração anterior — mas nem sempre com mais qualidade de vida. Vejo isto todos os dias em consulta: pessoas com muitos anos pela frente, mas polimedicadas e cansadas. E é aqui que a suplementação, quando bem feita, pode fazer a diferença.

 

O que é, afinal, um "bom" suplemento?

Um suplemento de qualidade é, na prática, um nutracêutico: um nutriente com propriedade comprovada de que funciona e melhora a saúde. Parece simples, mas há uma questão essencial por trás — como ter a certeza de que o que está escrito no rótulo é, de facto, o que está dentro da cápsula?

O erro mais comum: autossuplementar-se

É frequente ouvir em consulta: "tomei este suplemento durante anos, mas nunca fui acompanhado." Tomar suplementos por conta própria, guiados pela recomendação de uma amiga ou por uma loja, é um dos erros mais comuns que vejo. A pergunta certa não é "que suplemento está na moda?", mas sim "de que é que o meu corpo precisa, concretamente?"

— e essa resposta só as análises clínicas conseguem dar.

Hoje em dia já é possível doseamento clínico da maioria dos nutrientes — desde a coenzima Q10 até à vitamina D, K2 ou zinco. Suplementar sem esse dado é, muitas vezes, desperdiçar dinheiro e, pior, criar desequilíbrios.

Os nutrientes "dançam" entre si

Um ponto que poucas pessoas sabem: os nutrientes não atuam isoladamente. O cálcio precisa da vitamina D para ser absorvido, e da vitamina K2 para ser corretamente transportado até aos ossos, em vez de se depositar nas artérias. O zinco interage com o cobre e o ferro. Suplementar um sem pensar nos outros pode desequilibrar tudo o resto.

A questão da qualidade (e da falsificação)

Ao contrário dos medicamentos, os suplementos não têm o mesmo nível de controlo."

Afinal, devemos ou não dormir de meias? O que precisa de saber

Afinal, devemos ou não dormir de meias? O que precisa de saber

Há quem não consiga adormecer sem elas e quem prefira manter os pés descobertos durante a noite. Mas será que dormir de meias faz bem? Segundo especialistas, este hábito simples pode ajudar a adormecer mais depressa, melhorar a qualidade do sono e até aliviar alguns sintomas da perimenopausa.

Mariline Direito Rodrigues | 22:40 - 19/10/2026

Marcelo Negrão sobre estreia de time de vôlei do Nordeste na Superliga: 'Alguém precisava começar e eu fui este doido'

24 October 2026 at 10:00

A Superliga de Vôlei masculino começa neste sábado com 12 equipes, sendo dez do Sudeste (cinco de Minas Gerais e cinco de São Paulo), uma do Centro Oeste (Goiás) e uma do Nordeste (Ceará). Marcelo Negrão, de 53 anos, campeão olímpico em Barcelona-1992, é o responsável por levar o único clube nordestino à elite do vôlei. Campeão da Superliga B, o Norde Vôlei, do Ceará, conquistou vaga na Superliga 2026/2027 e quer usar a vitrine do principal torneio de vôlei do país para desenvolver o esporte na região. Essa é a primeira vez que o Norde disputará a elite do vôlei nacional. Campeão da Superliga C no ano passado, o time venceu a Superliga B e em abril foi promovido à elite para a temporada 2026/2027. — Pensei assim: 'Se no Nordeste não tem ninguém e eu conseguir alguma coisa, eu serei o cara que conseguiu. Se eu ficar no Sudeste serei mais um. Mais um técnico que trabalhou aqui, saiu dali. E eu acho bacana começar do zero, ser o dono do time... — explica Negrão, que não tem vida fácil por lá. — Alguém precisava começar e eu fui este doido. Norde Vôlei comemora título da Superliga B, em casa: vitória contra Montes Claros Mauricio Val/FV Imagem/CBV O ex-jogador tem relação sentimental com o Nordeste. Ele começou na base do Colégio Boa Viagem, do Recife. Só depois, aos 13 anos, é que foi para o Banespa, clube super campeão da época. — Há bons atletas no Nordeste que não têm a possibilidade de ficar por lá, perto da família, perto da sua região.  Isso, muitas vezes, pode até prejudicar na convivência com a família. Eu saí de casa com 13 anos (para jogar no Banespa) e senti esse afastamento, mesmo tendo um excelente convívio com a família. Minha irmã tinha acabado de nascer na época, tem 12 anos a menos do que eu, e perdi a intimidade com ela... Isso acontece com muitos jogadores — lembra o dono e o treinador do Norde. —O projeto é meu. Mais à frente posso contratar um técnico e fico apenas na administração. É um desafio? Sim, mas muito gratificante. Fico feliz quando consigo cada uma das coisas. Negrão conta que teve a ideia de montar um time de vôlei no Ceará depois da experiência com a Rede Cuca, time de vôlei de Fortaleza, com o qual ele trabalhou por um ano, na temporada 2022/2023 — além da Rede Cuca e do Norde, o Sport Club do Recife jogou a Superliga no feminino na temporada 2009/2010. A Rede Cuca herdou uma vaga na elite do vôlei após a desistência de dois times da Superliga. Ele, que já tinha treinado o Sesi Bauru, foi chamado para ser o treinador. O projeto era ligado à Prefeitura de Fortaleza.  — Começamos com três bolas para o treino, quando rodamos, no mínimo, com 30. No início foi assim mesmo, com três. Dava muito jogo porque daí só precisa de uma bola. Aos poucos foram chegando mais bolas. Mas não no patamar que eu precisava — conta Negrão, que lembra também de episódio trágico cômico. Ele havia encomendado mesas elevadas para dar treino de bloqueio e defesa, aquelas colocadas rente à rede para que os treinadores fiquem mais altos. E recebeu meses comuns, para refeições. — Não tinha material, não tinha equipe acostumada ao alto rendimento e o time caiu (para a Superliga B) e acabou — lamenta Negrão. — Imagina isso há quatro anos, em 2022. Não estou falando de 1900. Esta é uma região que precisa de muito apoio. Norde Vôlei conquistou acesso para a Superliga 2026/2027 após vencer a Superliga B, em abril de 2026 Mauricio Val/FV Imagem/CBV Assim surgiu o Norde, da vontade pessoal de Negrão de desbravar a região: — Resolvi montar um time, eu mesmo. Desde o zero. E fui atrás de patrocinadores, de rede, antena, bola, tudo. Porque lá, infelizmente, não tem a mesma estrutura que o Sudeste. Mas estou conseguindo reverter essa história e está melhorando — comenta Negrão. — Quero deixar o projeto no nível que eu acho que o Nordeste merece. Com um centro de treinamento também para um time feminino e de vôlei de praia. Negrão aposta na visibilidade da Superliga 2026/2027 para sensibilizar os empresários da região e assim obter mais apoio. Hoje, o Norde tem o orçamento mais baixo da elite, cerca de R$ 4 milhões. Tem parceria com o Governo do Ceará, Prefeitura de Fortaleza, Banco do Noreste, Drogasil e Camed Saúde. Ele também torce para que em um futuro breve não precise acumular as funções de gestor e de treinador. — A maior dificuldade de começar um projeto do zero, na região em que estou, é convencer os empresários que o projeto é bom. O Nordeste não tem essa cultura de apoio ao esporte. E eles são muito ricos lá, viu — garante Negrão. — Na Superliga, com jogos televisionados, ida de ídolos ao ginásio e consequentemente, mais público, tenho a esperança de fazer barulho. E que os empresários da região se empolguem e invistam mais.   Norde, uma abreviação de Nordeste, estreia nesta segunda-feira, às 21 horas, contra o Vôlei Renata, em Fortaleza. Mas a rodada será aberta neste sábado, com Vôlei Guarulhos x Monte Carmelo, em Guarulhos (SP), às 18h30. Projeto do Norde Vôlei, de Fortaleza, começou do zero e tem como idealizador Marcelo Negrão Mauricio Val/FV Imagem/CBV — A meta é nos manter entre os dez melhores times e não cair. Será um feito enorme. Temos um time de jovens atletas ou de quem quer uma oportunidade. É o que eu digo: quem almeja jogar a Superliga principal tem no meu projeto essa chance. Negrão recomenda que fiquem de olho no central Pablo e no ponteiro Emerson. Marcos, que no ano passado atuou pelo Suzano mas ficava fora do time, também é destaque. O treinador aponta ainda Caio, o capitão do time, um oposto canhoto e que jogou a Superliga há muito tempo. Atuava nas divisões B e C e no exterior. E ainda Sales, que estava no vôlei internacional.

Felipe Camargo, Claudia Mauro, Nelson Freitas e Talita Younan se reúnem em novela vertical que está em fase de teste na Globo. Entenda

24 October 2026 at 10:00

Felipe Camargo, Claudia Mauro, Nelson Freitas, Daniel Blanco, Talita Younan, Maria Gal e Xande Valois foram escolhidos para gravar uma novela vertical da Globo que está servindo como um experimento. A ideia é testar o uso de inteligência artificial no cenário. Por isso, ainda não está decidido se a trama realmente irá ao ar. Há anos longe das novelas: Bianca Byington é convidada para obra de Ricardo Linhares Após 'A nobreza do amor': Ronald Sotto fará novela com Marina Ruy Barbosa Talita e Daniel fazem o casal protagonista. Claudia, Felipe e Nelson formam um triângulo. Adriano Melo assina a direção do projeto, que é escrito por Ecila Pedroso. Ecila é a autora de "Eu não era louca, era casada", microdrama que estreou este mês no Globoplay, também com direção de Adriano Melo. Ela assina ainda "Amor sob vigilância", que chegou à plataforma em setembro. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp O Globoplay prepara outras estreias. Dani Calabresa, Marcos Pitombo e Sophia Valverde estrelam “Uma venda de milhões”, primeira novela vertical de humor do Globoplay. O lançamento deverá acontecer no ano que vem. A história acompanha corretores de imóveis que tentam vender uma mansão e entram numa disputa cheia de sabotagens. Em dezembro, será a vez de “Ganhei um amor de Natal”, de Gustavo Reiz, com direção de Roberta Richard. Carol Castro interpreta a protagonista, uma CEO workaholic que vai se refugiar na antiga casa de campo da avó e inicia uma jornada de autoconhecimento. Reiz também escreveu “Dra. Perfeita, Sr. Caótico”, novelinha que deverá estrear em janeiro. Monique Alfradique e Diogo Novaes vivem os mocinhos. Nadine Gerloff, Bruno Fagundes, Luiza Tomé, Ste Durval e Gabriel Terra também estão no elenco. Initial plugin text

Valor de ingresso e da pipoca é a maior barreira para público ir ao cinema

24 October 2026 at 09:55

Mesmo com plataformas de streaming e outras rotinas de entretenimento feitas em casa, a ida ao cinema é um programa clássico de lazer que tem um espaço no imaginário de descanso do brasileiro. Apesar disso, a pesquisa “Cinema nacional: o caminho de volta às salas”, da Casa Mundo Latam, apontou que fazer esse tipo de programa caber no orçamento é uma das principais dificuldades para frequentar os cinemas.

De acordo com o levantamento, o preço dos ingressos é citado por 42,1% como motivo para menor assiduidade às salas. Os gastos na bomboniere vêm logo em seguida, lembrados por 30% do público. Por fim, outros fatores práticos também pesam na decisão, como a falta de tempo (25,4%), os horários das sessões (22,5%) e a distância ou dificuldade de deslocamento até o cinema (19,6%). Na pergunta, os participantes podiam selecionar até 3 alternativas, permitindo identificar fatores coexistentes.

Adriana Hack, fundadora e diretora executiva da Casa Mundo Latam, lembra que, em um dia de descontração, o brasileiro leva em consideração uma série de fatores para escolher ir ao cinema.

“Quando uma pessoa decide ir ao cinema, ela considera quanto vai gastar, como vai chegar e se consegue encaixar a sessão no dia. Para quem vai com a família, essa organização pode envolver várias pessoas e um gasto maior. O interesse pelo filme pode existir, mas é preciso olhar para as condições que permitem transformar essa vontade em uma ida à sala”, avalia.

A escolha do cinema ao streaming

A pesquisa ainda mostra que a experiência proporcionada pelo cinema é um dos principais motivos para optar ir às salas grandes do que assistir ao mesmo filme em casa. 42,1% apontaram “sair de casa ou fazer um programa” como o maior objetivo, e 35,8% falaram que a maior imersão da tela e do som é o que sobressai na hora de decidir. Por último, com 34,2%, os entrevistados disseram que ver antes de chegar nas plataformas é sua intenção.

Para compensar o autocusto apontado de ir ao cinema, cresce a busca por experiências premium no cinema. Tecnologias especiais (como salas IMAX, 3D, 4DX e sistemas de som imersivo) são atrativos para 30% dos entrevistados, enquanto o conforto das instalações — incluindo poltronas reclináveis, espaço ampliado e climatização — é citado por 27,1%.

O conceito reflete a “premiumização”, em que o público busca “fazer valer os gastos do cotidiano”, exigindo experiências que tenham mais conforto, conveniência ou algo diferenciado.

Novos rostos do cinema brasileiro para ficar de olho

 

Así es la conocida como ameba comecerebros: cómo entra por la nariz, llega al cerebro y cuáles son sus primeros síntomas

24 October 2026 at 09:42

La ameba comecerebros, conocida científicamente como Naegleria fowleri, es un microorganismo que vive principalmente en el agua dulce caliente y en el suelo. Aunque la infección que provoca en los seres humanos es extremadamente rara, puede desencadenar una enfermedad cerebral grave que evoluciona rápidamente. Su particularidad es que puede entrar en el organismo a través de la nariz y alcanzar el cerebro, donde provoca una intensa inflamación y daños en el tejido nervioso.

Este organismo unicelular pertenece al grupo de las amebas de vida libre. No es un virus ni una bacteria y puede sobrevivir sin necesidad de un huésped humano. Se desarrolla especialmente bien a temperaturas elevadas y puede encontrarse en lagos, ríos, estanques, aguas termales y otros ambientes de agua dulce.

La enfermedad que provoca recibe el nombre de meningoencefalitis amebiana primaria (PAM). La infección no se produce por cualquier contacto con agua contaminada, sino cuando el microorganismo consigue entrar en las cavidades nasales en circunstancias muy concretas.

Por qué la ameba entra por la nariz y no por la boca

La principal vía de infección es el contacto de agua contaminada con las cavidades nasales. Esto puede ocurrir durante un baño, un salto al agua, una inmersión o determinadas actividades recreativas en lagos y ríos.

En la parte superior de la nariz se encuentra la mucosa olfativa, una región especializada que contiene células nerviosas relacionadas con la percepción de los olores. Estas células están conectadas con el sistema nervioso central a través del nervio olfativo.

Cuando el agua contaminada entra en contacto con esta zona, la ameba puede adherirse a los tejidos y avanzar siguiendo las fibras nerviosas. Para alcanzar el cerebro, atraviesa una estructura ósea situada en la base del cráneo, la lámina cribosa del etmoides.

Una vez llega al bulbo olfativo, puede extenderse a otras regiones cerebrales y comenzar a multiplicarse.

Beber agua contaminada no provoca esta infección cerebral, porque el sistema digestivo no constituye la vía de entrada del microorganismo al cerebro. Tampoco se transmite de persona a persona ni existen pruebas de contagio mediante el vapor de agua habitual o los aerosoles ambientales.

Qué ocurre cuando llega al cerebro y cuáles son los primeros síntomas

Una vez dentro del sistema nervioso central, Naegleria fowleri puede destruir células nerviosas mediante diferentes mecanismos. Al mismo tiempo, el sistema inmunitario activa una respuesta inflamatoria intensa que, aunque intenta combatir la infección, también puede contribuir al daño cerebral.

Esta inflamación puede alterar la barrera hematoencefálica y favorecer la acumulación de líquido en los tejidos. El resultado es un edema cerebral, que puede elevar la presión intracraneal y comprometer el funcionamiento del cerebro.

Los primeros síntomas suelen aparecer aproximadamente cinco días después de la exposición, aunque el intervalo puede oscilar entre uno y doce días. Entre las manifestaciones iniciales figuran dolor de cabeza, fiebre, náuseas y vómitos.

A medida que avanza la enfermedad pueden aparecer rigidez de cuello, sensibilidad a la luz, desorientación, cambios de comportamiento y convulsiones. En los casos más graves, el deterioro puede conducir al coma.

La infección es excepcional: en Estados Unidos se registran generalmente menos de diez casos anuales. Sin embargo, cuando se desarrolla, su gravedad es considerable. La mortalidad supera el 97% de los casos diagnosticados, aunque existen algunas personas que han conseguido sobrevivir.

Cómo prevenir la infección y cuándo acudir al médico

La prevención consiste principalmente en evitar que el agua dulce potencialmente contaminada entre por la nariz. Para ello, se recomienda evitar los saltos y las inmersiones que introduzcan agua a presión en las cavidades nasales, mantener la cabeza fuera del agua en fuentes termales y utilizar pinzas nasales cuando resulte apropiado.

También conviene evitar remover los sedimentos del fondo en aguas dulces poco profundas. Las piscinas correctamente mantenidas y desinfectadas no se consideran una fuente reconocida de infección.

Para los lavados nasales, debe utilizarse agua estéril, destilada o previamente hervida durante al menos un minuto y después enfriada. El agua del grifo no debe utilizarse directamente para irrigar la nariz, aunque sea potable.

Ante fiebre repentina, dolor de cabeza intenso, vómitos o rigidez de cuello, es necesario buscar atención médica urgente. Si ha existido una exposición reciente a agua dulce caliente que entró por la nariz, debe comunicarse al personal sanitario.

El diagnóstico requiere pruebas específicas, como el análisis del líquido cerebroespinal, la microscopía y técnicas moleculares como la PCR. El tratamiento puede incluir amfotericina B, miltefosina y otros medicamentos, además de medidas para controlar el edema cerebral y mantener las funciones vitales.

La infección sigue siendo extraordinariamente infrecuente, pero conocer cómo se transmite permite identificar las exposiciones de riesgo y aplicar medidas preventivas.

© Difoosion

El envejecimiento cerebral es una realidad, aunque podría ser reversible

212 civis mortos em ataques dos houthis em Taiz desde setembro, diz ONG

24 October 2026 at 09:36

A Rede Iemenita de Direitos e Liberdades denunciou hoje que pelo menos 212 civis, entre os quais 38 menores, morreram desde setembro em bombardeamentos "indiscriminados", disparos de atiradores furtivos e minas terrestres dos rebeldes houthis na província de Taiz.

 

No seu último relatório, a ONG indica ainda ter registado 319 feridos devido a estes ataques, entre os quais se encontram 29 crianças, referindo que os insurgentes infligiram "espancamentos" a 137 pessoas e levaram a cabo "23 execuções sumárias" contra civis e membros das forças pró-governamentais do Iémen.

No total, a organização documentou 1.891 "crimes e violações" entre 01 de setembro e 22 de outubro, período em que foram registados quase 9.900 disparos "indiscriminados" de granadas de morteiro, obuses, artilharia, foguetes, drones e mísseis balísticos que visaram, na sua maioria, bairros residenciais.

Isto coincide com a escalada da ofensiva dos houthis contra a cidade de Taiz, à qual impõem um cerco há já algumas semanas e que sitiam diariamente para assumir o controlo, deixando a população civil sem acesso a bens de primeira necessidade e a serviços essenciais.

No entanto, alertou que estes números não são exaustivos, uma vez que o acesso a algumas zonas "continua a ser impossível devido aos combates e às restrições de acesso no terreno".

Por outro lado, a ONG denunciou que os houthis transformaram cinco escolas da província em "salas de operações militares, depósitos de armas e prisões", indicando que os insurgentes têm atacado ambulâncias e hospitais.

Além disso, alertou para o agravamento do cerco à cidade de Taiz, onde, desde 03 de setembro, os insurgentes estabeleceram 26 postos de controlo militar e barricadas, tendo cortado a estrada principal que liga à província vizinha de Lahj e a Aden, sede do Governo internacionalmente reconhecido do Iémen.

Este cerco implica "o bloqueio da entrada de alimentos, medicamentos, produtos derivados do petróleo, cilindros de oxigénio e água potável", bem como a obstrução da ajuda humanitária e dos alimentos básicos para centenas de milhares de pessoas.

Cerca de 280.000 pessoas da província de Taizo, no sudoeste do país, viram-se obrigadas a abandonar as suas casas devido à ofensiva rebelde, segundo a ONG, que instou a comunidade internacional e a ONU a declarar a cidade como "cidade sinistrada" e a adotar medidas urgentes para travar os ataques e levantar o cerco.

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Rendas moderadas até 2.300 euros: Miranda Sarmento defende que corte no IRS pode baixar preços

24 October 2026 at 09:30

O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, defendeu nesta sexta-feira, 23 de outubro, que o regime de rendas moderadas pode contribuir para baixar os valores cobrados pelos senhorios. Durante a audição parlamentar sobre o Orçamento do Estado para 2027, rejeitou que o limite de 2.300 euros incentive aumentos.

No centro da discussão está a redução da tributação dos rendimentos do arrendamento habitacional. O Decreto-Lei n.º 97/2026, de 20 de maio, prevê uma taxa autónoma de IRS de 10% para rendas dentro do limite definido, salvo quando seja aplicável uma taxa mais favorável.

Imposto mais baixo pode compensar uma renda inferior

“Não tenho dúvidas de que contribui para reduzir as rendas que estão imediatamente acima”, afirmou o governante, citado pela agência Lusa.

O argumento assenta na diferença entre a renda recebida e o valor que fica ao proprietário depois do imposto. Num exemplo simplificado, sem despesas dedutíveis nem outros benefícios fiscais, uma renda mensal de 2.500 euros sujeita a uma taxa de 25% deixa 1.875 euros após IRS.

Se essa renda baixar para 2.300 euros e beneficiar da taxa de 10%, o valor após imposto passa para 2.070 euros. Neste cenário, calculado a partir das taxas em discussão, o inquilino pagaria menos 200 euros por mês e o senhorio ficaria com mais 195 euros depois do IRS.

Trata-se de uma comparação simplificada das duas taxas, não do cálculo completo do imposto de um proprietário, que pode depender de despesas dedutíveis e do regime fiscal aplicável.

Benefício abrange contratos que já estavam em vigor

A legislação inclui os contratos de arrendamento habitacional já em curso. A taxa de 10% prevista no Estatuto dos Benefícios Fiscais abrange rendimentos obtidos desde 1 de janeiro de 2026 e até 31 de dezembro de 2029, dentro das condições legais.

O limite da renda moderada foi fixado em 2,5 vezes a retribuição mínima mensal prevista para 2026, correspondendo aos 2.300 euros referidos pelo ministro. A lei admite a atualização desse limite por portaria.

Este valor funciona como critério de acesso aos incentivos fiscais. O diploma não fixa uma renda de 2.300 euros para todos os imóveis nem obriga os proprietários a cobrar esse montante.

Ministro rejeita risco de aumentos até ao teto

Os partidos à esquerda questionaram o risco de senhorios com rendas inferiores aumentarem os valores até ao limite que permite beneficiar da redução fiscal.

“Já o inverso tem pouca racionalidade económica”, respondeu Miranda Sarmento. Na sua perspetiva, o preço continuará condicionado pela localização, tipologia, estado de conservação e relação entre oferta e procura. Por isso, argumentou, uma casa com uma renda de mercado de 1.200 ou 1.300 euros não passaria automaticamente a encontrar inquilinos dispostos a pagar 2.300 euros.

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La stagione delle piogge politiche comincia dal Brasile. L’analisi dell’amb. Castellaneta

24 October 2026 at 09:14

Dal Brasile comincia una nuova stagione delle piogge politiche: una sequenza di elezioni destinate potenzialmente a ridisegnare gli equilibri internazionali. Domenica 25 ottobre i brasiliani sceglieranno tra il presidente uscente Luiz Inácio Lula da Silva e il senatore Flávio Bolsonaro, figlio dell’ex presidente Jair (attualmente agli arresti domiciliari). Seguiranno le elezioni in Israele, le mid-term americane a inizio novembre e poi il ciclo europeo cominciando dalla Spagna a fine novembre. Nell’ottobre 2027 tornerà alle urne anche l’Argentina. Non sono appuntamenti separati: in un sistema globale quanto mai frammentato, ogni voto sposta alleanze, mercati e margini diplomatici. Insomma, tra un anno potremmo trovarci un mondo con il volto radicalmente diverso

Il ballottaggio è quanto mai incerto. Flávio Bolsonaro ha chiuso il primo turno al 47%, precedendo Lula, fermo al 45. Ma il vantaggio si è assottigliato: l’ultima rilevazione Datafolha assegna a entrambi il 50% dei voti validi, mentre altri istituti mantengono Bolsonaro avanti di uno o due punti, entro il margine d’errore. Decideranno l’affluenza e la capacità di conquistare chi al primo turno non ha scelto nessuno dei due. La scelta riguarda due programmi molto diversi: Lula propone continuità e ampliamento della protezione sociale, come del resto è sempre stato nel suo stile. Sul clima rivendica la riduzione della deforestazione e l’obiettivo di azzerarla entro il 2030, anche al fine di salvaguardare la straordinaria biodiversità che caratterizza il Brasile. Flávio Bolsonaro offre invece un’agenda liberal-conservatrice: aggiustamento più rapido dei conti pubblici, taglio di almeno dieci ministeri, riduzione delle imposte, privatizzazioni e maggiore spazio all’iniziativa privata. Promette di fermare il disboscamento illegale entro il 2029, ma vuole alleggerire vincoli che considera un ostacolo ad agricoltura, miniere e infrastrutture.

La differenza più rilevante per il resto del mondo riguarda però la collocazione internazionale. Con Bolsonaro si consoliderebbe un asse conservatore che, partendo dall’Argentina di Javier Milei, e con il Venezuela sotto tutela, arriverebbe agli Stati Uniti di Donald Trump. Brasília cercherebbe un rapporto privilegiato con Washington e potrebbe ridimensionare il proprio ruolo nei Brics, espressione di un’idea alternativa di multilateralismo che fa capo alla Cina. Una sua vittoria rafforzerebbe Trump nell’emisfero occidentale, consentendogli di dichiarare la dottrina Donroe come una sorta di ‘missione compiuta’ e potrebbe offrirgli maggiore libertà di manovra sugli altri dossier: dalla guerra nello Stretto di Hormuz al tentativo di raggiungere un’intesa con la Russia sull’Ucraina. Non esiste un automatismo, ma il clima politico internazionale conta.

Se vincesse Lula, il Brasile diventerebbe invece un grande cuneo progressista nel nuovo spazio conservatore americano. In quello che, per ragioni anagrafiche, sarebbe verosimilmente il suo ultimo mandato, accentuerebbe l’autonomia strategica di Brasília: cooperazione con Washington senza allineamento, rapporto economico essenziale con la Cina, protagonismo nel Sud globale e ulteriore investimento nei Brics e negli organismi regionali. Una linea che non equivale a schierarsi contro l’Occidente, ma rivendica il diritto di dialogare con tutti e di non dipendere da nessuno.

Queste elezioni contano per il resto del mondo anche perché il Brasile è una potenza quasi continentale, con oltre 214 milioni di abitanti, immense riserve di acqua, biodiversità e terre coltivabili, crescente capacità energetica e minerali critici. L’Amazzonia rende ogni sua scelta nazionale una questione globale. Importante sarà anche l’atteggiamento verso l’accordo tra Unione europea e Mercosur, decisivo per rilanciare i rapporti economici fra le due sponde dell’Atlantico. Anche per l’Italia si tratta di un’elezione più vicina di quanto sembri. In Brasile vivono circa 32 milioni di discendenti italiani e quasi un milione di persone con doppia cittadinanza; vi operano oltre mille nostre imprese, dalla meccanica all’energia, dalle infrastrutture alle telecomunicazioni, con Tim Brasil fra le presenze più rilevanti. Insomma, dal voto capiremo se le Americhe stanno diventando sempre più conservatrici (anche dopo le vittorie della destra in Cile e Colombia) oppure se il gigante brasiliano continuerà a seguire una propria rotta. In entrambi i casi, cambierà l’equilibrio tra Stati Uniti, Cina ed Europa.

Minissérie da Netflix merece uma segunda chance neste sábado (24/10)

24 October 2026 at 09:12
Chegou o sábado, 24, e, em meio à correria da semana, nada melhor do que encontrar uma boa história para acompanhar sem precisar passar dias diante da televisão. Para quem gosta de suspense criminal, disputas de poder e personagens capazes de surpreender a cada episódio, a Netflix tem uma minissérie que merece sair do esquecimento. Lançada em 2024, Griselda transforma a trajetória de uma das traficantes mais temidas da história em um drama policial de seis capítulos, com uma narrativa ágil e acontecimentos inspirados em fatos reais. Estrelada por Sofía Vergara, conhecida mundialmente pela comédia Modern Family, a produção acompanha a ascensão de Griselda Blanco, colombiana que construiu um império do narcotráfico em Miami durante as décadas de 1970 e 1980. Apesar de ter conquistado a atenção do público no lançamento, a minissérie acabou perdendo espaço entre as novidades do streaming e hoje pode ser uma opção para quem procura uma trama curta e intensa.Uma história real marcada por violência e poderA trama acompanha Griselda Blanco após sua fuga de Medellín, na Colômbia, para Miami, nos Estados Unidos, com os filhos. Em um ambiente dominado por homens, ela passa a disputar espaço no mercado de cocaína e constrói uma rede criminosa que a transforma em uma das figuras mais poderosas do narcotráfico.Conhecida como a “Madrinha da Cocaína”, Blanco ficou marcada por sua brutalidade e pela participação em operações de tráfico de drogas entre a Colômbia e os Estados Unidos. Sua trajetória também foi associada a centenas de assassinatos e à construção de uma fortuna bilionária.A história da criminosa é ainda mais perturbadora pelos relatos sobre sua infância. Segundo versões atribuídas à sua trajetória, ela teria cometido um assassinato ainda aos 11 anos, após o suposto sequestro de um menino cuja família não teria pago o resgate exigido. Anos depois, já envolvida no universo do crime, Blanco se aproximou de redes de tráfico humano e, posteriormente, do comércio de cocaína.A minissérie, no entanto, não acompanha toda essa trajetória desde o início. A narrativa começa com Griselda em um momento de vulnerabilidade, após um confronto com o marido, e concentra sua atenção na fuga para Miami e na consolidação de seu império criminoso.Sofía Vergara surpreende em papel dramáticoUm dos principais atrativos da produção é a transformação de Sofía Vergara. Depois de interpretar a carismática Gloria em Modern Family, a atriz assume uma personagem violenta, ambiciosa e marcada por contradições.Além de protagonizar a minissérie, Vergara também participa da produção executiva. Sua interpretação procura equilibrar a imponência da traficante com momentos de fragilidade, apresentando uma mulher que enfrenta o machismo e a desconfiança em um universo dominado por homens. Minissérie é protagonizada pela grande atriz Sofía Vergara - Foto: Divulgação O elenco também conta com Alberto Guerra, Vanessa Ferlito, Alberto Ammann e a cantora Karol G, que faz uma participação na produção.A direção é de Andrés Baiz, enquanto a equipe criativa reúne nomes ligados a Narcos, série que retrata a trajetória do traficante colombiano Pablo Escobar. A aproximação entre as duas produções reforça a proposta de explorar os bastidores do narcotráfico latino-americano.Minissérie tem ritmo acelerado, mas deixa lacunasCom seis episódios de aproximadamente 50 minutos cada, Griselda oferece uma maratona de pouco menos de cinco horas. O ritmo acelerado favorece as cenas de ação, as disputas entre organizações criminosas e a ascensão da protagonista, que precisa enfrentar adversários e conquistar espaço em um mercado hostil.A produção também aborda o machismo e a misoginia presentes no universo do tráfico. Enquanto Griselda tenta estabelecer seu domínio, a analista de inteligência policial June enfrenta a desconfiança dos próprios colegas, mesmo quando suas observações sobre a criminosa se mostram relevantes.Apesar desses elementos, a narrativa apresenta limitações. Ao deixar de lado parte da infância e da juventude de Blanco, a minissérie reduz o espaço para aprofundar a formação da personagem e as circunstâncias que antecederam sua ascensão criminosa.A rapidez com que os acontecimentos se sucedem também prejudica o desenvolvimento de algumas relações, incluindo os vínculos familiares da protagonista e os conflitos com outros traficantes. Em determinados momentos, a história parece mais interessada em justificar as atitudes de Griselda do que em explorar plenamente a dimensão de sua violência.Essa escolha cria uma personagem contraditória, mas também pode dificultar a compreensão de sua trajetória. Embora a produção apresente o machismo como uma barreira enfrentada pela protagonista, corre o risco de transformar uma criminosa responsável por atos brutais em uma espécie de anti-heroína.O que a crítica e o público acharam?A recepção de Griselda foi positiva entre os críticos, embora menos entusiasmada entre os espectadores. No Rotten Tomatoes, a minissérie registra 85% de aprovação da crítica e 68% do público, segundo os índices informados.O desempenho de Sofía Vergara é um dos pontos de destaque, especialmente pela mudança em relação aos papéis cômicos que marcaram sua carreira. A atriz demonstra disposição para explorar uma personagem mais sombria, com cenas de tensão e violência.Por outro lado, as críticas à construção do roteiro apontam que a produção poderia se aprofundar mais nos aspectos emocionais da história. A ausência de uma exploração mais consistente da infância de Blanco e de suas relações com os filhos limita a complexidade dramática que a trajetória real oferece.Também é importante considerar que a minissérie é uma dramatização inspirada em acontecimentos reais. Portanto, nem todos os episódios apresentados devem ser interpretados como reproduções exatas dos fatos históricos.Vale a pena?Sim, especialmente para quem gosta de tramas criminais complexas, histórias sobre narcotráfico e produções inspiradas em acontecimentos reais com trajetórias tão violentas quanto inusitadas.Embora apresente problemas de ritmo e deixe lacunas no desenvolvimento de personagens, Griselda encontra força na atuação de Sofía Vergara e na trajetória de uma mulher que conquistou poder em um ambiente dominado por homens.Com apenas seis episódios, a minissérie também é uma alternativa para quem procura uma história envolvente sem assumir o compromisso com várias temporadas. Lançada em 2024, a produção pode ter saído do radar diante da quantidade de novidades da Netflix, mas ainda oferece motivos para ser revisitada neste sábado, 24.Veja o trailer!

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