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Intuitivo levanta 1,35 milhões e quer ajudar (também) docentes do Brasil na avaliação


Depois de ter sido uma das startups investidas pelo fundo Angels Way, a Intuitivo acaba de fechar uma ronda seed de 1,35 milhões de euros. Já com mais de 200 contratos com autarquias e escolas, a edutech, que em 2024 ganhou o melhor pitch da Web Summit, aponta agora o Brasil. Quer ajudar os docentes no processo de avaliação e já pensa em outros mercados europeus e na América Latina.

“O Brasil é o primeiro mercado internacional da Intuitivo. A língua é a mesma, o que nos permite levar a plataforma com poucas adaptações, e o problema é igual ou maior: os professores brasileiros também gastam muito tempo a criar, corrigir e dar feedback a avaliações. Além disso, já tínhamos professores brasileiros a chegar à plataforma de forma orgânica, sem qualquer investimento nosso, o que mostra que há procura real”, justifica João Guimarães, CEO da Intuitivo, ao ECO.

“A entrada vai ser gradual. Já temos uma pessoa da equipa no Brasil e estamos a trabalhar com parceiros locais de conteúdos e de distribuição para chegar mais depressa a professores e escolas”, acrescenta quando questionado sobre os planos para este mercado.

“Tal como em Portugal, o crescimento vai assentar na versão gratuita para professores e na recomendação entre colegas, complementado com a venda a escolas. Portugal continua a ser a nossa base e prioridade. O Brasil é o primeiro passo de uma expansão que poderá depois chegar a outros mercados da América Latina e da Europa”, aponta.

O Brasil é o primeiro mercado internacional da Intuitivo. A língua é a mesma, o que nos permite levar a plataforma com poucas adaptações, e o problema é igual ou maior: os professores brasileiros também gastam muito tempo a criar, corrigir e dar feedback a avaliações. Além disso, já tínhamos professores brasileiros a chegar à plataforma de forma orgânica, sem qualquer investimento nosso, o que mostra que há procura real.

João Guimarães

CEO da Intuitivo

Desenvolvida para apoiar os professores no processo de avaliação — segundo dados da OCDE, citados pela startup, apenas 43% do tempo dos professores é ocupado com o ensino, com o restante a ser despendido na preparação de avaliação, correção e tarefas administrativas. O processo de avaliação (criar avaliações, aplicá-las, corrigir e dar feedback aos alunos) é dos que mais tempo consome e, nesse item em particular, Portugal é líder entre os 44 países analisados —, esta plataforma digital já fechou mais de 200 contratos com autarquias, agrupamentos e colégios, abrangendo um total de mais de 500 escolas, e conta agora 75 mil registos de professores.

Apoiada em Inteligência Artificial, a Intuitivo gera rascunhos de testes a partir de um pedido (tema, ano e nível de dificuldade) e transforma testes antigos em PDF em versões digitais e interativas, prontas a corrigir automaticamente. Tem um banco de “milhares de exercícios” partilhados por outros docentes, pesquisáveis por ano, disciplina e tema, que podem ser copiados e editados, permitindo ainda criar grupos de professores para cocriar, partilhar e rever testes em equipa, descreve a startup.

Hoje somos 18 pessoas, uma das quais já no Brasil. Antes da ronda éramos cerca de 11. O objetivo é passar das 20 pessoas nos próximos meses, reforçando produto e engenharia e as equipas que trabalham diretamente com professores e escolas.

João Guimarães

CEO da Intuitivo

Os alunos acedem às provas através de um link e o professor acompanha a realização do teste em tempo real, havendo mecanismos para prevenir fraudes. Plataforma tem capacidade para mais de 80 mil alunos em simultâneo. “A correção dos exercícios de resposta fechada é instantânea, a das respostas abertas contará com apoio de IA já no ano letivo 2026/27”, refere ainda. No final, os resultados e comentários personalizados chegam aos alunos por e-mail, PDF ou Excel.

“Só no ano letivo 2025/26, os alunos portugueses realizaram cerca de um milhão de avaliações na plataforma. E isso representou uma poupança estimada de 165 mil horas de trabalho docente”, pode ler-se em comunicado.

14 November 2024; Pitch Winner João Guimarães, CEO, Intuitivo; centre, and partners on Centre Stage during day three of Web Summit 2024 at the MEO Arena in Lisbon, Portugal. Photo by Harry Murphy/Web Summit via Sportsfile

Agora querem levar esta plataforma para o Brasil, onde estimam um mercado potencial de 2,2 milhões de professores, cerca de 12 vezes o universo português.

A ronda — liderada pela Caixa Capital e pelo Impact Innovation Fund, gerido pela 3xP Global, no âmbito do Programa de Venture Capital do Fundo de Capitalização e Resiliência (FdCR), gerido pelo Banco Português de Fomento, como participação da Techstars, da COREangels Lisboa e da COREangels Porto — eleva para cerca de 1,5 milhões de euros o capital até aqui levantado pela empresa que quer ainda reforçar a sua equipa.

“Hoje somos 18 pessoas, uma das quais já no Brasil. Antes da ronda éramos cerca de 11. O objetivo é passar das 20 pessoas nos próximos meses, reforçando produto e engenharia e as equipas que trabalham diretamente com professores e escolas”, adianta João Guimarães ao ECO. “No Brasil, a ideia é iniciar com uma equipa local de duas pessoas e crescer a equipa à medida que o mercado vai sendo validado.”

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Lagos recebe nova ação de formação de salvamento Surf & Rescue

A Associação de Escolas de Surf de Portugal (AESP) e o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) promovem nova ação de formação de salvamento Surf & Rescue para iniciantes e avançados, sendo a próxima em Lagos.

A AESP informa que a iniciativa decorre até novembro em todo o país e pretende revolucionar o resgate ao instalar desfibrilhadores em várias escolas de surf por todo o país. A Praia de Praia de Porto de Mós, em Lagos, recebe a formação Surf & Rescue a 5 e 6 de novembro.

Esta iniciativa aposta na formação de instrutores, treinadores e comunidade surfista, garantindo competências em SBV e acesso a desfibrilhadores nas escolas, contribuindo para praias ainda mais seguras, dentro e fora de água.

O objetivo é reforçar a prevenção, formar pessoas e assegurar a manutenção dos equipamentos ao longo de todo o ano.

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Da advocacia à diplomacia. 60 organizações vão recrutar à Faculdade de Direito da Católica


A Escola de Lisboa da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa abre as portas, na próxima semana, a 60 organizações que estão à procura de talento jovem. Durante dois dias (28 e 29 de outubro), os estudantes vão contactar diretamente com profissionais e responsáveis pelo recrutamento, ficando a conhecer os percursos diferentes disponíveis dentro desta área.

“A JobShop permite aos nossos estudantes conhecerem de perto a realidade das profissões jurídicas e falarem com quem as exerce todos os dias, aproximando a formação académica do mercado de trabalho”, afirma Ana Taveira da Fonseca, diretora da Escola de Lisboa da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa.

Para o dia 28 de outubro, está marcado um debate que juntará advogados, magistrados e representantes do meio empresarial em torno do impacto da tecnologia nas profissões jurídicas. No mesmo dia, terá ainda lugar uma mesa redonda sobre as oportunidade e desafios de várias profissões nesta área, com intervenções de sociedades de advogados, do Ministério Público e do Banco de Portugal.

Já a 29 de outubro, acontecerá um debate com advogados e diplomatas para analisar como o contexto geopolítico influencia a prática jurídica. Estarão presentes a Eversheds Sutherland, a Gama Glória, a CMS, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a LEKTOU.

À parte destas mesas-redondas, a JobShop terá também um recruing lounge ao longo destes dois dias, isto é, um ponto de encontro entre estudantes e potenciais empregadores.

“Há ainda ‘A Hora do Sócio’, um momento em que os sócios responsáveis pelo recrutamento nas sociedades de advogados respondem a dúvidas e partilham a sua visão sobre as oportunidades profissionais”, indica a escola, em comunicado.

“Entre as entidades presentes, nacionais e internacionais, estão a Autoridade da Concorrência, a Câmara Municipal de Lisboa, o Centro de Estudos Judiciários, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Centro de Informação Europeia Jacques Delors e as maiores sociedades de advogados destacadas nos rankings“, destaca ainda a Católica, que realça que aJobShop é um evento exclusivamente para alunos de licenciatura, mestrado e LL.M. (Latin Legum Magister).

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Quase 90% de conteúdos virais sobre saúde são falsos, diz Agência Lupa

Logo Agência Brasil

Primeira agência a trabalhar com checagem de informações no Brasil, a Lupa acaba de lançar um relatório que aponta que 87,3% de conteúdos virais sobre saúde, analisados entre março de 2017 e junho deste ano, eram falsos. O quantitativo faz parte de uma amostra de 764 materiais checados pela entidade, dos quais 667 foram considerados inverídicos. A publicação Raio-X da Desinformação em Saúde traz os detalhes do levantamento e contou com o apoio da Afya, um dos maiores grupos de ensino médico do país.

Em média, segundo o relatório da Agência Lupa, foram quase 72 falsidades virais em saúde por ano, ou seis casos por mês. Conteúdo viral é aquele que se espalha rapidamente pela internet e alcança um grande número de pessoas em pouco tempo, gerando alto engajamento, com muitas visualizações, curtidas e compartilhamentos em alta velocidade.

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O volume explodiu na pandemia: em 2020 e 2021, a Lupa checou cerca de dez vezes mais conteúdos sobre saúde do que nos três anos anteriores. Foram 452 conteúdos virais. Essas mentiras se espalharam rapidamente a partir de estratégias como falsas autoridades divulgando promessas de cura e soluções simples para problemas complexos. Apesar disso, segundo a Lupa, esse padrão já era verificado antes do surgimento da covid-19, mas passou a aparecer em quantidade muito maior.

"Um dos maiores desafios da desinformação em saúde é que ela se apropria da linguagem e da autoridade de médicos, pesquisadores e instituições para parecer legítima", afirma a fundadora da Agência Lupa, Cristina Tardáguila.

Essa técnica da falsa autoridade médica ou científica correspondeu a 21,6% dos casos de desinformação em saúde mapeados pela Lupa. Em seguida, o medo e a linguagem alarmista aparecem por trás de 17% das publicações falsas. Distorção de estudos e dados (15,7%) e soluções simples para problemas complexos (12,6%) completam as estratégias mais utilizadas na disseminação de conteúdos falsos em saúde.

“Hoje, o profissional de saúde precisa estar preparado não apenas para diagnosticar e tratar, mas também para ajudar o paciente a navegar em um ambiente de excesso de informações, muitas delas sem respaldo científico”, afirma o vice-presidente Médico e de Relações Institucionais da Afya, Gustavo Meirelles.

Ao longo dos últimos nove anos, os temas mais recorrentes nas checagens da Lupa sobre saúde foram covid-19 (61%), tratamentos, cura e prevenção (34%) e alimentos, bebidas e nutrição (24%).

Desinformação sobre vacina continua

Antes da pandemia de covid-19, conteúdos sobre vacinas correspondiam a 9,1% das checagens de saúde da Lupa. A proporção chegou a 33,2% durante a emergência nacional e a 38,9% entre 2022 e 2024. No período mais recente, entre 2025 e junho de 2026, esse volume recuou para 20%, mas segue sendo mais que o dobro do patamar pré-pandemia. Das 244 alegações sobre vacinas analisadas no período completo, 212 (86,9%) foram classificadas como falsas pela agência após checagem.

Ao menos 142 conteúdos analisados pela Lupa registravam a presença de figuras públicas, entre elas Jair Bolsonaro, Bill Gates, Drauzio Varella, João Doria e Luiz Inácio Lula da Silva. A presença dessas personalidades, segundo a agência, não significa que tenham produzido ou endossado a alegação, e indica que terceiros também se utilizam da reputação de pessoas conhecidas para espalhar desinformação.

Canais de circulação

O WhatsApp foi a plataforma mais frequentemente associada à circulação de desinformação em saúde nas verificações da Agência Lupa. Mais de 70% das 498 checagens analisadas entre março de 2017 e junho 2026 partiram de conteúdos que circularam ou foram encontrados no aplicativo de mensagens instantâneas mais usado no país. O Facebook aparece em segundo lugar, com 126 registros (25,3%), seguido do Instagram, com 35 (7%).

A pesquisa ressalva, porém, que os dados não permitem afirmar que o WhatsApp seja a origem dessas falsidades ou que concentre a maior parte da desinformação em saúde publicada na internet. A Lupa recebe pedidos de verificação por meio de um canal próprio no aplicativo, o que pode favorecer a identificação de conteúdos que circulam mais por ali. Além disso, uma mesma publicação pode passar por diferentes plataformas antes de chegar ao público.

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ISQ e Fundação Joaquim Chissano anunciam parceria para apoiar setores estratégicos em Moçambique

ISQ e Fundação Joaquim Chissano

O português ISQ e a moçambicana Fundação Joaquim Chissano anunciam o estabelecimento de uma parceria estratégica.

A parceria tem como objetivo “reforçar a qualificação de recursos humanos e apoiar o desenvolvimento sustentável” em Moçambique, através da criação de programas de formação, capacitação técnica e transferência de conhecimento em áreas consideradas críticas para o crescimento económico do país.

“Esta parceria cria um quadro de cooperação para identificar e desenvolver iniciativas que contribuam para o reforço das competências técnicas locais e para a formação de profissionais preparados para responder aos desafios do desenvolvimento económico e industrial de Moçambique”, adianta Pedro Matias, presidente do ISQ.

Reconhecido pela sua experiência em engenharia, inspeção, ensaios, certificação, inovação e formação especializada, o ISQ vai disponibilizar programas de formação presencial e online, formação de formadores, certificação de competências e serviços de consultoria técnica ajustados às necessidades identificadas no terreno.

A parceria prevê ainda a organização de conferências, seminários e missões técnicas, bem como a identificação conjunta de oportunidades de financiamento e cooperação junto de entidades nacionais e internacionais.

A Fundação Joaquim Chissano, instituição de referência em África na promoção da paz, da educação, do conhecimento e do desenvolvimento sustentável, terá um papel fundamental na articulação com parceiros moçambicanos e na implementação de projetos com impacto económico e social.

“Esta colaboração reflete a convergência de objetivos entre duas organizações que acreditam na capacitação técnica, na inovação e no conhecimento como motores de desenvolvimento sustentável e de criação de oportunidades para as futuras gerações”, acrescenta Pedro Matias.

O ISQ mantém uma presença consolidada em Moçambique, onde tem desenvolvido projetos nos setores da energia, educação e formação, oil & gas e ferrovia, experiência que servirá de base para aprofundar a cooperação agora formalizada.

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Projeto de capacitação em IA para micro e PME arranca na região de Leiria com 50 participantes


O projeto-piloto de capacitação em inteligência artificial (IA) para micro, pequenas e médias empresas (PME) arrancou esta terça-feira em Leiria, abrangendo nesta primeira fase cerca de 50 trabalhadores.

Promovida pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), em parceria com a NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria, a iniciativa será desenvolvida pela Shaken Academy e pretende ajudar os participantes a integrar ferramentas de IA no trabalho diário, através de exercícios práticos orientados para as necessidades das empresas.

Integrado no projeto “PME Digital+”, o programa terá duas edições, envolvendo um total de 100 participantes. A formação incidirá sobre a utilização de soluções de inteligência artificial generativa e a sua aplicação em contexto empresarial, incluindo a automatização de tarefas, a análise de dados e a produção de conteúdos.

“A tecnologia não é um fim em si mesma. A transformação digital deve traduzir-se em mais crescimento, mais valor, produtos e serviços inovadores e emprego mais qualificado”, afirma o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, citado em comunicado, salientando que “a inteligência artificial representa uma das maiores oportunidades de transformação económica das próximas décadas”.

Além da componente prática, o projeto prevê a recolha e partilha de metodologias e exemplos de utilização de IA que possam ser aproveitados por outras empresas. A iniciativa servirá também para avaliar os resultados deste modelo de formação intensiva e perceber em que medida poderá ser alargado a outras PME.

O objetivo é que este projeto-piloto abra caminho a um programa de maior dimensão, que pretende formar cerca de 100 mil trabalhadores de micro e pequenas empresas em todo o país ao longo de três anos, acelerando a adoção de ferramentas de inteligência artificial no tecido empresarial português.

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Os primeiros “deepfakes” apareceram quase ao mesmo tempo que a Fotografia

William H. Mumler vendia fotografias de “fantasmas”. Foi julgado por fraude, mas ilibado: não se provou que existiam fantasmas, mas também ninguém sabia como o norte-americano punha mortos ao lado dos vivos nas imagens. Recuemos, durante cerca de três minutos, a 1862. Estamos com William H. Mumler no seu estúdio em Boston, EUA, onde o gravador de joias e fotógrafo amador revela um autorretrato quando repara numa figura inesperada atrás de si. Na fotografia aparecia uma jovem de vestido comprido, com o rosto desfocado, como um fantasma. Mumler corre para mostrar a imagem a um amigo. Até porque a mulher

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Formação desportiva em Albufeira com apoio reforçado pelo Município

Os Clubes e associações desportivas do concelho de Albufeira, assinaram na passada sexta-feira, 16 de outubro, os contratos-programa que formalizam o apoio municipal à sua atividade, cuja sessão decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, num ano em que o investimento na formação desportiva regista um aumento de cerca de 15%, sendo de realçar que este reforço procura apoiar o trabalho das coletividades junto das crianças e dos jovens.

A Câmara Municipal de Albufeira dá, assim, continuidade ao apoio ao associativismo desportivo local, reconhecendo o contributo dos clubes para a promoção da saúde, da educação e da coesão social. Os contratos-programa constituem um instrumento de apoio à atividade das coletividades e ao acompanhamento dos seus atletas ao longo da época.

Do futebol ao surf, da patinagem ao basquetebol e às artes marciais, as entidades envolvidas refletem a diversidade da oferta desportiva do concelho. Por detrás de cada modalidade está o trabalho de dirigentes, treinadores e colaboradores que asseguram os treinos, acompanham as competições e ajudam a aproximar os mais novos do desporto.

A formação assume particular importância neste trabalho. Além da aprendizagem de uma modalidade, a participação num clube proporciona às crianças e aos jovens experiências de cooperação, respeito e superação, com reflexos no seu crescimento e na relação com os outros.

“Nós vamos continuar a apostar na formação desportiva”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, durante a sessão. O autarca reafirmou o compromisso com os mais novos e reconheceu as necessidades das coletividades ao nível de equipamentos e dos espaços de treino, para as quais o Município procurará respostas dentro dos recursos disponíveis.

A autarquia adianta ainda que está também em preparação um regulamento de apoio ao associativismo desportivo, que o executivo pretende concluir e aplicar no início do próximo ano.

A definição de critérios mais claros permitirá aos clubes conhecer a metodologia de avaliação e de atribuição dos apoios, com o objetivo de reforçar a equidade e a transparência do processo.

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Terreiro Xambá, em Olinda, recebe oficina gratuita de dança e percussão

O Quilombo Urbano Xambá, em Olinda, vai receber, entre 29 e 31 de outubro, a oficina gratuita “Roda Contracolonial”, com 25 pessoas selecionadas. As inscrições podem ser realizadas pela plataforma Even3.

A formação articula dança, corpo, percussão, território, memória e ancestralidade a partir do conceito de “contracolonialismo” desenvolvido por Negro Bispo.

Podem se inscrever pessoas com idade entre 12 e 85 anos, sem necessidade de experiência prévia com dança ou percussão. Serão reservadas 70% das vagas para pessoas residentes no território.

Os selecionados e demais informações podem ser consultados no Instagram do projeto: @roda_contracolonial.

A condução será feita pelos artistas-educadores Thúlio Xambá, que lidera a experiência percussiva e o diálogo com os instrumentos, e Breno Liberato, responsável pelo trabalho corporal e pelas rodas de conversa sobre contracolonialidade.

A edição ainda contará com a presença da consultora pedagógica Joana Maria, participando da Festa da Confluência, no dia 1º de novembro. A atividade terá intérprete de Libras e acessibilidade para pessoas com deficiência.

Em novembro, a oficina será realizada no Quilombo Castainho, em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco.

A iniciativa conta com incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura – Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo do Estado de Pernambuco.

© Divulgação

Olinda recebe a oficina de percussão "Roda Contracolonial" de 29 a 31 de outubro
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Estudantes desenvolvem plataformas para combater a desinformação

Logo Agência Brasil

É muito fácil criar qualquer tipo de conteúdo com inteligência artificial (IA). Qualquer pessoa pode, com alguns cliques, criar imagens, textos e vídeos. Tudo isso pode servir para informar ou mesmo para criar conteúdos falsos, que divulgam mentiras.

Até onde vai o impacto do que as pessoas criam com a IA? Essa foi uma das perguntas que motivou as estudantes Alice Gomes, Beatriz Vasconcellos e Letícia de Oliveira, de 14 anos de idade, do 9º ano do Colégio e Curso Desafio, em Recife, a criarem a ferramenta Pense Bem. 

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O projeto venceu o HackaNAV 2026, competição nacional de inovação organizada pelo Nave a Vela, solução de educação tecnológica da Arco Educação. Como prêmio, as estudantes ganharam uma imersão tecnológica na agência de pesquisa espacial dos Estados Unidos, a Nasa.

“No Pense Bem, você pode colocar publicações que você pretende fazer para que ele faça o cálculo de risco, como que isso pode escalonar, se aquilo ali pode ter um efeito dominó negativo”, explica Beatriz Vasconcellos, uma das estudantes criadoras do Pense Bem.

A plataforma já está no ar, mas ainda deve ser aprimorada para ser lançada oficialmente.  

“Antes de publicar, pense no impacto”, esse é o convite para quem acessa. A partir daí, são feitas diversas perguntas para que se possa avaliar se o conteúdo oferece ou não algum risco ao ser divulgado. 

Entre as perguntas estão:

  •  Este conteúdo envolve nudez, material íntimo ou sexual de alguém menor de 18 anos - ou de qualquer pessoa sem consentimento?
  •  Foi gerado ou editado por IA?
  •  Há pessoas reais reconhecíveis?
  •  Elas deram consentimento?
  •  Mostra os fatos como realmente aconteceram?

A plataforma, então, classifica o conteúdo quanto ao risco e aponta se é possível fazer adequações ao conteúdo e a postagem para que ela não gere desinformação e cause danos à população. 

"A gente viu em várias pesquisas que as fake news podem afetar muito a vida das pessoas, até mesmo na vida pessoal, a socialização. Fake news criada por uma pessoa, sobre uma pessoa, pode afetar diretamente até mesmo o psicológico", avalia Beatriz. 

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) chegou a classificar a desinformação como principal risco global para 2025 e para os anos que estão por vir, à frente das mudanças climáticas, da crise ambiental, dos fluxos migratórios, da violência e do terrorismo. 

Recife (PE), 16/10/2026 - Estudantes desenvolvem plataformas para combater a desinformação. Foto: Renan Braz/Divulgação Recife (PE), 16/10/2026 - Estudantes desenvolvem plataformas para combater a desinformação. Foto: Renan Braz/Divulgação
Estudantes fizeram pesquisas e entrevistas com professores, estudantes e especialistas para desenvolver o trabalho - Foto: Renan Braz/Divulgação

Democracia 

As três estudantes fizeram pesquisas e entrevistas com professores, estudantes e especialistas para desenvolver o trabalho.

“Existem muitos impactos negativos que podem acontecer por causa da desinformação. E eu acho que o que mais choca, o que mais é surpreendente, pelo menos para mim, é que eu descobri o quanto a desinformação pode afetar a nossa democracia. Tanto em ano de eleição, quanto em ano que não seja de eleição, a democracia pode ser afetada com desinformação, quando são espalhadas fake news”, disse Beatriz.

Para Alice Gomes, também integrante do grupo, a IA ajuda, mas pode também fazer com que as pessoas não questionem o que chega pela internet ou mesmo em grupos de WhatsApp de família.

“Isso faz com que a pessoa, quando ela recebe uma informação, ela não procure antes se essa informação é verdadeira ou falsa. Ela apenas pega essa informação e acaba compartilhando a informação, sem saber se ela é verdadeira ou não, sem saber as fontes dela”, disse.

Alice revela que o projeto a ajudou a mudar a forma como recebe, compartilha e cria conteúdos na internet.

“A gente vê uma notícia online ou até em aplicativos do nosso dia a dia e logo pensa ‘Nossa, eu vou pesquisar melhor sobre essa notícia’. Eu diria que melhorou o nosso pensamento como pessoa”. 

“A sua solução é fazer com que as outras pessoas também melhorem o seu dia a dia, melhorem também o seu pensamento crítico”, defende.

A terceira integrante do grupo, Letícia de Oliveira, ressalta que a pesquisa a ajudou a ver o mundo digital de outra forma e a importância de uma educação midiática e uma educação para os meios digitais.

“A gente percebe que a desinformação está sendo um problema muito grave, que afeta a população e as pessoas ao redor da gente. Eu vi, tanto no grupo da família, quanto no Instagram, pessoas sendo afetadas pelas fake news, pelas informações digitais”, disse.

“Eu acho que o assunto da desinformação digital era uma coisa falada, mas nunca foi uma coisa que eu aprofundei muito em saber. E aí, com esse projeto, eu consegui ter mais conhecimento sobre a desinformação e como nós podemos ajudar as outras pessoas a combater ela”, acrescenta a estudante.

Desdobramentos 

O Pense Bem tem ainda desdobramentos voltados para a formação nas escolas, com jogos e mesmo uma formação em educação digital, ainda em desenvolvimento. 

Esse não é o primeiro trabalho do trio, que desenvolveu também no âmbito da competição a plataforma Fato ou Boato, para identificar notícias falsas. Nela é possível colar o link da notícia para que seja analisada a veracidade.

As três estudantes estão empolgadas com a visita à Nasa e, com o projeto, contam que se interessaram mais por tecnologia. Letícia e Alice cogitam seguir carreiras em áreas tecnológicas. Já Beatriz, pretende ser médica. 

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Porto junta 14 instituições de ensino superior em projeto UNIK


O município do Porto e 14 instituições do ensino superior com presença na cidade assinaram um acordo de cooperação que oficializa a criação do UNIK Porto – University Network for Innovation and Knowledge.

Afirmar o Porto como um território de excelência no conhecimento, na inovação e na retenção de talento, envolvendo os mais de 60 mil estudantes e investigadores no desenvolvimento local. É este o mote para a constituição do UNIK Porto – University Network for Innovation and Knowledge por parte do município e 14 instituições de ensino superior, além da Federação Académica do Porto (FAP).

O projeto UNIK Porto surge da vontade de “aproximar estas instituições, articular competências e construir uma visão partilhada, capaz de valorizar o talento que existe na cidade“, salientou o presidente da Câmara, Pedro Duarte, após a assinatura do acordo.

Nesse sentido, o autarca social-democrata coloca as universidades como protagonistas pelo contributo “decisivo para a formação de gerações, produção de conhecimento, e desenvolvimento económico, social e cultural da cidade”.

O Porto tem a felicidade de reunir uma comunidade científica de enorme valor, cujo contributo queremos valorizar cada vez mais na definição das políticas públicas e na procura de soluções para os problemas concretos das pessoas.

Pedro Duarte

Presidente da Câmara Municipal do Porto

É este conhecimento das universidades que poderá alavancar o talento e inovação na cidade, assim como ajudar a enfrentar desafios da atualidade em áreas tão diversas como a habitação, mobilidade, sustentabilidade ambiental ou transformação digital e qualidade dos serviços públicos.

O projeto prevê, como assinala a autarquia, “um novo paradigma de governação urbana e académica, orientado para a afirmação do Porto como um território de excelência no conhecimento, na inovação e na retenção de talento”.

Matilde Gouveia Rocha, vereadora da Educação e do Talento e Conhecimento na Câmara Municipal do Porto

“O Porto tem a felicidade de reunir uma comunidade científica de enorme valor, cujo contributo queremos valorizar cada vez mais na definição das políticas públicas e na procura de soluções para os problemas concretos das pessoas”, sustentou o presidente da Câmara.

Já a vereadora da Educação e do Talento e Conhecimento, Matilde Gouveia Rocha, citada na mesma nota de imprensa, vê o UNIK Porto como um “motor de competitividade económica, de atração de investimento e de reforço da estratégia municipal TERA”, ao contribuir para a “atração, fixação e retenção de talento”.

Os cinco eixos de intervenção do projeto:

  • Afirmar o Porto como cidade universitária de referência, com uma marca territorial forte e uma identidade comum para a academia portuense;
  • Construir uma estratégia integrada para atrair e reter pessoas qualificadas, promover o empreendedorismo jovem e aproximar estudantes e investigadores das empresas e dos empregadores da região;
  • Trabalhar para criar condições de habitação dignas e acessíveis, nomeadamente através da identificação e cedência de edifícios municipais para residências universitárias, com espaços de estudo e de convívio;
  • Qualificar o espaço público e as áreas envolventes aos polos universitários, com mais zonas verdes, espaços de lazer, equipamentos desportivos e culturais e soluções de mobilidade sustentável;
  • Desenvolver uma plataforma digital comum que reúna informação da comunidade académica, dê visibilidade aos recursos existentes e disponibilize uma agenda cultural e científica partilhada.

Como atrair e manter o talento e o conhecimento na cidade foi precisamente o que esteve em discussão numa mesa-redonda realizada na quinta-feira nos Paços do Concelho, que contou com os contributos da secretária de Estado do Ensino Superior, Cláudia Sarrico; do presidente do INESC TEC, João Claro; de Frederico Carpinteiro, CEO da Amparo; e da investigadora Francisca Albuquerque.

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AMAL promove primeira Sessão Pública Participativa do PMUS 2.0

A Comunidade Intermunicipal do Algarve promoveu, esta semana, a primeira sessão pública regional referente ao Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve (PMUS Algarve 2.0), um instrumento estratégico desenvolvido pela AMAL para definir o futuro dos transportes e acessibilidades na região.

A iniciativa decorreu no Centro de Emprego e Formação Profissional do Algarve – IEFP (Areal Gordo), em Faro, no passado dia 13, e contou com a intervenção do Prof. José Manuel Viegas, especialista na área de transportes, que abordou algumas das questões críticas para a mobilidade sustentável e conduziu uma mesa-redonda sobre os desafios e oportunidades para a mobilidade na região, com as participações da AMAL, da Universidade do Algarve e da Almargem, a que se seguiu uma discussão aberta.

O PMUS Algarve 2.0 é um instrumento estratégico que pretende definir as orientações para uma mobilidade mais sustentável, acessível, eficiente e adaptada às necessidades de quem vive, trabalha ou visita o Algarve. Estará também alinhado com os objetivos nacionais e europeus de descarbonização e de melhoria da qualidade de vida das populações. O apoio técnico no terreno e a apresentação do diagnóstico estão a ser conduzidos pela consultora TIS, em colaboração com especialistas, como é o caso do Professor José Manuel Viegas. Através destas sessões públicas regionais, a AMAL pretende assegurar um processo transparente, participativo e colaborativo, permitindo que a população contribua para a definição das prioridades e das soluções que irão moldar o futuro da mobilidade no Algarve.

Ao longo do seu desenvolvimento, o PMUS Algarve irá integrar um conjunto alargado de atividades, nomeadamente a caracterização e diagnóstico da situação atual (em fase de conclusão), a construção de cenários prospetivos e a definição de uma estratégia e plano de ação. Este processo está a ser desenvolvido de forma participada, envolvendo entidades públicas, agentes económicos, stakeholders e a população em geral, garantindo que as soluções propostas refletem as necessidades e expectativas do território. Neste contexto, já foram realizados dois workshops com stakeholders, assim como três inquéritos lançados online a toda a população.

Foi, também, desenvolvido um site (disponível AQUI), que constitui um canal privilegiado de comunicação e interação com a comunidade, acompanhando todas as fases de desenvolvimento do Plano. Através deste site, serão disponibilizadas informações atualizadas sobre o projeto, bem como os principais resultados intermédios, documentos de trabalho e iniciativas de participação pública. Será, igualmente, possível aceder e participar em inquéritos, consultas e outras ações.

Entre as principais metas do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve destacam-se a melhoria da segurança rodoviária e da saúde pública, a promoção de um sistema mais acessível e inclusivo para todos os cidadãos, bem como o reforço do bem-estar da comunidade e da atratividade dos centros urbanos. O PMUS 2.0 pretende, ainda, incentivar a utilização de modos de transporte mais sustentável, garantindo uma mobilidade ambientalmente responsável, que permita reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, a poluição atmosférica, o ruído e o consumo energético.

O plano abrangerá todo o território algarvio e procurará desenvolver soluções integradas e adaptadas às necessidades atuais e futuras da região.

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Loulé Criativo com formação em Sapato de Ourelo

Curso de 50 horas pretende valorizar o calçado tradicional algarvio e transmitir um saber-fazer artesanal a novos públicos

O Loulé Criativo, projeto da Câmara Municipal de Loulé, em parceria com o CEARTE – Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património, promove, entre 29 de outubro e 21 de novembro, o curso de formação certificada “Fabrico Manual de Sapato de Ourelo”, orientado pelo mestre sapateiro Fernando Gonçalves.

O sapato de ourelo é uma expressão singular do património artesanal algarvio, tradicionalmente associado às comunidades piscatórias e rurais da região. Produzido a partir de tiras de tecido, distingue-se pela conjugação de técnicas de construção de calçado e de tecelagem, sendo o sapato tecido diretamente sobre uma forma de madeira.

Mais do que recuperar uma peça de calçado tradicional, esta formação pretende despertar o interesse de novos públicos pelo universo da construção artesanal de calçado, um ofício que enfrenta atualmente importantes desafios de continuidade, nomeadamente a escassez de mestres e a reduzida renovação geracional.

Ao longo de 50 horas, os participantes terão oportunidade de aprender as diferentes etapas de construção do sapato de ourelo, desde a preparação dos materiais e da forma até à tecelagem, montagem, aplicação da sola e acabamentos finais.

A iniciativa insere-se na estratégia do Loulé Criativo de salvaguarda e valorização dos saberes-fazer tradicionais, procurando simultaneamente criar condições para o desenvolvimento de novas abordagens ao calçado artesanal, através do cruzamento entre tradição, criatividade e inovação.

A formação é gratuita e certificada, destinando-se a adultos com idade igual ou superior a 18 anos, empregados ou desempregados. Decorrerá no Palácio Gama Lobo, em Loulé, em horário pós-laboral às quintas e sextas-feiras, das 18h30 às 21h30, e aos sábados, das 10h00 às 18h00.

Informações e inscrições disponíveis clicando AQUI.

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Literacia em emergência leva formação prática a cerca de 1300 pessoas

VTM

O objetivo é reforçar a literacia em emergência, levando para a comunidade conhecimentos que podem fazer a diferença nos primeiros minutos de uma situação de paragem cardiorrespiratória.

Daniel Bernardo, presidente da associação, e Ricardo Ribeiro, vice-presidente, são ambos enfermeiros e trabalham no serviço de urgência do hospital flaviense. Foi precisamente a experiência profissional e a constatação das dificuldades sentidas perante situações de emergência fora do hospital que esteve na origem do projeto.

“Muitas das vezes estas pessoas já nos chegam num contexto onde não há praticamente nada a fazer”, explica Daniel Bernardo, referindo-se sobretudo às situações de paragem cardiorrespiratória. A intervenção dos meios de emergência é fundamental, mas o tempo que decorre até à chegada de uma equipa diferenciada pode ser determinante.

Foi dessa preocupação que nasceu a vontade de “passar um bocadinho de dentro para fora” e mostrar à população que “um pequeno gesto realmente pode salvar”. A associação foi formalizada em março de 2024, com 19 fundadores, e conta atualmente com cerca de 95 associados, entre enfermeiros, médicos, bombeiros, psicólogos, auxiliares e outros profissionais.

Ao longo deste período, foram realizadas 57 ações de formação certificadas pelo INEM e outras iniciativas dirigidas à comunidade. Os responsáveis contabilizam 1300 participações, destacando que, na maioria dos casos, houve contacto direto com manequins e treino das técnicas. “Não é só ouvir falar. São cerca de 1300 pessoas com prática”, sublinha Ricardo Ribeiro.

A metodologia passa por combinar uma componente teórica com a prática. “É fazer a junção daquilo que é a teoria e com o que é a prática”, resume Daniel Bernardo. A intenção é que a pessoa não fique apenas com uma informação, mas adquira ferramentas que possa utilizar perante uma situação real.

Suplemento Saude Formacao da APUEAF Daniel Bernanrdo Chaves PAM

“Um idoso de 70, 75 ou 80 anos que é perfeitamente autónomo, tem que ter o direito a ser salvo”
DANIEL BERNARDO
PRESIDENTE APUEAF

Um dos principais focos tem sido a comunidade escolar, envolvendo alunos, professores, funcionários e encarregados de educação, mas também as populações do interior mais afastadas dos centros urbanos. Para Daniel Bernardo e Ricardo Ribeiro, a instalação dos equipamentos não deve ficar limitada às zonas com maior concentração populacional. “Um idoso de 70, 75 ou 80 anos que é perfeitamente autónomo, tem que ter o direito a ser salvo”, defende Daniel Bernardo

“Se nós perguntarmos, no fim, se alguma vez tinha feito isto na vida, a resposta é não”, relata Daniel Bernardo, a propósito das ações.

“Não podemos só contar com a ajuda externa”, afirma Daniel Bernardo, defendendo uma maior consciencialização da população para a necessidade de intervir nos primeiros minutos. O objetivo passa por criar uma verdadeira cultura de emergência, começando pelas escolas e estendendo-se às famílias, empresas, instituições e forças de segurança.

Nesse âmbito, a associação tem também apostado na formação em suporte básico de vida com desfibrilhador automático externo (DAE). A formação certificada tem sete horas, inclui componentes teóricas e práticas e termina com uma avaliação prática. Os formadores passaram por formação específica e a própria associação está acreditada enquanto entidade formadora.

O DAEé considerado pelos responsáveis como um passo importante na cadeia de sobrevivência. O equipamento analisa o ritmo cardíaco e, quando deteta uma situação compatível com desfibrilhação, permite administrar um choque elétrico para tentar reverter a arritmia.

A associação esteve na origem de uma proposta no âmbito do Orçamento Participativo Municipal de Chaves para a instalação de desfibrilhadores em diferentes pontos do concelho. Está agora em fase de implementação pelo município, que decidirá a localização dos equipamentos.

“O importante não é só chegar à comunidade”, explica Ricardo Ribeiro. “Queremos informação, queremos partilhar, queremos ferramentas no local e queremos que aquelas pessoas que foram formadas possam dar continuidade a isto.”

Saber reconhecer uma situação, ligar para o 112, iniciar compressões e utilizar um desfibrilhador quando disponível são, defendem, conhecimentos que deveriam fazer parte da cultura da população. “Hoje soueu que posso estar a ajudar a salvar, mas amanhã posso precisar de ser salvo”, resume Ricardo Ribeiro.

 

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Goleada à moda antiga

VTM

O Abambres Sport Club venceu no domingo o ADC Constantim B por uns expressivos 0-15, numa partida disputada no Estádio do Cruzeiro, em Constantim.

A equipa de Sub-16 do Abambres demonstrou uma elevada eficácia ofensiva e total domínio ao longo dos 90 minutos. A marcha do marcador iniciou-se aos 15 minutos por intermédio de Simão Gonçalves. Seguiram-se os golos de Diogo Veiga (21’), José Nóbrega (27’), Vicente Rodrigues (29’), Diogo Veiga (33’), Eduardo Sequeira (40’) e Gonçalo Silva (43’), fixando o resultado ao intervalo num claro 0-7.

Na segunda parte, o Abambres manteve a intensidade e continuou a avolumar o marcador. Vicente Rodrigues bisou aos 46’ e fez o seu terceiro golo aos 56’, intercalado por mais um tento de Diogo Veiga aos 49’. Gonçalo Silva dilatou para 0-10 aos 51’, seguindo-se os golos de Paulo Chaves (62’), Diogo Taveira (75’) e Tomás Fontoura (86’). Um autogolo de Gonçalo Martins aos 90 selou a vitória final em 0-15.


FICHA TÉCNICA
Estádio do Cruzeiro, em Constantim
Árbitro: Rúben Fernandes

CONSTANTIM B: Tiago Oliveira (GR), Gonçalo Martins, Vasco Pereira, André Nogueira, Henrique Alves, Francisco Baptista, Vasco Dinis, 20 Gonçalo Guedes, 22 Oscar Xu, Rodrigo Cortinhas e Luca Will Suplentes: Juan Gomes, Henrique Pinheiro, Rafael Gonçalves, Delfim Aguilar e Vasco Botelho
Treinador: Daniel Alegre

ABAMBRES: António Silva (GR), Rodrigo Silva, Diogo Veiga, Santiago Padilha, Eduardo Sequeira, Salvador Simões, Paulo Chaves, Vicente Rodrigues, José Nóbrega, Simão Gonçalves e Gonçalo Silva Suplentes: Alan Marcelino, Afonso Lopes (GR), Benjamim Abreu, Rodrigo Matos, Diogo Filipe, André Mendes, Tomás Fontoura, Francisco Barreto e Diogo Taveira
Treinador: Tiago Nóbrega

Marcadores: Diogo Veiga (3), Vicente Rodrigues (3), Gonçalo Silva (2), Simão Gonçalves, José Nóbrega, Eduardo Sequeira, Paulo Chaves, Diogo Taveira, Tomás Fontoura e Gonçalo Martins (a.g)

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Turismo de Portugal, El Corte Inglés e ACRP criam prémio de mérito para alunos da EHT de Lisboa

TnewsO Turismo de Portugal, o El Corte Inglés – Grandes Armazéns, S.A. e a Associação Casacas Rojas Portugal (ACRP) assinaram um novo protocolo, que entra em vigor no presente ano letivo, e prevê a criação de um prémio para distinguir anualmente o melhor aluno finalista dos cursos de Gestão e Produção de Cozinha e Culinary Arts da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, atribuindo-lhe 2.500 euros e a oportunidade de realizar um estágio no El Corte Inglés.
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