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Quebra na procura e maiores custos de energia voltam a travar lucros da Navigator


O resultado líquido da Navigator baixou 44,8% para 65,4 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, segundo adiantou a empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). “Estes resultados refletiram um contexto macroeconómico e de mercado extremamente exigente, a par do aumento significativo dos custos de energia (eletricidade e gás natural) e logística, que estão a condicionar a procura em todos os mercados da Europa“, justifica a empresa.

O EBITDA situou-se nos 212 milhões de euros, um número que compara com os 300 milhões reportados no período homólogo de 2025, com uma margem de 16%. Já volume de negócios totalizou 1.333 milhões de euros, menos 10,5% que os 1.489,3 milhões entre janeiro e setembro do ano passado.

“O aumento dos custos da energia continua a pesar sobre a competitividade da indústria exportadora portuguesa. Entre dezembro de 2025 e setembro de 2026, os preços de mercado do gás natural mais do que triplicaram e os da eletricidade mais do que duplicaram”, destaca a empresa em comunicado.

Segundo a Navigator, “a persistência destes níveis de preços acentua as diferenças face a mercados com condições energéticas mais favoráveis, condicionando o investimento e a capacidade das empresas nacionais para competir no exterior”, acrescentando que “as medidas adotadas durante a crise energética de 2022 e 2023 oferecem referências para responder aos desafios atuais”.

O aumento dos custos da energia continua a pesar sobre a competitividade da indústria exportadora portuguesa. Entre dezembro de 2025 e setembro de 2026, os preços de mercado do gás natural mais do que triplicaram e os da eletricidade mais do que duplicaram. A persistência destes níveis de preços acentua as diferenças face a mercados com condições energéticas mais favoráveis, condicionando o investimento e a capacidade das empresas nacionais para competir no exterior.

Comunicado de apresentação de resultados

“Também os mecanismos de apoio utilizados noutros países europeus evidenciam o papel que estes instrumentos podem desempenhar na preservação da atividade industrial. A sua aplicação em condições comparáveis no espaço europeu poderá contribuir para atenuar os diferenciais de custos e salvaguardar o contributo da indústria para as exportações e para a economia nacional”, alerta.

Apesar do travão na rentabilidade, a empresa controlada pela Semapa destacou a evolução favorável dos preços do packagingnos nove meses, assim como no segmento de Papel de Impressão e Escrita não revestido (UWF). “A diversificação do negócio continua a ser um dos principais pilares de criação de valor, com Tissue e Packaging a representarem mais de 30% do volume de negócios e cerca de um terço do EBITDA nos primeiros nove meses de 2026.

No mercado europeu de tissue, a Navigator destaca que este segmento “continua a demonstrar resiliência, mesmo num contexto mais competitivo e exigente”. As vendas fora de Portugal representaram 79% do volume total nos primeiros nove meses de 2026 (vs. 54% em 2022, antes da integração da Tissue Ejea e Tissue UK), sendo os mercados mais representativos, o mercado espanhol, com 33% do total de vendas, o britânico, com 28% do total de vendas, e o francês, com peso de 16% das vendas, detalha.

A dívida líquida da Navigator situava-se em 765 milhões de euros, no final de setembro, “refletindo o elevado nível de investimento realizado ao longo do período e a manutenção de uma estrutura financeira sólida e equilibrada”. O rácio Dívida Líquida Remunerada/EBITDA situou-se em 2,66, com o aumento face ao período homólogo a resultar da redução do EBITDA.

“Perspetivas favoráveis” apesar da volatilidade na energia

Apesar da incerteza geopolítica, da volatilidade dos mercados energéticos e de um contexto económico exigente, a papeleira realça que “os indicadores do terceiro trimestre reforçam as perspetivas favoráveis para os próximos meses”.

Na pasta, a recuperação dos preços em setembro e a melhoria da disponibilidade operacional favorecem a atividade e o aumento dos volumes destinados ao mercado. Já no packaging, “a procura crescente por soluções sustentáveis, o alargamento da base de clientes e o arranque da PM3 reforçam o potencial de crescimento”.

No segmento tissue, o grupo adianta que beneficia da expansão internacional e prossegue o programa de eficiência operacional no Reino Unido. “No Papel de Impressão e Escrita, os aumentos de preços ao longo do ano e a ausência de novas paragens industriais relevantes sustentam uma perspetiva positiva para os próximos trimestres”, reforça.

“A Navigator manterá o foco na execução dos programas de eficiência, na otimização da base industrial, na inovação e na diversificação do portefólio. A gestão integrada da cadeia de valor e a solidez financeira mantêm a empresa bem posicionada para reforçar a competitividade e criar valor de forma sustentável no longo prazo“, conclui.

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Antonela Roccuzzo conquista Oviedo con el 'total black' más elegante: pantalón ancho y bolso de Hermès

La llegada de Leo Messi a Oviedo ha causado una enorme expectación. El futbolista argentino se encuentra en la capital asturiana para recibir el Premio Princesa de Asturias de los Deportes 2026, un reconocimiento a su trayectoria profesional. Y, como no podía ser de otra manera, ha viajado acompañado de su mujer, Antonela Roccuzzo.

La empresaria argentina también ha acaparado todas las miradas con su estilismo. Para la ocasión, ha elegido un look completamente negro que nos ha encantado por su elegancia y sencillez. Un conjunto que demuestra que no hace falta recurrir a prendas demasiado elaboradas para ir impecable y que, además, podemos tomar como inspiración para nuestros próximos compromisos.

Un pantalón de pinzas y un top ajustado para su llegada a Oviedo

Antonela Roccuzzo ha apostado por una combinación que nunca falla, con un top negro ajustado de cuello redondo y manga hasta el codo, acompañado de un pantalón de pinzas y pernera ancha del mismo color.

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Nos gusta mucho cómo ha combinado ambas prendas, ya que la parte superior se ajusta al cuerpo, mientras que el pantalón tiene una silueta mucho más holgada. Además, el tiro alto ayuda a marcar la cintura y su caída fluida aporta movimiento al conjunto.

Para completar el estilismo, ha lucido un cinturón fino de Loewe con hebilla dorada, que rompe ligeramente con el negro y ayuda a definir todavía más la silueta.

El bolso de Hermès y las joyas de Tiffany & Co. de Antonela Roccuzzo

Aunque las prendas son bastante sencillas, los complementos marcan la diferencia. Antonela ha llevado uno de los bolsos más deseados del mundo de la moda, el Mini Kelly de Hermès, en color negro y con detalles dorados. Una elección que combina perfectamente con el resto del conjunto.

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También ha apostado por unos zapatos de salón negros de tacón y punta afilada, que apenas asoman bajo el pantalón, y varias joyas que aportan un toque de brillo. Entre ellas destacan los pendientes Tiffany HardWear Large Link Earrings, confeccionados en oro blanco y decorados con diamantes, uno de los diseños más conocidos de Tiffany & Co., firma de la que la empresaria argentina es embajadora.

Para el peinado, ha elegido llevar su larga melena oscura suelta, con raya en medio y unas ondas muy suaves. Y, siguiendo esa misma línea de naturalidad, ha optado por un maquillaje en tonos neutros.

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Por su parte, Leo Messi también ha lucido un traje negro de raya diplomática y una camisa del mismo color, sin corbata. Así, la pareja ha llegado a Oviedo con dos estilismos coordinados y muy elegantes, perfectos para una ocasión tan señalada.

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Antonela Roccuzzo a su llegada a Oviedo para acompañar a Leo Messi en los Premios Princesa de Asturias 2026 | Getty Images
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Continental investe mais de 10 milhões em novo centro e prevê contratar centenas nos próximos anos


A Continental Mabor deu esta quinta-feira um “um passo gigante” com o lançamento da primeira pedra da construção do novo centro de competências tecnológicas que vai construir no complexo industrial em Lousado, no concelho de Vila Nova de Famalicão, onde produz anualmente mais de 18 milhões de pneus. Este investimento acima de 10 milhões de euros deverá estar concluído no início de 2028 e tem capacidade para acolher 500 pessoas, o que significa que a empresa terá de contratar mais de duas centenas de colaboradores “nos próximos anos”.

“Vamos encher esse centro“. A garantia é deixada por Pedro Carreira, administrador da Continental Mabor, em declarações aos jornalistas, após a cerimónia que assinalou o lançamento da construção do novo centro de competências da empresa, em Lousado.

Sem se querer comprometer com prazos ou números, o líder da fábrica de Lousado, uma das mais importantes do grupo alemão a nível global, admite que a empresa terá de contratar mais de duas centenas. Hoje a empresa já emprega “duzentos e muitos” nas áreas de desenvolvimento que serão concentradas no novo centro.

“A inovação já existe, estamos a fazê-la, vamos continuar a fazer, mas o facto das sinergias se colocarem todas no mesmo sítio torna o efeito potenciador muito maior”, explicou.

Pedro Carreira, presidente da Continental Mabor Portugal, em entrevista ao ECORicardo Castelo/ECO

Para o responsável este investimento é um “passo gigante do que é a demonstração do que fazemos em Portugal”. “É a primeira vez que estamos a fazer de raiz num espaço próprio e fazê-lo crescer apropriado aos colegas de desenvolvimento, e ter uma atmosfera que achamos inspiradora para os deixar inovar”, adiantou, notando que há “muitos belíssimos e bons exemplos do que tem sido feito na área de manufatura dentro da empresa e foi isso que atraiu outras áreas para dentro da empresa”, o que tornou o espaço pequeno para acolher tantas pessoas.

O grupo alemão emprega atualmente mais de 3.800 pessoas em Famalicão, distribuídas por quatro empresas integradas no negócio de pneus: Continental Mabor, Continental Solutions Center, Continental Pneus Portugal e Continental Indústria Têxtil do Ave.

Ricardo Martins, gestor da Continental Solutions Center, considera que o centro “representa a confiança da Continental em Portugal” e é “a futura casa do hub em Portugal”. “É a base dos próximos capítulos da história da Continental em Portugal”. Com cerca de 7.600 m² de espaço utilizável, dividido por três andares, o centro de competências vai desenvolver desde “soluções informáticas, passando por soluções ligadas aos automóveis, aos pneus”.

“Temos duas grandes áreas, que é a investigação e desenvolvimento e tecnologias da informação, mas depois temos outras áreas que estão a desenvolver-se neste momento, como machine learning, o departamento de compras que temos integrado, que faz parte também de uma das nossas áreas, e outras atividades que estão a ser desenvolvidas mais no início e que são as atividades que irão crescer de serviços globais”, sintetiza Ricardo Martins.

Numa cerimónia onde também marcou presença Edwin Goudswaard, responsável pela investigação e desenvolvimento da Continental, o também administrador do grupo alemão insistiu que este é um “novo capítulo” para a empresa em Portugal, elogiando a capacidade de engenharia e desenvolvimento no país. “Estamos a celebrar um edifício que representa a confiança [na fábrica em Portugal]”, disse.

A Continental Mabor tem feito grandes investimentos ao longo dos últimos anos na fábrica de Lousado. Em junho garantiu ao ECO que tem “vários investimentos em curso, uns iniciados já no ano passado e que [pretende] continuar” a investir no Norte de Portugal.

Na mesma altura, assinou um memorando de entendimento com o município de Famalicão e a Escola Profissional Tecnológica do Vale do Ave (FORAVE), uma instituição que “desempenha um papel fundamental na preparação de jovens talentos para a indústria moderna, oferecendo formação em automação, robótica, manutenção industrial, eletrónica e mecatrónica, entre outras áreas”.

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Pedro Machado: “Chegaremos a 2035 com 50 milhões de turistas e mais de 53 mil milhões de euros em receitas”

TnewsPedro Machado, secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, revelou que a Estratégia do Turismo 2035 está aprovada e deverá ser apresentada ainda este ano, apontando para a possibilidade de Portugal atingir quase 50 milhões de turistas internacionais e mais de 53 mil milhões de euros em receitas até 2035.
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Lefties tiene los pantalones de pana perfectos para este otoño: tres cortes diferentes por menos de 23 euros

Los pantalones de pana son una de las grandes tendencias de este otoño-invierno. Y no nos extraña, porque son cómodos, calentitos y tienen ese aire vintage que tanto nos gusta. Además, aunque durante años los hemos asociado con diseños más tradicionales, ahora encontramos opciones para todos los gustos.

Otra de sus ventajas es que resultan muy fáciles de combinar. Podemos llevarlos con un jersey para nuestros looks de diario, apostar por una blusa y una americana cuando queremos ir un poco más arregladas y combinarlos con todo tipo de abrigos y chaquetas.

Echando un ojo a la nueva colección de Lefties hemos visto que han llegado tres pantalones de pana que nos han encantado, con siluetas diferentes y, como suele ser habitual en esta firma low cost de Inditex, a precios muy asequibles.

Los wide leg en el color del otoño

Lefties Lefties

El burdeos es uno de los colores que más estamos viendo esta temporada y queda genial en estos pantalones de pana de corte wide leg. Con tiro alto y pernera ancha, ayudan a definir la cintura y crean una silueta muy favorecedora.

Pantalón wide leg pana (22,99 €) | Lefties Pantalón wide leg pana (22,99 €) | Lefties

Además, son unos pantalones muy versátiles que podemos llevar tanto a diario como en ocasiones más especiales. Nos encantan con una blusa con lazada para conseguir un look romántico con un toque boho chic, aunque también podemos combinarlos con un jersey de rombos y unos botines para cualquier día de la semana.

Los barrel para quienes buscan el corte tendencia

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El corte de moda que ha conquistado a las más estilosas es el barrel, con ese volumen en la pernera que se estrecha ligeramente hacia el bajo, creando un efecto curvado muy característico.

Pantalón barrel pana (22,99 €) | Lefties Pantalón barrel pana (22,99 €) | Lefties

Este modelo tiene el tiro alto y una silueta que, pese a ser diferente, permite un sinfín de combinaciones posibles. Hemos elegido el color crudo, que aporta luminosidad a los estilismos de otoño e invierno, pero también está disponible en verde caqui.

A la hora de llevarlos, podemos apostar por un jersey más ajustado de cuello alto o un top de encaje, de manera que la parte superior quede más definida y el conjunto resulte equilibrado.

Los culotte ideales para las bajitas

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Los más retro son estos pantalones culotte, con los que lucirás tipazo, ya que su silueta se ciñe a las caderas para luego abrirse en un corte más holgado.

Además, para las que medimos alrededor del metro sesenta, tienen el largo perfecto, porque podemos llevarlos sin necesidad de pasar por la modista para arreglar el bajo. Eso sí, a las más altas les quedarán por encima del tobillo, aunque en ambos casos son una opción estupenda para combinar con unos botines de tacón o unos mocasines.

Pantalón stretch pana (19,99 €) | Lefties Pantalón stretch pana (19,99 €) | Lefties

Además, incorporan dos bolsillos delanteros de parche, que refuerzan esa estética de inspiración vintage. Nos quedamos con el color camel, aunque también están disponibles en marrón chocolate, dos tonos que combinan con absolutamente todo.

Si llevabas tiempo pensando en animarte con los pantalones de pana, pero todavía no te habías decidido, puede que alguno de estos tres modelos de Lefties sea justo lo que estabas buscando.

© Difoosion

La pana vuelve a ser tendencia este otoño-invierno | Getty Images
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Marta Ortega, presidenta de Zara, sobre el posicionamiento de la marca: «No queremos ser una marca de lujo, nuestro objetivo es ofrecer un producto bien hecho al mayor número de personas posible»

Zara ha cambiado mucho desde que Amancio Ortega abrió su primera tienda en A Coruña en 1975. La firma, que comenzó como un negocio familiar, se ha convertido en una de las marcas de moda más conocidas del mundo y, en los últimos años, también ha reforzado su relación con algunos de los grandes nombres de la industria.

Sus colaboraciones con diseñadores, fotógrafos y otros profesionales del sector han contribuido a elevar su imagen, acercándola cada vez más al universo del lujo. Sin embargo, Marta Ortega tiene muy claro que ese no es el camino que quiere seguir la compañía.

Así lo ha explicado en una entrevista concedida a Vogue, en la que ha hablado sobre su trabajo al frente de Inditex, la evolución de Zara y la importancia de conservar la filosofía con la que nació la firma.

Marta Ortega explica por qué Zara no quiere convertirse en una marca de lujo

Aunque Zara ha apostado por colaboraciones con figuras como Steven Meisel, Vincent Van Duysen o John Galliano, Marta Ortega insiste en que no quiere que la firma pierda su identidad.

"Estamos muy lejos de querer ser una marca de lujo. Las casas de lujo hacen un trabajo admirable y nos inspiran muchísimo a todos, pero no queremos cambiar la esencia de Zara. Nuestro objetivo es ofrecer un producto bien hecho que llegue al mayor número de personas posible", explica durante su conversación con la periodista Gaby Wood.

Marta Ortega, junto a Donatella Versace y Edward Enninful, con un esmoquin negro de la colección de John Galliano para Zara | Getty Images Marta Ortega, junto a Donatella Versace y Edward Enninful, con un esmoquin negro de la colección de John Galliano para Zara | Getty Images

De hecho, una de las ideas que defiende es que el buen diseño no debería estar reservado únicamente a quienes pueden permitirse comprar artículos de lujo. Una filosofía que conecta con los orígenes de la compañía y que Marta quiere conservar mientras la marca continúa evolucionando.

Por eso, aunque Zara siga trabajando con algunos de los profesionales más importantes de la industria, su intención no es competir con las grandes casas de moda, sino seguir ofreciendo prendas bien diseñadas a precios más accesibles.

La importancia de mantener la esencia de Zara

En la entrevista, Marta Ortega también habla sobre la forma de trabajar de la compañía y explica que una de sus prioridades es adaptarse a lo que buscan los clientes, evitando producir grandes cantidades de prendas que después no se venden.

"Nuestro modelo está enfocado totalmente a la demanda", señala. Según explica, la clave está en mantener unas existencias muy ajustadas y reducir los excedentes al mínimo.

De hecho, asegura que menos del 1 % de los productos de Zara se quedan sin vender. "No realizamos grandes tiradas que no funcionan y que luego hay que almacenar en una nave", añade.

Marta Ortega durante la Junta General de Accionistas de Inditex de 2026 | Getty Images Marta Ortega durante la Junta General de Accionistas de Inditex de 2026 | Getty Images

Esta capacidad para reaccionar a las necesidades de los consumidores es una de las características que han acompañado a Zara desde sus comienzos. La compañía cuenta con una infraestructura que le permite conocer qué artículos funcionan mejor en sus tiendas y utilizar esa información para tomar decisiones sobre sus colecciones.

Buena parte de esa infraestructura se encuentra en Galicia, una tierra a la que Marta Ortega sigue muy vinculada y que considera fundamental para la compañía. "No creo que la empresa fuera lo que es si nos hubiésemos marchado de A Coruña", asegura. Una declaración que demuestra hasta qué punto mantener sus raíces sigue siendo importante para ella, a pesar de la dimensión internacional que ha alcanzado Inditex.

© Difoosion

Marta Ortega | Getty Images
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Una jueza frena la “caza” de supuestos votantes no ciudadanos por parte del Gobierno de Trump

Una jueza federal de California bloqueó parcialmente una ofensiva con la que la unidad principal de investigaciones del Departamento de Seguridad Nacional (DHS, por sus siglas en inglés) ha ido en busca de supuestos electores no ciudadanos en varios Estados del país, de cara a las elecciones de mitad de período en las que se pelea el control del Congreso.

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© HSI Kansas City

Autoridades federales sondean a vecinos de Kansas en septiembre.
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Trump administration fails to meet its goal of deporting one million people per year

The Donald Trump administration is failing to meet its goal of deporting one million people a year and remains far from achieving the largest deportation effort in U.S. history, a cornerstone promise of the Republican’s 2024 presidential campaign. In the first 18 months of his second term it has deported 980,000 people, according to a report published Thursday by the Migration Policy Institute (MPI). That figure exceeds the removals carried out during Joe Biden’s term and during Trump’s first presidency, but so far it does not surpass the totals recorded under the Barack Obama administration or those of other earlier presidents.

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© Leonardo Fernandez Viloria (REUTERS)

Migrants arrive at Simón Bolívar International Airport in Venezuela, January 16.
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DOMINNICO presenta sus nuevos bolsos y accesorios inspirados en los móviles plegables de Samsung

Los bolsos y accesorios tienen cada vez más importancia en las colecciones de moda. Además de completar nuestros estilismos, pueden convertirse en el detalle que marque la diferencia, sobre todo cuando los diseñadores apuestan por formas originales, colores llamativos y materiales que se salen de lo habitual.

Esto es lo que hemos visto en la 080 Barcelona Fashion, donde DOMINNICO ha presentado su segunda colaboración con Samsung. La firma española, fundada por Domingo Rodríguez Lázaro, ha aprovechado el desfile de su nueva colección para mostrar tres accesorios inspirados en los móviles plegables de la compañía tecnológica.

Los diseños forman parte de 'Supernova Spring 2027', la colección con la que celebra su décimo aniversario, y mantienen esa estética atrevida y futurista que caracteriza a la firma.

Así son los nuevos bolsos y accesorios de DOMINNICO y Samsung

Para esta segunda colaboración, DOMINNICO se ha inspirado en las formas, los colores y las dimensiones de tres móviles plegables de Samsung, trasladando sus características a accesorios de tamaño mini y acabados satinados.

Con una silueta estructurada, varios compartimentos y detalles metálicos, la riñonera de color verde pistacho está inspirada en el Galaxy Z Fold8. Incorpora, además, detalles metálicos y dos charms que aportan un toque original al diseño.

Riñonera pistacho de DOMINNICO inspirada en el Samsung Galaxy Z Fold8 | Samsung Riñonera pistacho de DOMINNICO inspirada en el Samsung Galaxy Z Fold8 | Samsung

En un tono mucho más suave, el bolso mini lavanda se inspira en el Galaxy Z Fold8 Ultra. Sus bolsillos exteriores y la correa ajustable con ojales le dan un aire más atrevido, muy en la línea de las creaciones del diseñador.

Bolso mini lavanda de DOMINNICO inspirado en el Samsung Galaxy Z Fold8 Ultra | Samsung Bolso mini lavanda de DOMINNICO inspirado en el Samsung Galaxy Z Fold8 Ultra | Samsung

El cinturón rosa empolvado, por su parte, toma como referencia el Galaxy Z Flip8, el móvil más compacto de los tres. Incorpora un pequeño bolsillo para llevarlo, además de una cadena y charms.

Cinturón rosa de DOMINNICO inspirado en el Samsung Galaxy Z Flip8 | Samsung Cinturón rosa de DOMINNICO inspirado en el Samsung Galaxy Z Flip8 | Samsung

La inspiración coreana también está presente en la colección

La colaboración entre Samsung y DOMINNICO no se ha limitado a los accesorios. También ha contado con la participación de tres estudiantes de diseño de moda de LCI Barcelona, Jana Rovira, Zaira Molina y Júlia Díaz, que han creado un look exclusivo para el desfile.

El resultado es un conjunto formado por un top, una falda y un chaleco corto, en el que se mezclan la estética de DOMINNICO y las referencias al hanbok tradicional y al streetwear coreano contemporáneo.

El conjunto en tonos lilas diseñado por estudiantes de LCI Barcelona para el desfile de DOMINNICO | Launchmetrics Spotlight El conjunto en tonos lilas diseñado por estudiantes de LCI Barcelona para el desfile de DOMINNICO | Launchmetrics Spotlight

Para darle forma, las estudiantes se han inspirado en los farolillos, los abanicos y las sombrillas tradicionales, reinterpretando estos elementos a través de materiales como el satén, el tul y el canalé.

La falda tiene, además, un detalle muy particular, ya que incorpora un sistema de lazada que permite ajustar su largo y crear pliegues, en un guiño al mecanismo plegable de los móviles Galaxy.

"Colaborar con los estudiantes de LCI Barcelona nos ha permitido incorporar nuevas perspectivas y compartir nuestro universo creativo con el talento emergente", explica Domingo Rodríguez Lázaro, director creativo de DOMINNICO.

Con esta colección, el diseñador continúa experimentando con nuevas formas y materiales, al tiempo que celebra una década al frente de una firma que se ha convertido en un referente de la moda española gracias a sus diseños originales y atrevidos.

© Difoosion

DOMINNICO presenta su segunda colaboración con Samsung en la 080 Barcelona Fashion | Samsung
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Trump launches hunt for alleged noncitizen voters

The main investigative unit of the United States Department of Homeland Security (DHS) has been vigorously promoting on social media an effort it considers crucial in the final weeks before the midterms: pursuing alleged large-scale election fraud by noncitizens — a claim that has obsessed President Donald Trump despite a lack of evidence.

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© HSI Kansas City

Federal authorities surveyed residents of Kansas in September.
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Valencia, finalista a Capital Europea de la Innovación 2027 junto a Madrid y Montpellier

Valencia ha sido seleccionada como una de las tres ciudades finalistas a ser Capital Europea de la Innovación 2027 (Premios iCapital), convocados por la Comisión Europea, junto con Madrid y Montpellier (Francia).

La alcaldesa de Valencia, María José Catalá, ha destacado este jueves que esta clasificación supone "un reconocimiento al trabajo desarrollado durante años por la ciudad y por las entidades que integran su ecosistema innovador", una candidatura que la ciudad ha presentado bajo el lema de 'València Says YES'.

La ceremonia de entrega de los premios tendrá lugar el próximo 3 de diciembre en Grenoble (Francia) y la ciudad ganadora recibirá un millón de euros, mientras que las otras dos finalistas obtendrán 100.000 euros cada una.

"València quiere dar un paso más y contribuir a definir una nueva visión europea de la innovación: el derecho a utilizar la ciudad para innovar. Queremos que nuestras calles, infraestructuras, servicios y espacios se conviertan en oportunidades para que las empresas, las universidades, los emprendedores y la ciudadanía puedan probar sus ideas, desarrollar soluciones y mejorar la vida de las personas", ha señalado Catalá en un comunicado.

Asimismo, la alcaldesa ha señalado que este reconocimiento "también es de las más de 80 entidades que respaldan nuestra candidatura y de todas las personas que trabajan para hacer de València una ciudad más innovadora, sostenible e inclusiva".

Uno de los pilares de la candidatura es el València Urban Sandbox, que pone a disposición de la experimentación más de 150 recursos urbanos y ha recibido más de 70 proyectos; su modelo permite probar soluciones en entornos reales y cuenta con una ordenanza municipal específica.

València también dispone de instrumentos para facilitar que las soluciones innovadoras puedan crecer y llegar al mercado, entre ellos figuran las subvenciones públicas a la innovación, el modelo GovTech y la compra pública de innovación.

Según los datos de la candidatura, 17 millones de euros de inversión pública han contribuido a movilizar 61 millones.

La ciudad cuenta, además, con 1.689 startups y más de 20.000 empleos cualificados, y trabaja para conectar el talento, la investigación y la actividad empresarial con los retos urbanos.

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Valencia
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US midterms start with record early voting turnout

The mobilization of American voters in the midterm elections is already making an impact with fewer than two weeks to go until Election Day on November 3. Early voting, which has begun in more than 30 states, is setting records in some of them. More than 16 million voters have already cast their ballots, most of them by mail.

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© Jonathan Ernst (REUTERS)

Voters participate in the first day of early voting in Atlanta, October 13.
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Las ‘midterms’ comienzan batiendo récords en el voto anticipado

La movilización de los estadounidenses en las elecciones de medio mandato ya está dejando huella cuando faltan menos de dos semanas para el 3 de noviembre, día de los comicios. La votación anticipada, que ha comenzado en más de una treintena de Estados, está batiendo récords en algunos de ellos. Más de 16 millones de electores han ejercido ya su derecho al voto, la mayoría enviando su boleta por correo.

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© Jonathan Ernst (REUTERS)

Votantes participan en la primera jornada de votación anticipada, en Atlanta, Georgia, el 13 de octubre de 2026.
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Onvicta aposta no “Travel Design & Concierge” para se afirmar no mercado das viagens de luxo

TnewsA Onvicta, criada por Paulo Frutuoso Carvalho, iniciou atividade como agência de viagens em setembro de 2026, sob o conceito de “Travel Design & Concierge” e o objetivo de “desenvolver uma abordagem mais pessoal e cuidada às viagens de luxo”. Em entrevista ao TNews, a empresa explica a sua abordagem à criação de experiências personalizadas, o perfil de clientes que procura captar e as parcerias que pretende desenvolver, abordando ainda os principais desafios do mercado e os próximos passos.
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Zara lanza un abrigo joya de inspiración Chanel perfecto para los looks de las cenas de Navidad

Parece que Zara le ha cogido el gusto a la estética de Chanel. Hace unas semanas encontramos una americana que nos recordó a la chaqueta que llevó Jacob Elordi durante la promoción de 'Cumbres borrascosas' y, más recientemente, unos botines bicolor muy similares a los icónicos zapatos de la firma francesa.

Ahora, con el lanzamiento de su nueva colección Studio, hemos descubierto otra prenda que también parece inspirada en sus diseños. Se trata de un abrigo joya que nos parece ideal para las cenas de Navidad, porque tiene ese punto elegante y especial que tanto nos gusta para este tipo de celebraciones.

El abrigo joya de Zara que destaca por sus abalorios

Este abrigo largo está confeccionado principalmente en lana y presenta un dibujo de cuadros pequeños con efecto tweed, que recuerda a las creaciones de Coco Chanel.

Abrigo bordado con abalorios Limited Edition (249 €) | Zara Abrigo bordado con abalorios Limited Edition (249 €) | Zara

Pero lo que realmente nos ha conquistado son los abalorios y las lentejuelas de diferentes formas y tamaños que decoran buena parte de la prenda. Algunos tienen un acabado brillante y otros son más discretos, creando un bonito juego de texturas y pequeños destellos de luz.

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Otro de sus detalles es el cuello de solapa, con terciopelo negro en la parte superior, que contrasta con el resto del abrigo. Su corte es holgado, con hombros caídos, y cuenta con bolsillos laterales ocultos y un cierre frontal con botón.

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Un abrigo para dar un toque elegante a los looks navideños

Aunque todavía queda tiempo para Navidad, ya podemos empezar a pensar en las cenas de estas fechas, una de esas ocasiones en las que nos apetece arreglarnos un poquito más sin necesidad de llevar un estilismo de fiesta. Y creemos que este diseño encaja muy bien con esa idea, porque combina detalles elegantes con una silueta más relajada.

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Nos lo imaginamos acompañando un vestido o un conjunto de dos piezas para una cena de empresa o una reunión con amigos. Porque, cuando elegimos un look para planes así, queremos que el abrigo esté a la altura del resto del conjunto.

Pero también podemos aprovecharlo para dar un aire diferente a nuestros estilismos de diario. Por ejemplo, quedaría genial con unos vaqueros y una camisa o un jersey, una combinación sencilla que resultaría mucho más sofisticada con este abrigo.

Desde luego, es un diseño con mucha personalidad que nos parece ideal para quienes buscan una prenda diferente con la que añadir un toque original a sus looks de invierno.

 

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La estética de Chanel sigue inspirando algunos de los diseños más elegantes de la temporada | Getty Images
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Resultados do trimestre testam resistência da rentabilidade das cotadas da bolsa


A Navigator arranca esta quinta-feira a época de divulgação dos resultados da bolsa lisboeta. Depois de um semestre histórico, que aponta para um novo ano de lucros recorde na bolsa, as cotadas do PSI mostram as contas de um trimestre marcado pela escalada dos preços dos combustíveis, que vai testar a capacidade das companhias portuguesas protegerem os lucros neste ambiente. Os analistas esperam que a energia e a banca continuem a destacar-se, enquanto as exportadoras poderão ser afetadas pelo clima de instabilidade internacional.

João Queiroz, head of trading do Banco Carregosa, destaca que esta época de apresentação de resultados será "particularmente relevante para aferir até que ponto as empresas portuguesas conseguiram preservar a rentabilidade num…

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Justiça torna réus 12 denunciados por queda de avião da Voepass

Logo Agência Brasil

A Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus 12 integrantes da Voepass por envolvimento na queda do avião da empresa. O acidente ocorreu em agosto de 2024, em Vinhedo, no interior paulista, e matou 62 pessoas.

Os réus vão responder pelos crimes de atentado contra a segurança do transporte aéreo e sinistro em transporte aéreo. 

Notícias relacionadas:

Segundo o MPF, os crimes estão relacionados não somente com as causas do acidente, mas também à cultura organizacional da empresa, que priorizava a economia de recursos e o lucro em detrimento da manutenção das aeronaves.

Entre os réus estão diretores e membros da alta administração da Voepass e que, segundo o Ministério Público, eram responsáveis pelas decisões que propiciaram as condições para a queda do avião. Um deles é o presidente da empresa, José Luiz Felício Filho. Também vão responder pelos crimes dois funcionários que, embora não tivessem cargos de comando, contribuíram para o acidente, segundo o MP.

Relatórios

Em agosto, a Polícia Federal concluiu seu relatório e indiciou 16 pessoas pelo acidente. No entanto, quatro dos indiciados firmaram acordos de não persecução penal com o MPF e, por isso, não foram denunciados.

Em seu relatório, a PF apurou que a aeronave não tinha condições técnicas de realizar o voo na situação a que foi submetida, sob formação de gelo severo e precipitações. Equipamentos imprescindíveis para essas condições, como o sistema de degelo e o limpador do para-brisa do avião, estavam inoperantes. Mesmo assim, a empresa decidiu por autorizar a decolagem do avião.

“O desastre não consistiu em um evento fortuito ou isolado, mas no desfecho previsível de um processo continuado de omissões deliberadas na manutenção preventiva, de descumprimento de normas regulatórias e de degradação consciente do gerenciamento de segurança operacional no âmbito da Voepass”, afirma a procuradora da República Viviane de Oliveira Martinez, autora da denúncia à Justiça.

De acordo com a denúncia, a empresa sabia que o modelo ATR 72-500 não possuía certificação ou homologação da fabricante para operar em condições críticas de gelo e, mesmo assim, escalou a aeronave para cumprir o trajeto entre Cascavel, no Paraná, e Guarulhos, em São Paulo, naquele dia 9 de agosto, quando alertas indicavam para a formação de gelo severo ao longo da rota. 

À incapacidade técnica do avião se somaram os problemas no sistema de degelo que provocaram a perda de sustentação do veículo no ar.

Em julho, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também concluiu suas investigações sobre o acidente e divulgou que ele ocorreu devido a falhas no sistema, alertas ignorados, revisões mecânicas insuficientes e uma cultura organizacional de não reportar falhas em voos anteriores.

Procurada pela Agência Brasil, a Voepass informou que seguirá colaborando com o Poder Judiciário e com as demais autoridades competentes, "fornecendo os documentos e as informações que forem solicitadas ao longo do processo". 

"Ao longo de mais de três décadas de atuação na aviação brasileira, a Voepass manteve a segurança operacional como princípio fundamental, com procedimentos de manutenção, operação e treinamento orientados pela regulamentação aeronáutica e por suas diretrizes internas de segurança e conformidade", diz a nota da empresa. 

Ainda na nota, a defesa do presidente da empresa, José Luiz Felicio Filho, disse ter tomado conhecimento do recebimento da denúncia pela Justiça Federal e que seu cliente se manifestará nos autos. 

"À época do acidente com o voo 2283, Felício integrava o Conselho da Voepass e estava afastado da gestão direta e cotidiana da operação, tendo retomado a gestão executiva após o acidente”, diz a nota. 

Segundo a defesa, “Felício tem colaborado com as autoridades desde o início das apurações e seguirá à disposição da Justiça para contribuir com o completo esclarecimento dos fatos. O executivo mantém sua confiança no devido processo legal e reitera seu respeito às autoridades e sua solidariedade aos familiares das vítimas do voo 2283". 

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Procon paulistano multa Enel por falhas no fornecimento de energia

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O Procon Paulistano, órgão vinculado à Secretaria de Justiça da prefeitura de São Paulo, multou a concessionária de energia Enel em R$ 11,4 milhões por problemas no fornecimento de energia elétrica na capital paulista ocorridos no ano passado. A medida foi publicada no Diário Oficial da cidade de São Paulo desta quarta-feira (21).

Segundo o órgão, a multa se refere a falhas registradas entre setembro e dezembro de 2025, principalmente entre os dias 8 e 10 de dezembro, período em que até 3 milhões de consumidores ficaram sem fornecimento de energia elétrica.

Notícias relacionadas:

A Enel poderá recorrer da decisão à Coordenadoria do Procon Paulistano no prazo de 15 dias, contados a partir da publicação.

Motivação

De acordo com a prefeitura, a multa foi aplicada originalmente no ano passado pelo Procon Paulistano, em razão dos apagões que comprometeram a prestação de um serviço essencial aos consumidores. Após recurso apresentado pela concessionária, a decisão administrativa manteve a penalidade de R$ 11,4 milhões.

Outro lado

Procurada pela Agência Brasil, a Enel disse discordar da aplicação da punição e que “sua atuação durante os eventos climáticos extremos de dezembro e de setembro de 2025 foi compatível com a magnitude do impacto”.

De acordo com a concessionária, ventos fortes e prolongados atingiram a área de concessão por dois dias, em dezembro, e afetaram cerca de 4,4 milhões de consumidores.

"A companhia restabeleceu, em até 24 horas, o fornecimento de energia para 80% dos clientes afetados, o equivalente a aproximadamente 3,5 milhões de unidades consumidoras. A resposta foi mais rápida do que nos eventos de novembro de 2023 e outubro de 2024.”

Quanto à falha de energia identificada em setembro, a empresa informou que, naquela ocasião, “um vendaval com rajadas de cerca de 100 km/h atingiu a concessão, e a distribuidora restabeleceu a energia para mais de 90% dos clientes afetados em até 24 horas”.

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Ativo do dia: Spacex descola mais de 12% em bolsa após resultados e possível fusão de 3,5 biliões


O ativo:

Ações da Space Exploration Technologies Corporation (SpaceX). A empresa de Elon Musk domina o espaço. Em 2025, foi responsável por mais de 50% de todos os lançamentos orbitais do planeta e acumula, de longe, mais lançamentos do que qualquer outro operador. Estreou-se no mercado no passado mês de junho, no maior oferta pública inicial (IPO, na sigla anglosaxónica) da história, numa operação que atraiu uma forte procura.

A titã do espaço disparou, esta quarta-feira, depois de ter reportado um conjunto de resultados que superou as estimativas dos analistas, deixando bons indicadores para um futuro, no qual poderá estar combinada com a Tesla, numa megaoperação que criaria uma empresa com uma capitalização bolsista acima de 3,5 biliões de dólares, caso o magnata Elon Musk avance com a intensão de juntar os dois negócios.

O marco:

A SpaceX disparou até um máximo de 12,44% para 166,18 dólares, durante a sessão desta quarta-feira, depois de a empresa ter mostrado as contas do último trimestre. A confirmar-se este desempenho no fecho da sessão, esta será a maior valorização diária da companhia desde o passado dia 7 de agosto.

A empresa seguia a valorizar 10,5% no mercado norte-americano, numa sessão marcada pelo otimismo em torno das ações ligadas à inteligência artificial, numa sessão em que os investidores aguardam os números da Nvidia no terceiro trimestre.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

A causa:

O forte conjunto de resultados apresentado pela SpaceX e as previsões da empresa de satélites para os próximos trimestres foram bem recebidas pelo mercado, com analistas e investidores a aplaudirem os números reportados pela empresa de Musk. As receitas da companhia dispararam 161% no terceiro trimestre de 2026, para 14,6 mil milhões de dólares, enquanto o resultado líquido atingiu 4,4 mil milhões de dólares, contra perdas de 1,1 mil milhões no período homólogo.

A empresa adiantou que prevê investir, no último trimestre do ano, entre 35 mil milhões e 40 mil milhões de dólares em infraestruturas físicas, o que representa um aumento significativo face aos 19,6 mil milhões de dólares investidos este trimestre. Além disso, a SpaceX confirmou que está no bom caminho para atingir, até dezembro, um ritmo anualizado de receitas recorrentes de 100 mil milhões de dólares. As receitas poderão subir para um valor entre 500 mil milhões e um bilião de dólares no final de 2027, graças à forte adesão ao Grok Bot, adiantou Musk na apresentação de resultados. Para o primeiro trimestre de 2027, a empresa prevê receitas entre 33 mil milhões e 37 mil milhões de dólares. .

Além dos bons números reportados, as ações também estiveram a reagir positivamente à notícia que está a ser estudada uma fusão com a Tesla, o que poderia criar uma gigante mundial. “Há muitas vantagens em combinar as duas empresas, uma vez que estamos praticamente na singularidade da superinteligência [novo termo designado por Donald Trump para fazer referência à IA]”, afirmou Musk, numa referência à possibilidade de a inteligência artificial atingir capacidades que ultrapassem significativamente as humanas.

O que esperar a seguir:

“A SpaceX continua a corresponder às elevadas expectativas e acreditamos que esta tendência se manterá, à medida que novos contratos de capacidade de computação começarem a gerar receitas no quarto trimestre, a Starship avança rumo à captura em voo do veículo e do propulsor, e o desempenho e as funcionalidades do Grok continuam a melhorar. Acreditamos que este conjunto de ativos é único e criará valor ao longo do tempo, à medida que a administração concretiza cada um destes objetivos“, antecipam os analistas do UBS, numa nota onde comentaram as contas da empresa.

“A SpaceX está a demonstrar a sustentabilidade do crescimento das receitas provenientes da inteligência artificial e a sua capacidade para cumprir prazos ambiciosos de implementação, levando os investidores a rever em alta as suas previsões, à medida que as dúvidas começam a dissipar-se”, afirmou Anthony Valentini, analista do Barclays.

A generalidade dos analistas aplaudiu as contas e as estimativas da empresa para 2027, mostrando-se convencidos que a companhia tem margem para continuar a valorizar e a entregar bons resultados. O JPMorgan foi um dos bancos que reviu em alta as suas previsões para a empresa após as contas. O banco de investimento atribui uma recomendação de overweight à SpaceX e mais do que duplicou o seu preço-alvo apara as ações da empresa, de 240 para 500 dólares, o que representa uma subida potencial de quase 240% face ao fecho de terça-feira.

A evolução das ações estará, assim, dependente da confirmação destas perspetivas positivas e da capacidade da empresa de monetizar os investimentos em IA. Por outro lado, os títulos irão reagir a uma possível união à Tesla.

A frase:

As ambições da SpaceX são maiores do que as de qualquer empresa que tenhamos visto. Importa salientar que se espera que a inteligência artificial seja o motor de crescimento a longo prazo […] Continua a existir um potencial de valorização significativo, à medida que a empresa está literalmente a construir a próxima fronteira.

Doug Anmuth

Analista do JPMorgan

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