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Volvo anuncia corte superior a 2.500 empregos

A fabricante automóvel Volvo anunciou esta sexta-feira 23 de outubro o corte de mais de 2.500 postos de trabalho, cerca de 6% do total, com dois mil a serem na Suécia, país onde tem a sua sede. A isto junta-se 449 milhões de euros em reduções de despesas indiretas e custos variáveis além dos programas de redução de custos já em vigor. Os efeitos financeiros destas medidas serão realizados no final de 2027, altura em que as despesas indiretas totais serão quase 25% inferiores às do ano fiscal de 2024, refere a marca. A empresa já tinha reduzido anteriormente três mil postos de emprego.

A redução dos postos de trabalho será feita através do “encerramento de contratos de consultoria, da rotatividade natural de pessoal e de pacotes de saída direcionados aos colaboradores”, explicou.

A decisão acabou por ser anunciada depois da marca sueca ter revelado os dados referentes ao terceiro trimestre. A empresa teve um prejuízo operacional de 5,6 mil milhões de coroas suecas (503 milhões de euros), a receita caiu 22% para os 66,9 mil milhões de coroas suecas (seis mil milhões de euros).

“O resultado reflete uma deterioração ainda maior do ambiente externo, impulsionada pela evolução dos mercados da China e dos Estados Unidos”, disse a marca automóvel. “O terceiro trimestre de 2026 foi muito dececionante e reflete um ano que se tornou muito mais desafiante do que o inicialmente previsto. O nosso plano de reestruturação em curso necessita, portanto, de um reforço decisivo”, disse o CEO da Volvo, Hakan Samuelsson, citado pela agência noticiosa Reuters.

No âmbito do plano de reestruturação a fabricante automóvel sueca já tinha anunciado cortes de custos de 23 mil milhões de coroas (dois mil milhões de euros). A marca confirmou também que tem a intenção de reduzir mais cinco mil milhões de coroas suecas (449 milhões de euros) em despesas indiretas e custos variáveis, para além dos programas de redução de custos já concluídos com sucesso.

“Os efeitos financeiros destas medidas serão realizados no final de 2027, altura em que as despesas indiretas totais serão quase 25% inferiores às do ano fiscal de 2024”, acrescenta.

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Prata atinge mínimo desde novembro de 2025

A prata atingiu durante a sessão de quinta-feira 22 de outubro um mínimo de novembro de 2025, quando negociou nos 54,17 dólares, tendo por base os dados do Investing. Atualmente o metal desvaloriza mais de 24% desde o início do ano e desceu mais de 15% no último mês.

O mínimo da prata veio também acompanhado de um mínimo de três meses do ouro quando o metal negociou perto dos quatro mil dólares por onça durante a sessão de 22 de outubro.

“Os preços do ouro não beneficiaram da queda acentuada das ações [na quinta-feira 22 de outubro] e da redução significativa dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (EUA), com o rendimento do título a 10 anos a cair abaixo dos 5%”, referiram os analistas da ING, numa nota transcrita pelo Investing. “O mercado do ouro parece mais focado nos preços mais elevados do petróleo e no que isso pode significar para a inflação — e, em última análise, para a política dos bancos centrais”, acrescentaram.

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Ouro atinge mínimo de três meses

O ouro atingiu um mínimo de três meses durante a sessão de quinta-feira 22 de outubro quando negociava nos 4.013 dólares por onça. O metal já caiu mais de 7% desde o início do ano e no último mês desceu mais de 6%.

“Os preços do ouro não beneficiaram da queda acentuada das ações [na quinta-feira 22 de outubro] e da redução significativa dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (EUA), com o rendimento do título a 10 anos a cair abaixo dos 5%”, referiram os analistas da ING, numa nota transcrita pelo Investing. “O mercado do ouro parece mais focado nos preços mais elevados do petróleo e no que isso pode significar para a inflação — e, em última análise, para a política dos bancos centrais”, acrescentaram.

Na sessão de quinta-feira 22 de outubro vários índices bolsistas fecharam o dia com quedas. No caso dos índices norte-americanos o Nasdaq desvalorizou mais de 2,5% enquanto que o S&P 500 caiu 1,21%. O Dow Jones fechou no verde com um avanço de 0,02%. Nas bolsas europeias o índice português (PSI) desceu 1,46%. Destaca-se ainda a queda de 1,07% do DAX (Alemanha), da quebra de 2,54% do FTSE MIB (Itália), da quebra de 2,12% do IBEX 35 (Espanha), e a descida de 1,39% do CAC 40 (França).

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China concentra mais de 80% das novas encomendas mundiais de navios

Os estaleiros chineses receberam, entre janeiro e setembro, novas encomendas de construção naval equivalentes a 81,8% do total mundial, um aumento de 14,5 pontos percentuais face ao mesmo período de 2025, segundo dados oficiais divulgados hoje.

Segundo o ministério da Indústria e Tecnologia da Informação chinês, as novas encomendas atingiram 175,3 milhões de toneladas de porte bruto, um aumento homólogo de 163,2%.

A quota da China nas novas encomendas mundiais subiu face aos 67,3% registados nos primeiros nove meses de 2025, embora tenha recuado ligeiramente em relação aos 82,3% alcançados no primeiro semestre deste ano.

A produção dos estaleiros chineses atingiu 58,1 milhões de toneladas de porte bruto, um crescimento homólogo de 50,7%, correspondente a 63,6% do total mundial.

A carteira de encomendas pendentes ascendeu a 399,1 milhões de toneladas, mais 64,8% do que um ano antes, representando 72,4% do mercado internacional.

A China concentrou também 74,1% das novas encomendas mundiais de navios movidos a energias consideradas verdes, mais 5,7 pontos percentuais do que no primeiro semestre, numa altura em que o transporte marítimo procura reduzir as emissões poluentes.

O crescimento ocorre num mercado internacional marcado pela renovação das frotas, pela procura de embarcações mais eficientes e pela reorganização das rotas comerciais devido às tensões geopolíticas, fatores que aumentaram as necessidades de capacidade de transporte em determinados segmentos.

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento alertou que o prolongamento das rotas marítimas, sobretudo devido aos desvios do canal do Suez para o cabo da Boa Esperança, está a aumentar a procura de capacidade de transporte marítimo.

A expansão da indústria naval chinesa reforça a posição do país face a outros grandes construtores asiáticos, nomeadamente a Coreia do Sul e o Japão.

No entanto, as quotas divulgadas por Pequim são calculadas em toneladas de porte bruto, não refletindo necessariamente o valor económico ou a complexidade tecnológica dos navios encomendados.

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Washington avança para restringir investimentos em alta tecnologia em países rivais

O Departamento do Tesouro dos EUA propôs na quinta-feira 22 de outubro uma norma para restringir investimentos norte-americanos em setores de alta tecnologia, como a supercomputação e inteligência artificial (IA), na China, Rússia, Coreia do Norte e outros “países que suscitam preocupação”.

Há anos que o governo dos EUA trabalha para impedir que a China e outros adversários recebam investimentos que os possam ajudar a ampliar o seu poder militar.

Esta iniciativa teve início em 2023, quando o então presidente Joe Biden (democrata) assinou uma ordem executiva que impunha restrições aos investimentos americanos destinados à China em setores como os semicondutores, a computação quântica e a inteligência artificial.

Posteriormente, o Departamento do Tesouro estabeleceu o Programa de Segurança de Investimentos no Estrangeiro (Outbound Investment Security Program).

Em dezembro de 2025, o Congresso aprovou uma lei que formalizou e expandiu o programa, abrangendo um maior número de tecnologias e de países estrangeiros, incluindo Cuba, Irão, Coreia do Norte e Rússia.

A inclusão da Rússia na norma proposta acontece poucos dias depois de o Presidente Donald Trump ter suspendido as sanções contra o país, na sequência de um acordo sobre o gasóleo assinado com o homólogo russo Vladimir Putin.

A norma anunciada na quinta-feira alarga as restrições para incluir investimentos em sistemas hipersónicos (capazes de viajar a cinco vezes a velocidade do som), supercomputação, biotecnologia e IA, embora o Departamento do Tesouro tenha utilizado o termo preferido de Trump para se referir à IA, a ‘superinteligência’ (ou SI).

A proposta “envia um sinal importante aos mercados de que Washington está a monitorizar para onde o capital americano está a fluir e que capacidades está a ajudar a desenvolver”, realçou Craig Singleton, investigador sénior do ‘think tank’ Foundation for Defense of Democracies.

A monitorização dos investimentos no estrangeiro “reconhece que o capital pode acelerar o desenvolvimento de capacidades com aplicação militar, da mesma forma que a transferência de tecnologia”, destacou ainda Singleton.

Jason Chipman, ex-advogado do Departamento de Justiça, especializado em cibersegurança, normas de investimento e controlos de exportação, e atualmente sócio do escritório de advogados WilmerHale, salientou que a nova norma “exigirá programas de conformidade (‘compliance’, em inglês) mais robustos para a gestão de riscos”.

A norma do Departamento do Tesouro para implementar a lei de 2025, a Lei de Segurança Nacional sobre Investimentos no Estrangeiro, aplicar-se-ia apenas a investimentos superiores a 50.000 dólares (44.620 euros) e excluiria muitos investimentos financeiros, incluindo a compra de ações.

O Tesouro irá agora receber contributos da população sobre a proposta antes de emitir a norma definitiva.

Desde o primeiro mandato de Trump que os Estados Unidos e a China, as duas maiores economias do mundo, se encontram numa rivalidade económica e tecnológica.

Ambos restringiram a exportação de tecnologias sensíveis e produtos críticos (como os minerais de terras raras, da China, e os chips de computador avançados, dos EUA) entre si, além de imporem tarifas sobre os produtos de ambas as nações.

No ano passado, Trump e o Presidente chinês, Xi Jinping, concordaram em reduzir as tensões, mantendo negociações, uma trégua temporária que, no mês passado, foi prolongada até janeiro.

Mas, em julho, o Departamento do Tesouro aplicou uma multa de 200 mil dólares (178 mil euros) a uma empresa sediada nos EUA por não ter notificado a agência sobre um investimento de 92.500 dólares (82.500 euros), realizado por uma das suas subsidiárias, numa empresa chinesa de IA e robótica.

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Cooprofar investe 15 milhões de euros na expansão de plataforma logística em Alcochete

O Grupo Cooprofar investiu 15 milhões de euros na expansão da sua plataforma logística de Alcochete, que acrescenta 6.500 metros quadrados de área útil e reforça a capacidade de armazenamento e distribuição de medicamentos, anunciou hoje 23 de outubro a cooperativa farmacêutica.

Em comunicado, a Cooprofar adianta que a expansão, cuja inauguração está marcada para hoje, integra soluções de automação e robótica destinadas a aumentar a eficiência operacional e a otimizar a gestão de stocks.

A infraestrutura está preparada para uma capacidade futura de até 13.500 paletes, permitindo acompanhar o crescimento da atividade e responder às exigências da cadeia de abastecimento do setor.

“Este investimento representa mais um passo no compromisso de crescimento sustentado do Grupo Cooprofar e traduz a nossa confiança no futuro da distribuição farmacêutica em Portugal”, afirmou o presidente do conselho de administração da cooperativa, Hélder Mesquita, citado no comunicado.

O investimento surge numa altura em que a Cooprofar regista um crescimento da atividade, tendo encerrado 2025 com um volume de negócios de 544 milhões de euros, mais 13% do que no ano anterior.

Segundo a cooperativa, este crescimento superou o registado pelo mercado farmacêutico, de 9,7%, tendo a empresa alcançado uma quota de mercado de 13,9%.

Fundada em 1975, a Cooprofar abastece mais de 1.100 farmácias e emprega mais de 300 trabalhadores diretos.

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Novas regras para tarifários dos táxis entram hoje em vigor mas taxímetros adaptam-se até janeiro

O regulamento que define as regras para os novos preços do serviço público de transporte de passageiros em táxi entra hoje 23 de outubro em vigor, mas os taxímetros podem ser adaptados até meados de janeiro de 2027, segundo o diploma oficial.

Publicado inicialmente em 03 de junho, o regulamento estabelece uma bandeirada mais baixa, com tarifas variáveis segundo o tempo e a distância, que podem subir nas épocas festivas, mas foi entretanto suspenso por 60 dias para que as associações enviassem “propostas de alteração/ajustamento”.

Em 13 de outubro, foi publicado o regulamento n.º 1324-A/2026 que revoga o 717/2026 e que entra em vigor em 23 de outubro e dá 90 dias para a adaptação dos taxímetros.

A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), responsável pela elaboração do regulamento, ouviu as associações representativas do setor antes da alteração.

Segundo a Federação Portuguesa do Táxi (FPT), a AMT acolheu “as propostas operacionais das associações”, mas não as do núcleo económico, cuja rejeição faz com que “os preços do primeiro ano” sejam “exatamente os do regulamento suspenso”.

A FPT reuniu-se na semana passada, juntamente com a Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), com a AMT para conhecer a resposta às propostas enviadas em 30 de junho, mas o regulador não entregou às associações “o texto final” do regulamento e foi-lhes dito que as suas propostas tinham sido “genericamente acolhidas”.

No plano tarifário, e como o regulador assume querer tornar o sistema “mais simples, transparente e compreensível” para utilizadores, profissionais do setor e entidades públicas, o regulamento procede à simplificação das regras de formação dos preços e estabelece uma tarifa de referência baseada na aplicação do modo de cálculo normal D.

De acordo com o regulamento, a adoção deste modo de cálculo visa proporcionar uma relação “mais direta e compreensível” entre as componentes de tempo e distância que concorrem para a formação do preço, “reduzir a incerteza associada à estimativa do valor das viagens e favorecer o desenvolvimento de soluções tecnológicas de informação, estimativa de preço e contratação do serviço”.

“A existência de uma tarifa de referência e de regras gerais comuns não prejudica a consideração das especificidades territoriais que caracterizam a prestação do serviço de táxi, cuja procura, condições de exploração, distâncias percorridas, padrões de mobilidade e enquadramento económico podem diferir significativamente entre territórios”, considera o regulamento.

Essa diferenciação cabe às autoridades dos transportes, que podem estabelecer tarifas específicas de âmbito municipal, intermunicipal ou metropolitano.

A AMT irá promover o desenvolvimento e a disponibilização de uma plataforma digital destinada “ao registo, transmissão, tratamento e monitorização dos dados” previstos no regulamento.

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Esteja atento às práticas comerciais desleais

Quando um vendedor influencia de tal modo o consumidor na sua decisão de compra de um bem que o impede de agir livre e esclarecidamente, estamos perante uma prática comercial desleal, proibida por lei e que prejudica os direitos e interesses de qualquer consumidor.

Preparámos 10 dicas para alertar e esclarecer o consumidor sobre estas práticas, procurando evitar que caia nestas armadilhas do consumo:

 

Se for vítima de assédio através de chamadas telefónicas constantes (e irritantes), coagido ou ameaçado com várias técnicas, incluindo o uso de uma posição de poder na qual o consumidor não é livre de decidir, ou premiado com um brinde, uma viagem ou um exame médico gratuito, desconfie! São formas de o levar a comprar ou contratar até aquilo de que não precisa.

 

Seja à sua porta, ao telefone, na via pública ou num local especialmente preparado para demonstrações comercial, recuse sempre essas vendas. Não compre o que não quer, nem solicitou. Não assine nenhum documento sem ler primeiro e sem compreender claramente o seu conteúdo.

 

Tem 14 dias seguidos para resolver o contrato, devendo fazê-lo por escrito (carta registada com aviso de receção) sem quaisquer custos, e sem necessidade de indicar o motivo. O prazo dos 14 dias conta a partir da receção dos produtos, que terão de ser devolvidos também neste período, ou da data da celebração do contrato de prestação de serviços.

 

O vendedor tem de reembolsar o consumidor de todos os pagamentos efetuados também no prazo de 14 dias. Se não o fizer, fornecedor deverá pagar em dobro, no prazo de 15 dias úteis, os montantes desembolsados pelo consumidor.

 

Se, além do contrato de compra do bem ou de prestação de serviços, o consumidor assinou também um contrato de crédito (“compras a prestações”), este fica igualmente cancelado se agir – por escrito – no prazo dos 14 dias seguidos.

 

Exija toda a informação necessária, que deve ser verdadeira e atual, para fazer uma compra esclarecida. Nunca permita que exerçam pressão desproporcionada sobre a sua decisão de compra.

 

A rotulagem e a publicidade também têm de corresponder à verdade e não induzir o consumidor em erro. Ambas devem informar sobre as características essenciais do produto ou serviço, sobre a sua natureza, preço, origem, entre outras. Guarde sempre todas as faturas e outros documentos sobre os produtos adquiridos.

 

O vendedor não pode omitir informação substancial sobre o produto ou serviço. As omissões enganosas são formas de práticas comerciais desleais, pois condicionam a tomada de decisão do consumidor. Informação relevante, como por exemplo a existência de período de fidelização no serviço de telecomunicações não pode suprimida.

 

Alguns contratos possuem cláusulas que impõem ao consumidor uma penalização pelo exercício do direito de livre resolução (14 dias para resolver o contrato) ou estabelecem a renúncia a esse mesmo direito. Essas cláusulas são nulas. As cláusulas dos contratos devem ser redigidas de forma simples e entendível pelo consumidor. Em caso de serem pouco claras, prevalece a interpretação que favorece o consumidor.

 

Se for vítima de uma venda agressiva ou se o contrato de compra de um bem ou prestação de um serviço não respeitar os direitos e interesses do consumidor, procure ajuda junto da DECO.

Informe-se connosco.

Conte com o apoio da DECO MADEIRA através do número de telefone 968 800 489/291 146 520, do endereço electrónico deco.madeira@deco.pt. Pode também marcar atendimento via Skype. Siga-nos nas redes sociais Facebook, Bluesky, Instagram, Linkedin e Youtube!

 

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OE2027: Miranda Sarmento ouvido no arranque da discussão na generalidade

O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, vai hoje 23 de outubro ser ouvido no parlamento, numa audição que marca o arranque do processo de apreciação na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

Os deputados da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP) vão questionar o ministro relativamente ao documento que o Governo entregou na Assembleia da República a 08 de outubro.

A proposta de OE2027, a terceira entregue pelo Governo de Luís Montenegro, prevê um crescimento da economia de 2,3% este ano e de 2,1% em 2027 e contas equilibradas este ano e um excedente de 0,1% em 2027.

A discussão na generalidade começa com esta audição, marcada para as 10:00, seguindo-se uma audição da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, na tarde de segunda-feira, dia 26 de outubro.

A proposta orçamental vai ser discutida e votada na generalidade entre 27 e 28 de outubro e tem já aprovação garantida, depois de o PS ter anunciado a abstenção nesta votação.

Após a aprovação na generalidade, o documento segue para a apreciação na especialidade, com as audições aos vários ministros e entidades a começar no dia 29 de outubro e estendendo-se até 06 de novembro, dia em que está prevista a audição da ministra do Trabalho às 09:00 e do ministro das Finanças às 15:00.

O dia 06 de novembro marca também o fim do prazo para as propostas de alteração dos partidos, que pretendem introduzir mudanças ao documento entregue pelo Governo e que nos últimos anos têm batido recordes, com cerca de 2.000 iniciativas.

Depois das audições, o parlamento vai preparar os guiões para a maratona de votações, que arranca no dia 18 de novembro e culmina na votação final global a 24 de novembro.

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Obrigações francesas atingem máximo de 24 anos

As obrigações francesas, a 10 anos, atingiram na quarta-feira 21 de outubro um máximo de 24 anos quando ultrapassaram a barreira dos 5%. Um dos factores para esta escalada está ligada às dificuldades na aprovação de um Orçamento para o país, refere o The Guardian, a que se juntam os protestos nas ruas francesas, que já assumiram contornos violentos, e também o défice nas contas francesas.

E o spread [diferença] das obrigações francesas, face às alemãs [que são tidas como referência], atingiu os 157 pontos base, ficando próximo de níveis registados em 2011, salientou a Reuters.

O economista do banco ING, Charlotte de Montpellier, referiu, citado pelo Le Monde, que a perda de confiança representa agora o “maior” risco económico. “A subida das taxas de juro exacerba as condições financeiras já difíceis e provavelmente afetará ainda mais os investimentos e a atividade económica”, acrescentou.

Já o responsável pela estratégia de mercado da plataforma de negociação de moedas e pagamentos Ebury, Matthew Ryan, citado pelo The Guardian, referiu que os prolemas que se fazem sentir em França estão também a pressionar em baixa o euro. “O euro continua a ficar atrás da maioria das principais moedas, uma vez que o prémio de risco político em França dificilmente diminuirá em breve. Ainda não é claro se o orçamento de 2027 será aprovado pelo parlamento e, mesmo que assim seja, parece estar repleto de concessões tanto à esquerda como à direita, deixando o problema do défice sem uma solução adequada”, acrescentou.

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Portugal é o 15º da Europa nas spin-off de investigação que apresentam pedidos de patente

Porugal ocupa a 15ª posição na Europa em número de spin-offs de investigação que apresentam pedidos de patente, de acordo com o Deep Tech Finder da Organização Europeia de Patentes (OEP). O INESC TEC, Universidade do Porto e Universidade de Coimbra lideram as instituições públicas de investigação portuguesas em pedidos de patente europeia em 2025. Análise tem dados de mais de 800 gabinetes de transferência de tecnologia.

“A Europa enfrenta desafios na transformação da investigação científica em tecnologias e soluções comerciais, com mais de 90% dos gabinetes de transferência de tecnologia analisados a apresentarem limitações de recursos e de capacidade de especialização. Em Portugal cerca de 80% das spin-offs de investigação portuguesas identificadas na ferramenta Deep Tech Finder encontram-se ainda numa fase inicial de crescimento, procurando desenvolver as suas tecnologias e obter financiamento para expandir a atividade”, referem os dados.

O presidente da OEP, António Campinos, salienta que a a transferência de tecnologia é uma questão de “competitividade”, acrescentando que as universidades e as organizações públicas de investigação europeias estão na “vanguarda” da descoberta científica, mas os avanços da investigação “têm de chegar” ao mercado para gerar emprego, crescimento económico e autonomia estratégica. “Para isso, é necessário reforçar a transferência de tecnologia, melhorar o acesso ao financiamento e construir um mercado único da inovação mais integrado. O estudo hoje apresentado identifica seis prioridades para ajudar a Europa a transformar a excelência da sua investigação em sucesso comercial”, sublinhou.

Em 2025, o INESC TEC liderou a posição nacional de organizações públicas de investigação e universidades em Portugal, com 14 pedidos de patente europeia, seguido da Universidade do Porto, com 13, e da Universidade de Coimbra, com 11. “A Universidade NOVA de Lisboa (10) e a Universidade de Aveiro (9) completam os cinco primeiros lugares”, indicam os dados. “Entre as principais áreas tecnológicas abrangidas pelos pedidos de patente destas instituições destacam-se as tecnologias informáticas, a engenharia, a biotecnologia e as tecnologias médicas”, acrescenta.

E Portugal ocupou a 15ª posição na Europa em número de spin-offs de investigação que apresentam pedidos de patente junto da OEP, estando identificadas 53 spin-offs portuguesas. “Destas, 42 (79,2%) encontram-se numa fase inicial de crescimento, procurando transformar as suas tecnologias em produtos prontos a entrar no mercado e assegurar financiamento para expandir as suas operações. Outras três empresas (5,7%) encontram-se numa fase de expansão acelerada (breakout stage), duas (3,8%) atingiram uma fase avançada de crescimento e seis (11,3%) foram adquiridas por empresas de maior dimensão”, refere.

Dos 809 gabinetes de transferência de tecnologia analisados, 90,5% são de pequena ou média dimensão, enquanto apenas 9,5% são de grande dimensão. “Embora os gabinetes mais pequenos consigam apoiar a evolução das invenções até à obtenção de patentes, à celebração de acordos de licenciamento ou à criação de novas empresas a um ritmo comparável ao dos gabinetes de maior dimensão, dispõem de menos recursos. Os gabinetes de grande dimensão têm seis vezes mais colaboradores e apoiam instituições com despesas em investigação 23 vezes superiores e com quase sete vezes mais investigadores. Recebem ainda informação sobre cerca de 16 vezes mais invenções do que os gabinetes de pequena ou média dimensão”, adianta.

O estudo considera que os gabinetes de transferência de tecnologia locais “podem reforçar” a sua capacidade através do acesso a redes mais alargadas de conhecimento especializado, financiamento e contactos comerciais. “Uma maior ligação entre instituições de investigação e empresas de diferentes países europeus poderá também ajudar as invenções mais promissoras a encontrar os parceiros adequados para chegar ao mercado”, sugeriu.

“As patentes com participação de universidades representam cerca de 9% das patentes europeias, um valor próximo do registado nos Estados Unidos. Atualmente, as universidades europeias são também titulares de uma percentagem muito superior das suas invenções face ao que se verificava há 20 anos. No entanto, 40,7% das patentes detidas pelas universidades europeias deixam de estar em vigor nos primeiros dez anos, face a 26,3% nos Estados Unidos”, referem os dados.

É ainda dito, face à aposta da China na comercialização de tecnologias desenvolvidas pelas universidades, prevista no seu 15.º Plano Quinquenal, que a Europa necessita de “reforçar” os mecanismos de apoio à transferência de tecnologia para facilitar a chegada dos resultados da investigação ao mercado.

“Os pedidos de patente europeia que envolvem universidades, organizações públicas de investigação ou hospitais de investigação mais do que duplicaram nas últimas duas décadas, passando de cerca de 3.200, em 2006, para quase 8.000, em 2025. A Alemanha, a França e o Reino Unido continuam a liderar, mas a sua quota conjunta diminuiu de quase 64% para cerca de 55%. Mais do que refletir um declínio dos países líderes, esta evolução demonstra um alargamento da base de investigação europeia, com um crescimento particularmente expressivo nos Países Baixos e em Espanha, bem como um aumento da atividade em muitos outros países”, adianta.

Em 2025, as instituições de investigação figuravam como requerentes “em cerca de 34% dos pedidos de patente europeia de origem europeia na área da biotecnologia, 29% nas tecnologias quânticas e 26% na indústria farmacêutica” . A sua capacidade para levar as invenções até ao mercado assume, por isso, uma “importância estratégica”. Entre as principais instituições públicas de investigação europeias destacam-se o CNRS (França), a Fraunhofer-Gesellschaft (Alemanha), o CEA (França), o Inserm (França) e o imec (Bélgica).

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Bolsa de Lisboa abre no vermelho em linha com Europa

A Bolsa de Lisboa abre a sessão desta quinta-feira 22 de outubro com uma quebra de 0,42% para os 9.334,83 pontos.

As maiores descidas na bolsa portuguesa vão para o Banco Comercial Português (BCP) que quebra 1,56% para os 1,10 euros, seguida pela Mota-Engil que desvaloriza 1,20% para os 4,62 euros, e a Teixeira Duarte que desce 0,79% para os 0,44 euros.

No vermelho está ainda a EDP, a EDP Renováveis, os CTT, a Jerónimo Martins, e a Navigator.

A negociar no verde está a Galp Energia que avança 0,53% para os 22,62 euros e a REN sobe 0,14% para os 3,55 euros.

Europa abre no vermelho

As principais bolsas europeias abrem no vermelho. O DAX (Alemanha) quebra 0,94% para os 25.404,00 pontos, o CAC 40 (França) desvaloriza 1,22% para os 7.825,36 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) desce 0,49% para os 10.679,91 pontos.

O AEX (Países Baixos) desvaloriza 1,01% para os 1.130,77 pontos, o IBEX 35 (Espanha) quebra 1,42% para os 19.048,48 pontos, e o FTSE MIB (Itália) desce 0,20% para os 48.974,50 pontos.

O petróleo está a negociar em alta com o brent a subir 2,28% para os 111,30 dólares e o crude valoriza 2,23% para os 99,32 dólares.

O euro está a subir 0,12%, face ao dólar, para os 1,12461 dólares e o euro está a avançar 0,04%, face à libra, para as 0,83882 libras.

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Meta aumenta lucro 39% até setembro para 46,7 mil milhões de euros

A tecnológica norte-americana Meta anunciou na quarta-feira 21 de outubro um lucro de 52,481 mil milhões de dólares (46,7 mil milhões de euros) até setembro, mais 39% face ao período homólogo, impulsionado pela publicidade nas suas redes sociais e pela inteligência artificial (IA).

Detentora das redes WhatsApp, Instagram e Facebook, a empresa registou uma receita de 181,712 mil milhões (161,8 mil milhões de euros) entre janeiro e setembro, mais 29% face ao período homólogo, segundo comunicado divulgado após o fecho do mercado de Wall Street.

O fundador e diretor-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, destacou que a empresa alcançou no último trimestre “marcos” em IA, como o lançamento do Muse e do Muse Wonder, o seu “primeiro modelo de fronteira”, do mesmo género que os das concorrentes OpenAI e Anthropic.

Os “investimentos estão a dar frutos” e a empresa apresenta um “avanço acelerado”, afirmou Zuckerberg, segundo o comunicado da Meta.

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Anthropic apresenta o seu agente de IA multifuncional após sucesso do Muse da Meta

Anthropic

A Anthropic revelou na quarta-feira 21 de outubro um novo agente de inteligência artificial (IA), uma aplicação móvel em fase de testes que aproveita a tendência dos interfaces multifuncionais, como o Muse, da Meta, que obteve um sucesso imediato.

O Claude Duet destina-se, principalmente, a “profissionais e proprietários de pequenas empresas” que “têm mais exigências para gerir do que aquelas que conseguem acompanhar”, ao contrário dos produtos destinados ao público em geral, como o Muse ou o Instinct.

O lançamento do projeto OpenClaw (inicialmente denominado Clawdbot), no início do ano, pelo programador independente Peter Steinberger, marcou o início da era dos agentes de IA multifuncionais, ou seja, programas capazes de executar diversas tarefas acedendo a e-mails, folhas de cálculo, agendas e até contas bancárias.

Com o Muse, disponibilizado no início de setembro, a Meta ofereceu uma versão acessível a todos, ao contrário do OpenClaw, cuja instalação exigia conhecimentos técnicos avançados.

O Muse conquistou o seu público de imediato e passou as últimas semanas no topo do ranking de downloads tanto na App Store, da Apple, como na Google Play Store, para smartphones com sistema Android.

Segundo a empresa de análise de dados Sensor Tower, a interface foi descarregada mais de dez milhões de vezes, a grande maioria nos Estados Unidos, sendo o Canadá o único outro país onde o serviço está disponível, para já.

Já fortemente orientada para o mercado profissional, o que lhe permitiu superar a OpenAI em termos de faturação, a Anthropic optou por manter esse foco com o Claude Duet.

Tal como o Apple Intelligence, a nova plataforma de IA da Apple, o Claude Duet é capaz de fazer sugestões sem que tenha sido previamente solicitado.

No vídeo de demonstração divulgado na quarta-feira, a interface sugere espontaneamente a um empresário a criação de um painel de controlo contendo dados sobre as atividades do negócio.

Além disso, o Claude Duet lembra o utilizador que ainda não solicitou um certificado sanitário para uma nova loja e oferece-se para preparar o pedido.

Mediante autorização prévia, a aplicação pode ainda monitorizar as interações em plataformas de comunicação profissional, como o Slack, destacando pontos relevantes ou resumindo conversas.

Ademais, a interface pode ter em conta todo o contexto e o histórico do utilizador na plataforma Claude convencional.

A Anthropic afirma ter implementado mecanismos de segurança para evitar, entre outras coisas, que o Claude Duet “faça coisas que não solicitou”.

Além disso, “antes de enviar uma mensagem, efetuar um pagamento, assinar um documento ou eliminar qualquer item, mostra o que está prestes a fazer e aguarda a sua validação”, segundo a empresa.

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Lucro da Tesla cai 42% para 715 milhões de euros no terceiro trimestre

Tesla

A tecnológica norte-americana Tesla anunciou quarta-feira um lucro líquido de 804 milhões de dólares (715,56 milhões de euros) no terceiro trimestre, 42% abaixo do período homólogo.

As receitas atingiram os 28.046 milhões de dólares (24.960,94 milhões de euros), um valor semelhante ao registado no terceiro trimestre de 2025.

No período, a Tesla entregou 486.532 veículos em todo o mundo, menos 2% do que nos mesmos três meses do ano anterior.

Os modelos Tesla Model 3 e Tesla Model Y foram os mais vendidos pela empresa no trimestre, totalizando 478.237 unidades, o que corresponde a 98% do total.

O resultado EBITDA ajustado foi de 3.900 milhões de dólares (3.471 milhões de euros) — 8% abaixo do ano passado.

Na última semana, a Tesla apresentou o Roadster, o seu aguardado modelo desportivo, que incorpora tecnologia desenvolvida em parceria com a SpaceX e foi protagonista de uma demonstração na qual conseguiu elevar-se do solo, realizar manobras aéreas e aterrar de forma controlada.

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Taxa de juro no crédito à habitação sobe em setembro para valor mais alto num ano

Casas 17,6% mais caras em 2025

A taxa de juro implícita para a totalidade dos contratos de crédito à habitação subiu em setembro pelo quarto mês consecutivo, para 3,194%, atingindo o valor mais alto num ano, divulgou hoje 21 de outubro o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O valor registado em setembro (3,194%) representa mais 3,2 pontos base que os 3,162% de agosto e é o mais elevado desde setembro de 2025, em que se fixou nos 3,228%.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro subiu de 2,910% em agosto para 2,959% em setembro.

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Netflix cai mais de 5% com apresentação de resultados do terceiro trimestre

Os investidores não reagiram bem à apresentação dos resultados da Netflix no terceiro trimestre. A plataforma de streaming está a cair 5,6% em pré-mercado nesta quarta-feira 21 de outubro depois de ter fechado a sessão de terça-feira 20 de outubro com uma quebra de 1,6%.

Isto vem agravar as quedas que as ações da empresa de streaming estão a acumular desde o início do ano. A Netflix soma uma desvalorização 24,5% desde o início do ano e no espaço de um ano já caiu 44,6%.

A plataforma de streaming recentemente viu um aumento na concorrência. Tal se deveu à luz verde que foi dada à fusão entre a Paramount Skydance e a Warner Bros Discovery. Isto fez com que os serviços de streaming da Paramount e da HBO também se fundissem. A junção cria o segundo maior operador no streaming com 210 milhões de subscritores ficando atrás dos 325 milhões da Netflix, de acordo com o The Current.

A Paramount Skydance venceu a corrida à aquisição da Warner Bros tendo pago para o efeito 110 mil milhões de dólares (95,1 milhões de euros), em final de fevereiro, superando a oferta da Netflix.

A empresa de streaming teve mesmo o negócio fechado, a 5 de dezembro de 2025, para a aquisição da Warner Bros, que incluía os estúdios de cinema e televisão, a HBO Max e a HBO, por 82,7 mil milhões de dólares (73,6 mil milhões de euros). Mas o negócio ficou em suspenso devido ao surgimento, a 8 de dezembro de 2025, de uma oferta pública de aquisição da Paramount Skydance para adquirir a totalidade das ações em circulação da Warner Bros Discovery por 30 dólares (25,60 euros) por ação, o que totalizaria 108,4 mil milhões de dólares, ou 92,4 mil milhões de euros. Esta oferta incluía a totalidade da Warner Bros Discovery, ao contrário do acordo que foi fechado com a Netflix.

Lucro da Netflix subiu 44%

A empresa reportou um crescimento de 44% no seu lucro líquido de 2,5 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) para 3,6 mil milhões de dólares (3,2 mil milhões de euros), no terceiro trimestre, face ao ano anterior. E o lucro operacional teve um incremento de 37% de 3,2 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros) para 4,4 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros).

Os lucros por ação diluído passaram de 0,59 dólares (0,53 euros) para 0,87 dólares (0,78 euros), um crescimento de 49%.

As receitas no terceiro trimestre subiram 11,8% de 11,5 mil milhões de dólares (10,2 mil milhões de euros) para 12,8 mil milhões de dólares (11,4 mil milhões de euros), “ficando em linha com as projeção”, refere a empresa.

“No terceiro trimestre, o crescimento da receita foi impulsionado principalmente pela receita de subscrições, refletindo aumentos no número de membros e nos preços, crescimento das receitas publicitárias e um impacto favorável das taxas de câmbio, líquidas de cobertura. O crescimento do número de membros beneficiou da retenção contínua e saudável em todas as regiões; globalmente e nos Estados Unidos, a taxa de cancelamento melhorou em relação ao ano anterior e foi melhor do que a prevista”, salientou a plataforma de streaming.

E a margem operacional passou de 28,2% para os 34,6%. “Tanto o lucro operacional como a margem do terceiro trimestre superaram as previsões, principalmente devido ao cronograma das despesas e ao ligeiro aumento da receita”, explicou.

O fluxo de caixa subiu ao passar de 2,6 mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros) para os 2,8 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros), um crescimento de 7,6%.

Guidance para o quarto trimestre

A Netflix espera um crescimento da receita de 12% no quarto trimestre para os 13,4 mil milhões de dólares (11,9 mil milhões de euros), “impulsionado pelo crescimento das subscrições, dos preços e das receitas publicitárias”. É estimada uma margem operacional de 26%, que “inclui um impacto negativo de aproximadamente 120 pontos base associado às nossas recentes reduções de pessoal, e compara com 24,5% no mesmo trimestre do ano anterior”. A empresa de streaming explica que estas mudanças organizacionais “permitem continuar a investir agressivamente em áreas de alto impacto para melhorar o nosso serviço e impulsionar o crescimento e a inovação”.

Para o ano de 2026 é esperada uma receita de 51,1 mil milhões de dólares (45,5 mil milhões de euros), ou um crescimento de 13%. “Isto representa 0,2% abaixo do ponto médio da nossa previsão de receitas anterior para 2026”, salienta.

“Embora o crescimento da receita de subscrições tenha superado as nossas expectativas, esperamos atualmente uma receita de anúncios de aproximadamente 2,7 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros) em 2026, contra cerca de 3 mil milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros) anteriormente (devido à implementação um pouco mais lenta do que o esperado de algumas características do produto de anúncios). Prevemos uma margem operacional de 31,5% para 2026 (31,4% com base nas taxas de câmbio de 1 de janeiro de 2026), contra 29,5% em 2025. A nossa projeção atualizada de margem para 2026 inclui um impacto negativo de aproximadamente 30 pontos base associado às nossas reduções de pessoal no quarto trimestre. A nossa previsão implica um crescimento anual do resultado operacional de mais de 20% para 2026”, acrescenta.

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Netflix aumenta lucro em 44% no terceiro trimestre

Netflix

A plataforma de streaming Netflix reportou na terça-feira 20 de outubro uma subida de 44% no seu lucro líquido de 2,5 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) para 3,6 mil milhões de dólares (3,2 mil milhões de euros), no terceiro trimestre, face ao ano anterior. E o lucro operacional teve um incremento de 37% de 3,2 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros) para 4,4 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros).

Os lucros por ação diluído passaram de 0,59 dólares (0,53 euros) para 0,87 dólares (0,78 euros), um crescimento de 49%.

As receitas no terceiro trimestre subiram 11,8% de 11,5 mil milhões de dólares (10,2 mil milhões de euros) para 12,8 mil milhões de dólares (11,4 mil milhões de euros), “ficando em linha com as projeção”, refere a empresa.

“No terceiro trimestre, o crescimento da receita foi impulsionado principalmente pela receita de subscrições, refletindo aumentos no número de membros e nos preços, crescimento das receitas publicitárias e um impacto favorável das taxas de câmbio, líquidas de cobertura. O crescimento do número de membros beneficiou da retenção contínua e saudável em todas as regiões; globalmente e nos Estados Unidos, a taxa de cancelamento melhorou em relação ao ano anterior e foi melhor do que a prevista”, salientou a plataforma de streaming.

E a margem operacional passou de 28,2% para os 34,6%. “Tanto o lucro operacional como a margem do terceiro trimestre superaram as previsões, principalmente devido ao cronograma das despesas e ao ligeiro aumento da receita”, explicou.

O fluxo de caixa subiu ao passar de 2,6 mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros) para os 2,8 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros), um crescimento de 7,6%.

Guidance para o quarto trimestre

A Netflix espera um crescimento da receita de 12% no quarto trimestre para os 13,4 mil milhões de dólares (11,9 mil milhões de euros), “impulsionado pelo crescimento das subscrições, dos preços e das receitas publicitárias”. É estimada uma margem operacional de 26%, que “inclui um impacto negativo de aproximadamente 120 pontos base associado às nossas recentes reduções de pessoal, e compara com 24,5% no mesmo trimestre do ano anterior”. A empresa de streaming explica que estas mudanças organizacionais “permitem continuar a investir agressivamente em áreas de alto impacto para melhorar o nosso serviço e impulsionar o crescimento e a inovação”.

Para o ano de 2026 é esperada uma receita de 51,1 mil milhões de dólares (45,5 mil milhões de euros), ou um crescimento de 13%. “Isto representa 0,2% abaixo do ponto médio da nossa previsão de receitas anterior para 2026”, salienta.

“Embora o crescimento da receita de subscrições tenha superado as nossas expectativas, esperamos atualmente uma receita de anúncios de aproximadamente 2,7 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros) em 2026, contra cerca de 3 mil milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros) anteriormente (devido à implementação um pouco mais lenta do que o esperado de algumas características do produto de anúncios). Prevemos uma margem operacional de 31,5% para 2026 (31,4% com base nas taxas de câmbio de 1 de janeiro de 2026), contra 29,5% em 2025. A nossa projeção atualizada de margem para 2026 inclui um impacto negativo de aproximadamente 30 pontos base associado às nossas reduções de pessoal no quarto trimestre. A nossa previsão implica um crescimento anual do resultado operacional de mais de 20% para 2026”, acrescenta.

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DECO alerta para conteúdos comerciais não identificados como publicidade por influencers

30 DIAS, 30 DENÚNCIAS DE PUBLICIDADE NÃO IDENTIFICADA POR INFLUENCERS

DECO alerta para feeds de redes sociais inundados de conteúdos comerciais não identificados como publicidade pelos influencers. A DECO apresenta uma denúncia diária às autoridades, durante 30 dias, para mostrar a dimensão do problema e os perigos que representa. A Associação pede mais fiscalização e que sejam introduzidas proibições específicas.

Como a DECO já havia denunciado há pouco mais de um ano, apesar do marketing de influência dominar o ambiente digital e estar cada vez mais profissionalizado, é reduzido o número de influencers que identifica corretamente a natureza comercial dos conteúdos que publica e rara a utilização das etiquetas de “parceria remunerada” disponibilizadas pelas plataformas digitais de forma a tornar claro que se trata de um anúncio.

O exercício realizado pela DECO demonstra como o scroll nas redes sociais está carregado de conteúdos comerciais de influencers que preferem apresentar os conteúdos como sugestões desinteressadas e experiências pessoais e que exploram, cada vez mais, setores e produtos que trazem outro tipo de complexidade e de potenciais danos.

Entre publicidade mais banal a hotéis, marcas de roupa e cosméticos, com códigos de desconto e sorteios à mistura, está cada vez mais presente também a publicidade não identificada a suplementos alimentares, sem a sua identificação enquanto tal e a procedimentos estéticos, incluindo aplicação de injetáveis como botox.

A grande maioria das denúncias foi encaminhada para a Direção Geral do Consumidor – DGC, mas também a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica – ASAE e a Entidade Reguladora da Saúde – ERS receberam denúncias no seu âmbito de competências.

A DECO vê com preocupação que a natureza comercial dos conteúdos continue de forma reiterada a não ser identificada e que as publicações de influenciadores cada vez mais explorem áreas como a saúde e alimentação e promovam a publicidade a produtos e serviços potencialmente mais problemáticos a diferentes níveis.

Defende, por isso, mais fiscalização e que produtos e serviços que trazem maiores riscos exigem regras mais apertadas, apelando à introdução de um conjunto de restrições que melhor proteja os consumidores nos canais digitais e não só.

Como reconhecer publicidade disfarçada no seu feed

O elemento comercial está presente sempre que o influenciador recebe qualquer forma de contrapartida pela recomendação.

  1. Há um código de desconto ou um link para o produto? Provavelmente há um acordo comercial por trás.
  2. Sorteios com marcas raramente são espontâneos.
  3. Na dúvida, procure a etiqueta “parceria remunerada” ou menções como #pub, mas lembre-se que a sua ausência não significa que não seja publicidade.
  4. Desconfie de recomendações sobre saúde ou suplementos feitas por quem não é profissional na área.

Informe-se connosco.

Conte com o apoio da DECO MADEIRA através do número de telefone 968 800 489/291 146 520, do endereço electrónico deco.madeira@deco.pt. Pode também marcar atendimento via Skype. Siga-nos nas redes sociais Facebook, Bluesky, Instagram, Linkedin e Youtube!

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Deutsche Bank acredita que IA pode atingir ‘superinteligência’ em 2030

O Deutsche Bank acredita que até 2030 os modelos de inteligência artificial (IA) com melhor desempenho teriam as qualidades de “superinteligência”, ou seja, seriam superiores aos especialistas humanos em todos os domínios.

“Estes seriam modelos de ponta: usá-los seria exatamente como reunir os melhores especialistas humanos numa sala para resolver qualquer problema de negócio. E os equivalentes dos modelos topo de gama de hoje estariam disponíveis, literalmente, em todo o lado, suficientemente comprimidos para serem executados em qualquer telemóvel, tablet ou portátil”, projeta o banco alemão.

A mesma instituição refere que no início de 2026 já existiam exemplos do que uma IA altamente capaz pode fazer. “Dão uma ideia de um mundo com superinteligência, mesmo que a realidade represente um salto muito maior, tanto quantitativa como qualitativamente. Neste ponto, a superinteligência marcaria uma rutura de paradigma, não uma versão mais rápida do que já temos. Em vez de simplesmente executar o que os humanos especificam, só que um pouco melhor, ela especificaria a própria tarefa”, descreve a nota.

Quanto ao custo este poderá tornar-se uma restrição “cada vez menor”, à medida que a inteligência artificial cada vez mais avançada se torna “acessível a preços acessíveis”.

O Deutsche Bank salienta que entre as tecnologias analisadas, “nenhuma se tornou mais barata tão rapidamente” como a IA, com o seu preço a “reduzir-se quase para metade” a cada trimestre nos últimos três anos, em termos comparáveis, ou 13 vezes por ano, segundo dados da Epoch. “Se estes sistemas puderem ser amplamente disponibilizados, as empresas poderão comprar mais serviços complexos, dispendiosos e raros de análise, design e engenharia do que compram hoje”, sublinha.

“Atividades anteriormente antieconómicas poderão tornar-se viáveis ​​​​e, num mercado competitivo, a poupança poderá ser passada para os clientes. O principal factor determinante será se a procura crescerá suficientemente rápido para preservar as margens de lucro. No entanto, uma capacidade superior, por si só, não conduz automaticamente à adoção de inteligência barata e abundante”, refere.

“Tarefas que ainda não se prestam à superinteligência, talvez por exigirem coordenação no mundo real, acabarão, por isso, por exigir preços significativamente mais elevados. Nesta altura, o trabalho cognitivo deixa de ser escasso e o estrangulamento passa a ser os ativos físicos e práticos que não podem ser criados apenas com mais poder computacional, como a eletricidade, os terrenos, o aço e as licenças”, perspetiva a instituição bancária.

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