Jovem morto por tigre em zoológico britânico

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Cerca de uma dezena de criadores de gado da região Norte estão hoje concentrados em Arcos de Valdevez para exigir ao Governo medidas que travem os ataques do lobo e indemnizações “justas” pelos animais mortos por aquela espécie protegida.
“Estamos fartos de canções, queremos ações. O senhor ministro da Agricultura tem-se esforçado na conversa, mas nós não queremos conversa, nós queremos ações”, afirmou à Lusa o porta-voz da União de Produtores de Gado Lesados pelos Lobos (UPGALL).
O responsável falava à porta da Casa das Arcos, em Arcos de Valdevez, onde decorre um fórum sobre pastorícia extensiva com presença de mais de 200 pessoas. A iniciativa, organizada pelo Ministério da Agricultura, vai ser encerrada, cerca das 13:30, por José Manuel Fernandes.
O protesto dos criadores de gado começou cedo com a montagem de cartazes com palavras de ordem como “senhor ministro, não queremos canção. Exigimos ação”, “Não estamos disponíveis para viver de indemnizações”, “O lobo é um parasita psicopata, sanguinário que não tem lugar no nosso território”, “Combater a selvajaria é preservar a soberania” e “Se o lobo prevalecer, o que vamos comer? Deixem de perseguir quem está a produzir”.
Orlando Gonçalves sublinhou que “o gado autóctone é um património genético importantíssimo que está a ser pura e simplesmente devorado”.
“A alimentação humana está a ser desviada para um parasita que não tem qualquer utilidade, é um desestabilizador do ambiente, não é um equilibrador como os tontinhos que o defendem dizem que é. O lobo é o autor do desequilíbrio em que vivemos. Existe um desequilíbrio, um autêntico terrorismo na pecuária aqui na região”, sustentou.
À chegada ao fórum sobre pastorícia extensiva, o secretário de Estado do Ambiente lembrou que “o lobo é uma espécie protegida, o que não significa que os criadores sejam abandonados”.
“Temos tomado variadíssimas medidas no sentido de criar condições para a conservação do lobo e, ao mesmo tempo, compatibilizar com o pastoreio, quer ele seja de modo extensivo ou não”, referiu João Manuel Esteves.
O governante adiantou que “há cerca de um ano foi lançado o programa Alcateia, dedicado exatamente às questões da conservação do lobo e às questões da compatibilização e da mitigação dos prejuízos causados pelo lobo, que é para 10 anos com um valor anual de cerca de um milhão de euros”.
João Manuel Esteves frisou que o “programa contempla um conjunto de medidas, medidas extras que têm a ver com as indemnizações”, e que “este Governo atualizou os valores a pagar pelo quilo de carne, assim como também diversas tipologias dos animais”.
“As indemnizações no mínimo duplicaram e outros até triplicaram. Compreendemos [que] é possível que ainda não seja aquilo que as pessoas todas querem, mas foi dado este salto num espaço de menos de um ano, isso é o facto”, referiu o governante.
Relativamente às vedações, acrescentou, “elas já existem agora, [mas] também temos de arranjar a maneira para serem mais eficazes”.
Adiantou ainda que, em agosto, o Ministério do Ambiente “decidiu agilizar os procedimentos de verificação, da competência do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)”.
“Havia uma redução sistemática do valor a pagar se fosse mais do que um ataque à mesma pessoa, portanto, isso foi eliminado, os ataques são o que são. Também foi eliminada uma outra questão relacionada com desaparecimento do cadáver. Desde que haja a verificação que foi um ataque do lobo, que aconteceu naquelas imediações, então também se paga, agora de forma reduzida”, disse.
O secretário de Estado recordou que “na semana passada foi publicado um despacho que tem a ver com a reabilitação do ecossistema do lobo, com aquilo que é o aumento das presas selvagens e, portanto, são tudo medidas para mitigar estes efeitos”.
“É um passo gigante relativamente àquilo que se passava”, garantiu.
O Programa Alcateia 2025-2035 tem este ano um orçamento de 3,3 milhões de euros para proteger o lobo e indemnizar produtores. Identificou no país quatro núcleos populacionais: Peneda/Gerês, Alvão/Padrela, Bragança e Sul do Douro, num total de 58 alcateias (56 confirmadas, 2 prováveis) e cerca de 300 animais.
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Inês Sousa Real faltou ao debate quinzenal com o primeiro-ministro na passada sexta-feira, 9 de outubro, devido a uma emergência de saúde do seu gato Mikas, que terá sofrido um AVC. A líder do PAN explicou posteriormente a ausência nas redes sociais, sublinhando que nunca tinha faltado a um debate deste género.
Segundo uma publicação feita pela deputada no Instagram, o animal está a recuperar e já regressou a casa. Mikas acompanha Inês Sousa Real há quase 17 anos e, perante o agravamento do seu estado de saúde, a parlamentar decidiu permanecer junto dele em vez de participar no debate.
A líder do PAN contou que o episódio aconteceu na sexta-feira e que foi difícil assistir à degradação do estado de saúde do animal. Segundo escreveu, a médica veterinária considera que a hipótese mais provável é a de Mikas ter sofrido um acidente vascular cerebral.
Apesar do susto, a evolução tem sido positiva. Inês Sousa Real adiantou que o gato está consciente, continua a comer e mantém o comportamento habitual, embora a componente motora pareça ter sido a mais afetada. No domingo, Mikas já tinha regressado a casa.
Foi esta emergência que levou a deputada única do PAN a não marcar presença no debate quinzenal. “Quem acompanha o meu trabalho sabe que nunca faltei a um debate com o Primeiro-Ministro”, escreveu, acrescentando que exerce o mandato com sentido de responsabilidade e compromisso.
Desta vez, porém, diz ter-se visto “forçada a faltar pela primeira vez”. A deputada rejeitou que a ausência tivesse resultado de desconsideração pelo debate ou de falta de compromisso político, explicando a decisão através da relação que mantém com o animal.
Na publicação, Inês Sousa Real defendeu que quem vive ou viveu com um animal de companhia compreenderá a decisão, uma vez que estes acabam por fazer parte da família. A dirigente recordou ainda que Mikas está ao seu lado desde que tinha apenas dois meses.
A deputada resumiu a posição afirmando que “a política exige responsabilidade, mas também humanidade”. O debate dessa sexta-feira terminou sem a intervenção do PAN, depois de os restantes partidos com representação parlamentar terem participado no confronto com o primeiro-ministro.
A ligação entre os dois é antiga. Inês Sousa Real recordou que, ao longo de quase 17 anos, Mikas esteve presente nos momentos mais difíceis da sua vida e que frequentemente percebia quando alguma coisa não estava bem.
A dirigente agradeceu ainda ao hospital veterinário onde o animal é acompanhado e, em particular, à médica que o recebeu durante a emergência. Para a deputada, a rapidez da resposta assumiu especial importância num momento que descreveu como particularmente sensível.
Inês Sousa Real reconheceu que existirão outros debates e mais trabalho parlamentar, mas considerou que, naquele momento, não existia ninguém que pudesse substituí-la junto de Mikas. Foi essa circunstância que, segundo explicou, determinou a escolha de permanecer com o animal.
“Estive, e estarei sempre, onde ninguém me poderia substituir e onde o meu coração estava: com o Mikas”, escreveu no final da publicação. A ausência de sexta-feira tornou-se, assim, a primeira vez em que a líder do PAN faltou a um debate com o primeiro-ministro, segundo a própria.
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Os Bombeiros de Fafe resgataram este domingo um gato bebé que miava insistentemente desde a manhã numa sarjeta, em Moreira de Rei, concelho de Fafe.
O gato, que estava muito assustado, foi retirado sem ferimentos, depois de elementos dos bombeiros terem entrado no labirinto de tubos subterrâneos.



No local estiveram cinco operacionais dos Bombeiros de Fafe.
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A inauguração da exposição de fotografia ‘Amigos (Im)perfeitos’, da autoria de Carlos Filipe, terá lugar esta segunda-feira, 12 de outubro, pelas 17h00 na Biblioteca da Universidade do Algarve (UALg) no Campus de Gambelas.
O projeto do fotógrafo algarvio Carlos Filipe, retrata animais de rua e de abrigo com deficiências ou necessidades especiais, cuja mostra, patente até 30 de outubro, pode ser vista de segunda a sexta-feira, das 08h30 às 20h00 e ao sábado das 09h30 às 15h30, promove a inclusão e a adoção, provando que o amor supera qualquer limitação física ou estética.
A Expo Animal regressa este domingo ao Forum Braga para o segundo e último dia de uma edição que reúne criadores, profissionais, expositores, famílias e apaixonados pelo mundo animal.
Depois de um primeiro dia com programação diversificada, a feira promovida pela InvestBraga volta a abrir portas com novas oportunidades de descoberta e contacto com diferentes espécies.
Os visitantes poderão acompanhar concursos e exposições, conhecer de perto várias raças e explorar os espaços dos 58 expositores presentes, que apresentam produtos, serviços e soluções dedicados ao universo animal.
Com uma programação pensada para diferentes idades, o último dia constitui “uma oportunidade para descobrir a diversidade do mundo animal, assistir a momentos de competição e participar numa experiência que valoriza a relação entre pessoas e animais”, refere a organização.
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Escolher uma cama confortável para o cão pode não ser suficiente para garantir que descansa bem. O local onde é colocada também faz diferença e há zonas da casa que os veterinários recomendam evitar.
Corredores movimentados, entradas, locais com correntes de ar ou zonas demasiado próximas de fontes de calor são alguns dos exemplos apontados por especialistas ouvidos pela revista Good Housekeeping.
Curiosamente, também não é necessariamente o dono que sabe qual é o melhor lugar. O comportamento do próprio animal pode dar uma pista importante.
Carly Fox, veterinária do Schwarzman Animal Medical Center, em Nova Iorque, explica que os cães têm preferências diferentes relativamente ao local onde dormem, tal como acontece com as pessoas.
Idealmente, a cama deve ficar numa zona onde o animal se sinta protegido, mas continue integrado no quotidiano da família.
Um canto da sala ou do quarto onde a família passa bastante tempo pode ser uma opção. É também importante que o cão consiga entrar e sair facilmente da cama e não se sinta encurralado.
Quem utiliza uma transportadora ou crate pode colocar uma cama no interior, desde que a porta permaneça aberta. Desta forma, o animal dispõe de um espaço previsível e mais reservado para descansar.
Karen Halligan, veterinária e cirurgiã veterinária no Marina Veterinary Center, na Califórnia, chama a atenção para uma situação frequente: os donos compram uma cama cara, escolhem onde a querem colocar e depois não percebem por que motivo o cão prefere dormir no chão.
Nesse caso, a solução pode ser bastante simples.
Se o animal se deita repetidamente ao lado da cama, em vez de se deitar nela, experimente deslocá-la para o local que o cão escolhe naturalmente para dormir.
Há, contudo, locais que devem ser evitados independentemente das preferências do animal.
As zonas com muita passagem, como corredores, entradas da casa ou caminhos utilizados frequentemente pelas pessoas, podem manter o cão constantemente atento devido ao movimento, ao ruído e às interrupções.
Colocar a cama junto às escadas também pode não ser uma boa ideia. Além da movimentação, deve evitar-se qualquer lugar elevado do qual o animal possa cair ou tenha de saltar para sair.
Este cuidado é particularmente importante no caso de cães mais velhos ou com problemas nas articulações, uma vez que saltar pode aumentar desnecessariamente a pressão exercida sobre estas zonas.
Janelas com correntes de ar e saídas de ventilação são outros locais pouco aconselhados para a cama do animal.
O mesmo acontece no extremo oposto. Radiadores, lareiras ou locais sujeitos durante muito tempo a luz solar direta podem tornar-se demasiado quentes e comprometer a qualidade do descanso.
Em casas com vários animais existe ainda outro fator a considerar. Se um gato, por exemplo, costuma ocupar a cama do cão e isso provoca comportamentos territoriais, os especialistas aconselham a separar os respetivos espaços de descanso.
No final, observar onde o cão escolhe espontaneamente deitar-se pode ser uma das formas mais simples de encontrar o lugar certo, desde que seja uma zona segura, tranquila e com uma temperatura confortável.
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A Quercus defendeu esta quinta-feira a criação de um plano “estruturado e abrangente” para responder ao aumento da presença de javalis em zonas urbanas, considerando que o projeto-piloto do Governo baseado em incentivos ao abate é insuficiente para enfrentar o problema a longo prazo.
Para a organização ambientalista, a resposta deve ir além da redução do número de animais e integrar diferentes áreas de intervenção. “A gestão populacional do javali em Portugal deve ser enquadrada, na opinião da Quercus, através de um Plano de Ação estruturado e abrangente, com medidas multisectoriais que abordem a raiz do problema e apresentem resultados a longo prazo”, refere a associação, em comunicado.
A posição surge num contexto de registo de problemas relacionados com a presença de javalis em diferentes regiões do país, entre os quais prejuízos na agricultura e acidentes rodoviários.
A Quercus defende, contudo, que é necessário conhecer primeiro a dimensão e distribuição do problema. A associação considera que “antes de pagar pelo abate dos animais, é preciso saber se e onde existem efetivamente densidades excessivas”, sublinhando que o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) fala em “correção de densidade, pelo que pagar por cabeça e abater o maior número possível de animais não significará necessariamente um resultado eficaz e uma redução dos prejuízos”.
Para combater os prejuízos causados pela presença dos javalis, a Quercus avançam com medidas “que podem e devem ser implementadas”, como o investimento na proteção das culturas agrícolas, a necessidade de garantir que as compensações aos agricultores afetados são justas e estão a ser pagas e a adoção de estratégias que visam uma caça sustentável.
“Se a caça é apresentada como instrumento de gestão populacional, é necessário avaliar também o seu efeito sobre a população e os danos no ecossistema e na biodiversidade, e não apenas apresentar o número total de animais abatidos”, referiu a organização, que também quer saber se a densidade populacional do javali vai ser quantificada antes e depois da implementação do projeto-piloto.
O Governo vai lançar um projeto-piloto, que se baseia num incentivo para combater o aumento da densidade populacional dos javalis em 60 concelhos do país, através do pagamento pelo abate de machos (50 euros) e fêmeas (70 euros), segundo a Quercus, uma organização não governamental e sem fins lucrativos.
“Pagar por cabeça e abater o maior número possível de animais não significará necessariamente um resultado eficaz e uma redução dos prejuízos”, considera a Quercus, frisando que “vê com cautela a criação do projeto-piloto de incentivo ao abate de javalis, na medida em que acaba por tratar a consequência em vez de lidar com as causas”.
Segundo a Quercus, a “regressão histórica do lobo-ibérico, um predador natural do javali, em grande parte do território português é um dos fatores-chave que explica a aparente maior densidade populacional e dispersão geográfica do javali”.
Outro fator que também contribui para a dispersão do javali está, de acordo com a organização, relacionado com “o abandono progressivo da gestão do território e a diminuição do habitat natural disponível”, uma vez que com menos recursos disponíveis nos ecossistemas naturais, os animais procuram alimento noutros locais, invadindo explorações agrícolas ou até mesmo contentores de resíduos urbanos.
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A Expo Animal está de volta ao Forum Braga no sábado e domingo, com mais expositores e cerca de 1.000 cães e 280 gatos a participar.
Depois de ter recebido cerca de 21 mil visitantes em 2025, a Expo Animal deste ano contará com 58 expositores, um aumento de 5% face à edição anterior.
Para Luís Rodrigues, administrador executivo da InvestBraga, a evolução da Expo Animal demonstra a capacidade de construir um evento que ultrapassa a dimensão estritamente expositiva. “A Expo Animal tem demonstrado, edição após edição, uma enorme capacidade de mobilização, atraindo milhares de pessoas ao Forum Braga. Em 2025, recebemos cerca de 21 mil visitantes e este ano voltámos a crescer também na componente expositiva, passando de 55 para 58 expositores. São números que confirmam a consolidação de um evento que tem vindo a ganhar dimensão e relevância”, destacou, esta quarta-feira, na apresentação do evento.
A edição de 2026 do evento organizado pela InvestBraga volta também a assumir uma dimensão internacional, através da presença de participantes e juízes provenientes de diferentes geografias. A vertente profissional e competitiva cruza-se, ao longo dos dois dias, com uma programação dirigida ao grande público, permitindo à Expo Animal reunir criadores, especialistas, famílias e apaixonados pelo mundo animal num mesmo evento, segundo a organização.
A edição deste ano reforça a estratégia de transformar a visita à Expo Animal numa “experiência mais abrangente, acrescentando novas iniciativas e momentos de contacto, descoberta e aprendizagem”. A componente de pedagogia e sensibilização assume, neste contexto, uma “importância crescente”, com particular atenção às gerações mais novas. Através da programação, a organização pretende “promover uma relação mais informada e responsável com os animais e sensibilizar para temas relacionados com o seu cuidado e bem-estar”.
“Não queremos que a Expo Animal seja apenas uma exposição de animais. Queremos que seja um espaço que proporciona experiências, transmite conhecimento e contribui para sensibilizar quem nos visita. Há uma aposta muito concreta nas gerações mais novas e a diversidade da programação demonstra que estamos disponíveis para utilizar também as nossas feiras como instrumentos capazes de fazer a diferença nas comunidades”, sublinhou Ana Rita Ribeiro, diretora do Forum Braga.
A programação foi, por isso, construída para proporcionar um dia diferente em família, conjugando entretenimento, contacto com diferentes animais, competição e momentos de aprendizagem. A vertente competitiva mantém-se como um dos pilares da Expo Animal 2026, reunindo criadores e exemplares de referência e reforçando a capacidade de Braga para acolher provas com elevados padrões técnicos e organizativos.
De acordo com José Olímpio, diretor de operações do Forum Braga, a organização tem vindo a trabalhar para garantir condições adequadas não apenas nas áreas onde decorrem as competições, mas também nos espaços destinados à preparação dos animais e na circulação do público.
“A componente competitiva é um dos elementos essenciais da Expo Animal. Temos procurado garantir todas as condições para que os criadores que vêm a Braga encontrem uma organização à altura das suas expectativas e para que, simultaneamente, o público consiga circular de forma fluida e acompanhar as diferentes provas”, explicou.
As monográficas e provas especializadas voltam a assumir um papel de destaque. Entre os momentos que exigem uma resposta organizativa reforçada encontra-se a presença do Pastor Alemão, pela dimensão e especificidades associadas à respetiva competição.
A componente felina chega igualmente a 2026 com um novo marco. “Este ano batemos o recorde de participação nos gatos. É um resultado que demonstra o crescimento desta vertente da Expo Animal e que, naturalmente, coloca a fasquia ainda mais alta para 2027”, salientou José Olímpio. Ao longo do fim de semana serão ainda distinguidos os melhores exemplares presentes nas diferentes competições, culminando com a eleição do melhor cão e do melhor gato da Expo Animal 2026.
A exposição funciona, em ambos os dias, entre as 10:00 e as 19:00. Os bilhetes custam 2 euros (4 aos 10 anos) e 3,5 euros (11 anos ou mais), sendo que as crianças até aos três anos têm entrada gratuita.
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A Marina de Albufeira recebe, entre sexta-feira e domingo, 9 a 11 de outubro, a segunda edição da Feira Equestre do Sul, que reúne competições, demonstrações, espetáculos e outras atividades relacionadas com o universo do cavalo. A entrada é livre.
Organizado pela Câmara Municipal de Albufeira, o certame procura, segundo a autarquia, combinar desporto, tradição e música ao longo de três dias, com propostas destinadas tanto aos apreciadores das modalidades equestres como ao público que pretende conhecer melhor este universo.
O programa inclui provas de Dressage, Equitação de Trabalho e saltos de obstáculos, além de demonstrações, Cavalhadas e um Desfile de Coudelarias. A oferta é complementada por exposição, artesanato e tasquinhas.
A abertura do recinto está marcada para as 17:00 de sexta-feira, seguindo-se a inauguração oficial às 18:00.
Um dos principais momentos da primeira noite será o espetáculo equestre das 21:30, que contará com a participação da Charanga da GNR e acompanhamento musical de Gonçalo Rosa, na guitarra portuguesa, e Melissa Simplício, na voz.
A programação musical de sexta-feira fica completa com um concerto dos Compis del Cante.
A vertente competitiva prolonga-se durante todo o fim de semana. Entre as provas previstas encontra-se a Taça de Dressage do Sul, cuja final está marcada para domingo, além das competições de Ensino, Maneabilidade e Velocidade de Equitação de Trabalho.
Os concursos de saltos de obstáculos e a prova de Obstáculos/Potência fazem igualmente parte do programa desportivo preparado para esta segunda edição.
A organização reservou também espaço para a aprendizagem e partilha de conhecimentos. Bruno Rodrigues Silva orientará duas masterclasses de Dressage, na sexta-feira e no domingo, enquanto o Picadeiro Fernando de Oliveira apresentará uma demonstração com Bruno Cavalinhos.
O Traje Português de Equitação estará igualmente em evidência através de um workshop dedicado à ligação entre o universo equestre e o património cultural associado ao cavalo.
No sábado, as Cavalhadas e o Desfile de Coudelarias assumem particular destaque. O desfile está marcado para as 21:30 e contará com a participação da fadista Sara Paixão.
A noite prossegue com a atuação do DJ Alexandre Ramos.
O último dia da Feira Equestre do Sul será dedicado, entre outros momentos, às finais das competições e à entrega de prémios. O encerramento está previsto para as 18:00, com um sunset animado pelo DJ Gonçalo Rosa.
O Município de Albufeira apresenta a feira como uma iniciativa destinada a aproximar diferentes públicos do mundo equestre, conjugando competição, cultura e convívio num programa aberto às famílias.
A segunda edição da Feira Equestre do Sul conta com o apoio da Marina de Albufeira e a parceria da DeCasta.


Um parque de acesso gratuito em Tavira permite observar gamos em liberdade, fazer percursos pela mata e aproveitar uma zona de merendas longe das praias mais procuradas do Algarve. Trata-se do Parque de Lazer da Mata da Conceição, um espaço verde com aproximadamente 40 hectares integrado numa área florestal bastante mais extensa.
Uma publicação da autoria da página de Instagram @mileswithmi refere que uma das principais particularidades do parque é precisamente a presença dos gamos, uma espécie pertencente à família dos veados. Atualmente, vivem ali algumas dezenas destes animais, que circulam pelo espaço e podem ser observados por quem visita a mata.
A presença destes animais no parque remonta a setembro de 1997. Nessa altura, a Autoridade Florestal Nacional introduziu no espaço apenas três exemplares: uma fêmea adulta, uma cria e um macho jovem.
Com o passar dos anos, a população aumentou e os gamos tornaram-se uma das imagens mais características desta zona de lazer. Apesar disso, quem visita o parque encontra muito mais do que os animais, uma vez que todo o espaço está preparado para atividades ao ar livre.
O parque faz parte do Perímetro Florestal da Conceição de Tavira, que ocupa cerca de 457 hectares. A arborização desta área começou em 1920, inicialmente através da plantação de espécies como acácias e eucaliptos.
Na época, a utilização do território tinha sobretudo objetivos florestais e económicos. Entre as finalidades encontrava-se a produção de lenha destinada aos fornos de cal, antes de parte da propriedade assumir a atual função recreativa.
Mais tarde, aproximadamente 40 hectares foram vedados e convertidos no atual Parque de Lazer da Mata da Conceição. O recinto dispõe de diferentes percursos pedestres, com extensões que variam entre cerca de um quilómetro e 2,4 quilómetros.
Segundo a mesma fonte, existem ainda parque de merendas, parque infantil e um observatório de aves. A combinação destas estruturas permite que o espaço seja utilizado tanto por famílias como por quem procura caminhar ou passar algumas horas em contacto com a natureza.
Nos meses de verão são também promovidas diferentes iniciativas no parque. Entre as atividades referidas encontram-se caminhadas, sessões de ioga, observação de aves e estrelas e programas que incluem acampamentos.
Existe, porém, uma regra importante para quem pretende visitar o espaço: não é permitida a entrada de animais de estimação. A restrição assume particular relevância num parque onde existe uma população de gamos a circular livremente.
O Parque de Lazer da Mata da Conceição pode ser visitado ao longo de todo o ano, embora os dias e horários de funcionamento sejam diferentes consoante a estação. Entre 22 de setembro e 20 de junho, abre aos fins de semana e feriados, entre as 10 h e as 17 h.
Já entre 21 de junho e 21 de setembro, o funcionamento é mais alargado, de terça-feira a domingo e feriados, entre as 11 h e as 19 h. A entrada permanece gratuita, permitindo conhecer uma zona menos associada à imagem habitual do Algarve e onde os gamos são uma das principais atrações.
A Associação Projecto Animais de Barcelos (APAB) está à procura de um terreno, preferencialmente nos arredores de Braga, para construir de raiz um novo centro de proteção animal, foi hoje anunciado.
Em comunicado enviado a O MINHO, a APAB salienta que tem 19 anos de atividade, já ajudou mais de 8.000 animais e tem atualmente 80.000 euros de apoio aprovado pela Direção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV) para a construção do novo centro.
“No entanto, a concretização do projeto depende agora de encontrar um terreno com as características adequadas. O atual abrigo funciona num espaço arrendado, que terá de ser desocupado, e encontra-se bastante degradado, chegando a entrar água nas boxes quando chove”, explica a APAB.
Por isso, a associação barcelense procura “um terreno com pelo menos 2.500 m², preferencialmente agrícola, sem condicionantes RAN ou REN, com água e eletricidade nas proximidades e sem habitações imediatamente confinantes”.
“Temos o financiamento aprovado, temos o projeto e temos uma equipa com competências em comportamento e bem-estar animal, treino, educação e psicologia. O que nos falta é o terreno onde tudo isto possa acontecer”, explica Patrícia Ramalho, fundadora e presidente da APAB, citada no comunicado.
A urgência é acrescida pelas condições do atual abrigo. O espaço é arrendado e o senhorio já comunicou à associação que terá de ser desocupado. As instalações encontram-se também bastante degradadas, ao ponto de entrar água nas boxes quando chove.
Nos últimos cinco anos, a associação tem registado uma taxa de sucesso nas adoções próxima dos 100%, resultado que atribui, entre outros fatores, ao acompanhamento realizado após a adoção.
“Para nós, a adoção não termina quando o animal sai do abrigo. O acompanhamento pós-adoção é uma parte essencial do nosso trabalho e permite prevenir problemas, apoiar as famílias e garantir que as adoções são realmente bem-sucedidas”, explica Patrícia Ramalho.
A construção de um centro de raiz permitirá melhorar significativamente as condições de acolhimento dos animais e criar espaço para desenvolver novos projetos nas áreas da neurodivergência, educação de crianças e interação entre pessoas e animais.
“Não estamos à procura de financiamento para começar um projeto. Temos já um apoio aprovado. Precisamos de encontrar o terreno que nos permita concretizá-lo”, sublinha a presidente da APAB, apelando, por isso, a proprietários, empresas, instituições ou particulares que possam conhecer um terreno com estas características ou ajudar a encontrar uma solução.
O conteúdo Associação de Barcelos procura terreno para construir centro de proteção animal aparece primeiro em O MINHO.
O PAN agendou para debate no Parlamento, no próximo dia 21, duas iniciativas legislativas para criar um registo nacional de agressores de animais e para criminalizar autonomamente a prática de zoofilia em Portugal.
Estas duas iniciativas foram anunciadas pelo PAN, em comunicado, hoje, dia em que se assinala o Dia do Animal.
Para reforçar a proteção dos animais, o partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) quer criminalizar autonomamente a prática de zoofilia, reforçando por esta via “a proteção penal dos animais e garantindo uma resposta mais eficaz perante atos de natureza sexual praticados sobre animais”.
Já com a criação do registo nacional de agressores de animais, segundo o PAN, o objetivo é “garantir o acesso das entidades competentes, como as associações de proteção animal, às condenações ou contraordenações por crimes contra animais, promovendo a fiscalização, garantindo o cumprimento das penas e prevenindo a reincidência dos maus-tratos a animais”.
Em comunicado, o PAN adianta, ainda, que vai avançar no Parlamento com um conjunto de diplomas “para prevenir e combater o abandono”.
Projetos que, de acordo com este partido, “vão desde o apoio às famílias, à realização de campanhas de esterilização, mas também medidas mais dissuasoras, como a perda de pontos na carta de condução ou a licença de condução para quem abandona animais na estrada ou na via pública”.
O conteúdo PAN quer criar registo nacional de agressores de animais aparece primeiro em O MINHO.
Ter um cão inteligente e com grande capacidade de aprendizagem pode parecer uma vantagem para qualquer família. No entanto, no caso do Pastor Alemão, são precisamente algumas destas qualidades que exigem mais dedicação por parte dos donos.
O alerta é feito pelo educador canino Manuel Balibrea, que abordou nas redes sociais algumas das raças que considera particularmente exigentes e que, por esse motivo, não recomenda a qualquer pessoa.
No caso do Pastor Alemão de linhas de trabalho, o especialista destaca sobretudo a combinação entre inteligência, energia e disciplina.
“O Pastor Alemão de trabalho é esforço, inteligência e disciplina em estado puro”, afirma Manuel Balibrea, citado pelo El Economista.
A elevada capacidade de aprendizagem desta raça significa também que necessita de oportunidades para utilizar essas competências. Não basta, por isso, limitar a rotina do animal a pequenos passeios para fazer as necessidades.
Exercício físico, educação e atividades que proporcionem estímulo mental devem fazer parte da rotina, sobretudo quando se trata de exemplares com elevada motivação para o trabalho.
O próprio especialista descreve cada movimento destes cães como uma demonstração de “energia contida” e considera que foram selecionados para conseguir trabalhar sob pressão.
É precisamente aqui que pode começar o problema para alguns donos. Um Pastor Alemão sem atividade suficiente ou sem uma educação adequada pode tornar-se difícil de gerir.
“Este cão precisa de desafios diários, direção firme e alguém capaz de estar à altura”, explica Manuel Balibrea.
O especialista alerta ainda que, “nas mãos erradas”, toda esta capacidade pode transformar-se num problema, razão pela qual considera essencial perceber as necessidades da raça antes de levar um exemplar para casa.
A facilidade de treino do Pastor Alemão é reconhecida também por organizações especializadas. O American Kennel Club (AKC), por exemplo, caracteriza a raça como inteligente, corajosa e confiante, destacando a sua predisposição para aprender diferentes tarefas.
Estas características ajudam a explicar a utilização histórica de Pastores Alemães em funções policiais, militares, de busca e salvamento, assistência e outras atividades de trabalho.
Contudo, nem todos os Pastores Alemães apresentam exatamente o mesmo nível de energia ou temperamento. A linhagem, idade, socialização, treino e características individuais têm influência no comportamento de cada animal.
Antes de escolher esta raça, o mais importante é, por isso, perceber se existe disponibilidade para lhe proporcionar exercício, treino, socialização e estímulo mental de forma regular. A inteligência que tornou o Pastor Alemão famoso pode ser uma enorme vantagem, mas exige igualmente tempo e dedicação por parte do dono.
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