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Os trunfos que deram a vitória à Lufthansa na corrida à TAP

A oferta mais alta foi decisiva, mas uma proposta de ações para o Estado e uma escola de pilotos em Tancos também contribuíram para a vitória do grupo alemão. A privatização da TAP em 14 respostas.

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Pinto Luz e Luís Montenegro relançaram o cenário de venda total da TAP nesta legislatura, mas decisão implica apoio de pelo menos um dos maiores partidos da oposição
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Act before El Niño: Expert worries about deepening hunger in East and South Africa

El Niño, a naturally occurring climate pattern that involves unusually warm surface waters in the central and eastern equatorial Pacific Ocean can alter atmospheric circulation and significantly influence rainfall and temperatures patterns far beyond the ocean, according to the World Meteorological Organization (WMO). The WMO, the United Nations’ weather agency, says this warming is already underway and getting stronger. In an Oct. 8 update, it put the chance of an El Niño continuing through February 2027 at nearly 100%. It expects the event to be strongest in December. Regional forecasters predict a 90% chance of heavier-than-usual rain in southern Ethiopia, central to southern Somalia and northeastern Kenya between October and December 2026. Excessive rainfall could cause flooding, destroy crops, spread disease and make health services inaccessible in some areas, depending on local conditions and the season. A National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) map illustrates typical seasonal rainfall shifts associated with El Niño, rather than a specific forecast for 2026. Graphic courtesy of NOAA. Action Against Hunger, an international aid organization, says families in southern Madagascar are enduring food shortages earlier than usual following a season of poor harvests. Its teams are treating children for malnourishment, as households continue to endure worsening food insecurity. Cuts in aid are also making help to tackle malnourishment harder to obtain. The United Nations International Children’s Fund (UNICEF) reported on Aug. 21 that 205 health and nutrition facilities in Somalia had closed because of funding cuts, forcing families to travel farther to find care.…This article was originally published on Mongabay

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Medellín begins demolition of a house owned by Pablo Escobar where alleged ‘satanic rituals’ took place

Medellín city hall has begun demolishing a house that once belonged to drug lord Pablo Escobar in the Diamante 2 neighborhood of the El Poblado district in the capital of Antioquia. The property, one of the many owned by the head of the Medellín Cartel, who was killed in 1993, had been abandoned, although authorities say it was being used to hold satanic rituals, for sexual activity, and for drug use. It had also become a security problem in one of the city’s most tourist-heavy neighborhoods. On Tuesday, the local administration began intervening on the site.

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© Alcaldía de Medellín

Demolition work on Pablo Escobar's house in Medellín on Wednesday.
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Roller coaster rider's death puts spotlight on safety of ever more thrilling rides

The horrific death of a man who was ejected from a Six Flags roller coaster in Georgia is drawing attention to the safety of amusement park rides that have become increasingly faster and steeper in their quest for the biggest thrill.

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Escritor Joaquim Arena preenche vazios de Europa negra invisibilizada

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Revelar uma Europa negra, apagada das narrativas oficiais, é o que propõe o autor luso-cabo-verdiano Joaquim Arena, que revisita a presença de africanos e seus descendentes no continente europeu por meio do livro Debaixo da nossa pele (2017).

A partir de viagens por Portugal, arquivos e relatos, o escritor reconstrói trajetórias de personagens negros pouco conhecidos. A jornada também se cruza com a história da migração cabo-verdiana para Lisboa e com a trajetória do próprio escritor.

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Arena nasceu na Ilha de São Vicente, em Cabo Verde, em 1964. É filho de pai português e de mãe cabo-verdiana e viveu grande parte da sua vida em Lisboa. Em Portugal, ele se formou em direito e iniciou a carreira em jornalismo.

O escritor está no Rio de Janeiro para participar do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-RJ), no centro da capital fluminense, às 17h30 desta quarta-feira (14).

Autor de seis romances, traduzidos em várias línguas, Arena escreveu Siríaco e Mister Charles, vencedor do Prémio Oceanos de Literatura, na categoria Prosa, em 2023. Atualmente, reside em Cabo Verde, na cidade de Praia.

Cabo Verde e Brasil

Com o tema “Romance histórico: onde a realidade encontra a ficção”, o encontro gratuito propõe uma conversa sobre memória, pertencimento, identidade e as marcas do passado colonial que permanecem no presente.

A partir da obra de Arena, o evento busca aproximar experiências históricas e culturais de Cabo Verde e do Brasil, dois países atravessados por deslocamentos populacionais, encontros entre diferentes culturas e pelas relações entre África e Europa.

O autor conta que Debaixo da nossa pele fala da miscigenação e da circulação dos povos da África para a Europa. O público poderá perceber semelhanças com a formação do Brasil.

“Debaixo da nossa pele fala dessa condição humana de deslocamento das pessoas de um país a outro, levadas por questões econômicas, sociais e políticas. O livro faz essa síntese, pois a circulação continua ainda hoje, é positiva, abre oportunidades de novas janelas de vida para muitas pessoas”, diz Arena.

 

Rio de Janeiro (RJ), 14/10/2026 – O escritor luso-cabo-verdiano, Joaquim Arena, que participará do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-RJ),  fala à Agência Brasil, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 14/10/2026 – O escritor luso-cabo-verdiano, Joaquim Arena, que participará do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-RJ),  fala à Agência Brasil, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O escritor luso-cabo-verdiano, Joaquim Arena, que participará do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-RJ). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Preenchendo vazios

Para o escritor, a história tem um poder atrativo mais forte do que o presente.

“Sou levado a encontrar, no meio dos fatos históricos, os vazios. São esses vazios que eu pretendo preencher através da minha ficção. Aproveito episódios verídicos que são muito inspiradores para que nós imaginemos uma personagem. Fico com vontade de saber mais, senão eu invento a personagem”, afirma o autor.

Arena conheceu a literatura brasileira aos 12 anos, com a obra de Jorge Amado. Ele se identificou com o livro Meu pé de laranja lima, de José Mauro de Vasconcelos, que também fez parte da sua formação. Para ele, foi uma porta de entrada de uma literatura que não era portuguesa, europeia nem africana.

“Nós, das antigas colônias portuguesas, recebemos a literatura brasileira como uma janela para um mundo muito semelhante ao nosso".

"Jorge Amado, com sua Bahia, está na formação de muitos autores lusófonos na África. Depois, vamos crescendo e encontrando Guimarães Rosa, José Lins do Rêgo, Graciliano Ramos. O romance da década de 30 fala dos retirantes, da seca. É uma realidade muito próxima da nossa”, diz Arena.

O autor acredita que um clube de leitura é um reduto onde se mantém ainda uma magia e em que se ouve falar de invenções.

“Há um pacto do autor com o público. O escritor sabe que o que ele inventou não existiu. O leitor sabe que o romance saiu da imaginação. Isso cada vez mais num mundo acelerado, com redes sociais, com streamings”.

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Student protests in Albania turn violent as demonstrators clash with police

Dozens of people detained after government building and two banks set on fire as tens of thousands march over education costs and corruption

Tens of thousands of students have taken to the streets of Tirana, the Albanian capital, setting alight a government building and two banks and hurling stones at police during a protest over rising education costs and ⁠corruption.

Police responded with water ⁠cannon and teargas to disperse protesters who started a fire at the ministry of education building, overturned bins and smashed the fronts of local businesses. A branch of Raiffeisen Bank near the education ministry also caught fire.

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© Photograph: Florion Goga/Reuters

© Photograph: Florion Goga/Reuters

© Photograph: Florion Goga/Reuters

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Economia. Na TAP quem ganha é a Alemanha e um orçamento bege

O Governo escolheu a Lufthansa para ser o parceiro da TAP. Por 1.201 milhões de euros, os alemães podem ficar com 49,9% da companhia. E abrem a porta à entrada do Estado no capital da Lufthansa.

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CPI a Luís Neves: André Ventura será chamado a depor

Aguiar-Branco nega "bloqueios" porque "instituições fucionaram", mas Ventura desmente já fora da sala. Livre pede audição de Ventura e Chega rejeita qualquer suspensão dos trabalhos da comissão.

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

André Ventura — agora no papel de presidente desta CPI — começou por prometer contenção institucional
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Lufthansa propõe investir 500 milhões na base de Tancos

Proposta do grupo alemão que foi escolhida para a TAP prevê a instalação de escola de pilotos no aeródromo militar de Tancos que envolve o uso da pista também para voos civis. Estado será parceiro.

© TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

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Russia attacked Ukrainian retailer Epicentr’s warehouse 10 times in one day, destroying about 85% of goods, company says

Epicentr’s attack 13 october

Russian forces attacked Epicentr’s hub in Khmelnytskyi, a city in western Ukraine, 10 times on 13 October, starting five large fires that destroyed about 85% of the goods stored inside, the company said.

Epicentr is a Ukrainian chain of home-improvement and household-goods stores. The attack adds pressure to Ukraine’s logistics network, already damaged by Russian strikes. On 10 September, Ukrainian entrepreneur Ruslan Shostak, co-owner of the popular retail chains Eva and Varus, said that 2.1 million square meters of Ukraine’s modern warehouse space had been destroyed since Russia’s full-scale invasion began. He put the country’s total modern warehouse space at approximately 5 million square meters. The strike on the hub came the same day Russia opened a barrage of 39 ballistic missiles on Ukraine’s power grid.

About 30 drones in the sky kept the fire from being put out, and the hub burned down completely overnight, Epicentr said. None of its people were hurt, the company said.

“The most important thing is that all our people are alive,” Epicentr wrote.

Russia had earlier completely destroyed Epicentr’s two largest logistics complexes, in Kyiv and Kyiv Oblast, the company said. The Khmelnytskyi hub had remained effectively its only surviving large warehouse complex. Goods were sent from there to the company’s shopping centers, and people worked there every day “so that millions of Ukrainians could buy what they need,” it wrote. Epicentr described every such attack as a blow to Ukrainian businesses’ ability to operate, pay wages, preserve jobs, and support the country’s economy.

Epicentr’s earlier losses

Epicentr said in August that 10 of its shopping centers had been completely destroyed since February 2022. Another 13 retail sites had been damaged, and one in Melitopol remained under Russian occupation, it said. At the time, the company operated 70 shopping centers, down from 80 at the end of 2021.

Earlier, during a Russian missile attack overnight on 5 August, Epicentr’s logistics center in Kyiv burned down completely, Epicentr’s Yulia Chudnovets said. The company’s ceramic tile plant in Kalynivka, one of the largest in Ukraine, was effectively lost, she said. One employee was killed and three were injured, she added.

fourth ukrainian pharmaceutical warehouse has burned russian strike since start month · post fire damage medicine distributor badm after odesa ukraine 14 2026 росіяни зруйнували вже четвертий склад ліків за
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A fourth Ukrainian pharmaceutical warehouse has burned in a Russian strike since the start of the month

On 25 May 2024, Russian airstrikes on an Epicentr hypermarket in Kharkiv killed 19 people, Interior Minister Ihor Klymenko said.

Attacks across Khmelnytskyi Oblast

Fires broke out at enterprises in Khmelnytskyi and Shepetivka districts on 13 October, Serhii Tiurin, head of the Khmelnytskyi Oblast Military Administration, reported. He did not name the enterprises. On 14 October, Tiurin said one of the fires had been put out, and crews were still fighting the other. Khmelnytskyi Mayor Oleksandr Symchyshyn said six people were injured in Khmelnytskyi district that day, where Russian strikes damaged private enterprises, a gas station, and a medical facility.

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Chi è Nathanaël Combary, il giovane (di destra) che guida le protesta in Francia

Nathanaël Combary è un ragazzo di 18 anni impegnato in politica. È presidente del consiglio di amministrazione del Liceo Renouveau èd è diventato uno dei principali volti della mobilitazione che ha acceso le piazze della Francia.

Dall’inizio delle manifestazioni, Combary si è impegnato a portare avanti la sua visione di trasformazione del sistema scolastico francese. Un’idea simile a quella di giovani esponenti della sinistra, come il giovanissimo Elwan B. (qui l’articolo di Formiche.net), anche se con origini e tendenza diverse.

Come riferisce il quotidiano Le Figaro, Combary da poche settimane non frequenta più le scuole superiori, ma continua a rappresentare gli studenti. È ospite fisso in programma televisioni, dove sostiene le rivendicazioni degli studenti e la prosecuzione del movimento. Si è recato al Ministero dell’Istruzione Nazionale con altri leader di organizzazioni studentesche per chiedere spiegazioni al ministro Édouard Geffray. Ha una posizione più moderata, rispetto ad altri, sulla piattaforma Parcoursup, sistema di ammissione all’istruzione superiore in Francia, e ha preso le distanze dagli episodi di violenza nelle proteste.

Ma la notorietà è arrivata davvero quando sulla piattaforma X, il leader di sinistra Jean-Luc Mélenchon ha definito Combary come un “finto studente liceale orchestrato da BFM (emittente televisivo, ndr) e di essere “pagato senza dirlo dalla Renaissance”. Il leader di La France Insoumise lo ha accusato di denunciare la cooptazione politica del movimento.

Combary aveva iniziato uno stage a fine agosto presso Minerva, un’agenzia diretta da Louis Jublin, ex consigliere del premier Gabriel Attal. Tuttavia, il ragazzo sostiene di aver lasciato questa azienda prima della sua prima apparizione sui media e afferma di non aver “mai nascosto i suoi impegni politici”.

Ces dernières heures, j’ai reçu des centaines de messages d’insultes et de menaces. Je vois ce qui est écrit sur moi, jamais je n’aurais imaginé un tel déferlement au sujet de mon engagement en faveur de la jeunesse.

Je souhaiterais y réagir.

Je suis en effet adhérent au parti Renaissance, je ne l’ai jamais caché.

Renouveau lycéen a été fondé en 2021 par des jeunes venus de tous les horizons politiques : LFI, NPA, LR, PS, Renaissance, mais aussi des jeunes sans parti ou simplement peu intéressés par la politique. Nous partageons une charte de valeurs commune et, malgré nos différences, nous travaillons ensemble. Nous nous sommes réunis parce que nous refusons l’idée qu’il faille choisir un camp pour avoir le droit de défendre les lycéens. Notre seul combat, c’est la réussite des élèves, partout en France.

Je ne suis effectivement plus lycéen : je suis étudiant depuis la rentrée 2026. J’ai continué à porter la voix des lycéens, c’est parce que les nouveaux représentants lycéens ne sont toujours pas élus. Comme chaque année, il est d’usage d’attendre que les élections des Conseils de Vie Lycéenne se soient déroulées pour renouveler les dirigeants des organisations lycéennes. C’est le cas pour le président de l’Union Syndicale Lycéenne comme pour le président de l’association Les Lycéens!.

Enfin, je ne suis pas communicant pour Minerva. J’y ai commencé un stage le 31 août 2026 et, avant ma première prise de parole, j’ai cessé mon activité de stagiaire au sein de cette entreprise.

Je n’ai jamais caché mes engagements.

Je continuerai à défendre mes convictions et la cause lycéenne avec la liberté que Renouveau Lycéen me permet d’avoir, ce qui n’est pas le cas partout.

— Nathanaël Combary (@NDAcombary) October 3, 2026

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Cultura gratuita é uma das principais demandas para novos governantes 

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Aumentar o acesso gratuito a atividades culturais, como shows, filmes, espetáculos e exposições, é a principal expectativa dos brasileiros em relação às políticas públicas de cultura, segundo a pesquisa Hábitos Culturais, divulgada nesta quarta-feira (14). Para 42% dos entrevistados, esta deve ser a prioridade dos próximos governantes.

O levantamento mostra ainda que apesar de ser direito garantido na Constituição Federal, nem todas as pessoas têm acesso igual à cultura. Enquanto 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos últimos 12 meses, apenas 18% das classes D e E fizeram isso. 

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Os dados revelam que o custo, tanto do deslocamento, quanto de ingressos, é o principal fator que desmotiva as pessoas a participarem de atividades culturais presencialmente. Cerca de metade das que frequentam esses eventos gasta, por mês, R$ 100 com cultura. Outro fator é o medo da violência. 

"Como é possível observar por meio dos dados, o acesso à cultura realmente ainda é bastante desigual, sobretudo quando observamos pela perspectiva socioeconômica ou até mesmo de níveis de escolaridade entre os brasileiros", diz a coordenadora do Observatório da Fundação Itaú, Ana Maria Cardoso. 

"Apesar das disparidades, tais dados não significam que pessoas das classes sociais mais baixas ou com menor escolaridade deem menor valor à cultura; ao contrário, o que a pesquisa mostra é que existem barreiras que vão além da subjetividade individual ou mesmo do gosto pessoal que interferem diretamente nesse acesso", acrescenta. 

Demandas 

Nesse cenário, a demanda por mais acesso gratuito aparece como a principal. A pesquisa revela que um terço da população (32%) quer a criação de mais equipamentos ou instituições públicas de cultura, como museus, teatros e cinemas.

São citados ainda, por 28% dos entrevistados, a melhoria, reforma, ampliação ou modernização dos equipamentos existentes, além do financiamento e incentivo à produção cultural independente, por 26%.

Pouco mais de um a cada cinco participantes (22%) pedem o apoio a iniciativas culturais em favelas, periferias e comunidades tradicionais e a valorização e formação de artistas e profissionais da cultura (21%).

"Os dados indicam que existem caminhos para avançar, tanto no que se refere à importância de fortalecer e ampliar a oferta de atividades culturais gratuitas, quanto na própria expectativa e entendimento da população sobre o direito cultural, uma vez que 32% da população dizem não saber que o acesso à cultura está garantido na Constituição e 27% afirmam não saber o que significa ter direito à cultura", ressalta Cardoso. 

Acesso à cultura

O acesso à cultura é direito de toda a população brasileira, garantido na Constituição Federal. Os resultados da pesquisa mostram que a maioria das pessoas (68%) sabe disso.

Apesar de garantido, esse acesso é desigual - 97% dos entrevistados das classes A e B participaram de alguma atividade cultural presencial nos últimos 12 meses, como ir a shows, a museus, teatros, cinema, entre outros.

Já entre as pessoas das classes D e E, esse percentual caiu para 82%.

Em algumas das atividades pesquisadas, essa diferença cai ainda mais. Segundo o levantamento, por exemplo, 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos últimos 12 meses e apenas 18% das classes D e E fizeram isso, uma diferença de 45 pontos percentuais.

Um terço dos entrevistados (33%) disse que sequer há a opção de equipamentos culturais na região onde moram.

Cultura é cara

O preço, tanto com deslocamento, quanto com ingresso, é o principal fator que desmotiva as pessoas a participarem de atividades culturais presencialmente. Esse fator foi apontado por 35% dos entrevistados.

Entre os que declararam ter gastos com atividades culturais presenciais, 46% dizem gastar mensalmente até R$ 100 com cultura.

Outros 14% gastam entre R$ 101 e R$ 150; 15% desembolsam entre R$ 151 e R$ 200; e 8% declaram desembolso superior a R$ 400.

Falta de segurança

De acordo com o levantamento, a insegurança e a violência aparecem em segundo lugar (30%) como fatores que desmotivam ou desanimam os entrevistados a realizar atividades culturais presenciais, seguida por disponibilidade de horário (23%), cansaço e desânimo (21%), distância dos eventos (19%), lotação (19%) e falta de transporte (16%).

O medo de assaltos ou furtos na região dos eventos culturais é apontado por 47% dos entrevistados. Falta de policiamento nas proximidades dos espaços culturais é mencionada por 43%. Riscos de furtos ou assaltos no trajeto foram mencionados por 29%.

A violência contra as mulheres ou assédio nos espaços culturais é outro fator relevante. A questão foi apontada por 27%. O índice avançou 6 pontos percentuais frente aos 21% verificados no levantamento anterior. A preocupação é manifestada por 38% das mulheres e por 14% dos homens. 

Sobre a pesquisa

A 7ª edição da Pesquisa Hábitos Culturais foi feita pelo Observatório Fundação Itaú, com apoio técnico do Datafolha.  Participaram homens e mulheres de 16 a 65 anos, das classes A, B, C e D/E, residentes em todas as regiões brasileiras. Foram realizadas 2.448 entrevistas presenciais e individuais em 137 municípios, entre 7 e 20 de julho de 2026.

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The far right in Latin America threatens progress against deforestation, report warns

There is both good news and bad news about the state of the world’s forests. The good news is that deforestation fell by 15% in 2025 compared with 2024, the largest decline recorded so far this decade. The bad news is that a shift in political priorities could undo some of those gains. Much of the progress in forest conservation depends on the political will of a handful of key countries, particularly in Latin America, which is now entering a period of electoral uncertainty and possible changes of government.

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© Adriano Machado (REUTERS)

An aerial photograph shows a plantation field in the Amazon rainforest during a Greenpeace overflight in the Brazilian state of Maranhão in November 2025.
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New Starlink restrictions disrupt Ukrainian drone missions. Kyiv adviser says move is tied to “political situation”

Starlink

Ukraine’s presidential adviser Serhii Beskrestnov said SpaceX had imposed a 100 mph (160 km/h) speed limit on its military Starshield service overnight into 14 October, disrupting several missions without warning Ukraine’s defense forces.

Ukraine’s forces use Starlink-connected drones to strike Russian positions and logistics, including targets behind the front line. Unlike earlier restrictions introduced at Kyiv’s request to stop Russian forces from exploiting Starlink, the latest change reportedly targets the military Starshield service and was imposed without warning Ukraine’s military.

What the new restriction covers

Beskrestnov wrote that the restriction applies to the “military package” of Starshield services. He said the move “obviously cannot be a coincidence” and was connected with the “current political situation,” but did not explain what he meant.

Activist Serhii Sternenko, a former adviser to Ukraine’s defense minister, reported that connections began disappearing at speeds above 160 km/h. He suggested SpaceX had acted at the Trump administration’s request but provided no evidence. Starlink does not work inside Russia, and the drones hitting Russia’s oil industry use other means of communication, Reuters noted. Sternenko added that the ordinary satellite terminals were still working.

Later on 14 October, Sternenko wrote that, according to military reports, restrictions had been tightened further, with connections starting to drop at 60–70 km/h. Beskrestnov later warned that the restriction also hits Starlink-linked interceptor drones, which he called Ukraine’s most effective current defense against jet-powered Shaheds.

Front-line units report dropped connections

Ukraine’s 7th Rapid Reaction Corps confirmed the disruptions in a statement to Reuters. The corps’ press service told Novynarnia that its units on the Huliaipole front began experiencing problems overnight. The corps said the change affected drones controlled through Starlink in flight and concerned Starshield’s data-transmission speed, which it said had previously been unrestricted.

The corps said connections could disappear for 10–20 seconds at movement speeds of 110–120 km/h, complicating drone control. Flying slower creates its own risk, it said, because “slower targets become more vulnerable to being hit by the enemy.”

Some high-speed drones, particularly mid-range strike models, must reach high speed quickly, the corps said. An unstable connection “will make it impossible to launch such aircraft or use them as intended.” Since the start of the day, one unmanned systems unit on the Huliaipole front had to cancel some missions because of connection problems, the corps said.

Earlier limits came at Kyiv’s request

In late January, SpaceX began restricting Starlink in Ukraine at Kyiv’s request after Russian forces started mounting terminals on strike drones. After Russian drones struck a passenger train in Kharkiv Oblast on 27 January, Beskrestnov, then an adviser to the defense minister, suggested one of them may have been controlled via Starlink. In early February, Ukraine introduced a whitelist under which only registered terminals could continue operating. Beskrestnov called the earlier countermeasures “temporary” and “emergency.”

SpaceX had not publicly commented on the restriction, and Ukraine’s Defense Ministry was looking into its cause, Radio Svoboda reported. Polish Foreign Minister Radosław Sikorski asked Elon Musk on X whether he was “playing politics with your products again,” adding: “As your European customers, we are watching you.”

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