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Maria Oliveira e o seu Alto Minho íntimo

Que alguém folheie este foto-livro, por um minuto que seja, sem se espantar por ter entre as mãos tão prodigioso objeto de arte. É este o desafio que "Bone Foam/Osso Espuma" coloca.

Maria Oliveira fez do território rural da sua infância entre mulheres — matriarcas, diz na dedicatória final — no Alto Minho um extenso e prolongado no tempo campo de criação artística
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Livros de Sally Rooney retirados do Reino Unido

Editora justifica-se com a legislação aprovada pelo Governo britânico que proibe o financiamento do grupo Palestine Action, a quem a autora tinha prometido dar as receitas da venda das suas obras.

© Getty Images for Hulu

"Fiz todos os esforços para ser honesta com o público sobre as minhas convicções e intenções, e estou inteiramente preparada para aceitar as consequências", diz a escritora
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Amigos, ódio ou engate: para que serve o Facebook hoje?

A propósito da estreia de “O Veredito Social” e no 20.º aniversário da rede social de Mark Zuckerberg, esta semana falamos sobre likes e perfis, algoritmos e cronologias, bons textos e má língua.

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Jon Fosse: "O Nobel fez-me facto histórico. Quem quer isso?"

O Nobel da Literatura de 2023 esteve em Portugal para participar no Fólio. Em entrevista ao Observador, falou sobre a música que abandonou, Rothko, a IA e o medo de se tornar uma "estátua".

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

O escritor norueguês de 67 anos, Prémio Nobel da Literatura 2023, fotografado em Óbidos
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Escritor Joaquim Arena preenche vazios de Europa negra invisibilizada

Logo Agência Brasil

Revelar uma Europa negra, apagada das narrativas oficiais, é o que propõe o autor luso-cabo-verdiano Joaquim Arena, que revisita a presença de africanos e seus descendentes no continente europeu por meio do livro Debaixo da nossa pele (2017).

A partir de viagens por Portugal, arquivos e relatos, o escritor reconstrói trajetórias de personagens negros pouco conhecidos. A jornada também se cruza com a história da migração cabo-verdiana para Lisboa e com a trajetória do próprio escritor.

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Arena nasceu na Ilha de São Vicente, em Cabo Verde, em 1964. É filho de pai português e de mãe cabo-verdiana e viveu grande parte da sua vida em Lisboa. Em Portugal, ele se formou em direito e iniciou a carreira em jornalismo.

O escritor está no Rio de Janeiro para participar do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-RJ), no centro da capital fluminense, às 17h30 desta quarta-feira (14).

Autor de seis romances, traduzidos em várias línguas, Arena escreveu Siríaco e Mister Charles, vencedor do Prémio Oceanos de Literatura, na categoria Prosa, em 2023. Atualmente, reside em Cabo Verde, na cidade de Praia.

Cabo Verde e Brasil

Com o tema “Romance histórico: onde a realidade encontra a ficção”, o encontro gratuito propõe uma conversa sobre memória, pertencimento, identidade e as marcas do passado colonial que permanecem no presente.

A partir da obra de Arena, o evento busca aproximar experiências históricas e culturais de Cabo Verde e do Brasil, dois países atravessados por deslocamentos populacionais, encontros entre diferentes culturas e pelas relações entre África e Europa.

O autor conta que Debaixo da nossa pele fala da miscigenação e da circulação dos povos da África para a Europa. O público poderá perceber semelhanças com a formação do Brasil.

“Debaixo da nossa pele fala dessa condição humana de deslocamento das pessoas de um país a outro, levadas por questões econômicas, sociais e políticas. O livro faz essa síntese, pois a circulação continua ainda hoje, é positiva, abre oportunidades de novas janelas de vida para muitas pessoas”, diz Arena.

 

Rio de Janeiro (RJ), 14/10/2026 – O escritor luso-cabo-verdiano, Joaquim Arena, que participará do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-RJ),  fala à Agência Brasil, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 14/10/2026 – O escritor luso-cabo-verdiano, Joaquim Arena, que participará do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-RJ),  fala à Agência Brasil, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O escritor luso-cabo-verdiano, Joaquim Arena, que participará do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-RJ). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Preenchendo vazios

Para o escritor, a história tem um poder atrativo mais forte do que o presente.

“Sou levado a encontrar, no meio dos fatos históricos, os vazios. São esses vazios que eu pretendo preencher através da minha ficção. Aproveito episódios verídicos que são muito inspiradores para que nós imaginemos uma personagem. Fico com vontade de saber mais, senão eu invento a personagem”, afirma o autor.

Arena conheceu a literatura brasileira aos 12 anos, com a obra de Jorge Amado. Ele se identificou com o livro Meu pé de laranja lima, de José Mauro de Vasconcelos, que também fez parte da sua formação. Para ele, foi uma porta de entrada de uma literatura que não era portuguesa, europeia nem africana.

“Nós, das antigas colônias portuguesas, recebemos a literatura brasileira como uma janela para um mundo muito semelhante ao nosso".

"Jorge Amado, com sua Bahia, está na formação de muitos autores lusófonos na África. Depois, vamos crescendo e encontrando Guimarães Rosa, José Lins do Rêgo, Graciliano Ramos. O romance da década de 30 fala dos retirantes, da seca. É uma realidade muito próxima da nossa”, diz Arena.

O autor acredita que um clube de leitura é um reduto onde se mantém ainda uma magia e em que se ouve falar de invenções.

“Há um pacto do autor com o público. O escritor sabe que o que ele inventou não existiu. O leitor sabe que o romance saiu da imaginação. Isso cada vez mais num mundo acelerado, com redes sociais, com streamings”.

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Óbidos poderá ser "caso de estudo" de políticas culturais

O Conselho Estratégico da Literatura de Óbidos, com nomes como Mia Couto e Valter Hugo Mãe, propõe medidas experimentais para transformar a vila numa referência de políticas públicas culturais.

© MARIYA SHUPENYA ricardomarypictu

"Reflexão estratégica" foi apresentada esta terça-feira no FÓLIO - Festival Literário Internacional de Óbidos
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Thélyson Orélien nega IA mas admite plágio no romance

Escritor, excluído do Prémio Goncourt a 25 de setembro, responde às acusações mas reconhece erros "inaceitáveis". A AFP obteve resultados contraditórios nos detetores de IA.

© AFP via Getty Images

O romance de estreia de Thélyson Orélien conquistou o Prémio Romance Fnac 2026 e tornou-se um dos sucessos da rentrée literária francesa
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"Labor": escrita e maternidade na estreia de Catarina Barros

No primeiro livro de Catarina Barros, distinguida com a primeira bolsa Penguin, a autora atravessa 20 trabalhos precários enquanto reflete sobre escrita e maternidade. Que trabalhão este Labor.

© JOANA LINDA

Licenciada em Filosofia e pós-graduada em Estudos sobre as Mulheres pela Universidade Nova, onde trabalha, Catarina Barros foi também cofundadora da livraria Trama em Lisboa, que existiu durante quatro anos
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Festival Folio dedica dia à poesia contemporânea

Valeriu Stancu e Adriana Hoyos vão receber a distinção Josefa d'Óbidos, numa cerimónia na Biblioteca Municipal José Saramago marcando o arranque do dia dedicado à poesia contemporânea internacional.

A edição 2026 do festival será ainda marcada pela criação do Conselho Estratégico da Literatura e do Conhecimento, que será apresentado publicamente na terça-feira
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“A Leste do Paraíso” é uma das séries do ano? — Sugestões

Os sete episódios protagonizados por Florence Pugh estão em destaque nas propostas desta semana, mas também há Schumacher em 94, salsa em Nova Iorque, plantas em livro e David Foster Wallace.

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O Hotel Ritz ainda melhor

Mais do que a renovação do icónico hotel lisboeta, eis um livro que retrata a intervenção num edifício classificado e representativo como poucos do trabalho do arquiteto Porfírio Pardal Monteiro.

A intervenção consistiu na renovação do terraço, com uma piscina exterior servida por um bar, a reabilitação das galerias em espaços de escritório e a restruturação e ampliação da garagem original
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O inferno segundo João Zamith

Ao segundo livro, o autor parece querer afirmar-se cada vez mais como o principal cultor contemporâneo do romance de terror em Portugal, estilo que tem na raiz a natureza da literatura.

Zamith aproveitará o seu conhecimento profundo da arquitetura do horror para construir uma história que, à boleia de espíritos malignos, descreve argutamente a insularidade minhota
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Protestos e ascensão da extrema direita em debate no FÓLIO

Escritoras de Itália, Argentina, França e Portugal protagonizaram as primeiras mesas do festival literário de Óbidos, na 11.ª edição que decorre até 18 de outubro.

© Nuno Conceicao

O FÓLIO realiza-se desde 2015, ano em que Óbidos passou a estar integrada na Rede de Cidades Criativas da UNESCO, como Cidade da Literatura
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