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Saúde inicia oferta de novos medicamentos oncológicos no SUS

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O Ministério da Saúde começa a ofertar, a partir desta semana, nove novos medicamentos de alta tecnologia para tratamento de câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). A inclusão é a maior já feita para o cuidado com o câncer e atenderá 100% da demanda por esses produtos. 

Os novos nove medicamentos são indicados para 13 diferentes tratamentos de câncer e devem beneficiar mais de 116 mil pessoas.  

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A disponibilização tem início em 20 centros de tratamento, em todas as regiões do Brasil. A expectativa é expandir para todos os demais centros até o fim do ano. 

O impacto anual só na aquisição desses produtos será de R$ 155,4 milhões por ano. 

A previsão é chegar a 23 novos fármacos oncológicos até o fim do ano, ampliando em 35% as alternativas na rede pública de saúde. 

Segundo o ministério, para viabilizar a oferta dos 23 novos medicamentos, a pasta assumiu a compra e negociação direta de dez fármacos, articulou a realização de uma ata para aquisição com menor preço pelos estados de outros nove e, para os outros quatro, ampliou os repasses para garantir o custeio nos serviços oncológicos do SUS. 

O impacto será de R$ 4 bilhões por ano. 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse, em cerimônia no Hospital Beneficência Portuguesa, na capital paulista, que a ampliação e qualificação da rede de câncer em todo o país estão sendo feitas com o que há de mais moderno e avançado e representa uma transformação que coloca os pacientes no centro do cuidado, garantindo mais acesso a exames, diagnósticos precisos e tratamentos adequados, no tempo certo.  

“Também estamos fortalecendo as condições de trabalho dos profissionais de saúde, com serviços mais estruturados e uma rede pública cada vez mais preparada para atender às necessidades da população”, disse durante cerimônia. 

De acordo com o Ministério da Saúde, os nove tratamentos atuam de formas diferentes, de acordo com o tipo de tumor, o estágio da doença e o perfil de cada paciente. Entre os principais benefícios estão o aumento da sobrevida e melhor qualidade de vida. 

Há ainda indicações para depois da cirurgia, quando não há mais sinal visível de tumor, com o objetivo de evitar que a doença volte. 

As unidades de saúde que participam dessa etapa de implementação estão localizadas em 16 estados: São Paulo, Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Pará, Amazonas, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Rio Grande do Sul, Tocantins e Sergipe, e no Distrito Federal.  

Saiba quais são os novos medicamentos: 

  •  trastuzumabe - câncer de estômago ou junção esofagogástrica; 
  •  abemaciclibe - câncer de mama precoce (RH+, Her2-, linfonodo +); 
  •  acetato de lanreotida - tumores neuroendócrinos; 
  •  pazopanibe - câncer de rim de células claras metastático; 
  •  rituximabe - leucemia linfocítica crônica (1ª linha), linfoma folicular, linfoma difuso; 
  •  abiraterona - câncer de próstata resistente à hormonioterapia não metastático e metastático e sensível à hormonioterapia e metastático;  
  •  gefitinibe - câncer de pulmão não pequenas células em primeira linha; 
  •  TSH recombinante (alfatirotropina) - câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo; 
  •  sunitinibe - câncer de rim de células claras metastático e GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe. 

Outras inovações  

O ministro anunciou que SUS também fará o rastreamento de câncer de intestino, considerado essencial para o diagnóstico precoce da doença. Serão distribuídos 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para o rastreamento do câncer colorretal para todos os estados. 

O exame será utilizado para identificar, entre homens e mulheres assintomáticos, com 50 a 75 anos, quem precisará realizar colonoscopia para confirmação do diagnóstico. A precisão é de 92%. 

“Nós estamos construindo o maior programa público de rastreamento do câncer de colo retal do mundo. Não existe país do mundo que vai fazer o que nós estamos fazendo”, destacou o ministro Alexandre Padilha. 

Também está em implementação no SUS o rastreamento do câncer do colo do útero por meio do teste DNA-HPV. Como complemento, o ministério financiará a citologia reflexa em meio líquido, que utiliza a mesma coleta para avaliar amostras com sinais de alerta. O investimento anual será de R$ 2,7 milhões para mais de 131 mil testes. 

O Ministério da Saúde também passa a custear as cirurgias videotorácicas oncológicas, que contemplam principalmente o câncer de pulmão. A técnica utiliza pequenas incisões, câmera e instrumentos específicos e é minimamente invasiva. As melhorias para os pacientes incluem a redução do tempo de internação e as complicações pós-operatórias. 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou o compromisso para o próximo triênio do Proadi-SUS, que destinará R$ 4 bilhões em investimentos nos próximos três anos. 

O montante equivale a um terço de tudo o que foi investido nos últimos 17 anos do programa (R$ 11 bilhões). 

Padilha ressaltou que os hospitais parceiros do Proadi, como o Albert Einstein, Sírio-Libanês, Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa, Moinhos de Vento, A.C. Camargo e Hcor, desempenham um papel fundamental na saúde pública.  

“Tanto na transferência de tecnologia, capacitação profissional e melhoria da gestão do SUS. Muitos desses hospitais filantrópicos, inclusive, operam hoje com mais leitos dedicados ao SUS do que aos seus próprios serviços particulares”, disse. 

Padilha anunciou ainda a implantação dos Hospital Inteligente em parceria com o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI), responsável pela gestão. 

O primeiro hospital 100% inteligente do SUS será implementado no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).  

“O projeto prevê UTIs com equipamentos ultra-conectados e inteligência artificial, que permitem o monitoramento remoto em tempo real, com o profissional podendo acessar o que acontece dentro da UTI de qualquer canto do hospital, da casa dele, ou em outro serviço”, explicou Padilha. 

“Além da modernização de laboratórios de anatomia patológica, serão reduzidos o tempo de entrega de laudos de biópsias de uma semana para apenas 48 horas por meio de telediagnóstico”, acrescentou. 

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Kansas Democrat Adam Hamilton Says Christians Do Not Have to Believe Jesus's Mother Was a Virgin

Democrat Kansas U.S. Senate candidate and woke Methodist pastor Adam Hamilton claimed the Virgin Birth is an optional belief for Christians and is only insisted upon in "fundamentalism."

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Consultas por lesões pré-cancerígenas caem após vacina contra HPV

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As consultas por lesões pré-cancerígenas no colo do útero em adolescentes caíram quase 78% após o início da vacinação contra o HPV no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com pesquisa publicada na revista científica Human Vaccines & Immunotherapeutics, esta é mais uma evidência da eficiência e importância do imunizante.

O papilomavírus humano, ou HPV, é o principal causador do câncer de colo do útero, que se desenvolve a partir de lesões não tratadas, as chamadas neoplasias intraepiteliais cervicais de alto grau. Ao prevenir a infecção pelo vírus, a vacinação contra o HPV também impede o surgimento das lesões que podem evoluir para câncer.

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Desde 2014, o SUS oferece a vacina contra o HPV para crianças e adolescentes do sexo feminino. A cobertura foi ampliada também para o sexo masculino em 2017. Atualmente, ela é aplicada na faixa etária dos 9 aos 14 anos. A pesquisa mostra que essa inclusão mudou radicalmente a incidências das lesões.

Em 2011, 474 adolescentes de 15 a 19 anos foram atendidas no SUS por causa da doença, número que subiu para 603 em 2015, logo após o início da vacinação. No entanto, a queda foi vertiginosa nos anos seguintes, passando para 299 consultas em 2019 e para 136 em 2023.

A taxa de consultas a cada 100 mil adolescentes, indicador que equilibra as mudanças no tamanho da população, também caiu drasticamente de 7,1 em 2015 para 1,8 em 2023. Os pesquisadores salientam que esta é a única faixa etária que registrou quedas tão expressivas, o que coincide com o público vacinado em massa pelo SUS.

Os pesquisadores também avaliaram as primeiras consultas por causa de outras infecções sexualmente transmissíveis, e identificaram um movimento contrário. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, a taxa de procura de serviços médicos saltou de 1,7 em 2015 para 10,8 em 2023.

"Esse resultado reforça que a redução dos casos de lesões de alto grau entre as adolescentes provavelmente não é consequência de mudanças seculares na saúde sexual ou na utilização dos serviços de saúde", avaliam.

A pesquisa também traz estimativas de quantas lesões podem ter sido evitadas, considerando a curva de casos antes da vacinação. De 2011 a 2019, foram 2.620 primeiras consultas em adolescentes. Mas esse total poderia ter sido de 7.688, se o SUS não oferecesse a vacina, cerca de 5 mil casos a mais.

Os dados analisados pelos pesquisadores da farmacêutica MSD foram coletados do Sistema de Informações Ambulatoriais de Saúde e se referem a primeiras consultas registradas com códigos de diagnóstico específicos para essas lesões, acompanhadas de pelo menos um procedimento pertinente.

O câncer de colo do útero é o terceiro tipo mais frequente entre as mulheres no Brasil, com cerca de 19 mil novos casos diagnosticados por ano. Também é um dos tipos mais mortais, com cerca de 7 mil óbitos registrados anualmente.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a doença pode ser erradicada em alguns anos, desde que os países consigam oferecer a vacinação com altas coberturas, exames de rastreamento na faixa etária indicada, para identificar a presença do vírus ou de lesões, e o tratamento adequado das neoplasias, antes que elas evoluam para câncer.

O estudo "representa um indicador promissor do impacto precoce da vacinação contra o HPV", reforçam os pesquisadores, mas "a manutenção desses avanços exigirá a preservação de altas coberturas vacinais", além do resgate dos jovens que não se vacinaram na época correta.

Eles também sugerem que o governo considere ampliar gradualmente a faixa etária coberta. Por enquanto, o Ministério da Saúde tem feito campanhas de resgate para jovens de até 19 anos que ainda não se vacinaram, e também disponibiliza o imunizante para públicos mais vulneráveis como pessoas que já tiveram lesões pré-cancerígenas, vítimas de violência sexual e usuários de profilaxia pré-exposição para prevenir o HIV.

O HPV também é uma causa importante de outros tipos de câncer, como de pênis, ânus, vagina e orofaringe. O vírus é bastante prevalente na população, e estima-se que 80% das pessoas terão contato com ele em algum momento da vida, mas apenas alguns subtipos têm potencial cancerígeno.

A vacinação é a melhor estratégia para prevenir o contágio, mas exames preventivos, como o papanicolau, e a avaliação adequada de verrugas e outros sinais pode evitar que lesões pré-cancerígenas evoluam para câncer.

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19h. Ronaldo fica suspenso por 1 mês e paga multa de 255€

Ronaldo pode ou não fazer parte dos eleitos de Jorge Jesus para os próximos jogos da equipa nacional. Neste caso uma receção à Dinamarca e uma deslocação ao País de Gales.

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Un appel citoyen pour sortir l’Abkhazie de l’isolement

Frédéric DELORCA

Avec son climat subtropical qui permet d’avoir plusieurs récoltes de fruits par an et ses plages de sable fin sur les bords de la Mer Noire, et ses chemins de randonnée à travers les forêts profondes et les sommets enneigés du Caucase, l’Abkhazie, ancien lieu de villégiature de la nomenklatura soviétique, pourrait être un paradis touristique inscrit au catalogue de toutes les agences de voyage comme la Thaïlande et Acapulco.

Elle l’est chaque année pour plus d’un million de touristes russes (surtout depuis que la guerre d’Ukraine complique leurs voyages à travers le monde). Mais pour les médias mainstreams d’Europe occidentale, ce petit pays de 250 000 habitants, qui a fait sécession de la Géorgie en 1993 au terme d’une guerre de libération de David contre Goliath, n’est qu’une enclave qui serait purement et simplement annexée par les Russes et vouée à l’isolement et à l’embargo, jusqu’à ce qu’il ait retrouvé le giron de ses anciens maîtres à Tbilissi.

Pourtant l’hypothèse d’une réunification relève de la pure politique fiction. Ni les 50 % d’abkhazes ethniques qui ont payé le prix du sang pour s’opposer à la politique assimilationniste des Géorgiens, ni les autres communautés (Arméniens, Russes, Grecs, Mingréliens) n’aspirent au retour de la Géorgie. Plus de trente ans de séparation entre les deux pays, l’Abkhazie s’est habituée à vivre loin de Tbilissi. Et les fièvres anti-russes attisées par l’Union Européenne et l’Amérique qui périodiquement enflamment Tbilissi (comme lorsqu’en 2008 le nationaliste Saakachvili, l’ex-patron de Raphaël Glucksman, avec le soutien de Washington, avait lancé ses troupes contre l’Ossétie du Sud, une autre entité qui s’était séparée de son pays) ne sont pas de nature à combler le fossé.

La question aujourd’hui pour le peuple abkhaze est de savoir comment construire un avenir pour soi-même quand on n’est reconnu que par quatre Etats : la Russie, le Nicaragua, le Vénézuéla et la Syrie… Si Taiwan n’est pas membre de l’ONU, cela n’empêche pas les Taiwanais de voyager à travers le monde, de même les Kosovars dont le pays n’est pas reconnu par l’Espagne ou par la Roumanie peuvent quand même se rendre dans l’Union européenne. Les Abkhazes ne bénéficient pas de ce genre de facilité. Car à l’absence de reconnaissance de leur Etat au niveau international s’ajoute une double peine liée au fait qu’ils sont assimilés par la propagande occidentale à une sorte d’axe du mal pro-russe. Du coup, non seulement leurs passeports ne sont pas reconnus (à tel point qu’ils ne peuvent même pas se rendre dans la Turquie voisine), mais ils subissent de plein fouet les sanctions économiques ciblées vers leur grand frère du Nord.

L’équation sommaire « Abkhazes = alliés des Russes », est pourtant plus complexe qu’il n’y paraît. En 1996 Eltsine avait placé l’Abkhazie sous embargo, et si Poutine se pose plutôt en protecteur, les Abkhazes veillent à ce que cela ne se fasse pas au détriment de leur souveraineté. En novembre 2024 par exemple, les manifestants à Soukhoumi étaient parvenus, en mode « gilets jaunes » à renverser le gouvernement jugé trop pro-Russe en envahissant le siège de ses institutions. Dans ce pays où tout le monde est prêt à défendre sa liberté avec les armes, l’achat des terres reste interdit aux étrangers, ce qui le préserve aussi de la spéculation et des excès du capitalisme cynique qu’il soit russe ou globalisé.

Avant de définir quel degré de proximité les Abkhazes doivent entretenir avec leur protecteur russe et avec les autres pays de la région, l’urgence première pour ce peuple est de desserrer sur un plan strictement humanitaire l’étau qui les étrangle, et qui fait que, par exemple, même le fait d’aller se faire soigner à l’étranger pour des soins médicaux (quand le système sanitaire local est largement défaillant) peut relever du casse-tête (car même la détention d’un passeport russe ne vous garantit pas un droit d’être soigné gratuitement à Sotchi).

D’une façon très significative, l’initiative pour desserrer cet étau a été prise par un collectif citoyen ancré dans la diaspora abkhaze en Turquie, une communauté issue de l’exil d’Abkhazes qui ont fui au XIXe siècle les massacres tsaristes. Cette communauté, qui compte environ 500 000 membres a progressivement repris conscience de ses racines caucasiennes dans les années 1990. En son sein l’avocat communiste Anit Baba a lancé en juin dernier une pétition pour convaincre le gouvernement turc d’autoriser les ressortissants d’Abkhazie à venir dans ce pays, et en vue du rétablissement de la liaison maritime entre Soukhoumi et les ports turcs.

Cette campagne a connu un succès immédiat dans les partis de gauche turcs, et même au sein de mouvements de droite, ainsi que dans les diverses communautés ethniques minoritaires comme les Kurdes et les Arméniens. Même la parti kémaliste qui dirigeait le pays dans les années 1990 a signé son soutien, sans oublier des organisations professionnelles comme l’union des barreaux de Turquie (les avocats), divers intellectuels et artistes etc.

Le succès de cette campagne est tel que le collectif « Fin de l’Isolement de l’Abkhazie » souhaite aujourd’hui étendre sa dynamique au monde entier en lançant un appel international contre l’enclavement de l’Abkhazie. Des comités en ce sens se constituent en Europe, en Asie, en Afrique, aux Etats-Unis. Le soutien à la pétition Ouvrez les portes verrouillées de la Mer Noire – mettez fin à l’isolement ! doit être l’occasion à la fois de tendre la main à ce courageux petit peuple qui depuis des siècles a résisté à toutes les tentatives d’asservissement et d’assimilation, et un moyen de dénoncer la politique occidentale qui applique un deux poids deux mesures entre les peuples « alliés » et les peuples « ennemis », en condamnant sans état d’âme ces derniers à l’oubli et à l’étranglement. Plutôt que de servir de supplétif à l’impérialisme de l’Union européenne en Géorgie, la France et les autres pays francophones s’honoreraient de plutôt choisir dans le Caucase le non-alignement et aider les Abkhazes à sortir du blocus économique et administratif. C’est ce que les citoyens doivent demander en signant cette pétition.

Lien pour la pétition (en français) : https://atlasalternatif.over-blog.com/2026/10/petition-pour-la-fin-de-l-isolement-de-l-abkhazie.html

Publié à l’origine par  Le Grand Soir

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Azerbaijão e a questão do hijab

Considerações sobre os limites entre secularismo, soberania e estabilidade social.

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A controvérsia envolvendo o uso do hijab nas escolas do Azerbaijão ganhou novas dimensões em outubro, após a aplicação de regras de vestimenta que resultaram no impedimento de entrada de alunas e professoras em instituições públicas. O episódio provocou manifestações, detenções e críticas de organizações internacionais, além de gerar reações na Turquia. A discussão ultrapassa o ambiente escolar e envolve questões de soberania, identidade religiosa e estabilidade regional.

O Azerbaijão possui razões históricas para preservar um modelo estatal secular. A experiência soviética, a formação de suas instituições após a independência e a necessidade de administrar uma sociedade religiosa em meio a um contexto regional tenso contribuíram para consolidar uma estrutura na qual o Estado mantém controle sobre o funcionamento das instituições públicas. Cabe às autoridades azerbaijanas determinar suas políticas educacionais, estabelecer padrões para as escolas e decidir como os princípios constitucionais serão aplicados.

Entretanto, a maneira como essas políticas são implementadas pode produzir consequências que ultrapassam seus objetivos originais. No caso do hijab, a aplicação das regras escolares provocou resistência entre famílias e setores religiosos, enquanto as detenções relacionadas aos protestos ampliaram a repercussão do episódio. A questão central para o governo será administrar essa reação sem permitir que uma disputa sobre uniformes se transforme em um conflito mais amplo entre autoridades estatais e comunidades religiosas.

O cenário possui implicações internacionais importantes. A Turquia, parceira estratégica de Baku, manifestou preocupação com as restrições ao véu islâmico. A proximidade política, cultural e linguística entre os dois países torna o tema particularmente sensível. Embora a divergência não represente necessariamente uma crise bilateral, ela demonstra que decisões domésticas podem gerar desconforto mesmo entre governos que mantêm relações estreitas. Ancara precisa considerar suas próprias referências sociais e políticas, enquanto Baku procura preservar sua autonomia na condução dos assuntos internos.

A dimensão iraniana também merece atenção. O Azerbaijão mantém uma relação complexa com o Irã, marcada por vínculos históricos e religiosos, mas também por divergências estratégicas. Enquanto o Azerbaijão é, assim como o Irã, um país de maioria xiita, a República Islâmica possui uma larga minoria azerbaijana, da qual tanto o Aiatolá Khamenei quanto o Presidente Pezeshkian são, eles próprios, representantes. Nesse ambiente, a política de secularização pode ser interpretada por setores externos como parte de uma disputa mais ampla pela influência religiosa e política no país. Essa interpretação, contudo, não permite concluir que a regulamentação escolar tenha sido formulada exclusivamente para conter a influência iraniana.

Existe ainda um risco interno que merece consideração. Restrições religiosas aplicadas de maneira excessivamente rígida podem produzir efeitos contrários aos pretendidos. Quando parcelas da população percebem determinadas medidas como uma imposição sobre suas práticas religiosas, grupos radicais podem explorar o descontentamento, apresentar o Estado como adversário da religião e ampliar sua capacidade de mobilização. Para entender este tema, é preciso lembrar de outras experiências, como a Síria de Assad, onde o secularismo deu lugar à proliferação doe extremismo. Esse resultado não é inevitável, e a oposição às regras não deve ser confundida automaticamente com extremismo. Ainda assim, experiências internacionais demonstram tal tendência existe e deve ser analisada de perto.

Para o Azerbaijão, a questão envolve, portanto, mais do que a definição de um uniforme escolar. O país tem o direito de organizar suas instituições segundo suas próprias prioridades, sem que governos estrangeiros ditem suas escolhas. Ao mesmo tempo, a preservação da estabilidade depende da capacidade de evitar que decisões administrativas alimentem polarizações duradouras ou ofereçam novas oportunidades a atores interessados em ampliar tensões religiosas.

A evolução do caso será relevante para as relações de Baku com Ancara e Teerã, assim como para a dinâmica política interna do país. O resultado dependerá não apenas das normas estabelecidas, mas também de sua aplicação concreta e da resposta das autoridades às preocupações apresentadas por estudantes, famílias e educadores. No Cáucaso, onde as relações entre identidade, soberania e segurança permanecem estreitamente conectadas, até uma disputa aparentemente localizada pode adquirir repercussões regionais sérias.

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Bakú pone punto y final a la fórmula «una nación, dos Estados»  

Ehsan MOVAHEDIAN

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La advertencia de Aliyev contra la influencia extranjera llega en medio de una disputa con los círculos políticos turcos sobre la religión, Karabaj y las relaciones de Azerbaiyán con Israel.

En el octavo congreso del Partido del Nuevo Azerbaiyán, celebrado en Bakú el 2 de octubre, el presidente Ilham Aliyev ofreció una descripción inusualmente directa de lo que denominó la «seguridad ideológica» de Azerbaiyán. Era tan importante como la seguridad física, afirmó, ya que las amenazas ideológicas podían traspasar las fronteras a través de Internet, los ciberataques y la inteligencia artificial (IA).

Hizo un llamamiento a la educación y al patriotismo para defender el espacio político del país, al tiempo que insistió en que Azerbaiyán no necesitaba «ayuda ni patrocinio» extranjeros. Añadió que otros Estados no debían interferir en sus asuntos ni decirle cómo vivir.

Estas declaraciones las realizó el presidente y líder del partido gobernante en un congreso en el que se definió su rumbo político. Aliyev situó el control de la esfera ideológica de Azerbaiyán al mismo nivel que el poder militar, la independencia económica y la toma de decisiones soberana.

No mencionó a Turquía como fuente de ninguna amenaza. Sin embargo, sus palabras se produjeron en medio de críticas en los círculos políticos y mediáticos turcos hacia las políticas internas de Azerbaiyán, especialmente su trato a las estudiantes que llevan hiyab. El 26 de septiembre, el Consejo de Medios de Comunicación y Radiodifusión de Azerbaiyán acusó a círculos no identificados de llevar a cabo una campaña contra el país en los medios turcos y en las redes sociales.

Ese enfrentamiento agudiza aún más la fórmula «una nación, dos Estados». La proximidad política nunca ha eliminado las diferencias en los intereses nacionales. A medida que Ankara y Bakú se han ido acercando, la cuestión de quién define su identidad común —y qué influencia permite— se ha vuelto más difícil de eludir.

Los analistas que hablaron con The Cradle consideran que el discurso de Aliyev es un intento de renegociar la relación, más que de romperla. Azerbaiyán no tiene ninguna intención aparente de renunciar a su asociación militar, económica y cultural con Turquía. Sin embargo, Bakú quiere dejar claro que el parentesco no otorga a Ankara ninguna autoridad sobre la política interna azerbaiyana.

Una advertencia que se ha escuchado en Ankara

Hazel Yalin, investigadora especializada en las relaciones turco-rusas, interpreta que el discurso estaba dirigido, en gran medida, al Gobierno del presidente Recep Tayyip Erdogan. El analista turco Aydin Sezer también percibe un mensaje diplomático indirecto. Según Sezer, Aliyev se dirigió a varios públicos, entre ellos Occidente, Armenia, Rusia e Irán, pero es posible que Ankara se encontrara entre sus principales destinatarios.

El contexto inmediato es la controversia sobre la religión en las escuelas de Azerbaiyán. Una enmienda de septiembre a las normas de vestimenta de las escuelas públicas prohíbe prendas adicionales consideradas incompatibles con la educación laica. La decisión no menciona el hiyab por su nombre, pero las noticias de que se ha impedido a algunas niñas asistir a clase por llevar pañuelo en la cabeza han suscitado objeciones por parte de críticos turcos.

Ankara no ha abordado públicamente el tema con Bakú. Sezer interpreta la exhortación de Aliyev a que otros países se ocupen de sus propios asuntos como una advertencia contra convertir el lenguaje de la hermandad en un derecho a supervisar a Azerbaiyán.

La propia alianza reconoce este límite. La Declaración de Shusha de 2021 celebra «una nación, dos Estados» y formaliza una amplia cooperación, pero también compromete a Ankara y Bakú a respetar la soberanía y la no injerencia en los asuntos internos de la otra parte. La disputa actual ha puesto en contacto esas dos partes de la declaración.

Si los actores políticos turcos reclaman voz en la política religiosa y educativa de Azerbaiyán alegando una nacionalidad compartida, el margen de soberanía ideológica de Bakú se reduce. Si esas cuestiones pertenecen exclusivamente a Azerbaiyán, el lema sigue siendo una expresión de afinidad cultural y solidaridad política, sin otorgar a ninguna de las dos capitales un mandato sobre la otra.

¿A quién pertenece la victoria en Karabaj?

Yalin afirma que los canales de noticias y las cuentas en redes sociales pro-Erdogan han acusado a Bakú de presionar a los musulmanes en materia de prácticas y organización religiosas. Algunos también han presentado la victoria de Azerbaiyán en la Segunda Guerra de Karabaj como algo que debía a Turquía, calificando las políticas laicas de Aliyev de ingratas y exigiendo respeto por las sensibilidades religiosas turcas.

«Este argumento también se ha esgrimido basándose en el lema “dos Estados, una nación”: si los turcos y los azerbaiyanos son miembros de la misma nación, entonces, según este razonamiento, el Gobierno azerbaiyano también debería tener en cuenta la voz de esa nación».

El discurso de Aliyev en el congreso apuntaba en la dirección opuesta. Afirmó en repetidas ocasiones que Azerbaiyán había actuado por su cuenta, había pagado sus armas y se había impuesto sin ningún patrocinador externo. Esta fue su interpretación política de la guerra; no debe interpretarse como una conclusión de que el apoyo turco no desempeñó ningún papel.

De hecho, la Declaración de Shusha recoge explícitamente el agradecimiento de Bakú por el apoyo moral y político de Turquía. La controversia gira en torno a quién puede atribuirse el mérito político del resultado y qué derechos podría otorgarles ese mérito para exigir algo posteriormente.

Para Aliyev, la victoria militar forma parte de un proyecto más amplio de construcción del Estado. Describió la independencia, la fortaleza económica, el poderío militar y la confianza en las capacidades azerbaiyanas como la línea de actuación duradera de su Gobierno. Cuanto más se convierte esa narrativa en el eje central de su legitimidad, menos margen queda para que otra capital se presente como la artífice del éxito de Azerbaiyán.

La implicación es significativa: no se puede permitir fácilmente que un actor externo —ni siquiera uno amigo— se convierta en el artífice político del éxito de Azerbaiyán.

Jafar Haghpanah, profesor de la Universidad de Teherán, sostiene que Bakú ya no quiere ser tratado como un socio subordinado de Turquía. Yalin identifica tres elementos en la postura de Aliyev.

El primero es la preocupación por la presión ideológica: según la interpretación de Yalin, el intento de golpe de Estado de 1995 contra el padre de Aliyev, Heydar Aliyev, dejó una advertencia duradera sobre las posibles consecuencias de la actividad política vinculada a Turquía.

El segundo es la resistencia a las descripciones nacionalistas turcas de Azerbaiyán como un «hermano pequeño». El tercero es la creciente confianza de Aliyev en que Azerbaiyán puede ejercer su propia influencia política en toda la región. Las acusaciones relativas a figuras turcas en el episodio de 1995 no deben confundirse con la responsabilidad por parte del actual Gobierno turco.

Bakú tiene ahora un mayor peso militar y económico que a principios de la década de 2000. La Compañía Estatal de Petróleo de la República de Azerbaiyán (SOCAR) ha ampliado el alcance energético de Azerbaiyán; el país ha establecido profundos lazos con Israel, relaciones estratégicas con China y Estados Unidos, y ocupa un lugar destacado en la Organización de Estados Turcos (OTC). Esas conexiones le dan más margen para rechazar una jerarquía dentro de su alianza más estrecha.

Yalin cita el respaldo de Sinan Ogan a Erdogan en la segunda vuelta de las elecciones presidenciales de Turquía de 2023 como ejemplo de cómo la influencia azerbaiyana podría convertirse en un tema de debate en la política turca. A Ogan se le preguntó si Aliyev había influido en su decisión y lo negó explícitamente, afirmando que Aliyev no le había llamado. La acusación no puede demostrar que Bakú dirigiera su elección. No obstante, su difusión muestra la rapidez con la que la cuestión de la influencia funciona en ambos sentidos.

El alcance de la seguridad ideológica

La advertencia de Aliyev fue más allá de la controversia sobre los uniformes escolares. Su respuesta consistió en reforzar la educación y el patriotismo y, con ellos, el control del Estado sobre cómo se interpretan su historia y sus victorias.

Turquía dispone de medios inusualmente potentes para llegar a ese público: la televisión, las redes sociales, las universidades, las redes religiosas, la cultura popular, las empresas y las instituciones del mundo turco en general. Esas conexiones han ayudado a mantener la alianza. También pueden inquietar a Bakú cuando los debates políticos turcos comienzan a moldear las expectativas sobre el orden interno de Azerbaiyán.

El problema para Aliyev no es que la influencia turca sea uniformemente hostil. Es que incluso una influencia amistosa puede seguir desafiando la autoridad de un Gobierno para definir la identidad y la política nacionales. Su énfasis en la seguridad ideológica sugiere que pretende proteger esa autoridad incluso dentro de la asociación más estrecha de Azerbaiyán.

El lugar de Israel entre los aliados

La relación de Azerbaiyán con Israel añade otra fuente de tensión. Ankara ha condenado la guerra de Israel contra Gaza, mientras que Bakú ha mantenido estrechos vínculos en materia de seguridad y energía con Tel Aviv. Las armas israelíes han constituido una parte importante del arsenal de Azerbaiyán, y el crudo azerbaiyano ha seguido llegando a Israel a través del puerto de Ceyhan, en Turquía, a pesar de las restricciones comerciales declaradas por Ankara. The Cradle ha informado sobre la relación en materia de armas y petróleo y sobre los continuos flujos de petróleo.

El analista del Cáucaso Ahmad Kazemi no considera que las diferencias entre Ankara y Bakú sean lo suficientemente profundas como para amenazar su alianza. No obstante, cree que la confianza de Aliyev se basa en parte en el apoyo israelí.

Según la valoración de Kazemi, «si Bakú se viera obligada a elegir entre Ankara y Tel Aviv, elegiría a Israel». También sostiene que Bakú sabía que la presencia de su representante durante el discurso del primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu, ante la ONU en septiembre desagradaría a Turquía. Un análisis de la Agencia Anadolu reveló que Turquía se sumó a la protesta contra el discurso, mientras que Azerbaiyán siguió estando representado.

Kazemi ve otra consecuencia para el Cáucaso. Sostiene que la preocupación compartida por Turquía e Irán respecto a la posición de Israel en Azerbaiyán podría acercar a Ankara y Teherán en algunas cuestiones, incluidos los corredores de transporte regionales. Dicha convergencia tendría que lidiar con la amplia cooperación estratégica y de defensa de Turquía con Bakú.

Haghpanah ofrece una interpretación más contundente del discurso pronunciado en el congreso:

«Aliyev pretendía con su discurso indicar a Turquía que Azerbaiyán es el principal aliado de Israel y que Ankara debería moderar su tono hacia Tel Aviv y evitar adoptar una postura dura contra este país. Predice que Turquía e Israel entrarán en conflicto por los recursos energéticos del mar Mediterráneo, así como por sus intereses geoeconómicos y geopolíticos».

Yalin interpreta de manera similar las referencias de Aliyev a la producción y venta de petróleo de Azerbaiyán como una respuesta a las críticas a su comercio con Israel. Esas observaciones por sí solas no permiten determinar las intenciones de Bakú. Por su parte, Dariush Safarnejad, un destacado experto en el Cáucaso, señala la relación «petróleo por armas», pero espera que la influencia israelí en Azerbaiyán se reduzca en cierta medida si la cooperación directa de Bakú con Washington se intensifica tras la iniciativa de paz con Armenia. También hace referencia al debate sobre unos lazos más estrechos con la OTAN.

Los demás socios de Bakú

Aliyev aprovechó el congreso para describir a China y a EE. UU. como las dos superpotencias mundiales y para destacar las alianzas estratégicas de Azerbaiyán con ambas. El esfuerzo de Bakú por establecer vínculos con centros de poder rivales le proporciona alternativas a la dependencia de un único socio, ya sea turco, ruso, chino u occidental.

Sus comentarios sobre Armenia y Rusia encajan en ese contexto. Yalin llama la atención sobre la afirmación de Aliyev de que Armenia reconoció la integridad territorial de Azerbaiyán en octubre de 2022, con el consiguiente reconocimiento de la soberanía azerbaiyana sobre Karabaj.

Aliyev presentó el restablecimiento del control azerbaiyano como un logro conseguido frente a la presión de las grandes potencias. Yalin considera que esto forma parte del intento de Bakú de reposicionarse tras la guerra.

Azerbaiyán y Armenia rubricaron un borrador de acuerdo de paz en Washington en agosto de 2025, aunque aún no se ha firmado el tratado definitivo. Safarnejad sostiene que unos lazos más estrechos con Washington podrían dar a Bakú más margen para tratar directamente con EE. UU. y, con el tiempo, reducir su dependencia de Israel.

Hermandad sin un socio dominante

Ninguno de los cinco analistas sugiere que sea inminente una ruptura entre Ankara y Bakú. Safarnejad destaca la profundidad de su interdependencia: la cooperación militar, las infraestructuras energéticas, los corredores de transporte, la inversión, las industrias de defensa y las instituciones culturales confieren a la alianza una base sólida.

La OTS refuerza esos lazos. En septiembre, funcionarios turcos y azerbaiyanos seguían debatiendo una cooperación más profunda en materia de defensa y seguridad.

Azerbaiyán sigue queriendo a Turquía a su lado en materia de seguridad, comercio y diplomacia regional. Aliyev marca el límite en lo que respecta a la influencia de Ankara sobre la política religiosa de Bakú, sus vínculos con Israel y sus relaciones exteriores en general. Para él, el lema «una nación, dos Estados» otorga a Azerbaiyán la última palabra sobre sus propios asuntos.

Hasta qué punto Bakú podrá hacer valer esa reivindicación dependerá, en parte, de la política interna de Turquía tras Erdogan, de la durabilidad de la relación de Azerbaiyán con Israel y de su capacidad para gestionar las relaciones con Washington, Moscú, Pekín y Teherán sin perder el apoyo de Ankara.

Para Irán, un Bakú más seguro de su independencia pero más dependiente de Israel difícilmente resultaría tranquilizador. La alianza puede perdurar; la discusión sobre quién establece sus límites ya está en marcha.

Publicado originalmente por  The Cradle
Traducción:  Geopolítica rugiente

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How Turkish-Azeri relations really work: The ‘One Nation, Two States’ narrative and the rivalry beneath it

The realities obscured by the “One Nation” narrative intersect with broader imperialist power struggles, extending from the energy resources of the Caspian Basin to the trade routes of Eurasia.

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Although Ankara and Baku maintain a strong partnership spanning Karabakh, energy corridors, the defence industry and the Organization of Turkic States, the 2009 rapprochement with Armenia, the natural gas dispute of 2010 and the political tensions that have resurfaced today show that the two countries have long been engaged in a relationship marked by rivalry as well as cooperation.

Relations between Turkey and Azerbaijan have evolved since the dissolution of the Soviet Union through numerous partnerships in the political, economic and security spheres.

Turkey was the first country to recognise Azerbaijan’s independence. Its support for Baku during the Karabakh conflicts, joint oil and natural gas projects, and increasingly close military cooperation in recent years have all been presented through the political slogan “One Nation, Two States.” Yet several episodes have demonstrated that the two states do not necessarily interpret this supposed unity in the same way.

The tensions that have recently emerged over dress regulations and debates about secularism in Azerbaijan are particularly revealing in this respect. The responses from senior Azerbaijani officials to criticism originating in Turkey have exposed significant differences in how the two countries perceive their relationship.

While the Turkish side has promoted a vision of a “Greater Turkic World” under Ankara’s leadership through the “One Nation, Two States” narrative, the Azerbaijani side has responded with a different emphasis: “One nation, but two states.”

From 1991 to the present: How the foundations of the relationship were laid

Turkey recognised Azerbaijan’s independence on 9 November 1991, becoming the first country to do so. Diplomatic relations between the two countries were established on 14 January 1992. Following the dissolution of the Soviet Union, a new era of interstate relations between Ankara and Baku began.

For Turkey, Azerbaijan was more than a country linked to it through a shared Turkic identity. The relationship also provided a strategic gateway to the Caspian Basin, Central Asia and the South Caucasus—an objective that aligned with the broader strategic interests of the United States as well. For Azerbaijan, meanwhile, Turkey was an important partner capable of providing political support on the international stage, facilitating access to Western markets and cooperating on security matters.

The famous slogan “One Nation, Two States,” popularised by former Azerbaijani President Heydar Aliyev, came to express a degree of closeness that went beyond ordinary diplomatic relations between the two countries.

One of the most important issues on the agenda in the early 1990s was the Karabakh conflict. In 1993, Turkey closed its land border with Armenia after Armenian forces took control of the Kelbajar district. This decision marked a defining moment in Ankara’s diplomatic position on the Karabakh conflict.

Turkish-Armenian relations thus became an integral part of Ankara’s relationship with Baku. Turkey’s policy towards Armenia began to be shaped not only by the dynamics of bilateral relations but also by its strategic partnership with Azerbaijan.

The first major tension: The rapprochement with Armenia

The problems that have periodically emerged in Turkey–Azerbaijan relations are not new. A closer look at the 2008–2010 period reveals how disagreements in both diplomacy and economics brought underlying tensions between the two countries into the open for the first time.

In 2008, Turkey and Armenia launched a renewed initiative to normalise relations. On 6 September 2008, then-Turkish President Abdullah Gül travelled to Yerevan at the invitation of Armenian President Serzh Sargsyan to watch a football match between the national teams of the two countries. The visit became one of the symbolic moments in the normalisation process between two countries pursuing different paths towards transatlantic integration. The initiative would subsequently become known as “football diplomacy.”

Following negotiations, Turkey and Armenia signed protocols in Zurich in October 2009 aimed at establishing diplomatic relations and developing bilateral ties.

The Azerbaijani leadership, however, viewed the process with considerable reservations. Baku regarded any normalisation between Ankara and Yerevan conducted independently of the Karabakh issue as contrary to its core foreign policy interests. Such moves raised concerns in Azerbaijan that Turkey’s political support could weaken.

The protocols signed by Turkey and Armenia never entered into force. The process failed to advance through the parliamentary ratification stages and eventually came to a standstill. Lobbying efforts by pro-Baku circles, drawing heavily on Azerbaijani financial resources, are also understood to have influenced the process.

This first major test therefore became an illustration of Azerbaijan’s ability to exert influence over Turkish policy.

Partnership and bargaining

During the same period, the two countries experienced a serious dispute over natural gas prices and energy transportation.

Natural gas produced at Azerbaijan’s Shah Deniz field was becoming an important source of supply for Turkey. However, when negotiations to renew earlier agreements began in 2008, disagreements emerged over gas prices, the recalculation of past purchases, Turkey’s ability to resell the gas to third countries, and transit fees.

At this point, Ankara’s ambition to establish itself as a central energy corridor to Europe intersected with Baku’s efforts to secure more direct commercial arrangements for its natural gas exports.

The dispute between the two supposed partners lasted approximately two years. Azerbaijan sought to strengthen its bargaining position against Ankara by drawing on its relations with alternative partners, including Russia and Iran.

Agreements signed in June 2010 ultimately resolved the disagreements over natural gas prices, sales and transit conditions.

This dispute was a clear indication that relations between the two countries were shaped by far more complicated dynamics than the rhetoric of “brotherhood” suggested.

Turkey offered a critical transit route for Azerbaijan’s access to European markets, while Azerbaijan used its energy resources to gain leverage over Ankara’s strategic objectives.

“Blood brothers” or energy partners?

Energy cooperation can be seen as one of the most important long-term foundations of Turkey–Azerbaijan relations. Energy projects have not only tied the two countries’ economic interests together; they have also influenced Turkey’s position in the European energy market and Azerbaijan’s ability to bring Caspian resources to international markets.

From the Caspian to the Mediterranean: The Baku–Tbilisi–Ceyhan pipeline

One of the clearest manifestations of this partnership is the Baku–Tbilisi–Ceyhan (BTC) oil pipeline. Beginning full-capacity operations in 2006, the pipeline transports Azerbaijani oil through Georgia to the Turkish Mediterranean terminal at Ceyhan. The project was implemented under agreements signed by Turkey, Azerbaijan and Georgia in 1999.

The significance of BTC extends beyond oil transportation. Most importantly, it enables Caspian energy resources to reach global markets through routes that bypass Russia. Azerbaijan has thus expanded its export options, while Turkey has become a major energy transit hub. At the broader geopolitical level, the project also represented an important step in the Atlantic alliance’s strategy to reduce Russia’s influence over regional energy routes.

Baku–Tbilisi–Erzurum and TANAP

Natural gas cooperation between the two countries developed along similar lines. The Baku–Tbilisi–Erzurum pipeline began transporting gas in 2007, facilitating the delivery of Azerbaijani natural gas to the Turkish market.

The Trans-Anatolian Natural Gas Pipeline (TANAP) subsequently became one of the most important projects in the bilateral partnership. The first gas flowed through TANAP in June 2018. The pipeline delivers Azerbaijani natural gas to Turkey and contributes to its transportation to European markets through the Southern Gas Corridor.

A turning point for Azerbaijani capital: SOCAR

Energy relations are not limited to pipelines. Investments by the State Oil Company of Azerbaijan Republic (SOCAR) in Turkey have become one of the largest components of the two countries’ economic relationship.

SOCAR Turkey operates in sectors including refining, petrochemicals, logistics and port management. In a statement concerning 2024, the company said its total investments in Turkey had exceeded $18 billion and described itself as the country’s largest foreign direct investor. The STAR Refinery in Aliağa, İzmir, is another major Azerbaijani investment in Turkey.

The economic relationship, therefore, is not simply a matter of Turkey gaining access to Azerbaijan or Azerbaijan reaching European markets through Turkey. Azerbaijani capital has also established a significant presence in Turkey’s industrial and energy infrastructure.

Why is bilateral trade falling short of its target?

Despite close political ties and major investment projects, bilateral trade remains below the target set by the two countries’ leaders.

According to figures published by the Azerbaijani Embassy in Turkey, bilateral trade reached $5.72 billion in 2025. Of this total, $3.38 billion consisted of Azerbaijani exports to Turkey, while $2.34 billion represented Turkish exports to Azerbaijan.

The two governments aim to increase bilateral trade to $15 billion. Achieving this target would require the current volume to grow by approximately 2.6 times.

Although energy, defence industry cooperation and major infrastructure projects keep bilateral relations at a strategic level, a comparable leap in trade has yet to materialise.

Transport corridors, Eurasia and rivalry within the OTS

Following the development of energy corridors, transport projects became another major dimension of relations between the two countries.

The Baku–Tbilisi–Kars (BTK) railway, inaugurated on 30 October 2017, connected Azerbaijan to Turkey’s railway network through Georgia. The project forms an important part of a route through which goods from China and Central Asia can travel across the Caspian Sea and the South Caucasus towards Turkey and Europe.

These interests have gained further importance in recent years within the framework of the international transport route known as the Middle Corridor.

The 2020 Karabakh War

One of the most important turning points in Turkey–Azerbaijan relations was the Second Karabakh War in 2020.

During the 44-day war, Turkey emerged as one of Azerbaijan’s most important political and military supporters. Military training, defence industry cooperation and security ties between the two countries had deepened considerably. For Turkey, the conflict also provided an environment in which its defence industry—regarded in recent years as one of the country’s most important export sectors—was put to the test on the battlefield.

Azerbaijan’s use of Turkish-made unmanned aerial vehicles, including the Bayraktar TB2, and the depth of military cooperation between the two countries were among the key issues highlighted in assessments of the war.

The Shusha Declaration: Relations elevated to an alliance

It was in 2021 that relations between the two countries were formally elevated to the level of an alliance. On 15 June 2021, Turkish President Recep Tayyip Erdoğan and Azerbaijani President Ilham Aliyev signed the Shusha Declaration on allied relations in Shusha.

The declaration provided a more comprehensive political framework for the strategic partnership, incorporating military and security cooperation.

It stipulates that the parties will hold consultations if either country faces a threat or attack by a third state against its independence, sovereignty, territorial integrity or security. The document also provides for expanded defence cooperation, modernisation of the armed forces, joint military exercises and coordination between security institutions.

In other words, the agreement further facilitated access for Turkish defence companies to the Azerbaijani market and for Azerbaijani capital to the Turkish economy.

The Karabakh victory and shifting balances of power

Azerbaijan’s re-establishment of control over Karabakh in September 2023 did more than alter the course of the Armenia–Azerbaijan conflict. It also ushered in a new phase in the political psychology of relations between Ankara and Baku.

Turkey continued to support Azerbaijan’s position on territorial integrity. But the picture in Baku began to change. Having strengthened its military and diplomatic position, Azerbaijan increasingly pursued regional policies independently of Ankara, including in areas where its preferences might diverge from those of Turkey.

Both sides continued to tell their own story of “brotherhood,” but their relative leverage varies depending on the issue. Turkey has greater overall military and economic capacity, yet Azerbaijan possesses instruments of influence—particularly in the energy sector—that can affect Ankara’s decisions.

Nakhchivan and the Zangezur issue

Transport connections and the status of Nakhchivan are becoming increasingly important to the future of Turkey–Azerbaijan relations.

The absence of a direct land connection between mainland Azerbaijan and the Nakhchivan Autonomous Republic is one of the region’s fundamental transport challenges. Turkey’s border with Nakhchivan and its connections to the exclave therefore occupy a special place in Ankara–Baku relations.

The Iğdır–Nakhchivan natural gas pipeline, inaugurated on 5 March 2025, contributes to diversifying Nakhchivan’s energy supply. With an announced initial capacity of 730 million cubic metres per year, the pipeline delivers natural gas to Nakhchivan through Turkey.

The main dispute, however, concerns road and railway routes that would connect mainland Azerbaijan directly to Nakhchivan.

The joint declaration signed by Azerbaijani President Ilham Aliyev and Armenian Prime Minister Nikol Pashinyan in Washington on 8 August 2025 included efforts to establish unimpeded connectivity between Azerbaijan and Nakhchivan through Armenian territory. Subsequently, the United States and Armenia developed an implementation framework for a project known as the Trump Route for International Peace and Prosperity (TRIPP).

This route is not merely about Azerbaijan gaining access to Nakhchivan. For Turkey, it also promises easier access to the Caspian Basin, Central Asia and other countries in the Turkic world.

This is precisely where Turkish, Azerbaijani and Armenian companies are preparing for new battles over contracts and tenders associated with the Trump corridor.

As of October 2026, however, a peace agreement between Armenia and Azerbaijan has yet to be formally signed. Despite significant progress in the process, the final text remains to be brought into force.

Although Ankara’s and Baku’s interests appear to overlap substantially on this issue, competition over contracts, commercial opportunities and the distribution of the spoils could generate new sources of tension.

The Organization of Turkic States: Partnership or rivalry?

Another source of tension in Turkey–Azerbaijan relations is the Organization of Turkic States (OTS).

The organisation aims to strengthen transport connectivity, expand trade, promote economic cooperation and improve coordination on security issues. For Turkey, however, it also represents a means of expanding access to Central Asia and projecting an image of leadership over the “Turkic world” to its domestic audience. For Azerbaijan, the critical objective is to preserve its dominant position along the Trans-Caspian route.

The adoption of the Karabakh Declaration at the OTS informal summit held in Shusha on 6 July 2024 was also followed by an increase in Azerbaijani media narratives promoting Baku’s leadership of the “Turkic world.”

In other words, political leadership within the Turkic world, the form of economic integration and the distribution of influence among member states are all arenas of ongoing competition concealed beneath the rhetoric of a “single nation.”

The OTS summit that Turkey is expected to host in Ankara on 29–30 October 2026 is significant in this context. Ankara and Baku can be expected to emphasise the language of “brotherhood” at the summit, but it remains unclear whether they will offer concrete solutions to the issues dividing them.

The Israel question: Do Ankara and Baku have different priorities?

Relations with Israel are sometimes described as a major point of disagreement between Turkey and Azerbaijan. Contrary to this assumption, however, cooperation with Israel is one of the areas in which the two countries’ interests overlap most significantly.

Turkey continues to express opposition to Israel in its public rhetoric while also making statements about having halted trade with the country. Yet the continuation of trade through other channels is no secret. On the Azerbaijani side, critics of Baku among supporters of the ruling AKP in Turkey are accused of hypocrisy over the issue.

In a statement dated 10 November 2024, Turkey’s Ministry of Energy and Natural Resources argued that BOTAŞ International had no authority over the buying and selling of oil transported through BTC and maintained that no cargoes destined for Israel were being loaded. According to the ministry, the oil companies using the pipeline were complying with Turkey’s decision to halt trade with Israel.

In contrast, a Reuters report published in January 2026, citing data from the ship-tracking company Kpler, stated that Israel’s imports of Azerbaijani crude oil from Ceyhan averaged 94,000 barrels per day in 2025, a 31 per cent increase compared with the previous year.

Why did the headscarf debate become a diplomatic issue?

The immediate trigger for the latest tensions between Turkey and Azerbaijan was a set of dress regulations governing state schools in Azerbaijan.

On 21 September 2026, Azerbaijan’s Cabinet of Ministers amended the dress code rules for state schools. Although the regulation did not explicitly mention headscarves, reports and footage showing students wearing headscarves being denied entry to schools provoked a backlash in Turkey.

Oktay Saral, a chief adviser to President Erdoğan, and several AKP lawmakers spoke out against the obstruction of headscarved students’ right to education. The debate quickly expanded beyond school regulations in Azerbaijan to encompass the two countries’ differing understandings of secularism and the limits of one state’s right to comment on another’s domestic affairs.

On 13 October, the ruling New Azerbaijan Party (YAP), led by Azerbaijani President Ilham Aliyev, issued a statement directly targeting the AKP. YAP described the statements coming from Turkey as irresponsible and argued that the principle of “One Nation, Two States” could not legitimise interference in the domestic affairs of one country by the other.

The controversy thus brought tensions between Turkey and Azerbaijan into the open, with the headscarf issue serving as the immediate point of contention.

While Azerbaijan has delivered particularly strong messages on the matter, Ankara has maintained institutional silence, despite statements from individual figures.

Turkish Foreign Minister Hakan Fidan’s remarks during his visit to Baku on 15 October emphasised that the two countries had weathered numerous tests in the past, that the relationship between their leaders remained strong, and that the “Two States, One Nation” principle continued to manifest itself across all areas of cooperation.

What does the overall picture reveal?

Relations between the two countries have long been shaped by a combination of rivalry and cooperation. Yet the relationship is generally treated as an almost untouchable domain, with both sides behaving as though no tensions exist.

The slogan “One Nation, Two States” does less to explain the actual nature of Turkey–Azerbaijan relations than to conceal the conflicts of interest embedded within them. It functions as a nationalist political narrative that obscures the competing interests of the two states.

The decisive factors in bilateral relations, however, are energy resources, transport corridors, the defence industry, capital investments and the struggle for influence within the Organization of Turkic States.

Despite the many sources of tension, the economic ties and agreements established between the two countries’ business interests have helped sustain the rhetoric of “brotherhood.” This is because nationalist discourse can place these relationships behind a shared identity narrative, rendering the interests of big capital operating in the name of “Turkic unity” and serving US strategic interests largely immune from scrutiny.

Moreover, this partnership is not confined to the independent choices of the two countries. The realities obscured by the “One Nation” narrative intersect with broader imperialist power struggles, extending from the energy resources of the Caspian Basin to the trade routes of Eurasia.

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Azerbaijan and the hijab question

Considerations on the boundaries between secularism, sovereignty, and social stability\

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The controversy surrounding the wearing of the hijab in Azerbaijani schools took on new dimensions in October, following the implementation of dress code rules that resulted in female students and teachers being denied entry to public institutions. The episode sparked demonstrations, arrests, and criticism from international organizations, while also drawing reactions from Turkey. The debate extends far beyond the school environment, involving questions of sovereignty, religious identity, and regional stability.

Azerbaijan has historical reasons for maintaining a secular state model. The Soviet experience, the formation of its institutions after independence, and the need to govern a religiously diverse society amid a tense regional environment have contributed to the consolidation of a system in which the state maintains strict control over the functioning of public institutions. Azerbaijani authorities have the prerogative to determine their educational policies, establish standards for schools, and decide how constitutional principles are to be implemented.

However, the way these policies are implemented can produce consequences that extend beyond their original objectives. In the case of the hijab, the enforcement of school regulations has provoked resistance among families and religious communities, while arrests related to the protests have amplified the controversy. The government’s central challenge will be to manage this reaction without allowing a dispute over school uniforms to develop into a broader conflict between state authorities and religious communities.

The situation also has important international implications. Ankara, Baku’s main strategic partner, has expressed concern over restrictions on the Islamic headscarf. The political, cultural, and linguistic proximity between the two countries makes the issue particularly sensitive. Although this disagreement does not necessarily amount to a bilateral crisis, it demonstrates how domestic decisions can create friction even between governments that maintain close relations. Ankara must take its own social and political considerations into account, while Baku seeks to preserve its autonomy in managing domestic affairs.

The Iranian dimension also deserves attention. Azerbaijan maintains a complex relationship with Iran, shaped by historical and religious ties as well as strategic disagreements. Like Iran, Azerbaijan has a predominantly Shiite population, while the Islamic Republic has a substantial Azerbaijani minority. Both Supreme Leader Ayatollah Khamenei and President Masoud Pezeshkian have Azerbaijani ethnic backgrounds. In this environment, secularization policies may be interpreted by external actors as part of a broader struggle for religious and political influence within Azerbaijan. This interpretation, however, does not establish that the school regulations were adopted exclusively to counter Iranian influence.

There is also a domestic risk worth considering. Religious restrictions implemented too rigidly can produce effects contrary to those intended. When segments of the population perceive certain measures as impositions on their religious practices, radical groups may exploit the resulting discontent, portray the state as an adversary of religion, and expand their capacity for mobilization. Understanding this issue requires consideration of other experiences, such as Syria under the Assad government, where secularism coexisted with the proliferation of extremism. This outcome is not inevitable, and opposition to the regulations should not automatically be equated with extremism. Nevertheless, international experience suggests that this possibility needs close examination.

For Azerbaijan, the issue therefore involves more than the definition of a school uniform. The country has the right to organize its institutions according to its own priorities, without foreign governments dictating its choices. At the same time, maintaining stability requires preventing administrative decisions from fueling lasting polarization or creating new opportunities for actors seeking to intensify religious tensions.

The evolution of this case will have implications for Baku’s relations with Ankara and Tehran, as well as for the country’s domestic political dynamics. The outcome will depend not only on the regulations themselves but also on their practical implementation and the authorities’ response to concerns raised by students, families, and educators. In the South Caucasus, where identity, sovereignty, and security remain closely intertwined, even a seemingly localized dispute can have serious regional repercussions.

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Azerbaijan’s Hijab Ban Sparks Protests and Deepens Rift with Turkey

Restrictions on Islamic headscarves in Azerbaijan’s schools have triggered demonstrations, arrests and an unusually public confrontation between Baku and Ankara.

The dispute has exposed differences over secularism, religious freedom and Azerbaijan’s relationship with Israel, raising questions about the durability of one of the region’s closest strategic alliances.

Azerbaijan is facing an unusual wave of protests after new school dress regulations led to girls wearing Islamic headscarves being excluded from classrooms and teachers reportedly being ordered to remove their hijabs. The controversy has escalated into a diplomatic dispute with Turkey, whose governing party has been accused by President Ilham Aliyev’s administration of interfering in Azerbaijan’s internal affairs.

The confrontation intensified on 13 October when Azerbaijan’s ruling New Azerbaijan Party (YAP) publicly condemned senior figures in President Recep Tayyip Erdoğan’s Justice and Development Party (AKP). The dispute has since widened to encompass Azerbaijan’s relations with Israel, exposing political differences between two countries accustomed to describing themselves as “one nation, two states”.

School regulations provoke protests and arrests

The controversy began on 21 September, when Azerbaijan’s government adopted Resolution No. 309, amending the regulations governing uniforms in state schools. The changes prohibit clothing that conflicts with prescribed uniforms or the secular character of public education.

Although the new regulations do not explicitly mention Islamic headscarves, some schools have interpreted them as prohibiting the hijab. A further decision on 6 October introduced similar requirements for teachers. Women in Baku and Sumgayit subsequently reported being instructed to remove their headscarves or risk losing their positions.

The enforcement of these regulations prompted demonstrations outside schools, with girls carrying placards demanding access to education. Male pupils also joined protests in support of their classmates. Such demonstrations are unusual in Azerbaijan, where public assemblies face extensive restrictions.

On 12 October, the Interior Ministry reported that 37 people had been detained in Baku, alleging disruption of public order, damage to property and obstruction of school activities. Activists claimed that more than 200 people had been detained, although that higher figure has not been independently confirmed.

In a statement issued on 16 October, Amnesty International criticised the exclusion of pupils and called for the release of peaceful demonstrators. The organisation also raised concerns over the reported detention of a mother protesting her daughter’s exclusion and the disappearance of an activist who had organised educational assistance for affected children.

Access to TikTok and Instagram was disrupted as the protests spread online. Internet monitoring organisations documented restrictions, although Azerbaijani authorities have not publicly explained their cause.

Turkey challenges Azerbaijan’s secular policy

The dispute acquired an international dimension when Oktay Saral, a senior adviser to Erdoğan, condemned the exclusion of girls wearing headscarves.

In a public statement on 12 October, Saral questioned how preventing a girl from attending school because of her religious clothing could be reconciled with justice. He demanded that Azerbaijan reverse the restrictions. Several AKP parliamentarians subsequently joined the criticism.

The response from Baku was unusually confrontational. In its official statement, the New Azerbaijan Party accused Turkish political figures and media organisations of conducting a systematic campaign against Azerbaijan.

The party argued that religious solidarity did not entitle one Muslim-majority country to dictate another’s domestic policies. It described the Turkish politicians’ interventions as irresponsible and warned against attempts to interfere with Azerbaijan’s sovereignty.

The disagreement reflects contrasting approaches to secularism. Azerbaijan, a predominantly Shia Muslim country, has maintained strict state control over religious institutions since independence from the Soviet Union. Turkey, by contrast, has progressively removed restrictions on Islamic headscarves under Erdoğan’s government, reversing policies previously associated with its secular establishment.

Israel adds another source of tension

The dispute has also reopened disagreements concerning Azerbaijan’s relationship with Israel.

Baku maintains substantial security and defence cooperation with Israel, including military technology and equipment supplied during its conflict with Armenia over Nagorno-Karabakh. Turkey supported Azerbaijan during that conflict but has adopted an increasingly confrontational position towards Israel.

As EU Today has previously examined, the relationships between Turkey, Azerbaijan and Israel reveal competing strategic interests beneath Ankara and Baku’s declared solidarity.

In its October statement, the New Azerbaijan Party specifically rejected criticism of Azerbaijani-Israeli relations, insisting that its dealings with Israel were legitimate bilateral arrangements. The inclusion of Israel in a response ostensibly concerning school uniforms indicates that the disagreement extends beyond religious clothing.

A further escalation emerged on 16 October when Azerbaijani prosecutors announced charges against Turkish journalist Celal Çiftçi, accusing him of advocating the violent overthrow of the Azerbaijani government in social media posts connected to the controversy. An arrest warrant was reportedly issued in his absence. Prosecutors did not publish the posts, and Çiftçi’s response was not available.

Could the dispute break the Turkish-Azerbaijani alliance?

Despite the increasingly hostile exchanges, there is little evidence of an imminent diplomatic rupture.

Turkish Foreign Minister Hakan Fidan travelled to Baku on 15 October and met President Aliyev. The meeting addressed recent developments in bilateral relations, while Fidan publicly emphasised the enduring strategic partnership between the countries.

He acknowledged that differences could arise but argued that they should be resolved through direct dialogue rather than political confrontations on social media. Senior AKP figures have also sought to reduce tensions, stressing respect for Azerbaijan’s sovereign decisions.

The relationship extends far beyond shared language and cultural identity. Turkish military cooperation has been central to Azerbaijan’s regional security policy, while energy infrastructure and transport corridors connect the countries economically. Ankara also remains an important actor in the changing strategic balance of the South Caucasus.

For the European Union, the confrontation is relevant because Azerbaijan remains an important energy supplier and trading partner, while Turkey occupies a central position in regional transport and security arrangements.

The immediate question is whether Baku will reconsider the application of its school regulations. The wider political dispute concerns the extent to which Turkey can criticise Azerbaijan’s domestic policies without jeopardising a partnership that both governments have consistently presented as a cornerstone of their foreign policy.

The public confrontation has exposed differences that had previously been managed within the bilateral relationship. However, Fidan’s intervention and the continued diplomatic engagement suggest that both governments are seeking to contain the dispute rather than dismantle their alliance.

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Governo monitora saúde de amazonenses em locais afetados por queimadas

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O Ministério da Saúde vem monitorando os impactos das queimadas na saúde dos amazonenses e sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) na região. 

A medida ocorre depois que o governo do Amazonas decretou situação de emergência em 36 municípios, no último dia 10, em razão dos incêndios florestais.

Notícias relacionadas:

A pasta atua em conjunto com o governo estadual e dos municípios afetados pela estiagem severa, fogo e fumaça, com a realização de visitas técnicas e apoio à gestão.

O objetivo é articular medidas preventivas para manter o abastecimento de insumos essenciais para assistência à saúde da população local.

Até o momento, foram identificados 12 municípios que necessitam de algum tipo de suporte nos serviços de saúde.

Público alvo

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes estão entre os grupos que demandam atenção especial.

A atuação também considera os cuidados necessários diante da exposição à fumaça, que pode agravar doenças respiratórias e cardiovasculares.

Abastecimento de oxigênio

O Ministério da Saúde avalia o consumo de oxigênio nos territórios, incluindo os distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

Pela lógica de descentralização do SUS, compete ao gestor local administrar a rede de saúde de seu território, o que inclui a compra, o controle de estoques e a logística de insumos e medicamentos.

No entanto, para garantir a assistência respiratória à população, em eventuais em situações de calamidade que coloquem vidas em risco, o Ministério da Saúde pode apoiar o abastecimento de insumos, como cilindros de oxigênio, por meio de seu poder de compra emergencial ou apoio logístico das Forças Armadas para garantir o reabastecimento.

Apoio federal

Paralelamente ao monitoramento dos impactos das queimadas sobre o SUS na região, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) segue atuando com operações de prevenção e combate aos incêndios florestais.

O órgão enviou o reforço de 290 brigadistas federais ao estado e conta com aeronaves do governo para ampliar as operações no estado.

Neste enfrentamento aos incêndios florestais, o governo federal levou ao Amazonas dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira, que estão operação desde segunda-feira (13) e outras seis aeronaves foram mobilizadas— quatro aviões air tractor e dois helicópteros.

Segundo dados divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente na última quarta-feira (14), o Ibama extinguiu 303 focos no Amazonas.

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o Projeto de Combate a Incêndios e Desmatamento no Amazonas (ProAmazon) recebeu do governo federal, desde 2024, R$ 45 milhões para o estado do Amazonas equipar o Corpo de Bombeiros Militar especificamente para combater incêndios. A verba serve para aquisição de viaturas, compra de equipamentos de segurança e estruturação de bases de operação.

 

 

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Hospital Geral de Bonsucesso chegou à marca de 450 leitos para o SUS

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O Hospital Geral de Bonsucesso chegou à marca de 450 leitos em operação para atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro, o hospital retomou o funcionamento da emergência 24 horas e chegou a 390 leitos em operação.

Nesta quinta-feira (15), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou o hospital. 

Notícias relacionadas:

“A gente comemora, hoje, aumentar em três vezes o volume de cirurgias do Hospital Bonsucesso, de cerca de 500 para mais de 1,6 mil cirurgias realizadas. O volume de exames, que era em torno de 20 mil, ultrapassou 170 mil. Aumentou duas vezes o volume de internações. Isso aconteceu no Hospital Bonsucesso e nos outros cinco hospitais federais”, disse Padilha.

Além de Bonsucesso, fazem parte do plano os hospitais do Andaraí, Cardoso Fontes, da Lagoa, Ipanema e dos Servidores.

A unidade de Bonsucesso passou a contar também com um segundo tomógrafo e uma nova hemodinâmica. Segundo o Ministério da Saúde, a chegada de um segundo tomógrafo vai ampliar a capacidade de diagnóstico por imagem da unidade, com expectativa de realização de 500 tomografias por mês.

Na área de hemodinâmica, o Hospital Geral do Bonsucesso passou a contar com uma segunda sala, equipada com Arco em C, aparelho que permite a realização de procedimentos nos vasos sanguíneos, como angioplastias e arteriografias. 

O Hospital Geral de Bonsucesso é referência no atendimento de casos de alta complexidade pelo SUS,  oferecendo serviços especializados em cardiologia, cirurgias cardíaca e vascular, oncologia, transplantes, tratamento de doenças renais, traumato-ortopedia e terapia intensiva.

A emergência 24 horas do hospital foi reaberta após cinco anos. De janeiro a setembro de 2026, foram realizados 41,3 mil atendimentos, com média de 4,5 mil por mês, cerca de 21% acima da média registrada em 2025. No mesmo período, o hospital contabilizou 12,1 mil internações, enquanto a média mensal chegou a 1,3 mil, crescimento de 19% em relação a 2025 e de 88% sobre 2024. 

Reestruturação

Instituído pelo Ministério da Saúde em julho de 2024, o Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro reorganiza a atuação das unidades e a integração à rede do SUS.

De acordo com balanço do Ministério da Saúde, a iniciativa contribuiu para a reabertura de 477 leitos, a contratação de 3.239 profissionais e a retomada de serviços essenciais.

A rede registrou aumento de 708,5% nos atendimentos de emergência, 38,8% nas internações, 28,7% nos procedimentos cirúrgicos e 30,8% nas consultas médicas em comparação com 2022. O trabalho é realizado em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), a Fiocruz, a HUBrasil e universidades federais.

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Saúde aprova protocolo para tratar crianças com hemofilia A

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O Ministério da Saúde aprovou protocolo para uso do medicamento emicizumabe no tratamento de crianças até 6 anos com hemofilia A que não apresentam inibidores do fator VIII da coagulação sanguínea.

A medida consta de portaria publicada na edição desta quinta-feira (15) do Diário Oficial da União.

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O documento estabelece critérios de diagnóstico, inclusão e exclusão de pacientes, além das condições de tratamento e dos mecanismos de regulação, controle e avaliação.

O protocolo tem abrangência nacional e deverá ser usado pelas secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios para regular o acesso ao tratamento.

Benefícios

O tratamento é considerado menos invasivo. Ao contrário da terapia tradicional com fator VIII, que exige infusões nas veias, o emicizumabe é aplicado por via subcutânea, de forma menos invasiva.

O tratamento, de acordo com o ministério, diminuiria também a frequência dos sangramentos. 

Informação 

De acordo com a portaria, o paciente ou o responsável legal deverá ser informado sobre os potenciais riscos, efeitos colaterais e eventos adversos relacionados ao uso do emicizumabe.

O protocolo completo ficará disponível no site do Ministério da Saúde, na área destinada aos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT).

Atendimento

Os gestores estaduais, distrital e municipais do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão organizar a rede assistencial, definir os serviços de referência e estabelecer os fluxos necessários para o atendimento dos pacientes em todas as etapas previstas pelo protocolo.

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Hire next WHO chief for the job, not the flag

China’s nomination of Chinese national Song Li to lead the World Health Organization has been filed under the wrong heading. Most of the coverage treats it as a chapter in a bigger story: Washington has walked out, Beijing has stepped in and Geneva must now pick a side. That story is tidy. It is also […]

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Montenegro para Nobel da Paz

VTM

Depois de no pretérito ano de 2025, a laureada ter sido Maria Corina Machado, com fundamento no reconhecimento pelo seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo da Venezuela e pela luta por uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia, este ano temos de adicionar o nosso Primeiro-Ministro à ‘shortlist’ de prováveis vencedores.

Neste Jardim à beira-mar plantado parece ter-se encerrado a fronteira entre governar um país e gerir um balneário, tal afirmação facilmente se sustenta na enviesada definição de urgência atribuída ao arrufo entre Cristiano e Jesus, que obrigou Luís Montenegro a realizar diversas chamadas telefónicas, designadamente para Cristiano, Jesus e Proença, na tentativa de moderar o conflito entre dois egos, que, certamente, tornam os intervenientes mais inflexíveis que muitos líderes mundiais.

Este papel intrusivo do Estado na lide da seleção nacional de futebol materializa-se numa tremenda inversão de prioridades, sendo atribuída superior relevância à prática desportiva em detrimento dos 664 horários que continuam sem professor ou do consecutivo aumento dos preços dos combustíveis que vem sufocando os portugueses.

Mas a culpa também é nossa e, sobretudo, da nossa conivência, que vem deixando que o tempo político se afaste do que é realmente pertinente para o nosso quotidiano e se esgote em reflexões a respeito de quantos minutos deve jogar Cristiano.

Neste pressuposto, talvez se mostrasse relevante aplicar a prodigiosa diplomacia do PM para zonas de conflito internacional. Ora, se um mero telefonema logra apaziguar os egos estratosféricos de Jesus e Cristiano, não se entende como ainda não se encontra o nosso PM a mediar o conflito do Médio Oriente, de Kiev ou até do Sudão.

Com o curriculum diplomático moldado a telefonemas de balneário, o nosso Chefe de Governo antevê-se mais que qualificado para contactar diretamente com os líderes em rota de colisão e ensinar-lhes como se resolvem guerras, por muito extremadas que as posições de cada lado se apresentem.

Perante o relatado, apesar de já se identificarem favoritos ao Prémio Nobel da Paz, como são exemplo Volodymyr Zelensky (pela resistência na Ucrânia), Yulia Navalnaya (pela luta da oposição russa contra o regime) e as Salas de Resposta de Emergência do Sudão (pela coragem dos voluntários a salvar vidas no terreno), a verdade é que nenhuma dessas candidaturas demonstrou a versatilidade de Montenegro, tendo agora o júri norueguês de ponderar em contrarrelógio os excecionais méritos do nosso Primeiro-Ministro.

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Ronaldo apologises for Portugal walkout and says he remains available

UEFA Nations League - Norway vs Portugal

Cristiano Ronaldo has apologised to Portugal supporters and his teammates for walking out of the national team camp, while insisting he remains available to represent his country once any disciplinary

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The bursting of the Cristiano Ronaldo bubble

On December 6, 2022, hours before facing Switzerland in the last 16 of the Qatar World Cup, Portugal coach Fernando Santos summoned Cristiano Ronaldo to his room at the team hotel. “I explained to him that he would not start that night because he lacked match rhythm, and he took it badly,” the coach recalled. It was the trigger for a crisis that four years later still consumes time and energy at a federation that has failed to promote an extraordinary generation of talent without subordinating it to the contradiction of playing for a footballer who achieved greatness thanks to his dynamism but is now 41 and has long struggled to move around the field.

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© PATRICIA DE MELO MOREIRA (AFP)

Cristiano Ronaldo during the game against Wales on September 24.
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Belgium nominates Hans Kluge as WHO Director General

The Belgian federal government has nominated Hans Kluge (pictured) for the position of Director-General of the World Health Organization (WHO).

“I am very honoured by the trust Belgium has placed in me and am grateful for the opportunity to take on this important responsibility,” Kluge said on X. “Serving the WHO has been the greatest privilege of my professional life.”

Kluge has served as WHO Regional Director for Europe since 2020 and began a second term in February 2025. Under WHO rules, he will step aside as WHO/Europe Director while campaigning for the role, a process that involves lobbying member states, NGOs and the organisation's largest funders.

Tried and tested
After qualifying as a doctor in Belgium, he began his international career with Médecins Sans Frontières in conflict settings in Liberia and Somalia. He subsequently coordinated tuberculosis programmes in Siberian prisons and across the former Soviet Union.

Kluge joined WHO in 1999, initially working on tuberculosis and HIV in...

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